CAPITULO XIII:
Mu prestava socorro a Marin, quando Aiolia entrava afobado no salão principal da casa de Áries.
- O que aconteceu?
- Não se preocupe. Ela só está indisposta, devido ao sol forte. – Disse Mu, sorrindo para o Leonino. Este fica intrigado.
- Sugiro que a leve para a casa de Leão, para ela descansar. É mas perto que a vila das amazonas.
Aiolia apenas concorda com a cabeça, pegando Marin em seus braços e saindo da casa de Áries. Na porta
- Obrigado Mu.
- Não foi nada. E cuide bem dela. – O Ariano sorri pra Marin, que fica sem entender.
Enquanto sobem as escadarias, após um breve silencio Aiolia se pronuncia:
- Tem certeza de que está bem? Está um pouco pálida.
- Foi só uma tontura, além disso, estou com um pouco de fome. –Ela responde sorrindo.
- Então quando chegarmos prepararei algo especial. – Disse o Leonino, lhe dando selinhos.
Depois do susto, já na casa de Leão, Marin recebia os cuidados do Leonino. Marin acaba adormecendo. O dia passa depressa e ela retorna para a vila das amazonas acompanhada de Shina. Enquanto relata os últimos acontecimentos a amiga, Shina desconfiada decide ir para Rodorio e passa na farmácia.
- Teste de gravidez? Quem está grávida? –Marin perguntava inocentemente.
- Você. Só iremos confirmar.
- Eu? Você pirou né?
- Qual é Marin?
- Qual é o que?
- Você e o Aiolia não estão juntos? E também rola intimidade não é? – Perguntava Shina, enquanto Marin ficava sem graça com o comentário. Shina ri.
- Qual o problema? Pensa que eu não sei o que vocês fazem? É tão normal quando duas pessoas se amam não?
- É verdade. Estamos. –Marin responde firme e apaixonada.
- E não acabou esse lance de usar mascara?
- Acabou. Só usamos nas batalhas se quisermos. E o que isso tem haver?
- Então, pronto. Vamos confirmar as minhas suspeitas.
Chegando a casa Shina praticamente obriga a amiga fazer o teste. Alguns minutos depois.
- Não acredito, eu, grávida? - Marin dizia nervosa. –Ma, mas minha regra nem veio ainda... –É interrompida por Shina empolgada.
-Parabéns!! - Shina dizia abraçando a amiga.
-Não pode ser eu não posso estar grávida!!!! - Marin diz, andando de um lado pro outro, inquieta.
- Marin, porque o stress agora? - Shina perguntava sem entender.
- É que, não foi planejado e...
- E daí? Filho é filho! – Disse Shina, incrédula com a reação da amiga que sempre sonhara em ser mãe.
- E daí, que o Aioria não vai querer. - Ela responde.
- E como sabe? Já contou a ele pra saber o que ele pensa?
- Shina, eu não posso contar. –Marin agora ficava mais nervosa ainda.
- Não acredito que você disse uma bobagem dessas! - Agora Shina se irritava.
- Isso mesmo que você ouviu. Não vou dizer nada a ele, vou esconder. - Responde Marin sem pensar.
- Mas não vai mesmo! Ele tem todo o direito de saber. Tenho certeza que ele vai ficar todo babão.
As duas discutiam feio.
- Esquece Shina, não começa a fantasiar. Vou me esconder quando a barriga crescer e criar meu filho longe do santuário.
- Não mesmo! Eu não vou permitir isso. Não é justo uma criança crescer sem o pai. - Shina diz, segurando Marin pelo braço tentando acalma-la. Ela começa a ficar pensativa.
- To confusa, não esperava por isso. Mas eu aceito meu filho com todo amor de mãe do meu coração E quanto ao Aiolia? Não sei, pois ele é um cavaleiro de ouro a prioridade dele é Athena e o santuário. - Marin já não tinha noção do que dizia. Apesar de aceitar a notícia não sabia o que fazer.
-Por Zeus Marin! Para de ver novela mexicana. - Shina dizia pra descontrair a amiga.
-Sem graça! Eu gosto ta? - Marin gargalhava.
- Ok. Mas, você conhece o senhor Leão tão bem quanto eu e sabe que ele não foge suas responsabilidades. E eu tenho certeza que ele vai ficar super feliz com a noticia. - Shina comenta.
- Será ?
- Sim, tenho certeza absoluta. Essa duvida toda é até natural no seu estado. Foi pega de surpresa. - Shina dizia com veemência.
- Não quero que ele se case se comigo por causa do bebê.
- Para de pensar besteiras. Ele vai aproveitar pra unir o útil ao agradável. - Dito isso Marin sorri.
