Oi, voltei mais cedo!

Acho que o último capítulo ficou muito curto e parece que ficou incompleto já que o Sesshy não apareceu. Oohhh!

Dessa vez o executivo gostosão dar o ar de sua graça.

Boa leitura!


Sexta-feira à noite e eu estava em casa me arrumando para sair. Sesshoumaru e eu combinamos um jantar naquela noite.

Kagome continuava fora de seu estado normal, ela ainda não havia contado a ninguém sobre o bebê e o comportamento estranho e arredio dela começava a causar atritos com Inuyasha. Ela o estava evitando por não conseguir encará-lo sem se denunciar e Inuyasha estava frustrado com isso, não entendia a mudança súbita da namorada.

Ontem uma discussão entre eles por telefone, fez Kagome passar horas no quarto chorando copiosamente, não quis comer e não saiu da cama para nada. Naquela sexta-feira ela saiu pela manhã para ir a faculdade, mas não conseguiu assistir a todas as aulas, me disse que não conseguia se concentrar, então voltou para casa e novamente se prostrou na cama.

Saí do meu quarto após terminar de me arrumar e passei pela porta de Kagome. Bati levemente e como ela não respondeu, entrei. Kagome não estava no quarto como eu imaginava, então eu saí e caminhei até o andar de baixo.

A campainha tocou enquanto eu descia as escadas e eu fui até lá para atender já sabendo quem era.

- Oi amor! – Falei ao abrir a porta e ver Sesshoumaru.

- Oi! – Ele respondeu e me beijou levemente.

- Entra. Eu ainda preciso arrumar minha bolsa.

Sesshoumaru entrou e retirou o casado que vestia, sentando logo depois no sofá. Kagome apareceu na sala vindo da cozinha, ela tinha um copo de leite e alguns biscoitos em um prato.

- Esse é o seu jantar Kagome? – Perguntei num tom sério.

- É. – Ela respondeu simplesmente. – Boa noite Sesshoumaru.

- Boa noite. – Ele respondeu ao cumprimento a fitando seriamente.

Kagome estava vestida em um pijama de flanela com os cabelos presos e meias nos pés. O semblante dela estava sério de forma incomum para quem a conhecia e os olhos inchados e a feição abatida denunciava que havia algo errado.

- Eu vou pro meu quarto. – Ela falou já se dirigindo a escada.

Meu olhar a acompanhou por alguns instantes e depois me voltei para Sesshoumaru que também a observava.

- Eu já volto, vou pegar minha bolsa. – Falei subindo os degraus rapidamente.

Fui até o meu quarto e peguei minha bolsa logo depois de guardar algumas coisas que estavam sobre a cama dentro dela, depois sai fechando a porta. Mais uma vez passei pelo quarto de Kagome e dessa vez entrei sem bater.

Kagome estava sentada na cama coberta por um macio edredom e comia os biscoitos que havia levado.

- Você sabe que isso está errado, não é Kagome? No seu estado você não deve substituir refeições por lanchinhos.

- Eu sei. – Respondeu chorosa. – É só hoje. Eu não conseguiria comer outra coisa, estou enjoada.

- Não tem problema em ficar sozinha? Eu posso desmarcar o jantar e...

- Não Rin. Pode ir, eu estou bem.

- Tem certeza?

- Tenho.

- Certo. Se precisar de alguma coisa ligue para o meu celular, ouviu?

Ela apenas confirmou com a cabeça e eu sorri levemente vendo o quanto aquela garota forte e determinada que eu conhecia parecia tão frágil.

Saí do quarto e voltei à sala, mas ainda me preocupava com minha prima.

- Vamos? – Sesshoumaru me perguntou quando me viu.

- Vamos.

Minutos depois estávamos no carro percorrendo o caminho até o restaurante escolhido por Sesshoumaru. Durante algum tempo nós dois permanecemos calados, mas Sesshoumaru me observava e como eu estava muito pensativa, isso o intrigou.

- O que está acontecendo com a sua prima? – A voz dele me tirou dos meus pensamentos.

- Nada. Ela não se sentiu muito bem hoje, é isso.

- Hoje? – Ele indagou, o que me fez encará-lo. – Pelo que eu soube ela anda se sentindo mal há algum tempo...

- Quem disse isso?

- Inuyasha. Ele anda mais irritadiço que o normal na última semana, nós conversamos ontem e ele me contou que teve uma discussão com a Kagome e nem sabia bem o motivo.

- É verdade. Ela passou o dia inteiro chorando ontem.

- E hoje também pelo que pude ver no rosto dela.

Eu permaneci calada, não tinha o direito de revelar o que estava deixando Kagome daquele jeito. Ela é quem deveria contar a toda família a verdade.

- Rin?! – Sesshoumaru mais uma vez chamou minha atenção enquanto dirigia.

- Hum?

- Inuyasha acha que Kagome quer deixá-lo, que se apaixonou por outro.

- Que absurdo! – Falei com um sorriso de incredulidade. – Ela não quer deixá-lo. Kagome está com problemas sérios para resolver e precisa de tempo para pensar, só isso.

Sesshoumaru me olhou de soslaio para não desviar a atenção da pista. Ele estava sério como de costume quando me questionou.

- Kagome está grávida?

A pergunta dele me pegou desprevenida e estranhamente soou mais como uma afirmação do que como uma pergunta. Eu hesitei sobre o que falar.

- Grávida? Por que você acha isso?

- Nada mais passaria pela minha cabeça que pudesse causar tanta mudança em uma garota de vinte anos com a vida estruturada e que normalmente é tão segura de si.

Eu não respondi, apenas desviei o olhar. Como poderia negar que era essa mesma a razão para Kagome estar tão nervosa?

