Oi gente!

E as fortes emoções continuam rolando soltas...

Nossa heroína ainda está sofrendo muito, mas veremos aqui um bom exemplo de como pessoas queridas podem nos ajudar nos momentos mais difíceis.


Por volta das 18h00 na casa dos Taisho, a maioria dos convidados já havia partido. Kagome se aproximou do noivo e ele a envolveu com um dos braços.

- O que foi amor? - Ele indagou.

- Eu quero ir para casa agora Inuyasha, estou preocupada com a Rin. Eu conversei com a mamãe, ela me disse que iria ficar com ela, mas eu também quero ir.

- Tudo bem. Eu vou levar vocês.

- Obrigada. - Agradeceu depositando um beijo nos lábios dele.

Inuyasha se levantou da poltrona em que estava e foi com Kagome até o local na sala onde os pais estavam com alguns amigos, para se despedir.

- Mãe, pai eu estou indo levar Kagome e a senhora Higurashi em casa.

- Tudo bem filho. - O senhor Taisho disse. Izayoi se levantou e abraçou a nora rapidamente e depois à mãe dela.

- Eu vou acompanhá-los até a porta. - A dona da casa disse e após se despedirem de todos os que estavam ali, os três caminharam com ela até a porta de entrada.

- Boa noite Izayoi.

- Boa noite Mizuki. Por favor, liguem para mim se precisarem de alguma coisa. Eu espero que a Rin esteja bem. - A mulher disse em um tom preocupado sabendo o que havia acontecido através de Mizuki.

- Ela vai estar bem sim mãe. A Rin é forte. – Inuyasha assegurou.

- Bom, é melhor irmos. Eu também estou preocupada com ela. - Mizuki disse.

Entraram no carro e logo Inuyasha deu a partida saindo dali. A preocupação de Kagome e da mãe se devia ao fato de que a mais nova ligara inúmeras vezes para casa e para o celular de Rin e ela não atendia à chamada. Kagome teria saído da festa muito antes, mas não podia fazer a desfeita de deixar todas aquelas pessoas ali.

Não demoraram muito a chegar a casa. Kagome saiu logo do carro e caminhou rapidamente até a porta abrindo-a logo a seguir. Inuyasha e a senhora Mizuki entraram atrás dela.

- Eu vou ao quarto pra ver a Rin. - Kagome disse e subiu os degraus correndo sob o protesto de um preocupado Inuyasha, que não queria que ela fizesse esforço.

A jovem alcançou o quarto da prima e abriu a porta devagar, viu que Rin estava deitada na cama coberta com um edredom branco e parecia dormir. Kagome se aproximou e tocou os cabelos da prima carinhosamente. A fronha do travesseiro estava molhada denunciando as lágrimas que ela havia derramado provavelmente durante horas antes de adormecer.

Kagome a observou por mais alguns instantes e a cobriu melhor com o edredom antes de sair dali caminhando lentamente de volta à sala de estar.

- Ela está dormindo. - Disse ao pisar no último degrau da escada. - Parece bem, mas esteve chorando e muito.

A jovem se sentou ao lado do noivo em um dos sofás e acomodou a cabeça em seu peito buscando por seus afagos. A senhora Higurashi que também estava ali se levantou.

- Eu vou trocar de roupa e preparar um chá. Vamos deixar que Rin descanse, ela estará bem melhor depois de algumas horas de sono. - Disse já caminhando até a escada.

- Será que ela vai ficar bem? - Kagome perguntou e ergueu a cabeça para fitar o noivo. - Eu nunca vi a Rin-chan daquele jeito Inu, nem quando a família dela morreu. Ela ficou arrasada na época, mas aquele desespero que vi nos olhos dela hoje me assustou.

- Ela vai ficar bem sim, eu tenho certeza. – Inuyasha respondeu acariciando o rosto da noiva.

Ficaram em silêncio apenas desfrutando da companhia um do outro e minutos depois Inuyasha voltou a falar.

- Você tem razão Kagome, esses dois não podem ficar separados.

- Eu sei o que quer dizer. O Sesshoumaru também me pareceu muito chateado e triste, mas o que nós podemos fazer?

- Eu não sei.

- Temos que dar tempo ao tempo. - A voz madura de Mizuki-san que voltava a sala soou. - A Rin precisa refletir sobre as escolhas dela e saber se vale à pena lutar por esse relacionamento. - Falou voltando a se sentar na poltrona.

