Os eventos desse capítulo são a continuação do capítulo anterior. O Taisho receberão a notícia sobre a vinda de mais um membro para a família.

Boa leitura!


Uma hora mais tarde eu já estava na sala de estar esperando que Kagome terminasse de se aprontar

Uma hora mais tarde eu já estava na sala de estar esperando que Kagome terminasse de se aprontar. Eu estava vestida com uma calça jeans preta, uma blusa preta de mangas compridas e com caimento no ombro. Ela tinha aplicações brilhantes no decote do ombro e na ponta das mangas que vinham até o antebraço. Nos pés eu calçava um sapato também preto de verniz com salto alto e fino.

Kagome desceu as escadas vestindo também calças jeans azul escuro e uma blusa vermelha de botões na frente bem marcada à cintura, as mangas eram curtas e fofas com um pequeno laço em cada lado o que dava um ar romântico à peça. Ela trazia um casaco também vermelho nas mãos porque fazia frio lá fora e nos pés tinha botas de salto alto e cano longo pretas assim como a bolsa.

- Estou pronta - ela falou ao me ver – e extremamente nervosa.

- Não fique, vai dar tudo certo.

Ouvimos o som da campainha e Kagome foi abrir a porta e logo deu de cara com o sorriso animado de Inuyasha.

- Oi minha Kagome! – Ele disse a envolvendo pela cintura e tocando os lábios dela com os seus.

Eu sorri vendo a cena. Inuyasha estava tão feliz como eu nunca havia visto. Como esperado ele adorara a idéia de ser pai desde o primeiro momento e já amava imensamente aquela criança.

- Você é a mãe mais linda que eu já vi. – Ele falou olhando para ela de cima a baixo.

- Sei. Quero ver você dizer isso quando eu estiver com a barriga imensa e pesando uns vinte quilos a mais. – Kagome disse.

- Eu vou continuar achando você linda mesmo com vinte quilos a mais.

- É melhor irmos, está começando a chover. – Falei.

- Vamos.

Cerca de quarenta minutos depois chegamos à mansão Taisho. Fomos recebidos pelos pais de Inuyasha que estava na sala e conversavam enquanto desfrutavam de aperitivos.

- Konbanwa! – Inuyasha disse.

- Konbanwa! – O senhor e a senhora Taisho responderam sorridentes.

- Rin, Kagome é sempre um prazer recebê-las. – Izayoi disse se aproximando de nós e nos cumprimentando com beijos no rosto. – Fiquem à vontade.

- Obrigada. – respondemos e nos sentamos nos confortáveis sofás.

- Vocês querem beber alguma coisa? – perguntou o senhor Taisho. – Kagome eu sei que não bebe nada alcoólico, mas Rin, você aceita alguma coisa, um vinho?

- Aceito vinho, por favor. – respondi sorrindo.

Logo meu "sogro" me trouxe uma taça de vinho tinto e eu o agradeci. Provei a bebida que tanto gostava e pude sentir o quanto era maravilhosa.

Uma das empregadas trouxe suco para Kagome e nós continuamos conversando na sala.

- Onde está o Seshoumaru mãe?

- Ele ainda não chegou meu filho. Na verdade achei que ele viesse junto com vocês.

- Não. Eu disse a ele que iria buscá-las. Ele estava em casa.

- Ele deve estar a caminho. – Izayoi concluiu.

Continuamos falando sobre assuntos banais naquele ambiente sempre aconchegante e agradável que havia naquela casa. Aquele era um lar de verdade, com uma família estruturada e eles se amavam tanto. Eu adorava tudo aquilo, sentia-me muito bem naquela casa e na companhia dos Taisho.

Alguns minutos depois Sesshoumaru entrou pela porta da sala. Belo e elegante como sempre ele cumprimentou a todos e beijou a mãe na testa com carinho depois veio até mim e tocou meus lábios levemente.

- Vocês não começaram sem mim, não é? – Ele perguntou ainda de pé olhando para o irmão.

- Claro que não.

