Oii!! Vou avisar que o próximo capítulo provavelmente irá demorar bem mais... Afinal estamos nas portas do vestibular e eu ainda tenho outras fics e... Bom vocês sabem... Vocês serão obrigados a ter paciência comigo.
Bom, aproveitem enquanto dura, até que o capítulo está grandinho XD
Espero que gostem e boa leitura!!
Silent pain
Gaara voltou apenas depois das duas da manhã e tentou ser o mais silencioso possível na hora de entrar em casa. Apesar do horário, a missão fora um sucesso. Ino com certeza não era apenas um rostinho bonito como muitos costumavam pensar.
A verdade é que não era uma grande atiradora, mas sabia mexer com tecnologia como ninguém e por isso podia arquitetar planos muito mais efetivos e arriscados. Algumas horas atrás, ela invadiu o sistema de segurança da mansão Nara com um vírus que ela desenvolveu apenas para isso, mas na verdade não desarmou o sistema, apenas o confundiu.
As câmeras de vigilância traíram seu dono, passando todas as informações que a Yamanaka desejava, e assim ela conseguiu orientar o Sabaku dentro da mansão. Apesar da casa ser enorme, foi fácil descobrir qual era o quarto do senhor Nara e ainda mais fácil foi ajudar Gaara a desviar dos seguranças que corriam feito baratas desnorteadas dentro do labirinto de corredores.
O trabalho dele foi apenas correr, ouvir ordens e puxar o gatilho. Por isso preferia matanças à moda antiga, nada de computadores ou mulheres no comando... Tudo costumava ser simples e muito mais emocionante.
Apesar de mentalmente amaldiçoar a mania de Ino de tentar se manter no comando, uma pequena, quase insignificante, parte de si, teria que admitir que ela é uma mulher impressionante. Mas isso não lhe dá o direito de tentar passar ordens para ele, não é?? Irritante.
Enquanto estava preso em seus próprios pensamentos e conclusões, quase não notou que alguém dormia no sofá da sala. Ele ficou surpreso ao notar que Temari estava ali, precariamente deitada, com apenas um roupão sobre o pijama e os chinelos nos pés, não o bastante para mantê-la aquecida em uma noite fria como aquela. Com certeza ela tentou esperá-lo, uma tolice.
O problema é que ele entrou em uma incomum contradição. Precisava manter as aparências de irmão, mas não poderia se apegar. Qualquer pessoa comum teria no mínimo sentido empatia por Temari e se não a levasse para a cama, pelo menos traria um cobertor para ela. Mas um membro da Akatsuki e assassino da Hebi não pode ser considerado uma pessoa comum, e esse tipo de sentimentalismo não pode nem mesmo ser simulado.
Por isso deu as costas para ela. Afinal ele nunca pediu que ela o esperasse, não é?? Não pediu, e nem nunca pediria.
Antes das dez da manhã Naruto já entrava no Konoha mais uma vez. Ele passava mais tempo no hospital do que em casa, mas preferia assim. Ali podia passar o dia com pessoas mais animadas, podia almoçar com Sakura ou Hinata, conversar com Kakashi ou até com outros pacientes e dificilmente ficava entediado. Tudo era melhor do que seu pequeno e solitário apartamento.
A recepcionista abriu um largo sorriso assim que o viu aproximar-se do balcão.
Recepcionista: - Bom dia Naruto-kun, chegou cedo hoje.
Naruto: - Yukina-chan, bom dia. Eu vim mais cedo porque preciso falar com o Kakashi-sensei, ele está??
Yukina: - Eu não o vi, mas deve estar na sala de descanso.
Naruto: - Não acredito que ele dormiu de novo no hospital... -- Sem dizer mais nada o Uzumaki foi procurar pelo Hatake.
Naruto passou por um corredor branco que possuía portas de ambos os lados, elas levariam aos quartos dos pacientes e por isso ele precisava fazer silêncio, afinal não queria perturbar o sono de ninguém. Depois de andar alguns metros ele parou na frente da única porta de madeira escura e sem bater, entrou.
Aquela era a sala de descanso dos médicos, geralmente restrita ao pessoal autorizado, mas como Naruto já faz parte do hospital não haveria problema. Lá havia uma máquina de café, um microondas, uma televisão grande e um sofá de couro preto. E era nesse sofá que Kakashi estava deitado, vestido com uma regata preta e uma calça da mesma cor, com a máscara no rosto e um cobertor sobre o corpo.
Naruto: - Por acaso você não tem uma casa para voltar, não?? -- O Uzumaki acendeu a luz e lentamente o Hatake acordou.
Kakashi: - Estou pensando em vender meu apartamento mesmo. -- Ele se sentou no sofá e esfregou o rosto. -- Que horas são??
