Oi pessoal!
Viu como eu não sou tão má assim? Voltei com mais um capítulo, dessa vez mais longo e carregado de fortes emoções.
Boa leitura!
Alguns dias depois...
Estavam todos agitados naquela casa. Naquele final de semana fariam o que era chamado de ensaio para o casamento. Na realidade era uma desculpa para reunir as pessoas queridas, tomarem um bom vinho e desfrutarem de momentos agradáveis durante um almoço delicioso enquanto comemoravam aquela união.
Todas as pessoas diretamente envolvidas com o casamento iriam comparecer ao ensaio, a família, os amigos mais íntimos, os padrinhos, as damas e etc. Todos ficariam sabendo suas posições na cerimônia.
O almoço estava sendo realizado nos jardins da mansão Taisho. Mesas decoradas foram colocadas no local iluminado pela luz brilhante do sol. O dia estava bonito e sem qualquer nuvem no céu, mas não estava calor, ao contrário, a temperatura era amena.
Quase todos os convidados estavam ali, mas a noiva ainda não havia chegado e com ela sua mãe e Rin. Inuyasha estava super relaxado e conversava de forma descontraída com os amigos, dentre eles Sango e Miroku.
- Onde está a Kagome? - Sango perguntou.
- Está a caminho. Eu falei com ela minutos atrás, está atrasada, mas está vindo.
- Imagine como será no dia do casamento. Prepare-se para tomar um chá de cadeira meu amigo. - Miroku disse divertido e arrancou risos da esposa e do próprio Inuyasha.
Izayoi circulava pelo local cumprimentando as pessoas e se certificando de que todos estavam confortáveis e sendo bem servidos. Ela se aproximou do marido depois de ver um gesto dele a chamando.
- O que foi querido?
- Onde está Sesshoumaru?
- Em casa provavelmente.
- Ele não virá?
- Eu espero que sim. Falei com ele ontem à noite pelo telefone e ele não me pareceu muito empolgado, mas disse que viria. Ele sabe a responsabilidade que tem como irmão e como padrinho de Inuyasha.
- Será difícil para ele encontrar a jovem Rin depois de tanto tempo. – O homem falou pensativo. – Eu não me envolvi nessa história porque não cabe a nenhum de nós resolver isso, mas eu sei que ele está sofrendo.
- Ela também meu amor. – Izayoi interou. – Tenho conversado muito com Mizuki e ela me falou a respeito do comportamento de Rin. Ela, assim como nosso Sesshoumaru, está tentando viver fingindo que nada aconteceu, está evitando contato com a família e os amigos a fim de evitar que percebam quão infelizes estão.
- Pelo visto eles são mais parecidos do que podem imaginar. – O senhor Taisho disse antes de levar a taça de champanhe que tinha em mãos à boca.
- É verdade. – A esposa concordou.
- É uma pena que o relacionamento dos dois não tenha dado certo. A jovem Rin é uma boa moça e eu nunca havia visto nosso filho tão envolvido assim. Ele estava feliz.
- Talvez ainda haja uma esperança meu querido. O mais importante ainda está lá. Amor. – A bela mulher falou e exibiu um sorriso ao ver surgir pela entrada Kagome acompanhada da mãe e da prima. – Elas chegaram.
Izayoi caminhou até as três mulheres e lhes deu as boas vindas sorrindo alegremente.
- Que bom que chegaram!
- Boa Tarde Izayoi! – Kagome cumprimentou a sogra com um beijo no rosto.
- Boa tarde querida! E como está esse bebê?
- Ah, hoje ele está calminho. Não tive enjôos, nem náuseas e ele está quietinho.
- Que bom! Como vai Rin-chan? – Se dirigiu a ex-nora que não via já há algumas semanas.
- Estou bem senhora Taisho.
- Ótimo! Então por favor, fiquem à vontade. Kagome seus amigos estão todos aqui, inclusive os da faculdade.
- Eu vou falar com eles. Obrigada Izayoi.
- Por nada.
