Capitulo V: Berlim

Se Naruto me pertencese...Eu não estaria aqui.

Capitulo V: Berlim

Naruto estava ao lado de Sai e Kiba, esperando numa fila comprida.

Tinha passado dias implorando a Kakashi, que no fim o deixou ir com uma condição: Ir com seus dois companheiros.

Já tinha passado pelo check-in e pela alfândega e agora iria passar pelo detector de metais e pela esteira de raio-x.

Quando passou, o detector apitou.

Um homem começou a vir em sua direção e logo ele tirou o distintivo e um documento do bolso do paletó marrom.

- Aqui. Eu esqueci de mostrar antes. – Disse o mostrando ao homem os dois itens em mãos.

O homem leu arqueando uma sobrancelha e disse:

- Passe. Mas você vai passar por outro detector e por uma esteira de raio-x logo à frente, Uzumaki-dono. Vai ter que mostrar isso também.

- Certo. – Falou Naruto em tom de desculpas.

Ele estava com uma arma em mãos, coisa que nunca largava depois de ingressar no CCO. E pelo o visto, esquecera-se disso e quase fora preso no meio do aeroporto...

Pegou a sua bolsa preta e pasta marrom e saiu na frente, enquanto seus dois companheiros vinham logo atrás.

- Espera, Naruto! – Chamou o policial de cabelos castanhos que vinha logo atrás do outro de cabelos negros.

- Anda logo, Kiba. – Reclamou o Uzumaki esperando um pouco. – A gente vai perder o vôo.

- 'Tá, tá, 'tô indo...

Logo os três passaram por mais um detector e mais uma esteira, e mais uma vez tiveram que mostrar os documentos.

Depois de meia hora, estavam entrando no avião, que por sinal era de uma empresa alemã.

- Fiquei com a janela! – Gabou-se Kiba olhando a pista do aeroporto pela janelinha oval.

- E eu com o meio. – Disse Sai olhando a janela com ar entediado.

- Odeio ficar com o corredor... - Bufou Naruto fazendo bico.

- E eu amo ficar na janela! Há! – Gabou-se novamente o Inuzuka.

- Ora, seu-

- Senhorres pasageirros, sejam bem-vidos ao vôo dois sete trrês uum da compania aerréa Dustch Airlines. A nosa trripulaxão conta com a co-piloto...

- Nossa, esse cara é alemão mesmo, 'ttebaiyo. Olha quanto sotaque...

- ...Queirram por favorr obxervarr aos prrocedimentos de segurrança...

Naruto ouvia atentamente ao que o piloto dizia e que as aeromoças estrangeiras faziam com o cintinho de avião e gesticulavam, enquanto Sai abria um livro e Kiba ligava o seu MP4.

- Porr favorr, desligue o aparrelo. – Disse uma moça loira com um terninho preto e amarelo apontando para o MP4 do homem sentado à janela, quando a demonstração com o cintinho tinha terminado. – E porr favorr, fetche o livrro. Vamos decolarr agorra.

Sai fechou o livro e Kiba desligou o aparelhinho preto.

A mulher murmurou um 'obrrigado' cheio de sotaque para eles e sorriu falsamente, indo embora em seguida.

- 'Tá vendo como é feio sorrir assim, Sai? – Perguntou Kiba a fim de perturbá-lo.

Sai apenas o olhou com um olhar de ameaça, mas se virou para frente.

- Vai ser uma longa viagem... - Falou com cansaço.

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Sasuke olhava para o relógio do criado-mudo, cansado.

Ainda era cedo no horário de Berlim e não havia dormido quase nada, pois ainda não houvera se acostumado com o horário alemão.

Mas ele não se importou. Já estava perfeitamente acostumado a noites em claro e também aquelas mal-dormidas. Como médico passava noites em plantão, e às vezes fazia isso em vários hospitais diferentes. E não era lá muito raro ele ficar com insônia.

Foi preguiçosamente ao banheiro do luxuoso hotel e tomou um banho quente e demorado.

Colocou uma camiseta branca sem estampas, uma calça jeans escura e uma jaqueta preta de couro que lhe deixava parecendo com um Deus grego em pleno século XXI. Iria comer alguma coisa e passear um pouco pela cidade. Era algum feriado de alguma coisa, e o congresso não iria acontecer naquela tarde desta vez.

