Olá pessoal!

Eu não quero ser a culpada pelo ataque cardíaco ou de ansiedade de ninguém, então resolvi postar logo mais esse capítulo que já estava pronto.

Esse capítulo está longo e nele vamos poder ver que atitudes nossa heroína vai tomar e qual será a reação de Sesshoumaru.

Boa leitura!

No meio da tarde, após o almoço Rin parecia estar a ponto de entrar em crise tamanha irritação que sentia. Como previra Sesshoumaru, a jovem estava com um monte de coisas engasgadas na garganta e que queria gritar para aquele homem arrogante, que achava que podia brincar com ela.

Rin levantou de sua cadeira e com o celular na mão caminhou até a área de descanso que estava vazia naquele momento. Ela discou um número assim que chegou ao local e aguardou ansiosa que a chamada fosse atendida.

- Moshi moshi! – A voz calma pode ser ouvida após longos segundos.

- Você está em casa?

A voz de Rin estava seca e direta.

- Não. – Foi a resposta simples dele.

- Eu quero falar com você.

A tranqüilidade na voz de Sesshoumaru só conseguia deixar Rin mais irritada e era esse mesmo o objetivo dele.

- Você quer brigar novamente?

- Hoje cedo eu não tive a oportunidade de dizer a você tudo o que eu pretendia. Eu preciso falar e você terá que ouvir.

- Eu estou no escritório e tenho muita coisa para fazer, não sei quando ficarei livre. Se você quer conversar tudo bem, até o final do seu expediente eu dou notícias.

- Ótimo.

- Até mais tarde então.

- Até.

Rin foi extremamente mal-criada ao responder. Sesshoumaru sentia um misto de graça e preocupação diante do comportamento dela. Não o agradava que Rin pensasse que ele a estava traindo, isso ia contra sua honra e seus princípios. Jamais traíra uma mulher e mesmo sem manter um relacionamento sério com qualquer uma delas, fazia questão de jogar limpo e de ser transparente em suas atitudes.

Sesshoumaru não conseguiu voltar ao trabalho naquela tarde, seus pensamentos estavam todos voltados para Rin. Ele observava sentado em sua cadeira, a imensa janela do escritório de onde podia ver o movimento caótico da cidade. Após algum tempo refletindo, ele se virou para acessar o aparelho telefônico em sua mesa, discou um número e chamou, utilizando viva-voz, sua secretária.

- Pois não senhor Taisho? – A mulher perguntou logo ao entrar na sala.

- Quero que peça a alguém de confiança que faça cópia dessas chaves e traga para mim. – Ele disse entregando a ela duas chaves.

- Algo mais?

- Sim.

Sesshoumaru deu instruções à secretária do que queria e antes que ela saísse recomendou:

- Faça isso o mais rápido possível Tamie.

- Sim senhor.

Sesshoumaru olhou o relógio em seu pulso, marcava 15:30hs. Ele então voltou a contemplar a paisagem através da janela.

Ás 16:30hs, eu estava contando os minutos até que meu expediente terminasse, minha irritação não passou com o tempo como eu esperava e já não agüentava mais ficar ali. Eu olhava para a imagem no computador e para o relógio que parecia ter os ponteiros congelados e minha ansiedade só crescia.

O telefone em minha mesa tocou.

- Moshi moshi! ... Ah sim, já estou indo.

Era da recepção, disseram que havia um entregador com uma encomenda para mim. Levantei da cadeira e caminhei sem muito entusiasmo até o local. Um rapazinho, vestido com um uniforme composto por calça azul marinho e blusa branca me aguardava segurando uma sacola.

- Senhorita Kawasagi Rin? – Ele quis confirmar.

- Sim.

- Isso é para a senhorita. – O jovem me estendeu a sacola contendo o pacote e me pediu para assinar um documento.

- Arigatou! – Agradeci intrigada com aquilo.

Depois que recebi o pacote caminhei de volta à minha mesa. Olhando superficialmente não havia um cartão indicando o remetente.

