Oi gente!
Estou aqui para apresentar um capítulo para vocês, como presente de Ano Novo.
Espero que gostem.
Algum tempo depois tudo estava maravilhosamente bem entre Sesshoumaru e eu. Nos entendíamos perfeitamente e ele nunca deixava de me surpreender de forma positiva, cada dia mais se revelava o homem que eu pedi a Deus.
Nós dois trabalhávamos muito, ele porque era de fato um workaholik como o irmão o chamava e eu porque estava correndo atrás do meu espaço na agência, estava me dedicando muito e trabalhando arduamente para mostrar meu valor aos sócios, mas sempre arrumávamos um jeito de nos encontrar. Almoçávamos juntos e escapávamos para passarmos alguns prazerosos momentos juntos. Bom, eu escapava, porque ele não precisava disso já que era o chefe.
Em uma sexta-feira, um jantar foi oferecido na casa dos pais dele para amigos que chegavam de viagem e eu naturalmente fui convidada, mas estava com um projeto em andamento e meu prazo estava acabando, então eu gentilmente declinei do convite que fora feito pessoalmente por Izayoi.
Sesshoumaru me ligou àquela noite, apenas para ouvir minha voz, ele disse. Não insistiu para que eu fosse ao jantar, sabia o quão importante aquele projeto era para a minha carreira e me apoiou como, aliás, tem feito sempre.
- Já estão todos aí? - Perguntei, sentada em minha mesa de trabalho em casa enquanto tomava uma xícara de chá.
- Eu não sei, estou no escritório desde que cheguei. Resolvi ligar para ouvir sua voz e saber como anda seu trabalho.
- Até o momento tudo está saindo como o planejado. Eu tive algumas novas idéias muito boas e estou começando a organizá-las.
- Eu não quero tomar muito o seu tempo, depois nos falamos pequena.
- Tudo bem. Divirta-se no jantar Sesshy. - Eu falei num tom carinhoso retribuindo ao apelido utilizado por ele.
- Obrigado! Bom trabalho.
Nos despedimos e logo que terminei de tomar o meu chá, voltei para a prancheta e para o meu projeto. Passaria boa parte da noite debruçada sobre aquela mesa, mas sem dúvida avançaria bastante.
O jantar na casa dos Taisho era elegante como sempre. Izayoi era uma anfitriã perfeita, sabia como proporcionar um ambiente agradável e como deixar seus convidados à vontade.
Depois de uma conversa e aperitivos servidos na sala de estar, uma das criadas anunciou que o jantar estava servido.
- Vamos nos sentar a mesa, por favor. - Izayoi os convidou.
Naquele momento estavam lá Inutaisho, Izayoi, o casal Naabi, Inuyasha com a namorada, Sesshoumaru e o senhor Totousai que era homem de confiança de Inutaisho na empresa e quem dava maior suporte a Sesshoumaru, o novo presidente.
A mesa posta estava magnífica com as peças de cristal e prataria refinadas. O prato principal composto à base de salmão foi muito apreciado por todos e elogiadíssimo pela senhora Naabi.
Após a sobremesa todos voltaram para a sala de jantar onde conversaram e tomaram licores e chá.
Os homens invariavelmente falavam de negócios, enquanto as mulheres tinham seus próprios assuntos enquanto tomavam chá.
- É uma pena que a Rin-chan não esteja conosco. - Izayoi disse.
- É verdade. - Concordou Kagome.
A senhora Naabi ficou com uma expressão indagativa na face, não sabia quem era Rin.
- Ah Hanako! Rin-chan é prima de Kagome e namorada de Sesshoumaru. Ela é publicitária e está em um projeto grande agora, por isso teve que ficar trabalhando.
- Oh sim, eu entendo. Os jovens que querem conquistar seu espaço têm que se dedicar.
- É verdade.
As mulheres continuaram conversando e Kagome ficou pensativa. Ela se surpreendeu quando ouviu Izayoi se referir a Rin como namorada de Seshoumaru, não sabia que as coisas já estavam nesse nível, afinal Sesshoumaru mantinha tanta discrição sobre seus relacionamentos amorosos que o fato de Izayoi saber sobre ele e Rin era importantíssimo. Isso significava que ele estava realmente levando sua prima a sério. A jovem sorriu levemente ao pensar nisso, parece que realmente a prima havia conseguido fisgar o solteiro convicto mais cobiçado da cidade.
