CAPITULO 25 – UM NOVO ROMANCE

Kagome-chan decidiu procurar Mirok e Sango, e para isso foi até o apartamento deles. Ao chegar lá foi recepcionada por Houjo que ficou encantado com a presença da moça. O rapaz chamou os pais, e todos se reuniram na sala.

Kagome-chan lhes conta que havia pedido para Kushiro, o antigo informante de seu pai, buscar informações que conduzissem ao passado de Kagome; mesmo curiosos em saber o porquê da atitude da jovem não ousaram interrompe-la até que esta finalmente contou que ao buscar o passado de Kagome, ela encontrou a resposta para o fato de ser tão parecida a Kagome.

-Tia!! – Mirok estava espantado com a revelação, e esse sentimento era compartilhado por Sango e Houjo.

-Nossa é mesmo uma surpresa saber que Kagome e Kikyo eram irmãs – Sango estava sem jeito, não sabia o que dizer diante daquela revelação.

-Meia-irmã, a Kagome era apenas meia irmã da minha mãe – corrigiu Kagome-chan que estava eufórica

-Então você é parecida com sua tia? – Houjo ainda não havia tido a oportunidade de comprovar tal semelhança, uma vez que nunca tinha visto a foto de Kagome.

-É isso pode explicar a nossa semelhança – concluiu Kagome-chan.

-Kagome-chan, sua mãe sabe disso? – perguntou Mirok um pouco receoso

-Acredito que não saiba, e acho até mesmo que Kagome morreu sem saber. O senhor Kushiro me contou que se encontrou com uma amiga da mãe de Kagome; ele contou que a mulher disse que a mãe de Kagome era empregada na casa de minha mãe e quando deu a luz a Kagome a entregou ao orfanato onde essa sua amiga trabalhava.

-Vai ser um choque quando ela souber disso – disse Houjo

Sango se levantou e foi até um dos quartos, e quando voltou trazia na mão um álbum grosso com uma bonita capa de couro preta. Ela fez um gesto com as mãos para Houjo, que estava sentado próximo a Kagome-chan, se afastar e sentou-se ao lado da jovem começando a folhear o álbum.

-Esse álbum é do meu casamento com o Mirok, veja aqui tem uma foto da Kagome com o seu pai – disse Sango apontando para uma foto.

A foto mostrava uma Kagome sorridente envolta pelos braços de Inuyasha, que era seu marido a época do casamento de Mirok e Sango.

-São mesmo muito parecidas – confirmou Houjo olhando a foto.

Kagome-chan sorriu, no fundo gostava de ser comparada com Kagome; principalmente agora que sabia os laços que as unia. Eles passaram horas vendo as fotos do casamento e relembrando os momentos que viveram juntos. Mirok e Sango contavam histórias engraçadas sobre Kagome fazendo Houjo e Kagome-chan rirem. Quando a noite caiu, a garota se despediu de seus 'tios', mas antes que pudesse dizer tchau para Houjo esse se ofereceu para leva-la até em casa. Mirok e Sango trocaram olhares de cumplicidade, pois viam que cada vez mais Houjo e Kagome começavam a se aproximar. Antes de sair Kagome-chan pediu a Mirok e Sango que guardassem segredo sobre os laços fraternos de Kagome e Kikyo.

Como de costume Houjo oferece um café para a amiga, e antes de leva-la em casa eles param numa cafeteria e ficam conversando durante um longo tempo. Quando já haviam terminado o café, na verdade ambos pediram uma boa xícara de chocolate quente com chantilly, Kagome-chan escutou a sineta da porta de entrada e ao olhar de relance para a porta viu seu namorado Kouga, muito bem acompanhado. A garota tentou disfarçar, mas Kouga a viu sentada ao lado de Houjo e imediatamente foi tirar satisfações com a namorada, e sua acompanhante foi em seu encalço.

-Agora entendo por que não retorna as minhas ligações – disse Kouga com desprezo olhando para Houjo.

-Acho que não sentiu tanto a minha falta – revidou Kagome-chan olhando para a acompanhante de Kouga – Vamos embora Houjo, não quero atrapalhar a noite do feliz casal.

Kagome-chan levantou-se pegando sua bolsa, Houjo a olhava calado não estava entendendo a situação, pois Kagome-chan nunca lhe havia contado que aquele garoto era namorado dela. Certa vez Houjo o vira no hospital no quarto de Kagome-chan, mas pensou que se tratava apenas de um amigo. Kagome-chan saiu rapidamente da cafeteria, não queria dar brecha para que Kouga começasse suas ceninhas de ciúmes. Não agüentaria que o namorado a criticasse por estar saindo com outro cara quando ele não saia da barra da saia 'daquela tal de Ayame', como ela se referia a garota que estava sempre acompanhando seu namorado.