Quando me sentei abri a sacola delicadamente e retirei uma pequena caixa retangular em madeira de dentro dela, ao abri-la vi que havia um envelope de cor azul dentro dela eu o retirei, logo abaixo via duas chaves. "Mas o que é isso?" Pensei.

Ao abrir o envelope, retirei uma carta e a li.

Rin,

Eu sei que está com raiva e embora isso me deixe irritado também, eu entendo o que está sentindo. Não foi minha intenção enganá-la, ao não comentar sobre a ida de Kagura à Nova Iorque, apenas não dei a mesma importância que você a presença dela ali.

Nós precisamos conversar sobre isso entre outras coisas.

Você deve estar saindo em alguns minutos do trabalho, eu ainda não sei quando ficarei livre, por isso essas chaves, elas são do meu apartamento. Acredito que você não queira discutir o assunto na sua casa ou em qualquer outro lugar público, por isso as enviei, você pode me esperar lá e assim nós poderemos conversar sem a interferência de ninguém.

Espero encontrá-la quando chegar, para que possamos resolver isso de uma vez por todas.

Sesshoumaru

Eu fiquei estática com aquela pequena carta nas mãos por algum tempo e encarava a caixa de madeira com os dois objetos de metal dentro, tentando assimilar o que aquilo significava. Seshoumaru não podia ser mais arrogante. Ele achou mesmo que poderia me subornar me enviando as chaves da casa dele? Idiota!

Logo que chegou o horário tão esperado eu deixei o prédio em que trabalhava, tomei um táxi e no caminho até minha casa liguei freneticamente para ele. Liguei para o celular e para a casa, mas ninguém atendia. Pensei em ligar para a empresa, mas não iria me identificar e eles não me dariam qualquer informação sem saber com quem falavam. "Droga".

Graças aos deuses o percurso não foi longo, então logo cheguei em casa. Rumei direto para o meu quarto e depois de retirar a caixinha da bolsa e colocá-la sobre a escrivaninha, a joguei na cama. Peguei o telefone no criado mudo e mais uma vez liguei para a casa e o celular dele, chamou até cair na caixa postal. Não deixei nenhum recado, o que eu tinha a dizer deveria ser pessoalmente.

Resolvi tomar um banho para me acalmar, estava com tanta raiva que parecia que minha cabeça ia explodir. Passei um longo tempo embaixo do chuveiro sentindo a água morna relaxar meu corpo e voltei a pensar em Sesshoumaru. Ao imaginar que ele pudesse estar com ela naquele momento e por isso não atendia minhas chamadas, não pude evitar o choro. Encostei a cabeça na cerâmica da parede e deixei que as lágrimas rolassem livremente, meu coração estava apertado e doía como eu nunca havia sentido. "Por que eu tinha que me apaixonar por esse homem, justo por esse homem que nada tem a ver comigo?" Eu pensei comigo mesma enquanto soluçava.

Depois de algum tempo sequei meu corpo e minhas lágrimas, saindo do banheiro. Vesti meu roupão e penteando os cabelos voltei ao meu quarto, me sentei na cama e olhei mais uma vez para a caixa sobre a escrivaninha. Eu tinha a mais absoluta certeza de que não conseguiria dormir se não o visse, se não colocasse pra fora tudo o que eu estava sentindo.

Levantei decidida e fui ao closet onde peguei uma calça jeans escura, uma blusa de tecido leve branca do tipo transpassada ao corpo e amarrada com uma faixa lateral na cintura. Me arrumei rapidamente e calcei sandálias de salto médio caramelo, assim como a bolsa que escolhi para sair, na qual joguei minha carteira com documentos, chaves, a caixa contendo o "presente" de Sesshoumaru e algum dinheiro.

Quando saí do quarto passei rapidamente pela porta de Kagome que estava aberta e a vi sentada no chão estudando.

- Kagome eu vou sair para resolver um assunto, não demoro.

- Tudo bem. - Ela respondeu olhando para mim.

