Capitulo XI

O dia passa depressa. A confraternização dos amigos é perfeita. Depois de uma tarde agradável eles seguem para o santuário. Diana e Lane seguiam pro templo pra pedir permissão a Atena pra amiga ficar enquanto perola ficava na casa de Touro com Aldebaran.

-Nossa menina como você cresceu, é to ficando velho. -Ele ria.

- Oi Tio tava com saudade de você. – Disse Perola abraçando Aldebaran. -A Diana me contava sobre você, o santuário e os cavaleiros, eu não acreditava. Eu pensava que isso era coisa de filme. Nunca poderia imaginar que esse lugar existia e era enorme. - Comentava surpresa.

- É querida mas, é tudo real. Espero que você goste de tudo.

- Já estou amando tio. - Responde Perola abraçando-o.

Depois de tudo certo, Pérola era apresentada a Atena que logo se simpatizava com a garota. Saori convida as meninas para jantarem.

Ainda no Templo de Athena, fim de tarde.

- Shiryu? –Disse Saori batendo a porta de um dos aposentos do templo.

- Sim?

- Recebeu os dados que você pediu? –Perguntava ela, referindo-se a ficha de Karen.

- Recebi Saori, são suficientes. Obrigado.

- Desculpa perguntar, mas, o que você pretende fazer Shiryu?

- bom Saori, Eu vou investigar mais de perto a tal bruxa. Quem sabe eu encontro algo que possa ajudar a Diana.

- Eu acho uma boa idéia. Mas por favor, tome cuidado ok? Eu fico muito preocupada com vocês.

- Tudo bem Saori. Já enfrentamos coisas piores, essas bruxas não são de nada.

- Verdade. Confio muito em vocês. – Os dois se abraçam. -Então eu já vou indo.

- Ah pode me fazer um favor? Chama o Seiya pra mim?

- Claro que sim. E não se esqueça do jantar.

- Certo. –Disse shiryu sorrindo. -Saori sai e vai chamar Seiya.

Minutos depois:

- Fala Shi.

- Seiya, preciso de você.

- Sabe que pode contar comigo pro que der e vier. Mas o que está acontecendo?

- Bom, quero investigar a bruxa secretamente. Pra isso preciso de você na entrada do santuário a meia-noite, hoje. Tudo bem?

- Oba! Adoro espionagem. To dentro.

- Beleza! Sabia que podia contar com você.

- Claro, eu já disse! É pro que der e vier! Faça chuva, faça sol, enfim... – Disse Seiya empolgado enquanto os dois batem com as mãos pro alto.

- Eu vou chamar o shura porque ele também se amarra nessas coisas.

– Comenta Shiryu prendendo o riso do ultimo comentário do amigo.

- Boa idéia!

- Shiryu, Mudando de assunto, ou não... Me diz. O que você achou da intrusa como andam dizendo?

- Que intrusa?

- A tal da Perola. Falando nisso ela está aqui.

- Quer saber a verdade? Sinto algo de estranho nela.

- Sabia.

- Mas, como dizem que são amigas de infância...

- E quem decide tudo por aqui é a Saori né?

- Exato. Conversei com a Saori mais cedo sobre isso. Se ela permitiu, ela sabe o que faz. Vamos confiar na Saori.

- Certo.

E os dois continuavam a conversar...

Na casa de Touro:

O cavaleiro de escorpião conversa com Aldebaran sobre ele e Diana. Ela somente observa. Depois de longa conversa e explicação.

- Milo vou te dar um credito de confiança. Pelo que vejo seus sentimentos são verdadeiros e os da minha sobrinha também.

- Pó valeu Deba! Não vou te decepcionar. Prometo. Pra mim, Diana já é minha esposa.

- UAL QUE LINDO! –Disse Diana vibrando.

- Você está achando que é brincadeira é? Falo sério, muito sério. –Responde ele fitando.

- Quando você quiser... –Responde ela.

- Calma aí ta muito cedo. –Interrompe Aldebaran.

- Se eu quiser casar agora, eu caso! –Afirma Diana.

- Ok. Não se fala mais nisso. Cuide bem dela ouviu. Porque se ela ficar chateada ou chorando por causa de você, acabo com a sua raça. Estamos entendidos? –Disse Aldebaran abraçando a sobrinha.

- Isso nunca vai acontecer. Se depender de mim Diana nunca mais chora ou fica triste. – Disse Milo enquanto Diana delirava com essas palavras. Era bom demais pra ser verdade. Finalmente tinha encontrado o amor. Pensava ela.

Depois do lanchinho (ainda tinham estomago pra isso depois do piquenique?) Diana acompanhou o namorado até a oitava casa. Durante o percurso...

- Ainda não acredito que fiz isso! –Disse Milo.

- Fez o que?

