Oie!

Voltei com minha fic do coração atualmente. Estou adorando o rumo dessa história e sei que vocês também.

Aí está mais um capítulo com a pré-festa. É gente, a festa ainda não chegou, mas acalmem-se porque a espera valerá a pena.

Boa leitura!

Quinta-feira à noite e Sesshoumaru foi à casa de Rin para buscá-la. Eles iriam jantar fora e depois passariam a noite juntos.

Sesshoumaru percebeu durante o trajeto até o restaurante que Rin estava calada como normalmente não era, ele sabia bem o motivo, mas evitou tocar no assunto.

Quando chegaram ao local escolhido, Sesshoumaru escolheu, como normalmente fazia, a mesa mais reservada, onde podia dar toda atenção a sua Rin. Logo um dos garçons veio o encontro deles trazendo uma garrafa de vinho que foi servida ao homem para que degustasse, ele se mostrou satisfeito e o garçom tencionou preencher também a taça de Rin, mas ela recusou a oferta.

- O que foi Rin? – A voz suave dele fez com que a mulher erguesse os olhos para fitá-lo.

- Nada Sesshy, só estou um pouco cansada, hoje foi um dia estressante. – Ela respondeu com um ensaio de sorriso, acariciando a mãe dele por sobre a mesa.

- Devia provar o vinho então, vai ajudá-la a relaxar. – Ele falou movendo-se no assento estofado em que estava para ficar mais próximo dela.

Sesshoumaru a beijou levemente no rosto e Rin se virou para que os lábios de ambos pudessem se encontrar em um beijo calmo e gentil.

- Nós vamos para casa assim que terminarmos de jantar. – Ele falou quase em sussurro.

Rin apenas concordou com a cabeça, tudo que queria era tomar um banho e se deitar, tendo Sesshoumaru afagando seus cabelos até que ela dormisse.

Após o jantar como havia prometido, Sesshoumaru levou Rin diretamente para a casa dele. Demoraram apenas alguns poucos minutos para chegarem e logo que entrou no apartamento, Rin foi direto ao quarto dele, se livrando das roupas e indo direto para o chuveiro.

A jovem tomava seu banho tranqüilamente enquanto Sesshoumaru falava ao telefone no quarto, no que parecia ser uma chamada de negócios. Ele falava em números e índices da bolsa e etc...

Quando Rin saiu do banheiro vestia apenas um roupão felpudo e caminhou até a cama logo se deitando nela. Os dedos delicados alcançaram os cabelos prateados dele e o acariciaram enquanto ele ainda falava ao telefone.

Sesshoumaru encerrou a ligação e colocou o aparelho sobre o criado mudo ao lado da cama, se virou para a mulher e se inclinou sobre ela beijando-a nos lábios.

- Eu volto logo. – Disse antes de se levantar e caminhar até o banheiro já desabotoando a camisa social.

Minutos depois o homem voltava vestindo apenas cuecas pretas, os cabelos estavam soltos e caíam-lhe sobre as costas. Ele foi até a cama e acomodou seu corpo sobre o de Rin.

- Eu não gosto de ver você assim? – Ele falou fitando os olhos castanhos dela.

Rin sorriu e acariciou o belo rosto do namorado.

- Assim como?

- Você está chateada...

- Não Sesshy, eu tive um dia cheio, mas agora estou bem... aqui com você. – Falei erguendo a cabeça um pouco para alcançar os lábios dele.

- Eu sei exatamente o que fazer pra relaxar você.

Sesshoumaru me beijou e me acariciou da forma como só ele sabia fazer. Ele abriu o roupão que eu usava expondo meu corpo ao seu toque e me fazendo ficar toda arrepiada. A língua dele explorava minha boca e ele mordia meus lábios levemente me arrancando suspiros e baixos gemidos.

Nós fizemos amor de forma tranqüila e doce, os movimentos dele sobre mim eram suaves e cadenciados, e eu adorava isso. Depois de saciados adormecemos abraçados um ao outro, o próximo dia seria também de trabalho para ambos.