Peguei um táxi e meia hora depois estava descendo em frente ao prédio dele. Olhei no meu relógio de pulso e eram 19:30 min.

Entrei pela porta e me dirigi ao recepcionista.

- Boa noite, eu me chamo Kawasagi Rin e vim ver o senhor Taisho Sesshoumaru, ele está?

- Boa noite senhorita! Eu acabei de pegar esse turno, não sei se o senhor Taisho está em casa, mas pelo que vejo aqui a senhorita tem livre acesso, então pode subir.

- Obrigada! - Respondi e logo depois caminhei até o elevador.

Eu conhecia bem o caminho, já o havia percorrido várias vezes acompanhada por ele e em todas elas eu estava feliz, mas agora tudo o que eu sentia era apreensão.

Quando alcancei a porta pensei por alguns instantes se devia mesmo fazer uso das chaves e entrar. Eu me achava preparada naquele momento para entrar e flagrar os dois juntos na cama, mas no fundo não sabia se suportaria tal coisa. Contei até dez e respirei fundo tomando a coragem necessária.

Abri a porta lentamente e na sala pude ver que apenas algumas luminárias estavam acesas. Observei todo local para ver se havia algum sinal da presença dele ou dela, nada.

Caminhei pelo amplo apartamento, verificando nos cômodos se havia alguém e deixei o quarto por último. Quando o alcancei, vi que a porta estava fechada, comprimi os olhos e meu coração batia de forma acelerada quando abri a porta lentamente. Olhei para a cama e ela estava desarrumada, o que significava que alguém a havia utilizado. Juro que meu coração parou naquele momento.

Entrei mais no aposento e observei o espaço ao meu redor, Sesshoumaru não estava ali, mas ele logo surgiu saindo do closet. Ao que parecia ele havia acabado de sair do banho, pois os cabelos estavam molhados e uma toalha muito alva estava enrolada em sua cintura. Ele não pareceu surpreso em me ver e estava muito sério quando disse:

- Eu vou me vestir e já volto. - E voltou para dentro do closet.

Eu abracei meu próprio corpo e caminhei até a porta corrediça que dava para a varanda, observei as luzes da cidade do alto daquela cobertura tentando conter minhas emoções.

Alguns minutos depois, ele estava de volta ao quarto e me chamou.

- Rin?!

Eu me voltei para encará-lo e ele foi até a porta do quarto para sair dali, eu o segui até a sala de estar, coloquei minha bolsa sobre uma das poltronas e o encarei.

- Por que não atendeu às minhas ligações? - Eu perguntei, sem me preocupar com o fato de que ele estava fazendo exatamente o que eu havia feito anteriormente.

- Nossa conversa tinha que ser pessoalmente e não por telefone.

- Ela estava aqui com você? - Eu voltei a usar de ironia e sarcasmo, isso sempre acontece quando eu fico nervosa.

Sesshoumaru balançou a cabeça negativamente, como quem não acreditava no que estava ouvindo. Ele parecia calmo, calmo demais na minha opinião e isso me deixava louca.

- Eu estava dormindo, sozinho. - Ele frisou a última palavra.

- Isso não me interessa mais, não é da minha conta. Eu vim aqui para saber o que significa isso. - Eu falei estendendo as chaves para ele.

- Eu pensei ter sido claro na carta que enviei junto com elas. O objetivo era permitir que você viesse até aqui e me esperasse para conversarmos.

- Isso é absurdo Sesshoumaru. Por que eu iria querer livre acesso a sua casa agora que... - Eu senti que lágrimas queriam vir à tona e tive que me segurar para não permitir isso. - agora que está tudo acabado? Você está tentando me manipular e eu não vou permitir, não vou aceitar seus joguinhos. Meus Deus, como eu pude ser tão idiota? Como eu pude achar que isso daria certo? Como eu pude me...

- Como você pôde o que Rin?

Eu não consegui completar a frase. Como poderia admitir estar apaixonada por ele, sem parecer uma idiota completa? A essa altura cada parte do meu corpo tremia. Eu vi Sesshoumaru dar passos em minha direção e eu o olhei com desconfiança, mas não recuei.

