Capitulo XX
Kamus imediatamente chama o amigo por cosmo que nada responde. Então resolve descer as escadarias rumo a Escorpião, para entregar o aparelho e conversar sobre o que o incomodava. Logo o celular começa a tocar novamente e ele num impulso atende.
- Parentes da senhora Oliveira?
- Sim?
- É da ambulância e queremos comunicar que a senhora sofreu um acidente. – Kamus fica se reação.
- Acidente? Que tipo de acidente? – Diz, com a sensação de que sua intuição dizia que algo de ruim aconteceria estava certa.
-Ainda não sabemos como aconteceu. Está sendo encaminhada para o hospital.
- E como ela está?
- Não sabemos senhor. Só o que posso dizer é que perde muito sangue. Precisamos que os familiares vão para o hospital o mais rápido possível.
- Não se preocupe estamos indo pra lá. –E desliga o telefone. – E agora? O que eu faço? –Disse afoito, enquanto sem perceber já pegava a passagem secreta indo rumo à entrada do santuário. Kamus se sentia responsável por algum motivo e algo lhe dizia pra ele ir ao hospital, de lá tentaria avisar aos amigos.
- Céus! Eu tenho que ir pra lá.
Ele avisa ao Aldebaran o que se passa com sua irmã e este vai o mais rápido possível pro hospital. Perola já sabendo da situação tenta manter a calma e Saga a acompanha. Kamus de Aquário chega primeiro ao Hospital junto com Hyoga.
Recepção.
- Mestre Acalme-se! O senhor está muito nervoso.
- Não sei te explicar, mas estou.
Médico chega à recepção após longa espera.
- Familiares da senhora Oliveira?
- Como ela está? – Pergunta temida pelo Aquariano.
- É grave. Um corte profundo abaixo do coração e perde sangue.
- Mas como e por quê?
- Não sabemos senhor. Provavelmente foi um atentado. Pelo estado que a encontramos. Preciso de doador tipo A positivo.
- É o meu. –Disse Kamus aflito. Sentia-se de algum modo culpado pelo ocorrido.
- Então venha comigo. –Disse o Médico.
- Hyoga fique aqui e acalme o Touro.
- Certo. Mestre o senhor vai ficar bem? – Disse Hyoga, preocupado com a expressão de Kamus. Ele assentiu.
Aldebaran entra na recepção com Saga, Perola, Shura e Lane, como um furacão.
- Cadê! Cadê minha irmã? O que está acontecendo, preciso vê-la!
- Calma Deba, calma! – Shura tenta acalmar o amigo em desespero.
- Isso. Entendo e sinto pelo que aconteceu, mas agora tem que esperar a ação dos médicos. – Disse Hyoga.
- Sabe de alguma coisa? – Perguntou Shura.
- Sim. O mestre está La dentro doando sangue.
- Sangue? –Grita Aldebaran. – Eu preciso saber o que se passa!
- Calma Deba. Espera o Kamus voltar. – Disse Shura que tenta novamente acalmá-lo.
- Sangue? – Lane se assusta. –Então foi realmente grave!
- Se acontecer alguma coisa com a minha dinda a culpa é minha. – Disse Perola com um grande pesar. Lane a olha desconfiada.
- Não diga bobagens! – Saga protestou. Depois que se tocou que alterou a voz, sussurrou em seu ouvido. – Acalme-se. Ninguém tem culpa de nada aqui. E aquela louca vai pagar, ah se vai. – Saga a abraça.
- E por falar nisso. O que o Kamus tem haver com isso? O que ele faz aqui? – Pergunta Aldebaran.
- O mestre recebeu a noticia, pois estava com celular da Diana. –Explica Hyoga o que Kamus foi contando no caminho ao hospital.
- A DIANA! –Todos disseram em uníssono.
- Céus! Minha amiga vai pirar!- Disse Perola, imaginando a reação dela.
- E eu não sei disso? Temos que apoiá-la o Maximo. – Disse Lane preocupada.
- E Porque ela ainda não chegou? - Perguntou Shura. E Aldebaran andava de um lado pro outro a espera de noticias da irmã.
- O mestre tentou falar com Milo por cosmo, mas ele não respondeu. Aconteceu tudo muito rápido, muito confuso. Ele ia à casa de escorpião entregar o celular da Diana e conversar com Milo, quando o mesmo tocou e avisaram da ambulância o ocorrido. –Disse Hyoga que já sabia de toda historia. Kamus havia contado a ele no caminho. – E então o mestre se sentiu na obrigação de vir ou ele se sentiria culpado.
