Capitulo XXII

'' Bem, agora as coisas começam a se complicar. Eu não sei vocês, mas esse foi um dos piores momentos da minha vida. Pensei que era coisa de filme, mas a gente só acredita quando vivenciamos os fatos não é? O que uma pessoa obcecada é capaz de fazer pra conseguir o que quer... Em contrapartida, tive uma das melhores noticias da minha vida. Meu relacionamento ganhou força, minha família se reuniu, graças a isso eu me senti mais forte pra enfrentar a loucura sem fim da minha prima. Será que isso vai acontecer de novo? Pergunto-me, porque nem tudo foi esclarecido no final, mas isso já é outra historia e não quero adiantar os fatos, não ainda, pois apesar de toda tensão vivida nesse meio tempo, muitas alegrias e diversão aconteceu, e ainda tive tempos muito animados antes da tragédia acontecer. Mas isso, contarei com detalhes mais adiante.

Mu teletransporta os três ao local que Perola Havia indicado. Perola me disse que era uma espécie de museu antigo com uma arena bem grande, com aquelas colunas gregas e mesas de pedra, sua estrutura lembrava uma galeria de arte. Porque será que a Lucia tinha escolhido aquele lugar? Será que era por talvez a magia dos Deuses estivessem por lá? Perguntei-me. Lúcia acabou se tornando uma maníaca pagã fanática! Uma pena mesmo, mas segundo Perola tudo estava muito bem planejado e o local era esse, que estava abandonado.

- É aqui. – Disse Perola que suspirava em seguida. –Nós ficávamos aqui. – Disse ela, olhando tudo ao seu redor. –Como eu suspeitei foram embora. Não seriam idiotas. –Resmungou.

- Fique calma. Tudo vai dar certo. –Disse Saga, que a consolava.

- Eu não estou sentindo nada. –Comenta Kanon , ao olhar todo o local.

- É como eu disse, elas já foram embora.

- Não tão depressa! - Disse Mu, que observava atentamente cada canto, até que percebeu um movimento suspeito. – Olhem! Foram por ali!

- A sala secreta! – Disse Perola, descendo uma escada de pedra que dava pro lugar onde estavam.

- Espera! Não pode ir sozinha! –Disse Saga, que correu atrás dela.

- Isso é um assunto meu. Tenho que resolver sozinha! –Disse Perola ferozmente. Ela virou as costas e saiu. O silencio imperou, até que Kanon resolve quebrar o silencio.

- Não vamos fazer nada?- Ele perguntou.

- Claro que vamos! –Disse Saga, que mesmo sob ordens da amada, resolveu segui-la. Os dois vão atrás.

- Eu já disse pra vocês ficarem de fora! –Disse Perola irritada.

- Não posso! Você é minha mulher! Não posso permitir que você vá sozinha. –Disse Saga que num impulso a abraça.

- Mas eu sou a culpada. – Respondeu Perola com um som quase inaudível.

- Você sabe que não precisa carregar essa culpa. –Disse Saga, colocando suas mãos no ombro dela.

-É você estava ajudando, você era a espiã! –Protestou Kanon. Perola olha para o cavaleiro de Áries que concorda com a cabeça, mostrando a ela que está tudo bem. Ninguém ouvia a conversa dos quatro, pois o cântico e as batidas de tambor não deixavam o som chegar, portanto não corriam riscos. Havia também, uma porta, o que os impediam de ver o que se passava la dentro.

- Que musica enjoada. –Kanon comentou cortando a conversa. – O que significa?

-É um chamado pro demônio. –Respondeu Perola.

- Loucas. –Disse Kanon, balançando a cabeça.

- Eu lembrei! –Disse Perola.

- O que foi? –Perguntou Saga.

- Tem uma passagem, na qual dá acesso por cima dessa câmara. La podemos ver o que se passa. Venham comigo.

E assim, Perola conduziu os dourados, por um caminho estreito com duas colunas enormes com inúmeros desenhos e códigos nas paredes, que mais lembrava escritas egipicias. Mas eram letras gregas e desenhos bizarros. Chegaram à porta, que dava para as escadas, que levava para o telhado, então Perola subiu e antes de chegar ao telhado começou a procurar a passagem na parede lateral. Batia de leve com os punhos até que finalmente uma parte cedeu.

- Agora podemos entrar. – Disse, e assim os quatro entraram engatinhando pela passagem estreita, ate que conseguira chegar na parte de alta de onde presenciaram uma cena cruel. Miya estava no centro do circulo mágico sendo dopada, completamente imóvel, seu corpo estava ali, mas sua alma estava como que aprisionada.

- Se estão fazendo isso com ela que não tem nada haver com a historia, imagina com o que vai acontecer com a Diana nas mãos dessas doidas. – Comenta Saga.

- Não quero nem pensar nisso. De qualquer forma, não podemos baixar nossa guarda e Diana não pode cair nas mãos delas. –Disse Mu, com veemência. Saga concorda.

-Seria um estrago e tanto. –Completou o geminiano.

- Eu já vi o suficiente! Vamos bagunçar esse lugar! –Disse Kanon levantando-se.

- Calma! Agora não!

- Mas Saga, ela corre perigo.

-Cadê a Perola?- Pergunta Saga, quando se da conta de que a garota não está com eles. - Ela é louca?- Disse Saga. Os três vãos atrás dela.

- Ora, Ora se não é a traidora. Veio pedir perdão é? Você sabe que não temos compaixão com ninguém. –Diz olhando para Miya, no centro da roda. -Principalmente com traidoras como você!- Completa cuspindo na direção de Perola.

