Oi pessoal!

Já vi que haviam especulações sobre um possível sequestro da autora por causa do meu sumiço, mas não é nada disso. A verdade é que estou absolutamente sem tempo para escrever, meus dias têm sido muito agitados e agora só posso escrever nos finais de semana e postar só depois de estar convencida de que a história está boa. Por isso peço que desculpem a demora e estejam avisados de que nesse momento eu não poderei manter a mesma freqüência de antes, mas fiquem tranqüilos porque as histórias irão continuar.

Aí está mais um capítulo, fechando finalmente o final de semana mágico de nossa heroína.

Boa leitura!


No final da tarde, naquele mesmo dia estávamos de volta à casa. Eu estava sentada na varanda contemplando o pôr-do-sol enquanto Sesshoumaru tomava banho. Estava arrumada em um vestido branco com estampas de folhas verdes longo e de tecido leve. Calçava sandálias rasteiras também brancas.

Minutos depois Sesshoumaru saiu do banheiro enrolado em uma toalha azul marinho. Ele enxugava os cabelos enquanto algumas gotas d'água percorriam sua musculatura e eram barradas pelo tecido felpudo em sua cintura.

A pele de Sesshoumaru assim como a minha estava levemente corada pela exposição ao sol apesar de termos usado devidamente o protetor solar. Eu me virei para ele ao perceber que seu olhar estava fixo em mim e sorri.

- O que foi? – Indaguei ainda sentada na confortável cadeira estofada.

- Estava admirando você aí tão pensativa.

- Humm... esse lugar é tão maravilhoso que me dá pena ter que ir embora. – Falei me levantando e caminhando de volta ao quarto. Sesshoumaru já havia vestido a calça jeans e agora calçava os sapatos.

- Você gostou tanto assim daqui? – Ele falou com a voz suave sentado na cama.

- Adorei.

Eu parei de frente para ele e Sesshoumaru me puxou pela cintura fazendo com que eu me sentasse em seu colo. Com a mão esquerda eu passei a acariciá-lo na nuca.

- Se você quiser, nós podemos voltar aqui com mais calma, quando tivermos mais tempo disponível. – Ele falou e depois me beijou levemente.

- Seria ótimo passar alguns dias aqui com você.

- Faremos isso quando tudo estiver mais calmo na empresa. Inuyasha vai assumir a vice-presidência em breve e isso vai aliviar um pouco as coisas para mim.

- Aliviar??

- Sim. Ele é meu irmão e eu posso delegar a ele poderes e tarefas que eu não confiaria a mais ninguém. – Me explicou com a tranqüilidade habitual. Mais uma vez eu pensei na pressão a que ele era submetido todos os dias comandando aquele império.

Sesshoumaru não parecia incomodado com essa pressão, ao contrário, todas as vezes que falava sobre a empresa eu notava certo entusiasmo em sua voz. Ele gostava do que fazia e era perfeito para a função.

Eu me levantei de seu colo para permitir que ele terminasse de se arrumar e voltei para a porta que levava à varanda. Logo depois ele já havia vestido a camisa de botões em um tom azul muito claro e dobrou as mangas até a altura do cotovelo. Senti os braços dele me envolverem pela cintura e a boca tocar meu pescoço aplicando beijos seguidos.

- Vamos? – Falou ao meu ouvido. Eu apenas concordei com um aceno de cabeça e me virei aplicando um beijo rápido nos lábios dele.

- Nós vamos voltar de barco?

- Não. Meu carro está aqui, foi trazido na sexta-feira quando eu viajei.

- Você tinha mesmo tudo bem planejado, não é?

- Tudo... – Respondeu sorrindo e voltou a me beijar.

Saímos da casa após nos despedirmos do casal que tão gentilmente havia nos recebido e após colocarmos nossas coisas no banco de trás do carro, entramos no veículo e Sesshoumaru logo deu a partida.

A viagem de volta seria relativamente longa, com cerca de duas horas de duração, então durante o trajeto ouvíamos música e conversávamos sobre assuntos diversos. Vez ou outra trocávamos carinhos rápidos para que Sesshoumaru não se distraísse da direção.

- Acha que Kagome e seu irmão chegaram bem em casa? – Perguntei depois de algum tempo ao me lembrar do estado levemente alterado do meu amigo.

- Kagome foi dirigindo para garantir isso. – Sesshoumaru me respondeu. – Eles estão bem com certeza.

Ao chegarmos à cidade logo avistamos as luzes que iluminavam as casas e os prédios, além das ruas. O trânsito estava tranqüilo naquela noite de domingo por isso não demoramos a chegar.

- Você quer ir para casa? – Ele perguntou enquanto ainda dirigia.

- Eu tenho que ir. Amanhã infelizmente nós voltamos à nossa rotina, eu trabalho você também e minhas coisas estão todas em casa. - Sesshoumaru permaneceu calado enquanto percorríamos as ruas e pouco depois chegamos.