- É bem a cara do gelinho fazer isso. Adora se responsabilizar. – Opinou o Capricórnio.
- É Shura foi bem isso que aconteceu. O mestre ficou preocupado e veio ver se podia fazer algo pela mãe da Diana.
Trinta minutos depois, Kamus volta pra recepção.
- E então mestre, como foi?- Todos se voltam pra ele preocupados e ansiosos por noticias.
- Estava conversando com o medico responsável. A mãe da Diana já está recebendo meu sangue. Agora é esperar ela reagir.
- Voce é um intrometido sabia? Nem é da família! –Reagiu Aldebaran, inconformado.
- Deba relaxa cara! Kamus só está tentando ajudar. –Disse Shura, segurando o gigante.
- Por acaso seu sangue é A? – Kamus perguntava seriamente.
- Não. Meu sangue é do tipo B. Minha mãe que era A.
- Então? Poderia ter feito o que por ela? – Disse Kamus friamente.
- É, mas é a minha família! – O Touro reclamava.
- E Aldebaran os dourados são uma família esqueceu?- Responde Kamus.
- É isso aí! Juntos pro que der e vier. –Disse Shura. Saga concorda. E os três se abraçam. Lane e Perola se comovem com a cena.
- Alguém aí já avisou ao Milo? –Pergunta Kamus preocupado com o amigo.
- Não. Com toda essa tensão não lembramos. –Respondeu Shura.
- Nem adianta ligar pro celular da Diana Perola. – Disse Kamus vendo a ação dela. – Ele está comigo. Perola responde com suspiro.
- Mas e então? Minha dinda vai ficar bem?
- Tenho certeza que sim! Não se preocupe. – Respondeu o Aquariano triunfante, tentando tranqüilizar todos.
- Eu vou matar a Lúcia! Vou matar Aquela desgraçada! – Blasfemava o Touro.
Os amigos ficam espantados. Nunca tinham visto o Touro com aquele ódio todo.
- Calma tio! Por Deus, temos que ser fortes a Diana não pode fraquejar agora. – Perola não sabe mais o que fazer pra consolar o cavaleiro.
- É verdade. Tudo isso é uma tentativa de enfraquecer a Diana pra bruxa pega-la. – Disse Shura. - Não podemos vacilar.
- É vocês tem razão. Tenho que manter a calma e proteger minha sobrinha. Valeu galera. Não sei o que seria de mim agora sem vocês. - Respondeu Aldebaran agradecido...
Casa de Escorpião.
- Ei dorminhoca... – Milo tenta acordar a noiva.
-Hum... Só mais um pouquinho. –Diana resmungava. Milo ri. – Está bem querida. Vou preparar o café. Da um selinho e sai rindo. Até que finalmente sente o cosmo do amigo o chamando incessantemente.
- O que houve?
- Eu é que pergunto. O que estava fazendo?
- Dormindo pólo norte! Hoje é domingo sabia?
- Vou direto ao assunto. Esquece seu domingo. A mãe da Diana sofreu um atentado e está internada em estado grave.
- Como é que é?
- É isso mesmo que ouviu. Se manda com a Diana pra cá. Até Atena já está vindo.
- TÁ! TÁ! To indo. – Respondeu por cosmo. – MERDA! – Blasfemou. Porque isso tinha que acontecer agora? Eu mato aquela bruxa infeliz, ah se mato! – Disse alto, enquanto voltava pro quarto.
- Di! Di meu amor acorda vai! – Ele a chamava, tentando achar um jeito de contar o que estava acontecendo.
- Hum... – Diana vai abrindo os olhos.
- Bom dia. – Ele diz, com o sorriso triste.
- Muito boa. – Ela sorri.
- Nem tão boa assim querida. – Disse Milo com grande pesar. Diana fica assustada.
- Não? O que houve?
- A sua mãe...
- Ai meu Deus minha mãe já chegou? Mas ela não ia chegar só à tarde? – Dizia nervosa, mas tentando desconversar do que ouvir a trágica noticia.
- Diana, fica quietinha e me escuta ok? - E Diana se levanta e se senta apoiada nos joelhos.
E Milo conta o que acontece. Diana arregala os olhos, sente suas pernas fraquejarem, seu coração dispara, o grito engasga na garganta...
