Oi pessoal!

Estou postando mais um pedacinho dessa história para vocês, mais emoções ainda no casamento de Sango e Miroku.

Boa leitura!


Sesshoumaru puxou uma das cadeiras para que eu me sentasse e logo depois puxou outra para si, se sentando a minha frente. Ele me encarou em silêncio por um tempo.

- Você ficou zangado? – Perguntei parecendo uma criança sendo repreendida por um adulto.

- Fiquei. – respondeu simplesmente.

- Eu também. – falei seriamente - Não gostei nem um pouco do que eu vi Sesshoumaru. – demonstrei toda a minha insatisfação.

- Nós precisamos resolver isso Rin. Você precisa perder essa insegurança sem sentido.

- Eu sei... eu sei... - disse impaciente. Estava irritada não só pelo que ele tinha feito, mas pela minha reação a isso.

- Do contrário – ele continuou - isso vai nos destruir e eu não quero perder você. Está me ouvindo?

Eu me recostei ao encosto da cadeira ainda sentada, voltei a fitar o belo rosto que eu tanto amava e vi a expressão de apelo dele.

- Eu também não quero perder você. – Falei baixo tendo minhas mãos pousadas em minhas pernas cruzadas.

- Então como nós vamos resolver isso? Você vai continuar a se comportar desse jeito, a sofrer desse jeito, todas as vezes que encontrarmos com a Kagura? Porque ela não vai desaparecer da minha vida... – ele disse num tom baixo e tranqüilo.

Eu desviei o olhar ao ouvir aquilo num claro sinal de desagrado e Sesshoumaru percebeu.

- Kagura e eu somos amigos desde que eu consigo me lembrar Rin e você... você é a mulher que eu amo. – falou e segurou meu queixo delicadamente me fazendo encará-lo. – Já imaginou como seria se eu me sentisse inseguro diante da relação que você tem com o meu irmão? – ele indagou depois de algum tempo me olhando nos olhos. - Vocês são íntimos, há coisas que você compartilha com ele e que eu nem sonho saber.

- É diferente. Eu nunca dormi com seu irmão. – Respondi prontamente.

- Ah, graças da Deus! – Sesshoumaru exclamou colocando a mão no peito.

Eu olhei para ele espantada e com os olhos arregalados. Não podia acreditar naquilo.

- Espere um pouco! Você achou que algum dia eu já tivesse dormido com seu irmão? – perguntei com um misto de incredulidade e indignação.

- Claro que não. – ele disse sorrindo. – Eu saberia se você tivesse dormido com Inuyasha. Ele teria me dito.

- Não acredito que me fez pensar isso... – Reclamei fazendo a cara emburrada que em situações como essa ele adorava.

- Mas eu poderia pensar isso, não poderia? Coloque-se no meu lugar. Acharia tolice que essa idéia me passasse pela cabeça?

Fiquei por algum tempo pensativa encarando-o, depois voltei a falar.

- Eu já estou me sentindo mal e tola o suficiente Sesshoumaru, não é preciso que você reforce essa idéia.

Ele sorriu mais uma vez olhando pra mim e buscou se aproximar se inclinando, ainda sentado na cadeira.

- Por que você abraçou a Kagura Sesshoumaru? – Perguntei alguns instantes depois olhando nos olhos dele.

- Por que não? – indagou sério como se nada fosse e isso quase me fez explodir.

- Você está realmente querendo me tirar do sério, não é? – minha irritação era evidente pelo meu tom de voz.

- Foi ela quem me abraçou. – ele, ao contrário, continuava calmo enquanto me fitava.

- E você deixou. – conclui exasperada.

- É claro que eu deixei. Você não costuma abraçar seus amigos?

- Eu não tenho amigos que são meus ex-amantes Sesshoumaru.

- Certo. Você então não mantém contato e nem se relaciona com nenhum dos seus ex-namorados?

- Não.

- Eu não acredito nisso Rin. Eu sei que com pelo menos um dos seus ex-namorados você tem contato e vocês se dão muito bem.

Honestamente eu me surpreendi com o que Sesshoumaru disse de forma tão segura. Eu tinha uma relação amistosa com um ex-namorado sim, mas nos víamos muito pouco e eu não fazia idéia de como Sesshoumaru poderia saber sobre aquilo.

