Capitulo XXI

- Kamus você bebeu? Você está bem? – Milo ainda custava a acreditar naquelas palavras.

- Nunca estive tão bem em toda a minha vida. Ainda mais agora. –Respondeu o aquariano com um sorriso besta no rosto.

- É melhor irmos pra lanchonete. Você precisa se acalmar. –Retruca Milo ajudando o amigo a levantar-se.

- Mas...? –Kamus ia perguntar pela filha quando é interrompido.

- Deixa a Diana com a mãe. Vamos.

Antes de irem pra lanchonete os dois passam na sala de espera, pois todos, principalmente Aldebaran está ansioso por noticias.

Sala de espera.

- Calma Deba. Sua irmã está bem. Já está até consciente. – Disse Milo antes que o Touro pergunta-se.

- Sério mesmo? – Perguntava Aldebaran mais aliviado.

- Sério. Conversamos um bom tempo, até a Diana entrar na sala. –Explica Kamus ainda com sorriso besta e os olhos brilhando.

- Mas a Diana enlouqueceu? Vão tirar-la de lá. –Disse Aldebaran.

- Duvido. Do jeito que minha noiva está, acho que acaba a deixando ficar lá. – Respondeu Milo.

- Atena, gostaria de nos acompanhar até a lanchonete?

- Claro que sim. – Respondeu a Deusa entendendo o olhar de Kamus. – Com licença, voltamos já. – Disse Saori, que sai com os dois.

- Quanto mistério. – Disse Shura curioso.

- O mestre está estranho. - Comentou Hyoga.

- Você e o santuário inteiro perceberam. Aí tem coisa. – Responde o capricórnio.

- Menos o Aldebaran coitado. Está tão preocupado com a irmã. - Comentou Saga se metendo na conversa.

-Você também percebeu?

- Lógico. Nunca tinha visto o Kamus com um semblante tão diferente. –

- Fora o fato que o mestre não é do tipo que sorrir assim desse jeito.

- Verdade. O que está acontecendo?

- Calma logo saberemos. Deixa os três voltarem... – Respondeu Saga.

U.T. I

- Ai mãe que susto você me deu. –Disse a garota, abraçando-a.

- Já disse pra ficar calma. Não vou morrer tão fácil assim. Não agora. –Respondeu Sandra que sorriu ao pensar em Kamus.

- Nem pense nisso. Se morrer eu fico doida. –Diana responde, abraçando a mãe.

A conversa é interrompida pela enfermeira e o Médico responsável pelo turno. Após uns minutos...

- Está bem assim doutor? –Pergunta a enfermeira trocando o Soro.

- Sim está perfeito. Mas o que? – Disse o médico ao ver Diana sem a vestimenta apropriada pra ficar ali e sem autorização para tal, quando é interrompido.

- Ah doutor deixa ela ficar, é minha filha.

- Por favor. –Diana suplica.

- Está bem. Pelo que vejo sua mãe se recupera bem. Melhor do que esperávamos.

- É o amor doutor. É o amor. –Responde Sandra sorrindo e com brilho no olhar.

- E ainda fala. Realmente é incrível! – O médico ri enquanto faz os exames.

- Amor? Não entendi.

- Amor de mãe, amor de família, amor dos amigos... Coisas assim. -Disse Sandra tentando disfarçar. Ainda não era hora de contar a verdade para Diana.

- Ah sim. –Diana responde.

O medico verifica pressão, batimentos cardíacos e todos aqueles procedimentos normais.

- Bem, se a senhora continuar se recuperando assim, creio que amanha mesmo já será transferida para um quarto. – Respondeu ele sorrindo.

- Que bom. Não agüento mais esses fios todos.

- Normal. E quanto à senhorita, tem permissão pra ficar desde que assine o termo de compromisso ok? –Respondeu o Médico. –Por favor, traga as roupas pra senhorita. – Disse para a enfermeira. Ela concorda e sai.

- Sim senhor doutor, obrigada. – Disse Diana com os olhos marejados.

- Médico simpático esse não?

