Olá pessoas!

Aqui estou com eu com mais um capítulo dessa história fofa. É assim que todos a estão definindo e eu concordo.

O capítulo está só um pouquinho grande, nada demais. Rsrsrs.

Espero que gostem. Boa leitura!

PS: O que está em itálico é lembrança.

Eu acordei após ter um sonho ótimo naquele domingo de sol. Me espreguicei ainda deitada e olhei para o relógio no criado mudo, eram 09:30 hs, era até cedo para que eu estivesse acordada já que dormi quase às 04:00 hs da manhã.

Levantei preguiçosamente e fui até o banheiro, onde tirei meu short-doll e imediatamente me enfiei embaixo do chuveiro com água morna que eu tanto adorava. Precisava acordar embora grande parte de mim quisesse permanecer na cama.

Hoje seria um dos raros dias em que eu realmente teria uma folga, não iria para o trabalho e também não me dedicaria ao trabalho da pós-graduação, afinal nós já havíamos feito praticamente tudo e a apresentação seria dali a duas semanas, tempo suficiente para fazer alguns ajustes se necessário. Esse dia eu dedicaria a mim, ao meu relaxamento.

Depois que saí do banho desci as escadas e notei que a casa estava mergulhada em silêncio, Kagome certamente ainda estava dormindo, depois da sessão de fofoca a que me submeteu ontem à noite.

Eu rio ao lembrar da nossa conversa, enquanto pego o necessário para preparar o café da manhã. Quando disse que queria os mínimos detalhes a respeito do meu encontro com Sesshoumaru, ela não estava brincando. Meu Deus! Ela queria saber tudo. O que eu contei, apesar de ter sido muita coisa, não foi tudo o que aconteceu, afinal por mais que eu adore a minha prima e confie nela, certas coisas devem ficar apenas entre nós, Sesshoumaru e eu.

Ele é bom? Essa foi a primeira pergunta que Kagome me fez.

- Kagome! Como você pode me fazer uma pergunta dessa, assim com essa cara de pau?

- Ah Rin nem vem! Eu contei pra você como foi com Inuyasha na primeira vez em que nós transamos. Lembra que a gente ficava especulando se ele seria tão bom assim, para que as mulheres vivessem se oferecendo pra ele?

- Lembro. - Respondi sem muito ânimo.

- Então. Eu contei, agora é a sua vez. Eu até imagino qual seja a resposta, mas vamos lá.

- Ele é bom. – Eu respondi simplesmente.

- Só isso, bom?

Kagome parecia decepcionada e eu comecei a gargalhar olhando a cara que ela fazia.

- Ele é ma-ra-vi-lho-so. Satisfeita?

- Aaaaaaaaaah! Eu sabia, eu sabia!

- Como assim você sabia Kagome? Que história é essa?

- Quero dizer... Eu imaginava. Afinal eles são irmãos e se o meu Inu é bom como é, o mais provável é que o mais velho também fosse, né?

- Kagome você não existe. Que teoria mais louca. Quer dizer que você imaginava como o seu cunhado era?

- Nada a ver Rin. Eu comecei a pensar nisso depois que soube de vocês, aí fiquei curiosa. De nenhuma outra forma eu saberia como é o Sesshoumaru, assim... mais intimamente. Eu o vi poucas vezes com alguma mulher e ele sempre parecia tão distante. Mesmo com aquela Kagura com quem ele já saía há algum tempo... você lembra de ter visto eles trocarem sequer um beijo naquele dia enquanto estávamos na casa do Inuyasha?

- Não. Realmente não vi.

- Pois é. Mas voltando ao assunto... – Ela insistiu.

- Ai Kagome, foi tudo tão intenso que ainda me parece um sonho às vezes. Sesshoumaru é um homem incrível, essa imagem fria que você mencionou, era a mesma que eu tinha anteriormente dele, mas tudo isso veio à baixo quando nós ficamos sozinhos. Ele se revelou um homem atencioso, gentil e carinhoso. Sem falar em extremamente sexy e... gostoso.

Kagome sorria fácil enquanto me ouvia. Estava deitada na minha cama com a cabeça voltada para os meus pés, enquanto eu estava sentada recostada à cabeceira.

- Sexy ele é mesmo né Rin-chan? E nem precisa fazer esforço.

- Você não entendeu. Não é só isso. Não falo da postura ou da beleza dele. Ele é lindo e maravilhoso sem dúvida, mas poderia ser frio na intimidade como é normalmente... Mas não, ele é capaz de coisas surpreendentes, de gestos inesperados e tem uma sensualidade que me tira o folêgo.

Kagome sorriu alto.

- É priminha você está mesmo apaixonada.

- É sério Kagome. Sesshoumaru é um homem vivido e experiente, com ele eu senti coisas que pra mim eram desconhecidas e olha que eu não sou nenhuma garotinha ingênua. Eu já estive com outros homens e alguns deles até muito bons, mas nada se compara ao que eu tenho vivido nos últimos dias.

