Oiii!! Finalmente mais um capítulo e acho que dessa vez não demorou tanto... Mas de qualquer forma, antes tarde do que nunca não é??
Disclaimer: Naruto não me pertence.
Espero que gostem e boa leitura!!
New chapter, new life
Hinata já estava nervosa e aparentemente o mundo conspirava contra ela. Depois do trânsito infernal de quarenta minutos até o aeroporto, agora perdia tempo na tentativa de encontrar um lugar para estacionar. Neji a mataria.
A Hyuuga afastou a manga do casaco para ver seu relógio de pulso, 18:50. O avião teoricamente pousara quinze minutos atrás. Ela suspirou e bateu de leve a testa no volante, mas pelo visto alguma criatura divina teve pena dela e um carro próximo saiu. Estacionou da melhor forma que pôde e depois saiu do carro em um salto. Fase um completada.
Fase dois: encontrar o portão de desembraque. Segundos depois lá estava ela, no meio do imenso aeroporto tentando encontrar a placa certa. Se sentiu uma tonta no meio de tantas pessoas que pareciam saber exatamente para onde estavam indo, mas isso durou pouco por sua falta de tempo. Ela correu por alguns segundo até finalmente encontrar o portão sete, chegou ofegante, mas para seu desespero notou que não havia mais ninguém. Seu horror foi interrompido por uma voz que se fez ouvir às suas costas.
- Está atrasada.
Hinata reconheceria aquele tom de voz frio e autoritário em qualquer lugar, afinal era o mesmo de seu pai. Ela se virou e viu um rapaz sentado em uma das várias cadeiras de espera, com duas malas ao seu lado e com um pequeno livro em mãos. Seus olhos rosa perolado, marca registrada dos Hyuuga, provavam que ela estava certa, era Neji. Um rapaz de estatura média-alta, corpo bem definido, cabelo castanho, liso e longo, preso em um rabo de cavalo baixo, pele clara e rosto com traços sérios, mas belos.
Ele pegou as malas e caminhou na direção dela sem pressa. Usava uma calça jeans básica e uma camisa branca com um tênis, algo bem simples sob um sobretudo bege e ele ainda usava um cachecól azul marinho em seu pescoço.
Neji: - Vamos embora antes que eu congele. Esqueci o quanto era frio por aqui.
Ele estava com frio e isso apenas piorava o seu humor, já bem comprometido por natureza. Quem visse a cena teria estranhado um encontro familiar tão frio, mas Hinata já se acostumara, os Hyuuga eram sempre assim. Distantes. Apenas ajudou o primo com uma das malas de mão e em silêncio tomaram o caminho para o carro.
Hinata: - V-Você t-tem onde ficar Nii-san?? -- Ela só juntou coragem para falar quando já estavam no carro, depois de ter ligado o motor.
Neji: - Pedi uma reserva no hotel de um amigo, você deve conhecer, no Konoha Palace.
Hinata: - Ah, claro. -- A voz dela não passou de um sussurro. Claro que ela conhecia aquele hotel, simplesmente o mais caro e luxuoso da cidade.
Era de se esperar que um membro da família Hyuuga tivesse amigos influentes, às vezes ela se esquecia disso. Na verdade fazia uma certa questão de esquecer sua antiga vida.
Neji: - O que foi??
Apesar de ter perguntado, Neji não tirou os olhos da estrada e seu tom de voz não mostrava muito interesse. Mas Hinata sabia que apenas a pergunta já era uma grande mostra de preocupação, afinal ela conhecia Hyuuga Neji. Ela ficou um tempo sem ação, talvez por não saber exatamente do que ele estava falando ou por mera surpresa pela pergunta. Frente ao silêncio dela o primo resolveu completar a pergunta.
Neji: - Não precisa gaguejar quando fala comigo, Hinata. As coisas não deveriam ser diferentes...
Diferentes do que costumavam ser. Na época na qual ela vivia ainda sob a proteção dos pais, junto com ele e suas irmãs, em uma grande mansão em Suna. Neji sempre foi como um irmão mais velho para ela; sempre zelando por seu bem-estar, desde que foi morar com os tios após o acidente de trânsito que tirou a vida de seus pais. Foi uma época boa, mas infelizmente o tempo passou e eles acabaram separados.
