Ossos do Ofício

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Capítulo VI: Encontro ao meio-dia

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Naruto arrombou a porta devagar e em silêncio, entrando no cômodo a passadas longas com a arma presa entre as mãos, apontando para frente.

Não usava um dos ternos de sempre, e sim uma roupa normal; com uma calça jeans, camisa branca, tênis adidas preto e a tal jaqueta cinza do free-shop, que lhe deixava bonito e aquecido naquele outono. A roupa era bem discreta, como policial disfarçado não podia chamar atenção.

Ele e um homem também loiro, com olhos cor de mel vasculharam o cômodo. O apartamento tinha um cheiro insuportável e estava imundo, localizado numa parte afastada da capital alemã.

O homem que acompanhava o policial japonês estava todo de azul, tirando a calça branca e os tênis pretos.

- Puta que pariu... Que cheiro é esse? – Perguntou-se Naruto colocando um lenço na frente do nariz.

- Deve terr um cadáverr aqui. – Falou o homem com um leve sotaque. Ele tinha colocado um lenço na frente do nariz também.

- O cheiro vem dali. – Falou o Uzumaki apontando para um armário preto empoeirado.

- Puxe um lado que eu puxo o outro.

Como o combinado, eles puxaram as portas, ao mesmo tempo.

O corpo de uma mulher já em metade do caminho da decomposição caiu no chão. Os dois policias apertaram ainda mais os lenços sobre o nariz, e Naruto olhou para aquilo enojado.

- Nem sinal de Orrochimarru. Mas parece que houve outrro crime aqui... – Falou o alemão olhando para o corpo.

- Hens, quanto tempo você dá para esse corpo...? – Perguntou o de olhos azuis tirando os olhos do cadáver por segundos.

- Non sei. – Falou o homem. – Mas dirria um ano ou menos.

- É o que eu acho também... Temos que chamar os legistas pra identificar.

Há quase uma semana Uzumaki Naruto estava em Berlim, mas há meses não via uma coisa tão nojenta.

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- E então? – Perguntou Sai colocando uma bandeja em cima da mesinha de metal. – Acharam alguma coisa?

- Não. – Respondeu Naruto mordendo seu hambúrguer. – Só um corpo dentro de um armário. Mas foi asfixia, e nada de tatuagem ou veneno.

- Eu estou começando a achar que essa foi uma viagem perdida. – Disse Kiba fazendo uma pausa para beber refrigerante. – Amanhã já vai fazer uma semana que chegamos e não achamos porra nenhuma. Daqui a pouco o Kakashi vai mandar a gente voltar.

- Pode até ser, mas eu não volto. - Grunhiu o loiro, roubando algumas batatinhas da bandeja de Sai. – Eu vou ter que usar a minha poupança toda para pagar hotel, mas eu não paro até encontrá-lo.

- Lembre-se sempre, Naruto-kun, que nós não temos certeza que Orochimaru está aqui em Berlim.

- É, Naruto. Não bote as mãos pelos pés, se não é bem capaz de você dar com os burros n'água.

Os três estavam num Mac Donalds que ficava perto da sede da polícia alemã.

Algumas pessoas os olhavam vez ou outra de relance, talvez surpresas pelo fato deles estarem falando japonês e fardados com o uniforme preto e azul da polícia, com direito a luvas e um chapéu de policial.

- Eu odeio usar uniforme. O povo fica olhando quando a gente passa... – Reclamou o loiro -... E ainda por cima eu fico com coceira no braço.

- Sério? É a primeira vez que eu uso uniforme, já que eu entrei direto no CCO... – Disse Sai dando um tapa na mão de Naruto que passeava por perto de suas batatinhas. – Tire a mão daí. Coma das do Kiba agora. E além do mais, podia ter continuado com a sua roupa normal.

- Bem, ela ficou fedendo a defunto e depois que os legistas chegaram á formol, então-

- Eu usava todo dia quando eu era aspirante. E até hoje não me incomodo. – O Inuzuka estendeu o seu saco de batatinhas ao loiro que sorriu. – Mas ainda não entendi por que temos que usar essas coisas aqui.

- Alguma coisa a ver com burocracia ou coisa assim. – Falou o Uzumaki de boca cheia. – Hens me explicou... Cara, nunca imaginei que alguém falasse japonês naquela joça...

- É. – Concordou Kiba. – Foi quase como tirar na loteria ter achado ele.