- Eu fico muito feliz por você Rin-chan e pelo Sesshoumaru também. Ele é um cara legal e vocês merecem a chance de construírem alguma coisa boa juntos. – Kagome sorria pra mim demonstrando estar contente e me dando apoio. - E não ligue para o que o chato do Inuyasha diz.

- Está tudo bem com o Inuyasha, nós conversamos e ele vai levar numa boa o que está acontecendo. Disse que só ficou preocupado.

- Isso é bem típico dele. O superprotetor que cuida de todos. Se ele tiver uma filha, coitada dela.

Nós duas rimos do comentário feito por minha prima. Inuyasha é realmente do tipo protetor, isso acontece com todos, amigos, família. Ele tende a cuidar de todos a quem ele ama.

Pensando nessa conversa terminei o café tão rapidamente que nem senti. Arrumei a mesa e pensei em subir para chamar Kagome quando ouvi os passos dela descendo as escadas. Só quando entrou na cozinha é que percebi que ela falava ao telefone.

- Eu estou te ouvindo amor, mas você me tirou da cama. Eu estava dormindo tão gostoso...

- O dia está lindo Kagome, não há motivos para você ficar jogada na cama, a menos que esteja se sentindo mal. Você está sentindo alguma coisa?

- Não Inuyasha eu estou bem, é só sono mesmo.

- Então se arrume que em meia hora eu chego aí para buscar vocês.

- Tudo bem. Eu vou tomar café e me arrumo num instante. Beijos!

- Beijos!

Minha prima encerrou a ligação e já estava sentada em uma das cadeiras a minha frente.

- O que houve? – Perguntei.

- Inuyasha está vindo pra cá. Ele disse que os pais dele estão em casa e sugeriram que nos reuníssemos para um almoço à beira da piscina.

- Uhmm!

- Nós temos que tomar café e nos arrumar porque ele já deve estar chegando.

- Nós quem?

- Você e eu Rin.

- Kagome, você e o seu namorado vão almoçar na casa dos pais dele. Eu não.

- Ele disse, nós duas. Foi bastante claro.

- Mas eu não vou.

- Rin eu ainda estou dormindo, não tenho forças para argumentar com você. Vou deixar que seu amigo faça isso.

Meia hora depois como prometido Inuyasha tocava a campainha. Eu fui atender já que Kagome estava no banho.

- Ohayou Rin-chan!

- Ohayou Inuyasha!

- E aí dormiu bem? – Ele me perguntou.

- Dormi sim.

- Então está disposta a uma festinha na piscina?

- Festinha? Não era um almoço?

- É, mas sempre acaba virando uma festa quando todos se reúnem. Foi idéia da minha mãe. Já faz algum tempo que não reuníamos o pessoal com meus pais estando em casa e eles gostam muito quando nossos amigos vão pra lá.

Eu entrei na casa e convidei o Inu a entrar ainda que ele não precisasse mais de convite.

- A Kagome estava terminando o banho, deve estar se arrumando agora.

- E você?

- Eu o que?

- Você não vai se arrumar?

- Eu não vou Inuyasha. Não estou a fim.

- Como não está a fim? Já sei! Está esperando Sesshoumaru para marcarem alguma coisa.

- E se for?

- Ele está lá em casa Rin, dormiu lá.

- Ah é?! – Perguntei agindo de forma despreocupada.

- É. Agora você só vai freqüentar a minha casa se for a convite dele?

- Inuyasha não começa.

- Você acha que ele não sabe que você vai pra lá?

Eu não respondi. Inuyasha estava querendo me provocar e ele sabia como fazê-lo exatamente como eu sabia o que fazer para irritá-lo.

Vi o hanyou pegar o telefone celular e discar um número enquanto olhava pra mim. Eu me sentei no sofá com a cara emburrada.

- Moshi moshi! – Alguém atendeu.

- Ela me disse que não vai.

Quando ouvi a frase lancei um olhar fulminante sobre Inuyasha. "Eu não acredito que ele fez isso". Eu pensei.

- Deixe-me falar com ela.

Inuyasha me passou o aparelho e eu tive que me controlar para não bater nele. Depois ele subiu as escadas para ir ao quarto de Kagome.

- Rin?!

- Oi!

- Aconteceu alguma coisa?

- Não.

- Então por que você não quer vir até aqui?

- Não é que eu não queira ir até aí... é que... eu achei que teria outros planos.

- Eu sei o que quer dizer. Meus pais reivindicaram nossa presença aqui. Eles reclamam que quase não apareço e quando venho não fico o suficiente... sabe como é. Eles estão numa fase muito chantagista... Lembre-me de não ficar velho. - Ele concluiu após uma pequena pausa.0

Não pude evitar sorrir com o que ele disse. Em alguns momentos Sesshoumaru e Inuyasha eram tão parecidos.

- Aceite o convite e venha Rin. – A voz dele estava tão serena, quase melódica. – Com você aqui eu posso unir o útil ao extremamente agradável...