- Sabe esse lance de formalidade pra namoro e tal.

- Realmente então, é sério. Pra quem nunca fez isso...

- Mas sério do que você imagina. Estou louco por você. –Disse Milo parando Diana entre Leão e virgem, abraçando-a e a beija. Ela suspira de emoção.

- Ah me lembrei!

- O que foi?

- Tenho que dar a minha resposta pro Shaka.

- Já se decidiu?

- Ahan. Eu vou aceitar. Seja o que Deus quiser.

- Essa é aminha garota. –Diz Milo lhe dando selinhos.

Eles entram na casa de virgem.

- Hã, licença. –Disse Diana sem graça.

- Vejo que já tem uma resposta.

- Eu quero que senhor me treine. –Responde firme.

- Ótimo. Não esperava menos de você. - Responde Shaka. –Espero você aqui amanhã na primeira hora.

- Mas já?

- Quanto mais cedo melhor. – Afirma categoricamente, Shaka.

- Certo. Então pode me esperar mestre. –Ela sorri.

Milo e Diana saem da casa de Virgem abraçados.

- Estou com medo. –Ela deixa escapar.

- E por quê?

- Não sei como é esse treinamento.

- Com o Shaka é moleza. Pode apostar que você vai meditar.

- Vai ser só isso? Que alívio.

- O que você pensou?

- Pensei que ele ia me bater. –Ela responde. Milo gargalha.

- Que nada meu amor. Você não vai aprender técnicas de luta como as amazonas. Simplesmente vai desenvolver seu lado espiritual, como o todo-poderoso diz.

- Ufa. Eu já estava achando que ia ter que lutar e fazer exercícios físicos tipo aeróbica como vocês fazem na arena.

Os dois ficam rindo. Chegam à oitava casa e se despedem.

- Tem certeza que você tem que ir?

- Tenho. Eu prometi. HÁ Essa hora a Lane também já deve estar lá no templo. Depois eu volto. Os dois se beijam. Ela segue pro templo. Milo resolve conversar com Kamus.

Na casa de Aquário:

- E como se sente? –Perguntava o amigo curioso.

- Muito bem. Nunca pensei que fosse passar por isso.

- Aldebaran preza muito a moral da família. Eu também acho isso muito importante. Olha o respeito com a Diana heim?!

- É eu sei. Eu já disse que vou me casar com ela.

- Sério mesmo? Quando?

- Por mim casava agora. Não vou deixar ela voltar pro Brasil de jeito nenhum.

- Nossa quem diria! Transformou-se. Bem que o Mu disse que seria num passe de mágica. O que o amor não faz né? –Zombava Kamus.

- Qual é pólo norte! Vai tirar uma com a minha cara agora?

- Calma Milo, foi só pra descontrair. Desejo toda felicidade pra você.

- Com certeza. E pode preparar o terno até o fim do ano.

- Certo. –Disse Kamus rindo ao mesmo tempo em que estava surpreso com a decisão do amigo.

Os dois ficam ali se divertindo um da cara do outro.

No templo Saori e os demais jantam animadamente.

- Muito obrigada por tudo. Adorei a recepção. – Disse Perola agradecendo o jantar.

- Espero que você fique bem aqui. –Respondeu Saori.

As meninas se despedem e voltam pra casa de Touro.

Meia - noite, entrada do santuário.

- Cadê o Pegaso? Ele já deveria estar aqui. –Disse Shura impaciente.

- Calma. Eu desci tão afobado que esqueci de esperá-lo. Mas ele vem não se preocupe. –Responde Shiryu.

Uns cinco minutos depois.

- Mas que demora heim cavalinho? –Disse Shura zombando.

- Foi mal pessoal. Quase que a Saori me pega no flagra.

- Lerdo. – Responde Shura. – Ei pra que a mochila? O que tem aí?

E Seiya bota a mochila no chão e abre. Dentro havia cordas, canivete, grampos e lanterna, entre outras coisas.

- Seiya, pra que tudo isso? – Pergunta Shiryu surpreso.

- Nunca se sabe o que pode acontecer. Um homem prevenido vale por dois.

- Até que enfim, usou a cabeça. – Shura zoava.

- E também trouxe um biscoitinho. Vai que a fome aperta nas madruga? – Comenta Seiya que ganha um pedala de Shura e Shiryu em seguida.

- Antes de tudo. Por onde vamos começar a investigação? –perguntava Shura.

- Vamos pra universidade da Diana. Foi lá que tudo começou. É de lá que vamos começar a sondar. –Responde Shiryu.

- Demorou, já sei onde é. - Disse Shura dando a partida no carro.

Rapidamente chegam à universidade. Estava coberta por uma neblina leve e estava toda às escuras. Ventava consideravelmente.

