Oi gente!

O dia do casamento de Sango e Miroku finalmente chega e é aqui que eu começo a contar tudo o que aconteceu e não foram poucas coisas.

Boa leitura!


Sábado à tarde, Kagome e eu estávamos no salão da Yuria nos aprontando para o casamento. A cerimônia estava marcada para as 20h00 em um templo local e a festa seria em um grande e nobre salão. Perdemos horas ali fazendo as unhas, arrumando os cabelos e a pele, num momento totalmente feminino e descontraído.

- Nós vamos encontrar muita gente nesse casamento, pessoas importantes. – Kagome disse enquanto suas unhas dos pés eram pintadas pela manicura.

- Pelo que a Sango disse naquele dia, será uma festa grandiosa.

- É verdade e não poderia ser de outra forma. O pai do Miroku é um importante político, membro do parlamento e com influência até mesmo junto ao imperador.

- Eu soube. Ele pertence a uma família nobre, não é?

- Sim. Os antepassados dele eram muito importantes e tiveram uma participação ativa na corte.

...

Kagome e eu continuamos conversando e eu ria do fato de a cada cinco minutos, Inuyasha ligar para ela querendo saber onde ela estava, como estava e o que estava fazendo.

- Inuyasha, eu já disse que está tudo bem. Você quer parar de agir como se eu estivesse doente? – Ela falou ao telefone tentando manter-se paciente diante da preocupação exagerada dele.

- Eu estou apenas sendo cuidadoso Kagome. – foi a resposta dele.

- Eu sei amor, mas não é necessário ficar desse jeito. Eu ainda estou no início da gravidez, não há a menor chance de eu entrar em trabalho de parto no momento e eu estou me sentindo muito bem.

- Tudo bem. Você ainda está no salão?

- Estou, mas já estamos terminando e quando sair daqui nós vamos para casa.

- Certo, nos vemos mais tarde então.

- Até mais tarde. Beijo meu Inu!

- Beijo!

Quando Kagome se voltou para mim eu ria e muito, ela também sorriu enquanto depositava o aparelho celular sobre a mesa que lado.

- Você está rindo? Quero ver quando for sua vez...

- É engraçado ora.

- O Inuyasha está tão ansioso, estou começando a ficar preocupada com isso. Imagine quando eu estiver com aquela barriga imensa?

- Ele ficará imensamente mais preocupado. – Eu voltei a rir.

- Sesshoumaru não vai se comportar assim com você... ele é...

- Seguro demais. – concluí.

- É, isso aí.

- Por que você acha que Sesshoumaru teria a chance de se comportar dessa forma em relação a mim? – Indaguei fitando os olhos divertidos de minha prima.

- Eu sei que terá.

- Ele não quer ter filhos Kagome, eu já lhe disse isso.

- Mas ele vai mudar de idéia. – disse com convicção – e eu aposto que será um paizão.

- Ah Kami! Vamos mudar de assunto, por favor?

- Tá bom.

Meu telefone tocou naquele momento e quando o retirei de dentro da bolsa olhei no visor e vi que era Sesshoumaru. Eu sorri e olhei para Kagome sabendo que ela não deixaria essa passar.

- Oi amor!? – Eu disse e Kagome riu.

- Oi! Você pode falar?

- Posso sim.

- Quando você acha que estará pronta para eu passar e pegar você?

- Não sei... você não pode chegar tarde, já que é um dos padrinhos. Em quanto tempo você calcula que chegamos lá?

- Cerca de trinta minutos a partir da sua casa.

- Então às 19h00 eu já estarei pronta esperando você.

- Ótimo! Eu estarei lá às 19hs então. O que você está fazendo agora?

- Estou com a Kagome, fazendo aquelas coisas de mulher... – disse rindo.

- Eu vou gostar do resultado disso? – indagou malicioso.

- Veremos. – ele riu com a minha resposta.

- Até mais tarde pequena Rin.

- Até mais tarde Sesshy.

Eu pensei uma segunda vez antes de chamá-lo pelo apelido na frente de outras pessoas, mas não resisti ao apelo de devolver a provocação dele ao me chamar de pequena.

- Ah! Então o Sesshy também anda controlando seus passos?

- Claro que não. Ele ligou apenas para saber a que horas poderia ir me buscar. – respondi fingindo irritação.

- Ah claro.

Saímos do salão por volta das 16h00 e ao chegarmos em casa insisti com Kagome para que ela fizesse um lanche mais nutritivo, já que até que o jantar fosse servido após a cerimônia, ela ficaria tempo demais sem se alimentar, o que não era recomendável segundo o médico dela.