- Você quer mesmo que eu vá?

- Quero. Depois nós podemos fugir sem que ninguém perceba... Que tal?

- Tudo bem eu vou. – Respondi sorrindo.

- Ótimo! Nos vemos daqui a pouco.

Cerca de uma hora depois chegamos à mansão dos Taisho. No caminho encontramos, alguns amigos nossos que estavam em outro carro a caminho de lá.

Fomos muitos bem recepcionados como de costume. Os pais de Inuyasha são muito gentis e agradáveis, sempre hospitaleiros. Ao chegarmos fomos cumprimentados pela matriarca da família, Izayoi Taisho, uma mulher elegante, bonita e com aparência muito jovial. Ao vê-la era quase impossível acreditar que ela pudesse ser mãe de dois homens adultos como Sesshoumaru e Inuyasha.

- Olá! Sejam bem vindos!

- Ohayou Izayoi-san! – Todos disseram em uníssono.

- Bom, fiquem à vontade a casa é de vocês. O vestiário está abastecido com toalhas, roupões tudo mais que vocês precisarem.

- Obrigada Izayoi-san!

Os amigos caminharam para a área externa da propriedade onde ficava a piscina e foram acompanhados por uma das empregadas, restando na sala apenas Inuyasha, Kagome e eu.

- Kagome querida, como você está?

- Eu estou ótima Izayoi.

- Estou vendo. Está a cada dia mais bonita. Acho que a felicidade faz isso não é? – Completou sorrindo e olhando o casal à sua frente que estavam abraçados um ao outro. – E você Rin-chan como está?

- Eu estou muito bem. Obrigada! – Respondi com o mesmo sorriso que ela me lançava. – Decidi desfrutar de alguns momentos de lazer, hoje, para variar.

Izayou sorriu.

- É verdade querida. Todos precisam de algum momento de descanso e lazer. Espero que você não seja a única a tomar tal decisão aqui.

- Onde está o papai? – Inuyasha perguntou.

- Quando desci, ele estava no banho, mas logo ele se juntará a nós. Vamos para a piscina? Alguns de seus amigos já estão lá.

- Vamos sim.

O pessoal já havia trocado de roupa e alguns já estavam na piscina desfrutando do frescor proporcionado pela água. Kouga, Miroku e Ayame estavam na água enquanto Sango estava sentada sobre uma toalha na borda da piscina aproveitando o sol.

Em uma das mesas eu pude ver algumas pessoas que me eram desconhecidas e Inuyasha foi até lá para cumprimentá-las, enquanto eu, Kagome e Izayoi nos dirigimos à outra mesa protegida por um guarda-sol e nos sentamos.

- Oi Kagome, quanto tempo! - Uma jovem se aproximou de nós com um prato contendo frutas nas mãos. Ela vinha da farta mesa que estava posta ali, repleta de frutas, frios e bebidas.

- Karin!? Nossa, realmente faz muito tempo! Como você está?

- Bem e você?

- Ótima.

- Estou vendo. Você e Inuyasha estão no maior clima de romance, né? Eu soube agora a pouco pelas meninas que vocês estavam juntos.

- Nós estamos juntos a quase um ano, não é Rin?

Eu concordei com um gesto afirmativo de cabeça.

- Foi a Rin quem nos apresentou. Você conhece a minha prima Rin?

- Não.

- Então, Karin essa é minha prima Rin. Quando você se mudou nós ainda não morávamos juntas, por isso vocês não se conheceram.

- Realmente não. Muito prazer Rin. – Ela me estendeu a mão educadamente e sorrindo, eu correspondi ao gesto.

- O prazer é meu.

- Agora eu voltei de vez para a cidade. Não agüentava mais ficar em Okinawa.

- Imagino como foi difícil pra você ter que se mudar pra lá estando tão acostumada ao agito de Tóquio.

- Pois é, eu pensei que fosse morrer de tédio naquele lugar. – A jovem falou rindo.

- Você vai terminar seu curso aqui, não é mesmo Karin?

- Sim Izayoi-san. Eu já fiz a minha transferência para a Universidade de Tóquio.

- Então você e Kagome voltarão a ser colegas, assim como Ayame. Não é Kagome?

- É sim. Nós vamos nos cruzar muito pelo campus com certeza.

- E então meninas, vocês não vão para a piscina? – A mais velha entre nós perguntou após alguns minutos enquanto ajustava os elegantes óculos escuros ao rosto.

- Eu ainda não estou com vontade. – Respondi.

- Eu também não. – Disse Kagome.

Logo nós pudemos ouvir a voz de Inuyasha nos chamando. Ele queria que fôssemos até onde ele estava com um grupo de pessoas.

- Com licença Izayoi-san. – Pedi cordialmente.

- Podem ir meninas.

Nós três fomos até onde Inuyasha estava e ele imediatamente enlaçou Kagome pela cintura. Nos apresentou aos amigos dentre eles alguns colegas da faculdade e outros ainda de infância, mas que estiveram fora da cidade por um longo tempo.

