Não se assustem. Eu revisei o texto que estava cheio de erros e por isso postei o capítulo novamente.
De fato a pressa é inimiga da perfeição, mas é que eu fiquei ansiosa para postar esse capítulo.
Oi gente!
Voltei com mais dessa história que me cativou, assim como fez com muita gente.
Os acontecimentos desse capítulo são seqüências diretas do anterior. Está fofinho.
Boa leitura!
Era sábado e eu não teria que trabalhar, ao contrário de Sesshoumaru que tinha uma reunião por volta das onze horas. Ainda era cedo, então logo que eu terminei meu banho e me arrumei Sesshoumaru e eu saímos e fomos a um café próximo ao apartamento dele.
O lugar era aconchegante com mesas e cadeiras ao ar livre e no caminho Sesshoumaru me disse que eles tinham um buffet de café da manhã maravilhoso.
Usando seu cavalheirismo característico, Sesshoumaru puxou uma das cadeiras para que eu me sentasse e eu podia sentir a leve brisa que soprava naquela manhã agitar meus cabelos. Ele se sentou ao meu lado e segundos depois uma garçonete se aproximou de nós.
- Ohayou senhor Taisho!
- Ohayou Shina! Tudo bem?
- Tudo bem sim. E o senhor?
- Eu? - Ele demorou um pouco para responder enquanto lançava olhares para mim. - Eu estou ótimo.
- Que bom! O que vão querer?
A jovem que parecia mal ter saído da adolescência, não parava de sorrir olhando para Sesshoumaru, enquanto anotava nossos pedidos. Eu apenas observei. Feito isso ela se retirou para providenciar o que havíamos pedido.
- Eu venho muito aqui. - Ele disse como se pudesse prever o que se passava na minha mente.
- É. Eu percebi.
- Shina é a filha do dono. Ela freqüentemente trabalha aqui quando não está estudando.
- Uhmm! - Respondi. Ele apenas sorriu.
Pouco tempo depois um verdadeiro banquete foi posto em nossa mesa, com pães, frutas, geléia, suco e etc...
- Obrigado Shina!
- De nada! Se precisarem de algo mais, me avisem.
A menina olhou profundamente para mim antes de se retirar, mas manteve o sorriso no rosto. Eu a acompanhei com o olhar até que se distanciasse.
- Uhmm estou faminto!
- Você não comeu o suficiente ontem? - Perguntei sorrindo.
- Ah sim! Mas gastei muita energia também não é?
Eu sorri olhando para ele de forma maliciosa, sabia que ele diria algo nesse sentido.
Tomamos nosso café da manhã tranqüilamente enquanto conversávamos.
- Quando chegar em casa agora, eu serei submetida a um interrogatório intenso. Tenho certeza que seu irmão e Kagome estão me esperando para me encherem de perguntas.
- Você não precisa dizer nada a eles.
- Não preciso, mas vou. Eles são meus amigos e fazem parte da minha vida. Também agora não adianta mais esconder, acho que é bastante óbvio o que está acontecendo.
- É verdade. Mas o que fez você mudar de idéia em relação a isso?
- Depois que você me contou sobre a conversa com a Kagura, acho que caí na real de que não fazia sentido me esconder das pessoas.
- Você achou que eu manteria um relacionamento com você e com a Kagura ao mesmo tempo?
- Eu... Acho que sim. Cheguei a pensar nisso. Nosso caso poderia ter sido apenas algo momentâneo e irrelevante, eu imaginei que talvez você quisesse continuar com ela.
Sesshoumaru balançou a cabeça negativamente logo depois de tomar um pouco do suco de laranja de seu copo.
- Meu relacionamento com a Kagura nunca foi sério, nunca nos comprometemos. Eu até poderia sair com outras mulheres, ela não me cobraria nada nesse sentido, mas eu não faria isso com você Rin.
Ah! Eu simplesmente adoro o modo como ele pronuncia o meu nome, soa como um sopro da natureza aos meus ouvidos e ele sempre o usa no final da frase quando que enfatizar o que está dizendo.
- Fico feliz que tenha tomado essa atitude. Porque eu não gostaria de dividir você com ninguém.
Minha voz saiu baixa e minha feição séria quando declarei isso, ele me olhou profundamente e depois acariciou o meu rosto.
- Não se preocupe com isso pequena Rin.
