Oi gente!
Mais um capítulo para vocês curtirem. Espero que gostem.
Boa Leitura!
Era uma quarta-feira de sol em Tóquio, logo pela manhã Sesshoumaru ligou me convidando para almoçar e disse que precisávamos conversar. Eu aceitei é claro, mas fiquei intrigada com o tom utilizado por ele.
Às 13:00hs eu estava parada na porta do edifício em que trabalhava esperando por ele. Nos dias em que não tinha que ir a Universidade, eu trabalhava em período integral e aquela quarta-feira era um desses dias.
Às 13:15hs o carro dele parou a minha frente. Ele estava atrasado e isso não era comum.
- Desculpe-me pelo atraso, o trânsito está péssimo. – Ele falou logo que eu entrei.
- Tudo bem.
- Aonde você quer ir? – Ele me perguntou.
- Podemos ir àquele restaurante italiano? Estou com vontade de comer massa.
- Ok.
Ele dirigiu por cerca de vinte minutos até chegarmos ao local, o trânsito realmente estava terrível.
Depois de acomodado na mesa e de já termos feito os pedidos, eu resolvi então ceder a minha curiosidade e perguntar logo sobre o que ele queria conversar.
- Sobre o que você queria conversar Sesshoumaru?
- Não é nada demais Rin.
- Não? Você me pareceu tão sério ao telefone...
- Eu vou para Nova Iorque na próxima sexta-feira. – Ele disparou, tão seriamente que o ar me fugiu por alguns instantes.
Fiquei calada, esse era um dos raros momentos em que eu não sabia o que dizer. Em questão de segundos, milhares de hipóteses passaram pela minha cabeça. O que isso significava? Inuyasha já havia me dito que Sesshoumaru raramente ficava muito tempo num mesmo lugar e que como a empresa tem ramificações em várias partes do mundo, ele sempre passava longos períodos fora de seu país natal porque gostava de inspecionar tudo de perto. Era isso? Será que ele estava indo embora? Esse seria o fim do meu sonho?
- Rin?!
- Hum?
- Você ouviu o que eu disse? – Ele me olhou preocupado.
- Ouvi. – Respondi tentando parecer tranqüila, mas acho que não estava sendo bem sucedida porque Sesshoumaru me olhava com certo ar de preocupação.
- Você está bem? – Perguntou pegando em minha mão.
- Estou. Eu só fiquei surpresa...
- Eu imagino.
Alguns segundos de silêncio se passaram. Eu olhava as mãos dele que estavam envolvendo as minhas, não conseguia olhar para ele.
- Eu não esperava ter que fazer essa viagem agora e não sei quanto tempo ficarei longe...
Ele falou, explicou, mas honestamente eu não consegui assimilar o que ele dizia. Eu só conseguia pensar em como seria minha vida sem ele por perto. A perspectiva não era das melhores, eu voltaria a ter uma vida vazia e sem emoção como era antes dele aparecer.
- Rin, diga alguma coisa.
- O que você quer que eu diga? Você vai embora, eu entendi.
Quando ouvi o som da risada dele ergui meus olhos para encará-lo.
- Eu não disse em momento algum que iria embora Rin. É inevitável que eu faça essa viagem e eu realmente não sei quanto tempo será necessário para resolver tudo, mas eu vou voltar.
Eu apenas o olhava nos olhos seriamente ainda, ele sorria levemente também me encarando.
- Você achou mesmo que isso era uma despedida? Que eu iria embora de verdade?
- Em vários momentos eu não sei o que pensar sobre nós dois Sesshoumaru... – Eu disse suspirando.
- Não sabe?? Você é inacreditável Rin Kawasagi... Eu ainda vou conseguir entender o que acontece com você, o por que de todo esse seu ceticismo.
- Eu não tentaria entender se fosse você, nem mesmo eu entendo.
Ele sorriu mais uma vez e levou minha mão direita aos lábios beijando-a docemente.
- Minha pequena e descrente Rin...
Na sexta-feira à noite Sesshoumaru tomou o avião para Nova Iorque. Eu fui ao aeroporto para levá-lo e me despedir, apenas eu, pois ele não gostava de todo aquele sentimentalismo envolvendo despedidas.
Pouco antes de ele embarcar, nos abraçamos longamente e eu descansei minha cabeça em seu peito onde podia ouvir o coração bater. Ele acariciava meus cabelos delicadamente enquanto me envolvia nos braços fortes. Quando a voz melódica soou no local anunciando o vôo, ele ergueu meu rosto com uma das mãos e me beijou.
- Não esqueça de mim, ouviu? – Ele falou baixinho.
"Esquecer você? Impossível". Eu pensei.
- Eu vou tentar. – Respondi brincando.
- Acho bom. – Ele replicou.
Ele caminhou até o portão de embarque depois de me beijar mais uma vez e eu o observei, depois fui até as grandes janelas do aeroporto de onde podia ver os aviões na pista de pouso partirem. Logo depois voltei para casa.