- NÃO! - Disse ela. Lagrimas escorrem e sua face. Milo só a abraça. – Minha mãe não! Porque não foi eu? Ela não tem nada haver com isso. Minha mãezinha não. – E chora, chora, chora.
- Di! Di você tem que ser forte agora. Não pode fraquejar. – Disse o Escorpião consolando-a.
- Eu preciso ver a minha mãe. Eu tenho que ir.
- Calma Diana! Primeiro se acalma e vamos comer alguma coisa.
- Comer? NÃO! Tenho que ver minha mãe. Não posso deixá-la morrer! – Diana tremia. Milo não sabia mais o que fazer. Ela se troca rapidamente e os dois correm para o hospital, no caminho na entrada do santuário dão de cara com a Deusa que também estava a caminho. Diana vai direto pros braços da Deusa e chora.
- Minha mãe!
- Calma Diana vai dar tudo certo. Certas coisas precisam acontecer não é? – Disse Saori confortando-a.
Eles seguem no carro de Saori. Os outros dourados ficam pra manter tudo em ordem.
HOSPITAL geral de Atenas. – Sala de espera.
- CADE MINHA MÃE?O QUE ACONTECEU COM ELA? – Diana chega aos berros e logo é amparada por Perola e Lane. Saori faz um gesto avisando que não precisa de reverencias.
- Calma vai ficar tudo bem amiga.
- Todos no santuário estão muito preocupados. – Disse Saori, que estava acompanhada de Seiya.
- Se a minha mãe morrer, eu morro também, juro! Não vou agüentar. – Disse Diana abraçada a Perola que só chorava.
- Eu é que sei o que significa isso. – Disse Hyoga com pesar.
- É, mas não vai acontecer nada Di fica firme. A tia Sandra é forte e se acontecer algo com você aí sim ela morre. – Disse Lane.
- Não se preocupe Diana, sua mãe terá o melhor atendimento e o melhor quarto do hospital e sempre um dourado vai fazer a vigília. –Disse Saori.
- Dessa não sabia.
- Decidi agora Seiya. –Responde Saori.
- Então eu aceito ficar de guarda. Pode contar comigo.
- Obrigado. Vou resolver isso agora mesmo. – Disse Saori pedindo licença e indo a recepção.
- Nesse caso não será necessário Seiya. Eu vou ficar. – Disse Kamus.
- Eu também. – Disse Milo. –Até porque não posso deixar minha mulher sozinha agora.
- Eu também vou ficar afinal ela é minha irmã. –Respondeu o Touro.
- Podem contar comigo também. –Disse Shura.
- Obrigado Shura. – Aldebaran agradece.
O Clima é péssimo, o silencio é total e a espera é por noticias é longa. De nada adianta fazer a não ser esperar e confiar nos médicos. Diana prefere se agarrar no alto e em silencio entra em oração. Milo continua abraçando-a.
O medico se aproxima depois de algumas horas.
- Senhor Kamus?
- Sim.
- O senhor está autorizado a vê-la. Somente o senhor.
- Mas ela é minha irmã! – Protestou Aldebaran. Diana fica inconformada e chora.
- Ele é o doador. Na verdade ninguém está autorizado a entrar a na U.T. I nas próximas 48 horas, pois a paciente ficará em observação. Só então faremos novos exames para avaliação, se tudo correr bem nesse tempo será transferida pro quarto.
- E quanto tempo ela ficará aqui? – Milo pergunta.
- Se ela reagir bem ao tratamento, creio que uma semana será suficiente.
- Tudo bem. Pode ser o Aldebaran. – Disse Kamus tentando acalmar os ânimos.
- Bem, só o senhor Kamus está autorizado a vê-la por hora. A U.T. I fica no segundo andar do prédio. Com licença. –Disse o médico que se retira. Kamus fica completamente sem ação. Por essa ele não esperava.
- Por favor, Kamus vai ver a minha mãe. Preciso saber se ela está bem mesmo. Por favor! – Diana suplica.
- Vai cara anda! E me mantenha informado. – Disse Milo. Kamus assenti e sai. Milo abraça Diana.
- Vai ficar tudo bem querida. – Diz, fazendo cafuné nela. O jeito é esperar.
Em alguma ilha grega...
O clã gótico do mal se reunia para uma reunião extraordinária.
- Até que enfim que demora! – Lúcia estava impaciente.
- Desculpe mestra. – Karen ajoelha-se fazendo uma reverencia. - Tive que me certificar que o trabalho foi feito.
-E então?