As três mulheres caminharam pelo jardim até a mesa onde Inuyasha estava e este logo se levantou para receber a noiva e beijá-la.
Rin e sua tia foram conduzidas à mesa, ficando em companhia de Miroku e Sango. A jovem cumprimentou os amigos e exibiu um sorriso, mas para qualquer um que a conhecesse minimamente, era visível seu desconforto por estar ali. Ela tentou distrair-se daquela sensação puxando conversa com os amigos.
- E então, como anda a vida de casados?
- Está ótima. Ainda estamos na fase de lua de mel. – Miroku respondeu prontamente.
- É. Estamos curtindo a nossa casa, nem temos saído muito. Preferimos programas a dois e geralmente em casa mesmo com tudo cheirando a novo ainda. É uma sensação tão boa. – Sango demonstrava toda a sua felicidade ao falar.
- É preciso mesmo aproveitar essa fase, logo virão os filhos e aí vem outra fase também maravilhosa. – A senhora Mizuki disse com sua sabedoria e experiência.
- É verdade, mas nós ainda não queremos ter filhos, não é amor? – Houshi concordou. – Vamos esperar um tempinho ainda.
- Isso mesmo, não há porque ter pressa. Vocês são jovens ainda, têm muito que aproveitar. – A mais velha dentre eles aconselhou sorrindo.
Um garçom se aproximou da mesa e ofereceu drinques a eles. Rin achou por bem não tomar nada alcoólico naquela ocasião, optou por um coquetel de frutas, bebida preferida por Kagome.
- E você Rin, o que anda fazendo?
- Trabalhando ... muito. Eu tenho assumido cada vez mais responsabilidades na Agência. É bom porque isso significa que estão reconhecendo meu trabalho. Eu fui promovida recentemente e isso também exige muito de mim.
- É. Eu também estou galgando meu espaço no hospital. Agora no meu retorno peguei firme no trabalho, estou na disputa pelo cargo de chefe da pediatria.
- Que ótimo Sango! – Rin disse. – Você logo-logo vai ganhar um novo paciente, não é?
- Ah sim! Eu faço questão de ser a pediatra do bebê do Inuyasha e da Kagome, assim como de todos os meus amigos que tiverem filhos. – A jovem disse sorrindo. – Mas falando sério, Kagome e eu conversamos e ela já havia me questionado sobre a possibilidade de acompanhar o bebê. Já estou escalada para participar do parto. – Falou orgulhosa.
O grupo manteve a conversa e Rin pôde enfim se desligar por um momento da tensão que sentia, embora não quisesse admitir ou demonstrar.
Kagome já havia cumprimentado a todos e agora conversava animadamente com as amigas da faculdade. Ela era muito querida pela turma e depois que descobriram sobre a gravidez, passou a ser o xodó de todos inclusive dos professores que se comprometeram a ajudá-la a recuperar as matérias caso ela precisasse se ausentar das aulas por qualquer motivo relacionado ao bebê. A aceitação por parte de todos foi muito melhor do que a jovem estudante poderia imaginar. Antes ela achava que a olhariam de forma diferente por exibir aquela barriga pelos corredores da Universidade sendo tão jovem, achou que seria recriminada, mas nada disso aconteceu.
...
Cerca de uma hora mais tarde, Sesshoumaru chegou finalmente à festa. Tão logo cruzou a porta dos fundos da casa que levava ao jardim, foi abordado por pessoas que o cumprimentaram e sua presença causou furor como sempre. Dessa forma Rin, mesmo que não tivesse se virado para olhar, percebeu que ele havia chegado.
O coração da jovem imediatamente bateu em disparada como se fosse saltar do peito e ela respirou fundo tentando se controlar. Mizuki a observou por alguns instantes e por dentro lamentava pelo que a sobrinha estava sentindo.
Sesshoumaru caminhou até a mãe e a cumprimentou com um beijo, depois ao pai.
- Pensei que não viria mais filho. – O senhor Taisho disse.
- Eu não poderia faltar, não é? – Ele disse fitando a mãe.