- Essa é a minha princesa Kagome... - Falou a beijando no rosto. - E esta é a prima dela e minha amiga, Rin. Ela também estudou na Tóquio, só que em um turno diferente por isso vocês não a conhecem.

- Ah! Sabia que havia algo errado, de jeito nenhum uma beldade dessa passaria desapercebida pelos meus olhos. – Um deles cujo nome descobri depois ser Kioshi falou.

- Não liga Rin. O Kioshi não pode ver uma mulher. Ele quer todas e por isso acaba sem nenhuma...

- Ah Yumi! Dá um tempo, não seja tão má comigo.

Todos riram.

Conversamos ali durante algum tempo sobre os tempos da faculdade, as festas e toda aquela correria. Bebidas nos foram servidas, alguns incentivados pelo calor caíram na piscina e eu mesmo conversando e parecendo distraída não tirava um certo alguém da cabeça. "Onde você está Sesshoumaru?" Era o que eu me perguntava.

- Ah! Apareceu quem eu mais queria ver... - Karin disse com um olhar fixo direcionado para algum local atrás de mim.

Eu me virei e me deparei com a imagem de Sesshoumaru caminhando tranqüilamente em direção a mesa onde agora estavam o pai e a mãe dele. Ele falava ao celular, os cabelos prateados voavam levemente com o parco vento daquele final de manhã e brilhavam intensamente sob o sol.

Nunca vira Sesshoumaru daquele jeito. Ele estava vestido de forma mais despojada como não poderia deixar de ser, afinal era uma festa na piscina, mas ainda assim não deixava de ser Sesshoumaru. A elegância e imponência não o abandonavam mesmo vestindo bermuda e camiseta azul e branca respectivamente.

- Sesshoumaru Taisho! Deus como ele é lindo, mais até do que eu me lembrava. - Karin pensava alto, ao que todo grupo ali na mesa escutava.

As palavras dela entravam e saíam dos meus ouvidos sem que eu prestasse realmente atenção ao sentido delas. De repente eu fiquei nervosa, como na primeira vez em que o vi.

Sesshoumaru se sentou ao lado da mãe sob a sombra e recostou o corpo à cadeira, cruzando as pernas. Ele continuava a falar ao telefone e eu estava enlouquecendo por não saber como agir, diante das pessoas agora que estávamos saindo juntos. Não saber o que aqueles olhos dourados, escondidos atrás de óculos escuros exprimiam, só piorava o meu estado momentâneo de aflição.

A conversa no celular acabou e Sesshoumaru depositou o pequeno aparelho sobre a mesa, quando Sango se aproximou e o cumprimentou com um beijo em cada lado do rosto. Normal. Miroku e Inuyasha são amigos desde o berço e Sesshoumaru o conhece e a namorada desde sempre. Eles conversaram por alguns segundos e depois o próprio Miroku se aproximou e cumprimentou Sesshoumaru com um aperto de mão.

- Com licença. - Karin nos pediu e sorrindo caminhou lentamente como se desfilasse até a mesa deles.

A jovem de cabelos pretos até a altura do ombro foi interceptada por um outro rapaz no caminho, que a deteve em uma conversa.

- Fiquem à vontade aí pessoal. - Inuyasha falou pegando a mão de Kagome para voltar ao local onde estávamos anteriormente. - Vamos Rin?

Eu me levantei da cadeira onde estava com um copo de coquetel de frutas na mão e pude sentir os olhares do tal Kioshi sobre mim. Eu estava de biquini, mas vestia uma bata branca com delicados bordados verde-água no decote e nas mangas que iam até os cotovelos e um shortinho também verde que era quase encoberto pela bata.

Quando chegamos à mesa Sesshoumaru falava mais uma vez ao telefone.

- Ohayou Senhor Taisho! - Kagome cumprimentou o sogro.

- Ohayou Kagome! Ohayou Rin!

- Ohayou Taisho-sama! - Eu o cumprimentei com um sorriso.

- Estão se divertindo?

- Ah sim muito! As reuniões aqui são sempre divertidas.

Nos sentamos ali e iniciamos uma conversa frívola.

A conversa de Sesshoumaru acabou.

- Você nunca larga esse celular meu filho? - A voz doce de Izayoi fingia repreender o filho mais velho.

- Larguei, pronto! - Ele falou colocando o aparelho novamente sobre a mesa. - Bom dia! – Nos cumprimentou.

- Bom dia! - Kagome e eu respondemos juntas.

- Eu juro que não falo mais ao celular hoje.

- Ok. Vamos fingir que acreditamos. - Inuyasha brincou.

- Senhora, com licença. O senhor e a senhora Yamauti estão aqui.

- Enfim chegaram! Querido, vamos até lá recebê-los e deixar os jovens se divertirem. Eles ficam constrangidos com a nossa presença.

