CAPITULO I

Bom, meu marido foi treinar então eu posso continuar. Eu ja disse como ele é lindo e maravilhoso e como ele mudou minha vida pra melhor? (suspira) antes eu preciso contar os fatos que aconteceram que me fizeram chegar até aqui. Então vamos lá:

... Minha mãe é uma pessoa fantastica. É aquele tipo de pessoas que saber viver. Ela não faz o tipo chata que pega no meu pé que controla meus horários de chegar em casa por exemplo. Ela sempre me diz que me criou pro mundo e que não devo ficar dependendo dela e vivendo debaixo de suas asas a vida toda pois um dia ela vai morrer e aí ? bla bla bla... Pior que ela tem razão. Mais ela sempre se preocupou comigo. E uma das coisas que ela mais se preocupa é com meu lado espiritual. De formação Espírita (Kardecista) minha família toda tem o dom ( mediunidade) inclusive eu e isso sempre me assustou o que me fez afastar desse lado muitas vezes, principalmente quando a coisa começava a se manifestar pra valer. A minha mãe sempre me diz: - menina você tem muita energia espiritual que não sabe usar plenamente. Mais quando dominar esse dom nunca use para tirar proveito próprio pois você arranjará sérios problemas. Tudo que vai volta seja o que você faz de bom ou de rium. Sabe aquele ditado de que praga de mãe sempre pega? Pois é, vocês verão mais a frente que tenho razão quando digo isso. Outra coisa que ela sempre me diz quando eu fico com medo desses ''poderes'' é: - confie na espiritualidade, pede para eles te guiarem no caminho certo. E foi assim que eu fiz. E Se não fosse por isso, hoje poderia não estar mais aqui e...

RIO DE JANEIRO. AEROPORTO TOM JOBIM:

- Tem certeza de que vai ficar bem aqui? Não quero te deixar pra enfrentar a maluca sozinha. – Disse, muito preocupada com minha mãe.

- Não se preocupe comigo querida eu sei me cuidar. E não é a mim que ela quer então trate de sumir por uns tempos.

'' Atenção senhores passageiros com destino à Athenas, Grécia favor embarcar no portão 16...''

- Vamos está na hora! E não se esqueça de dizer ao meu irmão quando encontrá-lo que estou morrendo de saudades. E treine seu lado espiritual ok? Proteja-se.

- Obrigada mãe. Por tudo! As duas se abraçam longamente. - Odeio despedidas...

ATHENAS,GRÉCIA:

Ainda explorava a cultura, as pessoas, a culinária. Tudo ainda era novidade. Mas seu objetivo maior era encontrar a todo custo o seu tio e pedir ajuda. Ele é nada mais nada menos que Aldebaram, o cavaleiro ouro de Touro. '' Como encontrá-lo? Esse santuário existe mesmo?'' pensava. Foi quando de Súbito lembrou-se da ultima carta que seu tio escrevera citado a cidade mais próxima chamada Rodorio. Ele contava a ela que sempre saí pra fazer compras no final de semana e curtir a pequena cidade.

- Como não pensei nisso antes? Perfeito!

- Ow não grita! To com dor de cabeça. Karen uma de suas colegas de quarto reclamava colocando o travesseiro na cabeça. Karen é americana. Alta , de pele branca, loira e com os olhos cor de mel usava um óculos fundo de garrafa.

- Vou sair. Lane você vem?

- Claro. – Respondeu, levantando-se animadamente.

- Ei! Vocês vão sair em pleno Sábado sem mim? Nem pensar. Também vou. - Karen finalmente levantou e foi se trocar.

- ué? Você não está com enxaqueca? É corajosa.- Debochei. - E não demora, porque se tem uma coisa que eu não suporto é ficar esperando mais que quinze minutos!!! – Terminei e saí em seguida com Lane.

Na Recepção:

- Di já te falei que não fui com a cara da Karen? Não confio nela.

-Ih Lane para de nóia. Ta certo que ela é porra louca, mas ela até que é legal. –Afirmei.

- O seu problema amiga é que você acha que todo mundo é bonzinho. Ainda vai se ferrar por causa disso. –Respondeu Lane suspirando.

- Cheguei! Vamos logo!

Três finais de semana depois...

- Ai que lugarzinho chato! Karen reclamava o tempo todo, o que já me irritava e muito . - Não sei por que, agora resolveu vir pra cá todo final de semana. – Continuou ela a reclamar.