- Nossa! Isso aqui me lembra até a casa de câncer. –Disse Seiya arrepiando-se. Lembrando de quando lutaram pela primeira vez lá.

- Não estou gostando nada disso. Que cosmo é esse? –Afirma Shura.

- Eu tinha certeza que acharia alguma coisa aqui. Mas, nunca pensei que fosse tão rápido. –Comentou Shiryu.

- É pelo visto estamos no caminho certo.

- Vamos entrar. –Disse Shiryu. Eles se aproximam do portão principal.

- Está trancada. –Disse Seiya.

- Vamos pular os muros.

- São muito altos. – Resmunga Seiya.

- Qual é Seiya? Desde quando isso é problema para um cavaleiro? – É a vez de Shura se meter na conversa.

- Shura tem razão. Vamos usar nossos poderes.

E assim os três pulam o muro. Os portões eram mais altos que o muro que cercava o prédio, era oval, gradeado e pontudo. Caminhavam pelo pátio da frente e iam em direção aos fundos da universidade.

- Mas, de onde vem esse cosmo? – Perguntava Shura novamente.

- Vamos segui-lo, não se preocupem. Mas antes quero investigar o quarto dela. – Disse Shiryu.

- Mas a minha namorada me disse que ela não estuda mais aqui. –Comentava Shura.

- Será? E porque esse cosmo?

- Agora fiquei na dúvida. Mas a Lane me disse que, ela sumiu da universidade faz tempo, já que descobriu o disfarce.

- É pode ser.

Os três cavaleiros seguem no amplo corredor escuro. Pelas escadas sobem até o quinto andar, onde segundo Diana tinha sido transferido o quarto de Karen.

- Quarto 508. É aqui. –Disse Shiryu.

- Mas, está trancado. - Afirmou Shura. - Vamos Arrombar. –Disse em seguida.

- Ficou maluco? Causaria suspeita. Não podemos invadir assim. –Respondeu Shiryu.

- Eu tive uma idéia. - Disse Seiya abrindo a mochila e pegando um grampo. Ele tenta abrir e nada. Pega um óleo que também estava na mochila e passa um pouquinho no grampo e tenta mais uma vez. A porta faz um barulho e então se abre.

- Como uma luva. –Respondeu com orgulho, Seiya. –Eu vi isso uma vez num filme de espionagem. Não é legal?

- Quem diria! –Disse Shura surpreso.

- É não sou tão burro como dizem. –Resmungou Seiya.

- Ok. Vamos entar.

O apartamento era Normal exceto alguns fatores como quadros estranhos, como o clima e o cheiro esquisito, por exemplo. Lembrava muito a casa de câncer quando tinha as cabeças nas paredes e no teto.

- Que horror! –Exclamava Seiya, ao contemplar um quadro que parecia e muito com demônios.

- Essa mulher é louca! Ela não está brincando. –Disse shura olhando os artefatos e a decoração do quarto da garota. O clima causava arrepio.

No quarto havia velas, taça, punhal, espada, uma estrela de seis pontas colada na parede, uma tigela, um crânio, entre outros.

- Epa! Esse crânio é igualzinho o que havia no punhal que o Shun achou na floresta próxima ao santuário. – Disse seiya.

- Será que foi ela que apareceu pra sua irmã? – Perguntava Shura.

- Só pode. Agora eu pego essa filha de uma égua!- Disse Seiya irado ao lembrar-se da cara de assustada da irmã.

Seiya e Shura continuavam a observar o quarto sombrio da bruxa, enquanto Shiryu fazia anotações e vasculhava papéis e documentos. Todos batiam com os dados enviados pela fundação graad.

- Pessoal! Achei uma foto da Diana! -Disse Seiya.

- Deixe-me ver. – Disse Shiryu.

- Tem uma data. – Comentou Shura.

- São duas datas. – Respondia novamente, Shiryu anotando.

- Que datas são essas?- Perguntava Seiya.

- Pelo que sei a de cima é a data de nascimento da Diana. -Afirma Shiryu.

- Como Sabe?

- Saori me contou, porque perguntei de curiosidade. –Respondeu Shiryu.

- Ela é de virgem? Essa bruxa maluca ta ferrada nas mãos do Shaka.

- Ah essa eu quero ver! O Shaka nem vai precisar fazer esforço pra acabar com as treze de uma vez. –Disse Seiya empolgado.

- Verdade. - Comenta Shura. –Mas e a outra data?

- Bom pela data e o que está ao lado, isso não é nada bom.

- Ai Shiryu não enrola. O que significa?

- Morte. Pela indicação da cruz que tem aqui ao lado.

- Mas, essa data ainda nem chegou. –Exclamava Seiya.

- Eu disse e repito essa mulher é louca. O lugar dela é no hospício! -Afirma Shura.

