Olá pessoal!

Essa estória está cada vez mais emocionante e ainda muita emoção vai acontecer. Espero que estejam preparadas.

Boa leitura!


As semanas passaram rapidamente, mas não para Kawasagi Rin. Ela voltou a sua vida metódica e monótona, acordando todos os dias cedo, cumprindo sua rotina e indo para o trabalho onde concentrava toda sua criatividade para desenvolver as campanhas de seus clientes.

No trabalho tudo ia bem, o número de contas aumentando e a cartela de clientes sendo ampliada a cada dia. Sua saúde estava em perfeita ordem, ela recebia elogios freqüentes de pessoas que diziam o quanto estava bonita e parecia diferente. Mas maldição, por que então não conseguia se sentir bem? Por que diabos não podia simplesmente esquecer?

Estava tudo acabado, era o fim, àquela altura, exatamente um mês depois de tudo, estava mais do que claro que o casal Sesshoumaru e Rin não mais existia. Ela havia parado de chorar a muito tempo atrás, parara de se lamentar pelo que não tinha mais jeito, estava conformada com o fim do relacionamento. Não era pra ser, certo? Um homem como Sesshoumaru não nasceu para uma mulher como Rin. A quem ela estava tentando enganar afinal? A si mesma era óbvio.

Há um mês ela não via Sesshoumaru, ouvia falar dele por causa das conversas de Inuyasha com sua prima e embora eles evitassem falar do executivo na frente dela, era impossível evitar que o assunto surgisse vez ou outra, principalmente quando falavam do casamento, pois Sesshoumaru seria padrinho de Inuyasha na cerimônia.

As reuniões para falar sobre o tão esperado evento eram freqüentes e Rin participava de todas aquelas que não aconteciam na mansão dos Taisho. Ela pensava com freqüência em como seria a cerimônia, não só porque ajudava a prima em tudo o que podia referente a detalhes como as flores, cores das toalhas, convites e etc, mas porque ela também seria madrinha do casamento e inevitavelmente teria que se encontrar com Sesshoumaru e dividir o pequeno espaço do altar com ele. Como seria após tanto tempo estar frente a frente com ele? Rin não sabia a resposta para essa pergunta, mas sua determinação fez com que ela colocasse em mente que tudo estaria bem, ela conseguiria encará-lo sim e se comportaria de forma digna diante dele ainda que isso lhe custasse muito.

- Rin-chan, venha jantar querida? – A jovem foi tirada de seus pensamentos ao ouvir a voz da tia chamá-la. A senhora Higurashi viera a Tóquio para ajudar nos preparativos para o casamento que aconteceria dali a exatos dois meses e ainda havia muita coisa a ser providenciada.

- Estou indo tia. - Ela se levantou do sofá da sala onde estava com amostras de tecido nas mãos, pois escolhia junto com Kagome os tecidos para decoração das mesas para a recepção.

Rin se sentou à mesa onde já estavam Kagome e a tia e elas passaram a desfrutar do jantar preparado pela mais velha enquanto conversavam.

- Rin, você precisa ir provar seu vestido depois de amanhã.

- Eu sei Kagome, está marcado na minha agenda. Não se preocupe eu não vou esquecer.

- O vestido está ficando tão bonito, não é mãe?

- Está sim. Você ficará linda nele Rin-chan, ainda mais linda do que é. - As palavras da senhora Higurashi fizeram Rin corar levemente.

O telefone tocou na sala e Kagome se levantou para atendê-lo já prevendo quem era.

- Oi meu Inu!

- Oi minha princesa! Está tudo bem? - O jovem perguntou sorrindo.

- Está sim. Nós estamos jantando.

- Nós quem?

- A mamãe, Rin, eu e nosso filhote. - Ela disse de forma carinhosa enquanto acariciava o ventre já bastante visível, embora a barriga não fosse grande ainda. Estava caminhando para o quarto mês de gestação.

- Certo. Eu não vou conseguir passar aí hoje, estou atolado de trabalho.

- Ah amor, é sério?

- É. Não faço idéia de quando vou terminar aqui.

- Seu irmão está te explorando, não é?

- Está. Ele me explora de todas as formas possíveis. - Inuyasha falou fingindo-se de sofrido e rindo ao fitar o irmão que o encarava com as sobrancelhas arqueadas. - Precisa ver a forma como ele está me olhando agora.

- Eu imagino. - Kagome disse. - Tudo bem Inu, nos vemos amanhã então. Talvez possamos almoçar depois que eu sair da faculdade.

- Ótima idéia. Eu passo lá pra buscar você por volta das 13h00.

- Ok, eu vou esperar. Um beijo amor.

- Beijo.

Kagome voltou à mesa após encerrar a chamada e se sentou voltando a fazer sua refeição.