- Nós não começaríamos o jantar sem você aqui Sesshoumaru, você sabe. – Izayoi disse e o filho sorriu pelo fato da mãe não saber que ele não se referia ao jantar.

- Eu sei mãe.

Sesshoumaru se sentou ao meu lado e sua mão tocou a minha levemente.

- Tudo bem? – O ouvi perguntar baixo para mim. Respondi que sim com um aceno de cabeça e um sorriso leve no rosto.

- E então Inuyasha, do que se trata esse jantar? Normalmente somos sua mãe e eu que os obrigamos a comparecer a essas reuniões. – O senhor Taisho falou bem humorado como normalmente era.

- É que eu tenho uma notícia para dar a vocês e queria que todos estivessem juntos.

Os pais o olharam intrigados e mantiveram-se atentos ao que o filho caçula dizia. Inuyasha se levantou de onde estava e Kagome o olhava visivelmente tensa.

- Pai, mãe, o que eu tenho a dizer é que vocês serão avós em breve. – Disse sorrindo e aguardando por uma reação dos pais.

- Kami-sama! Kagome, você está grávida? – Izayoi indagou olhando para minha prima que parecia ter diminuído de tamanho tão encolhida e quieta estava no sofá. Ela apenas confirmou com um aceno de cabeça. – Oh querida, que notícia maravilhosa!

Izayoi se levantou do local onde estava sentada ao lado do marido e foi até Kagome. A mulher a abraçou carinhosamente e a cumprimentou.

- Parabéns minha querida.

- Obrigada Izayoi-san. – Minha prima disse com lágrimas nos olhos. Estava certamente muito aliviada pela reação positiva de Izayoi.

- Querido, nós vamos ter um neto. – Ela se voltou para o marido que sorria sentado no sofá.

Inutaisho foi até o filho e o abraçou também o cumprimentando pela novidade. O homem ao meu lado continuava quieto apenas observando toda a cena, eu sorria vendo a alegria estampada na face de cada um deles.

- Nós temos que comemorar esse acontecimento. – falou o senhor Taisho. – Kaede, traga champanha, precisamos brindar a isso.

Logo o champanha havia sido trazido e nos foi servido em belas taças de cristal.

- Um brinde ao mais novo membro dessa família que está para chegar e que certamente será muito bem vindo. – O homem falou.

Todos nós estávamos de pé e levamos nossas taças ao encontro umas das outras em um brinde. Ao terminarmos o brinde voltamos a nos sentar e toda a conversa girou em torno do bebê e do que a chegada dele representaria para o futuro dos jovens pais.

- Kagome estava com medo da reação de vocês. – Inuyasha disse.

- Por que? – Izayoi indagou. - Nós ficamos surpresos obviamente, mas não havia motivos para temer nossa reação Kagome. Vocês são adultos, jovens para a paternidade talvez, mas são adultos.

- Eu fui uma tola, mas não consegui evitar a preocupação. – Minha prima respondeu.

- Pois não se preocupe mais. Agora você deve se concentrar em manter-se bem e saudável para que esse bebê nasça forte e lindo como os pais. – A mulher disse sorrindo.

Kagome sorriu docemente e teve o rosto acariciado por Inuyasha.

- Ela vai se cuidar direitinho mãe, pode ter certeza. – ele falou.

- E quanto a sua mãe Kagome, ela já sabe da novidade. – Inutaisho indagou.

- Ainda não. Inuyasha e eu vamos a casa dela no próximo final de semana para contarmos pessoalmente.

- Tenho certeza que ela ficará feliz por vocês. – Izayoi disse.

- Vocês dois estão muito quietos hoje, o que houve? – Inutaisho se dirigiu ao filho e a mim.

- Nós somos meros co-adjuvantes nessa história, pai. – Sesshoumaru disse calmamente e se levantou pegando mais champanha da garrafa que estava sobre a mesa. – Você quer mais? – ele me perguntou e eu aceitei.

Minutos depois Kaede anunciou que o jantar estava servido. Nós fomos para a mesa e desfrutamos de mais uma deliciosa refeição preparada pela cozinheira da casa.

