N.A.
Oi pessoal!
Desculpem a demora, mas o capitulo VI ta aí pra vocês! Espero que gostem... Criticas e sugestões são muito bem vindas pra mim, vocês sabem!
Domo Arigatou e boa leitura!
Se eu não tiver você
Capítulo VI
- Seiya! Espera aí!- Shiryu chamava o rapaz que descia o último lance de escadas do prédio, já o alcançando e o segurando pelo braço- A gente tem que conversar. Conversar sério!
- Não precisa Shiryu! Eu estou bem! - Seiya respondeu rispidamente, soltando-se do braço do amigo e se dirigindo rapidamente à saída do prédio
Marin estava com Aioria na portaria, quando viu Seiya passar por eles e sair no meio daquela chuva toda. Shiryu fez menção de ir atrás dele, mas desistiu na porta do prédio
- Eu sabia que a Saori estava muito brava com o Seiya. - Aioria falou seriamente
- Outra vez eles brigaram... Estão pior do que nós dois. - Marin deduziu balançando a cabeça e vendo o táxi que seu namorado esperava chegar.
- Acho que eu deveria ficar. Vocês podem precisar de ajuda e... - Aioria falou, sendo interrompido carinhosamente pela namorada
- Não precisa... Pode deixar que a gente resolve tudo. Não deve ser nada grave. - ele assentiu e se despediu da ruiva com um beijo
- Por que não foi atrás dele Shiryu?- ela perguntou ao rapaz, observando Aioria correr até o táxi.
- Ele precisa pensar um pouco.
- Foi a Saori, né? Eles brigaram de novo... – Marin suspirou quando Shiryu disse que sim com a cabeça- São dois cabeças-duras mesmo.
- É... Talvez um pouco - Shiryu disse pensativo- Agora vamos subir. Vou me despedir da Shunrei.
- Você é um idiota Seiya... Idiota... - Saori murmurava tentando conter suas lágrimas e sentindo as pernas fraquejarem ao ponto de fazê-la ajoelhar-se. –Idio...ta...
Shunrei observava tudo tristemente. Nunca tinha visto Saori daquele jeito e isso lhe cortava o coração. Aproximou-se vagarosamente e depositou a mão sobre o ombro dela, agachando-se para ficar à sua altura.
- Não fale assim. Sei que na verdade você não acha isso dele.
Saori fitou a amiga com os olhos úmidos.
- O que está dizendo, Shunrei? É exatamente isso que eu penso!
- Acho que você está se comportando como a criança que ele disse que você parecia. Aliás, os dois estão. Isso não pode continuar assim, concorda?- Shunrei falava em tom sereno.
- Não. Não vai continuar... - Saori agora mantinha um olhar decidido, enquanto secava as lágrimas vorazmente com as costas das mãos- De uma vez por todas.
Shunrei balançou a cabeça, reprovando a atitude da moça e a abraçou por um tempo tentando acalmá-la.
- Saori... A raiva não é a melhor companheira quando se precisa refletir melhor sobre algo- A noiva de Shiryu disse com sua costumeira calma.
- Acho que não tenho nada para refletir. Já está mais do que decidido- Saori ficou um pouco pensativa e após um pequeno silêncio, completou- Eu posso ficar um pouco sozinha?
- Claro. - Shunrei deu um beijo em sua testa e levantou-se, já se dirigindo à saída.
-Shunrei... –Saori a chamou antes que ela saísse, fazendo com que a chinesa a olhasse - Eu adoro você.
A moça apenas sorriu. Assim que o ouviu o ruído da porta se fechando, Saori jogou-se em sua cama, fitando o teto e pôs-se a pensar em tudo que havia acontecido. Pensamentos que queria abandonar definitivamente, tamanha raiva e dúvida que traziam. Suspirou longamente e virou-se na cama, concentrando o olhar no pequeno pedaço de papel que havia jogado sobre o criado-mudo. Não havia se importado muito com o papel antes, mas Julian havia sido tão gentil com ela. Pelo menos agradeceria ao rapaz por tudo e por impedi-la de cometer besteiras maiores do que as que havia feito.