Sai fitou seu relógio de pulso e disse tristemente:

- Temos que voltar.

Os três se levantaram meio relutantes e saíram do estabelecimento sob alguns olhares curiosos.

Já na calçada, o loiro puxou o ombro de Sai e avisou:

- Eu tenho que ir à farmácia, meu remédio acabou.

- Vá, e veja se não se perde de novo.

- Ok. Vejo vocês depois! – Berrou Naruto já de certa distância fazendo sinal de tchau com a mão.

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Não fora tão difícil assim, mas Naruto tivera que andar dois quarteirões até achar a farmácia mais próxima.

Ele pegou um sabonete e uma pasta de dentes numa das diversas prateleiras de produtos de higiene pessoal da pequena farmácia e olhou para a caixa do seu remédio.

Era um medicamento controlado, o que significava que ele iria ter que pedir à um balconista a tal droga.

Aproximou-se do balcão e uma mulher já idade, gorda como um balão e com os cabelos ralos veio atendê-lo com um sorriso frágil no rosto.

Naruto murmurou envergonhado que não falava alemão, e mostrou a caixa de remédios e a receita escrita em japonês.

Por sorte, na caixa o nome da droga estava escrito em ideogramas e em letras ocidentais. A senhora entrou numa salinha onde ficavam os medicamentos extras e entregou a Naruto uma outra caixinha, talvez pensando se aquela receita médica era realmente válida.

O Uzumaki agradeceu a mulher depois de examinar a caixa e perceber que a droga era a mesma e se dirigiu ao caixa.

Já saindo do pequenino estabelecimento, ele abriu a caixinha e tirou de uma das cartelas uma pílula branca e amarga. Engoliu de uma vez.

Como se a tal pílula fosse um refresco para a memória o Uzumaki se lembrou de algo...

"...Vou estar num congresso em Berlim..."

O policial abriu um sorriso e pegou o celular do bolso.

Ele procurou pela agenda de contatos até que viu o nome Dr. Sasuke e encarou a tela por alguns instantes.

Talvez ele estivesse fazendo alguma coisa importante àquela hora. Mas no fim das contas, para o loiro, ele tinha feito muito, embora que fosse arrogante e até rabugento e também que fosse o seu trabalho.

Mas Naruto ainda se sentia endividado com ele.

Ainda com uma sombra de dúvidas, ele apertou o botão de discagem.

- Alô? É o Sasuke?

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Ótimo. Perfeito.

Agora além de Itachi e Madara terem anunciado que iam passar o resto da semana em Berlim, a coisa loira tinha insistido em encontrá-lo e pagar um almoço como recompensa pelo tratamento médico.

Preferia o tempo em que trabalhava em um hospital público do interior e era pago com cenouras e nabos.

Pelo menos cenouras e nabos não eram criaturas capazes de falar, berrar, sorrir e ter hiperatividade superada na infância.

E nem fazer piadas sinistras sobre a sua vida sexual, nem o status de seu júnior – coisa que por sorte Itachi e Madara haviam se esquecido de fazer na noite anterior.

Embora que ele na verdade odiasse cenouras e principalmente nabos.

Agora ele tinha que abrir mão do seu almoço de sábado para uma coisa loira ficar grudada nele e o de domingo para ouvir possíveis piadas sobre o tamanho e a eficiência do seu pênis.

Por que infernos ele tinha saído de Tóquio mesmo? Ah sim. Por que as três criaturas chamadas Karin, Juugo e Suigetsu nojentas tinham que ficar jiboiando no seu juízo.

E por falar nos três imbecis...

Sasuke, que estava do lado de fora do auditório onde estava acontecendo uma palestra sobre coma, pegou o celular do bolso apertando na discagem rápida.

- DOCINHO! - Gritou uma voz do outro lado da linha.

- Pare de gemer que nem uma puta, Suigetsu. – Xingou um Sasuke completamente irritado.

- Não sej-

- Só me diga uma coisa: e os meus horários?

- Vão ficar entupidos pra quando você voltar, amore mio. Mas eu, a Karin e o Juugo conseguimos redirecionar alguns pacientes para outros médicos. Mas você vai se ferrar de um jeito ou de outro, chefinho. Mas e aí, como é Berlim...?

- Uma merda, se é isso que você quer saber. 'Tô pagando muito caro para falar besteira.