Hinata: - É que... F-Faz muito tempo desde a última vez que nos vimos... -- Mais um pouco de silêncio. -- Meu pai não te mandou para me espionar foi??
Neji: - Não... Vim por vontade própria. -- Isso ela estranhou, mas não comentou.
Hinata: - Por quanto tempo vai ficar??
Neji: - Não sei... -- Ele parecia estar com a mente longe e Hinata não pôde deixar de se preocupar. Neji jamais agia sem ter um plano, ele costumava programar cada segundo de sua vida em sua agenda e Hinata não conseguia imaginar seu primo sem uma rotina previamente estabelecida.
Hinata: - Por que veio para Konoha??
Neji: - Não sei ao certo. Minha assistente disse que seria bom tirar um tempo de férias e eu concordei.
Hinata: - Você nunca tira férias, Neji. -- Por trás da voz fraca estava escondido um leve tom reprovador, por que Hinata sabia que era mentira. A resposta foi um fraco meio sorriso no rosto do rapaz, enquanto ele fechava os olhos e recostava a cabeça no encosto.
Neji: - Todos me dizem isso... -- Silêncio. -- Eu perdi meu talento... Quem sabe aqui eu encontre as respostas.
Nesse momento a Hyuuga notou o quanto Neji parecia infeliz e cansado, como se a vida tivesse perdido o brilho e talvez essa fosse a grande mudança nos olhos dele que ela notara quando se viram no aeroporto.
Hinata: - Você vai gostar daqui Nii-san, esse é realmente um lugar de descobertas.
Ela sorriu da forma mais verdadeira que poderia, ainda um sorriso fino e envergonhado, mas que foi capaz de motivar o Hyuuga. Quem sabe, ela estivesse certa. Quem sabe, a vida voltasse a fazer um pouco mais de sentido.
O dia seguinte amanheceu radiante, em contraste com a noite anterior que fora tão fria e a cidade começava a se movimentar. Dentro de um dos quartos do hospital, dois rapazes poderiam ser vistos, cada um dormindo tranqüilamente em uma cama.
O loiro, Naruto, roncava alto e abraçava com força seu travesseiro enquanto babava nele. Uma cena nada bonita. Ele estava mais próximo à janela e a luz da manhã começava a perturbar lhe o sono, mas ainda demoraria até que ele se desse por vencido. Vestia as roupas que colocou às pressas na noite anterior para poder acompanhar a ambulância, uma camisa laranja surrada e uma calça jeans básica. Por que ele estava ali?? Nem ele sabia ao certo, mas digamos que foi um instinto.
Na cama ao lado um rapaz moreno dormia tranqüilo, em um contraste gigantesco com Naruto. O lençól que o cobria estava impecavelmente liso, prova de que ele não se mexera muito durante o sono, na verdade o único movimento durante toda a noite foi o de sua ritmada respiração. Ele estava com algumas bandagens envoltas em sua cabeça e vestia as roupas do hospital.
Seus olhos negros se abriram alguns minutos depois, ele fitou o teto branco com interesse por alguns instantes, depois se sentou na cama e olhou ao seu redor, sem encontrar nada que lhe fosse familiar. Para o loiro lançou um olhar com um misto de confusão e... Repulsa??
Moreno: - Ei. -- Sem resposta. -- Ei! -- Um ronco mais alto e uma veia saltando. -- EI!!
Naruto acordou com um salto e por muito pouco não caiu da cama, esfregou os olhos sonolento e só depois conseguiu focalizar seu companheiro de quarto. Eles se fitaram por um tempo sem trocar palavras até que o moreno se cansou de esperar por respostas.
Moreno: - Onde eu estou??
Naruto: - No hospital, você sofreu um acidente de carro. -- Ele pareceu pensar no assunto, afinal não é sempre que se acorda no hospital. Mas segundos depois se virou para o loiro de novo.
Moreno: - E quem é você??
Naruto: - Uzumaki Naruto, devia estar agradecido eu salvei sua vida. -- Naruto fez uma pose um pouco excessiva e o moreno uma cara de puro descrédito.
O moreno fitou o nada por alguns segundos, depois da mesma forma como fizera após acordar, olhou em volta e prendeu sua atenção em Naruto.
Moreno: - Onde eu estou??