Depois de comer alguma coisa em sua opinião não muito apetitosa, o médico decidiu passear pelo centro da cidade.

Berlim não era lá muito parecida com Tóquio. Era estritamente limpa como a capital japonesa, mas os prédios e casas eram completamente diferentes, assim como as pessoas. Falava alemão, mas achava que uma conversa na língua mais parecia uma briga cheia de agressões verbais e berros.

Entrou num bondinho elétrico e saiu passando pelo centro da cidade.

Como sempre por onde passava, meninas e mulheres, idosas e jovens de todas as idades começavam a cochichar e dar risadinhas. Pelo o visto, Sasuke fazia sucesso mesmo no exterior.

Mas ele achou demais quando passou por um grupo de garotos mais jovens e eles começaram a cochichar e dar risadinhas bem afetadas.

Tinha se esquecido que em na Alemanha, casamento entre homossexuais era permitido, coisa que descobrira logo de cara quando tinha ido morar no país anos mais cedo.

Não que tivesse nada contra, mas mesmo assim, não gostava quando aquele tipo de coisa acontecia. Segundo Itachi, aquilo acontecia por que Sasuke era um homofóbico sacana e bicha não-assumido.

Itachi era mesmo uma praga na vida de Sasuke.

E nessas horas, o seu celular começou a tocar.

Sasuke atendeu à moda japonesa, pensando que fosse Suigetsu ou Karin ligando para lhe encher, mas quando atendeu, a voz grave e rouca não lhe pareceu nem um pouco estranha.

- O que é que você quer comigo?

- Ora, otouto, não seja rabugento. Eu soube que você está na Alemanha, e veja que coincidência: estou aqui também! – Falou Itachi com uma voz cheia de malícia.

- Onde é que você está? – Perguntou o médico secamente.

- Frankfurt.

- Ótimo, porque eu estou em Berlim. Tchau.

- Espere.

- O que é, aniki? - Questionou dando uma ênfase cheia de rancor na última palavra.

- Amanhã eu vou aí para fechar com um grupo chinês. Que tal nos encontrarmos para almoçar?

- Eu estou aqui por causa de um congresso. Eu vou passar o dia todo ocupado amanhã.

- Hum...Então vamos tomar um drinque. Tem um bar ótimo aí em Berlim. Mas se você não quiser, podemos comer uma torta ou jantar... Eu conheço uma doceria fantástica e um restaurante de comida tradicional muito bom também.

- Você sabe que eu não sou muito fã de comida alemã. Pode ser um drinque ou uma torta, qualquer coisa assim tá bom.

- Onde é que você está hospedado?

- Hilton Berlim.

- Bem, pego você às oito amanhã. Estou morrendo de saudades. – Falou Itachi com um tom que não pareceu zombeteiro, nem irônico nem sarcástico á Sasuke. Talvez ele estivesse mesmo sentindo falta dele, mesmo... Eram irmãos e pelas contas de Sasuke não se viam há três anos e mal se falavam por telefone.

- Certo. Abraços.

- Um beijo. Ah, e eu acho que vou levar o Madara.

- 'Tá bom. Desde que ele não fique enchendo eu estou calado. Só não leve nenhum namorado ou eu sei lá o quê.

- Por que a preocupação? Você arrumou um, foi?

- Há. Há. Há. Tchau.

- Até amanhã.

- Até.

Sasuke desligou. Embora nunca fosse admitir a ninguém, tinha saudades de seu irmão mais velho. Itachi fora uma figura importante na infância e na adolescência dele. Um ponto de referência para saber o que fazer da vida.

O neurologista se lembrou de uma coisa e rediscou o número.

- Itachi?

- Sim?

- Torta é melhor.

- Certo. – Concordou o irmão mais velho. Pela voz, deu para perceber que estava sorrindo.

Sasuke desligou de novo.

Era um idiota, mas era seu irmão.

O rapaz se permitiu a dar um meio-sorriso e voltou a andar refazendo a sua expressão eu-não-ligo-pra-ninguém-além-de-mim de sempre. O orgulho sempre falava mais alto para Uchiha Sasuke.

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Horas depois, num dos três aeroportos de Berlim...

Naruto, Kiba e Sai estavam na esteira, esperando suas malas.

- Parece que deram uma surra em mim, 'ttebayo... – Resmungou Naruto bocejando.

