Eu pretendia que essa fosse uma oneshot, mas eu recebi muitos pedidos de continuação e eu também fiquei com gostinho de quero mais ao final da história, então resolvi escrever mais um pouquinho.

Espero que gostem.

Dias se passaram e por uma insegurança que eu não conseguia conter, pedi a Sesshoumaru que não contasse a ninguém sobre nós dois. Ele não concordava com aquilo, mas atendeu ao meu pedido. No fundo eu ainda achava que aquilo tudo era um sonho que teria fim à qualquer momento. Por mais feliz que eu me sentisse depois do que vivi com aquele homem, a minha parte mais cética duvidava que aquela fantasia pudesse durar.

Eu amava Sesshoumaru e muito, no início achei que fosse admiração, atração física, desejo..., mas descobri que o amava de verdade quando passei a tê-lo mais perto de mim, quando o conheci intimamente.

Apesar da máscara de rigidez e frieza mostrada à todos, Sesshoumaru era até certo ponto doce. Quando estávamos juntos e a sós, seus carinhos e atenção me faziam sentir a mulher mais feliz do mundo, seus abraços me davam a proteção e a segurança que eu sempre desejei me faziam querer que aquilo nunca terminasse.

Era uma sexta-feira após aquela fatídica noite chuvosa em que dormimos juntos, o dia estava ensolarado e o relógio em meu pulso marcava 12:45hs. Terminavam as aulas do dia no curso de pós-graduação e eu assim como os outros alunos saíamos da sala conversando despreocudamente. Inuyasha estava ao meu lado com Kagome, que o estava esperando no corredor onde ficava nossa sala.

Senti meu celular vibrar dentro da bolsa e parei por um instante para retirar o aparelho. Olhando no visor eu não reconheci o número, mas atendi.

- Moshi moshi!

- Oi ! Sou eu. - Logo reconheci a voz serena e grave do outro lado da linha. Sorri.

- Oi! Como você está? - Indaguei olhando para os lados para ver Inuyasha e Kagome que conversavam enquanto caminhavam.

- Bem. E você?

- Ah eu estou ótima!

Ele sorriu eu pude perceber.

- Está saindo da faculdade não é? Tem algum compromisso agora?

- Uhmm... não.

- Quer almoçar comigo?

- Claro. Por que não? Quando e onde nos encontramos? - Perguntei objetivamente. Por mais que ouvir a voz dele e falar com ele me deixasse nervosa, eu não conseguia deixar de ser objetiva, nunca.

- Eu estou aqui embaixo.

Quase congelei quando o ouvi dizer isso. Como assim ele estava lá embaixo? Olhei mais uma vez para minha prima e o namorado, felizmente eles pareciam ocupados demais em caminhar e se beijarem ao mesmo tempo.

- Você está aqui na Universidade?

- Sim. - Depois de uma pausa enquanto eu colocava meus pensamentos em ordem ele voltou a falar.- Por acaso meu irmãozinho está com você?

- Uhum. - Confirmei.

- Eu vou estacionar o carro algumas quadras à frente, próximo à entrada do parque. Você pode vir até aqui?

- Posso sim. Até daqui a pouco. Ja ne!

A ligação foi desfeita. Eu respirei fundo e voltei a guardar o celular na bolsa.

Pensando de forma racional eu não sei porque estou fazendo segredo disso, mas não conseguia deixar de sentir medo. Tudo estava parecendo maravilhoso demais...

Caminhei em direção aos meus amigos, ali já estavam além de Inuyasha e Kagome, Miroku e Sango.

- Gente!? Surgiu um imprevisto e eu tenho que ir para o trabalho mais cedo, não vai dar para almoçar com vocês.

- Ah Rin-chan que pena! - Disse Kagome. - Mas vê se não fica sem se alimentar o dia todo hein?!

- Não se preocupe "mamãe". Eu como alguma coisa no caminho. Beijo pra vocês!

- Ja ne Rin-chan! - Todos disseram.

Eu saí dali andando rapidamente. Com alguns livros em uma das mãos e a bolsa preta no ombro esquerdo, eu levei a mão livre aos cabelos que estavam presos por um hashi e os soltei. Enquanto passava pelo estacionamento, olhei meu reflexo na janela de um dos carros e ajeitei os fios longos, que por serem muitos lisos e com um bom caimento se ajeitaram facilmente.