- Que flores lindas Sesshoumaru! – Izayoi referiu-se às lindas rosas que ele trazia nas mãos. Rosas amarelas.
- São para a Kagome. – Ele respondeu simplesmente e mantinha a feição séria, comum nos últimos tempos. – Onde ela está?
- Ali. – Izayoi indicou sorrindo. Ela adorava o fato do filho ser capaz de pequenos gestos tão significativos.
O jovem caminhou em direção a cunhada e ao irmão. Ela estava de pé nesse momento conversando com uma de suas amigas. Inuyasha chamou a atenção dela para a presença de Sesshoumaru e ela se virou para vê-lo se aproximar.
- Finalmente! – Disse assim que ele a alcançou.
- Desculpe o atraso, eu perdi a hora. – Ele falou serenamente e estendeu o buquê para ela. Kagome sorriu mais intensamente e se mostrou emocionada com o gesto aceitando o presente e retribuindo com um abraço ao cunhado.
- São lindas. Obrigada Sesshoumaru, eu adorei.
- Por nada. Você as merece. – Um sorriso leve surgiu no rosto dele ao ver a felicidade da quase menina a sua frente.
- Isso serve muito bem para desculpar seu atraso. – Kagome disse divertida ao voltar a fitar o cunhado.
Inuyasha fitava o irmão também sorrindo. Ele ficara surpreso com o carinho demonstrado por Sesshoumaru a Kagome. Sabia que os dois se davam bem e que ele gostava muito dela, mas honestamente não esperava por aquele gesto tão delicado.
- Hei, vamos beber alguma coisa? – O mais novo disse ao colocar uma das mãos no ombro de Sesshoumaru e com a outra apertar a dele em cumprimento.
Sesshoumaru concordou com o convite e os dois caminharam até uma das mesas onde estavam concentradas as bebidas e estas eram servidas por um garçom. Kagome voltou a circular pela festa exibindo com orgulho o lindo buquê que havia recebido e contando a todas as amigas que o presente havia sido dado a ela pelo cunhado.
- Obrigado. – Inuyasha disse assim que se viu sozinho com o irmão.
- Pelo quê? – Sesshoumaru indagou enquanto via o garçom encher uma taça com champanhe para ele.
- Você sabe. A Kagome ficou muito feliz.
- Não foi nada de mais. – Respondeu calmamente. - Eu mal tenho falado com ela ultimamente, não tenho sido o melhor dos cunhados e achei que essa seria uma boa forma de me desculpar.
- É. Você acertou em cheio como sempre. – O mais novo falou também tomando uma taça para si.
Da mesa em que estava Rin observou toda a cena. Ela viu Sesshoumaru entregar as flores a Kagome e o sorriso imenso que surgiu no rosto dela com o presente.
O coração ainda batia acelerado e nesse momento ele apertou fazendo a jovem sentir uma dor que achou que não mais sentiria àquela altura. Era difícil ver Sesshoumaru depois de tanto tempo. Ele estava tão perto e ao mesmo tempo tão distante.
A presença da jovem no local também não passou despercebida por Sesshoumaru. Ele identificou sua localização tão logo alcançou o jardim e seus olhos se voltaram para ela apenas por alguns instantes, mas foi o suficiente para ver o quanto estava linda.
Rin usava um vestido na cor verde folha que contrastava com sua pele. Era um modelo simples, porém elegante ajustado ao corpo apenas na parte dos seios que era composta por um bojo e logo abaixo havia bordados em um tom mais escuro de verde. Abaixo o modelo era soltinho e o tecido leve conferia uma delicadeza que combinava totalmente com ela. Nos pés ela trazia sandálias de tiras finas na cor marfim, assim como a pequena bolsa que carregava. Não usava jóias, apenas um pequeno brinco figurava em sua orelha e estava a mostra por causa do penteado que mantinha seus cabelos presos deixando apenas a franja que se dividia ao meio recair levemente sobre os olhos.