- Seja mais educado, seu idiota.

- Olha só quem fala...

- Tchau.

Suigetsu desligou.

Minutos depois uma mensagem chegou ao celular do moreno:

Estou com saudades também. Ligo depois para nos falarmos melhor... Karin me forçou a dizer que ela está morrendo de saudades (eu vou acabar vomitando).

Suigetsu.

OBS: Juugo mandou alô.

- Eu não agüento mais ficar aqui... – Rosnou o Uchiha pra ninguém em particular. Berlim o estava deixando louco.

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Naruto acordou. Estava tendo um sonho assustador quando o seu celular começou a tocar Dani Califórnia no volume máximo.

Com um salto, o Uzumaki acordou com a respiração descompassada e muito suado, sem falar em seu peito que batia a mil por hora.

Mas depois, voltou a se deitar um pouco, todo preguiçoso. Ele se remexeu na cama a contra gosto e ronronou:

- Desliga... Só mais um pouquinho...Vaaaaaiiii...

E obviamente, o celular não parou de tocar. Por instantes o policial teve a miragem de que o aparelho estava berrando com ele, enquanto se sacudia sem parar e que seu toque só aumentava a cada segundo.

Naruto se rendeu e desligou o aparelho. Podia ter jogado-o na parede, mas suas economias não eram lá muito gordas para comprar um celular novo...

O Uzumaki tomou um banho e colocou o uniforme a contra gosto. Ainda não tinha entendido por que tinha que colocá-lo se nem no Japão ele o vestia.

E pelo sétimo dia consecutivo ele desceu ao restaurante do hotel e foi tomar o seu café à lá Alemanha.

Dessa vez para a surpresa do loiro, apenas Sai estava na mesinha comendo enquanto tentava decifrar algumas palavras cruzadas de um jornal todo escrito em alemão. Nenhum sinal de Kiba, que normalmente estaria resmungando que não agüentava mais comida de hotel.

- 'Dia. – Cumprimentou o loiro ainda sonolento.

- 'Dia. – Retrucou Sai educadamente. – Dormiu bem?

- Tive um pesadelo... - Falou puxando a cadeira. – Mas fora isso tudo bem.

O policial loiro se afastou um pouco para pegar uma xícara de leite e alguns pães e quando voltou, perguntou logo de cara:

- Cadê o Kiba?

Foi como se Naruto tivesse jogado um balde de água fria em Sai, pois o maior o encarou com seus olhos negros, com um pingo quase imperceptível de preocupação, porém com os olhos meio arregalados.

- Hana e a mãe de Kiba sofreram um acidente muito sério. Explosão de gás. – Falou o de pele pálida conclusivo. – Ele voltou ontem de madrugada às pressas à Tóquio.

Por um triz, Naruto não cuspiu o leite direto na cara de Sai. O loiro encarou o moreno confuso.

- Caralho...

- Eu juro que nunca ouvi a voz dele tão angustiada. – Comentou o policial branco deixando o jornal de lado.

- Que azar...

- Realmente. – Confirmou Sai.

Os dois ficaram o resto do café em silêncio quando, até que o Uzumaki se pronunciou quando já saíam do hotel:

- Que dia é hoje?

- Sexta, dia 9 de outubro.

- NOVE?! – Berrou ele surpreso. – Eu nem reparei...

- Que seu aniversário é amanhã? – Perguntou o moreno sorrindo um de seus raros sorrisos verdadeiros. - Pensei que a ficha não ia cair nunca, Naruto-kun!

- Mas é sério? Eu nem me lembrava!! Poxa! Que cabeça essa a minha... – Reclamou o loiro dando um tapa na testa.

- E aí? Que tal a gente ir comemorar amanhã? Podemos ir a uma boate ou até almoçar...

- É, podemos ir almoçar. Mas tem um probleminha...

- Qual?

- Lembra-se do Sasuke? Bem, eu descobri que ele tá aqui na cidade então eu o chamei pra almoçar... Sabe pô, ele já salvou a minha vida duas vezes! Eu tinha que retribuir de algum jeito, né? – Perguntou o loiro meio bobo.

- Ahhhhhhh... Agora eu entendi onde você quer chegar, Naruto...

- EI! VOCÊ VAI LAVAR ESSA SUA MENTE DE BANHEIRO PÚBLICO, QUE NÃO É NADA DISSO!! – Gritou ele, com as bochechas da cor de um tomate, chamando a atenção de algumas pessoas.