-É sim, muito legal. Só que eu não gostei quando ele disse que só o Kamus que poderia ficar aqui. Só porque ele doou o sangue? –Resmungou Diana.

- Sangue? Que historia é essa?

- O Kamus doou sangue pra você mãe. Pensei que ele já tinha te contado, afinal ele ficou muito tempo aqui conversando com você não é? – Disse Diana com olhar malicioso.

- Que isso filha?! Até parece que você não me conhece!- Respondeu Sandra rindo. –Mas, essa historia do sangue eu não sabia. Gostei. Mais um motivo para...

- Pára?

- Ah esquece o que ia dizer. Então, soube que jantou ontem na casa de Aquário.

- É sim.

- Me diz o que você acha do Kamus filha? –Perguntou Sandra empolgada.

- Ih mãe porque quer saber? – Diana pergunta desconfiada.

- Curiosidade apenas.

- Bom ele é o melhor amigo do meu noivo. Não tenho nada contra o Kamus, eu só acho que ele não vai com minha cara.

- Como assim?

- Sei lá. Ele sempre me tratou muito formalmente, nunca foi de grude e nem de sorrisos.

- Mas ele é assim mesmo. E você sempre acha que ninguém vai com a sua cara. –Ela ri.

- Nossa mãe, você falando até parece que já conhece o Kamus.

- Digamos que ele é um velho amigo.

- Como é?

- Longa historia querida. Depois conversamos com calma.

- Ih...

Lanchonete.

- Então senhorita, eu gostaria de ficar com a minha família se possível. –Disse Kamus depois de ter contado toda a historia de seu passado a ela.

- Meus queridos... – Disse segurando a mão de Kamus e Milo. – Vocês não me devem satisfações de nada. Vocês são livres pra decidir o próprio destino. Só quero que meus rapazes sejam felizes. É uma ordem. –Saori sorri.

- Mas Atena...

- A única coisa que digo é que a responsabilidade é de vocês. E eu já sabia que Diana era sua filha Kamus.

- E porque não me contou?

- Cavaleiro, sou uma Deusa e não posso interferir nas escolhas e nos destinos. Ninguém foge de acertar contas com o passado. Cedo ou tarde iam se reencontrar, mesmo que fosse a péssima hora. –Respondia a Deusa.

- Vou matar aquela bruxa maldita. Pelo que ela fez a minha mulher e pelo que pretende fazer com a minha filha. - Disse Kamus, cerrando os punhos.

-Calminha Kamus, calminha aí! Entra na fila. –Milo vociferou.

- A bruxa louca é minha Milo! Vou enterrar-la no ártico! –Kamus retrucou com um olhar que dava medo.

- Eu cheguei primeiro! Alem disso ainda tem o Deba que é o tio. – Argumenta o Escorpião.

- Fiquem calmos vocês! -Disse Saori, amenizando a discussão que estava pra se formar. -Tudo vai dar certo. –Sorri em seguida. - Bem, agora que está tudo ficando bem, vou resolver algumas coisas da fundação e voltar pro santuário.

- Muito obrigado senhorita.

- Não precisa agradecer Kamus. Cuide bem de sua família, pois ela é o bem mais precioso que alguém pode ter. Assim como vocês são pra mim. – Disse Saori que sorri e vai embora em seguida. Kamus assentiu.

- Preciso voltar pra ficar com a minha mulher. – Disse Kamus levantando-se. –

- Espera Kamus! Precisamos conversar.

- Eu sei. E parte da historia você conhece. O que eu não sabia é que a mulher que eu amei a vida toda é irmã do Aldebaran.

- E mãe da Diana. Você sabia da gravidez?

- Não. Segundo nossa conversa rápida, a carta na qual ela contava sobre isso não chegou em minhas mãos. Já tinha voltado para o santuário. – Kamus solta um longo suspiro.

- A sim. As cartas que vocês trocavam depois que ela voltou ao Brasil.

- Exatamente.

- Agora tudo faz sentido.

