Oi pessoal!

Voltei depois de alguns dias de afastamento. Como se já não bastasse a falta normal de tempo que me assola agora, para melhorar tudo ainda peguei uma gripe essa semana. Não tinha a menor condição de escrever nada, mas como hoje já começo a me sentir melhor, aqui estou eu com mais um capítulo. Ele está curto, mas seu conteúdo é de extrema importância.

Espero que gostem.

Boa leitura!


Dois meses se passaram e a temperatura baixa era o prenuncio do inverno que prometia ser bastante rigoroso naquele ano.

Cheguei em casa após o trabalho por volta das oito da noite e vi que Kagome estava adormecida em seu quarto. Estranhei o fato porque era cedo demais para que minha prima já estivesse dormindo, mas a deixei descansar. Caminhei até o meu quarto e depositei minha bolsa e pasta sobre a cama. Logo depois retirei a roupa e segui para o banheiro com a intenção de tomar um demorado e relaxante banho quente.

Horas mais tarde eu ainda estava em meu quarto trabalhando no computador quando ouvi barulho no corredor, o que demonstrava que Kagome havia acordado. Levantei e fui ao quarto dela, estava preocupada com esse sono fora de hora. A encontrei sentada na cama fitando o nada e assim ela continuou até que chamei sua atenção.

- Kagome você está bem? – Indaguei ao ver a estranha expressão na face dela.

Kagome voltou seu olhar para mim e respirou fundo. Eu me aproximei e parei frente a ela.

- O que está havendo com você? – Perguntei mais uma vez. – Há dias você vem agindo estranhamente Kagome. Inuyasha fez alguma coisa a você?

Ela baixou o olhar e balançou a cabeça negando que Inuyasha fosse o causador daquele comportamento.

- Estou com medo Rin... - Ela disse finalmente e eu a fitei confusa.

- Medo de que? – Kagome ergueu os olhos e me encarou, pude notar que estavam rasos d'água. – Kagome, o que foi??

Sentei ao lado dela na cama e segurei suas mãos esperando que ela me contasse o que a estava deixando daquele jeito.

- Eu estou grávida Rin.

- Grávida!?

Ela confirmou com a cabeça. O choque foi inevitável para mim e eu fiquei alguns segundos calada apenas a observando.

- Meu ciclo que sempre foi certinho atrasou, eu fiquei protelando para fazer o exame com medo do resultado, mas na semana passada eu não agüentei mais a dúvida que estava me deixando louca e comprei um teste de farmácia... deu positivo.

- Por isso você estava tão quieta nos últimos dias...

- Sabe, eu ainda tinha esperanças de que fosse um engano, que fosse alarme falso, mas aí eu fui ao hospital e fiz um exame de sangue. Está confirmado. – Ela falou soluçando.

- Kagome não fique assim.

- O que eu vou fazer agora? – Indagou se levantando e o rosto estava banhado em lágrimas.

- Acalme-se.

- Me acalmar? Rin, eu não posso ter um filho agora. Como vai ficar minha vida? Eu ainda estou na faculdade, tenho um monte de planos e projetos... – Um soluço interrompeu o discurso dela. – Como eu vou contar isso para minha família? E os pais do Inuyasha, o que vão pensar?

- Kagome, por favor, tente se controlar. – Falei novamente me colocando de pé e a segurando pelo ombro. – Você pode passar mal se continuar desse jeito. Sente-se aqui.

- O que eu vou fazer Rin? O que eu faço?

- O primeiro passo é conversar com o Inuyasha. Ele ainda não sabe, não é?

- Não. Eu não tive coragem de contar a ele. Isso não estava nos nossos planos Rin, eu não sei como ele vai reagir.

- Não estava em seus planos, mas aconteceu. Essa criança está aí e a responsabilidade é dos dois.

- Eu não posso... – Kagome ainda chorava muito. - Não posso contar.

- E como você pretende esconder uma coisa dessas Kagome?

- Eu não sei.

Kagome me abraçou buscando por conforto. Uma gravidez era algo muito sério e importante, esse acontecimento mudaria de maneira drástica a vida dela e de Inuyasha. Era perfeitamente natural que minha prima estivesse com medo, ela tinha apenas vinte anos, era uma estudante universitária cheia de sonhos e planos para o futuro. No lugar dela eu também provavelmente entraria em pânico.