- Tenho meus motivos não é da sua conta! Aliás, você veio porque quis. Então fica fria ou volta pra Universidade! –Não me pergunte por que ainda tive saco para respondê-la.

- Apoiado miga! - Lane diz enquanto as três andam pela feira Karen continua a resmungar.

Eis que ali também estavam Aiolia, Shura e Milo dando uma voltinha quando estes observam o clima de tensão das três garotas.

- Ih forasteiras! Beleza!

- Que forma grosseira de se referir a elas, são turistas! E aqui o que não falta é forasteiro incluiu aí seu melhor amigo! - Aiolia passou um sermão em Milo.

- Ta senhor Leão! Seja como for, não gosto nada do modo que conversam. Se caírem na porrada teremos que interferir. – Respondeu o escorpião doido pra que isso acontece-se.

- Teremos?

- Claro. Nada de Zona em Rodorio.

- Isso aí sem confusões por aqui! Mas, vamos tomar um sorvete que o calor hoje ta foda! - Shura rogava.

- Que linguajar em capricórnio! Ta ficando com a boca suja igual ao Aldebaran.

- É o Deba ta me ensinando português, principalmente as gírias, Ta ligado? –Retrucou, tentando dar o sotaque brasileiro.

- Ta ligado que? Por acaso eu tenho cara de tomada? - Milo pergunta totalmente perdido. Aiolia solta uma gargalhada.

- Não vai me dizer que você não sabe o que é isso? Até eu que não sei português, de tanto ouvir Aldebaran falar,sei o que é!

- Até tu Aiolia? – Milo disse, indignado.

- Ih, tu é tapado mesmo heim bicho do deserto! -Shura debocha de Milo.

- Eu vou te explicar: Ta ligado é o mesmo que, ta entendendo? Você Entendeu? É isso.

- Agora sim! - Milo responde. E Shura continua: - Daí quando alguém perguntar ou disser ta ligado, daí se você ta ligado responde:- to ligado. E se não tiver responde:- to por fora. Milo assentia com a cabeça.

- Também tem essa aqui: - Se liga quero trocar uma idéia contigo. - Aiolia gargalhava.

- Como é que é?

- Calma vou te explicar: Se liga é o mesmo que: - Presta atenção. Quero trocar uma idéia contigo: Quero conversar com você!

- Caraca! Que doideira! Acho que posso entrar na onda do Deba. – E Aiolia ria observando aquela cena engraçada.

Estávamos muito bem nos divertindo, olhando as barraquinhas, tinha uma só de bijuterias feitas pelo pessoal da Vila. Cada brinco lindo, só eu comprei uns 5 pares. Eu adoro brincos. Estava experimentando uma saia indiana verde água, mesclado com verde escuro e com pedrinhas que dava um brilho leve e um toque gracioso a roupa, quando a chata da Karen começou a reclamar novamente, o que acabou estressando Lane.

- Sua idota! Quer parar de encher o saco? Você já passou dos limites, volta pra universidade, sua chata horrorosa. – Disse Lane aos berros.

- Eu não dou ouvido a uma desclassificada!

- Desclassificada eu?- Isso fica perigoso. Lane se alterou ainda mais. Quando ela se estressa não tem limites com as palavras. Eu fiquei na minha. - Quem você pensa que é sua piranha? -Ela retrucou aos gritos e todos olhavam para nós agora. –Você se faz de sonsa feiosa, mas não passa de uma piranha vagabunda!

Os dourados voltaram sua atenção novamente para nós três. Enquanto Milo vibrava com o barraco que se armava, doido pra se meter e dar lição de moral.

- Olha aqui querida! Eu sou americana os americanos mandam entendeu? Exijo respeito! - Karen respondia também aos berros.

- Ah você sempre vem com esse mesmo discurso quando não tem argumento. Que ridícula. Estou de saco cheio de você. Quer ver quem é que manda? - Lane ia avançar em Karen. Eu tinha que fazer alguma coisa, se não ia acabar parando na delegacia.

- Parem vocês duas! Que ridículas!

- Mas ela que começou! –Protestou Lane. Eu a silenciei , erguendo as mãos.

- E Karen você encheu por hoje, volte pro alojamento. E fique sabendo que na segunda a primeira hora, vou pedir pra mudarem você para outro quarto! Disfarce vocês duas, não vê que todo mundo está olhando para a gente? Que horror!!! – Eu disse em tom de esporro e Karen saiu furiosa da feira. Puxei Lane pelo braço, dando as costas pra ela. Foi aí que ela caiu em si e viu a besteira que fez, mas... Já era tarde demais.