- Cala a boca Karen. Não tenho medo de você! –vociferou Perola irritada. -Solte a Miya agora! Ela não tem nada haver com isso!

-Na,na, ni, na,não. –Disse Karen em tom de deboche, negando com o dedo. – Ela vai servir de companhia para a minha querida Diana. Alimento pra peixe, enquanto o prato principal não vem entende?- Continua a debochar.

-Jamais permitirei que toque na minha amiga!

-E eu jamais permitirei que atrapalhe meus planos! Opa,quero dizer os planos da mestra.

- Seus planos? Sabia que você não valia nada! É pior que a louca da Lúcia!- Grita Perola em tom de revolta. Karen gargalha sem se importar.

- Agora que você descobriu?- Disse em tom de escárnio. -Você não vai me atrapalhar!

- A festa acabou! –Disse Saga que entrava na arena, junto com Kanon e Mu.

- Malditos dourados! Vocês já encheram meu saco! – Gritava Karen em tom de fúria.

- Eu disse pra vocês não virem!- Gritava Perola logo em seguida.

- Pare de querer dar uma de forte!– Disse Saga.

- Isso aí! Vamos acabar com isso de uma vez! – Foi à vez de Kanon se pronunciar.

- Vá pegar a menina Kanon. –Ordenou Saga.

- É pra já mano!

- Não se atreva! Ou vai ser pior pra você e pra ela! – Gritou Karen em tom de ameaça. Kanon fica com um pé atrás.

- Eu já disse, vá pegar a menina. Ela precisa de cuidados. –Ordenou uma vez mais, Saga.

- Não!- interveio Perola.

- Mas, por quê?- Perguntou Saga indignado.

-Ela está sob efeito de magia. Só eu posso entrar la e desfazê-lo.

-Então vai e deixa que cuidamos delas. –Disse Saga, encorajando Perola.

Em questão de segundos, Mu teletransporta Perola pro circulo mágico, enquanto Saga e Kanon expandem seus cosmos intimidando as bruxas. Saga abre a outra dimensão assustando-as ainda mais.

- ''Precisa se exibir assim?Não exagera!''- Perguntava Kanon por cosmo.

- ''Fique quieto! Elas não estão brincando!''- Respondeu Saga.

Enquanto as bruxas ficam sem ação, de boca aberta observando o tamanho do poder de um cavaleiro de ouro, Perola desfaz a magia e Miya bota tudo pra fora.

- O...Oi amiga, você tem uma aspirina aí? – Disse a garota totalmente grogue, vomita novamente, o que fez perola gargalhar de alivio, por ver a amiga bem.

-Vamos embora. Ela precisa de cuidados. –Disse Mu. –'' Saga, Kanon nos encontramos no hospital. '' - Completou ele por cosmo, ambos concordaram. – Segure-se em mim. –Disse o ariano novamente, teletransportando os dois para o mesmo hospital que a mãe de Diana se encontra.

-Alguém nos viu?- Pergunta o Ariano, já sem sua armadura dourada.

- Não. Acho que não. –Disse Perola, que olhava pra todos os lados.

- Ótimo. –Respondeu ele seguindo correndo para a entrada do hospital com a garota em seus braços. Miya é colocada na maca imediatamente, ao entrar na recepção e levada para emergência. Mu chama Shaka por cosmo e pede ajuda. Saori sentindo tudo resolve ir para o hospital com os cavaleiros de bronze e Shaka. Os dois se dirigem a sala de espera e no caminho, eles dão de cara comigo e o Milo, que voltávamos de um restaurante que ficava perto dali.

Hospital de Atenas:

- Mu? Amiga? O que estão fazendo aqui?- Perguntei-me, já que fora autorizada a visita e o revezamento de guarda da minha mãe.

- Ah Di! Estamos esperando o Saga e o Kanon, que também vem visitar a sua mãe. – Disse Perola, que tentava disfarçar a tensão e o ocorrido.

-Nossa minha mãe ta podendo heim?- Brinquei, e em seguida agradeci ao cavaleiro de Áries pela gentileza da visita.

- Não por isso. – Ele responde calmamente. –Está tudo bem com você? –ele perguntou preocupado.

- Não come direito há dias, então decidi levá-la a força pra comer. – Respondeu Milo.

- Fez bem. –Respondeu o Ariano.- Precisa estar forte, se quer ajudar sua mãe.

- Desculpe. –Abaixei o olhar, totalmente sem graça.

-Não vai carregar esse peso sozinha. Eu estou, aqui. Estarei sempre com você ok? – Disse Milo que me abraçou e em seguida me deu um beijo. Eu assenti duas vezes com a cabeça e o abracei e chorei.

- Por que você não vai logo ver a dinda, estamos logo atrás de você. –Perola disse, desconversando.

- Só estamos esperando os outros, que também vão visitá-la. –Respondeu o Ariano, tentando ajudar Perola. Milo percebe a troca de olhares.

-'' O que está acontecendo carneiro?''- Milo perguntava por cosmo, todo desconfiado.

- ''Longa historia escorpião, mas a amiga dela já está bem e salva. ''- Respondeu o cavaleiro de Áries.

- ''Como é que é?'' – Ele perguntou

- ''Depois conversamos com calma. Não queremos deixar a Diana mais preocupada ainda não é mesmo meu amigo?''