Algumas horas mais tarde o casal de amigos se despedia da família Taisho. Totousai ainda ficou por mais tempo conversando com o velho amigo Inutaisho e sua esposa. Sesshoumaru estava também na sala e participava da conversa animada que os três mais velhos mantinham, o jovem tinha muito respeito pelo velho Totousai, a quem conhecia desde a infância.
Minutos depois Inuyasha descia as escadas vindo de seu quarto acompanhado por Kagome. Ele chegou a sala e se dirigiu aos que estavam ali.
- Bom, nós estamos saindo. Boa noite para vocês!
- Boa Noite meu filho! - Falou Inutaisho.
Inuyasha se aproximou da mãe e a beijou carinhosamente.
- Boa noite mãe!
- Boa noite querido! - Ela respondeu sorrindo e completou. -Tenha cuidado aí fora.
Inuyasha sorriu, sua mãe sempre tinha inúmeras recomendações a fazer.
- Não se preocupe, nós vamos a boate de um amigo meu e depois... bom, depois só Deus sabe. – O jovem falou sorrindo.
- Inuyasha?! - Kagome o repreendeu ficando corada e ele sorriu ainda mais.
Aparentemente os irmãos Taisho tinham uma relação muito franca e liberal com os pais, eles não precisavam medir palavras na frente deles como a maioria dos filhos fazem sobre determinados assuntos.
Izayoi sorriu discretamente enquanto acariciava a mão do marido posta sobre a sua.
- Podem ir meninos e divirtam-se. - O patriarca falou.
- Boa noite senhores! - Kagome despediu-se de forma polida antes de sair ainda constrangida com as insinuações do namorado. Ele levaria uns bons puxões de orelha quando estivessem fora do alcance dos outros.
Eram quase dez da noite quando Sesshoumaru entrou na cozinha da casa dos pais encontrando Kaede e outra empregada mais jovem lavando e organizando a louça.
- Kaede?! - A voz serena dele ecoou pelo ambiente chamando a atenção das duas.
- Oh olá Sesshoumaru! - A velha senhora tinha a liberdade de tratá-lo apenas pelo nome, afinal ajudara a criá-lo.
- O jantar estava maravilhoso como sempre. - Ele falou.
- Obrigada!
- Acha que pode separar uma porção para mim? - Ele perguntou abrindo a geladeira e tirando de lá uma jarra de água, depois pegou um dos copos depositados sobre o balcão e o encheu com o líquido.
- Claro que sim. Vai levar só um minuto.
Logo a velha senhora pegou um pote térmico onde acomodou com todo cuidado o salmão e os acompanhamentos.
- Você quer a sobremesa também?
Ele confirmou com um aceno de cabeça e a mulher sorriu.
Alguns minutos depois os potes estavam em uma sacola nas mãos de Sesshoumaru. Ele se dirigiu até a adega que ficava em um canto da cozinha e após observar por alguns minutos retirou uma garrafa de vinho tinto dali.
- Estou indo Kaede, boa noite!
- Boa noite!
Sesshoumaru já havia se despedido dos pais e do velho Totousai. Ele saiu pela porta da cozinha que dava para o jardim e caminhou pelo local até onde carro estava estacionado.
O homem elegantemente vestido em um traje todo negro composto por calças sociais, camisa e blazer entrou no carro depositando no banco de trás a sacola e a garrafa de Cabernet Sauvignon e partiu de forma tranqüila passando pelo portão da mansão e alcançando a rua, que estava silenciosa àquela hora.
Eu estava concentrada no meu trabalho quando ouvi a campainha tocar. Imaginei que Kagome tivesse esquecido as chaves de casa como acontecia em várias ocasiões. Caminhei até a porta enquanto amarrava os cabelos em um rabo de cavalo e ajeitava os óculos de grau no rosto quando o som da campainha soou novamente.
- Kagome, você esqueceu as chaves de novo? - Falei já abrindo a porta.
- Boa noite! - A voz serena ecoou.
- Se Sesshoumaru!? - Eu fiquei realmente surpresa por vê-lo ali.
- Imaginei que você ficaria tão concentrada no trabalho que esqueceria de todo o resto, por isso deve estar com fome.
Eu sorri e me aproximei dele beijando seus lábios levemente.
