Oi gente!
Demorei para atualizar essa fic, eu sei. Não estava gostando do que tinha escrito por isso preferi esperar até conseguir algo satisfatório.
Espero que gostem.
O resto da semana passou rapidamente e naquela sexta-feira, Kagome arrumava suas coisas para a viagem até a casa da mãe onde contaria a ela sobre o bebê. Inuyasha iria com ela como haviam combinado e eles passariam o final de semana lá.
Kagome estava tensa eu podia dizer só de olhar para ela, ainda tinha medo da reação de tia Mizuki e do vovô, que era bastante rígido embora sempre se comportasse como uma criança boba fazendo gracinhas.
A campainha tocou e nós sabíamos que era Inuyasha. Eu informei que iria abrir a porta enquanto ela terminava de arrumar a bolsa e desci as escadas rapidamente.
- Konnichiwa Rin-chan! – ele me cumprimentou assim que eu abri a porta.
Indiquei que ele entrasse e o cumprimentei de volta fechando rapidamente a porta para evitar que o frio lá fora entrasse. Estava nevando naquele dia, ainda com pouca intensidade, mas a temperatura estava muito baixa.
- Kagome está terminando de arrumar a bolsa. – Informei a ele.
- Tudo bem. Ela ainda está muito nervosa?
- Está.
- Eu tive pouco contato com a mãe e o avô dela Rin, você acha que eles reagirão mal à notícia?
- Eles vão ficar surpresos, mas acho que apenas isso. A tia Mizuki é uma pessoa maravilhosa e uma mãezona, tenho certeza que ela vai apoiar vocês.
- Eu espero, pela felicidade da Kagome, que sim.
- Você não vai dirigindo até lá com esse tempo, não é Inuyasha?
- Não. Nós vamos até a estação central e de lá pegamos um trem. É mais rápido e seguro.
- É verdade.
Minutos depois Kagome desceu as escadas e sorriu ao ver o namorado que também lhe sorria. Ela o abraçou assim que se viu próxima o suficiente.
- Podemos ir? O trem sai às 19h00. – Inuyasha disse acariciando os cabelos dela.
- Vamos.
- Tchau Rin, deseje-nos sorte. – Ela falou.
- Tchau. Façam uma boa viagem e me liguem quando estiverem lá.
Kagome me abraçou e Inuyasha também, depois ambos saíram pela porta, entraram rapidamente no carro e partiram.
...
Quando minha prima e Inuyasha saíram de casa eu me sentei no sofá e observei o relógio na parede, eram 18hs15min. Peguei o telefone que estava na mesa de centro e disquei para o celular do Sesshoumaru. O telefone tocou apenas duas vezes antes dele atender.
- Olá pequena Rin! – atendeu sorrindo.
- Oi! – respondi sorrindo também, ele adorava provocar me chamando de pequena. – Onde você está Sesshy?
- No escritório.
- Ainda? Seu expediente, se você tivesse um, já deveria ter terminado, não?
- Teoricamente sim, mas eu ainda tinha alguns assuntos para resolver, por isso ainda estou aqui.
- E você vai demorar? Está tão frio e eu estou em casa sozinha... – eu disse manhosa com a intenção de instigá-lo.
- Não faz isso Rin...
- Não fazer o que?
- Você sabe bem. Eu ainda terei que ficar aqui por pelo menos mais uma hora e ficar ouvindo você dizer que está sozinha em casa e o quanto está precisando ser aquecida é algo que beira a tortura.
Eu não pude deixar de rir com as palavras dele e fiquei imaginando a carinha que ele estava fazendo naquele momento. Essa manha do Sesshoumaru me deixava louca e ele sabia muito bem disso, por essa razão vivia me atiçando com essa estratégia.
- Tudo bem, eu não vou mais perturbar você com a minha carência, mas você virá pra cá quando terminar aí, não é? Eu não quero ficar aqui sozinha.
- Não se preocupe, eu não tenho a menor intenção de deixar você sozinha. Vou passar em casa quando sair daqui e depois sigo pra aí.