- O plano foi um sucesso. Melhor do que esperávamos.
- Você não matou minha tia não é idiota?
- Não senhora. Mas acho que exagerei um pouco. –Responde sinicamente.
- Sua imbecil! O que foi que eu lhe disse? Nada de mortes. A única que me interessa é a minha querida priminha. O resto é resto. –Disse com deboche.
- Pelo que fui informada ela chegou bastante abalada ao hospital senhora. – Dito isso Lúcia gargalha.
- Ótimo. Quanto mais ela ficar atordoada melhor para ela se entregar ou nossa deusa ou demon... A que seja! Se não for assim ela não virá entendeu?
- Sim senhora.
- E onde estão as outras?
- Estamos aqui senhora. –Todas responderam de uma vez, fazendo uma meia-lua em volta de Lúcia.
- Minhas caras. O dia do grande sacrifício está próximo, é preciso que todas estejam preparadas e o local e mais absoluto segredo e resguardo.
- Mas mestra e a traidora? Ela sabe onde fica o local não? – Perguntava Samira uma das treze bruxas.
- É infelizmente. E não posso mudá-lo. Aquele local é sagrado, sendo assim um ponto de força. Ele já foi preparado para tal e não da tempo de escolher outro agora. Quanto à traidora, darei um jeito nela. – Disse furiosa, enquanto Karen comemora. –'' A Perolinha vai pagar caro querida ah se vai... '' – Já pensando num jeito de se vingar.
- O propósito dessa reunião é para mostrar-lhes o meu novo plano. Isso vai acabar de vez com a minha querida priminha.
- E qual é mestra?
- Concentrem-se. – Disse enquanto buscava a bacia com água. Uma forma de vidência. – Agora vejam.
- Quem é ela?
- Seu nome É Miya uma das amiguinhas queridas de Diana. Descobri que ela vai passar férias na Itália revendo parentes. Meus informantes já estão a caminho para capturá-la. – Disse, debochando.
- A mestra me dá medo. – Disse uma delas sussurrando pra Samira.
- Dessa vez a minha priminha se entrega, ah se entrega. –Ri loucamente. –Preparem o cativeiro. Quero receber bem minha velha conhecida. –Ordenou levantando-se.
- SIM! –Responderam prontamente.
- E se não funcionar mestra? –Karen interrompeu.
- Diana vai ser capturada por bem ou por mal. Já disse pra não se preocupar tudo está sob controle e a idéia é deixar minha priminha desnorteada, confusa, desesperada. Eu quero que ela chore, chore muito. Já se divertiu e aproveitou demais. Está na hora da minha vingança... –Gargalhava em tom de escárnio. As outras se assustavam. Karen vibrava e tinha um olhar muito vidrado em algo...
U.T. I
Kamus veste as roupas apropriadas para permanecer no local, se aproxima da janela de vidro da UTI.
Fica a observá-la, até que o cavaleiro resolve entrar e devagar, senta-se na cadeira ao lado do leito e fica a observar a mulher adormecida. Ele a fita intensamente e sentindo uma vontade enorme de passar a mão em seu rosto.
- ''Mas o que é que eu estou fazendo?'' – Diz consigo mesmo. Tenta se controlar. Mas ele sente algo que é maior que ele e assim o faz. Desliza os dedos suavemente pelo rosto até chegar aos lábios. Ele se recompõe e pára.
- Ei... Você não vai se entregar agora não é? Afinal, você é irmã de um dourado. Precisa ser forte. –Observa-a com seu olhar frio, até que der repente... - Engraçado, te conheço de algum lugar... - É quando as lembranças começam a fluir em sua mente.
- Não pode ser! - Diz alto, o que faz com ela acorde. Devido os efeitos de o sedativo estar fazendo efeito.
- Kamyu? - Disse Sandra, abrindo os olhos devagar. - É um sonho? Fica ali a olhá-lo. Kamus fica perplexo.
- Santo Deus! É você mesmo! – Kamus continua a olhá-la. –Custo a acreditar. – Ele passa novamente a mão em seu rosto. Sandra sorri.
- Que hora ruim para nos reencontrarmos não é? – Disse com a voz fraca e longe.
- Shiiiiiiiiiiiii. Não se esforce, por favor. Precisa descansar. –Disse Kamus, repousando seus dedos nos lábios dela. Ela continua sorrindo, serena.
- Eu sabia que um dia nos reencontraríamos. Só não sabia que seria desse jeito.