- Ficam? - O senhor Taisho indagou arqueando as sobrancelhas, gesto comum aos dois filhos.

Nós apenas sorrimos em resposta.

- Nos dêem licença.

- Claro.

- À vontade.

O casal caminhou para o interior da casa e logo depois Karin se aproximou de nós sorridente e eufórica.

- Nossa! Está realmente muito calor hoje. – O olhar dela era direcionado estritamente a Sesshoumaru.

- Olá Sesshoumaru! Lembra-se de mim?

- Você é a irmã caçula do Toga.

- Isso mesmo. Você e meu irmão eram amigos na época do colégio, não é?

- Exatamente.

Havia um leve sorriso no rosto de Sesshoumaru enquanto conversava com aquela garota e eu apenas os observava. Ela estava só de biquíni na frente dele. Um pequeno e ousado biquíni preto.

- Eu agora voltei a morar aqui. - Ela informou.

- Está com seu irmão?

- Teoricamente sim, mas como ele vive viajando a casa acaba ficando todinha para mim.

"É impressão minha ou essa garota está descaradamente se oferecendo para o meu Sesshoumaru?" Não posso negar que meus nervos estavam se alterando enquanto observava aquela cena. Tenho certeza de que estava mais séria naquele momento do que eu gostaria. "E ele está dando corda a ela?"

- KARIN! - Alguém gritou da piscina e eu agradeci aos deuses por isso.

A garota olhou naquela direção e viu um grupinho chamá-la.

- Eu vou dar um mergulho, depois nós podemos conversamos mais?

- Claro. - Ele respondeu.

Eu respirei fundo e contei até dez.

Karin foi requebrando até a piscina e mergulhou como se fosse uma sereia na água. Sem dúvida aquela fedelha era bonita, tanto quanto era oferecida.

Sesshoumaru tomou um pouco do coquetel em seu copo antes de dizer:

- Rin?!

- O que? – Perguntei tranqüilamente.

- Está tudo bem?

- Sim. Por quê?

- Você está séria demais... – Ele disse me olhando.

- A Karin está dando em cima de você descaradamente. – Disparou Inuyasha.

- Eu sei. – Respondeu sorrindo - Mas ela é uma criança, por favor.

- De criança ela não tem nada Sesshoumaru e sempre foi oferecida. - Disse Kagome. - Ela que se atreva a dar em cima do meu Inuyasha. - Kagome concluiu beijando levemente os lábios de Inuyasha.

- Tive a impressão de que eram amigas Kagome.

- Não Rin. Eu a conheço desde a época do colégio e embora não tenha nada pessoal contra ela, eu a acho atirada e eu não gosto disso.

Eu senti a mão de Sesshoumaru sutilmente acariciando minhas costas, olhei para ele e o vi sorrir.

- Está tudo bem Sesshoumaru. – Respondi mais tranqüila após receber aquele sorriso.

Eu não estava realmente com ciúmes, mas me incomodava o comportamento da garota. Ela só faltava fazer um convite literal a ele para irem pra cama.

A mão dele continuava a percorrer minhas costas lenta e delicadamente massageando o local. Deus sabe o quanto eu queria me jogar nos braços dele sem me importar com as outras pessoas ali, mas algo me impedia de agir naturalmente. Maldita insegurança que não me abandonava, eu não tinha certeza se deveria ou se podia demonstrar às outras pessoas que estávamos juntos. Não sabia se ele queria proximidade na casa dos pais, talvez eles nem soubessem sobre nós, provavelmente não sabiam.

- Kagome vamos dar um mergulho, está muito quente?

- Vamos sim amor. – Minha prima se levantou da cadeira e retirou os shorts que usava colocando-o no encosto.

Ela estava com um biquíni azul celeste com estampa floral branca, que lhe caiu muito bem. Os dois foram então para a piscina deixando eu e Sesshoumaru sozinhos.

- Você não vai nadar? – Sesshoumaru me perguntou.

- Não quando eu posso ficar aqui com você. – Respondi sorrindo e ele sorriu de volta.

O telefone dele tocou novamente, ele olhou para o visor antes de dizer:

- Eu tenho que atender.

Eu fiz um gesto descontraído e de conformação.

- Moshi moshi!

Iniciou a conversa e eu me voltei para o pessoal que fazia muita bagunça na piscina.

- Rin!? Vem! – Ouvi a voz de Kagome. Olhei para Sesshoumaru e ele fez um gesto indicando que precisava entrar na casa.

Depois que ele entrou resolvi me juntar ao pessoal. Tirei meus shorts e minha bata os colocando sobre a cadeira. Ajeitei o laço lateral do meu biquíni vermelho, ele tinha algumas pequenas pedras enfeitando as cordas. Caminhei até a piscina e mergulhei, me deliciando com a água que refrescava o meu corpo, depois me juntei ao pessoal e a conversa que eles mantinham.

- Inuyasha onde está o seu irmão, ele não vai se juntar a nós?

