Kagome-chan acorda num quarto de hospital cercada de aparelhos, ela estava sozinha e quarto estava vazio; ainda sentia a cabeça doer um pouco, a verdade é que todo o seu corpo estava dolorido. Pela janela viu o forte sol que brilhava do lado de fora, uma enfermeira entrou no quarto.
-Bom dia – disse a enfermeira sorridente
-O que aconteceu comigo? – Kagome-chan ainda estava confusa
-Você desmaiou e sua mãe a trouxe para cá, fizeram alguns exames. Não se lembra, você recuperou os sentidos pouco depois que chegou ao hospital.
-Agora que falou tenho uma vaga lembrança sobre isso.
-Não se preocupe deve ser o efeito do sedativo que tomou para fazer a tomografia – disse a enfermeira enquanto verificava o soro - O doutor vai passar aqui daqui a pouco, ele está no quarto ao lado
-E quanto a minha mãe?
-Ela esteve aqui boa parte da noite, e como o médico disse que você só ia acordar pela manhã, ela foi para a casa; disse que viria vê-la mais tarde.
A enfermeira saiu do quarto e Kagome-chan ajeitou-se na cama, ficando sentada. Não acreditava como sua mãe era tão pouco sensível, nem nessas horas tinha coragem de apóia-la; sentia falta de ter alguém a seu lado. Lembrou-se de Kouga; ele não havia ligado para ela nas últimas horas, lembrou que antes ele não passava 3 horas sem ligar pelo menos duas vezes para ela, e quando não podia mandava torpedos. Talvez a relação deles estivesse um pouco fria demais.
-Kagome-chan que bom que veio me visitar.
Kagome-chan estava tão distraída que nem percebera que alguém entrara no quarto. Ao ver a pessoa, a garota abriu um largo sorriso.
-Não me diga que ficou com saudades – continuou o rapaz
-Houjo, eu não sabia que trabalhava aqui.
-Na verdade sou residente, estou ajudando o doutor Kymura com os pacientes; e quando vi seu nome não pude deixar de visita-la.
Kagome-chan o olhava encantada, e por um breve momento lembrou o quão desarrumada e desajeitada deveria estar, mas por que isso importaria nesse momento, afinal ela estava num hospital, por que se preocupar com a aparência que ela deveria estar? A garota observava atentamente o jovem ver o prontuário e anotar algumas coisas nele.
-Como está se sentindo?
-Surpresa – disse meio distraída
-Surpresa? – Houjo parara de escrever e olhava para Kagome-chan que percebera a besteira que tinha dito – Me referia a sua dor de cabeça – contniuou Houjo a fim de a situação não ficasse mais comprometedora do que estava.
Mas antes que Kagome-chan pudesse responder, Kikyo entrou no quarto carregando um ramalhete de rosas vermelhas.
-K-chan estava tão preocupada
-"Que fui para a casa dormir um pouco" – completou Kagome-chan em pensamento, não queria começar uma briga com sua mãe ainda mais na frente do Houjo
Kikyo pareceu nem notar a presença do rapaz no quarto.
-Passo mais tarde para vê-la, Kagome-chan – disse Houjo se dirigindo para a porta.
Nesse instante Kikyo notou que havia alguém mais no quarto.
-Ah doutor, como está a K-chan?
-Os resultados dos exames ainda não saíram, mas assim que ficarem prontos eu aviso tia Kikyo.
Kikyo fez uma cara de espanto, por que ele a chamara de tia; mas antes que Kikyo soltasse alguma perola Kagome-chan foi logo explicando.
-Mãe, esse é o Houjo. Ele é filho do tio Mirok e da tia Sango.
Qualquer simpatia que Kikyo pudesse ter pelo rapaz desapareceu no momento que escutou os nomes de seus pais.
-Desculpe-me não ter me apresentado antes – disse Houjo abrindo um tímido sorriso - por certo não se lembra mais de mim.
-Ah, claro – disse Kikyo secamente – o filho daqueles dois.
O sorriso logo desapareceu do rosto de Houjo, e Kagome-chan entendeu que ele não havia gostado da maneira como sua mãe havia se referido aos pais do jovem: "daqueles dois"
-Bom, eu passo mais tarde – disse Houjo saindo
A dor de cabeça de Kagome-chan aumentou, não acreditava como sua mãe podia ser tão...tão... as palavras ficaram presas na sua garganta e bloqueadas em sua mente.
-Nossa, até aqui se encontra dessa gente – disse Kikyo com desprezo depois que o rapaz saiu.
-Mãe se quer que eu saia logo daqui é melhor parar de vir me visitar.
-K-chan como pode falar isso, francamente, essas suas influências estão lhe saindo muito bem.
Depois de dois dias Kagome-chan recebeu alta hospitalar. Kouga havia ido visita-la no hospital em companhia de Ayame, sua 'amiga de sala'que por uma infeliz coincidência era a mesma menina que estava conversando com Kouga na porta de entrada do cursinho; Kagome-chan atribuiu ao fato sua alta ter demorado mais de 1 dia para acontecer. Os resultados dos exames nada mostraram, pelo menos aparentemente, e novamente o estresse foi o responsável pelo mal-estar associado a falta de alimentação. A garota ficara tão obcecada por descobrir a verdade sobre Kagome que simplesmente esquecera de se alimentar, e no dia que desmaiou havia comido apenas algumas bolachas na casa da Sango.
O motorista fora busca-la no hospital e a levou para casa o apartamento estava vazio, pois Kikyo estava na empresa. Kagome-chan foi até o seu quarto, pegou a foto de Kagome; depois sentou-se na cama e ficou admirando a foto da moça, a qual esperava ser sua verdadeira mãe, mesmo que essa crença tenha durado apenas 1 dia. Mas a admirava agora mais do que nunca, e as palavras de Mirok contando sobre a trágica vida de Kagome vinham a sua mente.
"Kagome e seu pai eram muito felizes juntos, mesmo com os sintomas da doença de Kagome, eles procuravam viver uma vida normal...quando as crises começaram Kagome ficou assustada com o seu futuro e pediu para ir para o Hospício Municipal, na verdade ela já pretendia tirar a própria vida...ela tomou muitos analgésicos...Inuyasha ficou arrasado com a morte da esposa...Inuyasha se casou com Kikyo...e você nasceu"
A história ficava passando por sua cabeça como se fosse um filme.
-Kagome morreu grávida, e ela nem sequer sabia que esperava um filho do meu pai- sussurrou – Kagome..
Kagome-chan não acreditava que fosse possível uma pessoa tão boa quanto Kagome não ter podido ser feliz ao lado da pessoa que tanto amava. Lembrou-se como Sango a havia definido.
FLASHBACK
-Ela era um anjo que precisou voltar para o céu!
-Será que anjos não podem ser felizes? – perguntou enxugando uma última lágrima que escorria por seu rosto.
FIM DO FLASHBACK
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COMENTÁRIO DA AUTORA
Desculpem a demora em postar
Obrigada pelas reviews que recebi, leio todas sempre com muito carinho!!
No próximo capítulo deixo as respostas das reviews
