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Lucius entrou na mansão com um mau pressentimento. Retirou o chapéu e o casaco os guardando no armário.
Havia algo erra... Algo muito errado...
Aproximou do aparador onde sempre deixavam notas e penas com tinteiros caso tivesse algum recado que anotar às pressas e escreveu um bilhete para sua esposa que se encontrava na França.
Não era bom ela voltar. No bilhete que atou em uma águia escreveu que a Inglaterra estava começando uma mudança alarmante e que não era seguro retornar agora. Assim que tudo estivesse resolvido mandaria outra carta avisando.
E enquanto observava a ave tomar o céu noturno com a missão firmemente atada na pata, preparava um drink para beber e acalmar os nervos. Conhaque.
Sorriu tristemente quando o copo tocou em seus lábios, recordando um amigo... Severus sempre criticava o conhaque, preferindo o bom e velho firewisky.
O som de alguém entrando aos tropeços na sala o fez voltar a atenção à porta. Ficou surpreso vendo como Draco trazia no colo Astória, que estava aos prantos. Também não passou despercebido aos seus olhos que o filho estava com o braço ferido e uma mancha de sangue empapava a manga de sua camisa.
- O que aconteceu?
Draco olhou ao pai vendo que este não estava de todo surpreso. – Um vampiro.
Lucius franziu o cenho. Que ironia. Odiou quando o novo Ministro declarou banir as criaturas mágicas do meio social e agora chegava a ponto de aplaudi-lo pela odéia.
- O que ela tem? – se aproximou de Astória, vendo seu estado. – Uma poção sanará as contusões e a dor da pancada. Espere aqui que buscarei no laboratório.
- Não! – Draco gritou. Lucius parou de andar, impressionado. – Não saia de perto de Astória está bem? Não sei onde o vampiro foi, só sei que ele escapou do feitiço e pode estar em qualquer lugar – Draco olhou para a esposa com devoção e carinho – Pai... Prometa que não deixará que nada aconteça a ela enquanto eu vou procurar Scorpius e o mais breve possível retornarei com as poções...
- Não deixarei que nada aconteça com ela... – o patriarca garantiu.
Astória ergueu os olhos para se perder dentro dos olhos do esposo. Era como se ele estivesse dizendo sem palavras que tudo estaria bem, que ele traria o filho custe o que custar. Era uma mirada carregada de promessas...
- Cuidado... – ela sussurrou entre os soluços.
Quando Draco finalmente desprendeu seus olhares e correu para a porta desaparecendo de sua vista, ela não agüentou. Seu desespero irrompendo por sua garganta ao mesmo tempo em que a voz de Scorpius ressoava em sua cabeça.
- Você é uma mentirosa... Você mente pra mim, pro papai... Mentirosa...
Ignorando o tormento interior da moça, Lucius sacou a varinha e conjurou trancas nas portas e janelas como precaução. Não queria ser atacado desprevenido por um imundo vampiro.
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Harry olhou para a esposa e o senhor Arthur que estava muito calado desde quando voltou do Ministério. Ginny estava tentando extrair algo dele, pois também notou algo diferente em seu comportamento.
Todos já haviam jantado, as crianças estavam na sala ou nos quartos brincando, apenas Lily estava na cozinha com eles.
Com resignação deixou a mesa e pegou o lixo para jogar. Saiu pelos fundos e deu a volta pela lateral da casa acompanhado pela filha.
- E se eu der o nome de Dobby pro meu urso, pai?
- Seria uma honra para o Dobby. Tenho certeza que ele ia adorar – riu um pouco se lembrando do elfo doméstico.
O vento forte soprava entre as árvores e alguns flocos de neve já caíam. Abriu a tampa da lixeira e jogou o saco dentro o tampando de volta. Então notou que os gnomos certamente andaram escavando perto do canteiro. Havia terra espalhada por todos os lados sobre a pouca capa de neve.
- Olha pai estou fazendo um anjo! – Lily gritou sorridente.
Harry girou o corpo para vê-la. Ela estava afastada, no meio do jardim mais ao fundo da moradia onde a neve era mais funda. Seu pequeno corpo deitado e abria e fechava os braços e as pernas para deixar registrada sua criação.
Lily se sentou rindo alegremente. – Papai, vem ver o meu anjo!
Harry, que caminhava em sua direção, abriu a boca para responder-lhe quando notou algo saltando de uma árvore à outra muito perto da filha.
Preocupado, saiu correndo em direção da menina já retirando da roupa a varinha. – Lily corre!