Naruto: - Dez da manhã.
Kakashi: - Já?? -- O Hatake bocejou e se espreguiçou com gosto. -- E você?? O que faz por aqui tão cedo??
Naruto: - Eu preciso falar com você. -- Naruto se sentou na mesa de centro para ficar de frente para Kakashi, mas ao invés de olhá-lo nos olhos preferiu fitar as próprias mãos. E o tom triste de sua voz fez o Hatake perceber a gravidade do assunto. -- Eu acho que está piorando.
Kakashi: - O que aconteceu?? -- O tom de voz de Kakashi ficou mais sério.
Naruto: - Ontem à noite eu levei a Hinata-chan para patinar e de repente minha mão parou de segurá-la, eu perdi o controle sobre a força de todo meu braço por alguns segundos. E depois do jantar eu voltei para casa e fiz os exames práticos e talvez... Talvez esteja voltando a piorar.
Um silêncio estranho pairou entre eles, mas depois Kakashi segurou os dois ombros de Naruto e o chacoalhou um pouco.
Kakashi: - Isso não é o fim, Naruto. Nós sabíamos que isso poderia acontecer e agora vamos começar a testar novos medicamentos para ver qual deles faz efeito.
Naruto: - Mas de que adianta?? Eu sei que não há cura... E nem haverá tão cedo. Os medicamentos só irão retardar o inevitável... -- Ele parecia realmente abatido e triste.
Kakashi: - Que tipo de pensamento é esse?? Não foi você que um dia me disse que jamais desistiria??
Naruto: - Jamais é muito tempo... -- Naruto escondeu o rosto entre as mãos e suspirou, uma mostra de sua frustração. -- Eu cansei de deixar que essa doença dite os passos da minha vida. Até quando vou ter que abdicar dos meus sonhos por conta dessa maldição??
Kakashi não sabia o que dizer, ele sabia melhor do que ninguém sobre a história do Uzumaki, mas não podia dizer quando aquele sofrimento terminaria... Se é que algum dia teria fim.
Kakashi: - É preciso fazer sacrifícios. -- Kakashi ainda segurava os ombros de Naruto, mas o fitava com muita pena.
Naruto: - Sacrifícios?? Você sabe o quanto da minha vida eu perdi?? -- Naruto o olhou, havia lágrimas naqueles orbes azulados e desespero em sua voz. -- Eu fiquei órfão por causa dessa doença, não consegui terminar a faculdade, perdi minha bolsa de esportes, não posso me afastar do Konoha e também... Não posso pensar no futuro, eu não tenho esse direito... Tem idéia do quanto isso é doloroso??... -- Um estranho silêncio pairou novamente. -- Por que essa doença me escolheu?? -- Na verdade, Kakashi sempre se perguntava isso.
Duas lágrimas riscaram o rosto do Uzumaki e foi a vez de Kakashi desviar os olhos, afinal era doloroso demais ver tanto sofrimento. Em seguida mais lágrimas verteram e o loiro passou a chorar abertamente. O Hatake não o impediu, permitiu que ele expressasse sua frustração. Afinal ele já admirava Naruto por sua capacidade de sorrir diariamente, mesmo com o fardo daquela doença em suas costas. Apenas quando os soluços diminuíram, voltou a falar.
Kakashi: - A vida não é justa... Mas você não pode perder a esperança, precisa ser forte para vencer essa doença.
Naruto: - Mesmo com a certeza de que vou perder??
Kakashi procurou, mas não conseguiu encontrar as palavras certas para uma resposta, afinal ela não existia. Os dois permaneceram em silêncio por um longo período, ambos com os olhos voltados para o chão e presos em seus próprios pensamentos. A mudança veio com um leve e triste sorriso que enfeitou os lábios do Uzumaki.
Naruto: - Eu decidi ontem à noite... -- Ele repetira aquilo tantas vezes para si mesmo, mas ainda assim era difícil dizer. Suspirou na tentativa de encontrar forças onde não havia e continuou a falar. -- Decidi que vou seguir seu conselho.
Kakashi: - Naruto... Não precisa tomar uma decisão como essa agora... Você não está em situação para isso, pode se arrepender depois.
Naruto: - Não vou me arrepender... Ontem percebi que preciso me afastar logo... Assim será melhor para nós dois... Melhor acabar antes que comece.
Kakashi o fitou preocupado, mas não disse nada, afinal era um mal necessário. Algo que ele mesmo sugerira.
Kakashi: - Converse com ela primeiro.
Naruto: - Não... Eu não conseguiria... -- Silêncio. -- Kakashi-sensei, tenho mais um pedido, por favor não conte nada para a Sakura e a Hinata por enquanto.
Kakashi: - Elas são espertas, vão descobrir logo. Aliás não sei como não descobriram ainda.