- Incrível não é? Diana é minha filha. Como vou contar isso a ela? Como vou me aproximar?

-Calma Sogrinho, vamos dar um jeito.

- Milo!

- Ué? Eu por acaso disse algo de errado? – Perguntava Milo, zuando o amigo.

- Nada muda entre nós.

- Que alívio. Por um instante pensei que perderia um amigo.

- Perde se fizer algo de ruim com a Diana.

- Relaxa paizão. Ela é a mulher da minha vida, não se preocupe.

- Acho bom, bom mesmo. E por favor, Milo, sem piadinhas ok?

- Ok, Ok! Mas que é engraçado, ah isso é! Quem diria heim? Kamus meu futuro sogro- Milo Gargalha.

- Não tem graça nenhuma.

- Imagina quando o povo do santuário souber?

- Não quero nem pensar, mas também não me importo. É minha família e pronto.

- É todos somos né? – Disse Milo ainda rindo.

- É, é... - E os dois continuam a conversa.

Recepção, alguns minutos depois:

Saori se aproxima, os cavaleiros presentes se levantam, mas ela faz um sinal com as mãos dizendo que não precisam de formalidades.

-Aldebaran, eu conversei com o médico de plantão. Sua irmã reage bem aos tratamentos e logo será transferida para um quarto. – De fato Saori, antes de retornar a recepção havia procurado e medico responsável pelo turno e conversado com ele, explicando a situação em parte e tomando devidas providencias de segurança.

- Obrigada senhorita.

- Ah sim, e você já pode ir vê-la, consegui a autorização pra você entrar.

- Nem sei o que dizer senhorita, muito obrigado mesmo. –Respondeu o Touro, abraçando a Deusa. Saori fica emocionada e sorri.

- Não tem de que. Bom, eu preciso ir, ainda tenho que resolver assuntos da fundação.

- Eu vou com você Saori.

- Obrigada Seiya. E quem vai montar a guarda no hospital?

- Kamus, Milo, Shura e eu, senhorita.

- Ótimo! Então vamos pessoal. Cuide bem delas. – Saori e os outros se retiram.

- Se quiser podem ir, eu vou ver minha irmã. –Disse Aldebaran para Saga, Kanon e Perola.

-Não tio, eu também quero vê-la. Isso tudo é culpa minha.

- Não perolinha, não é!

- O Deba está certo cunhadinha. Relaxa, logo pegamos a desgraçada.

Perola suspira. Aldebaran vai pra U.T. I e abraça sua irmã, emocionado. Milo, Kamus e Diana se retiram.

- Vai ficar tudo bem mano... –Ela o conforta.

- Fique muito preocupado, mas agora que eu te vi estou aliviado.

Dois dias depois...

Sandra é transferida pro quarto, de modo que agora os rapazes podem revezar no plantão e cerco as bruxas. Tudo está normal. Normal até demais...

Quarto 302

- Ai não agüento mais esse hospital.

- Acalme-se querida, precisa se recuperar bem. –Disse Kamus, todo atencioso ajeitando o travesseiro. –Está bem assim? –Ela assentiu.

- E a Diana?

- Foi comer alguma coisa na lanchonete enquanto você dormia. Milo está com ela.

- Desculpe o trabalho. – Kamus nega, sorrindo.

- Nada de mal vai acontecer a nossa filha, eu prometo. – Ele diz.

- Eu sei. Confio em você. –Ela responde. Os dois se beijam apaixonados. Diana entra e leva um susto. Milo sorri.

- Interrompo?

- Não querida, claro que não. –Disse Sandra rindo, enquanto Kamus fica completamente sem graça.

Silencio paira no ar. Milo não sabia se ficava sério ou se ria da cara do amigo. Diana quebra o clima.

- Ah mãe, antes que eu me esqueça, quero apresentar meu noivo.

- Olá escorpião! Que hora mais imprópria pra nos conhecermos não é? – pergunta a mãe da garota enquanto ele nega.

