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Uma semana depois...

Astória escovava o cabelo sentada em sua rica penteadeira estilo vitoriano. Olhava pela janela como o vento sacudia as árvores anunciando uma forte nevasca.

- Parece que o fim de semana será um caos... – comentou para o marido, que estava no toalete.

Draco terminava de prender a toalha no quadril, seus ombros salpicados de água e o cabelo molhado pelo recente banho. Quando foi pegar outra toalha para enxugar o cabelo, notou que o corte em sua mão ainda estava aberto e uma pequena gota deslizava pelo machucado causando-lhe um ardor persistente.

Era estranho. Todos os dias passava a poção cicatrizante e chegou a beber outra para cura de ferimentos físicos, mas não surtia efeito. Abriu a torneira e colocou a mão debaixo da água corrente, vendo um pouco perturbado como a água descia vermelha de sangue.

- Querido, porque não adiamos o jantar de amanhã? – Astória olhou para a porta do banho, estranhando não obter respostas.

Então seu corpo deu um salto derrubando a escova de cabelo, assustada com a figura de Scorpius perto do banheiro. Ele estava camuflado pelas sombras, mas podia ver o brilho de seus olhos frios e sem emoções. A olhava fixamente.

Astória sorriu nervosamente levando uma mão ao peito. – Você me assustou, meu anjo... Há quanto tempo estava aí?

Scorpius não respondeu.

Ainda mais nervosa e assustada, ela encostou na penteadeira, sua mão buscando o pincel de blush cujo cabo era de madeira pura com a ponta forjada em prata. Sabia que não era uma arma, mas poderia afugentar o menino que fazia uma semana estava estranho como querendo machucá-la.

Como que notando sua intenção, o garoto deu um passo à frente, mas a porta do banheiro se abrindo distraiu a atenção de ambos.

Scorpius se abraçou ao pai quando este entrou no quarto. – Papai, hoje você me ajuda a entender o livro de história? Eu gosto que você me ensine as coisas.

Draco sorriu com carinho. – Claro filho. Só vou me vestir está bem?

O menino acompanhou o pai ao closet, sem antes olhar a mãe que ainda estava apoiada na penteadeira e agarrava firmemente o pincel. Pelo vão da porta o menino a observava seriamente até o momento em que pai e filho deixaram o quarto conversando animadamente.

Astória levou a mão direita à fronte, tomada por um desespero crescente. Largou o pincel e tampou o rosto com as mãos, controlando os soluços.

Fazia três dias que o filho, num acesso de agressividade, derrubou sobre si uma prateleira de cristais franceses que enfeitava a biblioteca, gritando que era uma mentirosa. Depois disso, nunca mais ensinou nada ao garoto.

Quis contar para o marido, mas por algum motivo não conseguia. Agora tinha medo de Scorpius e preferia se trancar no quarto quando Draco saía para trabalhar que ficar sozinha com ele.

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Lily estava sentada no colchão em que dormia revirando o livro de um lado a outro. A capa era escura com um símbolo estranho e estava trancado. Não conseguia abri-lo e isso a estava deixando revoltada.

- Livro bobo! – o atirou no meio do quarto e abraçou o urso para se acalmar.

Então viu como alguém o pegava do chão e o olhava curioso.

- É aquele livro daquela vez? – Albus se sentou ao lado da irmã, que emburrada via como o irmão o examinava – Eu tinha me esquecido dele.

- Não consigo abrir.

Albus observou atentamente a capa onde percebia elevações desconexas que se abriam de um tronco e se afinavam em forma de leque. – É um símbolo Celta. Se não me engano é a Árvore da Vida, mas esta está seca... Eu vi esse símbolo em algum lugar que não me recordo...

Girando o livro na mão notou que uma tranca sem fechadura lacrava o livro. A contra capa não havia nenhum detalhe.

- Sabe como abrir? – Lily perguntou ansiosa.