- ''Tudo bem, tiro ela daqui num minuto, mas eu volto para você me explicar tudo direitinho, carneiro!''

-''Tudo bem escorpião. '' - Disse Mu que riu em seguida. E assim Milo trata de me tirar rapidamente de la. Até que minutos depois todo mundo chega ao hospital. A espera por noticias não demora, logo o medico chega para falar sobre o estado de Miya

- Parentes da senhorita Monteiro?

- Somos nós. –Disse Perola aflita. – Como ela está?

- O quadro é estável. Vai ficar sob observação por 24 horas. Fizemos uma lavagem estomacal , visto que, seu organismo apresentava ervas nocivas e por muito pouco ela não entra em crise. Está sedada. –O medico explicou.

- Podemos vê-la? – Perguntou.

- Claro podem ir.

- Shaka. –Mu pede para acompanhá-lo.

Miya , sem que eu desconfia-se é removida para um quarto particular a mando de Saori kido, que visa o bem estar dela. E por coincidência incrível, o quarto fica no mesmo andar que o da minha mãe. Perola que me contou todos esses acontecimentos, claro que outros tantos meu marido me contara depois, meu tio e os outros também me deixaram a par de tudo que se passava se não, não poderia estar narrando esta historia pra vocês. Após visita de Saori, que se dirigiu para o quarto de minha mãe, Shaka e Mu ficam com Miya.

- Por Budah que estrago!- Disse Shaka ao observar o estado de Miya. Seus chakras estavam completamente sujos e desequilibrados.

- Por isso mandei lhe chamar. – Disse Mu, ao mesmo tempo em que trancava a porta com seus poderes telecineticos. Shaka teria um longo trabalho de limpeza espiritual pela frente e precisava de silencio e concentração.

-Vai funcionar? – Perola perguntava ao cavaleiro de Aries.

- Confie nele. Ele sabe o que faz...

Quarto 302:

- Espero que se recupere logo. O santuário está de portas abertas para as famílias dos meus cavaleiros. –Disse Saori sorrindo ao entregar as flores para minha mãe. Como eu já havia contado, mamãe e eu sabíamos tudo sobre o que se passava com meu tio. Daí o motivo por mamãe não ter ficado surpresa em ter conhecido a Deusa em pessoa.

- Muito obrigada senhorita. Com todo esse mimo não vejo a hora de ir pra casa. –Respondeu minha mãe sorrindo. Saori sorriu de volta.

- Então Atena... – Disse Kamus, sem graça. – Eu, agradeço a suas palavras a minha mulher. Se a senhorita permitir, gostaria de ficar com ela e minha filha. – Dito isso, Atena sorriu.

- Filha? – Disseram todos os cavaleiros de bronze ao mesmo tempo.

- Não precisa me pedir nada Kamus. E que bom que reencontrou sua família.- Ela sorriu mais uma vez. Kamus ficou sem graça.

- Então a senhorita sabia?

- E o que eu não sei? Não posso interferir no destino das pessoas por mais que eu tenha boas intenções. Vocês é que devem fazer seu próprio caminho.

-Entendo. – Disse Kamus. Mamãe concordou com ela. Ela sempre diz que nós temos o livre arbítrio e o que vem depois é conseqüência das nossas próprias escolhas. O que tiver que ser será. Mamãe vive filosofando isso e diz que o futuro nós podemos mudar a toda hora. E é verdade né?

A conversa fluía até que Milo e eu interrompemos, entrando bruscamente.

- Gelinho já pode ir comer. Deixa que eu cuido da minha sogrinha agora.– Disse Milo sorridente. Atena. – Disse ele que ao fazer reverencia Saori o impede com as mãos.

- Não obrigado. A enfermeira gentilmente me trouxe algo pra comer.

- Não pode ficar trancafiado 24 horas nesse quarto.

- Ele tem razão. Vai passear querido.- Disse minha mãe que sorria.

-Como? – Ele reagiu sem entender.

- Nem eu estou agüentando ficar mais nesse quarto, por favor, vá relaxar um pouco.

-'' Eu quero que você descubra o que está acontecendo aqui neste hospital. Parece que uma amiga da Diana está hospitalizada. -Disse Milo por cosmo.

-'' Ah sei. É tão grave assim?''

-''É por isso que eu quero que você descubra por que. O Mu ficou de me explicar tudo, mas, não deu tempo. Me quebra essa gelinho.''- Ele pedia. Realmente ele queria saber o que se passava, mas comigo do lado era difícil ele despistar pra ver o há. ''

- ''O que eu não faço pelo meu melhor amigo. Ok eu vou. ''

-''... E futuro genro! Valeu sogrinho''. –Disse Milo zombando de Kamus, que no mesmo instante recebe um olhar mortal do cavaleiro de Aquário.

- Volto logo. – Disse Kamus a minha mãe, que lhe dava um longo beijo de língua sem se importar com a minha presença. Eu não gostei nadinha desse enlace repentino e estranho dos dois, confesso, mas minha mãe estava nas nuvens e feliz , apesar da situação , então nem falei nada, até porque estaria sendo egoísta né? Em seguida ele virou-se para mim e me olhou com ternura. – Qualquer coisa me avise escorpião. Senhorita, com licença. – Disse cumprimentando com uma leve reverencia a Deusa.

- Pode deixar amigo. Relaxa. – Respondeu Milo e Kamus sai em seguida.

- Não seu porque, ele me da nos nervos. –Comentei alto.

-Ele só está querendo ser gentil com você Diana. –Responde Milo me abraçando por trás.