A garota não pensou duas vezes em correr na direção do pai, visto que ele estava preocupado, o olhar esverdeado fitando de uma copa à outra tentando ver em meio à escuridão da noite.
Um vulto se lançou de uma das árvores a derrubando num grito apavorado.
- Estupefaça! – seu feitiço foi rápido.
Mas o desconhecido desviou do feitiço num salto lateral e agarrando a blusa de Lily começou a arrastá-la para as árvores.
- Pai! Papai!
Ginny e Arthur seguidos de James e Albus saíram da casa alertados pelos gritos da menina.
- Aresto Momentum! – Harry voltou a conjurar, dessa vez mirando na própria filha, visto que seu oponente era rápido. Parecia muito mais rápido que o normal para um humano.
O corpo de Lily parou abruptamente pelo feitiço, fazendo com que o estranho não pudesse arrastá-la.
Como só tinha alguns segundos, Harry se empenhou em alcançar a filha se lançando no chão e deslizando sobre a neve para ter mais velocidade.
- Estupefaça! – Ginny tentou atacar o intruso, mas este se safou como da primeira vez.
Harry abraçou a filha no instante em que seu feitiço terminava, apontou a varinha contra o homem a sua frente. – Glacius!
Seu feitiço foi rebatido atingindo Arthur Weasley antes deste conjurar um ataque. James havia arrastado o irmão de volta pra casa e correu para chamar ajuda.
A cena que se seguiu foi tão rápida, que seus olhos mal puderam registrar.
Harry arregalou os olhos vendo como esse homem ruivo arrancava com extrema força a filha de seus braços e a lançava ao ar fazendo com que Ginny deixasse de tentar atacá-lo para conjurar o feitiço Levicorpus para que a filha não caísse contra o chão e se machucasse.
Nesse meio tempo, uma dor lancinante atravessou o corpo de Harry quando o homem o mordeu, o sangue quente logo escorria por sua roupa a banhando de vermelho. Teve o maxilar segurado por uma mão com garras e forçado contra sua boca um vidro, o líquido de dentro inundou sua boca a pressão em seu queixo forçado para que escorresse garganta abaixo.
- Sangue de vampiro... – a criatura sussurrou – Não queria a menina, mas queria você...
- Estupefaça!
O corpo do vampiro foi lançado longe com o feitiço de Hermione. James a seguia de perto e via horrorizado como o pai tossia sangue, a neve ao seu redor manchada de vermelho.
- Não olha! – James gritou para Albus que nesse momento saía pela porta – Volta pra dentro!
Albus estranhou o comportamento do irmão, retrocedeu os passos e ficou na cozinha sentindo-se aflito.
Ginny abraçava a filha no colo, tampando seu rosto. – Está tudo bem, querida...
- E o papai? – Lily soluçava contra seu pescoço – Eu quero ver o papai...
- Ele vai ficar bem... – sua voz saiu tremida.
Hermione correu em direção a Harry que tentava deter o sangramento com a mão no pescoço enquanto Ron, que viera em seguida da esposa, tratava de socorrer o pai enfeitiçado com o Glacius.
Enquanto a amiga conjurava feitiços de cura, Harry observou o corpo estendido na neve. Estava se decompondo com rapidez, a carne parecia derreter e as veias antes visíveis havia se rompido com o impacto do feitiço manchando com uma tonalidade azul doentio a pele morta do vampiro.
- Oh Merlin... – Harmione acompanhou a mirada de Harry para ter a mesma imagem que o moreno estava tento – O que é ele?
- Um vampiro... – Harry soou tão baixo, que mal a castanha conseguiu ouvi-lo.
- Mas os vampiros são inofensivos e tem um vivendo justamente no sótão desta casa!
- Hermione, os vampiros não são como os ensinados em Hogwarts... – a amiga o olhava incrédula – Eu li sobre eles nos livros antigos dos Black em Grimmauld Place...
- E... Ele te mordeu... – ela olhou ao pescoço lacerado de Harry. Seus feitiços não curavam o ferimento que ainda sangrava muito – Por Deus Harry... Ele te fez mais alguma coisa?
Harry não respondeu, para compreensão de Hermione. Ao invés, se levantou e se aproximou da criatura. – Está morta... Certamente ele já estava morrendo muito antes de chegar aqui... – então notou como o braço esquerdo do vampiro estava dilacerado, e o analisando, Harry não teve dúvidas – Reducto...
- O que disse?