Seiya caminhava de cabeça baixa pelas ruas desertas, completamente encharcado pela água da chuva. Mas isso não importava. Nada importava naquele momento. O que mais queria era esquecer que um dia havia conhecido Saori Kido. Queria nunca mais ter que ver aquela pessoa. Mas como fazê-lo se a imagem da garota não lhe saía do pensamento? Estava sentindo muita raiva de si mesmo, por todas as mudanças que ela havia provocado nele, mas era mais forte do que si sentir-se assim.
Percebeu que um carro parou ao lado dele. Apesar de o vidro estar embaçado por causa da chuva, viu que era Shiryu, que com um gesto, pediu para que entrasse no veículo. Pensou em simplesmente ignorá-lo, mas não podia fazer isso com seu amigo, por mais raiva que estivesse sentindo naquele momento.
Durante todo o caminho não trocaram uma só palavra. Nenhuma pergunta, crítica ou piadinha foi feita, gerando um clima de total apreensão, que perdurou até os dois entrarem no apartamento de Seiya. Shiryu foi buscar uma toalha para o amigo enquanto este se jogava no sofá, demonstrando exaustão.
Shiryu entregou a toalha para Seiya, que começou a secar os cabelos, deixando-os completamente bagunçados. Após alguns segundos de silêncio, Seiya finalmente resolveu se manifestar. Já estava um pouco mais calmo.
- Obrigada por estar aqui amigo.
- Você sabe que pode sempre contar comigo. - Shiryu respondeu calmamente- Vim tentar entender o que está acontecendo com você.
- Se você está se referindo à discussão com a Sa... , digo, com a senhorita Kido, saiba que isso nunca mais vai se repetir. Não pretendo mais vê-la, ouvi-la ou saber qualquer coisa que venha dela. Será melhor assim.
Shiryu olhou para o amigo e notou a grande tristeza que emanava dele ao dizer aquelas palavras.
- Essa não é a melhor solução. Não é fugindo do problema que você vai resolvê-lo. Principalmente se isso te faz sofrer.
- Eu não estou sofrendo. - disse Seiya, sem muita convicção.
- Claro que está. Por que não admite logo que a Saori te importa muito? Até mais do que você possa imaginar?
Parecia que as palavras de Shiryu haviam aberto os olhos de Seiya. Finalmente os "por quês" haviam cessado para ele. Agora não teria como fugir da verdade. Estava na hora de encarar a realidade e parar de ficar se escondendo dela, se passando por vítima.
- Eu vou te dizer por quê... Por que eu sou um perfeito idiota! Um cabeça-dura, teimoso e principalmente orgulhoso! Orgulhoso demais para admitir que... - Seiya se exaltou, levantando-se, mas sendo interrompido por Shiryu
- Que está apaixonado por ela, não é?
Seiya parou de enumerar seus defeitos e fitou Shiryu nos olhos por alguns instantes. Não teria mais como esconder tamanho fato à seu melhor amigo. E nem para si próprio. Jogou-se novamente no sofá.
- Acho... Acho que sim... - ele suspirou longamente antes de continuar- Não tem outra explicação pra isso.
- Eu já desconfiava. Você não é mais o mesmo desde que ela chegou
- Eu sei amigo... Eu sei... Mas não há nada a fazer quanto a isso.
- Seiya, eu só posso dizer que tudo que acontece em nossas vidas tem um propósito. Nada é por acaso. Vai deixar essa oportunidade escapar assim?
- O quê está tentando dizer? Que eu devo ir lá e contar à ela tudo que sinto?- Seiya perguntou, surpreso- Eu o faria, se não se tratasse de Saori Kido... E se ela não me odiasse.
- Mas Seiya...
- Shiryu, por favor... Eu vou resolver isso. Não se preocupe comigo.
Shiryu assentiu. Sabia que Seiya tomaria a melhor atitude para si e por isso o apoiaria no que decidisse.
- Você vai ficar bem?- Shiryu perguntou, já se levantando do sofá.
- Vou sim. Obrigada de novo. Não sei o que seria de mim sem sua amizade
- É... Eu também não sei o que seria de você sem mim- brincou Shiryu, arrancando finalmente um pequeno sorriso de Seiya antes de ir embora.