- Tomara que esteja certa.
- Presta atenção! Vou te dar um prazo. Você tem até o dia do aniversario do Aioria pra contar sobre a gravidez. -Shina ordenava.
- O que? -Marin estava pasma.
- Isso mesmo querida. Até o aniversario dele. Até lá finjo que não sei de nada. Se você não contar, eu mesma contarei durante a festa na frente de todos. -Shina dizia novamente em tom de esporro.
- Você esta falando serio? - Marin desafiava.
- Seriíssimo. Não é justo ele não saber e não criar o filho. Já pensou se isso acontece? E quando a criança começar a perguntar pelo pai o que você diria a ela?
-Não sei, invento uma historia...
- Louca! Eu não vou permitir isso jamais. Jamais ta ouvindo? Seu prazo é até 16 de agosto.
-Ma, mas Shina é que...
- Já disse! Assunto encerrado. E agora vamos pra cozinha que eu to morrendo de fome e você precisa se alimentar bem. Agora você come por dois. - Shina dizia acariciando a barriga de Marin.
As duas gargalham.
- Eu quero crepe. To morrendo de vontade de comer crepe de queijo e presunto. - Marin comenta, com a boca cheia de vontade.
- Então, eu pego os ingredientes e te ajudo a preparar tudo. -Shina responde.
- Shina? Quer ser a madrinha do meu filho?
- E precisa perguntar? Claro que aceito. - As duas se abraçavam e se emocionavam. Enquanto as duas conversavam e fazia planos pro bebê, Aioria tocava a campanhia. Marin leva um susto.
- Deixa me ver quem é. - Shina dizia indo pra sala. – É o Aioria. O papai do ano. – Disse Shina, debochando.
- Shina pelo amor de Zeus não conte nada a ele.
-Tudo bem, já disse que te dei um prazo. Vou abrir a porta ta? -Marin faz um sinal de positivo a Shina.
- Shina, você por aqui? -Aioria dizia surpreso.
- Ué?! Estou na casa da minha amiga. Porque a surpresa? E você chegou em boa hora.
Na cozinha Marin suava frio, enquanto Shina curtia com a cara do futuro papai.
- Cheguei é?
- Sim! Estamos fazendo crepes. - Shina diz, pegando o saco com refrigerante que Aioria trazia.
- Delicia! Cheguei na hora boa mesmo. Nesse caso acho que vou ficar bem mais tempo por aqui. Os dois seguiam para a cozinha. - Aioria recepcionava Marin com um longo beijo.
- Oi meu amor. -Ela dizia carinhosamente, em seguida sorri.
- Sabia que você está diferente? - Aioria dizia abraçando-a por trás.
- Diferente, eu? Como? -Marin perguntava assustada.
- Não sei, está mais bonita do que de costume. Aioria sorri e tira um sarro da cara de assutada de Marin. – Em que eu posso ajudar as madames? -Ele dizia debochando.
- Bom mencionar isso. Você pode arrumar a mesa pra nós. - Shina dizia, dando lhe a toalha e mais alguns trecos necessários.
- Certo.
Os três conversam sobre os últimos acontecimentos, enquanto comiam.
- Eu estou preocupado com a sobrinha do Aldebaran.
- Diana? E porque Aiolia? –Shina perguntava curiosa.
- Não sei. Está tudo calmo demais ultimamente. Não acham?
- Verdade...
- Eu vi o que uma daquelas bruxas fez com a Diana na porta do Santuário. – Disse Aiolia, enquanto lembrava do dia em que a garota fora estrangulada. - Essas bruxas são loucas.
- Eu acabo com elas na hora. Que não tentem nada enquanto eu estiver no meu horário de ronda. – Disse Shina.
- Pra nós elas não são de nada. – Disse Marin que até então só ouvia.
- É, mas pra Diana... –Comenta Aiolia.
- O que eu ainda não entendi é o que elas querem afinal? Porque não invadem o Santuário de uma vez?
- Tem coisa aí... –Shina dizia pensativa.
E esse era o assunto da vez, as bruxas loucas e a segurança de Diana.
Desde o ultimo acontecimento na universidade, haviam se passado algumas semanas e tudo parecia bem normal. As meninas iam normalmente para a universidade e como sempre acompanhadas de um dos dourados, no caso, seus respectivos namorados, quando eles não podiam ir, algum cavaleiro de bronze as acompanhavam.
