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James sabia que o pai não estava nada bem. Ficou ainda mais preocupado quando a tia Hermione entrou no quarto acordando a todos.

- Vamos, precisamos ir depressa – ela já entrou falando, indo diretamente a Hugo e o carregando para vesti-lo com casacos e cachecol – Rose, ponha mais roupa. Meninos...

Dominique foi o primeiro a pular da cama. – Vamos James, me ajude com a sua irmã.

James tratou de pegar as roupas mais quentes de Lily e ambos a vestiam apressados. Enquanto o moreno a ajudava com a blusa de lã e o gorro, via como o loiro lhe calçava as botinas e as amarrava com rapidez.

- Al, pegue as coisas mais importantes – olhou ao irmão, que prontamente passou a recolher tudo que necessitariam.

Rose se atrapalhou um pouco e agradeceu quando a mãe passou a ajudá-la após deixar o irmãozinho sentado os esperando.

- Por que estamos nos vestindo, mãe?

Hermione enrolou um cachecol no pescoço da filha e suspirou tristemente. – Porque precisamos... – não queria falar nada na frente dos filhos de Harry – Só se apressem está bem? – ela então olhou aos três meninos – Estaremos esperando lá na sala.

Carregando Hugo e Lily, Hermione deixou o quarto seguida de Rose. Albus já tinha se vestido e terminava de colocar as botas. Não tardou em sair correndo para alcançar a prima levando as roupas e outros utensílios que usavam.

Dominique puxou um baú e tratou de guardar o restante das roupas e correndo para um canto do armário, tratou de recolher todas as poções que a mãe lhe deixava caso precisasse. Achava que seria muito importante caso alguém viesse a se machucar ou adoecer.

James colocou luvas já preparado para seguir os irmãos então notou que o outro nem ao menos tinha vestido uma blusa sobre o pijama, rolou os olhos com impaciência.

- O que está fazendo seu lerdo?

Dominique não parou o que fazia para lhe responder decentemente. – Algo que certamente você nunca entenderia pela complexidade da situação.

Então foi surpreendido quando o mais velho dos Potter veio por trás e começou a enrolar um cachecol em seu pescoço, depois jogou sobre seus ombros um casaco. – Então se apresse enquanto busco seus sapatos.

Não demoraram três minutos e já desciam a escada cada qual segurando um lado do baú.

- Finalmente... – Hermione os empurrou para encolher o baú e o guardar em seu bolso junto com as demais coisas que levariam.

Albus olhava a todos com surpresa, vendo que os únicos que estavam preparados para ir sabe-se lá aonde, eram a família do tio Ron e eles, incluindo Dominique. As primas Roxane e Lucy não estavam ali, e notou também como os avós estavam arrasados os olhando com tanta tristeza que pareciam que iam partir para nunca mais voltarem.

- O que está acontecendo? – exigiu, olhando diretamente para a mãe que nesse momento carregava a irmã para saírem.

- Agora não Albus – Ginny o repreendeu. Nem ela mesma sabia o que se passava ali e estava a ponto de discutir com Hermione.

- Temos o direito de saber!

- Al... – James o chamou cansado com tudo que estava acontecendo.

- Não James! Sabemos que o papai está muito mal. E ela não quer dizer a verdade!

Ginny o encarou seriamente. – Me respeite Albus Severus.

Então Ron entrou na sala com o pai...

James arregalou os olhos e Albus retrocedeu alguns passos, chocado com a imagem que via.

Ron havia passado um braço de Harry pelos ombros e o carregava pela cintura, cuidando para não machucá-lo ou derrubá-lo. O amigo não caminhava, era arrastado, a cabeça pendia contra o peito e o sangue, por mais que tentaram vendá-lo, banhava de rubro a gola da blusa. E estava pálido, a boca semi-aberta apresentava trincos profundos, abaixo dos olhos um roxo quase preto deixava seu aspecto mais perturbador.

Albus quis abraçar o pai, mas foi impedido pela mãe. – Vamos Albus, por favor...

Lily estava calada. Havia visto o pai antes dos irmãos quando desceu com a tia Hermione e tinha os olhinhos inchados pelo recém choro.

O senhor e a senhora Weasley se despediram de todos com carinho, dizendo que certamente os veriam no dia seguinte porque tudo não passou de um pesadelo.