Kagome fez o lanche após eu ameaçar ligar para Inuyasha caso ela não o fizesse e eu também comi alguma coisa antes de subir ao meu quarto para tomar um banho. Ao chegar ao meu quarto, eu fui direto ao banheiro onde liguei a torneira da banheira e deixei que a água quente a enchesse. Adicionei alguns sais e voltei ao quarto onde meu vestido já estava sobre a cama, assim como as sandálias e a bolsa.

Me coloquei na banheira com a água quente aquecendo meu corpo e os óleos perfumados amaciando minha pele. Desfrutei daquela sensação maravilhosa enquanto ouvia ao cd pelo qual eu havia me apaixonado quando ouvi na casa de Sesshoumaru. Eu adorava aquelas músicas e a voz daquela mulher, ouvia sempre que possível, em todos os momentos.

Meia hora depois eu já estava de volta ao quarto e vestida com um roupão aplicava hidratante no corpo. A música ainda ecoava no ambiente e eu a acompanhava cantando baixo. Coloquei a lingerie preta que estava sobre a cama e deslizei minha mão pelo tecido do vestido sentindo sua maciez.

Kagome veio ao meu quarto pedindo ajuda para fechar o vestido. Era um modelo discreto, mas belíssimo na cor azul marinho, frente única e com uma faixa que formava um lindo laço nas costas. O modelo era soltinho, adequado a uma gestante, marcava o corpo apenas na parte superior do tórax abaixo do busto e o decote valorizava os seios, que mesmo sendo tão cedo já pareciam mais bonitos por causa da gravidez. Eu a ajudei a erguer o fecho e a formar o laço nas costas. Ela estava linda.

- Ficou bom? – Me perguntou olhando a si mesma.

- Você está linda Kagome. Esse vestido parece ter sido feito sob medida para você.

Kagome olhou para mim sorrindo e agradeceu.

- Eu vou terminar de me arrumar se precisar de ajuda avise. – ela disse já saindo do quarto.

- Pode deixar.

Fui até o espelho onde iniciei minha maquiagem passando a base e o corretivo. Depois foi a vez do blush, da sombra, rímel, delineador etc... Eu me maquiava todos os dias, embora de forma discreta, então era fácil para mim fazê-lo, mesmo se tratando de uma maquiagem mais glamourosa como a usada em um casamento. Voltei a me arrumar e logo coloquei também meu vestido, sentindo a seda deslizar pelo meu corpo.

Ainda de frente para o espelho coloquei os brincos no estilo chandelier em ouro branco que pendiam graciosamente em minha orelha e os braceletes de mesmo material passaram a adornar meus pulsos.

Terminados os detalhes eu calcei as belas sandálias prateadas que tinham uma única tira fina sobre os dedos e outras envolvendo o tornozelo de forma harmoniosa conferindo um ar delicadamente sensual.

Caminhei até o grande espelho que havia em meu quarto e me olhei mais uma vez, sorri satisfeita com o resultado da minha composição. Estava elegantemente vestida e sensual também, na medida certa, sem exageros exatamente como eu queria.

Minutos depois ouvi a campainha tocar e Kagome passou pela porta do meu quarto em direção à escada dizendo que iria atender. Momentos depois ela retornou para terminar de ajeitar os cabelos que estavam presos e pegar a bolsa.

- Rin-chan, o Inuyasha já chegou. Você quer que esperemos até que o Sesshoumaru chegue?

- Não precisa Kagome, ele deve estar chegando. – Falei ao fitar o relógio sobre a minha escrivaninha.

Meu celular que estava sobre o móvel tocou e eu logo o atendi.

- É ele. – informei a Kagome que ficou aguardando para ver o que ele queria. – Moshi, moshi?

- Oi minha Rin!

- Oi, tudo bem?

- Sim. Eu vou me atrasar um pouco. Estou perto daí, mas houve um acidente e o trânsito está horrível.

- Tudo bem.

- Devo levar mais uns vinte minutos para chegar.

- Não tem problema, eu estou terminando de me arrumar e quando você chegar, já estarei pronta e é só sairmos.

- Certo. Ja ne

- Ja ne. – respondi e depois me voltei para Kagome. – Ele vai se atrasar um pouco está preso em um engarrafamento.

- Nós podemos esperar. – ela disse.

- Não precisa Kagome, é uma questão de minutos e ele estará aqui. Nós iríamos em carros separados de qualquer forma. Podem ir e nós nos encontramos lá.

- Tudo bem então. Até mais tarde.

- Até mais tarde.

Kagome voltou a descer as escadas indo ao encontro do namorado e eu me voltei para o espelho colocando o celular sobre a cama onde estava a bolsa em formato carteira que eu levaria e que fazia par com as sandálias. Passei a arrumar meus cabelos que estavam com cachos soltos e levemente desalinhados feitos no salão. Prendi parte dos fios com uma presilha discreta deixando a metade deles solta deslizando suavemente sobre meus ombros e costas.