Após o jantar retornamos à sala e enquanto os homens bebiam conhaque, nós tomávamos chá. Kagome e eu ouvíamos Izayoi falar divertida sobre o neto ou neta que viria. Ela já fazia planos de arrumar um dos quartos da casa para que o bebê ficasse quando viessem visitá-los.

- Prepare-se para fazer muitas compras Kagome. Um bebê precisa de muitas coisas, fora aquelas das quais ele não precisa, mas nós fazemos questão de comprar porque são lindas. – Ela disse e nós duas rimos.

- Eu vou me preparar. Provavelmente vou exagerar e muito nas compras para o meu filho, já que normalmente já faço isso. – Kagome falou.

- É verdade. – eu concordei.

No outro lado da sala, em uma área um pouco afastada de onde estávamos e onde havia um conjunto belíssimo de estofados, os homens conversavam.

- Essa é uma responsabilidade e tanto Inuyasha. – Inutaisho falava ao filho.

- Eu sei pai. Não estava nos meus planos ser pai agora, mas aconteceu e eu não vou fugir a essa responsabilidade.

- É claro que não. – o pai afirmou. – Além do mais é uma das responsabilidades mais prazerosas que se pode ter. – completou sorrindo antes de levar o copo de conhaque à boca.

Inuyasha olhou para o irmão que permanecia calado, depois fitou o pai significativamente no que foi correspondido.

- Sesshoumaru, o que houve com você? – o mais novo perguntou e viu o irmão voltar seus olhos para ele com a sobrancelha arqueada.

- Comigo, não houve nada. – respondeu simplesmente sorvendo o líquido escuro do copo.

- Você está quieto demais desde que chegou.

- Estava pensando só isso.

- Pensando em ter um filho também? – Inuyasha indagou sorrindo.

- Engraçadinho. – Sesshoumaru respondeu com sarcasmo.

Inutaisho apenas observou o filho mais velho, também estranhava o comportamento dele.

- O que você e Kagome pretendem fazer agora Inuyasha?

- Nós ainda não conversamos sobre isso pai. Mas eu quero me casar com ela. – ao ouvir isso Sesshoumaru encarou o irmão se nada dizer e ficou surpreso ao ver a certeza nos olhos do mais novo. – Se ela me aceitar, nós vamos nos casar e dar uma família ao nosso filho.

- Você tem dúvidas de que ela aceite? – o pai perguntou.

- Não, mas pode ser que ela não queira isso agora.

- Estou certo de que vocês farão o que é certo para vocês e para essa criança.

- Se me dão licença vou voltar para a companhia de minha futura esposa.

Inuyasha voltou à companhia das mulheres e se sentou ao lado de Kagome a abraçando. Sesshoumaru e o pai acompanharam os passos dele enquanto continuaram ali.

- Você está com algum problema Sesshoumaru?

A pergunta fez o executivo desviar os olhos para o pai que o fitava diretamente.

- Não tenho problema algum pai.

- Você está surpreso não é? Eu também estou. Não me passou pela cabeça que seu irmão fosse ter um filho tão cedo. Você talvez, mas ele...

- Eu? – Sesshoumaru arqueou as sobrancelhas e seu pai sorriu.

- É você, afinal é o mais velho seria a ordem natural das coisas.

- Não comece a imaginar coisas senhor Taisho. – as palavras proferidas pelo filho e a forma séria com a qual foram proferidas fizeram o homem sorrir ainda mais.

- Eu acho que isso não está muito longe de acontecer. – Sesshoumaru riu com escárnio.

- Você está delirando pai.

- Sabe, há cerca de um ano atrás quando você vivia naquele joguinho estranho com a Kagura eu sequer cogitava a possibilidade de vê-lo se assentar, construir um relacionamento sério e maduro, mas agora...

- O que tem o agora?

- Agora as coisas mudaram e muito você sabe disso.

Sesshoumaru viu o olhar do pai se voltar para a bela jovem que estava em companhia de seu irmão, cunhada e de sua mãe. Ela sorria graciosamente enquanto conversava com eles.