Naruto: - Eu sei... Mas quero manter isso em segredo por mais um tempo, não quero que elas se preocupem comigo.
Kakashi: - Se é assim que prefere... Espero apenas que não se arrependa.
Temari não conseguiu disfarçar seu sono e acabou por bocejar na frente do computador pela terceira vez apenas naquela primeira meia hora de trabalho. Realmente o dia seria longo e penoso. Ela esfregou o rosto com as mãos, balançou a cabeça e se espreguiçou em sua cadeira. Mas a situação não melhorou muito, seu cabelo continuava desarrumado, sua roupa desalinhada e seu sono literalmente estampado em seu rosto. E como desgraça pouca é bobagem ela tinha a ligeira impressão que estava gripada.
- Nossa você está realmente acabada. Posso perguntar o que foi??
A Sabaku olhou por cima do biombo que delimitava seu escritório e viu sua chefe parada, com um café em uma das mãos e uma pilha de pastas na outra, olhando-a com curiosidade. Por coinscidência aquela era a vizinha de Naruto, Tsunade.
Temari: - Eu não dormi muito bem, tentei esperar meu irmão voltar para casa e acabei dormindo no sofá.
Tsunade: - Sinceramente acho que o Kankurou já está bem grandinho para se cuidar sozinho.
Temari: - Não era o Kankurou, meu outro irmão, Gaara. Ele é novo na cidade e eu fiquei com medo que se perdesse.
Tsunade: - Mas esse não é... -- Ela começou a procurar as palavras certas e Temari notou.
Temari: - Kankurou o encontrou pela internet.
Tsunade: - Internet?!? Como pode confiar em algo assim?? Ele pode ser um psicopata que está na sua casa se passando pelo seu irmão.
Temari: - Não... A história dele bate muito com a nossa, Kankurou conversou muito com ele antes de deixar que viesse e além disso, nós não somos uma família rica, ele não tem motivos para nos atacar.
Tsunade: - Existem malucos para tudo, sabia?? Ele podia ter tentado te violentar, matar ou algo assim.
Temari: - Ele é um pouco frio, mas duvido que seja capaz de matar alguém. Além disso, se quisesse fazer alguma coisa comigo, teria feito há muito tempo.
Tsunade: - Você é maluca... -- Suspiro. -- Mas sei que é inútil falar qualquer coisa... Vamos mudar de assunto. Bom, na verdade eu passei para pedir um favor. Preciso que você vá a um velório.
Temari: - De quem??
Tsunade: - Nara Shikato, ele faleceu ontem e o corpo será velado durante esta noite.
Temari: - Desculpe, mas não posso ir, não o conheço. -- Temari já presentiu as intenções de Tsunade e tentou cortar o assunto, mesmo sabendo que não adiantaria.
Tsunade: - É, na verdade ele nunca passou aqui, mas era nosso maior doador. Ele era o dono da Corporação Shouji.
Temari: - Você quer que eu vá para garantir que as doações continuem, não é?? Isso é muita hipocrisia, não vou fazer isso.
Tsunade: - Também não me agrada, mas não tem jeito, sem esse dinheiro nós teríamos que cancelar o envio de comida para todos os campo de refugiados de Ame e isso seria terrível. Milhares passariam fome.
Temari: - Por que não manda uma das garotas que pedem doações, então?? Elas estão acostumadas a isso, eu não. Eu apenas uso o dinheiro que elas arrecadam.
Tsunade: - Não vou mandá-las. Primeiro, porque todas estão ocupadas, uma vez que estou voltando todas as minhas forças para conseguir uma doação de outra grande empresa. Segundo, porque você será mais convincente, não posso mandar alguém que seja muito direta. Terceiro, você entrou faz pouco tempo e é regra fazer o novato sofrer, esse ano você é nosso estagiário "quebra galho"...
Temari: - Mas que tipo de desculpa é essa?? Sabe o que está me pedindo?? Você quer que eu vá para pedir dinheiro de um morto. Isso é muita insensibilidade.
Tsunade: - Eu sei, mas que outras escolha temos?? Eu preciso ir para minha sala agora, aqui está o endereço, e o nome do herdeiro das Corporações Shouji é Nara Shikamaru, fale com ele e não saia do velório sem a garantia de que as doações continuarão. Lembre-se: a vida de centenas de crianças depende do seu sucesso hoje.
Ela deixou um bilhete com o endereço na mesa e depois simplesmente foi embora.
Temari: - Eu adoro quando ela joga esse tipo de coisa na minha cara. -- Suspiro. -- Por que eu sempre fico com o trabalho sujo?? Não é justo... -- Ela bateu de leve a testa na mesa.