- É uma viagem muito cansativa. – Retrucou Sai sorrindo.

- Mas você que queria vir, Naruto. – Falou Kiba puxando uma mala grande e marrom da esteira. - Você e as suas maluquices.

- Em que hotel a gente vai ficar?

- Eu não sei o nome, mas é um conveniado com a Interpool. É bem básico. Tenho o nome anotado aqui num papelzinho.

Uma mala de tamanho médio laranja-cheguei vinha rolando pela esteira. Naruto a puxou com um solavanco antes de puxar uma cinza que entregou a Sai.

- Vamos? Ainda tem a alfândega.

- Vou ali ao Free Shop primeiro. – Falou o de cabelos negros colocando a mala cinzenta no chão. – Quero comprar um perfume...

- Ah, vou junto. – Falou Kiba. – O aniversário da Hana está chegando e eu tenho que comprar alguma coisa pra ela...Vocês acham que ela ia gostar de um perfume?

- Todas elas gostam. – Falou o loiro arrastando a mala laranja enquanto andava. – O ero-sennin sempre diz que quando você quer dar algo especial é sempre bom dar perfumes franceses ou jóias... Ele escreveu isso num desses livros que me forçou a ler.

- Pensei que você tinha abandonado o Icha-Icha nas primeiras páginas. – Falou o Inuzuka zombeteiro.

- O Icha-Icha foi o primeiro grande-sucesso do velho tarado. Mas ele já escreveu uns três ou quatro livros antes dele. Nenhum fez sucesso, mas ele me forçava a ler todos eles.

- Dessa eu não sabia. – Falou Sai se aproximando de uma prateleira lotada de perfumes de marcas famosas. Ele pegou um papelzinho branco e borrifou um pouco de um exemplar de amostra. – Muito enjoado...

- Será que a Hana ia gostar desse? – Perguntou-se o Inuzuka borrifando um pouco no se pulso.

Sai pegou o braço do amigo e cheirou.

- Muito doce. Acho que Hana ia gostar de um assim...

Enquanto Kiba e Sai discutiam sobre o perfume certo para dar à irmã mais velha do policial de madeixas castanhas, Naruto examinava uma prateleira cheia de doces vindos de todos os lugares possíveis.

Depois de duas horas, cada um já estava em seu quarto de hotel. Sai com um perfume que comprara para si e uma garrafa de uísque escocês, Kiba com um perfume, que segundo Sai era perfeito para Hana, e uma garrafa de vinho italiano. Naruto com uma caixa de chocolates vindos de sabe-se lá onde e uma jaqueta de alguma grife famosa que além de não ter o imposto incluso estava com desconto.

Os quartos eram simples, sem muito luxo. Eram equipados com uma TV média, uma cama de solteirão, aquecedor e ar-condicionado, uma mesinha de mogno redonda com duas cadeiras, um telefone e um banheiro limpo e organizado.

Era o tipo de hotel que era feito para quem só queria um lugar para dormir e mais nada, o tipo de hotel feito para homens de negócios.

Depois de tomar um banho rápido, Naruto ligou o aquecedor e colocou seu pijama: uma bermuda laranja de algodão, uma camisa preta de mesmo material e um gorrinho.

Se jogou na cama como se fosse um boneco e dormiu mais pesado que uma pedra.

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Sai olhou seu relógio de cabeceira que apitava. Sete e quinze no horário de Berlim.

Ele nem sabia mais que horas eram no Japão e quanto tempo havia dormido. Mas eles tinham que ir para a sede da polícia alemã como Kakashi os havia instruído, e duvidava muito que Kiba ou muito menos Naruto se lembrasse.

Era hora de acordar os dois palermas.

Ele leu a parte que dizia em inglês como usar os telefones já que não tinha o melhor alemão do mundo e discou para Kiba.

O Inuzuka atendeu e começou resmungar quando Sai lhe deu a agradável notícia de que iria ter que acordar e descer para tomar café.

O mesmo se repetiu com Naruto que em vez de resmungar começou a se lamuriar.

Em meia hora, os três se sentavam na mesa do restaurante do hotel e comiam comida estrangeira.

- Não gostei dessa comida não...- Falou Kiba olhando o prato limpo. Estava com tanta fome que comeu sem cerimônia um prato razoavelmente grande.