- Ele estava desesperado. Acho que ele tentou atacar outra pessoa que o atingiu com um Reducto. Alguém que ele visava primeiro e não conseguiu morder... – Harry agachou e segurou o braço ferido da criatura – Quem conjurou o Reducto era poderoso e sabia o que fazia. O dano foi grave apesar dele ter se desviado do ataque, isso quer dizer que quem o conjurou expandiu o feitiço numa circunferência muito acima da média...
- Harry, você está sangrando! – Hermione começava a se indignar – Por que está analisando isso?
- Porque talvez eu precise falar com a pessoa que ele realmente queria. Eu fui uma segunda opção, e eu tenho que saber como me curar... E a única pessoa que pode me dizer algo sobre essas criaturas é ele...
- Como vai saber quem o atingiu? Pode ser qualquer um!
- Eu conheço apenas duas pessoas vivas que conseguiam lançar o Reducto de forma impressionante o tornando muito mais perigoso do que realmente é. Uma delas é a Ginny e a outra é ele...
- Ele?
- Draco Malfoy...
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Albus estava sentado em sua cama. Lily dormia assim como Hugo e Rose. Fazia três horas depois do ataque e não teve a oportunidade de ver o pai e ele não havia ido vê-los como todas as noites antes de dormir.
Estava ficando preocupado, James não disse nada, mas pelo rosto do irmão naquela hora, não era nada bom.
O irmão estava ocupado, por isso não foi dormir como os demais. Trouxe água quente e despejou na bacia onde o avô tinha os pés emergidos. Ele tremia de frio por causa do feitiço. Depois trouxe um cachecol e outra coberta para tentar ajudar a manter a temperatura corporal.
- Obrigada, querido – a vovó lhe sorriu agradecida – Você deve estar cansado, porque não vai dormir agora? Nós damos conta do resto.
James olhou para os tios Ron e Hermione que também estavam ali e apenas concordou com a cabeça. Ao invés de subir ao quarto, James foi para a cozinha e olhou pela janela por onde podia vislumbrar o local que havia acontecido o ataque.
Na Toca só estavam eles, pois os tios Bill, Fleur e a prima Victoria só vinham de manhã e regressavam à casa quando anoitecia, assim como os tios Percy e Audrey e os tios George, Angelina e o primo Fred. As primas Molly, Lucy e Roxane ainda eram pequenas e estavam no quarto brincando de boneca. Deu graças que não viram a cena, nem Rose e Hugo.
Olhou para as próprias mãos, pensativo... Era justa essa Lei que proibia que menores não podia aprender magia? Se não existisse essa Lei idiota, poderia ter ajudado ao pai...
- Não é justo... – James girou o rosto para ver parado na porta o primo Dominique – Mesmo se fossemos mais velhos e soubéssemos conjurar feitiços de ataque, não serviria pra nada, pois não temos permissão de usar magia fora de Hogwarts.
- O que faz aqui?
Dominique entrou na cozinha, pegou o jarro de água sobre a mesa enchendo um dos copos que ficavam dispostos numa pequena bandeja e bebeu um gole. – Beber água...
James deu de ombros voltando a vista para fora da janela. Não percebeu como o primo o observava pensativo e nem o notou se aproximar.
- Toma... – o copo foi estendido em sua direção – Melhor beber um pouco...
Os olhos castanho-esverdeados se focaram aos azuis. Era como se uma paz viesse dessas íris claras. Aceitou o copo e bebeu alguns goles, sentindo como seu corpo ficava mais leve e o cansaço finalmente o dominava.
- Você está fazendo isso? – perguntou desconfiado. Não se sentia assim minutos atrás.
- Talvez... Tenho aura veela, posso fazer algumas coisas sem conjurar magia...
Ginny apareceu no vão da porta, muito cansada e preocupada.
- Meninos, vão dormir que está muito tarde.
- E o pai? – James queria vê-lo, mas pela cara da mãe, se pedisse ia ser redondamente negado.
- Ele está descansando. E é melhor não incomodá-lo – ela suspirou – Vão dormir e amanhã você vê seu pai...
James e Dominique obedeceram sem reclamar. Quando entraram no quarto, James olhou desconfiado ao primo.
- Você não foi beber água. Estava me vigiando por acaso?
Dominique se cobriu lançando um olhar esnobe em sua direção. – Não se enxerga mesmo né James? Você é tão convencido que se acha importante... – nisso deu as costas ao moreno.
Com um negar de cabeça James também se deitou. Estava muito cansado para discutir e disse mentalmente a si mesmo antes de pegar no sono: esse loiro metido não vale a pena.