Albus passou os dedos pelo relevo do símbolo vendo como era bem detalhado, então notou como este podia se mover conforme o empurrava. Apoiou a palma da mão sobre o desenho e o girou com força.

Quando a árvore ficou de cabeça para baixo, a tranca se soltou podendo finalmente abrir o livro. Um vento agitou seus cabelos quando virou a primeira página e escritas lhe surgiram como num livro qualquer.

Entretanto, nas profundezas do esgoto, uma pequena criatura sorria maliciosamente, seus olhos brilhando na escuridão do lugar. Sentia que a magia milenar foi libertada e que começava a trabalhar... Era hora de voltar ao mestre...

- O que está escrito? – Lily se debruçou contra o irmão, querendo ver também.

- É apenas um livro de história... Nada impressionante – disse com um quê de decepção.

- Eu gosto de histórias...

Albus a olhou desconfiado. – Não quer que eu leia isso?

- Por favor... – ela fez carinha de birra – Antes que a gente tenha que dormir...

Resignado, o menino voltou a atenção para o primeiro parágrafo. – Era uma vez em um lugar muito distante, um rei muito malvado que se achava no direito de controlar a vida das pessoas... Ele era contra aqueles que julgava não merecedores de viverem, exceto os que pertencia a sua corte...

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No mesmo instante, no Ministério da Magia...

- Silêncio – ordenou um dos membros de diretoria. Os componentes da bancada selecionada para a divulgação da votação do novo Ministro, visto que o último se encontrava com graves problemas de saúde, se calaram – Estou aqui com o resultado da votação... A partir de hoje, quem ocupará o cargo de Ministro da Magia, é Alfred Springs.

Um burburinho crescente tomou conta do salão. Até o próprio magistral que leu o resultado parecia ter ficado em choque.

Arthur olhou surpreso para Schaklebolt, quem era o favorito para assumir o cargo. – Isso é... Estranho...

Enquanto a maioria dos membros não concordava com a escolha, o mencionado se erguia de sua cadeira com um amplo sorriso no rosto, passando a cumprimentar a todos como o novo Ministro da Magia.

Em um canto, sendo ignorado por todos os membros da bancada, Lucius Malfoy ficou em estado catatônico. Seria a primeira vez que um mago muggle tomava um posto tão influente na sociedade bruxa.

Sua cadeira entre os membros do Conselho continuava ao seu dispor, mas como foi um membro do lado errado da guerra, ninguém lhe dava créditos apesar de precisarem de seus altos conhecimentos administrativos, políticos e tradicionais.

Não seria tolo de expor sua contrariedade em relação a isto...

Alfred Springs havia ingressado no Ministério fazia pouco tempo e quase nada se sabia a seu respeito, além de ser uma pessoa sem crimes e um pai de família honesto. O mais surpreendente era que Springs era um mago nascido de muggle que acabou se casando com uma bruxa mestiça de muggle. Seus dois filhos eram squibs por ter a maior parte do sangue muggle, nenhum deles receberam níveis consideráveis de magia em seus genes a ponto de criar e conjurar feitiços, os mais simples que fossem.

Com um gesto de sua parte o silencio voltou a reinar no salão.

- A partir de agora, terei a oportunidade de levar a toda sociedade inglesa, o justo e o correto. E para dar início ao meu mandato, pedirei que os novos membros de meu governo se reúnam comigo na sala ao lado para tratar das mudanças que ocorrerão de agora em diante – um novo alvoroço surgiu no salão, mas todos estavam cientes de que o Ministro podia formar seu próprio conselho particular, àqueles que o assessorariam em seu mandato.

Lucius apertou o bastão quando notou que os membros do novo Conselho eram todos mestiços e magos muggles. O único mago legítimo que foi escolhido pelo novo Ministro era Arthur Weasley. Sorriu com ironia. Justamente um amante de muggles...