- Também não. Mas é o que temos. – Falou Sai conclusivo. – Mas vejam pelo lado positivo: cerveja é bom e aqui tem literalmente em quase todo lugar.

- É, pelo o menos isso. – Resmungou Naruto se levantando. - Vamos?

- Certo. Mas onde é o lugar, hein, Sai?

- É no centro. A gente vai de metrô.

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Sasuke estava esperando num sofá no saguão do hotel. Marcara com Itachi ás oito e já eram oito e duas.

Vestia uma calça azul-marinho social, sapatos pretos, uma camisa de manga comprida lisa preta e a tal jaqueta de couro. Não estava nada mal para quem iria comer uma torta.

Um Jaguar cinza apareceu na frente do hotel e Sasuke pôde conhecer um Itachi de cabelos longos presos num rabo de cavalo descendo do automóvel.

Madara vinha logo atrás, descido do banco do carona.

- Otouto! – Cumprimentou Itachi abrindo os braços para um abraço.

Assim que Sasuke se levantou, Itachi o agarrou num abraço rápido, dando tapinhas nas costas do mais novo.

Quando se soltaram, Sasuke resmungou:

- Três anos e você não muda nada. Me trata como se eu estivesse no jardim de infância.

- Não seja tão seco, Sasuke. – Falou Madara com um sorriso de canto.

- Deixa, ele é insuportável mesmo. – Falou Itachi se virando. – Vamos, as tortas não esperam para serem comidas.

- Hmpf.

Os três entraram no carro.

- Fechou o contrato com os chineses? – Questionou Sasuke do banco do carona.

- Não ainda. Vão apresentar a proposta amanhã. A China tem um mercado muito difícil para nós. A farmacêutica Uchiha fabrica remédios baseados na medicina ocidental moderna. E você sabe bem como é a milenar medicina chinesa... – Falava Itachi enquanto dava partida.

- ...Altamente conservadora. – Afirmou o Uchiha mais novo conclusivo.

- Exato. – Afirmou Madara do banco de trás. – Besouros, folhas e ervas para gripe... Ferroadas de abelha para manter bom funcionamento dos músculos, esse tipo de coisa. Mas já há mercado nas grandes cidades como Xangai e Pequim, embora não seja massivo. Mas a proposta é entrarmos devagar para depois expandir.

- Mesmo se não der tão certo, não vai ser prejuízo. O custo de produção na China é baixo. Se não der certo na lá, nós pegamos os remédios e vendemos no Japão ou na Coréia. E no fim, dá lucro de todo jeito. – Falou o Uchiha mais velho em tom objetivo.

- Você é um empreendedor mesmo. – Falou Sasuke com um meio sorriso.

- Otou-san me treinou para ser assim. Mas como vão os hospitais?

- Gente vive, gente morre e tudo vai bem. Abri um na saída de Tóquio um dia desses. As UTI lotaram na semana de inauguração.

- A rede de hospitais da família é bem conceituada. E pelo o visto você administra bem, otouto. Mas somado a tudo isso, sempre tem gente doente.

- É verdade. Namorando muito?

- E precisa perguntar, Sasuke? – Questionou o tio dos meninos com sarcasmo. – Todo mundo dá em cima dele, mas ele não tá nem aí.

- Eu sou um homem de negócios, Sasuke. Eu viajo muito e praticamente não tenho casa. É difícil arrumar alguém disposto a parar por mim, não é? E cale essa boca, Madara.

- Na verdade, existem verdadeiros exércitos de mulheres que dariam tudo por você, Itachi. Deve ter mulher por aí que reza para ser estuprada por um cara como você. E homem também. – Falou o homem que estava no banco de trás em tom sugestivo.

O farmacêutico deu de ombros.

- Eu sou um homem livre, não preciso de ninguém na minha cola. – Falou ele com arrogância. – Eu, Uchiha Itachi, apaixonado como uma garotinha do colegial...

- É, é, chega a ser doloroso só de imaginar. – Falou Madara com sinceridade.

Sasuke abriu um meio sorriso cheio de deboche com seu jeito fechado de sempre.

- Ainda vai demorar pra chegar? – Perguntou o herdeiro mais jovem. – Eu estou morrendo de fome.

- Calma, ainda faltam uns dez minutos.

- Você tinha que escolher o lugar mais longe possível, né?