Sesshoumaru se viu mais uma vez encantado, mas lutou contra a vontade de prender-se mais tempo na observação a ela, voltando sua atenção para os convidados e para o irmão que agora lhe fazia companhia. Inuyasha não deixou de perceber o olhar do irmão sobre Rin e então o encarou de forma indagativa.
- Ela veio sozinha? – O mais novo se surpreendeu com a pergunta.
- Sim. – Respondeu sabendo exatamente a quem o mais velho se referia. – Com quem você achou que ela viria?
- Um novo "amigo" talvez.
- Que eu saiba a Rin não está saindo com ninguém e mesmo que estivesse não acho que ela traria essa pessoa aqui.
Sesshoumaru manteve-se calado por algum tempo observando o ambiente ao redor e evitando olhar para a mesa onde Rin ainda estava em companhia da tia. Ele sabia que estava sendo grosseiro não indo lá para cumprimentá-las e ao casal de amigos que as acompanhava, mas por hora achou melhor assim.
- Eu a vi há duas semanas com um homem. – Sesshoumaru voltou a falar e mais uma vez prendeu a atenção do irmão.
- Onde?
- No centro da cidade. Eu estava preso em um engarrafamento quando a vi na calçada esperando por ele. – Falou com a expressão tão impassível que era quase inacreditável que ele amasse aquela mulher, como Inuyasha sabia que amava.
- Como era esse cara?
- Jovem, da mesma idade que vocês provavelmente. – Ele voltou a tomar o líquido em sua taça. – Ela parecia feliz. – Disse por fim em um tom soturno que ele provavelmente não tinha intenção de deixar escapar.
- Kohako. – Inuyasha informou.
- O ex-namorado... é claro. – Sesshoumaru disse ironia triste em sua voz.
- É ele mesmo. Segundo a Rin ele voltou ao Japão para apresentar a noiva à família. -Sesshoumaru arqueou a sobrancelha diante do que o irmão disse.
- Então eles não estão...
- Juntos? Não. Ele veio na frente para organizar algumas coisas e a noiva chegou no final de semana seguinte. Parece que ele quer apresentar as duas antes de ir à casa dos pais. - Você achou que ela voltaria pra ele?
- Por que não? Ela não acha que eu posso voltar a ter um caso com a Kagura a qualquer momento?
Inuyasha não replicou, apenas balançou a cabeça negativamente, não acreditando quão teimosos seu irmão e amiga eram.
Sesshoumaru permaneceu pensativo naquele local por algum tempo, mas logo algumas pessoas apareceram para falar com ele. Alguns amigos de seu pai que ainda não o haviam encontrado e queriam cumprimentá-lo pelo sucesso da empresa, que fora largamente divulgado até mesmo na imprensa.
Ainda sentada à mesa, Rin tentava manter-se firme. Ela também lutava para não olhar, mas em alguns momentos perdia a batalha e seus olhos buscavam pelo belo homem de cabelos prateados. Ele estava elegante como sempre em um terno escuro e camisa social azul sem gravata.
O almoço foi servido momentos mais tarde, um brinde aos noivos foi proposto pelo senhor Taisho e aceito por todos. O clima era amistoso e Kagome estava radiante.
Rin mal tocou na comida, não conseguia comer quando estava nervosa ou ansiosa, ao contrário do que acontecia com a grande maioria das pessoas.
- Querida você está bem? – A tia perguntou discretamente e Rin apenas confirmou que sim com um aceno de cabeça.
Após a sobremesa todos voltaram a circular. Sesshoumaru foi ao interior da casa por alguns instantes voltando logo depois. Quando caminhava de volta à festa, ele viu que não podia mais adiar o cumprimento aos amigos e nem o encontro com Rin. Aproximou-se da mesa em que estavam e desejou boa tarde a todos de forma educada.
- Oi Sesshoumaru! – Sango o cumprimentou. – Achei que não viria falar conosco, você anda muito requisitado. – Ela falou divertida enquanto ele se inclinava para beijá-la no rosto.