Lúcia, que já se encontrava na Grécia, esperava o momento certo para agir. Seu alvo não era o santuário nem Atena, por tanto não era jogo atacar inutilmente o local para tentar arrancar a sua presa de lá. Até porque ela sabe perfeitamente que não passaria da casa de Áries, caso conseguisse passar por Shina e os cavaleiros de bronze que faziam a segurança, o que também seria difícil. Tinha que jogar com astúcia se não seus planos iria por água a baixo. Estava tudo bem planejado para o grande dia. E ela sabe perfeitamente o que está fazendo...
Casa de Touro, quarto da Diana, as meninas conversavam.
- Sabe de uma coisa? Depois que tudo isso acabar eu vou a Disney pra esfriar a cabeça. –Disse Diana dando um suspiro.
- Ótima idéia! Eu também quero ir. – Responde Lane empolgada.
- É, mas eu vou sozinha, eu e Deus. Sem mãe, sem tio e sem cavaleiro de ouro.
- Ué? Não vai levar o Milo?
- Não. Quero um tempo pra mim.
- Pensei que você o amava.
- Correção, Eu amo meu escorpião. Com ele do meu lado não tenho medo de nada. –Disse Diana suspirando. –Estou simplesmente fascinada por ele.
- E então? Porque não poderemos levar nossas delícias douradas?
- Eu entendo a Diana. - Disse Perola, que até então estava so observando. – Ela quer descansar de todo esse tumulto que ela está vivendo.
- É bem isso Perolinha.
- Então ta. Vamos nos divertir muito. E que tal levarmos a Seika?
- É eu tinha pensado nisso. E a Shunrei também. Tenho certeza que ela vai adorar.
- Vai ser Show de bola.
As três gargalham. O celular de Diana toca.
- Mãe? Oi mãezinha. To morrendo de saudades.
- Eu também querida. – Disse num tom de preocupação.
- Aconteceu alguma coisa?
- Está tudo bem. Eu queria falar com meu irmão. Ele está?
- Não sei se já voltou dos treinos. Vou dar uma olhada. –Responde Diana que vai até a sala.
- Oi tio.
- Olá querida. – Ele sorri.
- Minha mãe no telefone. – Disse Diana, passando o celular.
- Puxa até que enfim. Obrigada. - Diz Aldebaran depositando um beijo no rosto da sobrinha.
- Olá minha irmã. Está tudo bem?
- Mais ou menos. -Disse com a voz pequena.
- O que houve? – ele pergunta preocupado. E a irmã lhe conta os fatos estranhos que estão ocorrendo em sua casa como mensagens nas paredes feitas com sangue, por exemplo, ameaçando a sua família. E uma outra vez em que recebeu uma boneca com a cabeça arrancada e cheia de sangue.
- Eu quero que venha pro Santuário agora. Você não pode mais ficar aí.
- Não se preocupe comigo. Minha única preocupação é minha filha.
- Aqui ela está bem. Faz o que estou mandando, vem pra cá já!
- Não precisa e...
- Já disse. Não dá mais pra você ficar sozinha. Vou falar com Atena e explicar a situação. Lucia está indo longe demais.
- Temo pela nossa menina.
- Nada vai acontecer a ela. Te garanto. E tenho dito. Você virá para o santuário. Pelo menos até essa confusão toda acabar.
- Está certo. Então vou desligar e começar a preparar tudo.
- Ótimo. Te ligo de volta, beijos. – Desliga o telefone em seguida, quando se vira da um pulo de susto.
- A Shura , credo! Avisa que está chegando né?
- Calma touro! Parece que viu um fantasma. Tudo bem?
- É a minha irmã. Estou preocupado com ela. – Disse Aldebaran, soltando um longo suspiro e sem perceber começava a relatar o que a irmã disse ao telefone.
- Definitivamente estamos lidando com loucas.
- Eu mandei minha irmã vir o mais rápido possível pra cá.
- E fez muito bem. Já era pra ela estar aqui. – Responde Shura.
- Estou atrasado? – Disse Milo, adentrando o salão principal da casa de Touro.
- Acho que não. Acabei de chegar também.
- Vocês dois não saem mais da minha casa né? – Disse Aldebaran debochando, tentando descontrair.
- Quem manda não deixar a minha garota morar comigo? – Retruca Shura. –Além disso, vim porque me chamaram pra uma sessão cinema.
- E eu idem.
-Fala cambada, beleza? – Disse Seiya, que chegava com Seika.
- E Aí Seiya? Até você por aqui?
-Fui convidado pra uma sessão cinema.
- Na verdade eu fui convidada né? Mas, o fofoqueiro resolveu vir também. – Seika retruca.
- Fofoqueiro? Olha quem fala.
E os dois ficam gargalhando.
- Ola pessoal.
-Até você ariano?
- Ué Deba, você mesmo me pediu por cosmo que eu viesse. – Respondia Mu, fitando Seika, que fica corada.