Retoquei a maquiagem aplicando mais batom na cor da pele e por cima um gloss. Apliquei meu perfume favorito e analisei mais uma vez meu visual para verificar se tudo estava bem.

...

Quinze minutos depois...

Desci os degraus lentamente com meus saltos altíssimos e carregando minha carteira. Caminhei pelo hall até alcançar a porta de entrada abrindo-a, me deparei com a personificação da elegância ao fitar Sesshoumaru vestido em um smoking específico para padrinhos de casamento. Eu sorri ao vê-lo virar-se e seu olhar encontrou o meu, mas não se concentrou nele por muito tempo. Logo ele me analisou e sorriu.

- Entre. Eu ainda preciso fechar a porta dos fundos. – informei.

Ele atendeu ao convite e antes que eu pudesse caminhar para fazer o que havia dito ele segurou minha mão de forma delicada fazendo com que eu me virasse para ele.

- Você está deslumbrante minha Rin. – Disse fascinado.

- Obrigada amor. Você também está lindo.

Sesshoumaru observava atentamente meu vestido. O modelo era romântico e sensual de forma equilibrada e harmoniosa. Foi confeccionado em seda pura num tom vermelho escuro levemente metalizado, com um decote em formato de meia-taça no busto e ajustado ao corpo até a altura do quadril onde o tecido se desprendia gradativamente formando uma saia solta que fluía conforme eu caminhava. A saia tinha duas camadas e uma fenda na frente na camada superior e decorada com uma espécie de babado dava um ar romântico. As alças com cerca de 1cm de espessura, surgiam no meio do decote no colo separando-se e encontravam-se nas costas.

Ele finalmente me liberou para ir aos fundos da casa e segundos depois eu retornei. Sesshoumaru me beijou levemente nos lábios e me conduziu como um cavalheiro até a porta que foi aberta para que eu passasse. Depois ele pegou as chaves em minha mão e trancou a porta e nós então caminhamos até o carro dele que estava estacionado em frente à casa.

- Se esse não fosse o casamento de dois dos meus melhores amigos, eu pensaria uma segunda vez em ir. – ele falou enquanto dirigia e eu me virei para fitá-lo.

- Por que? – Indaguei intrigada e vi um sorriso surgir nos lábios dele.

- Não estou muito certo se devo dividir essa beleza toda com outras pessoas.

- Bobo! – exclamei sorrindo.

Minutos depois chegamos ao templo onde Inuyasha e Kagome já estava há algum tempo em companhia do senhor e da senhora Taisho. Sesshoumaru caminhou comigo até eles e no caminho cumprimentou algumas pessoas.

- Konnichiwa Rin! – A senhora Taisho me cumprimentou.

- Konnichiwa!- respondi com uma leve reverencia à bela e elegante mulher a minha frente.

- Sesshoumaru, os padrinhos já estão se posicionando querido, você precisa ir para lá. – a mãe o alertou.

- Eu estou indo.

Sesshoumaru me beijou no rosto levemente e caminhou até o local onde outros homens estavam assim como algumas mulheres. Eu logo vi uma face feminina familiar dentre aquelas estranhas a mim. Kagura era uma das madrinhas e fazia par com Sesshoumaru naquele momento. Eu sabia disso, sabia que ela assim como Sesshoumaru era amiga dos noivos e se conheciam desde a faculdade.

Sesshoumaru ofereceu o braço a ela que o aceitou sem pestanejar e sorrindo graciosamente. Eles conversavam com os outros casais que provavelmente eram amigos de longa data.

Não demorou para que o clérigo que celebraria o casamento surgisse e junto com ele estava Miroku, vestido em um traje ocidental de noivo. Ele se colocou de pé no que poderia ser chamado de altar e esperou pacientemente pelo entrada da noiva.

Sango estava lindíssima em seu vestido branco. Parecia uma princesa e sua face estava carregada de emoção enquanto seus olhos brilhavam intensamente. A mesma emoção podia ser vista no rosto de Miroku que a fitava intensamente. Quando ela o alcançou teve sua mão esquerda beijada delicadamente pelo futuro marido ao qual foi entregue por seu pai.

A cerimônia foi muito bonita e emocionou a todos arrancando lágrimas daqueles mais sensíveis. Vi em diversas ocasiões Inuyasha falando ao ouvido de Kagome, provavelmente fazendo alusão ao casamento dos dois que não demoraria a acontecer.


Olá!

Esse é apenas o início, esse casamento deve durar mais um dois capítulos carregados de emoção. Esperem e verão.

Se alguém tiver curiosidade, pode me mandar um e-mail, que eu encaminho o link com a foto do vestido no qual me inspirei para descrever o vestido da Rin. Apenas mudei a cor. Eu colocaria o link aqui , mas parece que esse site não aceita.

Aguardo seus reviews.

Beijos!