- O Inu não poderá vir hoje, está preso no trabalho.

- Há essa hora? - A senhora Higurashi indagou verificando que já passava das 20h00.

- É, parece que eles estão com um grande contrato para ser fechado e por um atraso na expedição, eles não tiveram tempo hábil de revê-lo. O Sesshoumaru é muito metódico, ele exige que os contratos sejam revisados pessoalmente por ele e pelo Inu antes de serem assinados.

- Essa é provavelmente a razão dele ser tão bem sucedido.

Rin ouvia calada a conversa entre mãe e filha e à menção do nome de Sesshoumaru foi inevitável pensar nele. Pensar em como ele estaria sem ela, se estaria vendo alguém. Talvez já tivesse conhecido outra mulher e nem lembrasse mais da pequena Rin como ele costumava chamá-la.

A jovem se perdeu mais uma vez em pensamentos e segurava os hashis sobre o prato enquanto mantinha o olhar perdido em um canto qualquer. As duas mulheres em sua companhia a observavam e Kagome olhava para a mãe de forma significativa. Ambas sabiam ou pelo menos podiam imaginar no que Rin estava pensando.

- Que tal sobremesa? - A senhora Higurashi resolveu quebrar o clima.

- Eu quero.

- Eu também. - Rin respondeu esboçando um pequeno sorriso.

...

O dia seguinte amanheceu ensolarado e conforme combinado na noite anterior, Inuyasha deixou a empresa no horário do almoço e dirigiu seu Lexus IS-F prata até o Campus da Universidade de Tóquio onde Kagome cursava arquitetura. Ele estava parado no estacionamento em frente ao prédio. Inuyasha conhecia bem aquele local, pois cursara ali todo o curso de administração e a pós-graduação.

Kagome surgiu através do grande portal acompanhada de algumas amigas e elas conversavam animadamente. A jovem futura mamãe sorriu lindamente ao ver o futuro marido recostado ao carro com os cabelos soltos levemente agitados pela brisa. Ela se despediu das amigas e uma delas fez carinho em sua barriga como em uma despedida também ao bebê. A cena arrancou um sorriso de Inuyasha.

- Oi meu amor! - Kagome disse ao alcançá-lo.

- Oi! - Ele respondeu ao recebê-la para um abraço. - Esse garoto já está fazendo sucesso com as mulheres...

- Hummm... nós não sabemos se é um menino.

- Eu acho que é.

- Mas nós decidimos não saber o sexo até o nascimento, não foi?

- Foi, mas isso não impede que eu acredite que seja um menino. - Falou antes de beijá-la.

- Está bem. Vamos?

- Sim.

Inuyasha deu a volta no automóvel e abriu a porta permitindo que a noiva entrasse no veículo e se acomodasse confortavelmente após colocar seu material no banco de trás. Logo depois ele voltou ao assento do motorista e deu a partida seguindo para um restaurante tipicamente japonês que Kagome adorava. Eles chegaram não muito tempo depois e foram conduzidos por um homem gentil até uma das mesas.

- Está com fome?

- Faminta. Tenho sentindo muita fome no último mês.

- É normal, não é? Você está comendo por dois. - Inuyasha disse abrindo o cardápio para verificar o que pediria.

- É, mas eu não posso abusar, senão não vou conseguir entrar no meu vestido de noiva. - Kagome disse rindo

- Que isso Kagome!? Você quase não ganhou peso nesses quatro meses.

- Isso porque estou me cuidando, me policiando para não exagerar. Se eu fosse atender aos apelos do seu filho, já estaria pesando uns dez quilos a mais.

Inuyasha não pôde deixar de rir com o comentário da futura mamãe. Ele se inclinou na mesa aproximando o rosto do dela e a beijou docemente.

- Eu te amo, sabia?

- Eu também te amo Inu. - Respondeu sorrindo.

Logo os pratos pedidos foram servidos e eles passaram a desfrutar da refeição enquanto conversavam.

- Você vai ficar no escritório até tarde hoje de novo?

- Espero que não. Se tudo der certo termino a revisão antes do horário. Sesshoumaru faz questão de que tudo seja revisado e ele não confia essa tarefa à outra pessoa.

- Nós falávamos sobre isso ontem, sobre como o seu irmão é metódico e cuidadoso.

- Nós?

- Sim. A mamãe, eu e a Rin. Quer dizer, a Rin apenas nos ouvia, você sabe.

- Sei. Como é que ela está? Eu nunca mais consegui ter uma conversa de verdade com a Rin, nem parece que somos amigos.

- Ela ainda é sua amiga Inu, mas acho que está se sentindo desconfortável para conversar com você, afinal você é irmão do ex-namorado dela.

- Eu sei, mas eu não queria que isso mudasse as coisas entre nós.