Quando pensava que não poderia ser pior, Lucius ouviu a inusitada pergunta feita por Schaklebolt.

- Qual será a sua prioridade como Ministro da Magia senhor Springs?

- A primeira coisa que devemos fazer é... – fez uma pausa sorrindo bonachão e carismático, como sempre havia sido – Tirar da sociedade todos os mestiços de criaturas, pois eles são seres cruéis e por mais humanos que pareçam, seus instintos são primitivos e uma hora ou outra, eles poderão ser um grande problema para nossa comunidade e a expansão de seus genes com magos, muggles ou não, é uma abominação!

Como o esperado, a maioria aplaudiram concordando que criaturas mágicas eram uma ameaça e era um ato bizarro que se cruzassem sangue com magos ou muggles. Os únicos que não aplaudiram foram Arthur e Lucius, o primeiro por saber que se essa Lei fosse a vigor, perderia parte de sua família, desde Bill, Fleur e seus três netos até o pequeno afilhado de Harry, Teddy que tinha licantropia, e o segundo por ter a mirada determinada de Springs contra si.

- Por mais que se digam puro-sangue, sei que a linhagem francesa, país onde permitiu-se o cruzamento de sangue animal com humano, é muito comum ter descendentes de criaturas, como os veelas...

Lucius se levantou enfurecido notando claramente a ameaça nessas palavras. – Um muggle como você não conhece famílias tradicionais como a minha. Então não ouse nos insultar...

Springs olhou a todos os presentes. – Todos sabemos que a família Malfoy é de origem francesa e não inglesa. Todos sabemos que mesmo na França, são raríssimos os magos com características híbridas, extremamente loiros, de pele branca e feições agraciadas pelos deuses... Além claro, dos que tiveram como ancestrais, um membro veela... – seus olhos voltaram a percorrer cada um dos presentes – Quem de vocês membros do Conselho aprovam minha Lei?

Todos ergueram as mãos, com exceção de um membro. Springs sorriu para Malfoy como quem diz: "Ganhei".

Lucius voltou a apertar o bastão, sua mão formigando a ponto de sacar a varinha e amaldiçoá-lo. Então o barulho de alguém se levantando chamou a atenção de todos.

- Eu renuncio ao cargo... – Arthur disse claramente entristecido. Sem esperar resposta, tratou de deixar o local ignorando o chamado de Schaklebolt.

Malfoy respirou fundo antes de também deixar a reunião. Não valia a pena ir para Azkaban por causa de um muggle tolo.

Só não esperava o que aconteceria no dia seguinte...

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Albus virou a página e continuou a leitura:

- Na manhã seguinte, todos os indignos foram acordados pelas tropas do rei que os obrigaram a se exilar num lugar muito distante... Entre essas pessoas, estavam o mais sábio dos magos e o mais valente dos guerreiros... O guerreiro, além de seus feitos memoráveis, fora atacado em uma de suas missões por um demônio que ao ser derrotado, lhe concedeu um poder extraordinário o qual, nunca conseguiu dominar...

James entrou pela porta interrompendo a leitura. – A mamãe mandou vocês irem tomar banho.

- Agora? – Lily implorou com os olhos ao irmão mais velho – Al está lendo uma história pra mim...

- Infelizmente tem que ser agora porque logo o jantar vai estar servido.

- Tudo bem, depois a gente continua lendo – Albus fechou o livro que prontamente travou voltando o símbolo em seu lugar original.

Quando deixaram o quarto, o livro brilhou estranhamente...

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Draco estava deitado na cama do filho que deitado a seu lado com a cabeça apoiada em seu ombro, via a figura de uma veela. As veelas pareciam humanas, porém extremamente bonitas. Seus cabelos eram loiros quase prateados e seus olhos de um azul deslumbrante. Eram brancas e delicadas.

- Os gigantes foram extintos na ultima grande guerra que envolveu duendes, lobisomens e magos. Por isso os que trabalham em Gringots não são muito receptivos com os magos.