Eu estava bem vestida como de costume, mas da forma sóbria habitual. Vestia uma calça social preta do tipo risca de giz, uma blusa 3/4 branca bem marcada ao corpo e sapatos scarpins também pretos de salto alto e fino. Depois que ajeitei os cabelos voltei a caminhar rapidamente para a saída do campus. Virei à esqueda no portão e caminhei por uns cinco minutos talvez até a entrada do parque, logo avistei o carro de luxo dele. Meu coração acelerou, foi inevitável.

Sesshoumaru saiu do carro quando me viu atravessar a rua e caminhar em sua direção. Ele usava um terno escuro e bem cortado, de grife com certeza, certamente tinha saído do escritório para me encontrar.

Quando me aproximei ele estava recostado à porta do carro e me olhava diretamente nos olhos.

- Oi! - Falou com a voz suave.

- Oi! - Respondi sorrindo.

- Teve muito trabalho para despistar meu irmão e Kagome?

Eu percebi o sarcasmo na pergunta dele. Não o agradava ter que se esconder, eu sabia disso. Fiquei séria subitamente e não deixei de fitá-lo.

Em questão de segundos me vi envolvida pelos braços dele. Sesshoumaru havia me puxado de encontro ao seu corpo e me abraçava carinhosamente. Quase deixei que meu livros fossem ao chão.

- Eu senti saudades Rin. - A frase me desarmou totalmente e me deixou trêmula. Santo Deus como eu podia ser tão fraca e tola diante desse homem?!

Ele voltou a me fitar com aqueles olhos dourados lindos, ainda mais evidentes e brilhantes por causa do sol.

- Eu também senti saudades Sesshoumaru. - Eu disse antes de encostar meus lábios nos dele.

Saímos dali momentos depois e fomos à um restaurante discreto, fora do centro comercial onde Sesshoumaru era conhecido por todos e seria facilmente encomodado por cumprimentos e etc...

Comemos um prato leve acompanhado por um bom vinho tinto enquanto tínhamos também uma conversa leve, até que eu iniciei um assunto que me encomodava e eu não podia ignorar.

- Eu sei que não te agrada ficar se escondendo assim das pessoas... mas eu acho que ainda é muito cedo pra tomar qualquer atitude no sentindo de contar pra todos o que aconteceu entre nós.

- Eu respeito a sua decisão de não querer contar. O que acontece entre nós só interessa a mim e a você, mas você tem razão quando diz que não me agrada ficar me escondendo. Nós somos adultos e livres Rin, o que fazemos não é da conta de ninguém.

" Somo livres... Será? Eu sei que eu sou livre, mas você... E a Kagura? Como você pode ser livre com uma mulher como aquela no seu pé?" Era o que eu pensava enquanto olhava para ele.

- No que está pensando Rin?

- Na Kagura...

Ele arqueou a sobrancelha de forma indagadora.

- Por que você está pensando nela?

- Por mais que eu tente... eu não consigo deixar de pensar no relacionamento que vocês dois têm. A noite em que nós dormimos juntos aconteceu menos de vinte e quatro horas depois de você ter ficado com ela. Não dá pra fingir que isso não me encomoda.

- Eu não quero que finja nada para mim, nunca. - Ele disse calmamente enquanto depositava a taça de vinho sobre a mesa. - Eu sei que é difícil, mas tente não pensar no passado. Pense apenas no que nós vivemos e no que aconteceu daí em diante. Eu falei sério quando disse que você só não seria feliz comigo se não quisesse.

A mão dele tocou a minha sobre a mesa em um gesto de carinho, ele queria me provar que o que estávamos vivendo era real.

- Depois que deixei você em casa naquele dia, eu fui procurar a Kagura. - Ele revelou e o meu choque foi imediato e perceptível. Meu coração acelerou terrivelmente as batidas. - Eu disse a ela que não poderíamos mais nos ver, que estava envolvido com outra pessoa.

- E ela aceitou isso?

- Não havia outra escolha. A minha palavra é uma só. - Ele respondeu sério.

O que ele disse aliviou tremendamente o meu coração. Ele havia terminado tudo com Kagura, estava livre para mim, para ser meu.