- Apenas dê tempo a ela, aos poucos ela vai voltar a ser como antes.

- Ela está bem? - Inuyasha insistiu.

- Aparentemente sim. Ela conversa conosco, está me ajudando com os preparativos do casamento, está trabalhando, enfim agindo normalmente na medida do possível. Outro dia ela apareceu em casa com uma roupinha linda para o bebê, eu fiquei toda feliz. Mas... - Kagome iniciou.

- Mas, o quê?

- Quem a conhece bem percebe a tristeza no fundo dos olhos dela por mais que tente disfarçar. Ela não o esqueceu Inu, a Rin ainda ama o Sesshoumaru.

- É uma pena que os dois sejam tão cabeças-duras.

- Também acho. Ela ainda não me falou o que aconteceu entre eles naquela noite, apenas disse que discutiram, mas deve ter sido algo muito grave pra tirar o seu irmão do sério assim. Eles já haviam brigado antes e o Sesshoumaru sempre amenizava as coisas, conseguia fazer a Rin se acalmar e voltar a usar a razão, mas dessa vez ele sequer tentou.

- É. Sesshoumaru também não me disse nada. Ele se recusa a falar no assunto, sempre que eu tento, ele se esquiva, mas no pouco que ele fala eu não sinto nenhuma raiva em relação a ela. Ele também está triste Kagome, por isso voltou a se afundar no trabalho como antes, esse é o refúgio dele é aonde ele se sente bem.

- Seria ótimo se eles se acertassem. Eu queria saber como ajudá-los.

- Nós não podemos fazer nada Kagome, a iniciativa tem que partir deles. De um deles pelo menos.

...

Duas semanas depois...

Sesshoumaru dirigia pelo centro da cidade em direção a empresa, havia almoçado com executivos interessados em se associar a Coorporação Taisho. A lucratividade obtida pela empresa, encabeçada pelo jovem, no último ano chamou a atenção de investidores no mundo todo, interessados em ter uma participação na empresa que estava em franca expansão desde que Sesshoumaru assumira a presidência.

O executivo estava distraído, enfastiado com o trânsito intenso daquele horário. Tentava controlar-se e não pensar no tempo precioso perdido ali, quando poderia estar em sua sala revendo contratos, negociando ações ou fazendo qualquer outra coisa útil. Praguejou mentalmente quando o trânsito andou míseros vinte metros obrigando-o a parar novamente.

O dia estava frio embora o sol brilhasse no céu, Sesshoumaru respirou fundo sentindo-se muito irritado por estar ali. Olhou para o lado e seu olhar se deteve ao que acontecia no outro lado da rua na calçada a alguns metros à frente. Ele mal podia acreditar no que seus olhos lhe apresentavam naquele momento. Através do vidro protegido por filme, Sesshoumaru avistou alguém que há muito não tinha o prazer de ver, Rin.

A jovem estava parada na calçada usando um sobretudo claro e óculos escuros, tão linda como ele achava que nunca tinha visto antes. Há mais de um mês seus olhos não vislumbravam a beleza daquela mulher, que por mais que tentasse não conseguia esquecer e agora ela estava ali diante de seus olhos.

O executivo manteve-se incógnito e apenas nesse momento sentiu-se beneficiado pelo engarrafamento que há segundos atrás ele considerava infernal. Ele continuou naquela contemplação por algum tempo, mas seu devaneio logo foi interrompido. A imagem perfeita que ele admirava com tanta atenção foi corrompida. Nesse momento Sesshoumaru via alguém se aproximar de Rin, um homem, jovem como ela própria. Ela sorriu ao vê-lo e o abraçou com vontade exibindo aquele sorriso que um dia, não muito tempo atrás, fora só dele.

Difícil saber que tipo de sentimento atingiu Sesshoumaru naquele momento. A bela face permaneceu inalterada enquanto ele via aquela cena acontecer, não deixou de observá-los em momento algum, seus olhos sequer piscaram. O homem com ela, também sorria largamente e acariciou seu rosto enquanto conversavam. Segundos depois, ele chamou um táxi e os dois entraram no veículo, que tomou a direção contrária a dele onde o trânsito estava livre, finalmente saindo de seu campo de visão.

Um sorriso cínico surgiu no canto dos lábios finos de Sesshoumaru, ele voltou seus olhos para o espelho do carro e se encarou por alguns instantes voltando a ficar sério logo depois. Precisava sair daquele maldito engarrafamento imediatamente.

...

Oito da noite e na casa das meninas o jantar estava sendo servido pela senhora Higurashi. Na mesa estavam Inuyasha e Kagome além da própria senhora Higurashi. Eles conversavam animadamente, sobre o assunto mais comentado do momento para a família, o casamento que aconteceria em alguns dias.