- E agora as criaturas mágicas se dão bem entre si?

- Duendes e Cobolts são seres da mesma espécie, porém etimologicamente diferente. Quer dizer... Como os ingleses e os americanos que são derivados de um mesmo povo, mas que foram sendo distintos entre eles com novas culturas e diferenças. Eles podem se dar bem entre si apesar de suas diferenças. O mesmo ocorre entre gigantes e trolls, ou fadas e gnomos da família dos elementais, os vampiros e as veelas, os lobisomens e os centauros que são metade humanos e metade animais ou os bruxos e os muggles...

- Papai... Acha que um vampiro pode virar lobisomem se for mordido por um?

Draco negou. – Não, pois ambos são criaturas mágicas. Seus genes são dominantes em seus corpos, então o suposto veneno em suas mordidas não supera a herdada em seu sangue.

- Então você nunca se transformaria em vampiro se fosse mordido, por ser veela?

Draco se afastou de Scorpius o olhando desconfiado. O garoto ficou deitado na cama com um sorriso no rosto, vendo como o pai estava com medo.

- O que fez com meu filho? – foi apenas um sussurro.

- Por que está com medo papai?

- Não me chame assim... Nunca Scorpius mencionaria algo em relação a nossa linhagem e as veelas... – Draco tentou alcançar a varinha que deixara na mesinha ao lado da cama, mas foi impedido por uma magia que o jogou contra a cama e o imobilizou.

Scorpius engatinhou em sua direção, passando a mão pelos longos fios de seu cabelo, esparramados pelo colchão, até alcançar seu rosto.

Draco virou o rosto tentando se afastar do toque, mesmo sentindo um aperto no coração, pois este desgraçado estava usando a imagem de seu filho. Seus olhos caíram sem querer sobre o espelho que estava de frente a cama, onde se via um ser de cabelo avermelhado, pele pálida por onde notava cada veia de tonalidade roxa. Voltou os olhos para quem o tocava, estando diante de si Scorpius.

- O que fez com meu filho? – seus olhos lacrimejaram, pensando no pior – Por favor, faça o que quiser comigo, mas não o machuque...

- Sabe papai... Hoje quem vai contar uma história sou eu... – o garoto lhe sorriu – Há muito tempo atrás, houve uma grande guerra onde os magos tentaram dizimar da face da Terra todas as criaturas mágicas que julgavam perigosas... O homem que liderou a guerra era um hipócrita que mandou todos os magos de família pobre para morrer na guerra enquanto ele e seus iguais de linhagem abastada apenas esperaram o resultado. Nisso, todos os gigantes foram extintos ou quase extintos, assim como os cobolts e outras espécies de criaturas místicas, incluindo os vampiros... Adivinha quem eles tentavam dizimar? – Draco apertou os punhos tentando se livrar da magia e não respondeu – Vamos papai, você é culto, inteligente e sábio...

- Eles queriam extinguir os Gigantes por serem fortes e inteligentes e não como os Trolls, as Veelas, os Lobisomens e os Vampiros, por poderem se misturar entre as pessoas... Por poderem procriar com os humanos, misturando sua genética...

- As poucas veelas que sobreviveram migraram para a França e Suíça onde se perderam com o passar dos séculos, os lobisomens se afugentaram nas profundezas de florestas onde os humanos nunca pensariam se aventurar e os vampiros, além dos Gigantes, foram os mais afetados nessa guerra... Sabe por que?

- Julgando serem extintos a menção dos vampiros foi apagada da história e modificado seus conceitos. Como não se podia borrar que em uma época existiram os vampiros, eles passaram a ser os Ghoul que supostamente vivem em locais escuros e dorme a maior parte do dia.

Aos poucos, a imagem de Scorpius foi se modificando para dar espaço a imagem de um homem ruivo, olhos profundos e vazios. Draco soltou o ar com desespero, mas tentava se controlar.