- É filha relaxa. Não vejo a hora de deixar este hospital.

-Só até sexta sogrinha. Aí vai estar livre. Eu também odeio hospital.

- Sério mesmo? Não sabia disso. – Comentei surpresa.

-É não curto. Assim como você. –Abriu aquele sorrisão derretedor. Sorri em resposta e Nos beijamos. Mamãe ficou sorrindo com cara de besta enquanto me olhava. Saori sorri satisfeita por ver seus cavaleiros felizes.

Quarto ao lado, 301:

Shaka continuava o trabalho sob olhar atento do amigo, que ficou lá pra ajudá-lo no que fosse preciso, Perola aguardava do lado de fora.

- E então? O que há? – Disse Kamus com sua voz fria de sempre, o que acabou assustando Perola.

- Ai que susto! Shaka está La dentro com o Mu, estão cuidado da Miya.

- É grave?

- Não.Só uma limpeza espiritual.

- Não respondeu a minha pergunta. Quero saber tudo o que aconteceu. –Disse ele cruzando os braços. Perola suspira.

- Olha Kamus, vou ser direta. Nossa amiga foi seqüestrada e fomos salva-la. Ela agora está sob os cuidados do cavaleiro de Virgem. É isso.

- Você sabia disso?

- Como?

- Você sabia desse seqüestro?

- Claro que não!- Protestou Perola. –Não sabia de nada!

- Sei que você é uma delas. – Disse Kamus que estreitou o olhar. – E ninguém precisou me contar. – Ele completou com aquele olhar que da suspirou.

- Eu nunca fui. Tudo isso foi combinado entre o tio Deba e eu para não deixar que a Diana fosse pega e torturada por elas.

- Você se arriscou muito. Obrigada por ser muito amiga da minha filha. – Sorriu Kamus.

- Eu sei disso. –Disse Perola surpresa com a resposta. – Como disse?

- Tudo que você precisa saber é que, não precisa carregar mais esse peso sozinha. Diana é minha filha e é meu dever protegê-la. – Disse o Aquariano com orgulho. Perola ficou mais surpresa ainda.

- Agora tudo faz sentido. Esse seu entusiasmo em ficar com a minha madrinha, e o fato de estar tentando se aproximar da Di. – Ela disse e ele concordou.

- Está tudo bem, não se preocupem. - Era Mu, que saía do quarto repentinamente, interrompendo a conversa.

- E o Shaka? –Perguntou Kamus.

- Terminando o trabalho. Melhor deixá-lo só. –Respondeu o Ariano. – Espero não ter interrompido a conversa de vocês.

-Não, não. Só agradeci a Perola o fato de ela ser amiga da minha filha e por tudo que fez. –Sorriu Kamus. Mu sorri de volta. Perola fica surpresa.

- É muito bom estar resolvido com o passado não? –Perguntou o Ariano.

- Se é meu amigo, se é. Estou aliviado. Ainda falta conversar com o touro e com a mais interessada nisso tudo, mas estou aliviado. –Respondeu o Aquariano cumprimentando o amigo.

- Então Mu já sabia?

- E o que ele não sabe? –Respondeu Kamus. – Ele e o Shaka sabem de tudo.

- Não posso interferir nas escolhas e no rumo da vida das pessoas e de meus amigos. Isso era uma coisa que ele mesmo precisava resolver. E também era algo pessoal. Preferi não expor.– Explica o Ariano.

- É, Atena também disse o mesmo agora a ão vamos tomar um café? –Convidou kamus e assim, os três foram para um café que havia na esquina da rua do hospital.

Quarto 301 algum tempo depois...

- Hã... Onde estou? – Disse Miya, que acordava assustada olhando pra todos os lados. Até que avistou um homem que dormia tranquilamente no sofá ao lado da sua cama. Ela se levanta da cama, tira o soro de seu braço, se abaixa perto dele e fica olhando-o profundamente.

- Que bonito, parece um anjo. – Disse ela que passava o dedo suavemente no rosto dele. –Obrigado. – Ela disse lhe tascando um beijo estrelado em seu rosto. Em seguida, sem se importar ela sai. Shaka envergonhado da atitude inesperada, mas sorri.

- Preciso saber onde estou. Alem do óbvio. –Disse fechando a porta. – Ah e também preciso trocar de roupa. - Resmungou e fez uma cara de nojo ao olhar para a roupa. Saiu de fininho.

- O que você está fazendo aqui?- Disse Perola que voltava do café com Mu. Kamus já havia entrado no quarto da minha mãe.

- Mas heim? Onde estão as minhas roupas? Preciso trocar de roupa. –Miya disse abrindo o sorrisão.

- Estão comigo. Alias precisamos comprar roupas. Sua mãe já está enviando sua documentação por correio. A senhorita Kido já providenciou tudo para que você ficar na Grécia.

-Grécia? Grécia! Uau! É mesmo! Fantástico! Viva! –Miya dando pulinhos comemorando.

- Shiiiiiiiiiiiiiiiiii! – Silencio, estamos num hospital. - E não comemore. Você não veio parar aqui de modo legal.

- É verdade. – Miya ficou sem graça.- Então a Di está aqui? Está? Está? Eu quero vê-la.

- Está, mas é melhor se acalmar primeiro. Ela vai levar um susto ao te ver. – Disse Perola.

-Lembra-se de algo?- Foi à vez de Mu perguntar.

- Hum, eu me lembro que eu tava no coliseu em Roma né? Aí depois três homens me encurralaram e depois, não lembro mais...