- É cedo demais... – o jovem falou pensativo.

- É verdade, mas em algum momento deixará de ser.

Um tempo depois eu me levantei e fui até a porta de vidro de onde se podia ver o jardim da casa. Observei que ainda chovia embora com pouca intensidade naquela noite fria.

Senti Sesshoumaru se aproximar de mim e o observei pelo reflexo do vidro.

- Já podemos ir se você quiser. Kagome e Inuyasha ficarão aqui. – Ele falou baixo.

- Vamos sim. – Respondi me voltando para ele.

Voltamos à sala e após nos despedirmos de todos, Sesshoumaru me conduziu até a porta e me ajudou a vestir o casaco depois abriu a porta para que eu saísse. O carro dele já estava estacionado ali na porta, provavelmente fora levado até ali por um dos empregados. Ele abriu a porta para que eu entrasse como normalmente fazia e depois foi para o outro lado sentando-se no assento do motorista.

Sesshoumaru deu a partida no carro e nós saímos dali em direção a casa dele pelo que pude perceber.

- Pode me dizer o que está acontecendo agora Rin? – Eu estava observando a rua a nossa frente quando o ouvi perguntar e virei meu rosto para ele.

- Não há nada acontecendo. – respondi calmamente e o vi respirar profundamente sem desviar a atenção do trânsito.

Eu senti que ele não havia ficado satisfeito com a resposta, mas por alguma razão não insistiu na conversa e eu também deixei quieto.

Levamos pouco mais de vinte minutos para chegarmos ao apartamento dele. Sesshoumaru abriu a porta e entrou no imóvel caminhando logo depois pelo corredor em direção ao quarto.

- Eu vou tomar um banho. – Me avisou enquanto andava sem dar tempo para réplicas.

Eu fiquei na sala por um tempo e depois de alguns minutos fui ao quarto atrás dele. Sesshoumaru me cobrava dizendo que algo havia de errado e que eu não conversava com ele, mas naquele momento eu estava pensando o mesmo em relação a ele. Não era apenas o meu comportamento que estivera diferente durante o jantar.

Quando entrei no quarto o encontrei saindo do banheiro enrolado em uma toalha. Eu me sentei na cama e fiquei o observando enquanto ele procurava por roupas no closet.

- Por que você está chateado Sesshoumaru? – Perguntei calmamente.

- Eu me chateio todas as vezes que você está pensando ou sentindo alguma coisa que a incomoda e você não fala comigo sobre isso. – Ele respondeu sem olhar para mim.

- E você acha que tem alguma coisa me incomodando?

- Eu sei que tem. – ele foi direto.

- Você está certo, mas eu não vejo motivo para conversarmos sobre isso. Nós temos opiniões contrárias sobre o tema e nesse caso falar sobre isso pode ser pior.

- Eu sabia... – ele disse. – Isso é por causa do que eu disse ontem à noite.

Eu me mantive calada olhando para ele enquanto o vi vestir a roupa intima e depois uma calça de pijamas. Como ele não disse mais nada eu caminhei até ele e o abracei.

- Não vamos por isso Sesshoumaru. – Falei depois de aplicar um beijo nos lábios dele.

- Eu prefiro discutir o assunto a ver você agindo dessa forma distante em relação a mim.

- Eu não fiz de propósito. É só que eu não pude deixar de pensar... eu amo muito você e não vou mentir... eu imaginei inúmeras vezes como seria se nós nos casássemos e tivéssemos filhos. Ouvir você dizer que nunca pensou nisso me assustou.

Sesshoumaru se livrou do meu abraço e caminhou até a cama se sentando nela.

- Acho que eu merecia um pouco mais de crédito Rin. – disse sério.

Eu fui até ele e me sentei ao seu lado o fitando. Levei minha mão ao belo rosto e o acariciei, depois o beijei. Ele aceitou a carícia por um tempo, mas depois interrompeu.

- Você foi precipitada no seu julgamento.