Pequena... Eu já o peguei me chamando assim algumas vezes e o apelido se deve ao fato de eu ser realmente pequena perto de Sesshoumaru. Não sou exatamente baixinha, diria que minha estatura é mediana, mas meu corpo é esguio e delicado. Perto de um homem alto, atlético e imponente como Sesshoumaru eu realmente pareço diminuir consideravelmente de tamanho. Acho que isso explica o fato dele conseguir me "pegar" tão facilmente.
Terminamos o café da manhã e a jovem Shina retornou a nossa mesa para receber o pagamento, que foi feito por Sesshoumaru.
- Tenham um excelente dia senhores! - A jovem nos cumprimentou.
- Igualmente. - Respondi.
- Bom dia pra você também Shina! Dê lembranças ao seu pai.
- Pode deixar senhor Taisho.
Nós saímos do local e caminhamos lentamente pelos jardins ali até alcançarmos o carro. Antes de entrarmos Sesshoumaru me surpreendeu pressionando meu corpo contra a porta do veículo e me beijando intensamente.
- Sua boca é tão doce... - Eu o ouvi dizer. - Eu queria poder ficar o dia inteiro com você.
- Isso seria ótimo, mas é impossível. Eu tenho que voltar para casa e você tem uma reunião. Esqueceu? - Questionei olhando nos olhos dele enquanto sentia seu corpo ainda pressionado ao meu.
- Não. Infelizmente eu não esqueci.
- Essa reunião vai mantê-lo ocupado o dia todo?
- Não sei, mas é provável que sim. São sempre muito longas, temos muitos assuntos a tratar.
Ele continuava a me beijar enquanto conversávamos. Eu adoro isso nele, é tão carinhoso.
- Eu vou estar em casa. Você pode me ligar quando terminar.
- Pode ter certeza de que farei isso.
Mais uma vez ele tomou meus lábios. Dessa vez em um beijo mais profundo e longo.
- Vamos?
- Vamos. - Concordei.
Nos despedimos ainda no carro. Sesshoumau não entraria para não se atrasar.
- Se Inuyasha perturbar demais você, mande-o vir fazer perguntas a mim.
Eu sorri com o que ele disse.
- De jeito nenhum vou fazer isso. Não quero que vocês se matem.
Trocamos mais alguns beijos e eu desci do carro caminhando lentamente até a porta da casa. Acenei para ele sorrindo e ele retribuiu, depois deu a partida no carro e foi para sua reunião.
Abri a porta de casa e pude ouvir o som da televisão na sala. Eu nem tencionei subir direto para o meu quarto, pois sei que não adiantaria. Caminhei até o cômodo e encontrei Kagome sentada no sofá assistindo tv e Inuyasha ao seu lado concentrado em alguma coisa na tela de seu computador portátil.
- Ohayou! – Eu disse chamando a atenção deles.
- Ohayou senhorita Rin! – Inuyasha respondeu irônico.
Eu apenas sorri e caminhei até um dos sofás, onde depositei minha bolsa e me sentei.
- E então? – Kagome perguntou.
- E então o que?
- Ah Rin pára! Nós já sabemos que você e Sesshoumaru estão de rolo. – Ela continuou.
- Rolo?
- Rin quer parar? Me conta vai. Como isso aconteceu?
Respirei profundamente antes de começar meu relato.
- Eu não sei exatamente como aconteceu. A verdade é que ele me chamou a atenção desde a primeira vez em que nos encontramos na casa dos seus pais Inuyasha, quando fomos fazer o trabalho. Mas nunca me passou pela cabeça que pudesse acontecer alguma coisa, afinal ele estava totalmente fora do meu alcance.
- Sei. – O jovem respondeu.
- Naquele dia quando ele me levou em casa por causa da chuva, nós conversamos e ele acabou confessando que estava interessado em mim, daí rolou.
- Ai meu Deus eu não acredito! – Kagome exclamou eufórica.
- Então isso está rolando há pouco tempo?
- Sim.
- E por que vocês não disseram nada Rin? – Kagome indagou.
- Eu pedi para ele não contar, não tinha certeza se daria certo, se não tinha passado de uma única noite de sexo ardente... - Falei rindo porque sabia qual seria a reação de Inuyasha.
- Droga Rin! Eu não quero ouvir detalhes da sua vida sexual com meu irmão.
- Quem disse que eu vou te dar algum detalhe?
- Ah! Mas pra mim você vai priminha. Eu quero saber tudo nos mínimos detalhes. Kawaii! Nós seremos além de primas, cunhadas.
- Eu não acredito. – Inuyasha continuava reclamando. – Você e o meu irmão... Tanto cara no mundo Rin.