Segunda-feira. O dia mais odiado da semana havia chegado com ainda menos graça para uns e com brilho total para outros. A manhã passou rapidamente, sem mudanças na rotina de todos que trabalhavam nas empresas Toshio e a tarde seguia na mesma tranqüilidade. Saori estava em sua mesa, preenchendo alguns papéis importantes, mas com os pensamentos um pouco longe. Estava lembrando da conversa que havia tido com Julian e do convite um tanto quanto direto dele para que jantassem hoje. Na hora, não viu motivos para não aceitar, afinal, era só um jantar. Mas agora estava em dúvida se tinha feito a escolha certa. Julian parecia ser uma boa pessoa, mas por que aquele sentimento de culpa tomava conta dela? Onde estava aquela Saori decidida, que nunca havia tido dúvidas em fazer algo? Nem ela mesma sabia e isso a deixava frustrada. Não sabia desde quando havia perdido o controle sobre si. Rubricou o último documento da extensa pilha de papéis que lhe entregaram. Definitivamente, não era hora de pensar nessas coisas.
- Senhorita Saori, preciso que você analise estes papéis também- Shura se aproximou da jovem, mostrando-lhes os documentos, mas percebendo a garota um pouco distraída- Está tudo bem?
- Hã?-ela balbuciou um pouco afoita- Ah... Sr. Shura. Está tudo bem sim. Em cinco minutos te levo os papéis... Mas... O que eu tenho que fazer mesmo?- completou coçando a nuca
- Hunf! Brigou com o namorado, não é?
- Como?- Saori o olhou, sem entender do que ele falava
- Aquele seu namorado... Não é por causa dele que você está assim?
- Namorado? Que namorado?- Saori o olhou surpresa, lembrando-se em seguida da "mentirinha" que Seiya havia contado há algum tempo atrás- Ah... O meu EX-namorado... -ela fez questão de enfatizar o EX, que na verdade nunca tinha sido e sorria por dentro por ter desfeito pelo menos uma confusão em sua vida
- Que pena. Sinto muito por vocês. – Shura disse seriamente
-Não sinta.
- Certo... - ele sorriu para Saori- Mas, voltando ao assunto, pedi pra você analisar esses papéis. Pode ser?
- Claro! Como disse, em cinco minutos os levarei para o Senhor. - Saori respondeu retribuindo o sorriso, vendo Shura assentir e se afastar.
Shiryu pesquisava algo no computador, quando viu Shun entrar no escritório. Haviam combinado que hoje ele poderia vir mais tarde, fato esse que, se dependesse de Shiryu, nunca mais ocorreria.
- Boa tarde gente!- Shun cumprimentou alegremente
- Não tão boa assim. – Seiya, que também estava em sua mesa lendo um processo, respondeu friamente sem tirar os olhos do papel
- Bom tarde Shun! Como vai?- Shiryu falou com um sorriso, mas com um olhar capaz de cortar qualquer um ao meio. - Adorei sua recomendação! Aquele restaurante era maravilhoso mesmo.
Shun engoliu seco ao ver a expressão de Shiryu.
- E- eu posso explicar... Eu só queria que vocês se divertissem um pouco!- Shun mantinha um sorriso maroto nos lábios
- Claro que nos divertimos! Separar brigas é a coisa mais divertida do mundo!- Shiryu respondeu sarcasticamente.
- Me desculpa Shiryu. Eu fiz isso na melhor das intenções. Não pensava que isso poderia acontecer.
- Só vou te perdoar por que preciso de um favor seu. Mas que isso não se repita!
- Está bem- Shun continuou sorrindo e voltou-se para Seiya- Nossa! Que cara é essa?
Seiya simplesmente não respondeu ao comentário. O olhar sério que dirigiu à Shun após virar uma página do processo já dizia tudo. – Por que ao invés de ficar fazendo perguntas, você não uma olhadinha ao seu redor? Tem dezenas de pastas para arquivar. Dezenas!- foram as únicas palavras que ele disse ao rapaz.
Shun reparou que definitivamente Seiya não estava muito contente e resolveu ficar quieto. Seiya nem riu da bronca que ele havia tomado de Shiryu! Era raro ele ter esses surtos de mau humor, mas quando tinha, era por algo sério.