Uma semana passou voando. Eu estava morrendo de saudades do meu príncipe e esta só era um pouco aplacada pelos telefonemas dele ou mensagens de e-mail que trocávamos diariamente.
Em sua última mensagem Sesshoumaru parecia aborrecido, parece que uma das filiais não estava apresentando os resultados esperados. Inuyasha me contou depois com mais detalhes, já que Sesshoumaru evitava falar de trabalho comigo. Parece que Sesshoumaru suspeitava de desvio de capital e ele ordenara que uma auditoria fosse feita, algo sempre desagradável em qualquer situação.
Eu só não sentia mais a falta que Sesshoumaru fazia por causa da ansiedade com a apresentação do trabalho final. Faltavam apenas dois dias até encarar a bancada. Inuyasha e eu estávamos preparados, mas era inevitável o friozinho na barriga.
Agora que o trabalho estava pronto, fazíamos de tudo para nos distrair do nervosismo. Fomos a boates, passeios em parques, almoçávamos e jantávamos fora sempre que possível, enfim tudo o que mantivesse nossa mente ocupada.
No final daquela tarde de quinta-feira, Inuyasha, Kagome e eu estávamos em um pequeno bar em um happy hour. Nos encontramos ali depois que eu saí do trabalho, Inuyasha da empresa e Kagome da faculdade para tomarmos alguns drinks e relaxarmos das tensões diárias.
- Inuyasha, você falou com seu irmão hoje? – Perguntei antes de tomar um gole do meu Martini.
- Falei sim. Houve uma reunião hoje que foi feita em conferência com vários diretores, quando terminou, nós conversamos um pouco.
- Eu não consegui falar com ele ontem. Quando cheguei em casa liguei, mas ele estava ocupado e depois eu acabei adormecendo, estava tão cansada que nem ouvi o telefone tocar quando ele me ligou. Só quando acordei pela manhã é que vi as chamadas perdidas.
- Ele já conseguiu resolver os problemas lá?
- A auditoria já começou, agora temos que esperar para ver o resultado.
Mais tarde depois que cheguei em casa e tomei um banho relaxante, eu pretendia ligar novamente para Sesshoumaru, mas ele foi mais rápido e logo que eu deitei na cama ouvi o aparelho tocar.
- Moshi moshi!
- Encontrar você está se tornando uma tarefa difícil senhorita Rin. – A voz calma dele soou do outro lado da linha e eu sorri, parecia que ele estava ali ao meu lado.
- Eu diria que é o contrário senhor Sesshoumaru.
- Diria?
- Sim. Mas agora que finalmente nos "encontramos", podemos matar as saudades.
Ele sorriu, eu pude perceber.
- Você está com saudades Rin?
Pelos deuses ele sempre conseguia me atingir quando usava esse tom, calmo e melódico. Simplesmente irresistível.
- Só um pouco. – Respondi.
- Certo... Então eu posso ficar mais alguns meses aqui e você não vai se importar?
Eu não respondi e ele não se conformou.
- Rin?!
- O que?
- Você ouviu a minha pergunta?
- Ouvi.
- E você não vai me responder?
- Creio que você saiba bem qual é a resposta... O que você está fazendo agora?
- Adivinhe.
- Trabalhando é claro. Ainda está no escritório, que horas são aí?
- Duas e quinze da tarde. Você provavelmente está se preparando para dormir, não é?
- É.
- Eu achei que seria um bom horário para encontrá-la. Você tem saído muito... – Ele não perguntou, afirmou.
- É verdade. Tenho procurado me distrair, eu ando tensa por causa da apresentação do trabalho e... por outras coisas.
- Entendo...
- Você não vai estar aqui quando fizermos a apresentação...
- Provavelmente não, ainda há muito que resolver aqui.
- Eu imagino que sim.
- Não deveria estar tão tensa Rin, você está bem preparada e vai se sair bem.
- Eu sei, mas não consigo evitar.
- Eu faria você relaxar se estivesse aí.
Dessa vez eu sorri.
- Eu não tenho a menor dúvida quanto a isso.
Nós continuamos conversando por mais umas duas horas, até que ele recomendou que eu fosse dormir, afinal já era tarde no Japão e ele sabia que eu teria que acordar cedo no dia seguinte.
Bom, esse não foi um capítulo longo, mas eu tinha que parar aqui porque o outro capítulo já vai abordar outra coisa.
Não fiquem chateados, porque eu prometo não demorar muito com a continuação.
Quero agradecer a todos que têm deixado reviews elogiando a história e dando sugestões.
Vice-chan, Yukiko-hime, Arice-chan, Gemini Angel, Cris, Srta Kinomoto, Linoklis-chan, Danizinha, Hime Pammy, Gheisinha Kinomoto, Tomoe, etc..
Obrigada pelo apoio pessoal.
Super beijo!