- Qual é o problema Inuyasha? Você vai ficar com ciúmes agora? De mim ou do seu irmãozinho?
- Que ciúme o que... Eu só acho estranho, só isso. Vai ser difícil me acostumar. Você era minha amiga, agora vai se minha cunhada? Cara isso vai ser muito estranho.
- Não vai ser nada estranho Inuyasha. Eu não vou deixar de ser sua amiga de sempre só porque estou saindo com seu irmão.
- É isso mesmo Inu. Deixe de ser bobo. Isso é tão legal, você deveria ficar feliz pela Rin e pelo seu irmão também. Eles formam um casal lindo.
- Bom. Eu vou subir e trocar de roupa. Já desço pra te ajudar com o trabalho Inuyasha.
- Ok!
Fui ao meu quarto e desci minutos depois vestindo um shortinho azul e uma camiseta branca básica. Trazia nas mãos alguns livros e meu computador.
Continuamos na sala trabalhando enquanto Kagome assistia tv e vez ou outra brincava comigo dizendo que estava ansiosa para ouvir os detalhes. Inuyasha estava muito desconfortável.
- Você vai mesmo contar... detalhes para Kagome? – Ele questionou.
- Vou. Mulheres fazem isso você não sabia?
Imediatamente o olhar dele se voltou para a namorada, que sorria largamente.
- Você conta em detalhes tudo o que acontece entre nós pra Rin?
- Uhum. – Minha prima confirmou.
- KAGOME!? – Inuyasha ficou pálido.
- Calma Inuyasha. A Rin é minha prima e sua melhor amiga. Qual o problema de conversar com ela? Nós temos intimidade para isso e eu confio nela, como sei que ela confia em mim. Não precisa ficar constrangido meu amor.
Kagome segurou o rosto dele e o beijou de forma carinhosa, eu sorri enquanto voltava minha atenção para o computador.
- Eu vou providenciar o nosso almoço enquanto vocês trabalham. Tudo bem?
- Você vai pedir pizza? – Eu a provoquei.
- Não. Hoje vocês terão o prazer de comer a minha comida. – Kagome respondeu já caminhando para a cozinha.
Ela cozinhava bem, mas normalmente não gostava de cozinha e eu nunca tinha tempo, então quase sempre recorríamos à entregas.
Depois que ficamos sozinhos, resolvi retomar o assunto com Inuyasha de forma mais séria.
- Inuyasha?! Incomoda você fato de eu estar com seu irmão?
- Não Rin, não é isso. Eu fui pego de surpresa, nunca percebi nenhum clima entre vocês.
- Isso me pegou de surpresa também. Eu nunca imaginei que ele enxergasse alguma coisa em mim além da amiga do Inuyasha. Só em sonho me passava pela cabeça que ele pusesse me querer, mas quando ele disse, mesmo que parecesse surreal eu decidi arriscar.
- Eu entendi e não estou chateado. Quando eu soube, entrei numa de me preocupar com você como se tivesse que proteger minha irmãzinha, que tá conhecendo um cara novo.
Eu ri quando Inuyasha disse isso. Ele era tão fofo às vezes.
- É sério Rin. E isso é estranho porque na verdade o cara é que é meu irmão. Mas eu me senti assim, não deu pra evitar me preocupar, primeiro porque sei da relação estranha que o Sesshoumaru mantinha com a Kagura e segundo, porque eu nunca o vi tendo um relacionamento de verdade, levando à sério uma mulher. Eu não quero que se machuque.
- Então você acha que ele quer brincar comigo? Que é só diversão?
- Não Rin. – Ele respondeu prontamente. – Eu tenho certeza que Sesshoumaru não faria isso com você. Ele não é do tipo que brinca e muito menos com as pessoas, sei que ele sempre deixou claro que não se comprometia e as mulheres ficavam com ele se quisessem. Kagura aceitou, mas eu sei não é isso o que você quer pra você.
- Você está certo. Eu não aceitaria uma relação assim e deixei isso bem claro para o seu irmão.
- Tudo bem então. Eu espero mesmo que dê certo entre vocês.
- Eu também. – Respondi sorrindo.
Algumas horas depois e Kagome nos chamou para almoçar, sentamos à mesa e desfrutamos da refeição enquanto conversávamos.
- Onde está o Sesshoumaru agora Rin?
- Ele tinha uma reunião, foi para o escritório depois que me deixou aqui. Você também não deveria estar nessa reunião Inuyasha?