- Requisitado eu? Impressão sua Sango. – Falou com uma modéstia nada comum a ele. – Olá Rin. – Um simples inclinar de cabeça foi o que ele usou para cumprimentá-la e ela mal conseguiu olhá-lo nos olhos, mas pelo breve instante em que se voltou para ele, o vazio que encontrou a frieza a fez ter vontade de chorar. Rin não conseguiu respondê-lo, desviou o olhar imediatamente e mesmo que quisesse dizer alguma coisa sentia que sua voz lhe faltaria.
- Miroku como está? - O homem perguntou voltando-se para o amigo.
- Estou bem aqui, cercado por tão belas damas. – Disse galanteador como sempre e as mulheres sorriram à exceção de Rin que se manteve calada enquanto ninguém poderia calcular a tensão que fazia com que seus músculos internos se contorcessem.
- A senhora deve ser a mãe de Kagome? A semelhança é inegável. – Sesshoumaru se dirigiu a ela com uma leve reverência.
- Sim sou eu, Higurashi Mizuki. É um prazer finalmente conhecê-lo Sesshoumaru.
- O prazer é meu, senhora. - Respondeu educado.
- Desde que cheguei apenas ouvi falar de você, muito bem a propósito. Esperava pela oportunidade de encontrá-lo. – A mulher disse sorrindo.
- De fato eu tenho andado afastado ultimamente. Tenho tido muito trabalho.
- Eu imagino. Inuyasha nos fala sempre sobre sua dedicação ao trabalho e à empresa.
- É o que eu faço melhor, acredito. Bom, eu vou indo. – Disse segundos depois. - Foi um prazer conhecê-la senhora Higurashi.
- Igualmente.
- Miroku depois eu gostaria de falar com você, pode ser?
- Claro.
- Eu ligo e nós marcamos alguma coisa. Com licença. – Ele disse finalmente se afastando dali.
Sesshoumaru manteve seu comportamento gentil e educado como um verdadeiro lord, mas era inegável a distância que ele procurava manter. Não havia qualquer expressão de sentimentos em sua face, embora um turbilhão o agitasse por dentro.
- Se não se importam, eu vou ao toalete. – Sango disse se levantando momentos depois de ver o amigo se distanciar. – Já volto amor. – Falou depositando um beijo leve nos lábios do marido.
Sango saiu da mesa e logo depois Rin se levantou subitamente.
- Eu também vou ao toalete tia. – Ela disse caminhando apressada para fora dali.
Cada centímetro do corpo da jovem tremia. O ar lhe faltava aos pulmões e o coração parecia que ia explodir. Ela tentava se acalmar e controlar a respiração, mas estava tão difícil. "Meu Deus, o que eu vim fazer aqui?" Pensou. "Eu preciso ir embora, preciso sair daqui."
Rin estava apoiada em uma das pilastras de sustentação da escada, nem sabia como havia chegado ao interior da casa, não conseguia pensar e suas pernas tremiam vertiginosamente.
- Rin? – Uma voz feminina soou atrás de si e ela sentiu o toque em seu ombro. – Rin você está se sentindo mal? – Indagou preocupada. - Meu Deus, você está trêmula!
Kagome fitava a prima com apreensão sem saber o que ela estava sentindo exatamente, até que Rin ergueu o rosto para que seus olhos encontrassem os dela. Lágrimas impertinentes brotavam dos olhos castanhos.
- Eu... - o soluço interrompia sua fala. – Sinto muito Kagome, eu não consigo... eu pensei que conseguiria, que poderia suportar, mas não posso... – ela chorava. - Eu preciso ir embora... me desculpe.
- Calma Rin, por favor. – Kagome tentava consolá-la e ao tocar a prima sentiu o quanto ela estava gelada. – Venha até aqui.
- Não Kagome, por favor, me deixe ir embora. – Ela pediu em tom de súplica. – Por favor, eu não quero ficar aqui.
- O que houve? – Inuyasha surgiu de repente.
- A Rin não está se sentindo bem. – Kagome resolveu amenizar. - Ela quer ir embora Inu.
Inuyasha olhou para a amiga e viu as lágrimas em seus olhos e o pedido quase desesperado para sair dali. Rin estava visivelmente transtornada.