- Quero conversar a respeito da minha irmã. Mas, em particular.
- O que tem minha mãe? O que aconteceu? – Disse Diana que entrava no Salão e agora ficava preocupada.
- Calma querida, está tudo bem.
- Tio não me esconda nada. Eu senti que minha mãe não estava bem no telefone.
- Meu amor e o filme? Vai nos deixar aqui esperando? –Disse Milo, se aproximando da namorada e lhe dando um beijo para acalmá-la.
- É vamos. – Disse suspirando. - Mas antes, vamos à cozinha pra fazer a pipoca.
- Pipoca! Demorou! – Disse Seiya empolgado.
- E com refrigerante. – Disse Diana, sorrindo para Seiya.
- Opa, já to dentro!
- Claro né mano? Onde há comida você está sempre dentro. – Responde Seika, arrancando gargalhadas dos presentes.
- Certo. Vamos logo ver o filme.
Milo, Shura, Seiya e Seika seguem para cozinha, enquanto Aldebaran relata a Mu o que está acontecendo no Brasil.
- Amigo sua irmã precisa vir pro santuário, urgente.
- Foi o que eu disse a ela, mas está relutando em vir.
- Estão fazendo pressão psicológica para baixarmos a guarda na segurança da Diana. – Disse Mu um tanto preocupado.
- E eu não sei disso? Preciso encontra Lúcia, quero ter uma conversinha com ela. Está indo longe demais.
- E você acha que ela vai te ouvir? Se está atacando a própria tia.
- Afinal o que ela quer com a prima?
- Só vamos descobrir o dia que ela resolver atacar. E com certeza meu amigo, não será de frente.
- Isso com certeza que não. Ela que se atreva. Eu mesmo invado sua casa e a mato. – Disse Aldebaran fechando punho. – Ela não tem mais jeito mesmo. – Suspira.
Os dois vão ao templo de Atena, para conversarem com Saori e o mestre.
Após a sessão cinema, os rapazes vão a Rodorio e num barzinho jogam conversa fora. Música ao vivo, pizza, cerveja e muita animação. O assunto da vez eram as bruxas.
- Bicho do deserto, eu preciso te contar uma coisa a respeito da sua namorada que Shiryu descobriu. –Disse Shura puxando assunto, enquanto sentavam-se numa mesa.
- Como assim?
- A Diana está correndo um perigo muito maior do que imaginamos. –Disse Shura, que olhava Mascara da Morte que dava o ok pra contar. Kamus estava com eles também. E assim, ele conta o que viu na universidade.
- Sacrificada? –Milo dizia num tom pasmo e irritado ao mesmo tempo.
- Foi o que eu suspeitei. – Disse Kamus.
- Você sabia seu traíra? E porque não me disse logo? –Milo perguntava incrédulo.
- Eu disse que suspeitava Milo. Lembra do dia do temporal? Quando a Diana relatou o que aconteceu? E traduzimos a musica?
- E Daí?
- Pelo tipo de canção, eu suspeitei que ela fosse uma oferenda. Não comentei nada na hora porque a Diana já estava muito assustada para ouvir minha revelação. –Completava Kamus.
- E não é pra menos. Né? – Disse Seiya que até então estava calado.
- E qual a data da foto Shura? –Perguntava Milo, preocupado.
- Treze de setembro. Uma sexta-feira de lua cheia.
- Shiryu disse que temos que protege-la até essa data. –Respondeu Seiya.
- Dia doze é aniversario da minha namorada. – Completa o Escorpião.
- É isso aí! Entendeu agora? – Disse Mascara da Morte.
- Não estou gostando disso. –Disse Milo pensativo. ''Vou antecipar meus planos... ''
- Mudando de assunto, ou nem tanto assim, E a tal de Perola? –Pergunta Shura.
- Nada me sai da cabeça que ela veio atrás da minha mulher. –Comenta Milo.
- Mas elas são amigas! – Seiya indaga.
- E por falar na dita cuja, olha ela vindo aí... –Disse Shura.
E todos se voltam para olhá-la. Vestia saia longa preta, com botas de couro e um tomara-que-caia, também preto. Entrava com cara de poucos amigos e ia direto pro open bar.
- Wisky duplo seguido de um bom vinho, por favor. – Disse ela.
CONTINUA...
Olá pessoal. Mais um capitulo pra vocês. Agora está começando a ser desvendado os mistérios que envolvem a Diana. Já estou atualizando o próximo capitulo para não ficar muito longe de postar a continuação. E Marin descobriu a gravidez, nao ficou fofo?
Agradeço a todos que acompanham minha primeira historia oficial do ff.
Até a próxima. Beijos a todos.