- Uhn, sei.

- Ora seu-

- Mas podemos almoçar nós três, não acha? Aquele seu médico é um fresco, mas eu acho que ele não se incomoda... Pelo o menos não mais, ele já deve estar puto por você atrapalhar o sábado dele...

- Você acha? – Perguntou Naruto abobalhado e preocupado, com as bochechas queimando.

Sai não deixou aquele detalhe passar despercebido. Fazia tempo que não o via tão preocupado com a opinião alheia e muito mais tempo que não o via corado daquele jeito. E há quanto tempo Naruto havia estado tão abobado só de falar de uma pessoa? E há quanto tempo ele não ficava abobado e corado ao mesmo tempo? Essa Sai sabia: desde que o namoro curto com Haruno Sakura, legista e colega de trabalho, acabou.

Mas mesmo assim... Algo estava diferente... Diferente de quando teve o caso com Sakura... Ele só não sabia o quê.

- Bem, pra ser sincero acho. – Falou o mais alto em tom leal. O outro murchou como uma flor sem água. – Mas ele não pode estar tão irritado assim, Naruto-kun, se não ele não tinha aceitado o convite, não é?

O outro se animou um pouco.

- É mesmo. Ei, você vai mesmo, Sai?

- Claro. – Confirmou o mais alto automaticamente. Tinha que ver aquilo... – Hoje quando a gente sair, vamos procurar o seu presente.

- Yosh! – Falou um loiro feliz.

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Sasuke já estava no hotel. Já passava das dez da noite.

Deitou-se na cama e puxou o lençol para cima de si, quando o seu celular começou a tocar.

Com um ar de quem vai explodir, o Uchiha atendeu:

- O que é que você quer agora?

- Hei! Olha, desculpe estar ligando por essas horas, mas pensei que você ainda não tinha ido se deitar.

- Hn.

- Mas eu queria te perguntar uma coisa... Eu acabei desmarcando o almoço que eu tinha sábado e agora estou livre. Por que a gente não se encontra?

- Eu? Ter um encontro com você? Nem que mamãe mandasse.

- Há, Há. Engraçadinho. Mas seja franco: vai ou não?

- Eu já tenho um compromisso. Um paciente tá aqui e queria me encontrar.

- Huuuuuuuh, sei. Paciente, né?

- É sério. É uma coisa de Tóquio que Deus sabe como veio parar aqui e agora quer me encontrar pra retribuir o favor... A criatura não tem juízo nenhum.

- 'Tá. – A voz de Itachi lhe pareceu entristecida.

- Mas eu acho que ele não vai se importar se você for.

- Ah, sério? Sasuke, também te amo muito...

- Ah, dispenso isso Itachi. Venha aqui no hotel amanhã às onze e a gente se encontra para ir. Eu marquei de meio-dia.

- Certo... Meio-dia. Então tá. Jaa ne.

- Jaa. Ah, não leve o Madara.

- Não ia levar mesmo. Ele tá um pé na minha bunda. – Caçoou o irmão mais velho em tom cômico.

Sasuke desligou, com um de seus meio-sorrisos. Não sabia se odiava ou gostava de Itachi...

Ele guardou o celular e desligou o abajur, caminhando para uma de suas raras noites bem-dormidas.

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- Pronto. É aqui. – Anunciou Naruto ansioso, apontando para um restaurante de sushi.

- Sushi? – Perguntou Sai risonho. – Não podia ser algo mais original, não, Naruto?

- É que eu já não agüentava mais schucrutz e coisa do tipo... Bem, o Sasuke tem que gostar, né? Por que tipo assim, ele mora no Japão e come sushi.

- Sei lá, mais não podia ser alguma coisa mais sofisticada?

Naruto pareceu realmente confuso quando Sai disse aquilo. Seria mesmo?

- Ah, vem logo. – Falou o moreno puxando o loiro pelo pulso. – Eu que vou pagar então ele não tem nem do que reclamar, Naruto.

- E se não der certo? E s-

- Já era. – Comentou o rapaz de pele pálida. – Agora é esperar pra ver. Mas eu não diria que foi uma boa idéia... Embora que estamos muito preocupados com isso. Não é um encontro amoroso, não é mesmo? Ou vai dizer que você esta ap-

- Ah, pára de me assombrar, seu maníaco! - Xingou o loiro dando um murrinho de leve na suas costas.