- Não é verdade? – Ele indagou.

- Nos falamos por telefone às vezes, mas o Kohako está em outro país, ele tem namorada e não tem a menor intenção de tentar me seduzir.

- Mas poderia, não? Ele poderia querer ter você de volta e eu certamente não daria espaço para ele sequer tentar.

Nos mantivemos em silêncio por um tempo. Eu estava extremamente nervosa e Sesshoumaru parecia um mar de serenidade, embora por dentro ele estivesse muito chateado com tudo aquilo. Ele me olhava nos olhos enquanto eu estava recostada a cadeira fitando um ponto qualquer daquele belo jardim.

- Sabe, eu considerei que você tivesse superado sua insegurança – voltou a falar chamando minha atenção – Por isso eu disse a Kagura que não precisava agir como se não me conhecesse, que poderia agir naturalmente em relação a mim.

- E agir naturalmente para ela é ficar agarrada a você? – Indaguei aproximando o rosto do dele com um olhar que ele com certeza nunca tinha visto antes. – só eu posso agarrar você Sesshoumaru mais ninguém.

- É?

Sesshoumaru provavelmente estranhou minhas palavras, acho que eu jamais havia demonstrado tamanha possessividade em relação a ele. Na verdade eu nunca fui tão possessiva, mas alguma coisa naquela mulher me fazia agir de forma quase irracional.

- Você lembra daquela festa que aconteceu na piscina lá em casa, logo no início em que começamos a sair?

- Sim. – respondi naturalmente.

- Você lembra daquela garotinha que ficou dando em cima de mim de forma nada discreta?

- Lembro.

- E o que foi que você fez? - indagou tranqüilamente com o rosto ainda muito próximo ao meu.

- Eu... eu mostrei a ela que você tinha dona. – Respondi.

- Exatamente. – falou sorrindo. – Por que você não consegue mais agir assim?

Eu fiquei calada por um momento olhando para ele enquanto tentava saber aonde ele queria chegar.

- Seria natural que você me considerasse mais seu agora do que naquela época.

- É ... seria...

- E eu sou seu Rin e de mais ninguém. – Ele me disse e logo depois me beijou no rosto carinhosamente enquanto eu ainda o fitava de forma severa. – Quantas vezes eu terei que dizer, eu te amo, até você acreditar? – ele indagou acariciando meu rosto.

- Até eu acreditar. – respondi, agora com os lábios praticamente colados aos dele.

- Eu te amo, eu te amo, te amo, te amo... – Sesshoumaru começou a dizer repetidas vezes de forma lenta e sussurrada, alternando com os beijos que dava em meu rosto, mas eu me mantive firme. – Por favor, Rin não faz assim.

- Eu devo ficar satisfeita e desculpar facilmente o que você fez?

- Não. – ele disse após dar um suspiro, mas não se afastou de mim. – Você tem razão em estar chateada, mas não era minha intenção magoar você.

- Mas magoou. Eu posso não ter o melhor comportamento diante dessa situação, eu posso ser infantil e imatura ao lidar com esse ciúme incontrolável que eu tenho da sua "amiga" e eu sei que tudo isso é um problema pra nós dois. Isso por si só já me machuca Sesshoumaru, eu sei que é uma bobagem e você não faz com que eu me sinta melhor me provando isso.

Sesshoumaru ouviu atentamente ao que eu falava, sua expressão era séria enquanto ele ainda acariciava meu rosto que com certeza exprimia tudo o que eu estava sentindo naquele momento.

- Você tenta provocar reações em mim deixando que ela se aproxime de você com a intimidade que vocês possuem, mas isso só faz me machucar. Por mais que eu queira enxergar isso como natural, eu não consigo. Talvez um dia eu consiga, mas agora não. Então por favor, não faça mais isso.

Ele concordou com um aceno e me abraçou, eu cedi a carícia, porque sentia muita falta do calor dele e naquele momento tudo o que eu precisava era de colo.

- Me desculpe. – ele falou enquanto ainda estávamos abraçados e depois de algum tempo segurou meu rosto olhando diretamente em meus olhos. – Eu cometi um erro, me perdoe.