- Você acertou, eu estou faminta.
Eu entrei na casa guiando Sesshoumaru pela mão, fomos até a sala e eu coloquei a sacola que ele trouxera sobre a mesa e verifiquei seu conteúdo.
- Eu pedi a Kaede que preparasse algo para você.
- Ah quanta gentileza! - Eu disse me voltando para ele e cruzando meus braços em seu pescoço. - Obrigada Sesshy!
- De nada.
Sesshoumaru desfez o abraço e foi até minha mesa de trabalho observar o que eu estava fazendo, eu o segui e me sentei em minha cadeira mostrando a ele meus esboços.
- Como está indo o projeto?
- Tudo certo. Estou
materializando as idéias que mencionei a você, está
vendo?
- Muito bom. Essa é uma conta grande não é?
- É importantíssima. Essa é a minha oportunidade de mostrar a que vim e o valor do meu trabalho.
- Você vai conseguir a conta, eu tenho certeza.
Sesshoumaru disse isso e depois aplicou um beijo doce no meu rosto. Ele sempre me incentivava com palavras motivadoras, seu apoio era importantíssimo para mim e não estava bem certa se ele tinha a exata noção do quanto.
- Bom, vamos comer? - Falei sorrindo.
Eu aqueci o prato trazido por ele e me sentei a mesa da cozinha para comer. Sesshoumaru sentou de frente para mim e abriu a garrafa de vinho, que aliás era maravilhoso assim como o prato pedia.
- Uhmmm isso está divino Sesshoumaru!
- Kaede tem mãos de fada na cozinha.
- Com certeza. - Confirmei saboreando o salmão. - Você não quer comer?
- Eu já jantei, tomarei apenas o vinho.
Depois que terminei a refeição e cuidei da louça, nós voltamos para a sala de estar.
- Ainda falta muito para você terminar?
- Falta. - Respondi num tom tristonho.
- Eu vou pra casa, não quero atrapalhar você.
- Não, fique e me faça companhia. - Falei sorrindo dessa vez. - Talvez você ajude a me inspirar.
Ele também sorriu e me enlaçou pela cintura tomando meus lábios em um beijo profundo e intenso.
- Se eu ficar aqui, você não vai terminar esse projeto. - Ele disse malicioso.
- Vou sim. Você será um bom menino e vai assistir tv enquanto eu termino, vai ser rápido eu prometo.
Sesshoumaru concordou e foi se sentar no sofá da sala ligando a tv. Eu voltei para minha mesa e para o trabalho, vez ou outra olhava para ele que estava de costas para mim recostado ao macio sofá.
Cerca de duas horas mais tarde, eu parei por um instante para esticar o corpo e ao olhar para o relógio na parede me surpreendi ao ver que horas eram, faltavam quinze minutos para a meia noite. "Nossa, não vi o tempo passar" pensei.
Eu caminhei lentamente até a sala onde Seshoumaru estava e sorri ao encontrá-lo adormecido. Ele parecia tão tranqüilo, "por isso estava tão quietinho", eu pensei. Me aproximei devagar e sentei ao lado dele, o beijei levemente nos lábios e ele se mexeu resmungando algo. Quando passei minha mão pelo rosto dele, algo chamou minha atenção.
- Sesshy, acorda. - Pedi ainda o acariciando. Amor acorda, por favor.
Ele abriu os olhos depois de alguns segundos de insitencia de minha parte e isso me deixou aliviada.
- Você está se sentindo bem? - Perguntei preocupada.
- Estou, é só cansaço Rin.
- Venha, vamos lá para o quarto assim você descansa na cama.
Nós subimos e ao chegar ao meu quarto, ajudei Sesshoumaru a retirar o blazer e a camisa eu senti que ele se arrepiou com isso e tendo um contato maior com a pele dele pude sentir o quanto estava quente.
- Sesshy você está queimando de febre, por isso está se sentindo cansado.
- Eu não sei porque isso, eu estava bem até poucas horas atrás.
- Alguma coisa está errada, ninguém fica com febre à toa, você precisa ver uma médico.
- Não fique alarmada Rin, provavelmente é só um resfriado.
- Mesmo assim, não acha melhor irmos ao hospital?
- Não. - Ele respondeu com a maior naturalidade do mundo. - Você já terminou?
- Por hoje sim, já é tarde.