- Normalmente eu assisto, mas como temos esse trabalho resolvi não ir.
- Ele disse que poderia durar o dia todo...
- Pode sim. Ainda mais quando é com toda a diretoria. Como Sesshoumaru assumiu a presidência há pouco tempo, alguns diretores tentam contestar suas decisões.
- E eles podem fazer isso? – Perguntou Kagome curiosa.
- Podem, mas não tem poder para impedi-lo de qualquer coisa, a voz dele é absoluta. Embora aja um conselho quem manda é ele, meu pai lhe deu plenos poderes.
- Nossa! Então é por isso que ele trabalha tanto. Viver sob os olhares daqueles homens, que só esperam por uma falta pra caírem em cima dele dever ser terrível.
- Se não conhecesse Sesshoumaru até teria pena dele. Mas ele é brilhante no que faz, o velho Taisho não o colocou lá à toa. Aqueles velhos resistem a ele por ser jovem e porque não queriam que meu pai se afastasse, mas ele estava decidido a entregar tudo nas nossas mãos.
- E qual será o seu papel no grupo? – Perguntei.
- Num futuro próximo a Vice-presidência, que agora é ocupada por um homem de confiança do meu pai. Eu devo assumir o cargo quando ele se aposentar e eu tiver concluído meu curso. Ainda tenho muita coisa pra aprender até lá, por isso vou à empresa todos os dias. Eu tenho o conhecimento, mas não tenho experiência como o Sesshoumaru. Ele viveu durantes anos fora do país e comandava grande parte das sucursais da empresa no exterior.
- É muita responsabilidade Inuyasha. Nem consigo imaginar a pressão à qual seu irmão é submetido. – Eu falei pensando agora pela primeira vez nisso.
- É difícil, mas ele agüenta Rin.
Horas mais tarde nós encerramos o expediente de trabalho. Eu fui para o meu quarto, onde tomei um banho e troquei de roupa. Deixei o casal na sala namorando.
Já estava anoitecendo quando ouvi Kagome me chamar da escada. Inuyasha queria se despedir.
- Rin-chan!? Inuyasha já está indo. – Ela gritou lá de baixo.
Eu saí do quarto e caminhei pelo corredor até alcançar o topo da escada de onde podia vê-los abraçados.
- Tchau Inuyasha! - Ele voltou sua atenção para mim.
- Tchau Rin! Tenha uma boa noite.
- Você também.
Inuyasha acenou para mim e foi acompanhado por Kagome até a saída. Eu voltei para o meu quarto e me sentei na cama para pentear os cabelos.
Um minuto depois Kagome estava no meu quarto, ansiosa pelas novidades.
- Rin-chan! Conte-me tudo sobre meu cunhadinho agora.
- Kagome você não se livrou do Inuyasha só pra fazer fofoca não né?
- Ai claro que não Rin-chan. Ele disse que precisava ir pra casa conversar com o pai e saber sobre a reunião.
- Sei...
Ouvi meu celular que estava no criado mudo tocar, olhei para o relógio ali e marcava 19:30 hs. Peguei o aparelho e vi pelo visor que era Sesshoumaru. Sorri e Kagome logo percebeu quem era.
- É ele??
Confirmei com um aceno de cabeça enquanto atendia a ligação.
- Moshi moshi!
- Konbanwa pequena Rin!
- Konbanwa Senhor Sesshoumaru! - Respondi sorrindo.
- Você está em casa?
- Estou.
- Inuyasha ainda está aí?
- Não. Ele saiu há aproximadamente cinco minutos. Está tudo bem? Sua voz está estranha.
- Tudo bem. Estou saindo de mais um dia chato e cansativo só isso.
- Você ainda está no escritório?
- Estou. Eu vou sair daqui a pouco tenho que ir à casa dos meus pais
- Dos seus pais?
- É. Eu preciso conversar um pouco com o velho.
Era estranho aos meus ouvidos ouvir a forma como Inuyasha e Sesshoumaru se referiam ao pai. "Velho". Oyakara Inutaisho estava longe de ser um velho, era um homem maduro, bonito e bastante ativo, olhando para ele era difícil compreender a aposentadoria, que parecia ao olhos de qualquer um bastante precoce.
Mesmo com o tratamento aparentemente desdenhoso era possível perceber o quanto os irmãos admiravam e amavam o pai. No caso de Sesshoumaru o sentimento beirava a adoração. Os dois eram muito ligados.
- Você teve algum problema na reunião? Inuyasha me disse que às vezes é bem difícil lidar com a diretoria.