No dia seguinte, sexta-feira, eu já estava completamente conformada em não ir a festa. Além de não ter feito as compras que eu queria, estava cansada pela semana corrida que tive. Minha pretensão era a de passar o final de semana em casa com meu Sesshy ou no máximo sair para algum programinha light a dois. Sesshoumaru não havia mais tocado no assunto e eu assumi que ele só disse que iria a festa para me acompanhar, já que aparentemente esse tipo de coisa não o agradava.

Antes do horário do almoço quando eu ainda estava no trabalho, Sesshoumaru me ligou. Ele disse que teria que fazer uma viagem rápida à Hong-Kong.

- A que horas você vai? – Perguntei.

- Eu vou pegar o jatinho às 15hs, logo após o almoço que tenho com alguns sócios.

- Tudo bem. Nos vemos quando você voltar então. Você me liga mais tarde, pra avisar que chegou bem?

- Ligo sim minha Rin.

- Tá bom, vou esperar. – Eu disse sorrindo, adorava quando ele me chamava assim. – Ja ne Sesshy.

Saí do trabalho sem muita pressa naquele fim de tarde, afinal não tinha nada o que fazer. Resolvi caminhar um pouco pelas ruas do centro, comprar algumas coisas. Entrei numa loja em que eu adorava fazer compras, ela era especializada em chocolates e tinha dos mais variados tipos, combinações de sabores e originários de vários países. Meus preferidos eram os suíços e os belgas, ninguém consegue superá-los no que diz respeito a chocolates.

Comprei algumas variedades, sempre gostei de ter chocolate em casa para situações críticas, não há melhor remédio em minha opinião e depois saí da loja voltando a caminhar tranqüilamente. Passei em uma banca de flores e comprei lírios brancos, eu adoro flores e sempre que posso eu encho a casa com elas, é incrível o poder que elas tem de me tranqüilizar e animar meu dia.

Alguns minutos depois eu já estava à procura de um táxi que me levasse pra casa. Logo apareceu um cujo motorista era um sorridente senhor de cabelos brancos.

- Koninchiwa senhorita! – Ele me cumprimentou, assim que eu me acomodei no banco de trás.

- Koninchiwa! – Respondi educadamente.

O motorista indagou qual seria o destino e eu o informei, logo depois o carro entrou em movimento e os prédios passavam rapidamente pela minha visão através da janela.

Enquanto observava a cidade pela janela do carro ouvi a campainha do meu telefone tocar, retirei o aparelho e vi pelo visor que era Sesshoumaru.

- Oi meu amor! – Eu disse logo que atendi a chamada. – Chegou bem?

- Cheguei sim, foi um vôo tranqüilo e a estadia também promete ser.

- Que bom! Já sabe quando vai voltar?

- Amanhã no início da tarde. Não se preocupe minha Rin, eu não pretendo passar o final de semana longe de você.

A voz calma dele me dava um conforto inexplicável, mesmo quando estávamos assim tão longe um do outro.

- Eu não quero mesmo passar todo o final de semana sozinha Sesshy. Promete que vai voltar o mais rápido possível?

Ele sorriu.

- Eu prometo que o seu final de semana será esplêndido. Não se preocupe minha Rin, você não passará o final de semana sozinha.

- Ótimo! Nos vemos então quando você chegar?

- Sim, eu vou direto pra casa e espero que você esteja lá para me receber...

- Eu vou pensar... – Falei brincando.

- Vai pensar?? – Ele fingiu indignação e eu ri com gosto. – Então pense com carinho... eu tenho que ir agora, estão me esperando. Um beijo!

- Beijo!

Eu voltei a colocar o celular na bolsa e olhei para o motorista pelo retrovisor e ele tinha um sorriso singelo nos lábios. Eu sorri de volta.

Ao chegar em casa tomei um banho, arrumei as flores que havia comprado em um vaso e o coloquei na sala. Depois fui até a cozinha, onde estava disposta naquela noite a preparar algo para o jantar, nem que fosse apenas para mim.

Resolvi preparar uma salada bem colorida e saudável para acompanhar um frango grelhado. Uma comidinha leve, fácil de fazer e gostosa era tudo o que eu precisava naquela noite.

Enquanto retirava os ingredientes para preparar o meu jantar, ouvi som de passos e quando ergui meu rosto de dentro da geladeira para ver quem era, vi Kagome parada na porta da cozinha.