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Harry trocou o pano que pressionava contra o ferimento em seu pescoço derrubando o anterior que pingava sangue. Olhou aflito dentro da banheira em que estava, a água tingida, seus dedos das mãos e dos pés ficando dormentes.
Por mais que o vapor quente subia da banheira, sinalizando que a água estava quase fervendo, sentia como se estivesse dentro de um lago gelado.
Também era trabalhoso respirar. E seus olhos turvavam de vez em quando o deixando temporariamente cego por alguns segundos.
Lembrou-se que da última vez que sentiu isso era quando estava morrendo naquela floresta em meio a guerra...
Ginny entrou no banheiro com toalhas limpas e algumas poções de cura. Parou perto de onde o marido estava e quis chorar ao vê-lo nesse estado.
- Harry... – soluçou, deixando algumas lágrimas escorrerem de seus olhos, mas Harry não a ouviu, pois seus ouvidos zuniam como se um enxame estivesse dentro de sua cabeça.
Ginny deixou as coisas de lado e desesperada deixou o banheiro. Tampou o rosto com as mãos encostada na porta não suportando vê-lo dessa forma.
Determinada, foi em busca de Hermione a arrastando pelo braço onde Ron e seus pais não podiam ouvi-las.
- Por favor, precisa me dizer o que conversaram lá fora...
Hermione entristeceu visivelmente. – O Harry está piorando não é?
A ruiva apenas confirmou com a cabeça. – Por que não podemos levá-lo no St. Mungus? Ele vai morrer desse jeito! Nada funciona! Nem poções, nem feitiços, nem nada que conhecemos! – Ginny a agarrou pelos ombros para que a mirasse nos olhos – Precisa me dizer o que aconteceu! O que ele te disse lá fora?
- Ele foi mordido por um vampiro Ginny... – Hermione sussurrou – Por isso não conseguimos fazer nada com o ferimento.
E a expressão no rosto da ruiva foi a ultima coisa que a amiga queria ter visto...
Era pavor e repulsa misturado. Não pelo que aconteceu, soube disso quando Ginny olhou em direção à escada como se Harry pudesse estar lá em cima estraçalhando os próprios filhos.
- Você não está pensando numa idiotice dessas... – Hermione sibilou com raiva.
- E o que quer que eu pense? Você viu aquele monstro jogando minha filha como se ela fosse uma boneca de pano! E se Harry... E se ele... – desesperada, ela passou a caminhar de um lado a outro, as mãos agarrando os cabelos – Merlin... Não sabemos como ele pode ficar...
- Ginny... Seu marido está sangrando até a morte lá em cima... – Hermione limpou as lágrimas de forma bruta.
Olhou para cima tentando se controlar enquanto lá dentro sabia que Ginevra tinha razão. Não sabiam se Harry ficaria agressivo, animal ou coisas piores. A única coisa que sabia era que os lupinos quando mordiam as vítimas, estas perdiam completamente o sentido da razão sendo dominado pelo instinto animal, agressivo e selvagem.
- Papai disse que o novo Ministro quer banir todos os mestiços de criaturas mágicas... Por isso ele está tão triste e perturbado...
Hermione a olhou seriamente. – Harry tinha razão... Precisamos falar com ele...
- Ele quem?
A castanha não respondeu. Decidida no que estava a ponto de fazer, ela subiu a escada e adentrou no quarto onde Harry estava. Pegou toalhas limpas e foi diretamente ao banho.
Ginny a tinha seguido e confusa, via como Hermione tratava de tirá-lo da banheira o embrulhando na toalha.
- Não se preocupe Harry, vamos tentar ajudá-lo... – ela lhe disse baixinho – Nem que para isso Ron e eu colocamos abaixo as portas da mansão Malfoy.
- Hermione! Ele está muito mal. Ele tem que descansar.
- Ele precisa ir Ginny... – a ruiva olhou surpresa para a porta. Arthur estava no corredor sendo amparado por Ron e os olhava com pesar – Se ele realmente se tornou como aquela coisa que matamos, ele não pode ficar...
- Mas pai...
- Springs disse que tiraria da sociedade todos os mestiços de criaturas, mas sabe o que quer dizer na realidade... Conhecemos essa história, passamos por isso com Voldemort...
- Seu pai tem razão Ginny, não somos mais ingênuos. O novo Ministro da Magia vai extinguir com os magos e bruxas que tem genes de criaturas mágicas e sabemos que toda a sociedade vai aprová-lo.