- Nem como eram esses homens?

- Foi muito rápido. Não vi direito. Desculpe. – Disse Miya.

- Tudo bem. – O Ariano sorriu.

- Anda vamos trocar de roupa. Pelo visto você mesma se deu alta.

- É isso aí! Já estou novinha em folha! – Respondeu Miya sorridente.

- Vou ver como está o Shaka. Já vamos ver a irmã do Aldebaran.

- Ótimo! Encontre-nos la. E Mu, muito obrigada mesmo, nem seu o que dizer.

- Não por isso. Está tudo bem. –Ele sorriu mais uma vez e entrou.

-A tia está aqui? Por quê? O que aconteceu?- Miya perguntou sem entender.

- É uma longa historia. Mas ela está bem e fora de perigo. – Disse Perola enquanto as duas iam para o banheiro do hospital, deixando Miya mais assustada ainda.

- Acho que perdi muita coisa né?

- Você não imagina o quanto. –Disse com um sorriso maroto nos lábios.

- E a Lane?

- Está com o Shura. Ele neurótico está montando guarda pra ela. Ela não sai sem ele pra nada.

- Puxa a coisa está tão feia assim? E Quem é Shura?

- Está. E tudo isso é pra elas poderem pegar a Diana. – Comentou Perola. – E shura é o namorado da Lane.

- Caramba! Ela desencalhou é?

- Todas nós. – Respondeu Perola abrindo o sorrisão.

- Ta brincando?

- Não mesmo. – Ela sorriu de novo. –Me espera aqui. Volto já! –Disse indo pegar as roupas de Miya.

- Puxa, que coisa... – Disse Miya com olhar tristonho. ''- Será que não tem pra mim também não?'' – Pensou.

Alguns minutos depois... Banheiro do hospital.

- Ah como é bom estar vestida! – Disse Miya passando o gloss. de Perola. – Certo! Agora já podemos ir. Quero ver a tia!

De volta ao quarto 302:

Somente estavam Milo, Kamus e eu no quarto de mamãe. O Milo ficou contando pra mamãe sobre os preparativos pro nosso casamento. E mamãe achava uma graça ao vê-lo todo entusiasmado com a idéia.

- E vou convidar a Grécia toda! – Ele disse. – Eu to brincando. –Ele riu.

- Ah mais que vai ser um festão pra ninguém botar defeito, ah isso vai! – eu disse, com os olhinhos brilhando. –Não vou poupar nada da minha economia.

- Se quiser eu posso ajudar. - Disse Kamus. E eu fui categórica na resposta.

- Não precisa. Já está tudo muito bem planejado, tenho dinheiro suficiente pra isso.

- Diana! Não seja grosseira! –Mamãe brigou comigo. Eu fiquei irada. Mamãe me deu um fora na frente do meu noivo e do Kamus. Ia responder quando...

- Oi gente! O que é que está pegando? – Miya disse com aquele sorriso colgate, entrando no quarto na maior cara de pau. Mamãe e eu ficamos surpresas. –Tia como está?

- Miya? O que você faz aqui?

- Eu to aqui ué! É o que importa né? –Respondeu me abraçando.

- Ah... então essa é a tampinha de que tanto falam. Pelo visto já se recuperou. –Milo deixou escapar.

- Aconteceu alguma coisa e eu não sei? Recuperou de que? –Perguntei confusa.

- Calma amiga ta tudo jóia. Ne Perola? –Ao perguntar isso eu olhei pra cara da Perola e pela cara dela sabia que não tava nada bem, algo tinha acontecido.

- Eu vou fingir que saber o que aconteceu. E já!

- Calma Diana sem estress ok? Depois a gente conversa com calma. –Disse Perola tentando me acalmar.

- Tia fiquei preocupada com a senhora. –Disse Miya abraçando minha mãe.

- Eu já disse que senhora está no céu. E não se preocupe está tudo bem. Quem me preocupa é a você. Cadê sua mãe? Como veio parar aqui?

- Mamãe está na Itália tia. Você sabe. E vim porque quis oras! –Disfarçando.

- Sua mãe já me ligou feito doida e contou o que aconteceu. Bom agora eu tenho que ligar para ela e dizer que você já está em segurança.

- Ah tia não faz isso não, eu queria tanto ficar. –Pediu ela com dengo.

Mamãe, imediatamente ligou do meu celular pra mãe da Miya. Miya tomou uma sessão esporro bonita, depois a mãe dela desabou no choro, estava aflita de tanta preocupação. Também pudera né? Ela vira as costas e a filha some em plena Itália? Ela já até tinha acionado a policia, o consulado brasileiro, mas um simples telefonema de Saori ajeitou as coisas e Miya pode ficar com a gente. A Deusa é mesmo poderosa heim? Enquanto mamãe falava com a Miya e tudo mais, eu fiquei me sentindo culpada. Tudo que acontece é por minha causa. Eu pensei que tinha que fazer alguma coisa, então na distração de todos eu saí pra pensar...

- ''O que é que estou fazendo heim? Estou colocando minha família em risco. Não posso permitir mais isso! Tenho que dar um jeito...'' –Falei alto comigo mesma. Estava sentada num banquinho do lado de fora do fundo do hospital. Suspirei com pesar e culpa. Acabei fazendo todo mundo se voltar pra mim e coloquei em risco a vida de minha mãe e minhas amigas, e nem era isso que eu queria...