- Nossa, lembrou o caminho de casa!? – Perguntei irônica voltando a olhar para dentro da geladeira.

- Lembrei. – Ela respondeu puxando uma cadeira e se sentando. – Ai Rin-chan me desculpe, mas essa última semana foi muito agitada pra mim na faculdade, eu tive inúmeros trabalhos e como a casa do Inuyasha é mais perto do campus, ficar lá me facilitava.

- Tudo bem Kagome, eu entendo. Não estou reclamando.

- Eu estou tão cansada... – Minha prima falou suspirando. Que excelente atriz.

- Estou fazendo o jantar, ficará pronto em alguns minutos.

- Eu vou subir e tomar um banho, já volto. – Kagome disse já se colocando de pé e saindo da cozinha.

Minutos depois estávamos sentadas no sofá da sala comendo e assistindo tv, enquanto conversávamos.

- Fiquei surpresa quando a encontrei aqui, achei que sendo uma sexta-feira você estaria com Sesshoumaru. – Kagome disse antes de levar o hashi a boca.

- Ele viajou hoje à tarde, foi a Hong-Kong e só volta amanhã.

- Ah é? – Perguntou num tom inocente como se quisesse confirmar o que havia ouvido.

- É. – Respondi simplesmente e depois de alguns segundos indaguei. – Kagome, você ainda pretende ir a festa?

- Claro! Amanhã eu preciso descansar bastante e me produzir, já tenho hora marcada no salão à tarde. E você?

- Eu não vou mais, vou ficar em casa quietinha com o Sesshy. Vamos passar algum tempo curtindo um ao outro.

- Sesshoumaru não é muito chegado a festas, né?

- Não. Ele certamente prefere ficar em casa e como eu já perdi a vontade de ir à festa é o que nós faremos.

- Então seremos apenas eu e o Inu...

Terminado o jantar Kagome foi para a cozinha e lavou a louça, compensação por eu ter preparado o jantar para nós duas. Quando terminou de guardar cada peça em seu devido lugar, ela voltou à sala anunciando que iria dormir.

- Boa noite Rin-chan!

- Boa noite Kagome!

Minha prima subiu as escadas sorrindo, eu não sabia naquele momento o porquê e a olhei confusa, mas logo deixei de pensar nisso, provavelmente estava pensando em Inuyasha.

Sábado, nove da manhã, eu acabava de acordar e me espreguiçava na cama quando ouvi os passos de Kagome no corredor. Estranhei o fato dela estar acordada tão cedo num dia de folga, mas talvez fosse a excitação por causa da festa, ela estava muito animada.

Me levantei da cama ainda com uma certa preguiça e fui até o banheiro, onde me livrei do short-doll e liguei o chuveiro com água morna, molhei até os cabelos porque parecia que eu não queria acordar naquela manhã.

Minutos mais tarde desci as escadas rumo a cozinha de onde vinha um cheirinho maravilhoso de bolinho de arroz e chá, ao chegar a porta vi Kagome arrumando a mesa, ela cantava e dançava embalada pela música que tocava no rádio ligado ali.

- Oh, bom dia Rin-chan! – Ela disse ao notar minha presença.

- Bom dia! Quanta animação! Isso tudo é por causa da festa? – Indaguei me sentando em uma das cadeiras.

- É..é por causa da festa sim, vai ser tão kawaii, mal posso esperar. – Respondeu sorridente e me fitando.

- Espero que seja mesmo tão boa como você está esperando.

- Será Rin-chan, será...

Nos sentamos a mesa e desfrutamos do café da manhã enquanto conversávamos sobre assuntos triviais.

- Hoje o dia está lindíssimo e será noite de lua cheia, perfeita para um encontro e algumas surpresas. – Kagome falou sonhadora e eu a encarei estranhando o comportamento dela.

- Tá aprontando alguma para hoje à noite Kagome?

Ela sorriu.

- Essa noite eu provavelmente vou aprontar todas prima. – Falou num tom malicioso.

Nós duas gargalhamos com a declaração de minha prima, na minha opinião ela pensava em algo especial para ela e Inu fazerem e eu pretendia o mesmo com meu Sesshy, embora nem pensasse na festa como ela.