- Você se apaixonou por mim Rin, é isso? Você me ama? - Ele indagou calmamente e falando muito próximo do meu rosto.

- Seu cretino arrogante! - Falei entre os dentes enquanto tentava me esquivar das mãos dele que começavam a me envolver pela cintura. Eu bati contra o peito musculoso dele com toda a força que meus braços delicados podiam dispor.

- Você me ama? Responda. - Ele insistiu. - Diga que me ama Rin, anda, diz que me ama.

Meu Deus o que ele está fazendo? Eu sinto os lábios dele colados ao meu ouvido enquanto ele insiste para que eu admita que o amo. O hálito quente e a voz macia dele me provocam arrepios, mas isso não aplacou a minha ira, ao contrário só a fazia aumentar porque era a prova do quanto ele conseguia mexer comigo e isso me fazia sentir uma idiota.

- Eu quero que diga que me ama Rin. - Dessa vez ele falou olhando nos meus olhos.

- Não, eu não amo. Eu detesto você.

- Quem é o mentiroso agora, hã?

- Solte-me, me deixe em paz. Eu nunca mais quero ver você. - Eu estava visivelmente perturbada naquele momento e me desvencilhei com violência dos braços dele, que já não ofereciam resistência.

Peguei minha bolsa na poltrona e caminhei em direção a porta. Antes que eu pudesse tocar a maçaneta ele falou:

- Deixe-me dizer uma coisa antes que você vá.

Eu interrompi meu gesto e respirei fundo, decidi ouvir o que ele tinha a dizer.

Alguns segundos se passaram enquanto eu estava parada ali, sentindo meu sangue correr freneticamente pelo meu corpo sendo bombeado por um coração acelerado quase que ao desespero.

- Eu... também amo você.

Minhas pernas falharam naquele momento, o que quase me fez cair de joelhos. Meu coração pulou algumas batidas e se eu não tivesse uma saúde perfeita provavelmente teria um ataque.

Eu continuei parada no mesmo lugar, tentando assimilar o que eu havia escutado. Fiquei assim por tempo demais eu acho, porque o ouvi me chamar.

- Rin?!

Eu me virei para encará-lo, ele estava a pouco mais de um metro de distância com as mãos nos bolsos da calça.

- Eu não acredito. - Falei chorosa com as emoções já à flor da pele.

- Por que não? - Ele perguntou.

Eu não sabia a resposta para aquela pergunta, ou melhor, eu sabia, mas até para mim ela parecia absurda, então por que eu não conseguia deixar de me sentir daquele jeito?

- Venha aqui.

Sesshoumaru se aproximou de mim novamente e pegando em uma de minhas mãos me levou até uma das paredes na sala. Ele me colocou de frente para um enorme espelho que ficava ali e este cobria praticamente toda a extensão da parede. Eu olhei para o meu reflexo e meus olhos estavam inchados e vermelhos assim como o meu nariz.

Sesshoumaru se colocou atrás de mim e eu pude ouvir sua voz bem próxima ao meu ouvido.

- Olhe para você Rin, o que você vê? - Ele indagou e eu continuei séria o olhando através do espelho. - Eu vou lhe dizer o que eu vejo. O que eu vejo é uma mulher linda, linda e assustada. Eu costumava achar que você escondia sua beleza e que se comportava assim para fugir de certos estereótipos, mas com o tempo eu vi que você se esconde porque tem medo. Medo de chamar atenção para si, medo de se fazer notar. Mas eu acredito também que isso não seja necessário a você, não há porque explorar sua beleza.

Minha respiração estava ofegante enquanto ele falava e me olhava profundamente.

- A atração que você exerce sobre mim, vem do fato de você não utilizar artifícios, você não precisa apelar a nada para atrair. Sua beleza e sensualidade são naturais, você é o que é, sem máscaras, sem joguinhos de sedução e tem uma força interior que provavelmente nem saiba que tem, mas que é magnetizante e eu jamais encontrei em outra mulher.