- Eu não estava julgando você Sesshy, essa é uma opção sua. Você tem direito a não querer ter filhos mesmo que seja no futuro.

- Eu nunca pensei em ter filhos ou me casar e não estou pensando nisso agora, mas muita coisa mudou depois que você entrou na minha vida – os olhos dourados me fitavam intensamente naquele momento – você fez com que muita coisa sobre as quais eu tinha plena convicção mudassem de uma hora para outra e tenho quase certeza de que ainda fará mais. – ele permanecia sério, mas eu não pude conter o sorriso.

- Isso quer dizer que existe uma chance ínfima de você não se negar a dar netos ao senhor Taisho? – Indaguei num tom divertido e vi a expressão dele se suavizar e as sobrancelhas arquearem. – O seu pai me disse que gostaria de ter muito netos, então você deve reconsiderar sua decisão e atender ao pedido dele, mesmo que não seja comigo. – falei inocente.

Sesshoumaru se colocou sobre mim e fez com que eu me deitasse na cama.

- Eu não acredito no que eu estou ouvindo. – falou me fitando. – Quer dizer que meu pai e você andam conversando?

- Claro! Nós sempre conversamos, eu adoro conversar com seu pai. – mais uma vez me fiz de inocente.

- Acho que devemos esclarecer ao senhor Taisho que ele poderá contar apenas com o filho caçula para realizar esse desejo. – eu voltei a ficar séria com o que ele disse. – pelo menos por enquanto. – concluiu e me beijou de forma intensa fazendo com que eu perdesse o fôlego.

- Você é um homem muito mal sabia... – falei com a voz falha enquanto o sentia morder meu pescoço.

- Eu não sou mal, apenas estou cobrando uma dívida. – As mãos hábeis já desabotoavam minhas calças enquanto a boca sugava minha pele. – Só para constar Rin, se eu resolver atender ao pedido do meu pai para lhe dar netos, eles com certeza virão de você.

A declaração dele me causou choque, será que eu estava ouvindo bem? Não houve tempo de pensar muito a respeito. Sesshoumaru retirou minha calça jeans e a jogou para longe depois ergueu minha blusa para que eu a despisse e fez o mesmo. Ele admirou meu corpo por alguns segundos e sorriu voltando a colocar o corpo sobre o meu e a me beijar intensamente.

Minha mão fez com que a calça que ele usava deslizasse sobre as nádegas e o mesmo eu fiz com a cueca acariciando o músculo rijo que havia ali enquanto o sentia pressionar o membro contra meu quadril.

- Eu estava com saudade Sesshy... – falei em sussurro.

- Não parecia. Você me evitou essa semana tanto quanto Kagome evitou Inuyasha – Respondeu sem deixar de saborear minha pele.

- Exagerado... – ele me calou com mais um beijo ardente aplicado em meus lábios.

A carícia se estendeu ao meu pescoço e meu colo enquanto meus seios eram acarinhados pelas mãos dele.

- hmmm... – um gemido deixou minha garganta e ele sorriu. – Achei que era eu quem estivesse em dívida com você, mas sou eu quem está recebendo o prêmio.

- Bem lembrado. – ele disse e dessa vez eu sorri maliciosamente.

Eu inverti as posições e fiz com que Sesshoumaru se deitasse de costas na cama, me coloquei sentada sobe os quadris dele e já podia sentir o quanto ele estava excitado. Abri o fecho do meu sutiã e o retirei lentamente sob o olhar atento dele, depois me inclinei para alcançar seus lábios e os beijei suavemente.

Sesshoumaru levou suas mãos a minha cintura e eu as retirei colocando-as sobre a cabeça dele e as prendendo com as minhas.

- Sem tocar meu amor. – falei e ele me fitou compreendendo o que eu queria. – fique quietinho.