Cerca de uma hora mais tarde, já havíamos terminado o café da manhã. Kagome fora a seu quarto enquanto eu me dirigi à sala onde meu laptop estava sobre o sofá. Resolvi checar meus e-mails e responder a alguns que estivessem pendentes.

Antes mesmo de digitar a senha para acessar a página, ouvi a campainha tocar.

- Quem será? – Falei comigo mesma.

Levantei do sofá e caminhei devagar até a porta e a abri, a minha frente havia um homem vestindo um terno simples com uma caixa branca grande e algumas sacolas nas mãos.

- Bom dia! – Ele me cumprimentou. – Eu procuro a senhorita Kawasagi Rin.

- Já encontrou sou eu mesma.

- Ah senhorita! Eu tenho uma entrega.

- Pra mim? – Indaguei desconfiada, pude reconhecer que aquelas sacolas eram de lojas de grifes famosas.

- Sim. – O homem me respondeu. – Está escrito aqui nesse cartão. – Ele indicou o envelope que estava pregado à caixa e eu o peguei. De fato era o meu nome escrito ali.

- Por favor, coloque tudo aqui. – Eu pedi indicando ao homem a sala onde ele poderia colocar tudo aquilo sobre o sofá.

- Precisa que eu assine alguma coisa? – Perguntei sem olhar para o homem, ainda fitando aquela caixa e as sacolas.

- Não senhorita, não é necessário.

- Certo.

- Se me der licença, eu tenho que ir agora senhorita.

- Claro. – Eu o acompanhei até a porta. – Obrigada!

- Não há de que.

Fechei a porta logo depois que aquele homem saiu e ainda tinha o envelope lacrado nas mãos. Quando voltei a sala vi que Kagome estava lá e sorria olhando a minha óbvia confusão.

- Recebendo presentes há essa hora Rin-chan?

- É.

- Você não vai abrir?

- Primeiro eu vou ler isso. – Falei mostrando a ela o cartão que eu já tinha retirado do envelope.

Bom dia minha Rin!

Não fique zangada comigo, mas eu andei enganando você nos últimos dias e fui ajudado pela sua prima.

Meu olhar se estreitou e eu olhei para Kagome quando li a primeira sentença.

Eu fiquei feliz em ver como você ficou animada ao receber o convite para a festa da Ayami, poucas vezes vi você tão excitada em relação a algo assim.

Depois de tantas tensões por causa do curso e do trabalho achei que você merecia esse momento de descontração e folga dos problemas diários, mas você me surpreendeu novamente ao desistir subitamente de ir à festa. Eu sabia o motivo, porque afinal fiz Kagome fugir de você durante toda a semana, mas esperava que em algum momento você se abrisse comigo e me contasse o que a incomodava.

Kagome me disse que vocês haviam combinado de fazerem compras para irem à festa e eu a convenci a despistar você durante esse período porque eu queria te fazer uma surpresa, queria presenteá-la com o que eu considerei ser o vestido perfeito e é isso o que você está recebendo agora entre outras coisas que você precisará, é um presente e quero que você o aceite.

Rin, eu quero que vá a festa, quero vê-la se divertir e se mostrar maravilhosa naquele salão como se mostra todos os dias aos meus olhos.

Eu saí da loja imaginando você nesse vestido e estou contando as horas e os minutos para ver o que minha imaginação concebeu se concretizar.

Eu voltarei a tempo para levá-la a festa, então fique preparada minha Rin.

Seu,

Sesshoumaru

Ao terminar de ler o cartão ergui meus olhos para Kagome e ela tinha um sorriso enorme nos lábios. Eu ainda estava em choque e emocionada com o que meu Sesshy tinha feito. Como ele podia ser tão maravilhoso?

- Rin abra logo esses presentes, eu tô ficando nervosa. – Kagome disse impaciente.

- Você armou pra mim Kagome. – Falei fingindo mágoa.

- Ah Rin-chan! Foi por uma boa causa. – Ela disse se aproximando de mim e me abraçando. –Me desculpe.

- Eu desculpo por enquanto. – Falei voltando a sorrir e me sentei no sofá onde comecei a abrir meus presentes.