- Tudo bem. Prazer em conhecê-la sogrinha. Estava ansioso por isso. – Ele olha para Kamus que o fita seriamente e ri da cara do amigo. A novidade ainda soava estranha pra ele, mas tinha que se acostumar. Novamente o silencio. Este é quebrado com o toque de celular.

- Meu celular. -Disse Diana e ao se tocar, percebe que não está com ele.

- Ah querida está aqui. Como sempre você esquece. –Disse Sandra mostrando o aparelho na mesinha do quarto. Kamus pega e entrega a Diana. Ele a olha intensamente e acaricia suas mãos. Diana fica assustada com a reação estranha de Kamus. O clima de ternura se quebra ao ouvir o som do celular tocando novamente.

- Ih é a Miya. Muito tempo que não falo com ela, deve estar chateada comigo e... Com licença. –Diz sem graça se retirando do quarto, mas antes troca um selinho com Milo.

-Céus! Não consigo disfarçar, não é? –Disse Kamus fazendo o sinal de negativo.

- Não mesmo. –Disse Milo rindo.

- Não vou conseguir disfarçar mesmo. Preciso contar, preciso me aproximar dela. Minha filha precisa de mim.

- Calma Kamus, relaxa. Não acho isso uma boa idéia. Espera mais um pouco.

- Concordo.

- Como é? Porque não posso contar? –Kamus perguntava incrédulo.

- Calma querido, só por enquanto. – Sandra tentava explicar.

- Não mesmo, eu vou contar agora!

- Calma aí Pólo Norte! Sogrinha tem razão. –Dito isto, Sandra gargalha.

-Polo Norte? Essa é boa. – Disse ela rindo. Por quê?

- Ah sogrinha, longa historia...

- Quero saber.

- É porque eu domino o frio. – Se adianta Kamus, explicando-se.

- Ele pode congelar tudo a sua frente.

- Verdade? – Sandra pergunta incrédula, e Kamus assenti.

- Posso congelar o hospital inteiro se eu quiser. – Ele afirma com veemência. Milo concorda.

- Nossa.

Corredor do hospital

- Alo?Alo? – Diana tentava, mas nada. Nada dava freqüência no celular. Miya tentava de um lado e ela por sua vez tentava retornar, até que sente uma pontada no peito. Suas pernas tremem e ela cambaleia...

- Diana?

- Hã? Seiya? – Disse ela levando um susto. O cavaleiro de bronze a socorreu antes que caísse.

- Você quase desmaiou. –Seiya comentou visivelmente preocupado.

- Estavam aí há muito tempo? –Diz fingindo que nada aconteceu. -Olá Saori, oi Shun.

-Olá. –Ele espondeu.

- Está tudo bem mesmo? – Pergunto Saori, que trazia um buque de rosas para a mãe dela.

- Sim, sim. Não se preocupem.

- Acho que seria melhor se a levássemos pra emergência. – Comenta Saori.

-Concordo. Pode deixar que eu mesmo a levo e você pode avisar o Milo.Que tal?

- Boa idéia Seiya.

-Não! Eu estou bem, já disse.

- Mas Diana?!

- Eu estou bem, é sério. De verdade. Só preciso ir ao banheiro. Com licença. –Disse correndo, segurando o choro. Saori fica preocupada.

- É muita pressão pra ela. Não vai suportar. –Deixa escapar sem querer.

- Concordo. Não podemos fazer nada por ela? –Disse Shun que estava ao seu lado.

- Eu já coloquei alguns homens da fundação atrás da prima dela, mas não a encontraram ainda. E eu também não consigo localizá-la com meu cosmo. –Respondeu a Deus suspirando.

- Você é a Deusa.

- Pois é Shun, mesmo sendo Deusa não consegui achá-la, mas segundo Perola, a tal bruxa oculta seu rastro.

- Então é por isso que a fundação não a encontra também. - disse Seiya se metendo na conversa. –Não acha que devemos contar pra família que a Diana não está bem?

- Concordo com o Seiya, temos que contar!- Disse Shun.

- Não sei o que fazer, mas também a entendo.

- Entende?