- Vou tentar... - Falou o moreno com um sorrisinho indescritível.

- Sabe que eu fico muito puto quando você fica assim? – Questionou Naruto entrando no restaurante.

- Você fica muito puto comigo em várias ocasiões. Pra mim é difícil lembrar de todas, Naruto-kun.

- Naruto. – Corrigiu o policial mais baixo entre os dentes.

- Naruto-kun. – Insistiu o outro com um sorriso falso.

- Ah, dane-se. Uh, já são onze e cinqüenta, já, já ele chega... Vão ser mais dez minutos de inferno pra eu conseguir explicar pra a mulher que eu fiz reserva.

- Sabe, Naruto-kun, isso me lembra que eu tenho que terminar o meu livro... E que o balconista é homem.

- Pensei que você tinha parado de ler essas coisas. E tanto faz, deve ser alemão mesmo.

- Quer ajuda? – Perguntou o rapaz de cabelos negros ao Uzumaki, que se aproximava do balcão de reservas.

- É bom.

Um homem magro parecendo oriental sorriu.

- Vocês são japoneses, né? – Perguntou o homem, com sotaque de interior.

- Ahã. E ainda bem que você também é. – Falou Naruto aliviado. – Uzumaki Naruto, fiz uma reserva para uma mesa ontem, dattebaiyo.

- Certo... Bem, deixe-me leva-los até lá. Deixem os casacos aqui se quiserem.

- Não precisa.

Os três caminharam até uma mesinha baixa que ficava numa espécie de boxe em cima do chão de tatame. As portas eram as tradicionais de madeira e shoji; o lugar mais parecia uma saleta de uma casa japonesa tradicional.

Os dois policiais se sentaram do mesmo lado da mesinha.

- Obrigado. – Agradeceu Sai. – Ah, e se Uchiha Sasuke chegar avise que estamos aqui.

- Hai. Tenham boa refeição.

- Arigato.

O homem saiu.

- Olha só! É igualzinho aos de Tókio! Tem até tatame 'ttebaiyo! – Falou o loiro passando carinhosamente a mão no chão.

- Ô Naruto você já deu uma olhada no cardápio?

- Já, é sushi.

- Eu tô falando do preço. – Murmurou Sai baixinho.

- Já... Mas não tem problema. O erro-sennin já depositou uma graninha na minha conta... Ele sempre faz isso nos meus aniversários.

- Que bom.

- Ele tá na Turquia agora. Mandou essa carta aqui, ó... – Falou Naruto tirando do bolso um envelope sujo e amassado. – Vou ler em voz alta.

Caro Naruto,

Eu estou em Istambul, que como acho que você deve saber é a capital da Turquia. Já fui no interior e em vários lugares do país, e devo dizer que as pesquisas estão a todo vapor, se é que você me entende.

- Esse velho tarado... – Comentou o Uzumaki parando a leitura por instantes.

As mulheres daqui são muito religiosas e conservadoras, o que ás vezes dificulta, mas nada que eu não dê conta. Essas informações adquiridas aqui vão ajudar e muito no próximo volume do Icha-Icha, que eu ainda não decidi o título. Acho que o próximo livro sairá em breve.

Soube que você está aprontando aí em Berlim, mas não posso te dar bronca por que você é jovem e tem que aproveitar o tempo que tem, então se divirta e use tudo o que a juventude ainda te deixa fazer. Conselho de quem sabe...

Estou enviando a carta antecipada pra que ela não chegue tarde demais. Então feliz aniversário adiantado! Francamente eu queria era te enviar um presente, mas você sabe muito bem que eu não posso perder tempo com as pesquisas, porque mulheres não esperam por ninguém, então estou te mandando um dinheirinho para você comemorar o seu aniversário, já que você deve estar liso como sempre.

Quer uma sugestão? Chame uma garota legal e faça uma festinha particular...

Acho que irei passar a virada de ano no Japão então espere por mim!

Abraços,

Jiraya.

OBS: Se você não estiver a fim de nenhuma garota eu conheço um lugar que tem umas menininhas bem sacanas...

- A cada dia que passa esse velho piora. – Bufou Naruto. – Se algum dia ele for pra um asilo vão ter que chamar seguranças para as velhinhas...