Meia hora depois saíamos do restaurante e fomos em direção ao carro. Lá dentro antes de dar a partida ele perguntou:

- Você tem que ir trabalhar não é?

- Tenho. Por quê? - Indaguei sorrindo. Acho que adivinhava o que se passava na cabeça dele.

- Nada. - Foi a resposta dele ao mesmo tempo em que balançava a cabeça negativamente e ligava o carro.

Eu levei minha mão ao rosto dele e o acariciei, ele olhou para mim e beijou meus dedos que deslizavam por seus lábios. O carro entrou em movimento e nós percorremos as ruas do centro da cidade até chegar ao prédio em que eu trabalhava. Para me despedir me aproximei dele para dar um leve beijo, mas Sesshoumaru o aprofundou de tal forma que me deixou sem ar.

- Eu quero ver você esta noite. - Ele disse quando o beijo foi finalizado.

- Hoje à noite?

- É. Eu posso vir buscar você depois.

- Não. - Eu falei séria, o que chamou a atenção dele, mas logo depois sorri. - Eu preciso ir em casa antes...

- E depois?

- Eu faço o que tenho que fazer e pego um taxi para ir à sua casa. Não se preocupe.

- Tudo bem. Até mais tarde então.

- Até mais. - Eu o beijei novamente e saí do carro entrando logo depois no prédio onde ficava a agência em que eu trabalhava.

Naquela noite depois que saí do trabalho, fui para casa e encontrei Kagome deitada no sofá assistindo ao noticiário, eu a cumprimentei rapidamente e subi para o meu quarto.

Depois de alguns minutos de um banho morno eu saí do banheiro e fui ao closet escolher alguma roupa. Optei por uma calça jeans escura justa ao corpo e por uma blusa azul caneta com um decote em formato canoa, que caía sobre um um dos ombros. Me olhei no espelho por algum tempo, um decote para variar não faria mal e eu gostei do que vi. Calcei sandálias de tiras finas e delicadas pretas e uma outra bolsa na mesma cor. Meus cabelos estavam soltos e bem escovados e como maquiagem, apenas um rímel, delineador nos olhos e um gloss bastante discretos.

- Aonde você vai Rin-chan? - Ouvi a voz de Kagome na porta do quarto.

- Eu... Tenho um encontro. - Respondi depois de certa hesitação.

- Um encontro?! Que legal! Posso saber com quem?

- Ainda não. Primeiro quero ter certeza que dará certo.

- Hummm... Cheia de mistérios...

Nós duas sorrimos.

- Você está muito bonita Rin-chan. Gostei de te ver assim.

- Obrigada Kagome!

Ouvimos o som de uma bozina na frente da casa.

- Ah! É o meu taxi. Eu tenho que ir Kagome. Não se preocupe comigo eu devo chegar tarde. ok?

- Tudo bem. Divirta-se.

Eu cheguei cerca de trinta minutos depois à casa de Seshoumaru. Ele me recebeu na porta com um beijo ardente.

- Konbanwa! - Eu o cumprimentei.

- Konbanwa! - Respondeu sorrindo. - Você está linda.

- Obrigada!

Eu entrei no apartamento e ele me guiou até a sala de estar, onde havia uma garrafa vinho depositada sobre a mesa e duas taças a acompanhavam.

- Você pretende me embebedar senhor Sesshoumaru? - Perguntei divertida.

- Eu preciso? - A pergunta soou ao meu ouvido, bem próxima, pois ele me abraçava e afundava o rosto na curva do meu pescoço enquanto tocava a minha pele com seus lábios macios.

De fato, ele precisava fazer quase nada para me ter totalmente entregue.

- Eu tive medo que não viesse, que começasse a pensar naquelas coisas novamente.

- Mas eu disse que viria Sesshoumaru... Aaahh! - Não pude evitar o gemido enquanto ele mordia minha carne levemente.

- É. Eu aprecio muito uma mulher que cumpre com sua palavra.

Nos beijamos ávidamente, loucos pelo gosto um do outro. A garrafa de vinho e o jantar teriam que aguardar até que saciassemos outra necessidade que nos afligia no momento. A necessidade um do outro.

Em questão de segundos estávamos livres de nossas roupas e sentindo completamente o calor um do outro. O suor escorria pela nossa pele febril enquanto nos amávamos ali sobre o tapete no chão da sala.