- Bem, eu perguntei se você queria beber e você disse não. Agora tenha paciência.

- Hmpf.

- Meninos...

- Ah, cala a boca, Madara.

Silêncio.

- Como vão seus amiguinhos, Sasuke? – Perguntou Itachi.

- Bem. Só que a Karin se apaixonou por mim agora.

- Normal. – Falou Madara lá de trás. – Perfeitamente previsível. Na verdade, eu achei estranho ela não dar bola pra você antigamente...

- Na verdade ela dava. – Mencionou o irmão mais velho. – Só que otouto deu um fora nela e a pobre ficou fora de ação por séculos. Mas parece que agora ela voltou à briga pela taça.

- Você e suas metáforas, Itachi. A propósito o que você fez com aquela indiana da semana passada?

- Dispensei. – Falou o motorista com desdém.

- E ela fez o que? – Questionou o irmão caçula. – Te deu um tapa na cara?

- Chorou.

- Por que isso nunca me surpreende? – Perguntou-se Madara com um sorriso cheio de sadismo. – Ah, é. Já soube da proposta de compra da empresa, Sasuke?

Sasuke que estava de olhos fechados abri-os de repente, e se virou para Madara com uma sobrancelha arqueada.

O homem sorriu.

- Um grupo chamado Akatsuki ofereceu oito bilhões na farmacêutica.

- E eu não quero vender. – Anunciou Itachi acendendo um cigarro.

- Por que não? – Perguntou Sasuke arqueando as sobrancelhas.

- Se eu vender eu vou ter dinheiro pro resto da vida e eu não vou precisar trabalhar. Oito bilhões é pela empresa, mas lembre-se que eu tenho ações e tudo mais...Bem, meu patrimônio real é de nove bilhões se formos somar tudo.

Sasuke o olhou de canto.

- Workaholic.

- Hmpf.

- Pensei que você tinha menos dinheiro, Itachi. A minha parte só chega a três bilhões. – Indagou o neurologista.

- Eu bem que disse pra você não vender aqueles hospitais de Sapporo, Okinawa, Kyoto e Osaka por uma pechincha daquelas. – Falou Itachi com desapontamento.

- Dois bilhões por tudo era de bom tamanho, Itachi. – Falou Madara de trás. – Você exagera quando o negócio é preço.

- Claro que não. Temos boas empresas que merecem ser vendidas dignamente. Só que temos que avisar isso aos vagabundos compradores...

- A propósito, vocês dois são bem corajosos, sabiam? Andar por aí sem segurança nenhum... – Madara encarava os dois irmãos pelo retrovisor. – Vocês têm um dos maiores patrimônios do Japão, sabe? Podiam ser mais cuidadosos.

- Na verdade, tem dois carros na nossa cola se vocês dois não repararam. – Murmurou o de cabelos longos dando uma baforada.

- No Japão violência é quase zero e a mídia nunca sequer encosta no meu nome. – Bufou o caçula – Pra quê diabos eu vou querer um bando de trogloditas de terno na minha cola? E além do mais tem seguranças nos hospitais e no prédio, onde eu passo a maior parte do tempo. Sem falar que todo mundo acha que eu sou um médico comum. E creiam, nem a Karin o Juugo e o Suigetsu sabem o quanto eu tenho.

- Seja mais cuidadoso, otouto. Veja só daquela vez que tentaram de matar em Nova York...Nunca se sabe. – Murmurou Itachi apontando para as marcas que tinha embaixo de cada olho.

- Hnf.

- Chegamos.

Os três desceram e Sasuke reparou que no estacionamento desciam de dois carros homens de terno walkie-talkie ligados aos ouvidos. É, Itachi não estava mentido sobre os seguranças.

A tal doceria não parecia uma doceria. O lugar era uma casa tradicional alemã, fina e de telhado pontudo, com um grande gramado verde com alguns pinheiros na frente. Estava mais para casa de família

Quando entraram os três se sentaram numa mesa de alguma madeira escura e a garçonete deu boas-vindas em alemão e entregou os cardápios. A tal garçonete era loira e usava as roupas tradicionais; sapatos pretos, e um vestidinho cheio de babadinhos e fitinhas. E tinha um belo corpo, diga-se de passagem.

O Uchiha irmão mais velho deu uma cantada na língua dela, e a moça deu risadinhas abafadas.