Naruto: - Ah! Está de brincadeira comigo. Eu acabei de te falar. -- Mas pela falta de expressão do moreno, ele estava falando a verdade. -- Estamos no hospital, você sofreu um acidente de carro.
Moreno: - E quem é você??
Naruto: - Uzumaki Naruto a pessoa que salvou sua vida. -- A voz do loiro estava um pouco alterada pela indignação.
Mas a cena se repetiu, o moreno focalizou a parede por alguns segundos, olhou para os lados e voltou a perguntar para ele.
Moreno: - Onde eu estou??
Uma pessoa normal teria desconfiado de que algo estava errado, mas Naruto estava crente que era brincadeira do moreno e depois de quase dez repetições como essa ele estava prestes a pular no pescoço do novo amigo. Esse era o início de uma bela e conturbada amizade...
Algumas discussões depois... A porta do quarto finalmente se abriu.
Sakura: - Com licença...
Sakura entrou lentamente, mas vôou em cima de Naruto quando viu onde ele estava. O Uzumaki estava segurando o moreno pela gola da camisola e parecia prestes a dar um soco nele.
Sakura: - Naruto!! Você bebeu?? O que pensa que está fazendo?? -- Ela tratou de separar os dois e aproveitou para dar um soco bem dado na cabeça do loiro.
Naruto: - Itai. Não é minha culpa. Esse engraçadinho está de brincadeira comigo.
Sakura: - Por que??
Naruto: - Não pára de perguntar a mesma coisa. -- Sakura o olhou sem entender. Mas quando ela olhou para o moreno, ele retribuiu o olhar e em seguida perguntou.
Moreno: - Onde eu estou??
Naruto: - Viu?! -- Com excessivo drama, o loiro apontou para o desmemoriado que o fitava sem entender. -- Eu respondi essa pergunta mais de dez vezes!!
Sakura: - Ah... -- A Haruno sorriu por entender aquela engraçada situação. -- Ele não está fazendo isso de propósito. Como bateu feio a cabeça, é esperado que a memória dele fique um pouco estranha por algum tempo. Essa "perda de memória recente" deve ser temporária.
Naruto: - Então como vamos saber quem ele é??
Naruto e Sakura estavam ao lado da cama e o moreno olhava de um para o outro. Seu rosto não demonstrava qualquer sentimento, mas ele parecia um pouco perdido naquela situação.
Sakura: - Normalmente as pessoas perdem por um tempo a capacidade de armazenar memórias, mas ele deve saber o próprio nome e coisas assim. A memória do passado mais distante é algo bem mais difícil de se perder.
Naruto: - E se essa perda de memória não passar??
Sakura deu de ombros.
Sakura: - Pode demorar, mas isso vai melhorar. Temos apenas que esperar para ver quanto tempo ele vai levar para se recuperar, se demorar muito vou encaminhá-lo para o setor de neurologia. Mas de qualquer forma vou pedir para o Kakashi-sensei acompanhar esse caso, faz tempo que ele saiu da neurologia, mas ele sempre gostou dessa parte. -- Depois ela se virou para seu paciente e sorriu para ele. -- Eu sou sua médica, Haruno Sakura, você sofreu um acidente de carro ontem à noite e foi trazido ao hospital. Existe alguém que poderíamos chamar?? Pais, namorada, esposa, filhos...
O moreno apenas a fitou sem expressão e depois de um tempo respondeu.
Moreno: - Eu não sei.
Sakura: - Não se lembra?? -- Sakura perguntou um pouco surpresa e seus temores foram confirmados por um leve movimento da cabeça dele. Negativo. -- Sabe me dizer qual é seu nome??
Ele demorou mais um tempo na tentativa de vasculhar sua memória, mas a resposta foi negativa e a feição do rosto da garota se tornou mais séria.
Sakura: - Sente alguma dor, formigamento ou algo assim??
Moreno: - Não.
Sakura: - Tente não movimentar muito seu ombro nos próximos dias, está bem?? -- Ele fez um leve movimento com a cabeça em sinal de concordância.
Naruto: - Então?? -- Naruto estava ao lado da Haruno e por mais que tentasse disfarçar seu tom de voz revelou sua preocupação.