- Mãe, a Rin ama o Sesshoumaru isso é inegável.

- Sim eu concordo, mas esse amor é recíproco? - A mulher indagou voltando seu olhar para o genro. - O que você acha Inuyasha?

- É sim. O Sesshoumaru sempre foi um cara reservado, vivia mais para o trabalho do que para amigos ou família. Ele estava sempre viajando e se ocupando do que quer que fosse relacionado à empresa, mas isso mudou depois que ele conheceu a Rin. – O jovem passou a explicar. - Como meu pai diz, ele deu mostras de que queria se assentar, ele comprou um apartamento aqui, criou raízes, se tornou muito mais maleável e acessível do que jamais foi. Conhecer a Rin despertou nele a vontade de se relacionar com alguém de verdade, algo que ele nunca havia feito antes.

- Eu pude perceber, pelo pouco que conversamos que seu irmão é um homem bastante sério. Também não acho que ele estivesse apenas procurando uma aventura ao se envolver com a nossa Rin-chan.

- Mas a Rin não confia nele mãe, ou não confia no amor que ele sente por ela. Perece que não consegue acreditar que um homem como ele possa amá-la.

- A insegurança de sua prima é normal, ela é jovem demais e inexperiente. Mas seu erro está em se deixar dominar por essa insegurança, por isso ela está sofrendo. O que nós podemos fazer no momento é esperar que ela se conscientize disso e admita estar cometendo um erro ao se deixar levar por esse sentimento. Acho que talvez isso possa ser conseguido com uma boa conversa.

- A senhora vai falar com ela? - Kagome sorriu diante da possibilidade, talvez a prima se abrisse com a mais velha que sempre teve um jeitinho especial de lidar com elas, desde a adolescência.

- Sim, eu pretendo conversar com ela depois.

Kagome sorriu ainda mais e se voltou para Inuyasha que observava a sogra.

- Bom, eu vou fazer o chá. Vocês aceitam?

- Eu aceito. - Inyasha disse prontamente.

- Eu também mãe.

- Está certo. Eu volto em alguns minutos. Vocês deveriam ir se trocar enquanto isso. - Sugeriu.

...

Era noite e Sesshoumaru estava em casa sozinho como de costume. Acabara de falar ao celular com um de seus amigos que o convidava para uma festa numa das boates mais badaladas da cidade. Ele declinou do convite educadamente, apesar da insistência de Hideki. Não havia sequer uma célula do corpo dele inclinada a buscar por diversão.

Desde que voltara a Tóquio, Sesshoumaru retomara o contato com várias pessoas com as quais ele não convivia desde que se formara e passara a viajar pelo mundo todo representando a Coorporação Taisho. Muitas dessas pessoas eram amigos da faculdade ou ainda da infância, alguns eram apenas contatos que ele adquiriu durante o trabalho e pessoas de influência na cidade. Freqüentemente o executivo recebia convites para eventos, festas ou apenas para uma noitada como agora, mas naquele momento Sesshoumaru não queria nada, ou melhor, queria, mas era atormentado pelo fato de não poder ter.

Ele estava sentado na sala de estar, na confortável poltrona que agora já não parecia mais tão confortável. O silêncio no apartamento era quebrado apenas pelo vento que entrava através da porta de correr aberta da varanda e balançava os galhos das plantas que ornamentavam o local. O céu lá fora estava estrelado e a cidade fervia naquele sábado à noite.

Sesshoumaru tinha um copo de uísque na mão e naquele momento enquanto estava sozinho, o semblante sério e indiferente dava lugar a um triste, quase melancólico. Rin estava, invariavelmente, em seu pensamento. Ele pensava em como se sentiu ao encontrá-la há poucas horas atrás durante a festa. Ela estava tão linda, uma vontade dolorosa de abraçá-la recaiu sobre ele quando se aproximou da mesa para cumprimentar os amigos, ela e à tia.

Rin mal o olhou nos olhos e aquilo doeu mais do que o executivo poderia imaginar. Mas o que ele podia esperar depois de tanto tempo? Achou que ela não superaria que não conseguiria seguir em frente depois de terem se separado? Você está pagando por sua prepotência Sesshoumaru. Rin é jovem, não se manteria presa a um relacionamento sério por muito tempo. Ela ainda tem muito que viver o que experimentar. Por que motivo ela ficaria presa a você, apenas por essa ser a sua vontade?