- Sesshoumaru não é do tipo que se diverte Karin. Já fiquei impressionado por ele estar por aqui hoje.

Algum tempo depois, saí da água, afinal queria apenas me refrescar do calor e honestamente não agüentaria continuar ouvindo Karin falar de Sesshoumaru por muito mais tempo. Voltei para a mesa e peguei uma das toalhas ali para me enxugar. Logo senti a aproximação de Sesshoumaru, ele ainda falava ao celular e eu juro que quis pegar aquele aparelho e jogá-lo na piscina, mas logo a vontade desapareceu quando ele se aproximou de mim com um olhar significativo que percorreu todo o meu corpo seminu e desligou o aparelho.

Sesshoumaru estava de pé a minha frente, honestamente não sei o que meu deu, mas eu me aproximei dele e o beijei. Não foi um beijo longo, mas intenso e suficiente para surpreendê-lo.

- Sem segredos sobre nós, então? – Ele perguntou sorrindo levemente.

Os olhos dourados já não estavam protegidos pelas lentes dos óculos e eu podia vê-los brilhando como o próprio sol.

- Sem segredos. – Eu disse.

Ainda tinha a toalha preta em mãos enquanto nos encarávamos, Sesshoumaru pegou meu rosto com ambas as mãos e me beijou mais uma vez.

- Alguém precisava por fim às ilusões de uma certa moça. – Falei quando finalizamos o beijo. Ele sorriu.

- Está demarcando território?

- Apenas colocando-a no devido lugar.

O sorriso dele se tornou mais evidente.

- Vamos sentar. - Ele disse colocando a mão nas minhas costas e me conduzindo de volta à mesa sob o guarda-sol.

Na piscina os jovens ainda se divertiam e Karin não pôde deixar de ver o beijo entre Sesshoumaru e Rin, afinal, sempre que ele aparecia, ela não tirava os olhos dele.

- Kagome?! Você viu aquilo? – A jovem questionou indicando com a cabeça o casal que agora estava sentado muito próximo um do outro.

Kagome voltou seu olhar para os dois e indagou:

- Vi o que Karin?

- O Sesshoumaru e a sua prima estão juntos?

A pergunta da garota chamou a atenção do grupinho.

- Sim. – Kagome respondeu simplesmente. – Eles estão juntos já faz um tempinho.

Karin levou a mão à boca em sinal de espanto e ficou corada ao lembrar-se das cenas em que se insinuava para o homem que ela via agora acariciar a face de Rin.

- Eu não sabia. E ninguém me avisou, né?

- Por que deveríamos avisá-la? – Kagome perguntou cinicamente.

- Por nada. – A jovem desconversou.

Kagome sorriu maliciosamente a se aproximou mais do namorado abraçando-o.

- Estava me perguntando até quando a Rin ia suportar ouvir a Karin sem fazer nada. – Ela falou ao ouvido dele.

- Eu também. – Inuyasha respondeu.

De volta à mesa.

- Se não estava mais preocupada em que as pessoas soubessem sobre nós, por que se manteve distante até agora?

- Porque seus pais estão aqui e eu não sei até que ponto eles sabem sobre o que está acontecendo.

- Bom, se eles não sabiam de nada até agora, vão saber.

Mais uma vez o celular tocou. Sesshoumaru olhou o visor.

- Você nunca pára de trabalhar não é?

- Eu não trabalho quando estou com você. – Ele falou calmamente enquanto tirava o som do aparelho e o depositava novamente sobre a mesa.

Passamos alguns instantes contemplando um ao outro, é difícil descrever o que eu sinto quando Sesshoumaru me olha assim, parece ser capaz de desvendar os meus mais profundos segredos.

- Então você estava com ciúmes? – Ele falou pegando uma das minhas mãos e brincando com meus dedos, tão pequenos e delicados perto dos dele.

- Eu não estava com ciúmes. – Respondi sem muita convicção.

- Ah não?

- Não. Eu... apenas senti uma vontade irresistível de beijar você.

- É mesmo? – Ele indagou aproximando o rosto do meu e capturando meus lábios mais uma vez.

Por alguns instantes eu nem me lembrei de que estávamos num local com várias pessoas. É claro que não havia ninguém, ou quase ninguém, tomando conta dos nossos atos, mas ainda assim havia muitas pessoas ali. Nós não éramos o único casal ali e vários deles trocavam beijos e carinhos, mas sem dúvida éramos a novidade da vez.

O dia passou quase sem que nós sentíssemos. O almoço foi servido ali mesmo na borda da piscina e estava excelente. Pouco tempo depois Sesshoumaru me chamou para ir até a casa e eu fui.

Nós entramos na sala e uma das empregadas veio ao nosso encontro com alguns papéis na mão.

- Com licença Sesshoumaru-sama! Esse fax chegou para o senhor e havia uma mensagem para que fosse entregue com urgência.

- Obrigada Yuria! - Ele disse pegando os papéis, mas não deu a importância que eu esperava a eles, apenas os dobrou. – Eu disse que não trabalho quando estou com você, não disse?