- Já disse pra descansar, depois conversamos. – Kamus estava visivelmente preocupado.
- Eu estou bem. –Ela sorri de novo. - Como soube que eu estava aqui?
- Uma longa historia. – Disse Kamus, que ainda olhava vidradamente. A ficha dele ainda tinha caído, mas estava sentindo uma enorme felicidade por te-la encontrado novamente, mesmo que naquela situação. Num impulso ele a abraça.
- Senti muito sua falta sabia?- Sussurrou ao seu ouvido.
- E eu a sua meu querido. – Ela retribui. Kamus a beija. Sandra chora.
- Sabe que eu não sou de chorar. –Disse Kamus, tentando conter as lagrimas.
- É eu sei. –Sorriu mais uma vez. - Mas ainda não me disse como me encontrou?
- Como eu disse, é uma longa historia. O celular da Diana tocou e eu sem querer atendi já que tocava insistentemente e...
- Diana? Você disse minha Diana? – Sandra perguntava surpresa.
- Sim. Por quê?
- Então você a conheceu? – Disse sorrindo.
- É ela jantou ontem La em casa com o Milo, é sobrinha de um amigo e... – É quando ele se toca. – Você é irmã do Cavaleiro de ouro de Touro? Meu Deus! –Fica pasmo outra vez.
- Você conhece meu irmão? –Sandra gargalha. – Ai! –Sente uma pontada ao tentar se levantar.
- Ei fique calma. - Disse ele deitando-a novamente.
- Então você é o cavaleiro de ouro de Aquário estou certa? – Ela perguntou. Kamus assentiu.
- Desculpe por não ter contado. Não é questão de confiar ou não, mas nossa verdadeira identidade tem que ser mantida em segredo.
- Entendo. –Sorriu. - E, além disso, nem deu tempo de um contar os segredos do outro não é verdade? – Comentou ela já que percebeu que ele não sabia de nada mesmo. Kamus concorda.
- Bem, aconteceram tantas coisas durante esses anos todos. Mas nunca deixei de pensar em você. Aquele réveillon em Paris foi o melhor momento da minha vida. – Comentou Kamus.
- É mesmo. Aqueles 20 dias em Paris foram maravilhosos e valeu à pena. Não me arrependo de nada e faria tudo novamente. – Ela retruca. Kamus sorri.
- Enquanto estive na França, recebi todas as suas correspondências.
- É, mas parece que uma extraviou. – Disse com pesar.
- Eu nunca deveria ter deixado você partir. Fui um covarde por não ter lutado por você. – Disse Kamus.
- Deus sabe o que faz. Talvez fosse melhor assim não é?
- Como disse? Mandou mais cartas?
- Sim. Mas acho que não deu tempo de você receber a mais importante delas...
Sala de espera.
Todos permanecem sentados na sala a espera de noticias. Diana continua abraçada a Milo rezando, enquanto Aldebaran continua nervoso. Saori já havia resolvido o problema da internação da irmã do cavaleiro bem como providenciado tudo para o bem estar dos que fossem fazer a vigília no hospital. Vestia um taier verde-água e seus cabelos estavam presos numa trança embutida.
- Aldebaran acalme-se sua irmã vai ficar bem. –Disse ela ao se aproximar, tocando em sua Mão e liberando um pouco do seu cosmo.
- Senhorita, obrigado. Só que não me conformo por não me deixar ficar com ela. – Disse ele mais calmo.
- Aldebaran certas coisas tem o porquê de acontecer. Kamus logo voltará com noticias. –Disse Saori.
- É isso aí. E por falar no gelinho, ele está demorando muito la dentro não acham? –Shura opina.
- Justamente isso que está me incomodando. Era Diana e eu quem deveria estar La. - Retruca o Touro inconformado.
- Atena, nós decidimos que Milo, Deba, Kamus e eu revezaremos a guarda por aqui. –Shura explica.
- Tudo bem. Só não quero que nenhuma das duas fique sozinhas. – Respondeu a Deusa, referindo-se a irmã de Aldebaran e Diana.
- Não se preocupe. Vai dar tudo certo. –Shura respondeu.
Nesse momento ao perceber que estavam destraídos, Diana sai correndo.
- DIANA! –Grita Milo que vai atrás dela.
- Mas o que deu nela? –Perguntou Lane.
U.T. I
- Que mundo pequeno. Quem diria que o homem da minha vida é amigo do meu irmão há anos? – Disse Sandra.