Sakura: - A batida deve ter sido mais forte do que eu imaginei. Pelo que você falou, ele provavelmente foi arremessado para fora do carro em uma alta velocidade e bateu a cabeça em algum lugar... --Suspiro. -- Acho melhor mantê-lo em observação até que se lembre de alguma coisa. Tome conta dele Naruto.
Naruto: - Por que eu??
Sakura: - Por que Kakashi está prestes a me expulsar daqui se eu não descançar hoje e acho que você não tem nada melhor para fazer.
Sakura pegou a prancheta no criado mudo e anotou algumas coisas enquanto falava com Naruto. As olheiras abaixo de seus olhos, mesmo disfarçadas por uma camada de base, denunciavam seu cansaço.
Sakura: - É verdade... -- Ela bateu na própria testa. -- Você tem o encontro com a Hinata-chan hoje, não é?? -- Naruto corou e sem jeito confirmou a pergunta. -- Lá pelas cinco eu venho para trocar de lugar com você, vamos ver se até lá nosso amigo se lembra de alguma coisa e eu posso avaliar melhor.
Ela sorriu uma última vez para os dois e depois saiu deixando-os novamente sozinhos. Naruto, depois de assistir Sakura sair, se virou para o moreno.
Moreno: - Onde eu estou??
O dia seria muito longo...
Em outro ponto da cidade Sasori prestava atenção para não perder seu ponto de descida. O papel indicava após a praça central e ele começava a achar que se perdera. Mas para sua sorte a praça resolveu aparecer, ele pegou a pequena mala de viagem ao seu lado e apertou o botão para que o motorista do ônibus parasse no próximo ponto.
Ele parou e Sasori desceu, depois o ruivo começou a procurar a rua indicada pelo pequeno e improvisado mapa. A rua estava deserta apesar de ser quase horário do almoço, por isso não teria para quem perguntar. Não que ele desejasse fazer isso, afinal sempre evitava se comunicar com as pessoas.
Depois de duas quadras ele encontrou o número certo. Uma pequena casa, bem simples e simpática, com cores claras e um pequeno canteiro de flores abaixo da grande janela. Ele subiu a pequena escada que levava à porta e depois tocou a campainha uma vez.
Foi possível ouvir alguém se aproximar, girar a chave e em seguida a pequena porta branca foi aberta por uma mulher loira. Ela deveria ter a mesma idade dele, na verdade 23 para ser mais exato, dona de longos cabelos loiros areia presos em quatro marias-chiquinhas altas, rosto com traços bem marcados e belos, olhos verde musgo, de beleza impressionante pela maturidade e ar de elegância. Ela usava roupas próprias para um dia estranho como aquele, uma camiseta preta básica com um jeans escuro rasgado em alguns pontos.
Mulher: - Posso ajudar??
Sasori: - Você é... -- Ele fingiu ler o papel, por que na verdade já decorara tudo que precisaria saber. -- Sabaku no Temari??
Temari: - Sim... -- Ela o olhou bem e depois sorriu. -- Será mesmo??... Gaara??
Sasori: - É o que parece.
Contra o que ele esperava, a garota o abraçou envolvendo o pescoço dele com seus braços. Sem saber como reagir ele não retribuiu o gesto dela, apenas esperou que o soltasse. Mas quando ela o fez, notou que haviam lágrimas nos olhos dela. Por que mesmo ela chorava??
Temari: - Eu não acredito que é mesmo você... Finalmente... -- Ela limpou as lágrimas, segurou sua mão e o levou para dentro da casa. -- Kankurou, Shiori ele chegou!!
Sasori mantinha a mesma expressão fria de sempre. Depois de alguns segundos, duas pessoas surgiram e os quatro sentaram na sala para as devidas apresentações. Os olhos esverdeados do ruivo escanearam o lugar com muito cuidado: era um ambiente decorado com muito bom gosto e elegância, fato que comprometia um pouco a sensação de conforto e criava-se assim um ar de distância. Mas o que mais chamou atenção foram as várias fotos da família nas estantes. A casa como um todo podia ser considerada espaçosa para ser apenas para uma pessoa, mas pequena para abrigar mais do que isso. Esse interesse de Sasori pela decoração da casa tem motivo, porque ela revela muito sobre os moradores.
Temari: - Isso de certa forma é estranho. -- Ela sorriu um pouco sem-graça.
