O que será que está preocupando tanto a Rin? Descobriremos nesse capítulo.

Boa leitura!

Segunda-Feira, sete da manhã.

Kagome terminara de se arrumar e pegava a bolsa apressada para ir a faculdade. Ela pegou alguns livros que estavam sobre a mesa e se dirigiu até a porta, quando girou a maçaneta e abriu a porta surpreendeu-se com uma presença inesperada.

- Sesshoumaru?!

O homem estava preste a tocar a campainha quando a porta foi aberta pela cunhada.

- Bom dia Kagome!

- Bom dia! Eu não sabia que você já estava de volta.

- Eu não avisei a ninguém. A Rin está aí?

- Está no quarto acabando de se arrumar. Entre e fique a vontade, eu tenho que ir ou vou me atrasar para a aula. Ja ne.

- Ja ne.

Sesshoumaru entrou na casa e Kagome fechou a porta deixando o local com pressa. Ele subiu a escada para ir ao quarto de Rin. A porta estava aberta e ele pôde ver sobre a cama uma bolsa com alguns objetos espalhados, havia som vindo do banheiro então ele deduziu que ela estivesse lá.

O homem parou encostado ao batente da porta esperando que ela saísse do banheiro, o que não demorou a acontecer. Rin estava distraída colocando um pequeno brinco na orelha quando ouviu a voz dele.

- Seu telefone está com algum problema Rin? – O tom de voz dele era calmo, porém exprimia mais seriedade que o normal.

Rin foi pega de surpresa pela voz dele, mas não demonstrou ter se assustado. Ela o olhou nos olhos por alguns instantes antes de responder e passou a arrumar alguns objetos dentro da bolsa.

- Não. – Foi a resposta simples dela.

- Eu estou tentando falar com você desde sábado, por que não atendeu às minhas ligações?

Rin parou o que estava fazendo para encarar o homem que ainda estava na porta do quarto.

- Por que você não me disse que Kagura estava em Nova Iorque com você? – Ela perguntou diretamente.

- Quem disse isso?

- Isso importa?

- Ela não estava comigo.

- Ah não? Então não foi a voz dela que eu ouvi ao fundo enquanto nos falávamos pelo telefone?

- Era a voz dela sim. – Ele respondeu tranqüilamente a fitando com seriedade.

- Não acredito que tenha mentido pra mim. – Ela voltou a arrumar as coisas, nervosamente na bolsa sobre a cama.

- Eu não menti pra você.

- É claro que mentiu. – Rin disse exasperada.

- Não contar sobre alguma coisa não é mentir e Kagura não estava comigo.

- Não ouse me tratar como uma garotinha estúpida Sesshoumaru. Não desafie a minha inteligência com esse clichê de explicação. Vocês estavam juntos em Nova Iorque e ponto.

- Ponto? O que você acha que isso significa?

- Olha, eu poderia listar para você os inúmeros significados que isso tem para mim, mas eu estou atrasada para o trabalho e não quero mais conversar com você.

- Eu não contei sobre a presença dela lá, porque não queria ver esse tipo de reação.

- Eu lamento muito que a minha indignação choque tanto você. - O tom de voz irônico de Rin era notável. - Eu avisei quando isso tudo começou que não permitiria que você brincasse comigo.

- Acha que eu estou brincando com você?

- Eu sei que está Sesshoumaru. - Ela praticamente gritou.

Sesshoumaru a observou por algum tempo, ela ainda arrumava a bolsa nervosamente.

- Você é mesmo uma tola Rin...

Ele deixou o quarto logo depois de dizer tais palavras e caminhou rapidamente pelo corredor, desceu a escada e saiu pela porta. Logo depois, o som do carro dele dando a partida pôde ser ouvido.

Rin continuou no quarto por algum tempo, ela estava furiosa. Precisava se acalmar e se recompor. "Como ele ousava chamá-la de tola depois de ter feito o que fez? Cínico, mentiroso!" Ela pensou consigo mesma.

Depois de algum tempo a jovem desceu a escada e rumou para a agência onde teria mais um dia de intenso trabalho.

Sesshoumaru dirigiu até em casa e percorreu o trajeto quase sem sentir, tão perdido em pensamentos como estava. Ele retirou a bagagem do porta-malas e entrou no elevador apertando o botão da cobertura. Logo ele estava no hall de entrada do apartamento e seguiu imediatamente para seu quarto.

Depois de retirar algumas roupas e objetos das malas, Sesshoumaru foi ao banheiro para tomar um banho morno. A viagem havia sido muito cansativa e ele pretendia relaxar com o banho para quem sabe depois, até dormir.

Horas depois de chegar em casa, Sesshoumaru tentara dormir, mas não conseguira, a discussão com Rin não deixava de perturbá-lo por mais que ele tentasse não pensar nisso. Após várias tentativas de se desligar do assunto, ele percebeu que seria em vão. Voltou a se arrumar, colocando calças sociais pretas e camisa também social azul turquesa, que não foi posta por dentro da calça. Ele dobrou as mangas cumpridas da camisa até a altura dos cotovelos e calçou os sapatos italianos também pretos, saiu do quarto e pegou as chaves depositadas anteriormente no aparador que ficava no corredor.

Cerca de uma hora depois Sesshoumaru chegava ao luxuoso edifício onde ficava a sede da corporação Taisho. Ele foi cumprimentado por conhecidos na entrada e por estar preocupado com outras coisas, as respondeu de forma automática, sem dar-lhes muita importância.