- Ainda vai passar em casa?
- Vou, eu preciso de roupas.
- Tem roupas suas aqui Sesshoumaru, não precisa ir em casa.
- Tudo bem quando eu sair vou direto pra aí. Tenho que desligar agora, eu tenho outra chamada. Beijo!
- Beijo amor.
...
Cerca de duas horas depois, eu estava na sala deitada no sofá assistindo tv, quando Sesshoumaru chegou. Ele tocou a campainha e eu me levantei para abrir a porta. Estava vestida com um conjunto de moletom vermelho e meias brancas nos pés por causa do frio.
Sesshoumaru estava com um sobretudo preto e seu habitual terno e gravata, nas mãos havia uma garrafa de vinho e um pacote que eu sabia ser de comida que ele comprara no caminho. Antes de sair do escritório ele havia me ligado perguntando se queria que eu levasse alguma coisa para jantarmos e eu concordei.
- Oi amor! – Eu o beijei docemente e peguei a sacola da mão dele. – Entra está muito frio aí fora.
Ele entrou e caminhou até a sala, onde eu peguei a garrafa de vinho para que ele retirasse o sobretudo. Eu me voltei para ele e o abracei sentindo os braços me envolverem carinhosamente.
- Está feliz agora? – ele perguntou.
- Sim, estou muito feliz. – respondi sorrindo. – O que você trouxer pra nós?
- Fettuccini ao molho branco.
- Humm.. adoro massa.
- Eu sei. – Disse antes de me beijar de forma intensa.
Eu sentia a língua dele invadir minha boca e acariciar a minha. Os lábios finos e quentes colados aos meus e os dentes pressionarem levemente minha carne. Sesshoumaru adorava me dar mordidas leves e isso me excitava ao extremo.
- Eu quero tomar um banho. – ele disse interrompendo abruptamente a carícia que já estava deixando meu corpo mole e em brasa. Eu olhei para ele meio atônita e ele sorriu sabendo exatamente o que tinha feito.
- Vai Sesshoumaru. Tem toalhas no banheiro para você e suas roupas estão no lado esquerdo do closet. – Eu disse séria e ele riu mais ainda, depois me puxou para mais um beijo e caminhou até alcançar a escada subindo logo depois os degraus.
Eu fiquei na sala e preparei a mesa para o nosso jantar. Peguei os pratos e talheres assim como as taças e coloquei sobre a mesa arrumando-os conforme manda a etiqueta.
Minutos depois Sesshoumaru voltou ao andar inferior e eu estava de volta à sala assistindo tv. Ele colocou as mãos em meus ombros e os massageou levemente chamando minha atenção.
- Vamos comer?
- Vamos. – concordei.
Durante o jantar, conversamos sobre diversos assuntos, inclusive sobre o trabalho de ambos e sobre Kagome e Inuyasha.
- Eles ficaram de ligar quando chegassem ao templo.
- Sua prima ainda estava preocupada? – Indagou antes de levar a taça de vinho a boca.
- Estava. Kagome está agindo como se tivesse cometido um crime, acho que ela está exagerando, minha tia não é uma pessoa intransigente.
- Em muitas culturas isso é considerado crime.
- Sesshoumaru?! - eu o repreendi.
- É verdade.
- Às vezes você é tão terrível Sesshoumaru.
- Eu estou brincando Rin, não fique chateada. Eu não sou insensível ao que a Kagome está sentindo.
- Não? Pois parece.
Ele exibiu mais um daqueles sorrisos lindos que só ele sabia dar e que eram destinados apenas a mim. Sesshoumaru não sorria com freqüência e normalmente o fazia apenas quando estava com pessoas mais próximas a ele como a família e amigos mais íntimos, mas aquele sorriso aberto e espontâneo era meu apenas e de mais ninguém.
Após o jantar nós ficamos na sala abraçados um ao outro assistindo a um filme de terror. Eu sempre adorei esse tipo de filmes e estava concentrada nele quando o telefone tocou. Eu sequer me movi do sofá e vendo que eu não atenderia a chamada, Sesshoumaru pegou o aparelho sem fio depositado sobre a mesa e atendeu.