A essa altura ele já tinha tirado toda a roupa e se deitou na minha cama.
- Então vem aqui e deita comigo, eu estou com frio.
- Espera, eu vou pegar um anti-térmico pra você.
Fui até o armário do banheiro e voltei segundos depois com um comprimido e um copo d'água, entreguei a ele que logo ingeriu o comprimido. Eu fui até o interruptor e apaguei a luz principal do quarto, deixando apenas a luminária acesa, peguei um edredon no closet e me deitei ao lado dele.
Sesshoumaru se aconchegou ao meu corpo e me abraçou, eu o envolvi carinhosamente e puxei o edredon para cobri-lo, a pele ardia em febre e isso estava me deixando realmente preocupada. Ele percebeu isso e tentou me acalmar dizendo que estava tudo bem.
Logo ele voltou a dormir e eu passei a noite monitorando sua temperatura, atenta a cada movimento dele. A febre cedeu durante a madrugada e eu retirei o edredon que o cobria por causa do suor que começava a se instalar em seu corpo.
Eu observava a respiração serena dele e coloquei minha mão sobre sua testa, afastando a franja e fiquei satisfeita ao constatar que ele estava sem febre naquele momento. Ele dormia profundamente, parecia realmente cansado. Depois disso que fiquei mais tranqüila e consegui dormi um pouco.
Na manhã seguinte às sete da manhã eu me levantei e ele ainda dormia. Segui logo para o banheiro onde tomei um banho para me ajudar a despertar e ao sair me vesti com meu roupão azul. Ao retornar ao quarto vi que Sesshoumaru havia acordado, mas não havia se levantado da cama. Os olhos dourados fitavam o tento quando minha presença chamou sua atenção.
- Bom dia! - Ele falou.
- Bom dia! Como está se sentindo? - Perguntei me aproximando dele e me sentando na cama onde pude alcançar o peito nu dele.
- Eu estou bem, só preciso tomar uma banho e ficarei perfeito.
- Tem certeza?
- Tenho Rin. - Ele respondeu com a voz suave olhando em meus olhos.
- Eu vou preparar nosso café da manhã enquanto você toma banho. - Falei e depositei um beijo nos lábios dele.
Minutos depois eu já tinha preparado o café e havia posto a mesa. Sesshoumaru apareceu na cozinha já arrumado e me abraçou por trás depositando um beijo no meu pescoço.
- Estou vendo que você já está bem melhor. - Falei e ele riu.
Nós tomamos café e eu voltei ao meu quarto para me arrumar enquanto Sesshoumaru esperava na sala. Demorei apenas alguns minutos, já que roupa que eu vestiria já estava separada no closet. Vesti uma saia bege bem ajustada ao corpo que ia até a altura dos joelhos com uma pequena fenda atrás, uma blusa em seda de botões no mesmo tom, com scarpins e bolsa da mesma cor, mas em um tom mais escuro formando um visual tom sobre tom. Desci a escada e Sesshoumaru me olhou de cima abaixo.
- O que foi? - Perguntei olhando verificando se havia algo errado em mim.
- Você está linda, só isso. - Ele falou simplesmente.
Deixamos a casa depois que eu tranquei tudo e no portão, depois de passarmos pelo jardim da frente, me virei para Sesshoumaru e o beijei.
- Você está ficando febril novamente.
- Eu sei. - Ele disse sem dar importância ao fato e voltou a me beijar.
- Sesshy, eu estou preocupada. Isso não pode ser normal.
- É só uma gripe.
- Você tem que ir ao médico. Eu o arrastaria até o hospital se não tivesse que trabalhar. - Falei chorosa.
- Rin, eu não vou a um hospital por causa de uma gripe. Pare de se preocupar.
- Isso é impossível. - Falei acariciando o rosto dele. - Prometa que você vai para casa descansar e não se enfiar naquele escritório, e que vai monitorar a febre, se ela aumentar muito você vai ao médico.
- Eu prometo. - Ele respondeu voltando a me beijar. - Vamos.
- Não precisa me levar, eu pego um táxi. Quero que vá pra casa agora Sesshoumaru como prometeu, eu vou ligar periodicamente para saber como você está.
- Ok senhoria Kawasagi! Não adianta tentar argumentar com você, não é?
- Não.