A primeira coisa que peguei foi a caixa branca, dentro dela havia uma outra caixa em um tom de prata com letras pretas grafadas eu a abri e depois retirei o papel de seda que cobria seu conteúdo.

- Ah Kami-sama! – Foi minha primeira exclamação ao fitar o tecido vermelho vibrante. Sorri e levei minha mão ao tecido sentindo sua maciez e suavidade.

Ergui o vestido e me coloquei de pé aproximando-o do meu corpo para ver como ficaria.

Ele era todo em seda vermelha com um decote razoável que valorizava o busto e o colo. As alças percorriam os ombros até as costas cruzando-se na parte superior desta. O decote nas costas era bastante ousado e deixaria boa parte da pele à mostra, mas na medida certa, assim como o cumprimento que era sensualmente curto, mas sem ser vulgar

O tecido recebera aplicações em tons prateados e cristais milimétricos que pareciam pequenas gotas de água, conferindo um brilho lindo e discreto ao modelo.

- É lindo, não é Rin-chan?

- É maravilhoso! Você o ajudou a escolher?

- Eu? Não, eu só o acompanhei, ele escolheu tudo até os mínimos detalhes.

- É lindo, lindo, lindo... – Repeti várias vezes demonstrando minha euforia.

- Espera só até ver o restante das coisas que ele comprou pra você.

Eu coloquei o vestido cuidadosamente sobre a outra poltrona que estava vazia e voltei minha atenção para as sacolas. De uma delas retirei uma caixa muito bonita, que eu sabia ser de sapatos.

Me deparei com sandálias prateadas adornadas com pedras de cristais, as tiras finas conferiam delicadeza ao modelo e o salto alto lhe dava imponência e leveza. As calcei prendendo logo depois a fivela aos tornozelos e dei alguns passos pela sala vendo como se ajustavam.

- Ficaram lindas! – Falei e Kagome concordou com um aceno de cabeça.

Em outra sacola havia uma pequena bolsa de mão que combinava perfeitamente com as sandálias, meu Sesshy havia pensado em tudo.

- Falta ainda uma coisa. – Kagome falou vendo que eu não havia percebido uma pequena bolsa que ainda estava sobre o sofá.

Eu peguei a bolsa e vi que havia um estojo dentro em formato retangular, olhei para Kagome de forma insegura e ela me incentivou.

- Vamos, abra.

Eu abri o estojo e me deparei com um conjunto composto por colar e brincos. Ouro branco cravejado com delicados diamantes, que brilhavam intensamente sob a luz do ambiente.

- Meu Deus! – Disse em espanto e levei minha mão a boca. – Kagome essa é uma jóia caríssima.

- Eu sei, eu estava lá se lembra? Parece que seu namorado não tem preocupação em gastar dinheiro.

- Eu não posso aceitar. Não posso deixar que ele me dê um presente desses.

- Hummm.. quero ver você convencê-lo do contrário. Rin não faça essa desfeita, ele escolheu com tanto carinho, procurou por algo que fosse a sua cara.

- Eu sei, mas isso é demais Kagome.

- Não é demais quando se tem o poder aquisitivo que ele tem e nem quando se ama alguém como ele ama você.

Olhei para Kagome e sentia meus olhos lacrimosos.

- Ele ama você Rin, ama muito. – Minha prima repetiu.

Eu sei que Sesshoumaru me ama, ele já me disse isso e eu acredito, mas em certas ocasiões minha insegurança teima em se sobrepor a minha certeza e eu sofro calada com isso.

- Que horas são? – Perguntei.

- Onze horas. – Kagome me respondeu.

- Eu preciso falar com ele, mas há essa hora ele ainda deve estar em reunião.

- Rin você não vai brigar com ele, vai? – Kagome me perguntou séria.

- Não Kagome. Eu posso ter alguma razão pra brigar com esse homem? – Falei me jogando no sofá.

- Não. Você pode fazer muitas coisas com ele, menos brigar.

- Ai não!

- O quê?

- Como é que eu vou a festa assim? – Indaguei mostrando minhas mãos com unhas que não estavam feias, mas não tratadas o suficiente para uma festa. – E o meu cabelo?

Kagome riu.

- Qual é a graça Kagome?

- Nós temos hora marcada no salão da Yuria, não se preocupe Rin-chan.