- Moshi, moshi.
- Ah oi! Sesshoumaru??
- Sim?
- Sou eu Kagome. Estou ligando apenas para avisar que nós já chegamos a casa da minha mãe.
- Certo. E correu tudo bem?
- Sim. Nós já contamos a novidade e como esperado a minha mãe ficou surpresa, mas passado o susto ela se mostrou muito feliz.
- Isso é ótimo. Você quer falar com a Rin?
- O que ela está fazendo?
- Assistindo "O Grito". – ele disse olhando para mim e acariciando meus cabelos.
- Então deixa, nada consegue desviar a atenção dela de um filme de terror. – Kagome disse divertida.
- Ah é mesmo?!
- É. Não adianta tentar falar com ela ou o que for, ela simplesmente não presta atenção.
Sesshoumaru arqueou a sobrancelha enquanto me observava.
- Bom eu desligar. Avise a ela que eu liguei e que está tudo bem.
- Pode deixar. Ja ne.
- Ja ne.
Como Kagome havia dito eu fico absolutamente entretida ao ver um filme de terror e não vi a forma com que Sesshoumaru olhava pra mim. Eu estava deitada com as costas recostadas ao corpo dele e mesmo que naquele momento não estivesse dando a devida atenção, eu o senti afastar meus cabelos e beijar meu pescoço levemente.
- Rin... – ele sussurrou no meu ouvido, mas ainda assim eu não dei atenção.
As mãos fortes entraram por baixo do meu moletom acariciando minha barriga enquanto os lábios ainda tocavam a pele do meu pescoço. Eu não reagi à provocação dele porque naquele momento eu nem a estava percebendo.
Sesshoumaru lambeu meu pescoço e depois o mordeu levemente e isso fez com que eu me encolhesse. As mãos dele subiram mais indo de encontro aos meus seios transpassando a lungerie que eu usava. Ele massageou o local enquanto a língua penetrou meu ouvido de forma provocante deslizando suavemente com movimentos que insinuavam o que ele queria.
A carícia me fez gemer e arquear o corpo enquanto Sesshoumaru o pressionava de forma possessiva.
- Você quer parar de ver esse filme Rin. – ele falou num tom sussurrado e com a respiração alterada no meu ouvido, eu sorri.
Aquela altura eu não estava realmente prestando atenção ao filme, mas fingi que sim apenas para provocá-lo. Sesshoumaru voltou a me morder, dessa vez no lóbulo da orelha e eu gemi mais uma vez.
- Você não consegue ficar parado, não é? – perguntei me virando para ele.
- Para que ficar parado? – Indagou antes de tomar meus lábios com desejo excessivo.
Sesshoumaru me ajudou a retirar o moletom e acariciou minha pele quente, eu também o ajudei a retirar a camisa que usava e depois as calças. Nos beijamos avidamente enquanto a paixão tomava conta de nossos corpos e fazíamos amor ali, na sala com a tv ainda ligada. Por mais que eu fosse quase fanática por filmes de terror, meu fascínio por aquele homem era infinitamente maior e era impossível resistir às carícias dele e às demonstrações do quanto ele me desejava, cada dia mais.
Depois de saciados voltamos a assistir tv e conversávamos enquanto nossas roupas estavam espalhadas pelo chão.
- Na semana que vem temos um casamento para ir. – ele disse.
Eu fiquei pensativa por alguns instantes, mas logo depois me lembrei do casamento de Sango e Miroku que ocorreria no próximo final de semana. Sesshoumaru seria um dos padrinhos pelo que eu sabia, ele e Miroku eram muito amigos então o noivo não pensou duas vezes antes de convida-lo assim que lhe deu a notícia de que havia pedido sua amada Sango em casamento.
Antes de sabermos sobre a gravidez e tudo o que aconteceu, eu e Kagome já havíamos providenciado nossos vestidos para o casamento, nossa única preocupação naquela semana seria irmos ao salão da Yuria para nos aprontarmos.