Eu sentia o corpo dele se movimentar sobre o meu e via os músculos se exercitarem de forma excitante. O abdômen definido e contraído pela excitação... eu adorava admirar aquilo. Nossos gemidos ecoavam por todo o apartamento e como Sesshoumaru não tinha vizinhos no andar, não nos preocupávamos em ser ouvidos ou encomodados por ninguém.

Alcancei o ápice do prazer mais uma vez naquela noite sendo guiada por aquele homem e isso me fazia amá-lo ainda mais, porque ele me conhecia como ninguém, sabia exatamente como me tocar e o que fazer para me agradar.

Nós desfrutamos de um maravilhoso jantar naquela noite e acabamos com duas garrafas de vinho. Depois de um banho nos deitamos na cama dele espaçosa e impregnada com seu perfume. Como era bom estar ali. Ele estava ao meu lado e eu o vi adormecer respirando tranqüilamente, tão bonito e aparentemente tão frágil nessa condição. Eu o admirei durante longas horas, memorizando cada detalhe dele até que também me entreguei ao sono.

Era manhã, por volta das 07:00hs e eu ainda estava na casa de Sesshoumaru. Tomava banho quando ouvi meu telefone celular tocar.

- Por favor, Sesshoumaru atenda para mim. - Gritei de dentro do box para ele que estava no quarto se arrumando.

- É o Inuyasha. - Ele disse aparecendo no banheiro com o telefone na mão.

- Inuyasha?! Será que aconteceu alguma coisa? Pode atender. - Eu confirmei e ele sorriu.

- Moshi moshi.

- Ah... Esse não é o telefone da Rin-chan? - Inuyasha perguntou do outro lado da linha.

- É.

Eu observava a conversa enquanto teminava de enxaguar os cabelos.

- Quem está falando?

- Você não reconhece a voz do seu próprio irmão pirralho?

- Sesshoumaru??? - Inuyasha gritou.

Deu para ouvir daqui o grito de Inuyasha e Sesshoumaru afastou o aparelho do ouvido. Eu ri daquela cena imaginando a cara do meu amigo.

- Quer parar de gritar Inuyasha? Eu não sou surdo.

- O que você está fazendo com o telefone da Rin? Cadê ela?

Eu fechei a ducha e me enrolei na toalha saindo do box. Me aproximei de Sesshoumaru, enquanto ele provocava o irmão.

- Ela está muito ocupada nesse momento.

- Como é que é??? Inuyasha gritou mais uma vez.

- Maldição Inuyasha pare de gritar!

- Me dá isso aqui. - Falei pegando o telefone. - Ohayou Inuyasha! O que houve?

- Rin?!

- Sim sou eu.

- Eu vim até sua casa para pegar uma parte da pesquisa referente ao trabalho e Kagome me disse que você não estava por isso eu liguei.

- Tudo bem. Tudo relacionado ao trabalho está no meu quarto. Peça Kagome para deixá-lo entrar.

- Ok. Mas o que você tá fazendo com Sesshoumaru numa hora dessas? Kagome me disse que você saiu para um encontro ontem e não voltou... Ah não! Não me diga que você e ...

- Inuyasha nós podemos conversar sobre isso depois? Pessoalmente?

- Eu não acredito. - O hanyou dizia incrédulo.

Sesshoumaru que estava abraçado a mim e ouvia toda a cena do irmão ria com gosto.

- Eu daria tudo pra ver a cara do meu irmãozinho agora. - Ele falou pouco antes de me soltar e voltar para o quarto.

Eu desfiz a ligação prometendo que conversaria com Inuyasha e Kagome quando chegasse em casa.

Na casa de Rin...

- Inuyasha que escândalo foi esse? Você não estava ligando pra Rin?

- Uhum.

- Então por que você falou o nome de Sesshoumaru?

- Porque quem atendeu ao telefone celular da Rin, foi o Sesshoumaru. Entendeu? Eles estão juntos Kagome.

- Eu não acredito.

- Nem eu. Como foi que nós não percebemos?

Kagome sentou no sofá com a cara mais espantada que tinha. "Sesshoumaru e Rin juntos? Então o encontro que ela teve foi com ele?" Era o que a jovem pensava.

Pode ser que venha mais alguma coisa, então fiquem ligados.

Espero reviews.

Beijos!