- De manhã eu recebi um telefonema de um amigo advogado em Hong Kong. Ele me pediu que uns de nós fosse ajudá-lo em um caso muito complicado. Adivinha quem foi o escolhido?- Shiryu informou, apontando para Shun.
- Eu? Em Hong Kong? Isso é muito longe!- o rapaz de cabelos verdes exasperou.
- Eu não posso ir, por que tenho o caso da Senhora Watanabe e o Seiya... Bom, você sabe que ele não entra em avião nem sob tortura. E ele também tem o caso do Senhor Toshio. Já você não está com nenhum caso. - Shiryu respondeu calmamente.
- E quanto tempo vou ficar lá?-Shun já estava preocupado
- De quatro a seis meses. - Shiryu viu a expressão preocupada de Shun se intensificar, o que provavelmente queria dizer que ele não queria ir- Por favor! Ele me pediu esse grande favor. E só vamos sair ganhando com isso! Faz isso por nós, Shun!
Shun viu o olhar quase suplicante de Shiryu e decidiu aceitar. E afinal das contas, era uma forma de se desculpar com ele pelo mal entendido que havia causado.
- Tá bom... Eu sempre sou explorado por vocês mesmo... - ele brincou
- Ótimo! Vem aqui que eu vou te explicar tudo.
Seiya soltou um suspiro aborrecido, enquanto observava Shiryu dando as instruções à Shun. Tudo parecia tão chato naquele dia.
Já era quase noite e o expediente do dia já havia terminado. Marin e Saori esperavam por Shunrei na recepção, enquanto a moça cuidava de um assunto rápido, porém urgente.
- A Shunrei reclama de mim, mas quando resolve se atrasar é pior que nós todas juntas!- Marin reclamava
- Ah, dá um desconto Marin! Ela está resolvendo um assunto importante. E você sabe disso.
- É sim, Saori, mas...- Marin não conseguiu terminar a frase, pois estava surpresa com a imagem que estava vendo- Saori, aquele não é o rapaz da boate?
- Hã?- Saori virou-se para ver do que Marin falava, esboçando a mesma reação que a ruiva havia tido instantes atrás- Julian?
O rapaz se aproximou das duas, com um sorriso galante, deixando Marin completamente extasiada.
- Boa noite, Saori.- cumprimentou pegando a mão da moça e depositando um beijo sobre ela- Senhorita...- completou, dirigindo-se a Marin
- Boa tarde, Julian. O que faz aqui? Pensei que só nos encontraríamos mais tarde- Saori respondeu ainda surpresa, enquanto Marin tentava entender o que se passava ali. Aliás, ela já havia entendido.
- Eu não suportei esperar tanto tempo. Precisava te ver e por isso vim te pegar aqui. - Saori ficou completamente sem graça com o comentário - Eu não sabia que o endereço do seu trabalho era o mesmo das Empresas Toshio. Meu pai tem alguns negócios com o dono daqui.
- Que ótimo! Vocês vão sair? A Saori precisa mesmo se divertir um pouquinho. - Marin se intrometeu
- Sim, Marin- ela respondeu, voltando-se novamente para o jovem que ali estava- Eh... Julian... Eu não estou arrumada para um jantar, tenho que passar em casa e ainda estou esperando a minha amiga Shunrei.
- Por mim você não precisaria se arrumar. Você está linda! Mas se preferir passar em casa, não tem problema algum.
Saori não sabia se ia ou se inventava alguma desculpa para Julian. Mas ele não tinha culpa de suas incertezas. Isso era uma coisa só dela.
- Está bem Julian. Marin, você avisa a Shunrei, por favor?- Saori disse um pouco mais conformada com a idéia.
- Claro! Bom jantar pra vocês. E depois você vai me contar tudo, mocinha!- Marin cochichou- Cuida bem dela hein!- falou em seguida, arrancando risadas de Julian.
Shiryu e Seiya também já haviam saído do trabalho. Estavam na garagem do prédio, onde seu escritório ficava. Já haviam se separado, mas quando Seiya chegou perto de seu carro, viu que um dos pneus estava completamente vazio, provavelmente devido a um furo.
- Droga!- ele descontou sua ira dando um chute no pneu- Só faltava essa!