Higurashi Mizuki admirava o carinho e a atenção que seu futuro genro dispensava a sua filha. Ela estava muito tranqüila e satisfeita ao ver a felicidade imensa estampada no rosto de Kagome, que estava radiante com a gravidez e os planos para o futuro.

Terminado o jantar as mulheres retiraram a mesa e cuidaram da louça com o auxílio de Inuyasha. Quando tudo estava arrumado, a senhora Higurashi informou que iria se recolher e se despediu do casal deixando-os na sala.

- Você vai passar a noite aqui não é? - Kagome indagou com manha evidente na voz.

- Você quer que eu fique?

- Quero Inu. Já faz um tempinho que nós não dormimos juntos, eu sinto sua falta.

- Eu sei que tem sido complicado Kagome, mas com a sua mãe aqui eu não me sinto tão à vontade e lá em casa também está difícil com toda aquela agitação e o trabalho...

- Eu sei amor, eu sei que está difícil agora. – Ela concordou.

- Mas isso vai acabar. Logo não haverá mais a minha casa ou a sua casa, depois do casamento haverá a nossa casa.

- É verdade. – Ela respondeu sorrindo. - Por falar nisso eu tenho que ir ao apartamento amanhã para ver como está ficando a pintura.

Kagome estava acompanhando de perto a reforma do apartamento que compraram e que seria seu lar depois de se tornarem marido e mulher. Ela estava colocando em prática todo o conhecimento adquirido com a faculdade e nos cursos que fizera, experimentando coisas enquanto comandava a equipe de obras.

- Vamos pra cama? - Kagome convidou.

- Vamos. - O jovem disse sorrindo maliciosamente.

O casal subiu os degraus da escada indo em direção ao quarto e logo se aconchegaram um ao outro na cama de casal de Kagome.

...

Três e meia da manhã e Inuyasha estava sentado na escrivaninha do quarto de Kagome. Ele abria seu laptop fazendo o mínimo de barulho possível para não acordar a mulher que agora dormia profundamente na cama. Apenas a luz do monitor e uma pequena luminária para leitura colocada sobre a mesa iluminavam o quarto. O jovem olhou para Kagome, ele a viu se mover levemente resmungando algo e sorriu.

...

Num outro local, outro monitor estava ligado e diferentemente do quarto de Kagome, todas as luzes desse cômodo estavam acesas e seu proprietário estava sentado no sofá da sala tentando manter-se ocupado.

Um som característico pôde ser ouvido e Sesshoumaru viu surgir em sua tela uma janela que exibia uma mensagem instantânea.

- "O que está fazendo acordado?" - Era o que dizia a mensagem.

- "Eu posso lhe fazer a mesma pergunta".

- "Kagome acordou no meio da noite com um desejo louco de comer torta de nozes com recheio de abacaxi. Eu tive que atravessar metade da cidade para conseguir essa coisa. E você, qual é a sua desculpa?"

Inuyasha ficou por algum tempo aguardando pela resposta e esta só veio alguns segundos depois.

- "Não consigo dormir."

- "Por que, tem alguma coisa errada?"

- "Eu estou trabalhando. Metade do mundo está acordada há essa hora, há muito que fazer."

Era óbvio para Inuyasha que o irmão estava mais uma vez se esquivando e o caçula não fazia idéia de como alcançá-lo. Por mais que ele e o irmão tivessem um bom relacionamento, Sesshoumaru sempre fora muito reservado e não falaria sobre sua vida pessoal ou seus sentimentos e Inuyasha lamentava por isso.

- "Eu estou apenas respondendo alguns e-mails, vou voltar pra cama daqui a pouco."

- "Tudo bem".

- "Não passe a noite inteira aí Sesshoumaru, você precisa dormir".

- "Não se preocupe comigo".

Aquela parecia ser a frase preferida do irmão mais velho, dizia isso a todas as pessoas que demonstravam o mínimo de preocupação com ele e isso era bastante recorrente.

Inuyasha despediu-se após alguns minutos e desligou o computador voltando a se deitar ao lado de Kagome, que logo buscou aconchego nos braços dele.


Alguém aí aceita um lencinho? É muito triste ver esses dois separados quando é óbvio que se amam, mas a vida é assim. Resta saber se o amor é o suficiente para fazê-los voltar e ficarem juntos.

Será que é o suficiente? As feridas de ambos poderão ser curadas? Vamos esperar para ver.

Estou escrevendo sem parar nessa fic. Isso acontece às vezes, um monte de idéias surge e eu não posso freá-las, mas não se preocupem porque eu não abandonei a Destino, ok? Logo ela voltará com força total.

Obrigada a todos que me mandaram reviews e a quem não mandou também. Eu sei que nem sempre dá tempo.

Beijos!