Eu o abracei e o senti envolver minha cintura com os braços fortes. A essa altura eu já estava vestida com meus shorts, mas ainda podia sentir o contato da pele dele com a minha.

- Oi mãe! – Eu o soltei imediatamente após ouvi-lo cumprimentar Izayoi.

Virei-me e um certo constrangimento certamente podia ser visto em minha face. Eu a fitei e o sorriso dela era tão cativante.

- Não se preocupem comigo crianças, estou só de passagem. – Ela falou.

Sesshoumaru me abraçou por trás, enquanto observávamos a mulher pegar um livro que estava sobre uma das mesas ali.

- A Rin quer tomar um banho. Vou levá-la lá em cima. – Ele informou.

- Se precisar de alguma coisa peça a Kaede querido. – A mulher falou e logo se retirou da sala voltando ao local onde ela juntamente com o marido estava reunida com amigos.

Eu sequer consegui me mexer, mal respirava. "Que patético Rin, está se comportando como uma adolescente que foi pega em flagrante fazendo o que não devia". Isso foi o que eu pensei enquanto o vi pegar minha mão e me conduzir pela escada até o andar superior.

Andamos por um amplo corredor até alcançar a terceira porta à esquerda. Sesshoumaru abriu a porta e deu passagem para que eu entrasse. Era um quarto bonito e bem decorado, eu saberia ser dele mesmo que não me dissessem.

Eu andei pelo cômodo por um tempo e olhei tudo a minha volta enquanto Sesshoumaru colocava os papéis em sua mão sobre a escrivaninha de madeira escura que havia ali. Um computador portátil estava sobre ela, ligado e com várias telas abertas com informações sobre a bolsa de valores e outras informações de negócios. Um paletó preto estava sobre a cadeira e uma maleta estava em um canto do chão.

- Essa era o seu quarto quando você morava aqui?

- Era. Eu raramente o uso, mas sempre que eu volto, ele está exatamente como deixei.

- Sua mãe faz questão disso porque é uma forma de mantê-lo por perto. Eu me senti assim em relação a minha casa depois que meus pais morreram. Achava que se mantivesse tudo como eles deixaram, os teria sempre perto de mim.

- Acho que tem razão. Venha aqui. – Ele me chamou.

Estava sentado na cama e quando me aproximei, ele recostou na cabeceira e me recebeu nos braços quando me sentei e deitei minha cabeça sobre seu peito. Eu o senti acariciar meus cabelos e seu beijo em minha testa.

- Lembrar de seus pais a deixa triste...

- Às vezes sim. Mas eu não estou triste agora. – Eu disse enquanto me acomodava melhor e buscava os lábios dele.

Ficamos assim juntinhos e nos beijando por um longo tempo. Era tão bom ficar aconchegada a ele, senti-lo me abraçar e ouvir o coração dele bater...

- Que tal aquele banho agora? – Ele perguntou.

Eu o beijei levemente no pescoço e me sentei, afastando meu corpo do dele.

- Eu vou tomar banho Sesshoumaru, você não.

Ele sorriu antes de me responder.

- Você acha mesmo que vou permitir que você use o meu banheiro sem participar?

- Sesshoumaru! Essa é casa dos seus pais, eles estão há alguns metros apenas de nós.

- Não há nenhuma criança aqui Rin. E não há problema algum em tomarmos um banho, juntos num banheiro da casa dos meus pais.

Ele me pegou, com aquela facilidade que eu já mencionei e me beijando me carregou até o banheiro. Não preciso dizer que o argumento dele venceu facilmente qualquer um que eu pudesse compor naquele momento.

Já no banheiro, Sesshoumaru me colocou no chão e tirou a camisa que usava jogando-a em um canto qualquer, depois fez o mesmo com a bermuda. Eu estava encostada na pia e o observava.

Ele foi até o chuveiro, ainda vestindo cuecas brancas e o ligou, depois caminhou até mim levando as mãos ao botão do meu short.

- Você precisa de ajuda Rin? – Perguntou maliciosamente.

- O senhor é muito atrevido sabia? - Perguntei já sentindo um arrepio percorrer meu corpo o que me fez contrair o abdômen.

- É eu sei. – Foi a resposta dele.

Segundos depois estávamos nus sob a água morna do chuveiro e nos beijávamos intensamente. Eu estava louca para fazer aquilo, desde o primeiro instante em que pus meus olhos nele quando o vi aparecer na piscina.

Cada vez que eu sentia o gosto dos lábios de Sesshoumaru, eu me surpreendia porque eles sempre pareciam mais saborosos do que da última vez em que eu os provara. Ele pressionou meu corpo contra a parede e me ergueu pela cintura enquanto me beijava, permitindo que minhas pernas o enlaçassem e nossos corpos se encaixassem com perfeição. Eu sentia o quanto ele estava excitado pela sua ereção que se chocava contra o meu sexo, mas ele não tinha pressa, mais uma coisa que me fazia adorá-lo. Ele aproveitava cada segundo com carícias preliminares que me deixavam louca de desejo e me faziam gemer de prazer.