- Deixa ele. Ele quer aproveitar o tempo que tem. – Murmurou Sai abrindo um livro denominado: "Como se relacionar com formalidade".

- Algum dia ele vai morrer no meio de uma transa, escreva o que eu digo.

- Não seja tão negativista, Naruto-kun. Ele tem que morrer de maneira digna…

- Como o quê? Afogado? Na minha opinião o velho vai se orgulhar de morrer assim. Ele já fez questão de me dizer que quer que seja enterrado num legar onde passem garotas bonitas todos os dias e que eu sempre deixe revistas pornôs na sua lápide.

Os dois ouviram passos se aproximando e um rapaz de cabelos negro-azuados abriu a porta corrediça.

- Yo.

Oh, e depois de uma semana, Meizinha retorna...! (suspense)

Nenhuma novidade, minna-san...As coisas andam meio paradas por aqui O.O

Nah, e aqui o novo capítulo!! n.n, talvez meio entediante e curtinho, sem grandes revelações...Mah, o próximo é o meu preferido...Acontecem MUITAS coisas...Mhuahuahuahuahuahua!

E eu anuncio aqui que a nossa querida fic estará em breve na reta final...No total serão 10 ou 11 capítulos n.n

E vamos às reviews!

Ami-Nekozawa:

Ah, é! Me desculpe Ami-san, mas é que eu esqueço de mudar o sumary (é assim que se escreve?) sim, sim, sim, o ItaSai está confirmadíssimo!

Quando o Naru-kun encontrar o Sasu-kun? Hohohoho...Vamos deixar isso para você descobrir!

Nhya! E aqui o esperado cap.! Comente!

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Schetine's-Lyra:

Sorry, mas no lemon... (chuta pedrinha)

Wow, pelo o visto você está curtindo, hein?

Abraços!

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Kumagae-sama:

Mhuahuahuahu...Sim, sim, antecipando, o SasuNaru realmente pega fogo no capítulo que vem...Ah! São tantas emoções!

Beijos!

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Sta. Kinomoto:

Você tem bola de cristal? O.O

Sim, o next cap. já está escrito há tempos, e o Itachi realmente aparece! O.O

Nah, você vai comentar de novo, não vai?

Kissus!

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yeahrevenge:

É, talvez eu tenha extrapolado nos valores de dinheiro...O.O

É, esse povo é muito metido, meu...Se bem que são metidos gostosos...(baba)

Eu vou lhe mandar! Não esquenta! Na verdade, se você não tiver aberto o e-mail tem um recadinho lá...

Non mandei nada dessa vez porque não escrevi muita coisa.

Senpai! Você quer me matar do coração? "Tudo que a Mei faz é lindo!" qualquer dia você vai me mandar pra a UTI com essas palavras...( tem infarto fulminante) Opa...Falei demais... (aparece ambulância e carrega) X.X

Nos vemos!!

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loveDeidara:

Oh, yeah, eles só tem graça se forem ciumentos...

Claro, ItaSai confirmado...Só esqueci de mencionar...

Sabe, o Madara é O homem...Ele não precisa de nenhuma mulher para lhe dar sustentação...Ele é uma criatura independente.

Hua! Esperando comentários!

See you!

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Hyuuga-kun:

Nossa, você tá mesmo empolgada pra ItaNaru...

Bem, eu vejo o que posso fazer por você...No proximo cap. você vê o resultado.

Sim, os Uchiha PODEM (em money e outras coisas...duplo sentido..)

Kissus!

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Camis:

Oh, o enccontro desses loucos será em breve...E promete.

O.o Mato um? Mas o Sasu-kun me empolga, sabe... (leve hemorragia nasal)

Oh, seja bem vinda à família! O.O

Abraços!

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Hinaxchan:

Nah, que bom que gostou!

Aqui está a continação!

Beijos!

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Uzumaki.Nah-chan:

Que bom que você gosta! n.n

u.u...Realmente, essas mães são muito violentas com esses castigos! A minha de vez em quando me ameaça um! T.T

Não, a fic não terá lemon...Mas não pare de ler por isso, viu?

Nos vemos!

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Sta-Leticia:

Oh, sim eles se encontram...E o negoço esquenta mais que fogueira de S. João...

Mhuahuahuahuahuahuahuahuahua!

Comente!

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Mandem reviews! Comentem!

Ah, e o próximo cap. (isso é título que se dê, Mei?): Ônibus Errado.