Nos despedimos com mais um beijo e eu o vi entrar no carro e dar a partida saindo dali. Caminhei alguns metros até alcançar uma rua principal e lá peguei um táxi.
Eu liguei para Sesshoumaru várias vezes naquele dia, ele dormiu durante toda manhã pelo que a empregada me disse. Após o horário do almoço liguei novamente, mais uma vez foi a empregada que atendeu.
- Ele ainda está dormindo Misumi-san?
- Não senhorita. Ele saiu há alguns minutos, mas disse que não demoraria.
- Tudo bem. Obrigada!
Depois que desliguei, imediatamente fiz outra chamada para o celular dele. Chamou até cair na caixa postal, onde eu deixei recado.
"Onde será que Sesshoumaru se meteu?" Eu me perguntei. Voltei ao trabalho, mas não conseguia deixar de pensar nele.
Cerca de trinta minutos depois meu celular tocou, quando olhei no viso vi que era Sesshoumaru.
- Moshi, moshi!
- Oi Rin! Desculpe só agora vi sua ligação. - A voz dele não estava nada boa.
- Está tudo bem? Liguei para sua casa e Misumi-san me disse que você havia saído.
- Eu fui ao hospital. Eu acordei com muito frio e quando medi a temperatura vi que passava de 39,5°c.
- E o que ele disse?
- Parece que é uma infecção na garganta, eu comecei a sentir dor hoje à tarde como se estivesse obstruída. Ele prescreveu antibiótico e uma injeção.
- Viu como foi bom procurar um médico? Onde você está agora?
- Estou saindo do hospital agora e vou pra casa.
- Ok. Eu ligo pra você mais tarde, tenho uma reunião agora.
- Tudo bem.
- Te amo. - Eu falei e ele sorriu, eu pude perceber.
- Eu também.
Assim que saí da reunião liguei novamente para Sesshoumaru, ninguém atendeu. Não preciso dizer que fiquei preocupada e só havia um jeito de aplacar isso.
Quando entrei no apartamento, as luzes estavam acesas, mas tudo estava calmo. Eu fui direto ao quarto dele e não o vi. Coloquei minha bolsa sobre a cama e rumei para o banheiro onde eu podia ouvir, havia música tocando.
Eu caminhei até lá e fiquei recostada ao batente da porta o observando. Ele estava de pé de frente para o espelho que ficava sobre a ampla pia de mármore, se barbeava enrolado apenas em uma toalha branca.
Sesshoumaru não demorou a notar minha presença ali, ele me olhou através do reflexo do espelho e sorriu antes de abrir a torneira e permitir que um jato d'água lavasse a espuma do aparelho de barbear.
- Começava a achar que você nunca usaria essa chave. - Ele falou.
- Usei porque fiquei preocupada, quando liguei e você não atendeu.
A música ainda ecoava em um volume agradável pelo cômodo. Sesshoumaru mantinha um aparelho de som ali, para que pudesse ouvir música enquanto desfrutasse da banheira por exemplo. A voz da cantora era forte e melódica, não reconheci ao ouvir, mas era americana pude dizer pelo inglês.
- Eu dei a chave a você para ser usada Rin, não só quando está preocupada comigo. - A voz dele ainda não estava normal, estava rouca e ele parecia ter ainda dificuldade ao falar.
- Você está melhor?
- Estou. A injeção que me aplicaram fez a febre baixar e conseguiu recobrar meu ânimo.
- Mesmo?
- Veja por si mesma. - Ele falou limpando o rosto com uma toalha.
Eu me aproximei dele e o abracei por trás, pousando meus braços em seu peito, a pele realmente estava fresca, não havia sinal de febre.
- Que bom que você melhorou! - Eu falei afastando os longos cabelos prateados e o beijando na nuca.
- Eu vou tomar um banho agora, me acompanha?
- Só se for de banheira. - Respondi sorrindo.
- Perfeito.
Sesshoumaru foi até a banheira e abriu as torneiras permitindo que a água morna a enchesse, enquanto eu caminhei até a bancada onde estava o aparelho de som e depositada ali perto estava a capa do cd que estava tocando. Peguei-a nas mão e olhei o encarte "Keyshia Cole" eu li em voz alta.
- Eu ouvi no carro de um amigo em Nova Iorque e gostei, acabei entrando numa loja e comprei o cd. - Ele falou se aproximando de mim.