Infelizmente, esse é o preço de se trabalhar para uma Organização beneficente, nem sempre o trabalho é dos mais nobres.
Alguém bateu na porta três vezes e como não houve resposta, ela foi aberta sem permissão mesmo. Era Sakura, vestida com um simpático vestido vermelho, com os cabelos presos em um coque alto e com delicadas sandálias brancasnos pés. Aquela era uma de suas roupas para dias de folga, simples e bonita. E além de uma pequena bolsa branca ela trazia nos braços um buquê de flores amarelas muito belas.
Sakura: - Bom dia. -- Ela sorriu.
Naruto: - Bom dia, Sakura-chan. -- Sakura não o notou quando passou os olhos pelo quarto na primeira vez e se surpreendeu quando o ouviu.
Sakura: - Naruto?? O que faz aqui tão cedo?? O horário de visita acabou de começar. -- Ela fechou a porta e se aproximou dos dois.
Naruto: - Eu cheguei agora a pouco. -- O moreno o olhou, afinal Naruto estava ali há pelo menos trinta minutos, mas não revelou a pequena mentira dele.
Sakura: - Então você já tem companhia. -- Ela falou para o moreno enquanto sorria. -- Eu trouxe estas flores para alegrar um pouco esse quarto, agora preciso apenas encontrar um vaso...
A Haruno começou a procurar com os olhos e ficou um pouco distraída. Enquanto isso o moreno se manteve quieto, com olhos fixos na garota, até que Naruto bateu levemente em seu braço.
Moreno: - Obrigado. -- Ele nem teve tempo de pensar no que disse, a palavra foi um mero reflexo.
Sakura: - Não há de que. -- Ela sorriu mais uma vez e depois pegou um vaso vazio que estava ao lado da janela.
Sakura colocou água, arrumou as flores e depois se sentou ao lado de Naruto, em uma cadeira próxima à cama do moreno. Os três ficaram assim por muito tempo, entre conversas, discussões e brincadeiras. E por mais que o moreno não quisesse admitir, o dia foi bem mais agradável do que ele poderia imaginar. Apesar de ele ter passado a maior parte do tempo calado, apenas a observar as atitudes dos outros dois.
Em especial analisou com mais cuidado a Haruno. No dia anterior teve chance de conhecer bem o Uzumaki e isso não foi um grande desafio, por isso agora poderia prestar mais atenção na mulher de cabelos rosados. Com certeza uma pessoa de sorriso fácil, inteligente, de temperamento um pouco explosivo, emotiva, muito ligada aos amigos, dona de fortes ideais e poderia ser considerada bonita por certos padrões. Mas ao listar essas características mentalmente o moreno não pôde deixar de se perguntar; por que alguém como ela estaria no quarto de um completo desconhecido em um sábado de manhã?? Qualquer outro lugar parecia mais convidativo do que aquele hospital.
Definitivamente aqueles dois estavam longe dos habituais padrões de normalidade, mas a situação em si estava longe de ser normal, então nada o surpreenderia.
Sakura: - Então, Naruto, como foi seu encontro com a Hinata-chan?? -- Sakura tinha no rosto a mesma expressão de uma adolescente fofoqueira quando fez a pergunta, e Naruto por sua vez corou levemente.
Naruto: - Eto... Foi muito bom, mas... Acho que não foi um encontro...
Sakura: - Como assim?? Vamos, eu quero os detalhes. -- Naruto se sentia desconfortável com tantas perguntas, mas sabia que a Haruno não o deixaria em paz.
Naruto: - Primeiro fomos até a pista de patinação, depois fomos até o Ichiraku, jantamos e depois a levei para casa. Foi só isso. Foi apenas um jantar entre amigos.
Sakura: - Por que você não fez nada?? Podia pelo menos ter dito alguma coisa. Por acaso não gosta da Hinata??
Naruto: - Eu gosto, mas... Até parece que uma garota como ela se interessaria por mim.
Moreno: - Yurusutonkachi, aparentemente milagres acontecem.
Sakura: - Viu?? Até ele já percebeu os sentimentos da Hinata. Deixe de ser inseguro. Ela gosta de você desde o tempo do colégio e arrisco dizer que mesmo na faculdade ainda pensava em você.
Naruto: - É que... Tudo é muito complicado.
Sakura: - É claro que não. Vocês dois se gostam, e isso há muito tempo, então porque não podem ficar juntos??
Naruto: - É... -- O que ele poderia responder?? -- Talvez você tenha razão.
Sakura: - Prometa que não vai deixar de se declarar... Hinata é muito tímida e acho difícil que algum dia arranje coragem, por isso você precisa tomar a iniciativa.
Naruto: - Eu não sei... -- Ele tentou desconversar, mas Sakura segurou as mãos dele entre as suas e olhou diretamente em seus olhos.