- Não houve nada fora do comum. Eu normalmente converso com meu pai depois das reuniões para deixá-lo a par dos acontecimentos e das minhas decisões.
- Certo. Inuyasha foi embora dizendo o mesmo.
- Bom. Como já são quase 20hs eu não vou ficar livre cedo o suficiente para ver você como eu pretendia.
- Não tem problema. Além do mais você deve estar cansado. Depois que conversar com seu pai tome um banho relaxante e vá descansar. Amanhã nos falamos e marcamos alguma coisa.
- Eu farei isso. Tenho que desligar agora, eu estou saindo da garagem. Te vejo amanhã
- Até amanhã. Um beijo!
- Outro.
Desliguei o telefone e o depositei novamente no criado mudo.
- Vai haver outra reunião, em casa dessa vez? – Kagome quis saber.
- Parece que sim. Eu achei que ele viria aqui, mas não vai dar.
- Então acho que seremos só nós duas essa noite.
Kagome e eu passamos a noite quase toda conversando, já era madrugada quando ela saiu do meu quarto e foi para o seu dormir.
Na casa dos Taisho o patriarca e os filhos se reuniram e conversaram despreocupadamente. Falavam de negócios, mas o clima estaca longe de ser tenso, como ocorria nas reuniões da empresa.
- Não se preocupe com o que eles dizem Sesshoumaru. Eles são de uma geração diferente e muitas vezes não entendem a sua abordagem nos negócios.
- Eu não me importo com eles pai. Podem reclamar o quanto quiserem desde que façam o que eu mando.
Quando se tratava de negócios Sesshoumaru era implacável e sua seriedade se sobressaía nesses momentos.
Algumas horas mais tarde Inutaisho despedia-se dos filhos anunciando que iria se recolher.
- Boa noite meninos! Eu tenho um compromisso amanhã cedo e preciso dormir.
- Compromisso num domingo pela manhã? – Indagou Inuyasha. – Que compromisso é esse pai?
- Golfe.
- Golfe?? – Ambos os filhos questionaram surpresos.
- Desde quando o senhor joga golfe?
- Desde que me aposentei ora! Sua mãe também irá. Ela está aprendendo e é muito boa. – O homem falou despreocupado já caminhando em direção as escadas.
Os filhos riram com a atitude despreocupada do pai.
- Boa noite pai! – Sesshoumaru disse enquanto se levantava para se servir de mais uma dose de wisk.
Inuyasha observava o irmão atentamente e o mais velho percebeu.
- Diz logo o que você está querendo dizer Inuyasha e pára de me olhar com essa cara.
O jovem manteve-se quieto sem deixar de observar o irmão que voltava ao sofá com o copo na mão.
- O que foi? – O mais velho perguntou novamente.
- Isso é sério? Esse lance entre você e a Rin?
- Por que está tão interessado nisso? Eu não faço perguntas a você sobre o seu relacionamento com a Kagome.
- A Rin é minha amiga e é uma pessoa ótima. Eu não quero que ela sofra.
- Eu também não quero que ela sofra, muito pelo contrário. Eu quero que seja sério, pela primeira vez na minha vida quero que seja um relacionamento de verdade.
- Nós conversamos sobre isso hoje à tarde. Eu disse a ela que você nunca teve sequer um relacionamento sério.
- Ótimo Inuyasha! É bom saber que meu irmão me defende com tanto afinco.
- Eu não disse por mal e ela entendeu. Ela sabe que é verdade e que eu só queria garantir que ela soubesse em que terreno está pisando.
Sesshoumaru continuava a desfrutar de seu drink enquanto encarava o irmão, embora parecesse muito sério ele não estava zangado com o caçula. Ele sabia que o laço de amizade entre Inuyasha e Rin era muito forte e que eles eram leais e honestos um com o outro.
- Eu disse pra ela que você nunca a enganaria. – Inuyasha falou depois de algum tempo de silêncio. – Disse que você sempre jogaria limpo com ela.
A conversa dos dois durou mais algum tempo, até que decidiram ir dormir. Sesshoumaru ficaria na casa dos pais essa noite, o quarto que ele ocupava quando ainda morava ali estava exatamente como ele deixou quando foi embora, nunca deixaria de pertencer a ele.
Pessoas eu quero muitos reviews. As idéias surgem e a minha vontade de escrever aumenta na proporção do número de reviews.
Quero saber a opinião dos meus leitores.
Beijos e até a próxima, se houver.