Esses pensamentos preenchiam a mente de Sesshoumaru enquanto ele tentava relaxar e quem sabe dormir. Mas esta se tornara uma tarefa extremamente difícil para ele nos últimos tempos.

...

Por volta das dez da noite, naquele mesmo sábado Rin despertou de seu sono povoado com sonhos. Ela se moveu no ambiente quente de sua cama e fitou o teto sentindo a vontade de chorar voltar a sobrepujá-la. Não conseguiu contê-las e as lágrimas desceram pelo canto dos belos olhos castanhos molhando o travesseiro mais uma vez.

Minutos depois Rin ouviu batidas na porta, pensou por um momento em ignorar e fingir estar dormindo, mas lembrou-se de que não havia trancado a porta, então logo esta se abriu revelando a face terna de sua tia.

- Rin-chan? – Mizuki chamou e a jovem a fitou com o olhar que exprimia toda a sua tristeza. - Querida, como está se sentindo? - Indagou se aproximando da cama e ao ver a face de Rin se transformar pelo choro a recebeu nos braços carinhosamente.

- Tia... está doendo tanto. – Confessou chorando.

- Eu sei querida, eu sei. - A mulher disse a acariciando nas costas.

Rin soluçou nos braços da tia, sentindo depois de muito tempo o conforto de ter alguém a afagando. Um colo protetor onde buscar abrigo. Sua tia era o mais próximo de uma mãe que ela poderia ter. Mizuki era irmã de sua mãe afinal e amava a sobrinha como amava a própria filha.

Aos poucos Rin foi se acalmando e a tia segurou seu rosto fazendo-a encará-la.

- Que tal conversarmos, hã? - Rin recostou-se a cabeceira da cama e fitou a tia. - Não quer me dizer o que está te afligindo tanto, desabafar o que está aí machucando esse coraçãozinho?

Rin respirou fundo e desviou o olhar da tia fitando as próprias mãos pousadas sobre o colo. Uma lágrima solitária ainda fugiu de seus olhos antes que ela pudesse começar a falar.

- A senhora sabe que eu e o Sesshoumaru estamos separados... - Iniciou.

- Sei. Eu percebi isso desde o dia em que cheguei aqui quando não o vi vir visitá-la e você sequer falava nele.

- É. Antes era muito comum vê-lo aqui. Ele sempre vinha me ver, mesmo quando eu estava atolada de trabalho e vinha apenas pra me fazer companhia pra ficar perto de mim. – Rin disse saudosa e triste.

- Você sente falta dele, não é?

- Muita tia. Foi tão difícil encontrar com ele hoje...

- Com licença? - Outra voz pôde ser ouvida no quarto e chamou a atenção das duas mulheres para a presença de Kagome ali. - Vocês querem chá?

- Entre Kagome. - Rin autorizou e a jovem caminhou até elas com uma bandeja nas mãos contendo um bule e três xícaras. Ela colocou o objeto sobre a cama e começou a servir a bebida.

- Onde está o Inuyasha filha?

- Está no quarto assistindo a um filme. - Kagome respondeu enquanto entregava uma das xícaras já cheia à prima que agradeceu.

- Você estava dizendo Rin, que você e Sesshoumaru se separaram... – Mizuki a induziu a continuar e viu a jovem confirmar com um aceno.

- Nós brigamos por causa do ciúme que eu sinto dele.

- Eu consideraria normal sentir ciúmes de um homem como aquele. - A senhora Higurashi disse de forma tranqüila. - Afinal, ele é atraente, bem sucedido. Tenho certeza que Kagome também sente ciúmes de Inuyasha, não é?

- Com certeza. - A mais nova confirmou.

- Mas a Kagome consegue lidar com isso, eu não. Não é a primeira vez que nós brigamos e é sempre por causa daquela mulher... - Rin disse magoada.

- Que mulher?

- Kagura. - Kagome respondeu à indagação da mãe. - Ela e Sesshoumaru são amigos há anos, mas antes de conhecer a Rin, o Seshoumaru tinha um relacionamento meio estranho com ela.

- Estranho como?

- Eles não namoravam, nem assumiam um compromisso com o outro, mas dormiam juntos.

- Oh! - A senhora Higurashi mostrou-se surpresa. Kagome continuou.

- Quando o Sesshoumaru começou a ver a Rin, ele terminou esse "acerto" dele com a Kagura, mas a Rin parece não acreditar nisso. - Disse olhando para prima.

- Eles continuam sendo amigos então?