- Ei Lane? Tudo bem?

- Mais ou menos. - Dizia um pouco zonza. Sentei-a na beiradinha da fonte que ficava no meio da feira.

- Espere um pouco, eu volto já! - Diana vai à barraca de sorvete pedir água.

- Com licença. –Disse ao se aproximar, observando aqueles deuses gregos a minha frente. Não deu pra resistir né? -Ei moça poderia me dar água, por favor? Minha amiga não está se sentindo muito bem e...

- Claro querida, aqui está. E depois que sua amiga se recuperar venha tomar um sorvete é por conta da casa.

- Não precisava, mas muito obrigada!- Respondi, me despedindo da simpática senhora e indo até a fonte onde Lane está sentada.

- Prontinho, beba!

- Valeu miga!

Alguns minutos depois...

- Você está melhor?

- Sim. Desculpe me descontrolei. Que garota chata! Eu disse e digo não confio nela.

- Calma vou cuidar disso. Anda. Vamos, tira essa cara de bunda e vamos tirar fotos! –Disse, tentando quebrar o clima chato que ficou.

- Estou com uma cara péssima. – Ela respondeu desanimada.

- Ah não aceito não como resposta, estamos aqui pra nos divertir, pois, esta semana teremos muito estudo pela frente. Ta ligada? E depois vou tomar um sorvete porque o calor ta foda, aff!

Lane adorou a idéia. Realmente fazia muito calor na Grécia. Eu me aproximei dos três rapazes e gentilmente pedi pra um deles bater a foto, já que eram os mais pertos e não disfarçavam em nos observar desde que chegamos. Shura prontamente me fez o favor.

- O senhor sabe usar câmera digital né? – Perguntei, sem graça.

- Claro que sei. Acha que não conheço as maravilhas tecnológicas? "O pirralha!" -Ele pensou indignado -" quem ela pensa que eu sou?''.

- Me desculpe. – Respondi sem graça.

- Tudo bem. Você não é daqui não é mesmo? - Ele continuou a puxar assunto, enquanto tirava as fotos. – prontinho, aqui está. Ele devolve a câmera.

- Obrigada.- Agradeci com um sorriso. Shura baixou a guarda. Dirigi-me até a barraca de sorvete onde estão Aiolia e Milo pedindo licença novamente. Milo me olhava de cima a baixo, o que me causava arrepios. Shura vinha atrás.

- Dois sorvetes, por favor. Um com três bolas de baunilha e um com uma bola de chocolate. – Disse sentando a frente do balcão da barraca.

- Você não respondeu a minha pergunta. - Shura interrompia me interrompeu.

- Desculpe, o que o senhor me perguntou mesmo?

- Perguntei se você era daqui.

- Não, eu sou estudante.

- Aqui estão os pedidos.- Disse a gentil senhora. Fiz questão de pagar pelos pedidos.

- Posso lhe fazer outra pergunta? - Shura se pronuncia.

- Pode.

- De onde vocês são? - Referindo-se também a amiga.

- Ih não ligue meninas, mas o senhor Shura é muito curioso. –Respondeu a gentil senhora, que parecia já conhecê-los. Shura fica sem graça. Os outros dois tentam não rirem.

- Sou brasileira. –Respondi, devorando meu sorvete.

- Você é brasileira? – Perguntou a senhorinha.

- Si, sim senhora. E a minha amiga Lane também. - Respondi sem graça.

- É raro encontrar brasileiros na Grécia. –Retrucou a dona da barraca vindo me cumprimentar em português. Logo senti confiança, baixando minha guarda e sorrindo.

Aiolia vendo que estava sobrando ali se despede de Dona Maria e arrastou Shura e Milo que não queriam ir embora de jeito nenhum.

- Qual é Leão? Logo agora que ta interessante? - Shura reclamava.

- Já deu né? Vamos embora. - Aiolia respondia enquanto os dois iam atrás.

- Desculpe Di, mas não fui com a cara daqueles três.

- Relaxa Lane. Você não vai com cara de ninguém. Além disso, eu senti uma coisa boa neles.

- Coisa boa? Lá vem você de novo com isso... Eu desconfio de Deus e o mundo até ter certeza do contrario. Eles parecem seguranças de shopping. - Diz Lane, que deu de ombros.

- É mesmo pode crê!!! - Exclamei, gargalhando em seguida.