Quando finalmente o senti me invadir, uma explosão aconteceu que nublou todos os meus sentidos. Até então eu tentara conter meus gritos e gemidos porque não queria chamar a atenção de ninguém, mas por um breve momento eu não consegui me conter, a sensação era avassaladora e eu precisei gritar.

Sesshoumaru pareceu não se importar, pois as investidas ritmadas continuavam a fazer tremer o meu corpo. Eu o arranhei nas costas e mordi seu ombro tentando conter mais um gemido.

A voz rouca e ofegante dele ecoava ao meu ouvido, dizendo palavras e emitindo sons incompreensíveis, mas que demonstravam o prazer que ele também estava sentindo.

O gozo o alcançou e veio acompanhado de um gemido intenso, enquanto ele mantinha uma das mãos apoiada na parede e a outra segurava minha coxa, pressionando-a levemente. Nós dois estávamos ofegantes e eu o senti sorrir enquanto me beijava.

- O que foi? – Eu perguntei acariciando seu rosto.

- Não me lembro de ter tomado um banho tão bom assim antes. – Foi a resposta.

É impressionante como tudo o que ele diz me faz bem, eleva o meu estado de espírito e me faz sentir a mulher mais maravilhosa que existe.

Terminamos o banho e saímos dali retornando ao quarto. Nos vestimos. Eu com um vestido leve e soltinho branco do tipo que está muito na moda atualmente e ele estava apenas com calças jeans quando se sentou na cama e me puxou para me sentar em seu colo.

As mãos dele deslizavam sobre o meu cabelo ainda molhado.

- Nós podemos dormir juntos hoje? – Perguntei.

- Claro. – Ele respondeu depois de me beijar profundamente.

- Eu tenho que ir para a faculdade amanhã cedo... Você dormiria lá em casa?

- Por que não? – Ele indagou despreocupado. – É melhor já que meus horários são mais flexíveis que os seus. Eu faço meus horários.

- Privilégios de quem é dono da empresa não é?

- Exatamente.

- É melhor nós descermos agora. Logo todos irão embora e nós não veremos se ficarmos aqui.

- Eu náo me importaria com isso.

- Sesshy... não... pára, por favor...

Era difícil manter a concentração com ele me beijando no pescoço daquele jeito, mas por um momento consegui ser mais forte e me levantei.

- Vamos Sesshoumaru, levante-se. Nós não podemos simplesmente ficar aqui e esquecer o mundo lá fora. Isso seria falta de respeito e de consideração com nossos amigos.

- Ok senhorita Rin.

Sesshoumaru finalmente se levantou da cama, pegou a camisa azul que estava sobre a cadeira e a vestiu.

Saimos do quarto e descemos a escada para irmos ao encontro do restante do pessoal. O sol já estava mais fraco, a maioria do pessoal já tinha deixado a piscina e ficara apenas conversando e bebendo drinks nas mesas espalhadas por ali.

A noite chegou lentamente e muitos já haviam se despedido. Apenas os mais próximos que eram Sango, Miroku, Kouga e Ayame ainda estavam ali conversando animadamente com Kagome e Inuyasha.

Sesshoumaru e eu estávamos com os pais dele e com os Yamauti em uma outra mesa, mantendo uma conversa agradável sobre assuntos diversos.

- Você já quer ir? - Sesshoumaru perguntou-me discretamente.

Eu olhei meu relógio no pulso e este marcava 20:00hs. Nem percebi que a hora havia passado tão rapidamente.

- Quero sim, está ficando tarde.

Nos despedimos de todos ali. Kagome permaneceu na casa com Inuyasha e os outros. Ela não tinha preocupação com a hora como eu, na manhã seguinte ela não teria aula então poderia dormir à vontade.

Chegamos a minha casa e nos encaminhamos diretamente para o meu quarto. Sesshoumaru o observou exatamente como fiz com o quarto dele na casa dos pais.

- Era o que você esperava? - Perguntei logo depois de depositar minha bolsa sobre a escrivaninha.

- Não. Eu esperava menos livros e mais ursinhos de pelúcia... - Ele falou sorrindo e olhando para os títulos na minha pequena biblioteca particular.

Eu sou fissurada por livros, simplesmente os adoro e os leio de forma voraz.

- Engraçadinho! - Falei me aproximando dele e enlaçando seu pescoço com meus braços o beijei.

Logos estávamos deitados prontos para dormir e eu me sentia plenamente feliz por estar nos braços daquele homem com o qual sonhei por tanto tempo. Era tão bom sentir o corpo dele junto ao meu, sua respiração suave na minha nuca, seus braços em volta da minha cintura... Nada poderia ser mais perfeito.

Como sempre espero que vocês dediquem algum tempo para registrar suas impressões sobre o capítulo.

Beijos e até a próxima!