OI!
Estou postando esse pedacinho.. digo pedacinho porque é exatamente o que é uma parte do capítulo anterior que não havia sido finalizada.
Pretendo postar um capítulo de verdade em breve, muito breve.
Espero que gostem.
O senhor Taisho conduziu a nora pelo salão ao ritmo daquela melodia envolvente e lenta.
- Estou sentindo falta de ver um sorriso nesse belo rosto, Rin. – ele disse com a voz suave a fitando. – Não é uma dor de cabeça que está causando isso, não é mesmo?
Rin desviou o olhar por um instante encontrando os orbes dourados de Sesshoumaru que a fitava enquanto dançava com a mãe.
- Não. – ela confirmou voltando seu olhar para o sogro. – é uma bobagem que infelizmente ainda não consegui deixar de lado. – concluiu.
- Hmmm. – o homem murmurou. – Essa bobagem, a está impedindo de ser feliz?
- Sim.
- Então você deve não apenas deixá-la de lado, como também retirá-la de sua vida o quanto antes.
- Eu tento, mas ... não é fácil senhor Taisho.
- Nunca é querida, mas nós precisamos lutar por aquilo que queremos, não é? – Rin sorriu mais uma vez para o sogro. Ela gostava muito dele.
Os dois continuaram dançando e Sesshoumaru voltou a fitar a mulher que dançava com o pai e cuja beleza chamara a atenção de muitos ali. Ele se impressionava com a falta de segurança de Rin, como ela não tinha consciência da própria beleza, do próprio valor.
- Ele ama você menina. – A voz grave do homem mais uma vez chamou a atenção de Rin e ela ergueu os olhos para fitá-lo. Ele sorria. – Acredite, eu o conheço. E não será Kagura ou qualquer outra mulher que desviará a atenção dele de você.
Rin sentiu lágrimas teimosas querendo fugir por seus olhos, mas ela fez um esforço quase sobre humano para contê-las. Gostaria tanto de confiar plenamente naquelas palavras, ela se sentia estúpida por se sentir tão insegura, mas não conseguia evitar e isso doía muito.
Enquanto pensava a jovem não percebeu que os passos de dança a conduziram para perto de Sesshoumaru e da mãe.
- Podemos trocar nossos pares? – ela ouviu Oyakata dizer e só então se deu conta do que estava acontecendo. – eu gostaria de dançar com minha linda esposa. – disse sorrindo.
Sesshoumaru interrompeu o passo e entregou a mãe ao pai, tomando logo depois Rin pela cintura e voltando a mover-se no ritmo da música. Eles mantiveram-se calados por um tempo e Rin o fitava com firmeza e uma leve irritação. Sesshoumaru ao contrário havia suavizado a expressão tão logo a recebeu nos braços.
- O que eu faço com você Rin? – indagou de forma suave encarando os olhos castanhos. – o que eu faço, me diz?
A mulher manteve-se calada sem deixar de fitá-lo.
- Rin? – ele tentou mais uma vez.
- Você pode desistir de mim. – ela se pronunciou finalmente.
- Desistir?
- É. Talvez eu não seja a mulher certa pra você Sesshoumaru... talvez... – ela não conseguiu terminar a frase, precisou respirar fundo para conter-se.
- Talvez...
A música romântica seguia, tocava agora The Way You Look Tonight, uma belíssima canção ainda na voz de Frank Sinatra.
- Olhe para mim Rin. – ele pediu e ela voltou para ele seus orbes castanhos que tinham um brilho de tristeza naquele momento. – Desistir de você não é uma opção para mim. Eu te amo. Por que não consegue enxergar isso? O que eu preciso fazer para você confiar no que eu sinto por você?
O coração de Rin batia acelerado naquele momento e ela novamente sentiu vontade de fugir correndo dali, não de raiva como há momentos atrás, mas de vergonha. Ela sentia-se envergonhada por não conseguir controlar-se e por se comportar daquela forma infantil, todas as vezes que sentia ciúmes, pondo em risco a relação com o único homem que amou na vida.
- Fale comigo, por favor. – Sesshoumaru tentava ao máximo manter-se paciente e fazer a mulher que amava se abrir. Ele tinha consciência de que Rin não agia assim de forma premeditada e que isso também a fazia sofrer. Estava disposto, em nome do amor que sentia por ela, a passa por cima de seu conhecido orgulho.
- Eu... também amo você. – ela disse chorosa, mas não permitiu que as lágrimas maculassem seu rosto.
Sesshoumaru a trouxe mais para junto de si e a abraçou. Os dois eram embalados pela música e observados pelos pais dele, por Inuyasha e Kagome, por Kagura que sorria levemente e por outras pessoas que viam o belo par que parecia flutuar no belo assoalho, naquela atmosfera incrivelmente romântica.
Rin voltou a fitá-lo e Sesshoumaru tomou os lábios dela com os seus de forma delicada e gentil.
- Eu amo você. – ele repetiu colando sua testa à dela, após finalizar o beijo.
A música terminou e os dois caminharam juntos para um local afastado onde podiam conversar sem a interferência de ninguém. Sesshoumaru conhecia bem aquele lugar, já havia freqüentado vários eventos ali, por isso conduziu a amada com a mão em sua cintura até o belíssimo jardim de inverno local. Nele havia uma fonte ricamente iluminada e mesas e cadeiras arrumadas de forma estratégica.
Olá!
Como eu havia dito, essa foi apenas a conclusão do capítulo anterior.
Segui aqui a sugestão de fazer o casal ter um momento romântico ao dançarem juntos, embora não tenha sido puro amor e paixaõ. Há um clima de tensão entre os dois que não terminou com a declaração de amor mútua.
Nossa heroina tem que resolver certas coisas, na verdade os dois têm que aparar as arestas ou esse relacionamento irá fracassar.
O ciúme é um veneno.
Aguardo reviews.
Beijos!