Sakura: - Vamos, sei que vai ser difícil, mas você não pode sufocar seus sentimentos desse jeito. É pelo bem de vocês dois que estou pedindo.
Naruto ainda hesitou, mas como poderia explicar?? Não queria contar para a Haruno seus verdadeiros motivos. Porém, se prometesse, teria que cumprir. Ele nunca deixou de cumprir uma promessa para a Haruno e essa não seria a primeira vez.
Naruto: - Tudo bem... Eu vou tentar falar com ela. -- Sakura manteve os olhos presos nele. -- Prometo.
Sakura: - É assim que se fala.
Sakura sequer poderia imaginar o quanto havia complicado a vida do Uzumaki, mas tinha uma certeza. Era o melhor para todos.
Aqueles corredores enormes a apavoravam, havia se esquecido dos níveis de ostentação ricos e se desacostumara com todo aquele luxo. Quem poderia se hospedar em um hotel como aquele?? Além claro, dos membros da família Hyuuga.
Hinata sabia que estava no andar correto, mas temia ter se perdido naqueles extensos corredores, e o pior era perceber que ninguém passaria por ali tão cedo. Para sua sorte finalmente encontrou o número procurado e bateu na porta do apartamento 430. Demorou para ouvir alguma resposta, mas depois de alguns segundos a porta se abriu revelando Neji.
Ele estava com os cabelos soltos e levemente molhados, indicações que estivera no banho segundos antes. O Hyuuga estava sem camisa, com uma toalha branca ao redor do pescoço e uma calça caqui apenas, seus pés estavam descalços.
Neji: - Hinata?? O que faz aqui?? -- Realmente ele continuava sem qualquer tato para lidar com as pessoas, simpatia nunca foi um de seus pontos fortes.
Hinata: - E-Eu estou de folga hoje... P-Pensei que talvez fosse bom sairmos para que eu te mostre melhor a cidade... V-Você tem algum compromisso hoje??
Neji: - Não, na verdade não tenho feito nada desde que cheguei... E eu queria mesmo conhecer melhor a cidade... Vou aceitar seu convite, espere um pouco que irei me trocar.
Neji deu as costas para ela, mas deixou a porta aberta como se sugerisse que ela poderia entrar se assim desejasse. Hinata entrou logo em seguida e sussurrou um baixo, licença. Neji entrou no banheiro e Hinata passou a analisar aquele enorme apartamento.
Aquele quarto de hotel era quase tão grande quanto seu apartamento inteiro, e com certeza era muito mais luxuoso. Mas o que chamou atenção da Hyuuga foi uma pilha de fotos que estavam na cabeceira da cama. Ela se sentou no colchão e começou a olhá-las com interesse.
Neji: - Não deveria mexer nos objetos dos outros sem permissão.
Hinata se assustou, se levantou em um salto e corou forte.
Hinata: - G-Gomenassai, Neji-nii-san. -- Ela abaixou a cabeça em uma reverência.
Neji: - Não precisa ficar constrangida, foi apenas um comentário. -- Neji se sentou próximo de onde ela estivera sentada e começou a olhar as fotos. -- O que achou delas??
Hinata: - Estão muito boas.
Neji: - Não seja condescendente, quero sinceridade. -- Hinata hesitou um pouco, afinal fora sincera antes. -- Não há nada nestas fotos, não há vida... Elas são apenas... Retratos sem sentido.
Hinata: - Não seja tão duro consigo mesmo.
Neji: - Mas é verdade. -- Ele se esticou na cama para alcançar uma mala que estava do outro lado e de dentro dela tirou uma foto. -- Olhe como esta é diferente.
Hinata havia esquecido do talento de seu primo, realmente não havia comparação das outras fotos com esta última que ele lhe mostrou. Era o retrato simples, de um casal qualquer abraçado, mas era possível sentir a paixão que os unia. Neji tinha o talento de prender os sentimentos das pessoas e eternizá-los.
Hinata: - É... Não há como comparar. -- Ela se sentou ao lado dele e tirou as fotos de sua mão. -- Mas esta foto já tem mais vida.
Neji pela primeira vez olhou aquela foto com atenção e notou que a prima tinha certa razão. Era o retrato de uma jovem da idade deles, seus cabelos castanhos estavam presos em dois simpáticos coques, dona de um rosto com traços bem simétricos e um sorriso magnético. Era possível notar a felicidade através do bilho daqueles grandes olhos castanhos.
Neji: - Eu não notei.
Hinata: - Você não perdeu seu talento Nii-san, basta procurar no lugar certo. Onde tirou esta foto??
Neji: - Em uma praça aqui perto.
Hinata: - Deveríamos procurar por essa garota.
Neji: - Por que??
Hinata: - Não sei, talvez ela te inspire.
