CAPITULO 21 – O AMIGO DE INFANCIA

Kagome-chan estava calada observando a rua que se movimentava rápido.

-Ainda pensando em toda aquela história – perguntou Houjo quebrando o silêncio.

-Não dá para esquecer – disse virando a cabeça para o rapaz – achei que a Kagome pudesse ser a minha verdadeira mãe. Talvez era isso que eu quis acreditar o tempo todo.

-Ter a sua mãe como mãe é tão ruim assim?

-Não se lembra dela?

-Pouco, mas agora que estamos falando dela lembro-me que ela não era muito atenciosa com você.

-Piorou ainda mais quando meu pai morreu.

-Hey Kagome-chan que tal tomarmos um café, assim você chega com uma cara melhor em casa?

-Acho que não tem problema.

Kagome-chan e Houjo pararam numa bonita cafeteria no centro da cidade, e lá ficaram horas conversando, relembrando o passado e contando seus planos para o futuro.

-Médico! Você é médico – espantou-se a garota

-Quase, eu ainda estou estudando – disse o jovem tomando mais um gole de café

-Eu também quero fazer medicina e trabalhar na Cruz Vermelha. Que área vai seguir em medicina?

-Neurologia. Sabe é coisa de família; meu avô, meu pai e agora eu.

-Deve ser legal ter uma família como a sua.

-Às vezes é difícil lidar com todos eles.

Os dois jovens passaram horas conversando, tanto que Kagome-chan perdeu a noção do tempo, já nem sequer se lembrava de Kouga, pois não o mencionara a noite toda. Quando chegou em casa encontrou o apartamento vazio, na secretária uma mensagem de sua mãe.

"K-chan passarei a noite fazendo o balanço semestral da empresa. Não me espere acordada"

-Tradução da mensagem: K-chan passarei a noite com o contador fazendo..., bom isso não importa. Chego amanhã de manhã – disse a garota em desânimo – Espero que pelo menos chegue de bom humor. Vou dormir.

Kagome-chan já estava acostumada com as noites que sua mãe passava fora com algum homem distinto; detestava essa atitude de sua mãe, porquê ela não apresentava um namorado, seria tão menos depravado.

A garota foi para seu quarto, sobre sua cama jazia seu celular com inúmeras mensagens de voz e torpedos do seu namorado Kouga; como ela achava irritante ter que ficar apagando todas as mensagens.

-Que merda Kouga! – começou a xingar o aparelho como se fosse o namorado enquanto apagava as inúmeras mensagens - Basta deixar uma mensagem que eu retorno a ligação quando chegar em casa, mas não precisa ficar a cada 5 minutos ficar ligando e mandando mensagens. Não vou ligar para você, senão vamos brigar.

Além da mãe vadia tinha um namorado chato e ciumento, essa não era a vida que Kagome-chan pretendia levar para sempre, ficar ao lado desses dois, nem pensar. Toda essa história de ser médica da Cruz Vermelha era na verdade a maneira mais lógica que ela tinha pensando para fazer algo nobre e ficar o mais longe possível da mãe.

A garota foi tomar um banho e deitou-se, mas apesar do cansaço o sono não veio. No começo acreditou que a insônia era causada pela história que ouvira há algumas horas atrás, no entanto, logo percebeu que o verdadeiro motivo de sua insônia era seu amigo de infância, Houjo.

Na manhã seguinte Kagome-chan saiu de casa antes que sua mãe retornasse, estava com uma dor de cabeça terrível mas buscou forças interiores para se levantar e ir para o cursinho, péssima idéia. Ao chegar no cursinho viu na porta de entrada seu namorado Kouga conversando com uma garota da sala dele, os dois estavam rindo e a garota ficava toda hora colocando a mão no braço e no peito do rapaz, que parecia não se incomodar com a situação; isso só fez a sua dor de cabeça aumentar. Voltou para casa, e lá estava sua mãe.

-Onde estava ontem o dia inteiro? O motorista disse que não a encontrou no cursinho.

-Precisava resolver uns assuntos – disse de má vontade e dirigiu-se para o quarto.

-Escute não quero vê-la agarrada com algum marginalzinho que vai acabar desgraçando com a sua vida

-Tem medo que ele só queira o meu dinheiro?

Kikyo pareceu surpresa em escutar a filha falar aquilo, pois na verdade essa era a real preocupação de Kikyo, que a filha se envolvesse com um...como dizer rapaz de poucas posses, um pobretão mesmo.

-Não sabia que gostava de ficar se agarrando com gente baixa.

-Os bons exemplos de casa não me ajudam muito – alfinetou

-O que quer dizer com isso? Sabe o quanto trabalho para manter essa casa desde seu pai morreu.

-Traduzindo: Sabe como eu dou duro para manter meus luxos desde que seu pai morreu.

-K-chan não se atreva a me desafiar

- Eu não tenho medo das suas ameaças – gritou, seu rosto estava vermelho e quente

Kagome-chan sentiu uma forte pontada na cabeça e perdeu os sentidos.

COMENTÁRIO DA AUTORA

Eu também odeio ter que ficar apagando as mensagens do celular.

Kagome-chan e Houjo, vocês acham que eles dariam um bom casal?

E agora Kagome-chan começa a passar mal, será esse um mac prenúncio?

Obrigada pelas reviews. Algumas respostas gerais das reviews

RESPOSTA DAS REVIEWS

A Kagome-chan ser a reencarnação da Kagome? Muitas surpresas virão nesse sentido, mas não por enquanto.

manu higurashi infelizmente a Kagome não chegou a dar a luz ao bebê que estava esperando, por isso não havia possibilidade da Kagome-chan ser filha da Kagome, no entanto o mistério das semelhanças entre ambas permanece.

Srta. Lenita, Lory Higurashi que bom que estão gostando!

MariInha o Mirok e a Sango também ficaram mais velhos, afinal a Kagome-chan já não é mais criança.

Uchiha Danii-chan a parte que a Kagome estava grávida eu escrevi depois que havia terminado a história, achei que isso daria mais emoção a história. Eu tb quase chorei escrevendo essa história principalmente nas partes finais da primeira parte. A Kikyo na verdade não estava assim tão mudada, ou será que foi o fato de Inuyasha nunca ter esquecido Kagome que fez Kikyo voltar a ser o que era? Até o final da história eu conto o que aconteceu. A Kagome-chan e o Kouga foram um par bem inusitado. Tem muita coisa para acontecer e a história trará muitas surpresas.