- Rin? – Ele a chamou com a voz suave e se aproximou dela tocando seu belo rosto e depois a abraçando.
- Por favor, Inuyasha eu só quero ir embora. – Ela repetiu enquanto era envolvida pelos braços quentes dele.
- Calma Rin-chan. Respira, tente se acalmar primeiro. Eu vou chamar o motorista para levar você.
- Não precisa. Eu pego um táxi.
- De jeito nenhum. – Ele foi taxativo enquanto segurava o rosto dela com as mãos. – Ele vai te levar sim, espere só alguns segundos.
Inuyasha viu mais lágrimas escorrerem pelo rosto delicado da amiga e a deixou em companhia da noiva seguindo pelo corredor até a cozinha onde provavelmente encontraria o motorista da família. O homem foi facilmente encontrado e logo foi buscar o carro para fazer o que lhe foi ordenado.
Logo Inuyasha e Kagome estavam na entrada principal da mansão se despedindo de Rin.
- Fique bem Rin-chan. Daqui a pouco vou ligar para ver como você está. – Kagome disse.
- Obrigada. – Ela disse aos dois e logo depois entrou no carro que imediatamente entrou em movimento para sair dali.
Kagome abraçou o noivo depois de perder o carro de vista. Ela ficara preocupada com a prima, nunca a tinha visto daquele jeito.
- Vai ficar tudo bem Kagome, a Rin é forte, ela só estava muito nervosa. – Inuyasha disse tentando acalmá-la. – Vamos entrar.
Os dois voltaram para a festa e resolveram não contar a ninguém o que havia acontecido. Diriam apenas que Rin não se sentia muito bem e por isso voltou para casa.
...
Quando se viu sozinha dentro do carro, Rin se entregou ao que estava sentindo e chorou, chorou como apenas havia chorado quando os pais e os irmãos morreram.
Os soluços dela certamente podiam ser ouvidos pelo motorista que olhava pelo retrovisor preocupado, mas não disse sequer uma palavra.
Ela apertava os olhos com força tentando conter aquele aperto que fazia seu coração doer, mas era inútil. A angústia e a mágoa eram grandes demais. Como fora tola por achar que estaria bem na presença dele. Como poderia estar bem na presença dele sem estar com ele? Como poderia se comportar normalmente, sabendo que ele não era mais seu, que agora tudo não passava de lembranças? Ilusão era isso, essa idéia não passava de uma ilusão. A quem Kawasagi Rin estava tentando enganar? Como uma criatura boba e insegura como ela conseguiria manter-se firme diante do homem que amava e que sabia, nunca mais teria de volta? Como manter a integridade da alma e do coração diante do grande amor perdido?
A jovem chorava cada vez mais intensamente enquanto essas perguntas martelavam sua mente. Ela rezava para chegar logo em casa e poder se trancar no quarto onde ninguém poderia incomodá-la, onde ninguém veria o quanto era tola.
Minutos depois o carro estacionava em frente à casa da jovem. Ela sequer esperou que o motorista lhe abrisse a porta e saiu rapidamente por conta própria.
- Obrigada. – Disse antes de caminhar até a entrada e procurar a chave na bolsa para abrir a porta.
Assim que entrou em casa, Rin correu para o quarto e se jogou na cama agarrando o travesseiro e voltando a chorar compulsivamente. Ela continuou assim por longas horas até que se acalmou um pouco e resolveu se levantar. Talvez um banho a fizesse se sentir melhor.
Embaixo do chuveiro com a água escorrendo por seu corpo ela voltou a chorar dessa vez de forma mais contida, mas a dor em seu peito permanecia a mesma de antes. Quando terminou, Rin vestiu uma roupa qualquer e voltou para a cama cobrindo-se com o edredom e mantendo-se encolhida.
Estou morrendo de pena... ou quase. Esse é um momento muito difícil para nossa Rin. Ela quase teve um colápso tadinha.
Bom aguardo seus reviews. Críticas, sugestões e etc.
Adoro todas vocês.
Beijos!