Neji: - Hump, sabe que eu não acredito nesse tipo de coisa. -- Ele deixou a foto sobre a cama e se levantou. -- Vamos antes que eu desista.
Hinata: - Hai. -- Hinata o seguiu em silêncio, mas não ficaria quieta para sempre, afinal seu primo precisava de sua ajuda.
Hinata discretamente pegou a foto sobre a cama e a colocou na bolsa antes de saírem do quarto; tivera uma idéia.
Temari suspirou profundamente e olhou com certa tristeza para fora do carro.
Gaara: - Quer voltar?? -- Na verdade ele apenas perguntou por que estavam parados a pelo menos dez minutos e uma fila de carros começou a se formar atrás deles, mas Temari não descia.
Temari: - Não, tudo bem. Desculpe, eu vou descer, obrigada por me trazer. E... -- Ela parecia um pouco constrangida em perguntar.
Gaara: - Apenas ligue. -- Ele foi um tanto rude, mas na verdade foi apenas por estar com pressa de sair dali.
Temari: - Até mais tarde.
Temari saiu do carro e se viu diante da maior mansão que já vira, por isso foi impossível conter uma expressão de surpresa. Enquanto estava parada, em um estado contemplativo, muitas pessoas passaram por ela e, depois de alguns segundos, decidiu segui-las. Todos estavam vestidos com muita elegância e se não estivessem de preto, ela imaginaria que se tratava de uma festa.
Não poderia esperar menos do velório de um dos maiores nomes do mercado de ações, mas ainda assim era muita ostentação. Tsunade já a alertara e por isso estava vestida com um elegante vestido preto, mas mesmo sua melhor roupa não chegava próxima da beleza daquelas usadas pelos demais convidados. Realmente se sentia deslocada. Ela atravessou o jardim com passos lentos, mas quando estava próxima dos grandes portões, hesitou. Temari suspirou pesadamente, não estava pronta ainda, por isso decidiu que seria melhor andar um pouco pelo jardim.
Os jardins laterais estavam desabitados, mas Temari apreciou aquilo. Realmente era um lugar calmo e belo, ideal para organizar as idéias. Havia uma espécie de labirinto de plantas, um chafariz no centro e outras tantas árvores. A Sabaku estava distraída, mas então escutou a voz de pessoas, olhou ao redor e notou que estavam na sacada. Por isso correu para sair da vista, afinal não sabia se poderia ficar no jardim, se refugiou sob uma das árvores, encostou as costas no tronco e suspirou pesadamente.
Temari: - Mas que patético... O que eu estava pensando quando vim aqui?? A Tsunade ainda me paga por me fazer passar por essa vergonha...
Ela continuou a reclamar de sua vida, cada vez mais exautada pela raiva, até que ouviu um pigarreio.
- Se você não se importa, alguém está tentando dormir.
Ela se surpreendeu, achava que estava sozinha, que vergonha. Temari demorou um pouco para descobrir de onde viera a voz, mas depois viu um rapaz do lado oposto da árvore em que estava apoiada. Ele estava deitado na grama, suas mãos davam apoio à cabeça enquanto se repousavam sobre uma das raízes da árvore.
Temari: - Eu... Deculpe-me, não percebi que havia alguém aqui também.
- Que seja, apenas fique quieta... Que irritante. -- Temari nunca suportou grosseria e agora não seria diferente.
Temari: - Nossa, perdoe-me por não ter desconfiado que você estava aqui. Afinal é de se esperar que uma pessoa fique dormindo, feito um mendigo, em um jardim lindo como este. Como eu sou idiota, não é mesmo?? -- Ela falou cheia de sarcasmo, mas não com toda a raiva que sentia, e ainda de costas para a árvore.
Mas quando estava prestes a dizer mais alguma coisa, sentiu seu corpo ser puxado na direção do rapaz. Ela parou no lado oposto à arvore, podia sentir o corpo do rapaz encostado atrás de si e uma das mãos dele sobre sua boca. Ela imediatamente começou a se mexer na tentativa de se libertar.
- Fique quieta, eu não vou te machucar, apenas não quero que me encontrem. -- Ela prestou atenção e notou que dois homens estavam de patrulha no jardim, por isso ficou quieta até eles desaparecerem de sua vista. Em seguida foi libertada.
Mas antes que o braço dele se afastasse, ela o segurou, depois com um movimento bem rápido fez o rapaz girar no ar e cair de costas na grama. Um golpe que aprendera com alguns lutadores de Kiri quando fazia parte de uma expedição humanitária naquele país. O pobre rapaz sequer teve chance de reagir, e depois de uma leve careta de dor, passou a olhá-la com surpresa.