Mas lá no fundo Albus sabia que era mentira. O pai estava morrendo e acontecia alguma coisa a mais para que eles praticamente fugissem no meio da madrugada.

Então alguém lhe segurou a mão...

Ergueu os olhos vendo como James lhe passava força com o olhar lacrimejando. Sua mão se apertou contra a do irmão e não se soltaram durante todo o trajeto, nem quando usaram a chave de portal de Hermione, nem quando o vento e a neve ameaçavam em empurrá-los ao chão dificultando a visão.

Ali onde a chave de portal os levaram, magia não funcionava, o que tornava o trajeto muito mais penoso.

Atravessavam um jardim onde as árvores rangiam e os pés afundavam na neve. Quase caiu e levaria James consigo se não fosse pelo primo que caminhava próximo. Dominique segurou o irmão pela cintura e o puxou pela roupa.

Ginny ia encabeçando o grupo com Lily no colo. Ao seu lado vinha Hermione que carregava Hugo e puxava Rose pela mão. A ruiva a ajudava com a menina quando esta não conseguia andar na neve e logo atrás delas vinham Ron e Harry. O ruivo tratava de girar a cabeça para trás de vez em quando porque os meninos vinham por ultimo.

- Não consigo andar... – Albus se queixou com um pouco de falta de ar. A neve afundava quase da altura de sua cintura. Nem James, que era mais alto, não conseguia erguer as pernas, pois estas estavam submersas até às coxas.

- Posso tentar carregar nas costas o seu irmão... – Dominique ofereceu, mas sabia que seria uma caminhada mais lenta ainda já que sua altura não se diferenciava tanto da de James.

O moreno negou com a cabeça. – Você está ficando azulado e sua boca está queimando com o frio... Senti como está congelando Dominique... Isso não é bom...

- Não temos escolha.

- Vamos meninos! – Ron chamou, vendo como eles ficavam muito afastados.

James tentou puxar o irmão, mas Albus não se movia. Estava exausto. – Vamos Al, tenta andar mais um pouco, ao menos até onde o papai está com o tio Ron. De lá em diante eu te carrego o resto do caminho para que você possa descansar.

- Não consigo Jay... – choramingou.

James não agüentou ver o irmão dessa forma. Sabia que a mãe e a tia eram pequenas e carregavam os filhos menores além de ajudarem Rose. O tio que era alto e forte estava levando seu pai...

Ao se lembrar do pai, James não conseguiu segurar as lágrimas...

Mãos frias tocaram seu rosto assim que as lágrimas caíam de seus olhos.

- Não chore James, o frio pode queimar seu rosto quando congelar suas lágrimas... – Dominique lhe sussurrou tratando de limpá-las.

- Meu pai está morrendo... E não consigo nem ao menos ajudar o meu irmão...

Então alguém apareceu em meio à nevasca, portando um grosso casaco de pele com capuz. Todos ficaram apreensivos por não saberem quem era, pois do desconhecido só se via além da capa as botas de couro de dragão chinês, com nuances avermelhados e pretos, que lhe subiam pelas longas pernas até as coxas, terminando em uma grossa borda presas por largas fivelas de prata nas laterais.

Passando por Ginny, Hermione e Ron, o desconhecido foi em direção aos três garotos. Então Albus arregalou os olhos reconhecendo os dois anéis e a grossa pulseira de prata que sobressaía pelas luvas de couro.

- É o colega do papai!

Malfoy retirou o capuz para falar com os meninos.

- Precisam sair da neve, ou vão todos congelarem – estendeu para Dominique uma manta de couro que carregava num dos braços por baixo da capa e que ninguém havia notado que trazia – Se cubram juntos para se protegerem do frio – então olhou para Potter, vendo seu estado lamentável – Melhor se apressarem, meu pai está perto da entrada nos aguardando.

Voltando a atenção para os garotos, tratou de carregar a Albus o cobrindo com sua capa. Fez o mesmo com Rose para em seguida indicar o caminho onde a neve não era tão funda.

Dominique e James se cobriram com a manta e juntos seguiram o grupo. O frio já não era um problema e depois que deixaram a parte fofa da neve, caminhar também ficou mais fácil...

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Lucius ficou surpreso quando o filho retornou com aquelas pessoas.