-É... Mas agora vamos. Eu vou pensar no que fazer, mas por enquanto não se metam nisso.

- Bom se você diz.

- Confiem em mim.

E os dois concordam. Entram no quarto e fazem uma visita a irmã do cavaleiro de ouro...

- Obrigada por tudo senhorita kido. Por tudo que tem feito a minha filha. –Disse Sandra.

- É um prazer receber a família dos meus cavaleiros. E pode ficar o tempo que a senhora quiser. Vai ficar tudo bem. –Disse Saori segurando as mãos dela.

- Obrigada senhorita.

- Saori. – A Deusa, sorri. E mãe de Diana sorri...

Roma- Itália

Depois de tentar ligar para a amiga sem sucesso, o jeito é continuar curtindo a viagem...

- Nossa isso aqui é demais! –Disse Miya empolgadíssima, enquanto tirava fotos. Era sua primeira viagem ao exterior, portanto queria aproveitar todos os momentos.

- É mesmo. –Disse sua mãe Graça, admirando a paisagem.

- Mãe, nós vamos à Grécia né? É tão pertinho!- Disse fazendo cara de dengo.

- Sinto muito filha, dessa vez a Grécia fica de fora. Alem disso não é assim tão perto.

- Mas que droga! Isso não é justo! – Miya resmungava.

- Nós vamos conhecer vários países querida. Pra que você quer ir tanto à Grécia?

- Sabe o que é? É que a Diana ta La, estou morrendo de saudades dela. Muito chato se falar só pro MSN. E também a perola, a Lane até minha madrinha foi pra lá.

- É Sandra me disse que ia e...

- Então mãezinha. Vamos, por favor... –Miya faz cara de choro.

- Definitivamente não Miya. Temos muitos países pra conhecer. Deixa a Grécia pro ano que vem.

- Mas aí a Diana já voltou pro Brasil, se é que ela volta... – Disse Miya, que fica pensativa.

- Não insista. Nós não iremos!- Disse decidida a mãe de Miya para frustração da garota.

- Droga! Que saco! – Miya blasfemou, enquanto saiu pra esfriar a cabeça.

- Mas o que deu nela? –Perguntou seu irmão.

- Deixa isso logo passa. Daqui a pouco ela esquece essa historia de Grécia.

Estavam próximos do coliseu, só que ainda visitariam alguns lugares antes de ir até lá. Miya foi dar uma volta para esfriar a cabeça, mas estava tão entediada com a idéia de não ir à Grécia que nem percebeu que entrara no Coliseu de Roma.

- Definitivamente, esse lugar não me agrada nenhum pouco. –Disse ela que se tocara de onde estava e sempre fora sensível a certos tipos de vibrações. Mas já era tarde. Estava no meio da arena do coliseu Italiano.

- Droga! Queria tanto ver a Diana. Algo me diz que coisas acontecem onde ela está. Queria conhecer esse lugar que ela disse que é mágico. – Miya dizia alto enquanto admirava a grandeza do lugar.

- E pensar que tanta gente morreu aqui torturada. É por isso que aqui tem uma vibração pesada. Bem que a Di me alertou e... Diana, mas que droga, eu quero ir pra Grécia conhecer o país dos Deuses! Conhecer a Deusa em pessoa! – Ela continuava a reclamar alto, lembrando-se das ultimas conversas com a amiga via MSN, na qual ela contava sobre a Deusa Atena e o lugar onde ela estava. A partir daí Miya sentia enorme desejo por ver o local que ela achava que era coisa de filme.

- Tenho que dar um jeito de ir... –Insistiu uma vez mais, disca pro celular, mas dessa vez para Perola. - O numero está chamando. Viva! –Disse distraída.- Eu quero ir pra Grécia!

- Podemos realizar o seu desejo senhorita! – Dito isto três homens aparecem do nada e a cercaram. Miya se assusta.

- Alo?

- Hã? Socorr... – Foi à única coisa que Miya gritou ao levar o susto. Nesse exato momento, o misterioso homem que surgiu atrás dela, depositou sob seu nariz um lenço embebido de Éter.