Temari se sentou ao lado de Gaara no sofá para três enquanto Kankurou e Shiori sentaram no de dois lugares de frente para eles. Sabaku no Kankurou tinha 28 anos, cabelos castanhos, curtos e rebeldes, rosto com traços bem marcados e não muito sutis, olhos castanhos, pele clara, alto, ombros largos e corpulento. Usava uma camiseta azul com um shorts jeans claro, estava de mãos dadas com Shiori e uma aliança dourada podia ser vista.
Shiori, 27, era bem mais baixa que os irmãos Sabaku, tinha uma pele bem mais clara, olhos azuis, cabelo longo levemente ondulado e de um negro intenso, rosto com traços bem delicados e de certa forma era possível notar que não pertencia à família. Uma aliança dourada reluzia em sua mão esquerda, usava um vestido com estampas coloridas e de tecido leve, mas que não conseguia disfarçar a barriga dela, afinal estava grávida.
Kankurou: - Sou seu irmão mais velho, Sabaku no Kankurou. Tenho 28 anos, essa é minha esposa Shiori e ela está grávida de sete meses como você deve ter notado.
Shiori: - É um prazer conhecê-lo. -- Ela fez um leve movimento com a cabeça em sinal de cordialidade e contra o esperado Sasori, ou melhor, Gaara não disse nada.
Kankurou: - Eu trabalho como advogado em uma empresa e... -- Assim ele continuou a contar mais um pouco sobre sua vida, na esperança de "quebrar o gelo". Depois foi a vez de Temari e por fim de Gaara, mas ele falou bem menos do que os dois primeiros.
Talvez seja melhor abrir aqui um parênteses. Aproveitando que eles tiveram uma tarde inteira para conversar. Assim posso resumir as muitas histórias que foram contadas, enquanto situo o leitor nesta família nada comum.
A história dos irmãos Sabaku começa de verdade vinte anos atrás, um ano depois do nascimento do irmão mais novo, batizado de Gaara. Quando Temari tinha apenas três anos e Kankuro mal completara oito.
Eles tinham uma vida comum e confortável no subúrbio de Konoha, até que o pai deles perdeu o emprego e começou a beber. Ele freqüentemente voltava bêbado e batia na esposa, quando não nos filhos. Para protegê-los a mãe deles buscou socorro em uma entidade de proteção à mulher. Ela foi para Suna e mudou de identidade enquanto tentava reconstruir sua vida, mas não foi fácil. Trabalhava em dois turnos, Temari e Kankurou passavam o dia na creche da entidade e Gaara ficava aos cuidados da filha de uma das vizinhas, sua babá.
Infelizmente seu marido não desistiu de procurá-la, de alguma forma descobriu onde moravam, invadiu a casa, mas só encontrou a babá e Gaara. Mais tarde a mãe deles encontrou a garota presa dentro de um dos armários, mas seu filho sumiu. Gaara foi seqüestrado com apenas um ano e meio. A polícia de Suna se mobilizou para procurar a criança ou o pai, mas falharam... Os dois nunca mais foram vistos. Foi assim durante vinte anos, Temari e Kankurou se mudaram para Konoha após a morte da mãe e para surpresa deles, algumas semanas atrás, receberam uma estranha carta dizendo que Gaara estava vivo e agora finalmente se reencontravam... Ou pelo menos era isso que eles achavam.
Para Sasori aquela situação era muito confortável, poderia usar a identidade desse irmão desaparecido até quando fosse conveniente, depois faria um teste de DNA e o "engano" seria desfeito. Então, até o momento que for conveniente, Sasori será chamado de Gaara a partir de agora.
Esse era o plano, mas como tudo nessa vida nem sempre a teoria é tão simples quanto a prática...
Kankurou: - Então Gaara, você disse pelo e-mail que morava em Ishi, nunca estivemos nesse país, como é lá??
Gaara: - Igual à aqui. -- A resposta seca não era exatamente o que os outros esperavam, por isso um estranho silêncio pairou.
Shiori: - Gaara-kun, você deve estar cansado da viagem. Amor, ajude-o a levar a mala dele para o quarto de hóspedes.
Kankurou: - Tem razão, como fomos insensíveis. -- Kankurou se levantou, Gaara pegou sua mala sem precisar de ajuda e os dois subiram uma escada que levava aos quartos.