Kagome-chan pediu que Houjo a levasse a um lugar especial, esse lugar era o parque onde esta estivera naquela tarde conversando com a mulher do orfanato. Eles foram até o lago, Kagome-chan permanecia em silêncio o tempo todo e Houjo apenas acompanhava-a em seu percurso. Quando chegaram ao lago, Kagome-chan pegou uma pedrinha e tacou-a em direção ao lado, a pedrinha ricocheteou por toda a superfície do lago indo cair do outro lado; a garota estava notavelmente frustrada com a situação que presenciara, e o jovem não pode deixar de notar.

-Kagome-chan você está bem?

A garota vira-se e faz uma cara de surpresa como se somente naquele momento se desse conta que o rapaz estava ali também.

-Houjo, me desculpe isso não a tem a ver com você.

-Kagome-chan saiba que está tudo bem. – sentou-se no banco – Se quiser desabafar eu posso te escutar.

-O que quer que eu fale? Que o Kouga não é o cara ideal para mim, que ele é extremista demais, ciumento demais...e que eu não tenho o afeto de ninguém, nem mesmo da minha mãe. É isso que quer que eu diga, pois saiba que eu não falarei! – disse decepcionada com a própria fraqueza em admitir tais sentimentos.

Kagome-chan sentou-se ao lado de Houjo, e este passou a mão por trás de suas costas, a garota corou ao sentir as mãos do rapaz sobre seus ombros.

-Tem que dar uma oportunidade a si mesma de amar e ser amada.

As palavras de Houjo tocaram o coração da jovem, que levantou-se num impulso ficando frente a frente para o rapaz que também se levantou. Os olhares falaram por si, pouco a pouco o rosto de ambos foram se aproximando e até seus lábios se tocarem. Naquele momento não existia o tempo e não existia Kouga, somente os sentimentos que falavam por si. Quando finalmente terminaram o beijo que mesmo tendo durado alguns poucos segundos pareceu ter sido eterno.

-Houjo – disse Kagome-chan que ainda não havia decido se aquilo era sonho ou realidade.

-Kagome-chan, eu gosto de você – disse o rapaz decidido

A garota o olhava atônica.

-O que foi Kagome-chan? – perguntou o rapaz preocupado com o fato de ter sido apressado demais – você não gosta de mim?

Kagome-chan o olhava fixamente.

-O problema é que eu também gosto muito de você

-E desde quando isso é problema? – perguntou o rapaz intrigado

-Desde que eu sou eu, e você é você.

-E o que tem de mal nisso? Somos duas pessoas que se gostam, certo? Por um acaso tem medo do que sente?

Medo, essa era a palavra que definia os sentimentos de Kagome-chan; mas por que estava com medo? Medo de amar ou de deixar-se ser amada. Olhou para o lago, e aproximou-se da sua borda. Viu seu reflexo na superfície da água, mas num relance viu que não era o seu reflexo era o reflexo de sua tia que olhava para ela naquele momento; e lembrou-se da coragem de sua tia.

-Houjo eu não tenho medo – virou-se para o rapaz – não importa o que aconteça, eu quero ficar ao lado da pessoa que gosto.

O rapaz sorriu para ele, e eles voltaram a se beijar.

COMENTÁRIO DA AUTORA

Primeiramente quero começar com uma errata: era o avô da Kagome-chan e não avó. O pai da Kikyo teve um caso com a empregada, e a empregada entregou Kagome para uma amiga que trabalhava num orfanato.

Kagome-chan e Houjo admitem seus sentimentos, e um romance surge na história, um romance em meio a tantas descobertas para Kagome-chan.

RESPOSTA DAS REVIEWS

Melina Black – que bom que não desistiu de continuar lendo a história, a morte da Kagome foi um grande marco para a fic, e ajudou a abrir caminho para os demais personagens como foi o caso de Kikyo que teve a oportunidade de mostrar mais sobre sua personalidade.

Luna – acho que essa a primeira vez que repondo uma review sua, fiquei feliz ao saber que você gostou e está gostando da história... quanto a Kagome e a Kikyo serem irmãs, bom a resposta já foi dada, e eu já troquei o segredo tem a ver com o avô.

Jennifer – que bom que está gostando

Mile-chan – sua anteninha captou bem a história... realmente a Kagome e a Kikyo são meia-irmãs, mas é por parte do avô e não da avó da Kagome-chan. Lamento te-la feito chorar tanto!!!

Souldarkgirl – de todos os reviews e posts que recebo dos meus leitores nenhum me impressionou mais ler do que o seu, fiquei pasma com a história do seu avô, quando eu escrevi a fic não conhecia nenhum caso igual ao da Kagome, foi tudo escrito no improviso, conforme eu escrevia a história surgia. Nem sei o que comentar a respeito da história do seu avô, fiquei chocada e tocada tb.

Obrigado pelos elogios, eu nunca pensei em filme, mas mtos leitores falam que eu deveria escrever um livro, mas por enqto fic para mim é só hobby!

Lory Higurashi – já desfiz a confusão, eu escrevi errado, o correto é avô