Ele me obedeceu e manteve as mãos afastadas de mim. Eu voltei a beijá-lo dessa vez com muito mais volúpia, percorri o corpo dele com beijos e com a língua passando pelo peito, barriga e umbigo até alcançar o cós da calça que ainda o vestia. Eu arranhei a pele dele levemente naquele local e vi com prazer os músculos se contraírem. Lentamente eu livrei o membro da roupa que o apertava e minhas mãos percorreram a pele sensível arrancando um gemido baixo de Sesshoumaru. Ele me observava atentamente com os olhos dourados brilhando mais do que o normal e se extasiou ao sentir o contato da minha língua com sua pele. Os gemidos emitidos por ele eram intensos e me dava extremo prazer ouvi-lo. Uma das mãos dele voltou a tocar meus cabelos e eu o olhei num claro sinal de que aquilo não era permitido em nosso joguinho e a mão logo voltou ao lugar de origem. Meus movimentos tornaram-se mais rápidos e intensos enquanto eu o saboreava, as mãos de Sesshoumaru agarraram os lençóis enquanto ele sentia o prazer queimar todo o seu corpo.

- Aaaaahhhh! – Ele gemeu e repetiu meu nome incontáveis vezes – Rin...

- Isso é bom?

- É... é muito bom amor. – A voz dele estava completamente alterada, nem sombra do tom tranqüilo e impassível habitual.

Não demoraria, se eu continuasse naquele ritmo, para que ele chegasse ao clímax. Retirei minha calcinha e voltei a me sentar sobre os quadris dele. A ereção potente chegara ao ápice, o fiz deslizar para mim colocando-o profundamente no interior do meu sexo. A sensação de tê-lo dessa forma era deliciosa e me causava arrepios que percorriam todo o meu corpo enquanto eu me movimentava sobre ele.

O prazer era intenso para ambos e apesar do frio o suor escorria por nossa pele quente. Meus quadris arremetiam contra os dele potencializando a penetração e nos dando ainda mais prazer. Minhas mãos estavam sobre o abdômen dele agora e percorriam a musculatura rígida pela tensão. Ele ainda gemia assim como eu enquanto nossos corpos moviam-se na mesma cadência. Não agüentando mais se segurar, Sesshoumaru me pegou pela cintura e novamente inverteu as posições colocando seu corpo musculoso sobre o meu e se colocando mais e mais dentro de mim a cada movimento que fazia. Nem tentei evitar o grito que escapou pela minha garganta ao ter aquela sensação, ele era uma amante formidável e por mais que eu conduzisse boa parte do nosso ato de amor, no final ele tinha que tomar as rédeas era sempre assim.

Eu logo alcancei o orgasmo diante da intensidade com que ele me amava naquele momento e segundos depois foi a vez dele. Eu podia sentir o líquido quente, que denunciava seu êxtase me invadir e isso era ainda mais prazeroso.

Nossos lábios buscaram um ao outro mais uma vez e nossas línguas cúmplices se acariciaram. O tremor de prazer ainda percorria o corpo dele enquanto eu acariciava suas costas úmidas de suor. Um último gemido deixou sua garganta quando ele olhou para mim de forma intensa.

- Acho que você precisa de outro banho. – gracejei e ele sorriu.

- Você vem comigo? – perguntou.

- Claro que sim. – respondi acariciando o rosto perfeito do meu príncipe.

Sesshoumaru se retirou lentamente de mim e se colocou de pé estendendo a mão para que eu a pegasse. Eu atendi ao chamado e o segui até o banheiro onde ele ligou a ducha quente e nós logo nos colocamos sob ela.


Alguém esperava uma reação diferente do casal Taisho? Eu não. Tinha certeza que eles amariam a idéia de serem avós.

A tensão entre o casal principal era perceptível e pudemos ver que não era apenas Rin que estava se sentindo estranha. Nosso Sesshy pareceu confuso em relação a algumas coisas e mesmo achando graça das palavras do pai no fundo acho que ele pensava exatamente naquilo.

Um momento quente para vocês ficarem felizes.

Espero que tenham gostado e que me mandem muitos reviews mesmo se não tiver agradado.

Agradeço a todos os reviews encaminhados inclusive aqueles me cobrando um capítulo maior e mais emocionante. Valeu meninas!

Beijos!