Arthur fechou os olhos com cansaço. – Eu vi a aprovação de todos quando ele insultou Lucius Malfoy em plena reunião. Eu vi os olhares deles, desejando que a família Malfoy fosse tirada da sociedade como uma praga pestilenta... Eu sei que Fleur só conseguiu emprego em Gringots por que lá quem manda são os Duendes, criaturas mágicas, e que se fosse em qualquer outro lugar, a teriam rechaçado com pavor.
Ginevra concordou reticente, mas acabou ajudando a Harry se vestir.
O senhor Weasley se sentou na cama enquanto Ron amparava agora o amigo que não tinha domínio do próprio corpo e estava cada vez mais pálido, o olhar sem foco e os lábios ressecados.
- Ginny... – ela olhou ao pai – Leve as crianças com vocês... Eu direi a Bill para eles tomarem cuidado e que Dominique estará bem cuidado caso eles não os encontre.
- Mas...
Hermione a segurou pelo braço. – Temos que ir depressa. Queira ou não, se realmente houver um caos em relação a isso, a mansão dos Malfoy é o local mais seguro que temos.
Ron torceu o nariz. – Espero que só seja um engano e não precisemos ficar vendo a cara da família furão durante muito tempo. Aliás, acham mesmo que os Malfoy nos receberão de braços abertos?
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Lucius começava a perder a paciência. Olhava as horas a cada cinco minutos e estava quase disposto a largar Astória à própria sorte e ir atrás do filho.
Fazia horas que Draco havia os deixado e até agora não retornava. E se o vampiro o atacou? E se ele estava ferido em algum lugar da mansão?
Quando finalmente decidiu sair em busca do filho, este entrou pela porta desfazendo o feitiço de proteção que a guardava trancada. Estava com a respiração agitada e os braços cheios de poções.
- Achou o Scorpius? – Astória quase saltou do sofá onde estava sentada ao vê-lo entrar na sala.
Draco frisou os lábios e negou com a cabeça. Estava nitidamente arrasado. – Eu vi na parte norte e oeste da mansão, incluindo as masmorras e os sótãos desse lado. Trouxe as poções de cura e alguma coisa da cozinha para que possa se alimentar. Agora vou olhar no restante que falta...
Astória rejeitou as poções voltando a se sentar onde estava. – Perdemos nosso filho...
- Não... – Draco a tomou pelas mãos – Confie em mim, amor... Tem uma chance dele estar em algum lugar aqui embaixo. Ele disse que Abraxas Malfoy o aprisionou nas masmorras depois de tê-lo envenenado, então ele deve ter saído de lá porque alguém sem querer abriu as celas.
- Mandamos os elfos domésticos procurá-lo. Será mais fácil... – o patriarca opinou.
- Não percebeu que não há esfos domésticos? Eles desapareceram... A cozinha está vazia, os quartos, os salões, tudo está vazio... Eles simplesmente evaporaram ou... Foram mortos... – Draco passou a mãos pelo cabelo tentando se controlar, mas por mais que tentava aparentar estar bem, ele estava desmoronando – Estamos sozinhos...
Lucius olhou para o outro lado, não conseguindo ver como o filho e a nora se agarravam nas mais mínimas esperanças que podiam.
Quando Draco estava pronto para voltar às buscas, seus olhos avistaram através da janela um grupo de pessoa que se aproximava.
- Pai, abra a porta... – disse preocupado, notando quem eram eles – Deve ter acontecido alguma coisa muito grave para eles estarem precisando da gente...
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Continua...
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Resp. Review:
Black Blusher – Olá, obrigada por mais este comentário. Fico feliz que esteja adorando e acho que este cap responde a sua pergunta sobre o Harry poder virar um vampiro. Bjs.
neeBear – Olá, que bom que está gostando, espero que acompanhe sempre. Bem, não é o Voldie, este eu resolvi deixá-lo mortinho que é melhor. Quanto às outras perguntinhas, é segredo, senão perde o mistério ne? ;) Bjks e até a próxima.
DaRk_LaDiE – Olá, tudo bom?? Nossa, depois de seu review acho que não tenho que ficar reclamando e lamentando nada! Adorei saber que me considera tudo isso! Fico até sem palavras pra dizer o quanto me deixou feliz e animada em continuar escrevendo! Muito obrigada por tudo, por tudo mesmo! Só de saber que vocês ainda estão aí desse lado, mas estão presentes em minha vida, me enriquece a alma! E sim, vou dar continuidade às fics, principalmente as que já estão pertinho do final. Bjs bjs
