E continua o fim de semana dos sonhos de nossa querida Rin-chan.

Aproveitem!

Depois que assistimos aquele espetáculo da natureza, ainda estávamos deitados sobre o futon e eu sentia Sesshoumaru afagar meus cabelos. Eu sentia o quanto a respiração dele estava tranqüila pelos movimentos compassados do seu peito, onde minha cabeça estava apoiada.

- Rin? – Ouvi a voz serena dele chamar.

- Hum?

- Você não está querendo dormir, está?

Eu sorri com a pergunta dele. Manter-se acordada era uma tarefa difícil já que eu passei a noite em claro e com os carinhos dele isso se tornava quase impossível. Ergui minha cabeça para fitá-lo, encontrando aqueles lindos orbes dourados ainda mais brilhantes sob a luz do sol.

- Com você me acariciando assim eu vou acabar dormindo. – Falei com o queixo apoiado em seu peito.

- Nem pensar, eu quero você bem acordada senhorita Kawasagi. – Falou sorrindo e colocando uma mecha do meu cabelo desalojada pelo vento, atrás da minha orelha. – Eu sei de uma ótima forma de manter você acordada. – Falou num tom malicioso.

Sesshoumaru se levantou e após ficar de pé estendeu a mão para que eu a pegasse. Eu o olhei desconfiada.

- Venha. – Ele pediu.

Entreguei minha mão a ele e me levantei. Sesshoumaru tomou meus lábios de forma voraz, o que me fez gemer. Nos beijamos por um longo tempo até não termos mais ar. Eu o senti fazer a blusa que eu usava deslizar pelo meu corpo até alcançar o chão. Os lábios dele tocaram meu ombro delicadamente.

- Vamos dar um mergulho. Está muito calor aqui...

- Está? – Indaguei sorrindo e ele correspondeu com um de seus mais belos sorrisos.

- Você não está sentindo? – Perguntou provocador e passou a língua sensualmente nos meus lábios.

Logo após mais essa provocação Sesshoumaru virou as costas e mergulhou no mar de águas claras a nossa frente. O iate estava ancorado desde que chegáramos àquela área e paramos para apreciar o nascer do sol.

Ele mergulhou e emergiu logo depois. Os cabelos naturalmente claros, com os fios encharcados grudados à pele alva que cobria aquele corpo musculoso.

- Você não vem? A água está ótima.

Eu me aproximei da borda e fui ao encontro dele, mergulhando na água que de fato estava com uma temperatura agradável.

Nadamos um pouco, nos beijamos e trocamos carícias que não podiam ser observadas por ninguém. Estávamos sozinhos e fizemos bom uso disso.

Ficamos em silêncio contemplando um ao outro por alguns segundos. Sesshoumaru acariciava meu rosto e eu admirava o dele. Eu sorri.

- Você é maravilhoso, sabia? – Eu disse após beijá-lo mais uma vez e o abracei, sentindo sua respiração compassada soar no meu ouvido.

- É você quem faz isso. – Ele falou após algum tempo de silêncio.

Eu me afastei um pouco dele, o suficiente para fitá-lo e minha expressão era a de quem não havia entendido o que ele queria dizer.

Sesshoumaru tinha uma das mãos em volta da minha cintura e a outra ele levou ao meu rosto acariciando-o com ternura.

- Você me tornou um homem melhor. – Concluiu me olhando nos olhos.

Eu sorri ao ouvi-lo falar e retribuir a carícia feita em meu rosto.

- Eu espero também poder me tornar uma mulher melhor com você.

Voltamos a nos abraçar e ele me envolveu fortemente nos braços.

- Eu te amo.

As palavras ecoaram naquele lugar silencioso.

Duas horas mais tarde ancorávamos na marina de uma pequena ilha, que depois eu soube ser uma das Ilhas Izu. O lugar era absolutamente paradisíaco, Sesshoumaru e eu caminhamos até alcançar a praia e depois de mais alguns minutos avistamos uma linda construção. Era uma bela casa de praia e na entrada principal pude ver um casal de meia idade que nos sorria gentilmente.