- Pensei que vocês não falavam alemão. – Falou o médico lançando um olhar metralhador ao irmão.

- Bem, aprendi umas coisas. – Respondeu Itachi ríspido.

- Vou querer strudell. – Disse Madara largando o cardápio em cima da mesa. – E esse tal de Black Cat.

- E o que é isso?

- Um drinque.

- Eu vou querer uma cerveja grande e esse negócio daqui. – Entoou o irmão de Sasuke apontando para o cardápio.

- Isso é salgado. É uma massa com frango e-

- Ótimo. Eu queria uma coisa salgada mesmo. – Rugiu Itachi fazendo anéis de fumaça.

Sasuke chamou a tal garçonete e fez os pedidos, visivelmente mal-humorado. A mulher anotou e arrancou um pedacinho do papel do bloquinho e entregou à Itachi sussurrando algo em seu ouvido.

Ela se foi.

- O que ela disse? – Perguntou o homem mais velho passando as mãos pelos cabelos oleosos. Madara sorria.

- Alguma coisa sobre não fazer isso em serviço... E que eu ligasse. – Vangloriou-se ele mostrando o papelzinho com alguns números rabiscados, encostando o cigarro no cinzeiro.

- Parece que você já tem companhia para a próxima noite, Itachi. – Garantiu o tio.

Itachi abriu um meio-sorriso enquanto Sasuke grunhia:

- Vaso ruim não quebra, né?

- Ah, se inveja matasse você já estaria debaixo dos sete palmos, Sasuke.

- Hmpf. – Grunhiu enquanto pegava o copo d'água que a garçonete acabara de trazer.

- Não fique com raiva da gente, Sasuke...Vamos passar mais umas duas semanas aqui.

O médico quase cuspiu toda a água que havia tomado.

- Duas...?

- Não é maravilhoso, otouto? Mais tempo para alargarmos os nossos laços familiares! Olha que ironia o destino: o trabalho que nos separou agora nos une...

- É, Sasuke. Mais tempo pra ver o seu tio e o seu irmão. Itachi, menos.

- Kami-sama, o que foi que eu fiz agora? Já não me faltava o Suigetsu...

- O Suigetsu é legal, otouto. Às vezes eu ligo para ele pra perguntar de você...

- Ah não, Itachi. Vai dizer que você fica de me espionando?

- O Itachi é muito ciumento, Sasuke. É igualzinho à você, isso se não for pior. Vocês são como seu pai: têm fobia a chifre.

- Cala a boca, Madara. Claro que eu fico de olho em você, Sasukinho. Você é o meu irmãozinho. Eu tenho que ficar sempre de olho em você, querido. – Falou o maior com um sorriso maldoso. – Ou será que eu devo deixar você se machucar?

- É mais capaz de eu machucar alguém. – Rosnou o mais novo serrando os punhos com força.

- Concordo. – Falou Madara.

- Madara, você está insinuando o garoto ao caminho da violência. Já não basta a rebeldia natural dele...

- Hu, ele não precisa desse caminho para aprender. Pelo o menos não quanto à violência verbal...

- Kami-sama: o que foi que eu fiz para merecer esses dois?

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Ho! E aqui postando o tão requisitado capítulo 5! n.n

Peço desculpas pelo alvoroço de semana passada, mas a internet tinha saído do ar e eu tive que ir à casa da minha tia pra poder postar o cap. 4, e sem falar que eu ia viajar e a minha tia também, então eu tava com pressa. Desculpem-me.

Muita gente ficou encantada com o Sasuke apaixonado, uma pena que ele ainda não se deu a mínima conta disso. Mas bem, a pergunta geral foi: "Vai ter lemon??" e eu vou que infeliz e lamentavelmente avisar que não. Mas não vão pensando meus caros, que por isso a historinha aqui vai perder a graça. Muito pelo o contrário o negoço aqui tá ficando quente...

MINHA GENTE! EU NÃO TENHO IDADE PRA ESSAS COISAS! (falou e disse a criatura que vive catando lemon...Ah, sejam liberais quanto à idade. Mei-chan é a frente de seu tempo...)

E essa invenção de Berlim foi meio viajada, né? Eu não sei de onde eu tirei isso, mas pelo o visto acabou dando certo...