- Tarde demais mocinha!- Disse um dos homens que pressionava o lenço enquanto Miya se debatia tentando se soltar. Ela desmaia e os três comemoram com olhares maliciosos.

– Ai meu deus! – Disse Perola, num tom de espanto e preocupação ao ouvir tal comentário e risadas do outro lado da linha.

- Alo? Miya? Tudo bem aí? Miya? Miya?– A calma de Perola mudou para desesperado num estante.

- Estamos prontos! Já podemos ir e... – Disse Saga chegando à sala de estar da casa de Gêmeos. Estava indo para o hospital visitar a mãe de Diana. É quando percebe algo estranho com Perola. -O que houve? – Perguntou muito preocupado com o estado da garota.

- Perola? Querida? – Saga chamou novamente, quando viu Perola cerrar os olhos. –Por Zeus fala alguma coisa! –Perola negou com a cabeça. Uma gota de suor desceu em sua face.

- Cunhadinha! – Disse Kanon dando um sacode forte em Perola.

- Hã? –Ela acorda do transe.

- Tudo bem?

- Não. – Disse à garota que estava branca feito papel.

- Percebemos. Da pra dizer o que se passa? –Disse o geminiano aflito com a namorada.

- Eu tenho que ir. Tenho que salva-la! – Disse Perola que, do nada ficou um pilha de nervos. Muitas coisas passavam pela sua cabeça agora.

- Calma! Salvar quem? – Saga perguntava, enquanto segurava o seu braço. Em seguida acena com o olhar para que Kanon fosse buscar um copo de água com açúcar.

- Se eu não for, vou-me sentir culpada pro resto da vida. E a Diana? Ela vai pirar agora. – Perola tremia.

- PEROLA! Mas do que é que você está falando? Acalme-se! –Saga a senta no sofá e a abraça. – Fala pra mim, o que está acontecendo?!

- Ah nossa amiga, a Miya, ela ligou pro celular da Diana, que está comigo sem querer e...

- E?

-... E ouvi um grito e risadas do outro lado da linha. Pegaram ela Saga, pegaram ela! Tenho certeza disso! – Perola ficou com o choro engasgado na garganta.

- Aqui está mano.

- Ótimo! Beba querida, devagar e vamos te ajudar.

- O que houve mano?

- Uma amiga delas parece que foi seqüestrada.

- Não brinca? Que merda!- Blasfemou Kanon. –Primeiro o atentado contra a mãe da Diana e agora seqüestro? Porque essa infeliz não aparece de vez?

- É tudo pra Diana se entregar. – Saga responde. – Ela não quer nada com o santuário, só quer é a Diana. Já conversamos sobre isso.

- E como ela sabe que se depender do santuário, nós não a entregaremos...

- Então ela joga com o psicológico. Isso enfraquece sua vitima de modo que assim ela consiga pega-la se entregando de uma vez pra acabar tudo. –Saga explica.

- Que covarde!

- É sim, muito. –Respondeu Saga.

- E ela bem sabe que não pode conosco. O poder que essas doidas têm, não chega nem perto daqueles espectros nojentos.

- Não me lembre deles. Isso é coisa do passado. – Disse Saga, irritado.

- O que importa é que elas não são de nada não é?

- Não mesmo. São como ratos que só assustam as criancinhas.

- Não subestimem a Lúcia e seu bando! Ela está tentando trazer um demônio de volta a vida. –Disse Perola que até então só ouvia a conversa, enquanto tentava achar um modo de salvar Miya.

- Desculpe querida. –Disse Saga, recompondo-se.

- Isso sim preocupa. E à custa de uma inocente! –Disse Kanon.

- Por mais que Diana fique desnorteada, não podemos deixá-la se entregar. –Disse Perola mais calma.

- Então querida, quer contar o que houve? –Pergunta Saga.

- O celular tocou, fui atender e era nossa amiga a Miya. Quando respondi ouvi um grito, um barulho e alguém dizendo tarde demais, depois risos. Preciso salva-la. Diana não pode nem pensar que isso aconteceu. –Disse Perola preocupada com a reação da amiga.