- Mas que... Problemática. -- Ele murmurou essas palavras e Temari teve vontade de rir. Esse era o melhor xingamento que ele conseguia??
Temari: - Assim você aprende a não atacar mais as pessoas pelas costas.
- Eu não te ataquei... -- Ele suspirou. -- Mulheres, sempre fazendo drama com coisas sem importância. -- Realmente ele era uma pessoa muito estranha. -- Eu apenas precisava te calar de algum jeito.
Mas, pelo menos, finalmente puderam se encarar. Ele era alto, tinha cabelos negros que mantinha presos em um rabo de cavalo alto e estranhamente espetado, olhos castanhos e bem inexpressivos. Seu rosto mantinha uma constante expressão de tédio, mas tinha traços bem marcantes e isso o tornava inegavelmente atraente. Na verdade ele não deveria ser muito mais velho do que ela, vestia uma camisa branca aberta na gola e nos punhos, uma calça social preta e uma gravata verde desamarrada envolta no pescoço, o casaco estava pendurado em seu ombro enquanto o segurava com a mão direita.
Temari: - Você é muito estranho. -- Ele não disse nada, apenas a fitou e Temari gelou com aquele olhar. Não foi uma sensação boa, porque ela não conseguia ver nenhum sentimento naquela imensidão castanha, não havia vida naquele olhar.
- Os jardins são uma área restrita, você não deveria estar aqui.
Temari: - Eu sei, mas... -- Ela pensou em inventar alguma desculpa, mas nada pareceu convincente.
- Porque não pode entrar?? -- Temari fez uma leve careta antes de responder à pergunta.
Temari: - Por que não me sinto confortável para fazer o que minha chefe quer.
- Ah... Então você veio tirar dinheiro do defunto. -- Ele voltou a se deitar na mesma posição que estava antes, com o rosto voltado para o céu noturno.
Temari: - Não fale desse jeito.
- Eu errei?? -- Ela não respondeu e ele deixou um meio sorriso entre o triste e o conformado se formar em seu rosto. -- Olhe para essas pessoas. -- Temari seguiu os olhos dele e viu aquela multidão que entrava na mansão. -- Não se preocupe, todos estão aqui para isso. Não vieram para se despedir do morto, mas sim para garantir sua fatia do futuro. Vieram puxar o saco do herdeiro.
Temari se envergonhou, afinal ela fazia parte daquela multidão e o rapaz notou pela leve mudança na expressão de seu rosto.
- Pelo menos você teve a decência de sentir remorso.
Temari: - Mas isso não me impediria, de alguma forma eu iria até lá e completaria minha tarefa.
- Ordens são ordens.
Temari: - É... Ordens são ordens... E você, o que faz aqui??
- Eu?? Estou fugindo, ou melhor, me escondendo.
Temari: - Se escondendo?? De quem??
- De mim. -- A voz surpreendeu os dois porque veio das costas deles e de alguém que já estava muito próximo.
Era um homem de cabelos castanhos, curtos e arrepiados, dono de uma pele levemente morena e de olhos castanhos bem escuros. Ele estava vestido com uma calça social preta e uma camisa da mesma cor. Se aproximou em passos lentos enquanto fumava e fez um leve cumprimento para Temari com a cabeça.
- Asuma-sensei??
Asuma: - Finalmente te encontrei, Shikamaru. Todos estão à sua espera.
Temari: - Shikamaru?? -- Ela olhou surpresa para o rapaz.
Shikamaru: - Que problemático... -- Suspiro. -- Agora não tenho mais escolha... Mas não é tão ruim, não há nuvens no céu esta noite.
Shikamaru e Asuma começaram a ir em direção à mansão sem trocarem mais palavras, deixando para trás uma atônita Temari. Mas Asuma se virou uma última vez para falar com ela.
Asuma: - Senhorita, pode me dizer seu nome??
Temari: - Temari, Sabaku no Temari.
Asuma: - Para que empresa trabalha??
Temari: - Eu?? Para a "Yume".
Asuma: - A organização beneficente, não é?? -- Ela fez um leve movimento positivo com a cabeça. -- Pode ir para casa, as doações irão continuar.
Temari estava prestes a falar alguma coisa, mas foi interrompida.
Asuma: - Não tem problema... Eu sou o tutor do Shikamaru e se o conheço bem, ele não deve ter sido muito gentil com você. Considere isso como meu pedido de desculpas.
Shikamaru estava um pouco à frente, mas parou ao ouvir aquilo e lançou um olhar quase indignado para Asuma. Porém, o mais velho apenas riu com vontade.
Asuma: - Espero te ver novamente, senhorita. Nós dois esperamos...