- É isso, não é? – Ele insistiu e eu confirmei com um aceno de cabeça. Vi um sorriso surgir na face de Sesshoumaru, o que me intrigou um pouco. Queria saber o significado daquilo, mas teria que aguardar até que estivéssemos acomodados no restaurante, pois ele acabava de estacionar o carro.

Logo fomos conduzidos à mesa reservada a nós e nos sentamos. Sesshoumaru pediu as bebidas e nós voltamos a conversar.

- Sesshy você não pode contar ao seu irmão, Kagome ainda não teve coragem de conversar com ele.

- Eu não vou contar. Esse assunto diz respeito aos dois e a mais ninguém. – Ele sorriu mais uma vez. – Não acredito no quanto Inuyasha é ingênuo. Como ele pôde não perceber do que se tratava?

- Ele não tem experiência no assunto e a barriga da Kagome ainda nem está visível.

- Mesmo assim. Ele a conhece, ou pelo menos deveria conhecer. Como ele pode dormir com ela quase todos os dias sem notar as mudanças, não só físicas, mas também de comportamento?

- Você teria deduzido então? – Indaguei calmamente o fitando.

- Esteja certa que se algum dia você ficar grávida, eu vou perceber. Não há a menor chance de você conseguir esconder isso de mim se nós estivermos em contato freqüentemente como acontece com aqueles dois.

A declaração de Sesshoumaru fez com que eu me imaginasse grávida de um filho dele. Como será que isso me afetaria e a ele? Eu não sabia responder.

- Por quanto tempo ela pretende esconder essa gravidez dele? – Sesshoumaru perguntou logo depois que o garçom deixou a mesa após trazer nossas bebidas.

- Eu não sei. Já falei com ela milhares de vezes para contar de uma vez, mas ela está com medo.

- Medo de que? Eles cometeram a imprudência, agora têm que arcar com isso.

- O modo como você fala me faz dar razão a ela em ter medo.

- Por que?

- Ela tem medo da reação do Inuyasha.

- Isso não faz o menor sentido. Quando eu disse que eles devem arcar com as conseqüências da própria imprudência, não quis que soasse de forma negativa. Talvez eu tenha me expressado mal. – Sesshoumaru falava em seu tom calmo habitual. – Eu quis dizer que trazer uma criança ao mundo exige muita responsabilidade, é um compromisso para a vida toda. Quanto ao Inuyasha, você o conhece Rin, ele adora crianças e com certeza vai ficar babando quando souber que a mulher que ele ama vai dar um filho a ele.

- É o que eu acho também e já disse isso a Kagome inúmeras vezes, mas ela continua preocupada em como a mãe dela vai reagir e também os seus pais. Você acha que eles vão aceitar numa boa?

- Essa deve ser a menor das preocupações dela. Meus pais não têm que aceitar nada Rin, Inuyasha é um homem adulto e responsável por seus atos, eles não podem e nem vão determinar nada.

- Mas a opinião deles é importante para ela como também é para o seu irmão, disso eu tenho certeza. No lugar dela eu também estaria preocupada. Na verdade acho que estaria em pânico.

Sesshoumaru sorriu ao me ouvir dizer isso, provavelmente pela expressão que viu em meu rosto.

- Seria uma tarefa muito difícil para você esconder algo assim, não só porque sou bem mais perceptivo do que meu irmãozinho, mas porque você não conseguiria conter o nervosismo. – Ele disse ainda sorrindo e se aproximou de mim colando os lábios nos meus em um beijo cálido.

Me surpreendia a forma a qual Sesshoumaru imaginava tão tranqüilamente que nós dois reagiríamos se estivéssemos na situação de Inuyasha e Kagome. Isso me fez pensar mais uma vez em como seria.

- É bom que a Kagome tome coragem e fale logo com ele ou as coisas podem se complicar. Inuyasha é um louco impulsivo você sabe. Ele pode cometer alguma loucura.

Sesshoumaru estava exagerando é claro, mas numa coisa ele estava certo, Inuyasha era extremamente impulsivo e não deixava nada para depois. Se Kagome não conversasse logo com ele e continuasse o ignorando, meu amigo com certeza acabaria explodindo.

Terminamos o jantar e demos uma volta a pé pelo centro da cidade, onde muitas pessoas estavam na rua naquela sexta-feira à noite. As ruas bem iluminavam tornavam possível um passeio agradável passando pela calçadas onde as vitrines bem feitas exibiam os mais variados produtos.

Sesshoumaru tinha os dedos da mão direita, entrelaçados aos meus enquanto caminhávamos lado a lado e conversávamos despreocupadamente.

- Pelo visto terei que dormir sozinho hoje, não é? – Ele questionou com aquela carinha que eu já conhecia tão bem.

- Terá. – Respondi sorrindo. – A Kagome precisa de mim, do meu apoio. Não quero deixá-la sozinha.

- Eu sei e compreendo perfeitamente.

- Eu prometo compensar você depois.

- Promete? – Ele indagou parando de caminhar e me pegando pela cintura.

- Prometo.

- Vai me compensar com juros? – Ele me puxou mais para perto de seu corpo e me beijou profundamente, sem se importar de estarmos na rua. – Eu vou cobrar juros e correção.

- Ah vai?

- Vou. – me respondeu sorrindo abertamente.

- Ok! Eu acho justo.

Pegamos o carro e logo estávamos de volta a minha casa. Sesshoumaru me acompanhou até a porta e logo que eu a abri perguntei:

- Não que entrar e ficar um pouco mais?

- Não. É melhor você ir ver a sua prima e ficar com ela. Veja se consegue pôr um pouco de juízo naquela cabecinha.

- Eu vou tentar.

Nos despedimos com beijos e ele foi embora enquanto eu subi as escadas para ir ao quarto de Kagome.


O que acharam? Deixem seus reviews e me digam.

Beijos!