- O que eles estão fazendo aqui?

- Não sei ainda... – Draco deixou Albus e Rose sentados num dos sofás perto da lareira. Empunhou a varinha e renovou as chamas para que aquecesse mais o ambiente – Coloque-o aqui – se dirigiu a Ron apontando para um confortável divã.

O ruivo acomodou Harry ali, quem nem quase se movia.

James e Dominique se sentaram no tapete perto do sofá onde estava Albus sem se desfazerem da manta.

Enquanto Ginny verificava se as crianças estavam bem, Hermione prestava atenção em Astória.

A esposa de Malfoy estava encolhida num outro sofá mais afastado e nem prestava atenção neles, apenas ficava ali de olhar distante e se movendo para frente e para trás, abraçada a si mesma.

- Acho que não chegamos em boa hora... – Hermione comentou baixo.

- Ultimamente não há momento bom por aqui... – foi a resposta de Lucius, antes deste ir em busca de algo para beberem.

Draco se aproximou de Harry e o examinou com cuidado. Tomou-lhe o pulso para medir sua pulsação se surpreendendo em como esta estava muito lenta, quase parando.

- Diga o que aconteceu, talvez tenhamos algo para ajudá-lo.

- Hermione disse que ele foi mordido por um vampiro... – Ron respondeu baixo, não confiando em dizer algo desse porte para que Malfoy fosse diretamente ao Ministério mandar prender o amigo.

- Há quanto tempo? – Draco retirou a capa de pele a jogando sobre o corpo de Harry. Este abriu os olhos para horror de Ron, pois suas pupilas estavam totalmente brancas.

- O que... – o ruivo retrocedeu alguns passos.

- Há quanto tempo ele foi mordido?! – Draco quase gritou com Ron, o encarando seriamente.

- Faz algumas horas, umas quatro horas atrás mais ou menos – Hermione respondeu – Você sabe como curá-lo? Por favor, Malfoy. Viemos aqui para que o ajude...

- Não há cura. É como os lupinos que foram mordidos, se torna uma maldição que se tem que levar pelo resto da vida... – Draco complementou mentalmente – Uma vida muito longa, quase eterna, para os vampiros...

- O que vai acontecer então? – Ginny se intrometeu.

- Os vampiros que não nasceram vampiros precisam morrer para reviverem como criaturas. Pelo ferimento, Potter não bebeu muito sangue – Draco encarou Ginevra – Entendam uma coisa... Ele não vai voltar ao que era, pois é uma ida sem volta. Vocês podem deixá-lo morrer definitivamente, sem sangue, ou podem ajudá-lo a reviver. Só que ele vai reviver como um vampiro... A escolha é de vocês...

A ruiva apertou os lábios desviando os olhos para o marido. Todos a olhavam como aguardando sua decisão.

- Deixe-o morrer... – Draco encarou estreitamente ao pai, quem deu sua opinião – Que? Ele vai virar um monstro.

- Não nos cabe intrometer nessa escolha – Draco o repreendeu.

- Ginny... Eu não acredito que você está pensando em qual decisão tomar – Hermione estava cada vez mais indignada – O Harry salvou tanta gente incluindo você e quando é a vez dele, você duvida?

- O senhor Malfoy tem razão... E se ele se tornar um monstro?

- Ginny! – dessa vez quem estava se indignando era Ron.

Então a voz apagada de Astória se fez presente. – Se fosse meu marido que estivesse nesse estado, eu o reviveria sem pensar duas vezes...

Ginny se sentiu ofendida. – Isso porque você não pensa nos seus filhos, caso o seu marido tente estraçalhá-los.

A menção da palavra filho afetou a moça que se levantou e caminhou em direção de Ginny, a olhando com raiva. Antes que a ruiva pudesse pensar, foi atingida no rosto por um tapa.

- Nunca mais diga que eu não ligo pro meu filho! – Draco abraçou a esposa que gritava histérica contra a outra – Nunca ouse a dizer isso! Você não nos conhece!

- Shiii... – o loiro encostou os lábios contra a orelha dela – Nosso filho estará conosco, meu amor... Por favor, eu pedi que confiasse em mim...

A ruiva se afastou com a mão no rosto, impressionada com a ousadia de Astória. Seus olhos começaram a pinicar e o desespero falar mais alto.