- Eu posso tornar a coisa mais fácil pra você queridinha. É só ficar quietinha e vir comigo sem reclamar. – Uma voz suou por de trás das arvores que havia bem nos fundos ao banco que eu estava sentada.

- Conheço essa voz! – Um capuz preto saiu de trás da arvore. – Karen! –Levantei de súbito.

- Então? Se convenceu de que, se não colaborar, mais gente vai se dar mal nessa historia? – Disse com seu olhar penetrante, enquanto uma nevoa se formava ao redor das arvores , deixando o lugar cheirando a carniça.

- Deixa minha família em paz! Ninguém tem nada haver com isso!

- Deixaria se você colabora-se, mas é teimosa...

- Estou disposta a acabar com isso de uma vez por todas! Chega de derramamento de sangue inútil, não é a mim que minha prima quer?

- Ora, Ora, vejo que se decidiu mesmo. Mas Alem da sua prima, outra pessoa maior e mais poderosa te quer.

- Quem? Do que você esta falando?

- Eu, querida!- E no mesmo instante lança um olhar, seguido de cântico de maldição. Sinto minhas pernas fraquejarem a cabeça roda, cambaleio e me ajoelho no chão, sentindo fortes dores na cabeça. – Isso! Agora você vem comigo. – Estala os dedos e três capuzes aparecem atrás delas. Pelo jeito da vestimenta eram homens. Fiquei desnorteada, a dor aumentou e senti uma vontade forte de vomitar, tudo foi ficando escuro, sentia que ia desmaiar... – Peguem-na! – Ordenou ferozmente, Karen.

- Não pense nisso!

- Quem está aí? – Rosnou Karen em fúria. Quase conseguiu o que queria. -E que frio maldito é esse? – A nossa volta o ar estava realmente frio, finas camadas de gelo se formavam ao redor dos pés das arvores.

- Encosta um dedo se quer na minha filha e eu te mostro o que é frio! – Ele disse em tom de fúria. Achei que tinha ouvido coisa. Ele disse... Filha?Filha?Zuou né?Fiquei confusa. Será que foi ilusão minha por estar atordoada? Ou ele me assumiu por causa da minha mãe? Mil coisas se passaram na minha cabeça nesse momento.

- Minha filha. – Disse Kamus, me amparando e me segurando pelos braços e me passando para trás dele. – Fique tranqüila, seu pai já está aqui. – Levei outro susto quando ele disse a palavra pai,ele está levando isso a serio demais, ''Só pode estar brincando né?'' Pensei. Nem deu tempo de pensar mais nada, ele riu elevando o seu cosmo numa fração de segundos, vendo que a doida ia atacar. O frio fica mais intenso. Os troncos das arvores congelaram e os três capuzes saíram correndo como se, já conhece-se o poder do meu pai.

- Não complique as coisas seu imbecil. Para o bem de sua filhinha! Não complique as coisas!

- Acho que é você quem não deve complicar as coisas. Vai ser pior pra você! – Respondeu Kamus num tom ameaçador, ele realmente estava irado.

- Não sabia que minha querida amiga tinha um pai tão nervoso. Você tem sorte Dianinha. –Debochava Karen. – Seu intrometido! Você não sabe com quem está se metendo! –Disse ela, jogando novamente seu olhar com a maldição, o que me fez cambalear novamente. Papai me segurou.

- Segure-se em mim tudo bem? Eu vou te proteger filha. - Disse pra mim sorriu e depois , virou-se para Karen. Concentrou-se, erguendo seus braços para cima. Fiquei impressionada. Estava realmente congelando de frio. Papai percebeu que eu tremia. –Cubra-se. É o mínimo que posso fazer por você agora. –Disse ele se referindo a sua capa da armadura dourada. Sem pensar duas vezes , puxei-a e me enrolei nela. Mesmo assim, ainda sentia frio. Odeio frio. As coisas estavam ficando muito tensas, até que Karen ia dar o passo pro ataque, mas algo a paralisou. Era meu noivo que chegava pra acabar com a festa dela e de papai.

- Doeu? Ah... –Disse Milo debochando, ao ver Karen ajoelhada sentindo dor. Fora atingida por uma agulha escarlate bem no portando sua armadura dourada. – Um ser humano normal não agüenta nem a primeira agulha, pelo visto você vai ter que levar as 15. Vai ser um prazer. –Respondeu com escárnio.

- Seu maldito! –Gritava e rosnava tentando se levantar.

- Ui que medo... – Continuava Milo a debochar. Eu achava aquilo o Maximo. ''Como ele é poderoso. ''- Pensei toda boba. Karen ficou com a vista turva e caiu. Perdeu completamente os sentidos.

- Ela morreu?- Perguntei ainda espantada com tudo que vi.

- Morreu. – Disse Milo me pegando nos braços e dando as costas ao corpo estendido. Agarrei-me a ele e chorei.

- Fique calma meu amor, está tudo bem. Já passou.

- Querida está tudo bem? –Kamus me perguntou, mas eu não respondi nada. Apenas me aconcheguei nos braços do meu noivo.

Entramos novamente no hospital e o Milo me levou a enfermaria só pra se certificar de que estava tudo bem. Fui examinada, tomei um calmante e relaxei. Alguns minutos depois voltamos pro quarto de mamãe, Perola e Miya estavam aflitas. Entramos e damos de cara com o tio Deba, Shura e Lane.

- Mas o que aconteceu? Filha está tudo bem? –Disse mamãe desesperada de preocupação.

