CAPITULO 18 - COISAS DO PASSADO
Kagome-chan não conseguia prestar atenção a aula de biologia; estavam tendo uma revisão sobre genética e bastou o professor introduzir o assunto para sua mente viajar nas palavras de Kouga.
"Essa foto é da sua mãe quando tinha a sua idade?... Princesa notou como ela e você são parecidas?"
-"Como podemos ser parecidas? – pensou a garota
Kagome-chan olhava fixamente seu livro de biologia aberto na página sobre transmissão de características genéticas aos descendentes.
-"Genética... fenótipo...iguais aos pais...iguais aos pais.." Iguais aos pais.
Kagome-chan levanta-se num sobressalto da cadeira
-A senhorita tem alguma pergunta? – perguntou o professor, mas a garota não respondeu apenas se levantou e saiu da sala carregando seu material.
Kagome-chan estava atônica, incrédula que tal possibilidade pudesse ser verdadeira. A garota observava a paisagem pela janela do ônibus, não quis esperar o motorista vir busca-la precisa esvaziar a mente e pensar melhor naquilo que começa a atormentar. Kagome-chan sentiu uma forte pontada na cabeça, ultimamente vinha tendo fortes dores de cabeça as quais ela atribuía ao estresse do cursinho. A verdade é que nos últimos dois anos as dores de cabeça vinham sendo mais recorrentes, uns dias mais forte, outros dias mais fraca; mas presente quase todos os dias. Comentara com sua mãe tal fato, mas pouca atenção recebeu e um dia no qual a enxaqueca fora mais pronunciada que a impedira sequer de se levar da cama sua mãe fora vê-la, e lhe dissera.
FLASHBACK
-Dor de cabeça? E desde quando isso é motivo para ficar o dia inteiro na cama?
-Olha mãe, não piore a minha enxaqueca.
-Oras K-chan não seja fraca. Eu vivo tendo dores de cabeça e não fico o dia inteiro na cama.
(Kikyo sai do quarto)
FIM DO FLASHBACK
As vezes sua mãe conseguia realmente tira-la do sério. Kagome-chan olhou pela janela do ônibus e viu um parque, decidiu dar uma caminhada antes de voltar para casa. A garota desceu e foi andando até o parque que estava calmo no final daquela tarde de verão, alguns casais passeavam abraçados ou de mão dadas sempre rindo, Kagome-chan se lembrou de Kouga e desejou que ele estivesse ali naquele momento; ela foi andando e parou em frente a um enorme lago que refletia os últimos raios de sol daquela tarde, do outro lado do lago havia uma floresta, uma reserva natural na realidade.
O lugar parecia mágico, tão mágico quanto eram as suas histórias favoritas que lia quando era pequena. Kagome-chan sentou-se num banco próximo ao lago e ficou observando duas crianças que estavam mais afastadas brincarem de atirar pedrinhas no lago, as pedrinhas ricocheteavam sobre a superfície do lago, até que gradualmente perdiam a força e afundavam nas águas profundas. Quando as crianças foram embora, Kagome-chan resolveu tentar a brincadeira, escolheu uma pedrinha, esticou o braço e dando impulso a pedrinha a jogou em direção ao lago; a primeira tentativa não fora bem sucedida e a pedrinha afundou antes mesmo de chegar ao meio do lago. As luzes do parque já começavam a acender, a noite estava chegando, mas Kagome-chan parecia não se importar entretida na sua tentativa de fazer a pedrinha atravessar o lago.
Quando chegou em casa era bem tarde da noite, mas seu passeio no parque a ajudou a relaxar, já havia inclusive esquecido o motivo pelo qual parara naquele lugar; Kikyo estava na sala sentada e ao ver a filha começou seu discurso.
-K-chan veja que horas são? Onde estava?
-Fui caminhar um pouco.
-Namorar, talvez essa seja a palavra mais adequada.
-Eu não estava com o Kouga.
-Isso eu já sei, o infeliz do seu namoradinho não parou de ligar para o apartamento; para que quer um celular se o mantem desligado! Com quem estava?
-Estava sozinha – respondeu de má vontade
-Sozinha, não acha que sou alguma tola; não estaria na rua até essa hora sozinha. Não quero que se envolva com qualquer marginalzinho...
-E desde quando se importa com a minha vida – gritou
-K-chan, que maneira é essa de falar – repreendeu Kikyo que não gostava de saber que estava perdendo o controle sobre a filha.
Kagome-chan a encarou e nada respondeu, apenas começou a andar em direção ao seu quarto.
-K-chan volte aqui!
Kagome-chan olhou para o lugar na estante onde costumava a ficar a foto de Kagome, e depois virou-se para a sua mãe.
-Por que não me chama de Kagome? – perguntou serenamente
Kikyo por um momento ficou sem reação.
-Não mude de assunto K-c...
-Nem sequer pode pronunciar o nome daquela que roubou meu pai de você, a quem meu pai amou de verdade.
-Já chega!
-Não! Você me odeia porque sou parecida com ela, desde a adolescência quando meus traços se tornaram mais semelhantes ao dela você evita me olhar nos olhos e pouca atenção dá para aquilo que eu faço.
-Como pode dizer isso da sua própria mãe?
-Você realmente é minha mãe? – perguntou Kagome-chan secamente
-O que disse?
-Sabe acho que preferiria se ela fosse a minha mãe – e apontou para o lugar vazio na estante, mas Kikyo entendeu o que significava
Sem esperar por respostas, gritos, lamentos ou longos discursos de sua mãe, Kagome-chan foi para seu quarto, nem sequer jantou, estava com uma enxaqueca terrível e preferiu dormir mais cedo que o habitual.
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COMENTÁRIO DA AUTORA
A foto de Kagome causa uma grande confusão na cabeça de Kagome-chan, e ela começa a se questionar o porquê dela ser tão parecida a primeira esposa de seu pai. Muitos segredos estão por ser revelados.
Para completar a situação uma discussão entre mãe e filha, será que Kikyo realmente a odeia por ser parecida a Kagome?
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RESPOSTA DAS REVIEWS
GERAL: Surgiu em alguns posts a dúvida da Kagome-chan ser filha da Kikyo ou não? Bom essa é uma surpresa que estou reservando para revelar logo nos próximos capítulos, não vou enrolar com essa história, afinal a resposta para essa pergunta já foi dada no último capítulo da primeira parte da história.
Lory Higurashi – O Inuyasha reencarnar... acho que não! A fase Inuyasha e Kagome já passou na história; além disso eu achei que ia ficar estranho a filha se apaixonar pela reencarnação do pai.
MariInha – O Sesshoumauru ainda vai aparecer na história, aliás ele vem protagonizar uma parte importante da história.
jennichan – só pelo fato da Kagome-chan ser parecida com a Kagome já seria motivo para a Kikyo não gostar dela.
manu higurashi – pode deixar que não vou demorar em atualizar a outra fic, é que eu acabei tendo que administrar muitas fics ao mesmo tempo; mas agora APENAS UM REFLEXO já foi finalizada e eu posso voltar a atenção para as demais histórias.
Maiyu .Mad.Hatter.- clonagem não é um assunto que entra na história, mas garanto que existe uma explicação mais do que lógica para a Kagome-chan ser parecida com a Kagome.
Quero agradecer a todos os leitores que vem acompanhando a história!!!!
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NÃO PERCAM A ESTRÉIA DA MINHA NOVA FIC:
------CASTELO DE CRISTAL------(Uma linda história de amor da época medieval)
EM BREVE NO