A voz dele era praticamente sussurrada e ele não deixava de me olhar fixamente nos olhos através do espelho.

- É por isso Rin, que eu não entendo... não entendo de onde vem tanta insegurança. Como pode não saber o quão maravilhosa você é? Por que você não consegue aceitar que é capaz de fazer um homem como eu se apaixonar perdidamente?

Foi a gota d'água. Eu fechei os olhos e as lágrimas caíram escorrendo pelo meu rosto. Acho que a última vez em que me senti tão frágil foi quando meus pais morreram.

Sesshoumaru fez com que eu me virasse e me abraçou protetoramente, enquanto eu soluçava com o rosto escondido em seu peito. Eu sentia a mão dele acariciando minhas costas, lentamente.

- Eu amo você Rin, amo você. - Ele repetiu.

Algum tempo depois eu já estava mais calma e bebia um copo de água que fora trazido por ele. Nós estávamos sentados num dos alvos e macios sofás ali, ele me olhava atentamente e eu devo dizer que estava um tanto surpresa com o que havia acontecido.

O telefone tocou e ele não deu mostras de que atenderia.

- Você não vai atender?

- Não. Quem quer que seja pode esperar.

- Quando foi que você adquiriu essa mania feia de não atender ao telefone? - Eu perguntei sorrindo levemente, embora meu nariz e meus olhos ainda estivessem vermelhos por causa do choro.

- Acho que aprendi isso com você. - Ele respondeu irônico. - Nós ainda temos coisas a serem esclarecidas.

Eu concordei com um gesto de cabeça e após colocar o copo que estava em minha mão sobre a mesa de centro, me acomodei melhor no sofá.

- Nós precisamos falar sobre a Kagura.

- Eu não sei se quero falar sobre esse assunto. – Respondi respirando profundamente.

- Você quer sim. Eu não desejo que isso cause problemas entre nós novamente.

- Tudo bem, pode falar. - Disse ainda com a voz chorosa.

Eu deitei minha cabeça sobre o encosto do sofá e me preparei para ouvir o que ele tinha a dizer.

- Meu pai e o pai dela se tornaram sócios em alguns empreendimentos, que hoje são administrados por ela, por isso em alguns momentos é inevitável que eu a encontre, que nós participemos de reuniões juntos e viagens como aconteceu agora.
Eu conheci a Kagura ainda na infância, porque nossos pais são amigos de longa data. Estudamos juntos até o colegial, quando eles se mudaram para outro estado e anos depois quando eu já estava na faculdade, eles voltaram. Kagura fazia o mesmo curso que eu, então quando ela se transferiu de faculdade nós ficamos na mesma turma e retomamos a amizade da infância.
Nós temos afinidade por sermos muito parecidos e sempre nos entendemos bem, daí uma coisa levou a outra.

- Vocês ficaram juntos desde a faculdade até o momento em que eu apareci?

- Não. Entenda uma coisa Rin, nunca estivemos realmente juntos. Eu morei em outros países, fiquei fora por anos e ela também, não havia como manter um relacionamento.

- Eu não entendo como uma isso funciona, não sei como ela deixou você ir assim tão facilmente...

- Você não entende, porque acredita que Kagura me ama, não é?

- E não ama?

- Não. Pode parecer estranho a você, mas nosso relacionamento era baseado na conveniência. Eu sempre fui dedicado demais ao trabalho e ela idem. Não tínhamos tempo para relacionamentos amorosos que envolviam todo um protocolo ao qual nenhum dos dois estava disposto a seguir.

- Está me dizendo que vocês uniram o útil ao agradável?

- Exatamente.

- Isso é loucura Sesshoumaru!

- Pensando bem, agora eu concordo, mas antes... antes não havia você.

Ele aproximou o rosto do meu e me beijou calma e docemente. Eu correspondi à altura porque afinal, estava morrendo de saudades daquela boca saborosa.

