CAPITULO 16 – VINTE ANOS DEPOIS...
Vinte anos haviam se passado desde a morte de Kagome. Nesse tempo muitas coisas aconteceram, dentre as quais a morte de Inuyasha há 10 anos atrás e a nova vida de viúva que Kikyo passou a levar após a morte do marido.
Inuyasha havia morrido num acidente de carro após uma reunião com futuros investidores numa cidade vizinha numa noite chuvosa, seu carro perdeu o controle e colidiu contra um caminhão. Com a morte do marido Kikyo que já não era a mulher que Inuyasha havia se casado, mudou ainda mais uma vez que teve que assumir a Tessaiga ainda que seu cunhado insistisse para que deixasse a empresa nas mãos dele, Kikyo quis preservar os interesses da filha a Kagome-chan.
Kagome-chan, assim fora carinhosamente apelidada por seu pai, era uma garota muito bonita, teve uma infância muito feliz ao lado do pai que lhe cobria de atenção e carinho, no entanto a morte precoce de seu pai lhe causara uma imensa dor e solidão, marcando sua adolescência. Sua mãe Kikyo era oposta a seu pai, sempre indiferente às necessidades e anseios da filha, preferia passar o dia cuidando de assuntos banais e fúteis.
Kikyo havia mudado após o casamento com Inuyasha, vendo dia após dia a indiferença do marido que vivia apenas pela lembrança de Kagome, ela novamente foi se tornando a Kikyo de antes. E quanto a filha, não suportava a atenção em demasia que o marido dava a criança, achava que a mimava demais. Na verdade Kikyo tinha ciúmes da maneira atenciosa e carinhosa que Inuyasha tratava Kagome-chan, enquanto a ela não lhe perguntava nem se quer como ela havia passado o dia.
A morte de Inuyasha marcara para sempre a vida de ambas, Kikyo passou a se ocupar dos assuntos da empresa; para tanto contratou um eficiente contador com o qual ela passava várias horas do dia, e ocasionalmente da noite, revendo a contabilidade da empresa. Kagome-chan passara a adolescência muito sozinha, quase nunca tinha a oportunidade de conversar com a mãe, e qualquer tentativa resultava inútil. Mesmo sendo mãe e filha, Kagome-chan e Kikyo eram bem diferentes, enquanto a mãe se preocupava com coisas materiais, Kagome-chan era mais aberta aos seus sentimentos e gostava de ajudar as pessoas; ela havia ficado no lugar da mãe nas campanhas sociais que outrora Kikyo promovia, uma vez que Kikyo alegava não ter mais tempo para essas coisas.
Kagome-chan termira o colégio com louvor, sendo uma das melhores alunas de sala; agora estava fazendo cursinho pré-vestibular para medicina, seu grande sonho era se tornar uma médica da cruz vermelha. Lembrava quando contara para mãe seu sonho de carreira.
FLASHBACK
A mãe estava no quarto retocando a maquiagem no espelho do quarto.
-Então quer ser médica da cruz vermelha? – Kikyo a olhava com uma expressão de que não entendera muito bem o que a filha dissera
-É – confirmou Kagome-chan com empolgação na voz
-E o que é a cruz vermelha? Por acaso é algum hospital?
Kagome-chan não acreditava como a sua mãe podia as vezes ser tão desligada do mundo real, vivia somente para as fofocas do seu mundinho social, qualquer coisa alheia a isso simples não existia. A garota não estava com paciência para explicar o que era e o que realmente significava a Cruz Vermelha, afinal sua mãe nunca entenderia essa ânsia por ajudar pessoas as quais você não conhece.
-Kagome-chan deveria fazer algo mais útil da sua vida do que ser uma médica, por acaso pretende passar a vida cercada de gente doente e morrendo, ah que mau gosto da sua parte – continuou Kikyo não dando importância para a carreira que a filha escolhera
-Nunca vai me entender não é verdade. – Kagome-chan cruzou os braços e virou o rosto para a mãe.
Naquele momento Kikyo parou o que estava fazendo e olhou através do espelho a filha ali parada, a garota tinha na época 16 anos, e uma lembrança lhe veio a mente, ficou ali parada olhando a filha através do espelho imóvel. Viu quando a filha se virou e começou a encara-la também pelo espelho.
-Como pode se parecer tanto com ela? – perguntou a si mesma num sussurro.
-O que disse mãe? – perguntou Kagome-chan que não havia entendido
-Nada, agora vá para o seu quarto e se arrume um pouco antes de ir para a escola, passe uma maquiagem e um brilho nos lábios, pare de andar como uma desleixada, tenha mais postura de menina.
Kagome-chan saiu do quarto da mãe com a cara emburrada, detestava quando sua mãe a repreendia por sua aparência. A verdade é que não sentia desejo por passar horas se maquiando na frente do espelho, e nem gostava de usar roupas extravagantes como sua mãe; com certeza ela não herdara a vaidade da mãe.
FIM DO FLASHBACK
Kagome-chan seguiu seu sonho e assim que terminou o colégio começou a estudar duro para passar para medicina. A jovem caminhava pela rua quando viu um bonito rapaz andando em sua direção, e sorrindo para ela.
-Olá princesa - disse o rapaz erguendo-a no ar
-Kouga quer me colocar no chão – ordenou ao rapaz em meio a risos
-Claro, tudo o que você mandar.
Kagome-chan e Kouga haviam se conhecido no colégio e freqüentavam o mesmo pré-vestibular ainda que estivessem em salas separadas. Eles eram muito felizes juntos, Kouga era brincalhão, engraçado, bonito, ciumento e super-protetor; era ao lado dele que Kagome-chan tinha o carinho que não recebia de sua mãe.
-Posso te encontrar na lanchonete mais tarde.
-Kouga eu não posso tenho prova amanhã
-Vamos princesa!
-Não Kouga!
-Tempo livre antes da última aula
-Sem chance – a garota continuava caminhando
-Lanchonete mais tarde
-Não
Kouga a pegou no colo, deixando seus livros caírem
-- Quer me por no chão – ordenou - Kouga por favor, estamos no meio da rua, me solta!
-Então, lanchonete antes da última aula?
- Ta, te espero lá. – concordou por fim
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No próximo capítulo uma foto vira o mundo de Kagome-chan. De quem será essa foto? E por que isso poderá mudar a sua vida?
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COMENTÁRIO DA AUTORA
Na segunda parte da história como puderam perceber a protagonista é a Kagome-chan, filha de Inuyasha e Kikyo.
Muitas surpresas estão por vir, e revelações que nunca pensaram que pudessem ser reais.
Não percam a seqüência de ANJO DE VIDRO. E não esqueçam de deixar a sua opinião a respeito da história.