- A Sango e o Miroku namoram há muito tempo? – perguntei.
- Eles flertavam desde a época em que eram calouros na faculdade, mas como o Miroku era um mulherengo compulsivo, Sango nunca dava uma chance a ele. Com o tempo, Miroku passou a se comportar melhor e eles acabaram se envolvendo.
- Mulherengo compulsivo?
- É. Miroku deve ter saído com pelo menos metade das mulheres daquela universidade. – ele disse sorrindo.
- E você com a outra metade. – Minha frase o fez me encarar.
- O que faz você pensar isso?
- Nada. Estou apenas especulando. – respondi simplesmente.
- Eu posso ter saído com várias delas, mas certamente não foi a metade. – falou sorrindo cinicamente.
- Ah! Quer dizer que foram várias? – Eu frisei bem a última palavra e o apertei no abdômen fazendo ele gemer e depois rir ainda mais.
- Não seja possessiva minha pequena Rin. Eu nem sabia de sua existência naquela época.
- E se soubesse provavelmente não me notaria. – falei emburrada.
- Por que não?
- Porque você não notava as garotinhas que viviam atrás de você, não é mesmo?
- É verdade e talvez tenha sido esse o motivo pelo qual elas nunca chamaram minha atenção. Você fez alguma coisa para que eu me interessasse por você? – ele me perguntou alisando meus cabelos que estavam soltos e espalhados sobre seu peito.
- Não. – respondi simplesmente.
- Foi exatamente por isso que você me chamou a atenção. – Disse e beijou minha testa.
- O fato de não ter me insinuado para você te chamou a atenção?
- Você é o tipo de mulher que atrai sem fazer o menor esforço para isso, você seduz sem perceber.
Eu ouvi isso com um certo grau de satisfação e o beijei no peito docemente. Eu realmente não tinha certeza sobre todo esse encanto que Sesshoumaru dizia que eu possuía, apesar de sempre receber elogios de homens e até de mulheres. Eu reconhecia minha beleza apesar de não dar importância a ela, mas essa tal sedução involuntária parecia muito estranha para mim.
- Rin, vamos pra cama. Eu estou cansado. – Ele falou após algum tempo e eu via que ele estava com sono.
Me levantei do sofá, peguei a camisa dele que estava em um canto e a vesti.
- Vai você primeiro para o quarto, eu vou pegar essas roupas espalhadas e arrumar aqui. – Falei estendendo a mãos para que ele a pegasse.
- Você vai arrumar a sala há essa hora? – indagou preguiçoso.
- Só vai levar um minuto. – falei enquanto ele se levantava. – daqui a pouco eu vou pra lá esquentar você. – brinquei e toquei os lábios dele com os meus rapidamente.
Sesshoumaru caminhou pela sala até alcançar a escada e subiu comigo ainda o observando. Admirar o corpo nu dele nunca fora uma tarefa sacrificante e eu adorava fazer isso.
Depois que ele saiu do meu campo de visão, me voltei para a rápida arrumação da sala. Na verdade eu iria apenas recolher nossas roupas e ajeitar as almofadas que ficaram fora do lugar enquanto nos divertíamos.
Minutos depois eu fui para o meu quarto onde encontrei Sesshoumaru dormindo como um anjo. A beleza dele era exacerbada pela tranqüilidade em seu semblante enquanto estava adormecido. Ele parecia tão frágil e desprotegido assim como se precisasse realmente de alguém, como se precisasse de mim bem diferente da imagem intimidadora e altiva que normalmente tinha. Me deitei ao lado dele e continuei a observar seu rosto sereno. Sorri com meus pensamentos, apenas eu o via dessa forma ou pelo menos era nisso que eu gostava de pensar.
O Capítulo não foi muito grande, mas está fofo. Eu gosto de escrever capítulos em que os personagens entregam seus pensamentos e este é um desses.
Como vocês puderam ver na próxima semana teremos casamento e veremos o que acontecerá nessa festa.
Beijos!