- Sim. - Dessa vez Rin respondeu exasperada. - Eles são amigos desde a infância, as famílias são amigas e sócias. Os dois nunca vão perder o contato. Kagura está sempre por perto, sempre rondando.

- E você não acredita que eles possam ser apenas amigos?

- Ele diz que sim, mas...

- Você não acredita nele?

- Quando nós conversamos a esse respeito eu acredito nas palavras dele, mas quando eu os vejo juntos, a intimidade que eles compartilham... Eu não consigo tirar da minha cabeça a imagem dos dois juntos como um casal.

- Ele já deu alguma mostra de que possa estar enganando você com ela? - A tia perguntou calmamente tentando fazer a jovem refletir.

- Não. Eu acho que não... – Rin disse de forma hesitante.

- Querida, eu estive conversando com o Sesshoumaru na festa depois que você foi embora e até comentei com Kagome e Inuyasha. Ele pareceu um homem sério e íntegro.

- Mesmo os homens sérios estão sujeitos a deslizes tia.

- Deslizes certamente, mas não algo como o que você está caracterizando. Para namorar você e da forma mais cínica manter um relacionamento com essa mulher, que como você mesmo disse vive próxima a vocês e à família, ele teria que ser um canalha e eu não consigo acreditar que ele seja esse tipo de homem minha querida. Você acredita? - Rin negou com um gesto.

A jovem voltou a chorar ao ouvir a tia proferir aquele termo, canalha, imediatamente lhe veio à mente a discussão com Sesshoumaru. O modo furioso com que ele reagiu àquele infeliz comentário dela. Não era sua intenção classificá-lo como tal, sabia que ele não era assim e como o próprio disse sempre a tratara com respeito e carinho, mas não conseguiu se controlar.

- Eu sei que ele não me trairia dessa forma, não faria nada para me magoar intencionalmente. Mas sempre que os vejo juntos, ela parece tão mais adequada a ele do que eu. Parecem ter sido feitos sob medida um para o outro.

- Rin, pára com isso. Você fala como se a Kagura fosse melhor do que você e ela não é. - Kagome disse séria.

- Sua prima tem razão. Essa mulher pode se parecer mais com Sesshoumaru, ela pode ser linda e elegante, mas você também é linda Rin. Olhe-se no espelho, você é uma das mulheres mais lindas e graciosas que eu já vi e tem uma vantagem absoluta em relação a essa Kagura... - A mulher falou encarando a sobrinha. – Você tem o amor dele.

- Isso mesmo mãe. - Kagome reiterou. - Só a Rin não enxerga o quanto aquele homem é apaixonado por ela.

- Vocês não entendem. Não tem mais volta não depois de tudo o que aconteceu.

- Se você quiser tem volta sim. - A prima afirmou com convicção.

- Você não viu a forma como ele me olhou Kagome, a frieza que eu senti naqueles olhos. Nós discutimos várias vezes pelo mesmo motivo, ele me acha infantil por não conseguir controlar meu ciúme, por me sentir ameaçada pela Kagura. Sesshoumaru insiste em ficar perto dela na minha frente mesmo sabendo que isso me machuca...

- Eles são amigos Rin. Você e Kohako também não são amigos? – Kagome disse usando um tom mais sério com a prima. - Numa boa, você acha mesmo que ainda pode rolar alguma coisa entre aqueles dois? – Rin manteve-se calada diante das indagações da prima. - Honestamente Rin, eu nunca vi a Kagura se insinuar para o Sesshoumaru, nunca a vi dar em cima dele.

- Eu também não. - Admitiu.

- E ainda que ela se insinuasse, pense bem, conhecendo o Sesshoumaru como nós conhecemos você acha que ele seria capaz de corresponder?

- Não. – Rin respondeu chorosa, após pensar por alguns instantes. - Mas agora ele não me quer mais. Não depois das coisas que eu disse. Eu estraguei tudo Kagome e o perdi, o perdi pra sempre.

- Rin-chan ouça bem o que eu vou lhe dizer. Eu sou sua tia e a amo como se fosse minha própria filha. Quando sua mãe morreu, eu prometi que cuidaria de você e faria tudo ao meu alcance para vê-la feliz, por isso nesse momento me dói ver você desistir desse jeito de algo que é tão importante para você. Onde está aquela menina forte e corajosa que eu conheci a vida inteira? Você sempre foi uma lutadora Rin, uma guerreira que suportou grandes tribulações e agora está se deixando abater assim. Não pode querida, você não pode permitir que isso aconteça.