- É mesmo. E não só ela né? A Tal da prima da Diana também né? É ela que está por detrás de tudo.

- Por que tudo isso? –Shura se questionava.

- Só sei que pra mim não importa. Elas não são de nada, só assustam quem não tem poderes como nós. – Disse Seiya. – Vamos acabar com elas de uma vez e livrar a Dianinha dessa!

- Ficou maluco Seiya? – Disse Shiryu. – Não vamos enfrentá-las agora.

- Mas por quê? Ta com medinho é?

- Não estou com medo. A questão é como o mestre disse. Estamos lidando com o desconhecido. Apesar de nem se comparar a nós essas bruxas são loucas, tem cosmo e são capazes de tudo. – Tentava explicar Shiryu.

- Por isso mesmo! Já que tem cosmo não são civis, portanto a Saori nos deu permissão pra matá-las se for o caso.

- Concordo com o Seiya. –Disse Shura, enquanto batia com as mãos pro alto nas mãos de Seiya.

- Ta Seiya, mas acontece que pra isso precisamos saber o verdadeiro motivo da bruxa chefe com a Diana. – Comenta Shiryu. -Alem disso, se acontecer alguma coisa vão descontar na Diana e não em nós ou no santuário. - Disse Shiryu seriamente terminando as suas explicações.

- Ih verdade. Não tinha pensado nisso. –Respondeu Seiya pensativo.

- Aqui na universidade ela está desprotegida. Não podemos fazer nada que possa prejudicá-la ou coloca-la em perigo. Entenderam? – Disse Shiryu novamente.

- É isso aí! E minha lane também está aqui. Se acontecer algo com ela aí eu desconto em voce ouviu? –Disse Shura.

- Calma aí Shura. Eu não disse por mal, só não tinha olhado esse lado da situação.

- Bom vamos em frente. Já vi tudo que precisava aqui. –Disse Shiryu guardando o bloquinho na mochila de Seiya. Seiya tranca a porta do jeito que abriu.

E assim os três seguem até o terraço da universidade. É grande e espaçoso. E se assustam com o que vê. Seis bruxas de pé formavam um circulo no meio do terraço na direção da Lua cheia e entoavam o mantra misterioso. Os cavaleiros estavam atrás da porta abaixados e volta e meia olhavam através do vidro.

- Que sinistro. –Disse Shura. –Achava que isso era coisa de filme de terror.

- Que musica é essa? –Perguntava Shiryu.

- Não faço idéia, mas to me sentindo enjoado. Ta me deixando depressivo. –Responde Seiya.

- Me passa meu bloquinho. –Disse Shiryu pegando a caneta. Ele tenta ouve melhor e anota a frase da musica.

- Esperem um pouco. –Disse Shura pegando o celular. Em seguida liga pra Lane. –Tomara que o santuário seja bonzinho e eu consiga o sinal pra falar. – Shura comenta. –Oi minha vida. –Ele diz.

- Oi vida. –Responde Lane carinhosa.

- Te acordei?

- Não. Eu não to conseguindo dormir.

- Aconteceu alguma coisa? –Perguntava Shura preocupado.

- Não, não. Só falta de sono mesmo. Estou lendo um livro.

- Ok. Me faz um favor? Vê se a Diana esta acordada.

- Mas pra que?

- Depois quando chegar eu explico.

- Ta bom, to indo. – Disse Lane indo pro quarto de Diana. Ela bate aporta.

- Oi Di. Está tudo bem?

- Estou sim. Só sem sono.

- Hum, já até sei por quê. - Responde Lane. –Ela está bem, vida. –Diz para Shura do outro lado da linha.

- Deixa eu falar com ela?

- Claro. Di é o Shurinha. –Disse Lane passando o celular pra amiga.

- Oi.

- Voce está bem Diana?

- Estou sim.

- Ótimo. Faça o que fizer não durma ok?

- Certo. Não estou com sono agora mesmo.

- Beleza. Quando chegar conversamos. –Disse Shura. Diana passa o celular pra Lane. – Tchau minha vida. Nos falamos pessoalmente daqui a pouco.

- beijo. Te amo.

Ele desliga o celular.

- Não entendi nada. –Disse Lane.

- Nem eu.

- Então vamos jogar conversa fora.

Na universidade:

- Ela está bem. –Disse Shura.

- Pra que voce ligou? –Pergunta Seiya.

- Depois explico.

- Então vamos embora, já vimos o bastante hoje. –Disse Shiryu.

Eles voltam para o santuário...

CONTINUA...

E aí pessoal. Mais um capitulo. Será que enrolei muito?

As explicações sobre a espionagem serão mostradas no próximo capitulo. Agora tudo vai começar a se esclarecer...

Espero que tenham gostado. Até a próxima. Bjokas.