- Brincadeira dos Deuses só pode. –Respondeu Kamus.
- É ironia do destino.
- Verdade. Acho que nossa historia ainda não terminou. Mu me disse uma vez, que ninguém foge de acertar contas com o passado.
- Nunca duvidei disso. Nunca. –Ela respondeu. – Mu... Ah sim o cavaleiro do meu signo.
- Bom acho que você sabe sobre nós não é?
- Meu irmão nunca me escondeu nada sobre ele. Sempre me falou do santuário nas cartas. Falava muito do Mu, porque é o amigo mais próximo.
- Pelo visto nunca comentou sobre mim não é?
- Claro que sim. Mas nada em especial. Nada que me fizesse ligar o cavaleiro de Aquário a você. Só me dizia que era um homem que não demonstrava emoções, mas jamais pensei que fosse você de fato.
-Melhor você descansar agora. Eu vou ficar aqui com você o tempo todo, não se preocupe. – Disse Kamus preocupado com a voz cansada dela.
- Não. Quero olhar mais pra você. Fiquei tanto tempo sem te ver que ainda custo acreditar que está na minha frente.
- Digo o mesmo. – Ele sorri.
- O mano dizia nas cartas que você era meio mal.
- Mal? Como assim? – Kamus se assusta.
- Ele dizia que você era muito fechado e de pouco papo. Por isso nunca consegui identificá-lo.
-Ah sim. Sempre fui muito observador o que é diferente.
-Ah isso é verdade. Lembro bem, quando eu destruída esbarrei em você no arco do triunfo e deixei minhas coisas se espatifarem no chão. Você me olhou como se estivesse fazendo um raio-X profundo. Me deu medo sabia? –Dito isto, Kamus gargalha.
- É verdade. Lembro desse encontro. E foi aí que ao ir embora esqueceu o seu cartão.
- Foi como tudo começou. –Ela sorri. Ele retribui.
- Como esquecer? – Ele responde.
- Verdade. Como esquecer as melhores férias da minha vida? Como esquecer o homem que me deu o maior dos presentes? –Ela sorri.
- COMO É? – Kamus fica intrigado com a ultima frase. E quando vai tirar satisfações...
- MÃE! – Diana entra aos berros com Milo logo atrás e vai direto pros braços de Sandra.
- Diana! Filha! Fique calma querida está tudo bem. – Ela diz tentando acalmá-la. Kamus fica paralisado.
- MÃE! MAEZINHA! – Diz a garota aos prantos. - Você não pode morrer, não pode! – E chora, chora, chora sob olhar estático de Kamus. Ele finalmente entende a ultima frase.
- Calma querida! Já disse que está tudo bem. Já passou. – Sandra conforta a filha. Milo que observa a cena sem saber o que fazer, só agora percebe que Kamus está paralisado, branco feito papel ao seu lado.
- Ei Kamus? Kamus? Kamus? – Milo da um sacode no amigo despertando-o do transe.
- Hã?
- Você ta legal cara? – Pergunta o amigo preocupado. Kamus nada responde só se retira do local. Milo decidi ir atrás dele.
Kamus se ajoelha no corredor e chora. Chora feito uma criança.
- Por Atena...
- Kamus? O que houve cara? Me fala! - Disse Milo sem entender e muito preocupado com ele. Nunca o tinha visto daquele jeito.
- A Diana.
- O foi? –O escorpião tentava entender.
- Diana é minha filha Milo! Diana é minha filhinha, minha menina... –Responde Kamus soluçando.
-COMO É QUE É? – Pergunta Milo perplexo, incrédulo.
CONTINUA...
Ola pessoas. Ufa demorou, mas chegou à parte que eu queria. Emocionante não? Puxa que bomba! Confesso que esse é um dos capítulos que mais gostei de escrever. Uma bomba digna de um dramalhão mexicano. Para deixar todos de boca aberta. Já ate imaginam a reação do Afrodite né?(risos) Ficou perfeito! Demorei a escrevê-lo por que não queria deixar passar nenhum detalhe e achei melhor deixar a conversa do Kamus e Milo sobre detalhes do passado pro próximo capitulo. Eu pensei sem acabar logo com a fic, mas terei que esticá-la mais um pouco já que haverá uma participação especial de Yodes Malfoy na historia. Afinal ela merece! Ah sim, eu vou postar nos próximos capítulos o perfil das minhas treze bruxas ok?
Espero que tenham gostado. Até a próxima.Beijocas