- Por favor, meu filho é apenas uma criança...

- Se eu fosse você, não me preocuparia com ele... – o homem negou com a cabeça – Não... Eu estaria preocupado comigo mesmo...

- Não importa o que aconteça comigo, só não rele um dedo no meu filho e na minha esposa...

O vampiro agarrou seu pulso direito. – Você me mostrou um lado que eu não conhecia... Me fez entender que criaturas não pode transformar outras criaturas... Se você tiver em seu sangue gene veela, como eu imagino que tenha por sua descendência francesa, não me servirá pra nada...

- Por que me escolheu? – Draco o encarou desafiante – Por que justo eu?

- Por sua linhagem antiga, sua magia poderosa e sua educação culta... Eu estou morrendo porque faz dois séculos atrás, seu avô Abraxas Malfoy me envenenou com sangue de morto e me encarcerou nas masmorras dessa mansão... A dor é imensa e a cada dia que passa vai me matando por dentro... – Draco tentou se afastar quando o ser se debruçou sobre si. Seu hálito era pútrido comprovando o que dizia – Não posso procriar porque meu filho nasceria morto pelo que corre em minhas veias, então, a única forma de manter a linhagem dos escassos vampiros, é transformar um humano em vampiro. Mas teria que ser um humano que ninguém pode tocar um dedo e que procriaria continuando com a minha espécie...

Draco tentou lutar, mas seu corpo parecia pesado demais para se mover. Viu com horror como presas cresciam na boca da criatura que em seguida o mordeu faminta por sangue. Gritou quando a dor da mordida em seu pulso tornou-se insuportável.

No instante seguinte Astória entrou desesperada no quarto, atraída pelo grito do marido, e estancou no lugar apavorada com o que via.

- Corre! Saia daqui! – Draco gritou a ela.

Mas antes que pudesse fazer algo, o vampiro a jogou contra parede. Sua varinha caiu da mão e rolou para perto da cama.

- Desgraçado! – Draco fechou o punho direito com força e rompendo a magia que o dominava, tentou acertar a criatura que o segurou impressionado – Vai se arrepender de ter machucado minha esposa... - foi um silvo quase como uma serpente, os olhos estreitos e tormentosos.

- Você não pode se transformar... Existe outro gene de criatura em seu corpo... Posso sentir pelo sabor do seu sangue... – então o corte sobre a mão de Draco chamou a atenção do vampiro – Você foi marcado...

Sem ouvir o que o outro dizia, Draco estendeu o braço em direção a sua varinha, esta voou em sua mão. Apontando contra o corpo da criatura e conjurou o feitiço. – Reducto!

Para não ser atingido, o vampiro se lançou para trás ao mesmo tempo em que o feitiço saía da varinha em sua direção. Seu corpo estilhaçou a janela e escapou na escuridão da noite.

Draco correu em direção à esposa a tomando em seus braços. Seus dedos acariciaram o delicado rosto de Astória enquanto sentia como as lágrimas deslizavam por seu rosto.

- Draco... – ela abriu os olhos vagarosamente e tentou se levantar, mas a dor do golpe a fez ficar parada – Você está bem?

- Sinto muito amor... – beijou sua fronte com carinho – Ele ia te matar, então tive que reagir... Agora não sei onde está o nosso filho...

- Não! Diz que ele não fez nada com Scorpius! – o desespero logo a invadiu a levando às lágrimas.

- Te juro que vou encontrá-lo... Juro por tudo que é mais sagrado...

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Continua...

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N/A: qualquer outro nome Springs citado nos livros de Harry Potter são homônimos a personagem mencionada aqui. Posto a continuação amanhã, até lá...

E queria me corrigir no capítulo anterior. Havia pensado que o niver da Condessa Oluha era em março, mas é em janeiro. E sim, este fic é especialmente pra você.