Wow, e aqui respondendo às reviews que me deram o maior recorde de review por capítulo nesta fic! As nove reviews enviadas no capítulo passado e as tantas do capítulo retrasado, já que infelizmente eu não tive condições de respondê-las.

Obrigadão pra o pessoal que add nos favoritos e aos que add minha pessoa como autora favorita...

Kumagae-sama:

Como dizia a minha querida vovozinha: não vamos colocar a carroça na frente do boi.

Huhuhu…Don't worry, o SasuNaru já vai rolar...

Hyuuga-kun:

Nah, é meio complicado colocar ItaNaru, até porque eu não sou muito fã do casal...

Realmente, não é só você que quer ver o Sasu-kun se derretendo pelo Naru-kun...Muita gente quer isso, inclusive eu! (gota)

Bem, continue comentando!

yeahrebecca (caps 4 e 5):

Nossa, você ás vezes me assusta senpai...

Hu...Eu sei que você sabe dos meus planos, sua safadinha...Kukukuku...

Não chore...O seu nome é bonito demais para ter lágrimas derramadas em si! (pose tipo Gai) O Sui-chan também é um dos meus favoritos, senpai. A única criatura que eu consegui aplicar um pouco de humor. O MEU ORGULHOOO!!

Bem, espero vê-la de novo em breve...Tchauzinho...

loveDeidara (caps 4 e 5):

Sim, os akatsukis aparecerão, mas só de relance!

Acompanhe mesmo! Quanto mais gente melhor!

É, eu não sei de que lugar que eu tirei essa idéia de Berlim, mas pelo o visto deu certo!

Kissus!

Hinaxchan (caps. 4 e 5):

É, o Kiba está meio sério sim. Mas na minha cabeça, a imagem do Kiba adulto foi bem assim...SÉRIA.

Fofos, cê acha? Bem, eu também sempre imaginei eles assim...

Comente!

Uzumaki.Nah-chan:

MAIS UMA NA FAMÍLIA!! (abraça)

Sim, sim, don't worry, fic toda a semana no FF sem falta. Sempre em quintas ou sextas...

Fafi Raposinha:

He! Desculpe por não ter respondido antes!

E aqui, o novo cap...Sim, hospitais são horrorosos...

Hua! Você gostou da pontinha de ShikaTema? Bem, agradeço o elogio!

See ya!

Von Cherry:

Você é uma pessoa de poucas palavras, né? O.O

Bem...SEJA BEM-VINDA A FAMÍLIA! (nice guy tipo Lee)

Comente!!

MitsashiTenten-chan:

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!

Minha fã, é? (Lágrimas caindo) que palavras mágicas!!

Não, não, chama de senpai não. Pode ser Mei, Mei-chan…Acredite, de senpai não tenho nada.

'Uma mera mortal lendo tudo isso'? Ah! (choca) Quantas palavras bonitas numa frase só!

Olhe, pode conta comigo pra o que precisar, viu?

Ah e...ahn...err...No lemon, sorry. Mas não deixe de passar por aqui, viu?!

Ah, e se você gostou do SasuNaru agora...Vai enfartar depois.

Beijocas!

Ami-Nekozawa:

SEJA BEM VINDA À FAMILIA!! (faz reverência)

Oh, é...SasuNaru é tudo, né? É por isso que eu amo esse casal...É MUITO KAWAI!

Sim, seja bem-vinda à família e ao FF. Espero que como você já tem uma conta agora, possa postar suas fics pra eu ler! .n.n

Jessi-chan-e-Dani-chan:

Hehe!

Eu também queria ter olhos como os do Sasuke! Eles são tão bonitos...(baba).

Sim, sim...Nesse cap. não houveram cenas de SasuNaru, mas daqui a pouco aparece...

Comente!

Schetine's-Lyra:

Bem, se eu disser que o tio Oro não vai fazer nada com o Sasuke eu vou estar mentindo, mas isso é apenas o futuro...

Desculpe, mas sem lemon...

Sta-Leticia:

Gomen mas os capítulos já estão quase todos prontos...Os mais novos vou tentar fazer maiores! (fogo de determinação nos olhos)

COMENTE!!

Kissus!

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WEEEEE!! FIM DE CAP.!!

MANDEM REVIEWS, MEU POVO!

Eu vou ficar grata. 8D

Oh, e próximo cap.: Encontro ao meio-dia.