- Eu amo o Harry... Mas tenho medo que ele não seja mais ele... Que ele esqueça de mim e dos nossos filhos... – confessou entre soluços.

Draco ajudou a esposa a se sentar e decidido, vendo como ninguém arriscava a dizer nada, achou melhor seguir seus instintos que lhe dizia para não deixar que Potter morresse.

Ninguém ali queria que o sagrado herói morresse no fim das contas, e ele tinha três filhos para criar.

- Anda, ajude-me a levá-lo para a sala ao lado – pediu para Ron que o obedeceu com desagrado.

- Deu a impressão de que você estava falando com um elfo doméstico.

- É a força do hábito. Não tenho culpa que você me passa essa impressão...

Ron colocou os olhos em branco antes de carregar a Harry e seguir o loiro aguado.

- Precisa de ajuda Malfoy? – Hermione se ofereceu prestativa.

- Só preciso de muito sangue – Draco sorriu de canto – Se habilita?

- Eu vou! – Ginny disse decidida – Se Harry tem que beber o sangue de alguém, que seja o meu.

Lucius achou por certo voltar a se intrometer.

- Quem são vocês afinal? Nem parecem magos tradicionais! – então olhou de esguelha para Hermione – Isso não a inclui, claro. Porque nem bruxa legítima você é... – a castanha abriu a boca, inconformada.

- Pai! – Draco o recriminou sem paciência – Não estamos em situação para colocar velhas e tolas rivalidades em discussão!

- Certo! – o patriarca rolou os olhos – O que quero dizer é: Se um vampiro morde um humano e não lhe der de beber sangue vampírico, este começa a adoecer lentamente. Melhor saberem disso antes de saírem fazendo o que vier à cabeça ou por puro altruísmo idiota... –sorriu esnobe ao ter a atenção de todos sobre si. Adorava isso. Então apontou com o bastão para a caçula dos Weasley – Você não duraria um mês...

- E como faremos? – Hermione estava começando a perder as esperanças.

- Sangue animal não o ajudará muito. E sangue de morto é como veneno para eles...

Ron franziu o cenho. Lucius dizia como se alguém ali fosse pegar algum cadáver fresco para roubar-lhe o sangue.

O patriarca olhou diretamente ao filho. – Apenas as criaturas mágicas podem suportar o veneno da mordida de vampiros e lobisomens...

- Ninguém aqui tem gene de alguma criatura, com exceção de Dominique, mas ele ainda é uma criança – Ginny negou rapidamente.

Draco observou como Lily o olhava desde o sofá onde estava acomodada ao lado do irmão. Ela abraçava seu urso de pelúcia e tinha os olhos inchados e o nariz vermelho. Então sua vista passou para o filho do meio de Potter, tão igual ao pai...

Albus também o olhava, atento à conversa dos adultos. Seus olhos verdes pediam para que não deixasse o pai morrer...

Finalmente seus olhos se pousaram em James que estava encoberto pela manta e recostado no primo. Lembrou-se que quando foi buscá-los na neve o viu chorando, desesperado sem a mão paterna para lhe socorrer...

Não foi difícil associá-los a Scorpius. Sabendo que seu filho deveria estar se sentindo como esses três, sem rumo, sem ele ali perto para lhe estender a mão.

- Farei o que posso – murmurou se precipitando na sala em que Ron deixara Potter sobre um confortável sofá de veludo e não viu como Albus lhe sorria agradecido.

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Quando fechou a porta atrás de si, Draco pousou os olhos sobre o corpo inerte do moreno, sentindo lástima por ele.

Trancou a porta para que nenhum dos outros entrasse, pois se era verdade o que dizia nos livros antigos de sua família, a transformação de um vampiro não era nada gratificante de se ver.

Deveria ter adivinhado que aquele vampiro buscaria Harry Potter, pois segundo suas próprias palavras, ele buscava algum mago de magia poderosa e que ninguém pudesse lhe erguer um dedo.

Aproximando alguns passos, observou como se via claramente as veias das têmporas e do maxilar de Harry, era como se sua pele estivesse ficando transparente. Então o moreno voltou a abrir os olhos com as pupilas brancas.