- Calma! Vamos pensar com calma.

- Kanon tem razão. Primeiro de tudo é saber pra onde a levaram.

- Eu sei! Eu sei! É La mesmo onde estou pensando. Sei onde é!

- No local do sacrifício?

-Não. A Lúcia só irá para o local no dia mesmo. Você acha que ela é burra de revelar sua posição? Claro que não. Ela só vai aparecer quando conseguir pegar a Diana.

- Não tinha pensado nisso. –Kanon responde. –Por isso manda os lacaios dela não é?

- Exato. Mas eu acho que Miya deve ficar no ultimo esconderijo, onde seria o cativeiro da Diana.

- Então vamos pra La!

- Eu apenas acho Kanon, não tenho certeza. –Disse Perola temerosa.

- Vamos pagar pra ver ué!

- Concordo. Assim que eles chegarem faremos o resgate.

- Concordo.

- E oculte o cosmo. Se não o plano não funciona. –Disse Perola.

- Você tem um plano? – Saga perguntou surpreso.

- Tenho. No caminho eu explico. –Respondeu Perola.

- Essa é minha garota. – Diz, todo bobo lhe dando um beijo.

- Então vamos! – Disse Kanon, cortando o clima.

Saga subiu ao décimo terceiro templo para falar com Deusa em caráter de urgência. Chegando La, explicou toda a situação e Saori solicitou a ajuda de Mu e kiki para que pudessem fazer o resgate.

CONTINUA...

Primeiramente eu gostaria de pedir desculpas pelo atraso. Acontece que minha vida anda muito agitada, está tudo acontecendo ao mesmo tempo e estou muito feliz, vivendo uma ótima fase na minha vida. Meu aniversario é agora na próxima sexta dia 12 ( Shaka é o cara!) ahuahuahuahuahua. Então resolvi postar logo o capitulo, pois estou com o tempo cada vez mais apertado por conta de todas as atividades que eu ando fazendo, por isso desculpe ok?

Ufa até que enfim terminei. Que capitulo grande não? Mas coisas precisavam acontecer e estão aí. Gostou do presente Malfoy? Espera só pra ver o próximo capitulo, está recheado de suspense.

Gostaria de agradecer a todos que acompanham a historia. Bem todo mundo sabe que essa é minha primeira fic, então tentei corrigir ao Maximo os erros já que não possuo beta, sou eu que faço tudo sozinha. Sei que ainda tem muitos errinhos, mas relevem ok? Depois vou revisar tudo novamente, pra ver o que eu deixei passar

Esclarecendo duvidas: Olá Danielle, que bom que está gostando da minha historia. Respondendo a sua pergunta do review, realmente essa historia de Kamus ser pai da Diana suou muito estranho se comparar a idade ''real'' dele, mas vários fatores me fizeram encaixar essa bomba mexicana. Primeiramente, estou ciente de que fugi totalmente a regra do anime nesse ponto, mas quem não foge em fics? Eu já vi cada coisa no FF, que eu acho que isso é o de menos né? Enfim... Mas o caso é que eu precisava de uma bela historia de amor pra começar encaixar toda a trama da historia. E vários fatores me fizeram escolher o Kamus pra começar. Tudo isso será explicado na nota do autor no fim da historia. Só deixo claro aqui, acho que não mencionei isso, é que eu não considero a idade '' real'' dada pelo titio Kurumada deu aos cavaleiros na minha historia, até porque convenhamos, ele viajou legal nessa hora não é mesmo? E sempre achei o
Kamus mais velho que o Milo, talvez pelo fato dele ser o conselheiro e tals. Mas não se preocupe que no final haverá a chamada nota explicativa ok? Continue acompanhando e obrigado pelo review, criticas construtivas sem apelos provocativos são muito bem vindas, obrigada pelo alerta.

Acho que é isso pessoal. Então espero que tenham gostado desse capitulo. Até a próxima. Beijocas