Procurei ao máximo confortar Kagome e lhe dar coragem para enfrentar o que vinha pela frente.

- Kagome, tente ver a situação por um outro ângulo. Você vai ter um bebê, uma vida está crescendo dentro de você.

Kagome voltou a me fitar com os olhos vermelhos por causa do choro assim como estava seu nariz.

- Você está esperando um filho do homem que você ama. – Continuei. – Eu sei que é assustador a principio, mas pense bem, tem um pedacinho do Inuyasha crescendo aqui dentro querida. – Falei colocando a mão carinhosamente na barriga dela.

Minha prima sorriu levemente ao pensar no que eu havia dito, eu a ajudei a secar as lágrimas e a vi se animar um pouco.

- É um pedacinho do meu Inu dentro de mim, não é? – Disse num tom emocionado dessa vez.

- Isso mesmo. Você precisa contar a ele o mais rápido possível.

- Eu preciso tomar coragem. Eu não consigo imaginar como encarar o Inuyasha e dizer: você vai ser pai. Logo agora... ele acabou de terminar os estudos e vai começar a assumir maiores responsabilidades na empresa, vai ter que se dedicar mais ao trabalho...

- Ele certamente terá muito mais e maiores responsabilidades para assumir, mas Kagome, eu conheço o Inuyasha, ele te ama e com certeza vai amar muito essa criança.

- Não é isso que me preocupa Rin-chan. Eu sei que ele jamais negaria esse bebê e que nunca me viraria as costas, mas não era hora disso acontecer, não era.

- Hei, não comece a chorar de novo. Fique calma. É óbvio que esse não era o momento ideal, mas aconteceu porque vocês foram descuidados ou porque Deus quis. O fato é que uma criança está vindo aí, eu vou ganhar um priminho ou uma priminha e vou adorar isso...

Kagome sorriu com minhas palavras e nós continuamos conversando, até que por volta da meia noite, ela voltou a dormir. Eu a cobri com o edredom antes de sair do quarto e sorri levemente ao vê-la tão tranqüila naquele momento.

No dia seguinte pela manhã Kagome e eu nos encontramos na cozinha durante o café da manhã. Aquele era um dia normal da semana e nós duas tínhamos compromissos.

- Dormiu bem? – Questionei.

- Dormi sim. Obrigada pelo apoio Rin-chan, significou muito para mim.

- Você sabe que pode contar comigo Kagome. Já se decidiu a contar para o Inuyasha?

- Eu sei que terei que contar cedo ou tarde, mas por enquanto não. Eu preciso pensar em algumas coisas.

- Pensar em que Kagome?

- No que eu vou fazer. Como vou levar minha vida, eu vou ter que interromper a faculdade, trabalhar, não sei...

Kagome parecia muito tensa. Não adiantaria tentar argumentar com ela naquele momento e também, por mais que eu me colocasse a disposição para ajudá-la as decisões tinham que partir dela, afinal era a vida dela que seria transformada.

- Eu vou indo para não me atrasar. Se precisar de alguma coisa me ligue, está bem?

- Sim. – Ela disse com o semblante ainda desanimado.

- Bom dia Kagome. – Falei depositando um beijo na testa dela antes de me dirigir à saída.

- Bom dia.

Fui para o trabalho aquele dia e não conseguia parar de pensar em minha prima e na situação que ela estava vivendo. No caminho até a agência eu fiquei imaginando como meu amigo receberia a notícia de que seria pai em breve. Inuyasha era um bom homem e amava Kagome, mas certamente seria um choque para ele, como seria para qualquer um que não tivesse uma família formada e planejasse a paternidade.


Então...

O final de semana de Kagome e Inuyasha rendeu frutos. Como esses dois jovens vão lidar com essa novidade? Inuyasha vai realmente reagir bem a isso? Como ficará a vida dos dois a partir dessa gravidez inesperada?

Kagome está muito assustada e teme a reação do namorado que certamente não contava em ser pai tão cedo. Inuyasha ainda é jovem e Kagome mais ainda por isso ela está com medo do futuro e vai padecer pela imprudência de não se proteger durante a relação sexual.

O capítulo foi curto, eu sei, mas entendam que não consegui escrever muito esses dias.

Aguardo seus reviews e espero muitas especulações, quero saber o que vocês acham que vai acontecer.

Obrigada pelo reviews anteriores, adorei cada um deles. Valeu pela força.

Beijos!