- Ohayou Seshoumaru-sama! – Os dois o cumprimentaram.

- Ohayou Goshin-san, Miuki-san! – Sesshoumaru respondeu ao cumprimento. – Esta é Kawasagi Rin.

- Muito prazer senhorita.

- O prazer é meu. – Disse sorrindo para o simpático casal.

- Sejam bem vindos! Vamos entrar, por favor.

Nós entramos na casa seguindo o casal e eu pude ver o quanto era linda por dentro assim como no exterior. Uma grande sala com móveis de vime e decoração em tons de verde e branco.

- Como estão as coisas por aqui? – Ouvi Sesshoumaru perguntar.

- Está tudo na mais perfeita ordem e tranqüilidade.

- Tranqüilo até demais eu diria. O senhor e a senhora Taisho não vieram mais aqui e nem vocês. – Miuki-san disse.

- Meus pais entraram em uma espécie de férias por tempo indeterminado. Eles resolveram viajar pelo mundo e quase nunca estão no Japão agora. Quanto a mim e ao meu irmão, estamos trabalhando demais...

- Eu imagino. Eu soube que assumiram a empresa. – Goshin-san indagou.

- É verdade.

- Está tudo em ordem Sesshoumaru-sama os quartos estão preparados e vocês encontrarão tudo o que precisarem nos banheiros.

- Obrigado Miuki-san. Nós vamos descansar um pouco antes do almoço.

- Se quiserem posso providenciar o café da manhã?

- Não é preciso. Nós comemos no caminho para cá. – Sesshoumaru disse.

- Certo. Eu as chamo quando o almoço estiver pronto.

- Ótimo. Venha Rin, eu vou levá-la até o quarto.

Sesshoumaru me estendeu a mão e eu o segui.

- Com licença. – Disse sorrindo ao homem e a mulher que me olhavam com certa curiosidade.

Andamos por alguns metros através de um corredor e logo alcançamos uma porta de madeira. Sesshoumaru a abriu e permitiu que eu entrasse primeiro no quarto.

O quarto era muito espaçoso e todo decorado em branco. A espaçosa cama era feita de um material que imitava o bambu, sobre ela havia uma colcha branca lindíssima. Um espelho grande estava colocado em uma das paredes e na direção oposta à cama ficava a porta corrediça de vidro transparente. Eu caminhei até lá e vi maravilhada que dali podia observar o mar claramente. A faixa de areia da praia estava a apenas alguns metros de distância do jardim da casa.

Sesshoumaru se aproximou de mim e me abraçou por trás e eu senti seus lábios tocarem a pele do meu pescoço.

- Que lugar é esse Sesshoumaru?

- Essa casa é dos meus pais. Eles a compraram quando eu ainda era criança, da filha de um falecido magnata. Costumávamos passar férias aqui.

- Esse lugar é lindo. Essa paz é algo inestimável.

- É. Eu gosto desse ambiente tranqüilo também, mas não em caráter permanente.

- Sei. Só para descansos esporádicos, não é? – Indaguei sorrindo, inclinando minha cabeça para trás a apoiando no ombro dele.

- Isso mesmo... ou pra ficar sozinho com você, sem a interferência de ninguém.

Eu girei meu corpo entre os braços dele e me coloquei de frente para beijá-lo.

- Que tal nós tomarmos um banho, hum? – É impressionante como Sesshoumaru se torna manhoso quando quer algo. E isso absolutamente não me desagrada, ao contrário, eu adoro quando ele se comporta como um garotinho pedindo por um doce.

- Vamos sim tomar banho Sesshy. – Respondi sorrindo e voltei a beijá-lo.

Entramos no banheiro e Sesshoumaru ficou recostado à bancada da pia enquanto eu me despia. Ele me observava atentamente e era como se eu estivesse fazendo um strip-tease para ele. Eu sorria maliciosamente enquanto ele me encarava com os braços cruzados sobre o peito. Vi ele umedecer os lábios passando a língua sobre eles e os olhos brilhavam de desejo, exatamente como quando ele me viu na boate.