Eram oito horas daquela noite quando Sesshoumaru estacionou o carro na frente da minha casa. Ele deitou a cabeça no encosto do banco do carro, assim que este foi desligado. Eu removi o cinto de segurança e me virei para ele, sorri quando vi a cara de contrariado que ele exibia.

- Você quer que eu vá para casa com você? – Perguntei acariciando o rosto dele.

- Não. – Respondeu ainda de olhos fechados e após alguns segundos concluiu. – Você está certa. Temos trabalho amanhã e você provavelmente tem coisas para organizar. – Disse, dessa vez olhando para mim.

- É verdade. Eu tenho que ver minha agenda e preparar o material para a reunião que terei amanhã à tarde.

Saímos do carro e Sesshoumaru me ajudou a pegar minhas coisas que estavam no banco de trás. Uma bolsa de viagem em couro preta continha minhas roupas que eu usara durante aquele dia na praia, as jóias, minhas sandálias e o vestido estava em um cabide. Ele me acompanhou até a porta e eu a abri colocando a bolsa que ele me entregou em um canto no chão e o vestido eu coloquei sobre um móvel ali na entrada.

Nos abraçamos em despedida e ficamos assim por alguns minutos.

- Você cumpriu com sua promessa... meu final de semana foi realmente esplêndido.

Ele soltou o abraço para me olhar nos olhos.

- Nós teremos outros tão bons quanto esse, eu prometo.

- Promete? – Indaguei enquanto colávamos nossas testas uma na outra fazendo assim nossos narizes roçarem levemente um no outro.

- Prometo.

Nossos lábios se encontraram mais uma vez ali mesmo na porta de casa, sem que nos importássemos se havia algum vizinho indiscreto olhando.

- Eu vou cobrar isso, hein? - Ele apenas concordou com a cabeça.

- Eu já vou. Descanse, ouviu?

- Sim senhor. – Falei imitando um soldado que se reporta ao seu superior. Um sorriso discreto surgiu na face dele enquanto acariciava meu rosto.

- Boa noite Rin!

- Boa noite!

Trocamos mais um beijo e depois o vi caminhar de volta até o carro e partir dali. Apenas quando o vi desaparecer no final da rua é que entrei em casa trancando a porta.

- Ai que lindo! – Uma voz chamou minha atenção.

- Não achei que fosse encontrar você em casa.

- Eu sei, mas eu precisava finalizar um trabalho que eu devo entregar amanhã, então pedi ao Inuyasha que me trouxesse para casa à tarde. Ele ficou aqui um pouco depois foi para casa descansar.

- Hmmm... – Murmurei indicando entendimento.

- Tá com fome? – Kagome perguntou.

- Na verdade não.

- Eu estava preparando um lanche. Um sanduíche leve com um suco.

- Acho que vou tomar um suco. Se ficar sem me alimentar é provável que acorde durante a noite com fome.

- É verdade, então vamos.

Nós fomos até a cozinha e nos sentamos à mesa. Kagome acabou me convencendo a comer um sanduíche, ele estava realmente apetitoso. Depois que terminamos o lanche, cuidamos da louça e eu voltei à sala onde peguei minhas coisas e me dirigi ao meu quarto. Minha prima me seguiu, aparentemente ela queria conversar mais.

- E aí como foi o final de semana? – Ela perguntou enquanto eu ajeitava algumas coisas no quarto.

- Em uma palavra? Perfeito. – Eu respondi sorrindo.

- Imaginei. Sesshoumaru aprontou mais surpresas para você, não é?

- Sim. Quando saímos da boate fomos de carro até a marina de Tóquio e lá pegamos um iate e fomos passear. Nós vimos o alvorecer em alto mar, tudo tão romântico e lindo. – Eu suspirei da forma mais clichê possível ao dizer isso. – Depois ele me levou a um lugar lindo, um verdadeiro paraíso nas ilhas Izu.

- Ah! A casa de praia dos pais deles...

- Você já esteve lá?

- Ainda não, mas Inuyasha me falou a respeito e disse que me levaria para conhecer.

- Kagome aquele lugar é o paraíso na terra. Uma paz indescritível e a natureza exuberante são de cair o queixo.

- Imagino... eu sou louca para conhecer.

- Enfim foi tudo maravilhoso e perfeito no meu final de semana. E quanto ao seu, Inuyasha não preparou nada especial?

- Hummm... nós não fomos a nenhum lugar diferente, mas ele estava tão doce comigo, tão amoroso.

- Mas isso ele é sempre, não?

- Sim. Ele é sempre um amor comigo, mas além disso... – Kagome pareceu hesitar um pouco, o que chamou minha atenção.

- O que? – Perguntei curiosa.

- Rin-chan, ele estava absolutamente insaciável. Ficou me provocando o caminho todo até a casa dele e quando chegamos, ele me arrastou para a piscina coberta. Quando percebi já estava nua.

Eu ri ao ouvir minha prima falar.