Assim que eles desapareceram da vista Shiori trocou de sofá, se sentou ao lado de Temari e segurou a mão dela entre as suas.
Shiori: - O que aconteceu Temari.
A Sabaku estava com os olhos um pouco perdidos, como se presa em pensamentos ou até mesmo em choque, mas despertou com o toque em suas mãos.
Temari: - Não foi nada.
Shiori: - Pode falar comigo. -- Shiori sorriu de forma gentil. Mais do que cunhada, ela era uma verdadeira amiga para Temari.
Temari: - Não... É só que... -- Ela hesitou um pouco, mas depois decidiu que não tinha motivos para não falar. -- E se ele for como meu pai?? Os olhos dele... Tem a mesma frieza.
Shiori: - Não diga uma coisa dessas, você nem o conhece. Precisa confiar mais nos outros Temari-chan.
Temari: - Não é tão fácil quanto parece... Você sabe disso.
Temari sorriu com o máximo de sinceridade que conseguia... Confiança... Uma palavra muito forte para ser atribuída a uma pessoa que de um dia para o outro poderia simplesmente sumir da sua vida, não é?? Será que valia a pena confiar naquele desconhecido?? Afinal, aquela encenação de boas-vindas foi baseada apenas em um sentimento que eles deveriam sentir, mas não sentiam. A obrigação deles é amar um irmão, mas como amar alguém que eles não conhecem??
Esse era o dilema da jovem Sabaku. Confiança aproxima as pessoas, mas muitas vezes vem acompanhada de muito sofrimento...
Reviews:
Yasashiino Yume: Fico feliz que essa fic te ajudou, pelo menos para matar seu tempo XD Depois que li sua review eu fui dar uma olhada na sua fic, pelo menos no resumo e elas realmente são parecidas. Eu pretendo lê-la, mas ultimamente estou sem muito tempo. Quando eu começar te mando reviews com certeza n.n Obrigada pelos elogios!! Espero que continue acompanhando a fic e claro, gostando... E o fim?? Quem sabe... Nem eu sei direito HAUhAU mas isso ainda vai demorar XDD
Tsuki Hiina: Parece?? Ou é?? Quem sabe... hehe Continue acompanhando para saber ;D Espero que goste da fic...
Demetria Blackwell: HuAhua eu estou logo atrás #corre para o hospital# XDD Achei que você ia ficar brava por eu ter transformado o seu amado Sasori no Gaara e vice-versa o.O que bom que me enganei... Espero mesmo que você esteja gostando ;D Continue acompanhando onegai!!
Lecka-chan: HUAhuA Nãããooo... Eu jurei que não daria spoiler dessa fic e é mais gostoso saber aos poucos -- vou te matar de curiosidade --XDD Se bem que daqui a alguns capítulos eu vou revelar de qualquer jeito, então não deixe de acompanhar n.n Nossa eu também amoo cenas com carros é emocionante -- na verdade pretendo fazer mais uma -- (isso conta como spoiler??) Enfim, as cenas SakuXSasu vão aparecer aos poucos, mas daqui a pouco se tornarão mais freqüentes não se preocupe... hUAhuA que bom que gostou da Akatsuki e concordo Gaara/Sasori terão muito trabalho dessa vez. Espero que continue acompanhando, onegai.
Danizinha: Que bom que está gostando XDD Espero que continue assim... Desculpe a demora né?? Continue acompanhando!!
-...: Porque?? Isso é difícil responder... Talvez porque eu tenho uma mente completamente doentia... Mas aos poucos verá que não foi uma escolha completamente aleatória, apenas estranha, mas que serve para meus objetivos. Continue acompanhando para saber mais.
Hyuuga Skazi: Será?? Brincadeira, você acertou. Mas relaxa, eu que tenho essas idéias completamente loucas e sem-noção... Eu sou anormal mesmo XP Que bom que gostou da idéia Espero que goste desse capítulo e continue acompanhando onegai!!
A opinião de vocês sempre me inspira, obrigada e continuem mandando reviews onegai!!
Obrigada também a quem adicionou a fic aos favoritos isso me deixar muuito feliz n.n
Enfim...
Obrigada por ler
Sary-chann