- Ela canta muito bem. É R&B, não é?
- Isso.
A mulher realmente cantava muito, eu adorei o cd e certamente compraria um para mim. A voz era grave e poderosa, o que é comum às cantoras desse gênero. Devo confessar que me surpreendi ao saber que Sesshoumaru gostava desse tipo de música, embora não devesse. Sesshoumaru era um homem do mundo, viajado, teve contato com várias culturas e certamente saberia apreciar o que há de melhor em cada uma delas.
Enquanto pensava, senti os dedos de Sesshoumaru fazerem deslizar o fecho da minha saia. Ele beijava meu pescoço, enquanto ajudava a me despir.
Segundos depois estávamos na banheira. Eu estava sentada entre as pernas de Sesshoumaru com as costas apoiadas no peito dele e o sentia me acariciar minha pele e beijar a curva entre meu ombro e pescoço.
A sensação de estar assim com ele era tão boa, eu adorava esses momentos. Havia velas acesas em volta da banheira o que dava uma atmosfera toda especial ao ambiente.
Eu me virei ficando de frente para ele, nossos lábios se encontraram em um beijo ardente. Eu gemia tendo minha boca sugada por ele e meu corpo sendo apertado contra o dele.
- Aaah Rin! Você é o melhor remédio que eu poderia ter, sabia? Eu preciso só de você. - Ele disse me olhando nos olhos e os orbes dourados brilhavam sob a luz das velas.
Eu sorri com o que ele disse.
- Mas você não precisa ficar doente para ter esse remédio. - Eu disse acariciando seu rosto e mordi levemente seu queixo, o que o fez gemer baixinho. - Eu quero que fique bem logo.
- Eu estou bem... bem o suficiente para amar você.
Logo nossos gemidos puderam ser ouvidos junto com a música que não parara de tocar no aparelho de som, que fora programado para repetir o cd.
Nossa movimentação fazia pequenas ondas se formarem nas antes tranqüilas águas da banheira. As mãos de Sesshoumaru me seguravam firmemente pela cintura, enquanto eu movia meus quadris indo de encontro a ele fazendo nossos corpos tornarem-se quase um só. Nossos lábios saboreavam um ao outro enquanto gemidos intensos escapavam por eles.
Pouco depois o orgasmo já nos fazia perder os sentidos momentâneamente, desfrutando daquelas ondas de choque maravilhosas que percorriam nossos corpos.
- Aaah que delícia Sesshy! - Eu falei ainda ofegante me agarrando ao corpo dele, quente agora pela paixão que sentia.
Nós saímos da banheira e fomos para o quarto, onde eu imediatamente me deitei na cama. Sesshoumaru voltou ao banheiro para desligar o som e depois voltou ainda completamente nu. Eu o observei quando pegou o aparelho celular sobre o criado mudo e olhou as possíveis chamadas perdidas. A musculatura perfeita, me impressionava quando eu observava com mais cuidado com agora, eu não sabia como Sesshoumaru conseguia manter aquele físico se estava sempre no escritório.
- O que foi Rin? - A voz dele me despertou e eu sorri ao olhar para o rosto dele.
Sesshoumaru continuava de pé e me olhava com as sobrancelhas arqueadas tentando saber no que eu pensava.
- Eu só estava pensando... - Falei estendendo o braço, convidando-o a deitar-se ao meu lado, ao que ele logo atendeu.
Ele se deitou de lado assim como eu estava e ficamos de frente um para o outro. Eu fiz minha mão deslizar sobre o abdômen dele e sorri mais uma vez antes de concluir.
- Você sabe que eu adoro o seu corpo, não é? - Ele não respondeu, apenas continuou me olhando.
- Eu pensava em como você faz para manter esse corpo perfeito se passa quase todo tempo no escritório.
- Você não acha que eu me exercito muito, principalmente quando estou com você? - Eu podia ver a lascívia nos olhos dele, eu ri e mordi o lábio inferior olhando para ele. - Eu vou te mostrar, depois, como eu faço para manter a forma. Satisfeita? - Ele indagou deitando seu corpo sobre o meu.
Sesshoumaru voltou a me beijar com volúpia, eu sabia onde aquilo ia parar e posso dizer que não me importava nem um pouco com isso, muito pelo contrário.
Oi!
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Feliz Ano Novo galera!
Beijos!