Sobressaltou com a impressão de que ele o olhava através da película mortuária que vendava seus olhos na escuridão.

Harry então começou a convulsionar, seu corpo se debatendo e de sua garganta escapou um terrível grito de sofrimento.

Do lado de fora Ginny se precipitou com o irmão para a porta tentando abri-la enquanto Hermione fechava os olhos angustiada.

Lucius sabia o que viria então já havia tirado as crianças da sala os levando para o andar de cima junto com Astória.

A ruiva pegou a varinha, mas a amiga segurou seu braço impedindo que arrombasse a porta.

- E se Malfoy o matar? Não confio nele!

- Deixe-o tentar. Era o que Harry queria, foi isso que ele me disse lá fora depois de lutar contra o vampiro. Foi por isso que eu o trouxe aqui – Ron parou de forçar a entrada após ouvir o que dizia – Harry me disse que teria que falar com Draco Malfoy, pois ele era o único que sabia sobre essas criaturas e talvez pudesse ajudá-lo...

Ginny puxou o braço e se afastou de todos. Era horrível ouvir o grito do esposo, como se estivesse sentindo tanta dor.

Do lado de dentro, Harry rasgava as faixas e parte da roupa, como se algo o estivesse sufocando e precisava abrir passagem para respirar.

Draco sabia que essa dor e desespero eram porque seu coração estava parando e logo deixaria de bater. Não podia permitir que parasse antes de dar-lhe sangue, então puxou a manga da camisa expondo seu pulso machucado pela mordida do vampiro horas atrás. Ainda sangrava por não ter dado atenção ao ferimento.

Para verter mais sangue fechou a mão em punho e forçou a ferida. Franziu o cenho sentindo dor e viu como o sangue lhe escorria em abundância. Não perdeu tempo levando o braço contra a boca de Potter, que ainda se sacudia contra o sofá.

O sangue escorreu pelos lábios secos manchando os dentes e deslizando pela língua de Harry que no mesmo instante parava de se mexer até quedar-se completamente imóvel, os olhos semi-abertos e sem respirar.

Notando como os braços de Potter pendiam inertes com as pontas dos dedos manchadas com o próprio sangue, Draco ergueu o queixo fechando os olhos com pesar.

Era pouco sangue em comparação ao que o moreno havia perdido durante essas horas. Se eles tivessem vindo antes, talvez pudesse salvar-lhe a vida...

Afastou do corpo com um sentimento tão ruim por dento, como se lhe apertasse o peito e deu-lhe as costas negando vê-lo nesse estado.

O que diria aos filhos dele?

Por mais que tentasse se convencer que não havia chance, que quando eles chegaram ali já era tarde demais, esse sentimento não ia embora.

- Você me salvou aquele dia e eu não pude fazer o mesmo por você... – sussurrou tristemente – Sinto muito Harry...

Então as chamas das velas que iluminavam o quarto começaram a ondular diante seus olhos como se uma brisa estivesse soprando pelo ambiente.

Não teve tempo de buscar o motivo dessa quebra de harmonia, quando sentiu uma presença em suas costas fazendo seu coração se agitar e teve os pulsos segurados com firmeza impedindo que se movesse.

- Não sinta Malfoy... – a voz de Potter foi sussurrada contra sua orelha.

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Continua...

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Resp. Reviews:

Lithos – olá, que bom que esteja acompanhando. Obrigada por comentar, bjs.

Lis Martin – olá, tudo bom? Nossa, fico extremamente feliz por suas maravilhosas palavras e apoio! Nem sei o que dizer! Agradeço de coração todo carinho! Quanto à fic, a Hermione não deduz nada sobre o Draco, mas como Ginny está desesperada porque o Harry está morrendo, ela acha melhor seguir o que o amigo disse, que era procurarem o Draco para saber se há uma cura pra ele, então ela resolve ir em busca do nosso loiro. Adorei seu comentário! Bjks.

N/A: pois é, eu tentei postar um por dia, mas como trabalho cedo e volto tarde, não deu pra manter o ritmo da postagem. Então tentarei fazer da seguinte forma: postarei um capítulo por dia nos finais de semana e postarei quando der no meio da semana. Acho que isso responde as duvidas que me perguntaram nos reviews e caso aja outros leitores querendo saber sobre as postagens. Até o próximo!

Sanae.