- Está mãe, desculpe. Só queria resolver as coisas logo. – Respondi chorosa. Mamãe queria se levantar pra me abraçar , mas o tio Deba a impediu.

- Mana precisa descansar. – Ele disse.

- Eu estou bem. Diana é que não está.

- Não se preocupe sogrinha. É hora do revezamento, então eu vou levar minha mulher pra se destrair um pouco. Vai ficar tudo bem. –Disse Milo, que pegava na minha mão.

- Milo! – Kamus ia dizer alguma coisa, mas ele interrompeu.

- Relaxa gelinho. Volto já. – Milo respondeu e em seguida saiu comigo.

- Estou preocupado com a nossa filha. – Kamus disse, sem se importar com a presença do Tio.

- Como é que é? - Tio Deba e Shura responderam ao mesmo tempo. Lane ficou sem reação.

- Ele disse pai? – Ela perguntava a Perola que negava com a cabeça como se dissesse'' Este assunto não é da nossa conta''.

- Tia, vamos comer alguma coisa, estamos morrendo de fome. E depois o Saga vem me buscar. – Disse Perola quebrando o clima de tensão.

- Puxa até que enfim pensaram nisso né? Estou morrendo de fome! –Agora foi à vez de Miya falar abrindo aquele sorriso cara de pau.

- É verdade , esqueci de você. Então vamos comer. – Disse Perola, arrastando Miya.

- Voce vai ficar bem tia? Estou preocupada com você. –Lane perguntou preocupada.

- Tudo bem Lane o pior já passou. – Ela abraçou minha mãe e saiu com as meninas.

- Agora pode me dizer que historia é essa de minha filha? Eu ouvi direito? – Aldebaran cobrava explicações.

- O Aldebaran está certo Kamus, você está levando isso tudo a sério demais. Voce está bem? – Comentou Shura que recebeu um olhar mortal de minha mãe e do Kamus.

- Melhor do que nunca. –Disse papai, que chegava perto da cama de minha mãe e pegava sua mão. –Vamos acabar logo com isso de uma vez querida, afinal cedo ou tarde todos saberão.

- Concordo meu amor, concordo. – Minha mãe soltou um suspiro e pediu ao tio que ficasse calmo e senta-se, pois a conversa era longa.

Mamãe me disse que a conversa foi tranqüila até chegar à parte em que o papai aparece. Ela me disse que o Tio ficou possesso quando descobriu, que o cavaleiro de Aquário era meu pai, como eles se conheciam e o tio não sabia disso e bla bla bla ,e o que é pior, por meu pai ter me '' abandonado.'' Na verdade foi um desencontro porque, minha mãe não fazia idéia de quem o Kamus era na verdade e nem sabia que ele conhecia o meu tio e vice-versa. Na verdade Kamus, o meu pai, tinha partido do santuário para uma missão importante em alguns países da Europa naquela época, e acabou por esticar a estadia e foi assim que, quando chegou ao país de origem conheceu mamãe que estava de férias. Como eu havia dito, mamãe sempre foi apaixonada pela França e o sonho dela era passar o réveillon em Paris. E assim , aconteceu a historia da minha vida. Eu contei essa parte né? Enfim... Sempre quis saber quem era meu pai, mas mamãe nunca gostou de falar sobre isso, achei que era por magoa por ele ter abandonado a gente, não ter dado a resposta sobre a carta na qual ela contava sobre mim e etc.

O tio ficou muito chateado porque sempre é o ultimo a saber das coisas , tratam ele como se ele fosse bobo. Mas isso não é verdade. Foi tudo uma brincadeira dos Deuses. Obra do destino.

- Aldebaran , sei que a vida nos pregou uma peça, mas eu jamais fujo minhas responsabilidades. Se soube-se naquela época que eu teria uma filha, iria imediatamente atrás da minha mulher, mas infelizmente a carta na qual era revelado este fato nunca chegou nas minhas mãos. Já havia retornado ao santuário e a carta deve ter sido extraviada. – Se justificou o cavaleiro de ouro de Aquário.

-Agora muita coisa faz sentido Kamus.

- Que sentido Espanhol?

- O fato de você sempre ser tão frio, reservado e fechadão. Era por causa disso. – Shura comentou e Kamus assentiu.

- Nunca gostei de me expor e você sabe disso Shura. Mas agora não tem jeito, minha família corre riscos e eu preciso protegê-la.

- Voce está falando da minha família! – Aldebaran disse irritado.

- Nossa! Nossa família! – Vociferou Kamus. Ele respirou fundo, tocou no ombro do tio e continuou. -Aldebaran olha, eu sei que é uma historia difícil de acreditar, surreal, mas aconteceu, por obra do destino ou dos Deuses, nos tornamos cavaleiros de ouro seguindo um mesmo ideal e alem disso somos amigos não é?- Disse Kamus, seriamente. –Não tenho intenção de roubar sua família, mas Diana por mais que já tenha se tonardo uma mulher precisa do pai que nunca teve.

- Diana tem o Milo, a mim e a mãe dela. Ela não precisa de você agora. Chegou tarde demais. –Respondeu seco. Kamus suspirou.

- Mano, por favor, não complica mais as coisas. –Mamãe estava tensa e preocupada.

- Aldebaran, eu já lhe disse, não quero roubar sua família, eu quero ter uma família e fazer parte dessa família. –Shura mal acreditava naquelas palavras. Jamais imaginou Kamus tão diferente que está sendo agora. –Diana precisa se sentir segura, precisamos nos unir. Ela não está bem. Quase fez besteira hoje. –Disse preocupado.