Sesshoumaru me puxou firmemente, mas ainda assim usando de certa delicadeza e me acomodou em seu colo. Eu me aconcheguei ao corpo quente dele e queria voltar a chorar, a idéia de perder aquele contato me era inconcebível.

- Por tudo o que eu disse Rin, você precisa se acostumar com a presença da Kagura. Ela é uma boa pessoa, se você der uma chance talvez até goste dela.

- Gostar dela? Acho que você está esperando demais de mim. - Respondi enquanto sentia os lábios dele tocarem o meu pescoço. Um leve gemido deixou meu lábios.

- Que saudade minha Rin. - Eu ouvi sussurrar ao meu ouvido.

Nos beijamos intensamente até que faltasse ar aos nossos pulmões.

Mais uma vez o telefone tocou, dessa vez foi o da casa.

- Maldição! - Ele murmurou.

- Você não vai mesmo atender?

Ele respondeu com um gesto negativo de cabeça enquanto acariciava meu rosto.

- Vamos para o quarto?

Eu concordei. Então ele me ergueu nos braços e me levou até o aposento, que estava iluminado apenas pela luz da lua que se infiltrava pela porta aberta que dava para a varanda. Eu pedi que ele mantivesse assim e fui atendida.

Quando chegamos ao quarto Sesshoumaru me colocou sobre a cama de pé e me fitou por alguns instantes. Lágrimas voltaram a escapar dos meus olhos, não conseguia entender o que estava acontecendo, por que eu me sentia tão frágil?

- O que você fez comigo? - Perguntei buscando pelos braços dele.

Sesshoumaru me abraçou e me confortou.

- Eu a fiz encarar algo que você fazia muito esforço para ignorar. Você não precisa ser sempre tão forte Rin, mas também não pode ter tanto medo a ponto de achar que não é digna de ser amada.

Ele desfez o abraço para me olhar nos olhos, secou minhas lágrimas delicadamente com os dedos e beijou cada uma de minhas pálpebras.

- Chega de choro. Uma das coisas que mais adoro em você é o seu sorriso, eu quero esses lábios sorrindo sempre para mim.

- Sesshy... - Eu o chamei enquanto nossos lábios ainda se tocavam.

- O que foi?

- Diz de novo.

- Dizer o quê? - Ele perguntou sem interromper os beijos que agora acarinhavam meu pescoço e ombro.

- Você sabe. - Falei manhosa.

- Não, não sei.

Sesshoumaru adorava me provocar, é claro que ele sabia a que eu me referia, mas não se entregaria tão facilmente. Eu resolvi apelar.

- Se você já esqueceu, é porque não era sério. - Falei emburrada.

Ele sorriu e depois de morder levemente meu pescoço voltou a falar a frase que eu tanto quis ouvir.

- Eu te amo.

Eu levei minhas mãos ao abdômen dele por baixo da blusa e acariciei os músculos definidos, depois a ergui despindo seu tórax. A pele alva dele se arrepiou com o meu toque e isso me deu imenso prazer.

Sesshoumaru desatou a faixa da minha blusa lentamente e a retirou do meu corpo, deixando exposto o sutiã branco de renda que eu usava. Ele beijou meu pescoço e meu colo delicadamente fazendo com que, dessa vez, eu me arrepiasse. Depois eu senti as mãos dele no fecho da minha calça, que ele abriu lentamente e deslizou os dedos sutis até minhas nádegas me trazendo para mais junto de si.

Eu me deitei na cama e as mãos dele percorriam todo o meu corpo de forma sedenta. Ele retirou minha calça devagar e admirava o meu corpo. Aquele olhar... ah aquele olhar me fazia sentir a mulher mais desejada do mundo, eu esquecia totalmente a minha estúpida insegurança quando estávamos assim.

Ele voltou a tomar meus lábios saboreando-os, o calor e o gosto dos lábios dele faziam meu corpo arder enquanto ele mordia levemente meus lábios e os sugava. Sesshoumaru foi descendo as carícias e percorreu meu pescoço depois meus seios, minha barriga e desceu mais até alcançar o meu ventre. Todos os meus músculos se contrariam em antecipação ao que viria, eu sabia aonde aquilo me levaria... ao céu.