Shiryu ouviu o grito do amigo e se aproximou, vendo o motivo de sua raiva
- Vem, eu te dou carona. - ele disse com um sorrisinho nos lábios. Era engraçado ver como as pessoas se irritavam com coisas tão banais.
- Eu vou aceitar. Você me deve mais de mil caronas mesmo... - Seiya disse já entrando no carro do amigo.
Shiryu dirigia seu carro pelas ruas da agitada Tóquio quando se lembrou que tinha que passar na casa de Shunrei. Seiya concordou, mas ficaria esperando no carro. Não queria se irritar com mais nada hoje.
O noivo de Shunrei estacionou o carro do outro lado da rua, pois a frente do prédio onde a moça morava já estava ocupada por outro veículo, que parecia muito caro, por sinal. Shiryu subiu e Seiya ficou esperando, como haviam combinado. Ligou o rádio na tentativa de relaxar um pouco. Escutar boa música sempre lhe fazia bem.
- Já estou pronta. Vamos?- Saori disse sem muito entusiasmo para Julian, que a esperava na sala.
O rapaz estava de queixo caído. Saori estava realmente bela. Havia colocado um vestido preto e comportado, mas que a deixava ainda mais feminina e o cabelo preso, com algumas mechas caindo lateralmente. Não era bem o estilo dela vestir-se daquele jeito mais formal, mas sabia que Julian a levaria a um restaurante que pedia que ela trajasse aquela vestimenta.
- V-você está... Perfeita! – ele disse ainda meio bobo com a visão
- Obrigada. - agradeceu um pouco envergonhada, enquanto ele oferecia o braço à ela.
Enquanto Saori e Julian desciam por um elevador, Shiryu subia por outro, causando o desencontro entre eles. Shiryu surpreendeu-se ao dar-se conta de que não havia ninguém em casa àquela hora. Provavelmente havia ocorrido algum contratempo no trabalho. Depois falaria com Shunrei, então.
Seiya já estava cansado de esperar por Shiryu, mesmo que só o estivesse fazendo à cinco minutos. Realmente estava precisando de uma boa noite de sono. Aquele dia havia sido um dos dias mais maçantes que já havia tido. Olhou o relógio, olhou para o prédio e mal pôde acreditar no que estava vendo: Saori, linda como ele jamais havia visto... E Julian? Eles estavam saindo juntos? Ele olhava Julian abrindo a porta do carro gentilmente para Saori, depois dando a volta no veículo para tomar seu posto de motorista... Não sabia definir seus sentimentos naquele momento. Era uma mistura de indignação, raiva, tristeza, ciúmes e... Decepção. Seu rosto demonstrava pura e total decepção. Não acreditava que o que sentia pudesse ter algum futuro, mas vê-la com outro o entristeceu profundamente.
Saori sorria e esperava Julian dar a partida no carro, quando seus olhos encontraram-se com os de Seiya no carro do outro lado da rua. O sorriso estampado em seus lábios foi diminuindo gradualmente, dando lugar a uma expressão séria. Viu o olhar triste do rapaz se transformar em um olhar de indiferença, de aborrecimento. Não deu tempo de ver as outras reações dele, pois Julian saiu com o carro.
Shiryu saiu do prédio logo em seguida, e entrou no carro.
- Que azar! A Shunrei ainda não chegou. Depois eu falo com ela.
- Shiryu... - um pequeno silêncio se formou quando o chinês o fitou- Eu quero ir pra Hong Kong no lugar do Shun- Seiya quase não conseguiu falar. Parecia que um nó na garganta não permitia que as palavras saíssem.
- O quê? – Shiryu estava surpreso – Por que essa mudança agora? Aconteceu alguma coisa?- agora ele já estava preocupado
- Não aconteceu nada... O que poderia ter acontecido? - Seiya esboçou um sorriso completamente forçado, tentando não demonstrar o que sentia – É que eu pensei melhor e acho que uma viagem me faria muito bem. Mesmo que seja a trabalho.
- Entendo... - Shiryu respondeu, percebendo que aquela era uma desculpa muito da esfarrapada. Mas talvez viajando, Seiya esquecesse um pouco seus problemas. - Vai ser mesmo muito bom pra você. Amanhã eu falo com o Shun. Ele vai entender.
- Obrigada.
CONTINUA...