Eu levei meus lábios aos dele e o beijei lentamente sentindo o gosto e o calor.

Ainda ficamos por um bom tempo naquele local com pouca luz e em silêncio, de mãos dadas apenas trocando pequenas carícias, enquanto a música no salão principal ainda podia ser ouvida.

- Há quanto tempo nós estamos aqui? – Eu indaguei.

- Eu não sei. Você quer ir para casa?

- Não. Eu quero uma bebida, vamos voltar para a festa. - Sesshoumaru olhou para mim certamente estranhando minha atitude. Eu me levantei e olhei para ele. – Vamos?

Ele se levantou e após fechar o paletó do smoking, pegou minha mão e nós caminhamos pelo grande corredor até alcançar o salão onde a festa de casamento ainda acontecia tão animada ou mais do que no começo. Durante o caminho eu fitei aquele elegante ambiente, era realmente belíssimo.

Antes que voltássemos à mesa eu apertei a mão de Sesshoumaru chamando a atenção dele. Ele se virou para mim.

- Eu vou até o banheiro. – Avisei.

- Tudo bem. O que você quer beber? Eu vou pedir enquanto isso.

- Vinho tinto. – Ele concordou com um aceno. – Pode pedir a Kagome para me encontrar no banheiro?

- Posso.

- Obrigada. – eu o beijei no rosto antes de seguir para o banheiro e tenho certeza que ele ficou me observando até que eu alcançasse a porta de madeira.

...

De volta a mesa.

Sesshoumaru chegou e Inuyasha e Kagome o fitaram preocupados.

- Kagome, Rin pediu para você encontrá-la no banheiro. – ele disse calmamente.

- O que aconteceu Sesshoumaru? – Inuyasha perguntou.

- Nada. – se defendeu. – ela está bem, não se preocupem.

- Eu vou até lá. – Kagome disse se levantando e após pegar a própria bolsa e a da prima, caminhou até o banheiro.

- Que cara é essa Sesshoumaru? – Inuyasha perguntou ao irmão vendo que agora ele não parecia bem.

- A de alguém que reconhece ter cometido um erro. – ele disse simplesmente antes de tomar mais um gole do uísque recém-servido por um garçom.

...

No banheiro...

- Rin? – Kagome a chamou encontrando a prima se olhando no espelho. – Está tudo bem?

- Está. Trouxe minha bolsa?

- Trouxe. O que aconteceu? O Sesshoumaru não está com uma cara muito boa, vocês brigaram?

Eu suspirei pesadamente antes de responder enquanto revirava a bolsa em busca de um delineador.

- Nós brigamos, depois fizemos as pazes e tivemos uma conversa séria. – respondi finalmente e passei o delineador nos olhos retocando a maquiagem.

- Mas vocês estão bem?

- Vamos ficar, se eu conseguir controlar meu ciúme e ele parar de testar meus sentimentos. – eu disse séria ainda me olhando no espelho. – É melhor não falarmos sobre isso aqui Kagome, depois eu e você conversamos.

- Tudo bem. – ela falou de forma carinhosa. – a festa está muito mais animada agora. Aqueles senhores importantes e formais, em sua grande maioria, já se retiraram, então agora o Miroku mandou colocarem outros ritmos e é quase como se estivéssemos em uma boate.

- Isso é bom, não é? – Indaguei sorrindo enquanto reaplicava o batom.

- É. Certamente muito mais divertido.

- O senhor e a senhora Taisho já foram?

- Não. Estão conversando com amigos. – Minha prima hesitou um pouco ao falar.

- Estão conversando com os pais da Kagura? Aqueles são os pais dela, Sesshoumaru me disse.

- É, eu soube.

- Vamos voltar?

- Espere, eu preciso fazer xixi antes.

- Grávidas urinam demais... – falei implicando com Kagome.

- E olha que estou apenas no início.


Aguardo seus reviews meninas e espero muitas discussões sobre o que está contecendo com nosso casalzinho. Dúvidas, sugestões e críticas são bem vindas.

Ainda estou sem pc, por isso o capítulo está curto. Sorry.

Beijos!