- Bom dia Taisho-sama! – A recepcionista disse sorridente e depois que o viu passar deu um suspiro apaixonado como sempre fazia ao vê-lo.

Sesshoumaru seguiu pelo amplo saguão do prédio até alcançar o elevador exclusivo da presidência onde entrou e ao sair rumou direto para sua sala trancando-se nela. Uma manhã mergulhado em trabalho, embora não fosse sua intenção num primeiro momento, serviria para distraí-lo.

Há alguns quilômetros dali, a jovem Rin não parecia melhor. Ela estava nervosa e dispersa, não conseguia se concentrar no trabalho. Toda vez que lembrava da conversa com Sesshoumaru tinha vontade de surrá-lo, como se isso fosse possível.

A manhã da jovem também fora muito agitada, ela mexia nos projetos sobre sua mesa de forma impaciente, o que chamou a atenção dos colegas mais próximos.

- Rin-chan, você está bem?

- Estou Rukia, são só alguns probleminhas cotidianos não se preocupe.

- Tudo bem. Se precisar de alguma coisa me avise.

- Certo. Obrigada!

De volta a sala da presidência, Sesshoumaru terminava de assinar alguns papéis e dava instruções a sua secretária, quando o irmão caçula apareceu na porta.

- Sesshoumaru, quando foi que você chegou? – Perguntou demonstrando surpresa ao ver o irmão ali.

- Hoje pela manhã. – O mais velho respondeu sem erguer os olhos para encará-lo.

Inuyasha se sentou na cadeira de frente para o irmão e o observou terminar de assinar os papéis e entregá-los à secretária que aguardava ali. Depois de receber os documentos a mulher alta de aproximadamente 40 anos, fez uma reverência e deixou a sala.

- Por que voltou assim de repente? – Inuyasha quis saber.

- Porque eu quis. – Respondeu friamente.

O tom utilizado pelo irmão chamou a atenção de Inuyasha, mesmo que o mais velho tentasse esconder, ele sabia que algo estava errado, o conhecia muito bem.

- O que aconteceu?

- Por que você acha que aconteceu alguma coisa Inuyasha?

- Porque você está com um humor pior do que o normal, na minha opinião e porque você está aqui quando deveria estar em Nova Iorque acompanhando a auditoria.

- Eu posso acompanhar a auditoria daqui.

Sesshoumaru estava com o olhar voltado para a tela do computador, não olhou para o irmão desde que ele entrara na sala, mas uma pergunta do caçula o fez encará-lo.

- O seu péssimo humor tem algo a ver com a Rin?

O homem sentado na cadeira da presidência encarou o jovem sem nada dizer.

- Eu falei com a Kagome pouco antes de vir aqui e ela me disse que a Rin também estava de péssimo humor ontem quando nós chegamos. Vocês brigaram?

- Inuyasha não se meta na minha vida.

- Não estou querendo me meter, só estou conversando.

Sesshoumaru deixou de lado o computador e se acomodou na cadeira olhando para o irmão. Depois de alguns segundos resolveu contar o que havia acontecido.

- Rin acha que minha viagem a Nova Iorque foi uma espécie de desculpa para um passeio romântico com a Kagura.

- O que? – Inuyasha perguntou incrédulo.

- É isso mesmo que você ouviu.

- Eu sabia que ela ficaria uma fera se sequer imaginasse isso. Como ela soube que a Kagura estava lá?

- Ela ouviu a voz dela, na última vez em que nos falamos pelo telefone. Ficou furiosa e deixou de atender as minhas ligações.

- Que merda! A Rin é muito ciumenta Sesshoumaru.

- Eu sei e estou tentando me colocar no lugar dela. Eu compreendo o que ela está sentindo, é provável que eu tivesse uma reação semelhante se me visse nessa situação. O que me incomoda no comportamento da Rin é outra coisa.

- Não vai ser fácil convencê-la de que não estava acontecendo nada entre vocês. A Rin é um doce, mas consegue ser terrível quando quer.

- Eu não vou tentar convencê-la de nada.

- Você vai desistir então? Vai deixar acabar assim? – Inuyasha parecia surpreso.

- Longe disso. Quem conhece minimamente a Rin sabe que ela não aceita provocação passivamente. Quando a procurei hoje de manhã, estava nervosa e eu a irritei ainda mais. Ela com certeza virá atrás de mais briga, não vai engolir o que eu disse a ela facilmente.

Um fino sorriso apareceu no canto dos lábios de Sesshoumaru, quase imperceptível, mas que dava a entender que ele tinha planos.

- Você jogou uma isca e espera que ela caia?

- Ela vai cair. Até o final do dia, ela aparece tenho certeza.

- Espero que não haja baixas nesse confronto. – Inuyasha disse divertido enquanto se levantava da cadeira. – Eu tenho que ir agora, tenho várias coisas para fazer.

- Ok.

Inuyasha caminhou até a imponente porta dupla de mógno do escritório e antes de sair fez uma última recomendação.

- Sesshoumaru – O mais velho ergueu os olhos novamente para olhá-lo. – Tenha cuidado com ela. – Pediu se referindo a amiga.

- Eu vou tentar ser bonzinho com ela, não se preocupe. – O mais velho respondeu sorrindo levemente e voltou sua atenção para o computador na tentativa de se concentrar no trabalho.

O que acharam?

Deixem seus comentários pessoal, estou esperando.

Beijos!