- É sério Rin! Ele estava com um fogo incontrolável.

- Desde quando isso incomoda você? Você sempre foi "foguenta" também.

- Eu sei e isso não me incomoda de jeito nenhum. Eu adorei todas as vezes que nós fizemos amor naquela casa.

- Kagome, vocês transaram pela casa toda? E quanto a Izayoi-sama e Oyakata-sama?

- Eles não estavam lá Rin, fizeram uma viagem. E nós não fizemos sexo pela casa toda, porque afinal ela é grande demais.

Nós duas gargalhamos com a idéia.

- Você é louca Kagome? E quanto aos empregados, e se alguém visse vocês?

- Nós fomos cuidadosos, mas aquela é a casa dele, nada do que ele fizer diz respeito aos empregados.

- Nesse ponto você tem razão.

- Mas ele foi maravilhoso. É sempre bom estar com ele, mas nesse final de semana meu Inu se superou. - Kagome disse suspirando. - O que esse sorriso seu significa, hein? – Perguntou ao ver a minha expressão.

- Nada.

- Nada não. Alguma coisa você tem para contar. – Ela insistiu sentada em minha cama.

- Nada de mais Kagome... só que o Sesshoumaru também estava bastante inspirado, entende?

Kagome riu com vontade e se deitou entre os meus travesseiros, enquanto eu pegava meu pijama para vestir depois do banho.

- O que será que houve com os irmãos Taisho? Será que foi a lua?

- Eu sei o que houve com eles. Nós. Nós acontecemos. – Respondi com uma confiança que certamente surpreendeu minha prima. – Eu vou tomar um banho Kagome, depois preciso preparar algumas coisas para amanhã antes de dormir.

- Tudo bem. Eu já vou indo para o meu quarto, também estou cansada e amanhã tenho que acordar super cedo. Boa noite Rin-chan.

- Boa noite Kagome.

Minha prima saiu do meu quarto indo em direção ao seu próprio e eu fui tomar um merecido banho. Minutos depois já estava vestida com meu pijama e de volta ao quarto verifiquei algumas coisas no meu computador, revi minha agenda e me joguei na cama depois de retirar a colcha.

Dormi rapidamente naquela noite, estava muito cansada. O final de semana havia sido maravilhosamente cansativo e agora terminaria com uma boa noite de sono.


Voltei!

Sei que tem gente decepcionada por aí, muitos esperavam que uma proposta de casamento fosse feita. Eu entendo, mas devo dizer que ainda não vejo casamento na vida desses dois. Alguém disse e eu concordo que ainda é muito cedo. Eles se amam sim, disso não há dúvidas, mas um casamento não é feito só disso. Eles precisam conhecer melhor um ao outro e terem certeza do que querem antes de tomar essa decisão tão importante.

Ai, cá estou eu filosofando sobre casamento... quem sou eu para falar disso? rsrsrs

Vimos aqui que não foi só o final de semana de Rin que foi bom, não é? Kagome também passou momentos maravilhosos com seu Inu. Isso ainda vai dar o que falar...

Quero agradecer muito pelos reviews que recebi, todos foram maravilhosos e eu pude ver novas pessoas que estão se juntando a nós. Obrigada meninas!

Recadinhos:

Nathy, Nathy você é muito exigente, mas eu gosto disso. Infelizmente não vou postar dois capítulos porque eu ainda não defini se o outro está como eu quero. Vou pensar mais um pouco sobre ele antes de postar e assim eu garanto que vocês não irão se arrepender de esperar e nem eu de ter postado. rsrs

Vice-chan - Não tenha dúvidas de que o caso Cicarelli me inspirou um pouco para a cena na praia, mas meu personagens tiveram um pouco mais de pudor. Só um pouco.

Dóris - Arrumei mais uma leitora revoltada? rsrs Não creio que o Sesshy vá "cozinhar" a Rin, ele não é esse tipo de homem, mas também não é do tipo que age por impulso e precipitadamente. Ele é cauteloso em tudo e com a Rin não será diferente. Veremos a que esse relacionamento levará os dois. Quanto ao curso do texto, eu sei que o que estou fazendo não é correto, pode puxar minha orelha, mas eu me permiti fugir das regras de construção textual nesse caso porque eu quis escrever em primeira pessoa, mas em determinados momentos a Rin não aparecia nas cenas ou eu queria narrar fora do ponto de vista dela. Eu me preocupei se os leitores entenderiam o que estava acontecendo e como não recebi nenhum review com dúvidas deixei correr livremente. Mea culpa. rsrs

Às demais, Arice-chan, Yukiko-hime, Megumi-Legumi, Biah, Ravenclaw Witch, Kagome-chan, Lu, Pammy-sama (muito boa escritora também), Vivia, Hika456, mais uma vez obrigada pelo retorno que vocês me dão.

Beijos e atenção para o próximo capítulo que será emocionante e looongo.

Bye!!