- Nós temos?

- Sim. Eu já tinha pensado nisso e marquei hora para nós duas quando liguei para o salão no início da semana.

- Tudo muito bem planejado não é senhorita Higurashi. Você e seu cunhado foram cúmplices nesse complô. Inuyasha sabia sobre isso?

- Sabia. Ele não participou, mas sabia de tudo. Eu não escondo nada do meu Inu, você sabe.

- Sei.

Mais tarde, antes do almoço eu liguei para Sesshoumaru, ele havia me dado o telefone de onde ele estaria, mas ao discar uma mulher atendeu falando em inglês e eu respondi da mesma forma.

- Boa tarde senhorita! Em que posso ajudá-la?

- Boa tarde! Eu gostaria de falar com o senhor Taisho Sesshoumaru, por favor.

- É a Senhorita Kawasagi?

- Sim.

- Ah senhorita! O senhor Sesshoumaru saiu, mas pediu que eu transferisse a ligação para o celular dele caso a senhorita ligasse. Aguarde um instante, por favor.

- Sim.

Alguns segundos depois eu pude ouvir a voz grave dele.

- Moshi moshi!

- Olá Senhor Sesshoumaru! – Falei com uma voz afetada imitando a mulher que havia falado comigo segundos antes, ela tinha um sotaque britânico, muito comum na ilha de Hong-Kong, havia muitos ingleses lá.

Sesshoumaru sorriu ao me ouvir eu pude perceber.

- Olá minha Rin! Estava imaginando quando você iria me ligar.

- O senhor é muito danadinho, sabia? Se associou a Kagome para me enganar...

Ele sorriu mais uma vez e eu pude ouvir o som de uma buzina ao fundo.

- Sesshy você está dirigindo?

- Estou.

- Então eu vou desligar e depois nos falamos.

- Não precisa Rin, o aparelho está no viva-voz. Minhas duas mãos estão no volante, eu juro.

Eu me acomodei melhor no sofá que estava agora livre das caixas e sacolas que já tinham sido levadas para o meu quarto.

- Sesshy por que fez isso? – Perguntei com a voz mais manhosa do que eu pretendia.

- Porque eu quis. Eu tenho direito de presentear minha namorada não tenho?

- Tem, eu acho...

- Você não gostou?

- Eu amei. Você soube exatamente o que eu estava querendo como se tivesse lido a minha mente.

- Fico feliz em ouvir isso. Você merece cada uma dessas coisas.

- Eu adorei tudo, de verdade... mas Sesshy... as jóias...

- O que tem as jóias, você não gostou?

- São lindas amor, mas acho que elas são demais...

- Elas são perfeitas, dignas de serem usadas pela minha hime.

- Você é mesmo inacreditável, sabia? Por onde andou todo tempo antes de eu conhecê-lo?

Ele voltou a sorrir.

- Eu esperava o momento certo de aparecer.

- Ah é?

- É. – Ele respondeu simplesmente. – Eu preciso dizer uma coisa Rin, eu vou me atrasar mais tarde. Parece que houve um problema no aeroporto no qual desembarquei, então terei que conseguir um vôo em outro local.

- Acha que vai conseguir chegar a tempo? Eu não vou à festa sem você.

- Claro que não. Eu vou chegar a tempo com certeza, só não posso precisar a hora. Eu liguei para Inuyasha, ele sabe que vou me atrasar. Vá a festa com Inuyasha e sua prima eu encontro vocês lá.

- Tem certeza Sesshy?

- Tenho sim. Inuyasha ficará de olho em você.

- Como uma babá ou um cão de guarda?

- Um pouco dos dois.

- Tudo bem Sesshy, eu vou fazer como você quer.

- Certo. Você tem um compromisso agora à tarde, não tem?

- Meu Deus! Até isso vocês tramaram!?

- Eu não tenho nada a ver com isso. – Ele respondeu rindo.

- Sei... Nós vamos conversar melhor sobre isso quando nos encontrarmos.

- Tudo bem, nos vemos à noite então.

- Até mais tarde.

Algum comentário?

Eu amo esse Sesshy e como todas disseram em seus reviews, eu quero um desse pra mim.

Beijos e até a próxima!