Reviews:
Dark-Neko99: Eu adoro responder reviews sabia?? É divertido, posso conversar melhor com os leitores desse jeito. Você tem razão, agora vou agilizar um pouco as coisas, porque se não ficaria tudo muito monótono, concordo com você... Finalmente consegui colocar a Temari e o Shikamaru e isso já é um grande passo, agora tudo ficará mais interessante. HUAhuA uma perseguidora!! Mas tudo bem, eu não me perdoaria se parasse essa fic no meio, tenho muitos planos para ela XD... Eita, não sei se você conseguiu me adicionar, eu entrei, mas não recebi nenhum aviso para aceitar um novo contato... Vou mandar por aqui mais uma vez... tati(underline)saruhashi(arroba)hotmail(ponto)com me add ou passa o seu n.n não é promessa que vou conseguir entrar neste fim de ano, mas não custa tentar né?? Ah! Você disse que não sabe escrever, mas eu posso afirmar que tudo depende de muita prática n.n se quiser ajuda algum dia é só falar XD Enfim, espero que goste desse capítulo.
PriscyUchiha: Ebaa, olha ein?? Vou cobrar presença HUAhAU (brincadeira) Já fico feliz de receber uma review de vez em quando XD
Demetria Blackwell: Shiii não sei não, eu sou terrível com piadas e cenas engraçadas, meu negócio é romance e aventura XD, mas obrigada por dizer isso, graças a isso decidi que vou me arriscar um pouquinho mais para esse lado nesta fic... Só não espere grandes momentos de comédia que eu sou incapaz... HuhUah Neji?? Acho que ele não correria atrás, mas então temos que correr por ele não é?? As semelhanças aumentam, falta só o nome hehe mas isso eu posso dar um jeito... aguarde o próximo capítulo ;D... Nossa vc deve ter notado eu sou incapaz de fazer NarXHin sem que fique a coisa mais kawaii, eles são muuito fofos, combinam tão bem n.n tomara que o Kishi perceba isso... Mas é claro que vou achar alguém pra ele!! Deixar meu Don Juan solitário?? Nunca, nem que seja comigo ele fica com alguém HUAhuhA brincadera, já está tudo planejado hehehe Não perca o próximo capítulo ;D
Lecka-chan: Ah já, ele melhorou em alguns dias (que fofo se preocupar n.n) mas foi bem engraçado sim... Bom, ele não se machucou tanto quanto poderia graças a Deus, mas o que ninguém entende até hoje é como ele conseguiu sair pela janela do carro, sério, meu primo é um verdadeiro armário. Enfim, esse é um dos grandes mistérios da vida, como ele não se lembra de nada do acidente vou morrer sem saber. Voltando... Hihihi talvez esse capítulo te deixe ainda mais curiosa (ou com vontade de me socar) hoho eu sei, sou um pouquinho cruel sim, mas é para seu próprio bem (e para minha diversão), assim ninguém desisti da fic XD... Você já commo será GaaXIno um misto de ódio e cumplicidade... vai ser fofo HuhUah concordo, Sakura nunca mais vai sair, eu pelo menos não sairia hUahau... Bom, eu tenho uma teoria, o amor nasce com o tempo e sem que ninguém perceba, por isso as cenas no começo serão meio fraquinha, espero que entenda... Meu Don Juan não pode ficar sozinho hehe vc vai ter que entrar na fila, pq o Kakashi já é meu HUahA mas pode deixar que (infelizmente) eu já tenho planos para ele uhh mas eu não tinha pensado na Anko... vou considerar com muito carinho sua sugestão, tive algumas idéias... Nossa vocês estão competindo por acaso?? Mais um pouco e a resposta para as reviews ficarão maiores que o próprio capítulo HUhauhA e pode deixar que vou lutar para continuar XD
Yashiino Yume: Ah! Tudo bem, dessa vez eu te perdoo hUahA (brincadeira) o importante é que vc mandou n.n Nossa na verdade eu não sou uma grande fã do Neji sabia?? Nunca consigo fazer uma fic decente dele e da Tenten, dessa vez quem sabe isso mude XD Mas nos outros dois eu concordo com você, mas acho que o segundo pra mim é o Kakashi e depois vem o Gaara Hehe Meu primo teve uma perda de memória recente, realmente essas coisas acontecem, mas parece tema de filme n.n Sim! Vou tentar ao máximo preservar o Sasuke em toda a sua frieza XD eu tmb prefiro assim... Agora os mistérios mais aumentam do que diminuem hehe vou matar vocês de curiosidade, mas vou revelar tudo em doses bem pequenininhas, assim não perde o encanto. Tomara que eu consiga fazer você gostar de InoXGaa, ou pelo menos te contentar n.n ... Espero que goste do capítulo ;D
E não percam o próximo episódio: "Sasuke"
Obrigada por ler e se puder deixe uma review, faça uma autora feliz
Sary-chann