- Não se preocupem meninas. Eles são assim, mas são do bem posso lhes garantir, conheço-os muito bem. São muito respeitados por aqui. – A senhora afirmou com muita segurança.

- A senhora mora por aqui? -Lane perguntou.

- Sim minha filha, a mais de 20 anos. Longa historia. Que saudades do Brasil. -A senhora ficou triste.

Fiquei com pena e acabei dizendo que não devia pra mudar de assunto:

- Eu tenho um tio que mora aqui por essa região , e que não vejo a anos também. Perdi as contas de quantos anos.

- Mesmo? Puxa que coisa. Como eu disse, não é fácil achar brasileiros por aqui, já que não há colônia nossa na Grecia.

Continuamos a conversar até que...

- Mas você disse que seu tio mora aqui? Onde exatamente?- Dona Maria a interrompe.

- Aqui é a cidade mais próxima. Ele não me deu localização exata. –Disse, tentando não falar sobre o santuário, já que eu sabia que era segredo, mas não sabia que o povo daquela cidadezinha sabia sobre eles. – O acesso parece restrito também...

- Já tentou lhe mandar uma carta? Telegrama? Telefonema? -Diz a senhora.- "Só conheço um brasileiro que mora aqui além de mim". Será que é um dos senhores de ouro?"-pensava.

- Minha querida se quiser posso procurar seu tio. Conheço todo mundo aqui.

Eu me senti animada e minha intuição disse para tentar com ela , então entreguei o envelope com o nome do Meu tio em negrito.

- Por favor, quando o encontrar entregue a ele.

A mulher sorri. -"Eu sabia era um dos de ouro". Pensava vitoriosa.

- Pode deixar minha querida eu entrego. Farei com que isso chegue às mãos dele.

- Pelo visto a senhora conhece meu tio. –Respondi surpresa, mas ao mesmo tempo aliviada e feliz. - Aqui está o numero do meu telefone, um fica para senhora e o outro, por favor, entregue ao meu tio. Passamos mais algumas horas a conversar, e depois nos despedimos.

- Vá tranqüila. Eu entro em contato com você assim que tiver notícias.

- Muito obrigada mesmo, nem sei como agradecer.

- Não precisa se preocupar menina. Apenas proteja-se! – Levei um susto quando a senhora lhe disse aquelas palavras, porque lembraram exatamente as palavras de minha mãe.

Novamente me despedi e voltamos pro alojamento da Universidade.

CONTINUA...

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MEDIUNIDADE: Faculdade que dota o homem de sensibilidade permitindo percepção e interação com o mundo espiritual. Conforme sua intensidade viabiliza plena a comunicação entre os dois ambientes.

MEDIUM: O ser dotado de faculdade que permite interagir entre o ambiente espiritual e material. É o que chamamos de intermediário ( o que se comunica) entre os dois mundos. Ver livros dos espíritos de Allan Kardec.

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Finalmente o primeiro capitulo! Gostaria de deixar claro aqui para todos que não é minha intenção fazer propaganda e nem tão pouco converter ninguém ao espiritismo. Eu achei necessário esclarecer o significado de termos que poucos conhecem ou as vezes nem tem noção para pode entender o contexto da minha história. Já que ela gira em torno de magia, bruxaria e mistérios do além. Constantemente apareceram temas interessantes nos capítulos e termos e fenômenos que eu tenho que explicar só pra vocês entenderem como funciona esse mundo. Caberão a vocês pesquisarem , acreditar ou não. Repito: Não estou aqui escrevendo essa fic pra converter ninguém ao Espiritismo. O espiritismo e o esotérico são apenas a base da minha história de amor...

Agradecimentos especiais: como sempre a Chiisana Hana pelos papos e etc... nossas conversar no msn são demais yuhu. Perolinha o que dizer de nossos planos de masoquismo? mirabolantes!!! voce é melhor aspirante a vila que eu conheço( brincadeirinha) ahuahuahauahauahua fantástico!!!Brotam e brotam idéias. Sem masoquismo fica chato, tem que haver ação!!!

E também agradecendo a Nina niveani por ter me passado o tutoral pra publicar a fic. bju

Lannyluck voce está na historia! E ae gostou?Eu disse que você ia entrar. Se prepare altas zuaçoes a caminho...

Ah e pra terminar agradeço a todos os leitores e farei o possível pra postar novo capitulo todo sábado. E façam essa menina feliz não esqueçam de deixar recadinhos!! bjokas a todos inté a próxima!