- Vem aqui, vem? – Eu o chamei e ele logo me atendeu.

Quando toquei a pele dele parecia que um vulcão corria em suas veias. Eu o fiz retirar a camiseta que usava e seus músculos logo se contraíram. O olhar dele estava fixo em mim e eu podia jurar que uma película modificara a cor dos orbes dourados que eu tanto amava.

Não houve palavras naquele momento, apenas a certeza do quanto desejávamos um ao outro. Nossas respirações estavam alteradas e entravam em choque uma com a outra na medida em que nos aproximávamos mais.

Eu estava completamente nua, mas Sesshoumaru ainda estava vestido com a bermuda e o calção de banho. Minhas mãos deslizaram habilmente pelo tecido livrando-o da única coisa que me impedia de sentir a pele dele na minha.

Sesshoumaru me ergueu nos braços e encostou meu corpo ao espelho sobre a bancada, logo executávamos mais uma vez aquela dança ritmada com nossos corpos movendo-se juntos para cima e para baixo. Os olhos dele continuaram fixo aos meus ainda que o prazer nos fizesse quase levitar.

Minha boca buscou a dele sedenta e um grito deixou minha garganta quando ele me fez mais uma vez alcançar os céus.

Logo depois, o som dos gemidos dele preenchia aquele ambiente. As mãos estavam apoiadas no mármore da bancada e a apertavam fortemente, enquanto minhas pernas circundavam a cintura fina e os quadris arremetiam intensamente contra o meu corpo.

Quando a tensão em seu corpo foi aliviada, Sesshoumaru me abraçou fortemente. Eu o senti morder levemente meu ombro e gemi fingindo sentir dor. Ele desfez o abraço e olhou para mim com um sorriso tão maravilhoso que aqueceu meu coração ainda mais. Levei minhas mãos ao lindo rosto do meu príncipe onde gotas de suor escorriam e o beijei com intensidade. Nos beijamos pelo que pareceram ser horas, até que finalmente entramos no box para tomarmos nosso banho.

Sob o chuveiro, sentindo a torrente de água escorrer por nossos corpos, continuamos a nos beijar e a sentir o calor do corpo um do outro. Estranhamente durante aquele tempo nada foi dito por nenhum dos dois. Nos comunicávamos pelo toque e pelo olhar, através das carícias e dos beijos expressávamos nosso amor uma pelo outro e o desejo de estarmos assim para sempre.

Minutos mais tarde, já de volta ao quarto, estávamos vestidos com roupões felpudos de banho. Sesshoumaru tocou meu rosto com carinho e beijou a ponta do meu nariz.

- Você está cansada, não é? Quer dormir um pouco? – Indagou olhando em meus olhos que provavelmente estavam vermelhos de sono.

Eu apenas fiz que sim com a cabeça e tenho a certeza de que parecia uma criança ao fazê-lo porque ele sorriu imediatamente depois.

- Vamos descansar até o almoço, ainda faltam algumas horas. – Ele falou caminhando até a porta corrediça e a fechando, depois fez o mesmo com as cortinas fazendo com que o quarto ficasse escuro, perfeito para o sono.

Eu estava sentada na cama e Sesshoumaru logo veio para o meu lado e se deitou indicando para que eu fizesse o mesmo. Me deitei ao seu lado e logo comecei a sentir meu olhos pesarem enquanto fitava os olhos dele e o sentia acariciar meu rosto. O hálito quente dele tocava minha face, tão próximos estávamos um do outro. O sono estava me dominando, mas antes que eu me desligasse totalmente do mundo a minha volta ouvi doces palavras soarem ao meu ouvido.

- Eu te amo, minha Rin...

Tá calor aí gente???

Não, né?? Imagina.

Vejamos... quantas pessoas aí estão achando que Sesshy vai pedir Rin em casamento?? Sei não, mas acho que Sesshy não é do tipo homem de família...

Aguardo reviews.

Beijos!