- Do que você está falando amor?

- Ia se entregar pra bruxa que era amiga delas.

-Ela ficou louca?- Minha mãe ficou histérica.

- É pressão demais. Ela acha que pode sozinha, mas não pode. Está morrendo de medo, senti no dia que fui traduzir a tal canção misteriosa. – Disse papai, preocupando minha mãe ainda mais.

- Canção misteriosa?Mas o que estão fazendo com a minha menina?- Mamãe se levantou da acama. Rapidamente tio Deba e o Kamus a colocaram de volta.

- Não se preocupe. Depois conversamos sobre isso. - Disse Kamus tentando tranqüilizar minha mãe. – E então Aldebaran? Sei que não posso voltar no tempo e consertar as coisas, mas posso Recomeçar agora. O que me diz? – Aldebaran olha fixamente pro Kamus,enquanto ele falava o tio ia pensando nas coisas, como eu disse ele é um cara de tremendo coração , não ia rejeitar o meu pai. Ele suspirou.

- Tudo bem Kamus. Já que não tem mais jeito e a merda foi feita. Afinal como você disse, somos amigos há muitos anos. – O tio sorriu. –Seja bem vindo a Família e cuide bem da minha irmã. –Kamus mal acreditou naquelas palavras. Tio adora fazer cena. Mamãe ficou tão aliviada quando os dois se abraçaram, e o shura não demonstrou, mas ficou aliviado, de fininho saiu do quarto.

Enquanto rolava essa conversa, estava com meu noivo no Café Atenas*, esquina da rua do hospital...

- É serio? O Kamus? Meu pai?- Explodi no riso de nervoso, depois que o Milo me contou toda historia de vida do amigo dele. Sabia que o Kamus queria ajuda pra isso, então resolveu tomar a frente e ajudar o melhor amigo, que tanto já havia o ajudado e aconselhado. –Ah zuou né?

- Diana não achei graça nenhuma. –Milo me respondeu olhando fixo nos meus olhos. Fique estática.

Não sabia o que pensar. De uma hora pra outra eu tenho um pai, um pai que sempre me olhou como uma garota normal, namorada do melhor amigo e nunca demonstrara afeto nenhum por mim. Eu era indiferente pra ele, até que virei algo importante. Não sabia o que pensar. Já estava, a essa altura da minha vida conformada sem ter pai. Que sensação estranha essa que eu senti. Fui me lembrando da cena de hoje cedo, dele empenhado em salvar mamãe , as trocas de olhares dos dois, os beijos, os olhos que mudaram de expressão tem 3 dias... Uma lagrima escorreu silenciosamente.

-Diana? Diana? O que houve, fala alguma coisa! –Milo segurava minhas mãos que tremiam.

- E, eu... – Balbuciei e mais lagrimas escorreram. Ainda estava tentando digerir aquela novidade. Uma enxurrada de sensações havia dentro de mim. Queria sair correndo dali e entrar no hospital, abraçar o Kamus e chamá-lo de pai, pedir desculpas por ter sido tão grossa, mas ao mesmo tempo era estranho perceber que a pessoa que você sempre quis ter do lado estava o tempo todo perto de você e nem fazia noção disso. Estava muito confusa. Precisava pensar.

Milo levantou-se e me abraçou.

- Amor, dá uma chance pro Kamus te conhecer. Ele salvou sua mãe e te ajudou com a musica lembra? - Milo tentava me ajudar. Desabei mais uma vez no choro. Ele pediu água ao garçom. O abracei forte e pedi desculpas.

- Preciso pensar. –Disse levantando-me correndo. Milo veio atrás de mim.

Continua...

Puxa finalmente mais um capitulo. Depois de longa espera e uma analise profunda da minha historia, percebi que ficaria melhor escrever o em primeira pessoa. A Lannyluck já tinha me alertado sobre isso, pois como é a Diana que está contando a historia tudo tinha que ser feito assim. Valeu amiga pelo toque. Fiquei com preguiça de editar a fic, mas ao final eu vou editar e acrescentar mais alguns lances extras que eu já queria ter colocar nela e não botei.

E aí Malfoy? Gostou da sua entrada triunfal na fic? Voce merece! Alias deveria estar na fic desde o incio, porque voce se empolgou tanto ou mais que eu mesma. Adoro parcerias que dão certo! Valeu amiga pela força!

Perolita não saiu do jeito que conversamos, mas espero que goste. Eu já estou esticando a fic demais pra enrolar mais, ainda tem mai uma que quer entrar na fic. Tenho q dar um jeito de encaixa-la também.

Desculpem a demora pessoal, mas a faculdade ta tomando todo o tempo. Próximo capitulo só depois que terminar o período de provas AV2. Me desculpem também os erros, principalmente os de narração, mas como eu disse, preguiça de revisar e sem beta dá nisso. E também é primeira fic né pessoa? Dá um desconto. ^^As considerações finais estão tudo na nota do autor no fim da historia. Espero que tenham gostado do capitulo.

Os: Mais uma vez lembrando. Não estou levando a serio a idade verdadeira dos cavaleiros ok? Até porque são meio surreais não? E em fic tudo pode acontecer não é mesmo?

Obrigada a todas as minhas amigas que acompanham essas historia e me dão força pra continuar.

* foi inventado o nome e um lugar, nao procurei saber se existe mesmo ok? preguiça^^

Beijocas a todas.