Eu gemi alto ao sentir o contato da língua dele com o meu sexo, minhas pernas dando livre acesso àquelas carícias enlouquecedoras.

- Sesshoumaru ... - Eu gemi seu nome inúmeras vezes enquanto meus dedos deslizavam por seus cabelos prateados.

Não muito tempo depois o primeiro orgasmo me atingiu em cheio, o primeiro de vários outros, que eu não tinha dúvidas alcançaria com aquele homem.

- Aaahh! Vem, me deixa te sentir. Eu quero sentir você em mim. - Eu pedi num tom quase suplicante.

Eu precisava dele, precisava com urgência.

Sesshoumaru me tomou nos braços enquanto estava sentado sobre os joelhos, ele agarrou minha cintura e me posicionou sobre seu membro rijo. Eu o senti deslizar lentamente pra dentro de mim e nós gememos juntos com a sensação maravilhosa que isso nos dava.

Eu mexia meus quadris de forma ritmada enquanto nos beijávamos intensamente. As mãos de Sesshoumaru seguravam minha cintura, depois ele levou uma delas aos meus cabelos segurando-os e fazendo assim com que eu inclinasse a cabeça para trás, dando a ele livre acesso ao meu pescoço que estava sendo vigorosamente beijado e sugado.

Fui deitada novamente na cama por ele e senti o peso do corpo másculo sobre o meu. Agora eram os quadris dele que se moviam, entrando e saindo. Os braços fortes postos ao lado da minha cabeça sustentavam seu tórax, para que ele pudesse me olhar com aqueles magníficos olhos dourados, que brilhavam ainda mais no momento de prazer intenso. "Deus como eu amo esses olhos, como eu amo esse homem."

Num movimento rápido Sesshoumaru fez com que me virasse de bruços e ao mesmo tempo em que beijava minha nuca e minhas costas ele me penetrou. Ao sentir sua entrada eu agarrei os lençóis da cama com as mãos. O gemindo dele foi intenso e longo, eu o ouvi chamar meu nome com a voz rouca pelo prazer que tomava conta dele. Ele gozara pouco depois de sentir-se envolvido por mim, o corpo trêmulo e molhado de suor descansou sobre o meu, eu ainda podia ouvir seus gemidos baixos no meu ouvido.

- Isso é muito bom minha Rin... - Ele sussurrou no meu ouvido.

Ele continuou com o corpo sobre o meu mesmo após ter se retirado de mim, mas eu apenas sentia o peso de suas coxas sobre a minha. Ele estava deitado de lado enquanto eu permanecia de bruços.

- Você está bem? - Ele perguntou depois de depositar mais um beijo em meu pescoço.

- Uhum! - Eu apenas murmurei em confirmação.

Pouco tempo depois estávamos dormindo, ambos cansados mais perfeitamente saciados, ao menos por aquele momento.

Ai ai... o que eu posso dizer?

Aposto que no meio do capítulo vocês estavam loucas para esganar o Sesshy, mas se derreteram todas no final, não é?

Eu também iria querer surrá-lo no lugar dela, mas de alguma forma entendo o que ele fez. A Rin é extremamente insegura e no fundo não se acha boa o bastante para um homem como o Sesshoumaru e isso em minha opinião se não for sanado pode acabar com qualquer relacionamento por melhor que ele seja.

Sesshy deu uma lição nela, uma lição dolorosa no começo, mas que acabou deliciosamente bem.

Quero agradecer aos reviews recebidos. Vocês são d+. Fico tremendamente feliz cada vez que leio os comentários de vocês, inclusive as reações explosivas de quem se surpreende muito o que eu escrevo.

Adoro muito vocês.

Vice-chan, Yukiko, Arice-chan, Baby-Moon, Sora,Gemini- Angel (escritora nota 1000, que eu recomendo), Cris, Linoklis, Emi-Sakura, etc.

Valeu pelo apoio.

Beijos!