- O que eu posso fazer tia? Sesshoumaru provavelmente se cansou do meu comportamento, se cansou das minhas crises e eu não posso culpá-lo.

- Está em suas mãos mudar esse quadro, essa atitude precisa partir de você. – Mizuki continuou. - Um homem como Sesshoumaru sempre irá atrair outras mulheres Rin. Ele é bonito, rico, inteligente e apesar de toda aquela seriedade é extremamente carismático. Uma mulher teria que ser cega ou louca para não interessar por ele. É você que precisa crescer e aprender a lidar com isso. Você é a mulher que ele escolheu, é você que ele quer ter ao lado. Não pode se deixar intimidar por Kagura ou qualquer outra mulher minha querida, reafirme o seu lugar ao lado dele faça essas mulheres entenderem que Sesshoumaru é seu e que elas podem tentar o quanto quiserem, mas não conseguirão tirá-lo de você.

Kagome sorriu largamente com as palavras da mãe, jamais imaginou ouvi-la falar assim. Não poderia ter dito melhor, sua prima precisava assumir o controle da situação, precisava mostrar que era uma mulher segura, linda e inteligente, mostrar a todos porque o cobiçado Sesshoumaru Taisho se apaixonou por ela.

- A mamãe está certa Rin. Você sabe tão bem quanto eu a quantidade de mulheres que dão em cima do Inuyasha, que o querem, mas eu não dou espaço pra elas se aproximarem não. Eu deixo bem claro que o Inu é meu e ai de quem tentar tirar ele de mim. - O modo como Kagome falou fez um sorriso tímido surgir nos lábios de Rin e ela sentiu a tia levar a mão ao seu rosto enxugando suas lágrimas.

- Eu quero que pense bem no que conversamos Rin-chan, reflita e pense se não vale a pena você lutar pelo homem que você ama. Talvez tudo o que vocês precisem seja uma boa conversa, sem reservas ou restrições para aparar todas essas arestas que se formaram com o tempo. Eu quero ver minha sobrinha agir como sempre agiu, com força e coragem. Converse com ele e diga como se sente.

Rin pareceu pensar nas palavras de sua tia. Será que ainda havia uma chance para ela e Sesshoumaru? Ela não sabia dizer, mas podia sentir o conforto que as palavras da tia e de Kagome trouxeram ao seu coração. Ela não o sentia mais tão apertado, um fio de esperança nasceu bem lá no fundo, mas ainda havia medo. Medo da rejeição, medo de ouvi-lo dizer que estava cansado dela, que não a queria mais em sua vida. Pensar nessa possibilidade fez seu corpo estremecer levemente. Precisava pensar, como sua tia disse, precisava refletir e era isso que faria.


Voltei!

Pobrezinha, a Rin está sofrendo muito. Mas vimos aqui que ela não é a única. Nosso Sesshy também nao está nada bem e parece está começando a adquirir um pouco da insegurança de Rin. Será? Acho que ele está tentando encontrar razões pra se manter afastado dela. Daí todas aquelas perguntas e pensamentos na cabeça dele.

A senhora Higurashi teve uma conversa séria e importantíssima com a sobrinha, na tentativa de fazê-la reagir. Ela já percebeu que Rin não quer deixar Sesshoumaru e que mesmo com a distância e o tempo não deixou de amá-lo. Então resolveu dar uma forcinha. É bom ter pessoas por perto para abrir seus olhos. Muitas vezes não enchergamos o óbvio.

O que será que Rin fará agora e Sesshoumaru?

Vamos esperar para ver.

Muito obrigada pelos reviews maravilhosos que vocês me enviaram. Eles significam muito para mim e eu adorei o fato de ter conseguido colocar bem a atmosfera e o desespero de Rin ao se ver no mesmo ambiente que o homem que ela ama tão desesperadamente.

Um pequeno recadinho:

Eu sei que a maioria de vocês aqui acompanham a fic a Batalha Perdida de Sesshoumaru. Aviso que ainda não atualizei porque ainda não estou satisfeita com o que escrevi. Sei que vocês estão ansiosas, mas espero que entendam. Não consigo postar antes de ler e ficar plenamente satisfeita com o resultado.

Meu pc está na manutênção e eu estou de férias no trabalho então fica difícil escrever ou postar. Espero que até o início da próxima semana eu consiga atualizar, já que estou de partida amanã para São Paulo , pra curtir o Anime Friends.

Beijos e até a volta!