Capítulo 5: Uma Profecia Improvável
Por Marmalade Fever
Hermione puxou Draco pela mão e o beijou, e então eles confessaram seu amor imortal um pelo outro e tiveram 6 filhos todos com nome de Darryl (exceto pelo Larry), e todos eles viveram felizes para sempre. Fim. Er, DIA DA MENTIRA! (n/t: ok, eu sei que hoje não é na verdade o dia da mentira, mas eu queria colocar essa parte e eu não ia esperar até o ano que vem pra postar isso. Se bem que não é tão má idéia...*risada maligna*)
Draco teve uma imagem mental vívida da Professora Sibila Trelawney encarando Granger através dos aros grossos dos óculos, seus olhos ampliados duas vezes em relação ao tamanho normal, no mínimo. "Claramente, você não compreende o delicado equilíbrio que um Vidente deve utilizar ao escolher quais profecias manter em proeminência e quais ignorar."
"Ah, então você esqueceu. Entendo," Granger respondeu falsamente. Por alguma razão, Draco sempre imaginara que a grifinória só fosse mal-educada com sonserinos e jornalistas ácidos do Profeta Diário. Aparentemente, ele estava errado.
"Não, minha querida, o problema é que você não é capaz de entender," a mulher corrigiu, fungando. "E eu não esqueci. É, meramente, uma questão de escolha entre quais profecias são melhores para, digamos, permitir que os outros saibam que eu previ? Eu descobri que os cegos, como você, geralmente não apresentam resposta por terem a sua vida predeterminada, então eu escolho não alarmá-los por saber demais, cedo demais."
"Então, você está me protegendo por fingir que não sabia que eu estava aqui?", Granger traduziu.
"É muito mais complexo que isso, mas, resumindo, sim."
"Então você não deveria ter razão alguma para se preocupar com o fato que nós não estarmos na aula."
"Nós?" Trelawney questionou. "Oh." Aparentemente, Draco finalmente for a percebido. Ele ainda estava esfregando a nuca, vendo estrelas apesar da cegueira.
"Quer dizer que você também ignorou a presença dele até agora?", Granger interrogou.
"O Olho enxerga o que o Olho enxerga," Trelawney disse com superioridade.
Granger ficou em silêncio por um instante, mas pelo som abafado perto da sua orelha esquerda, ele tinha a impressão que ela estava batendo o pé. "Bem, eu acho que você deveria provar," ela disse afinal.
"Provar?" Trelawney perguntou.
Draco grunhiu, se sentando lentamente e esfregando a nuca. Essa coisa de ficar cego já estava começando a encher.
"Faça uma profecia," Granger elaborou, "e veremos se ela se concretizará." Era imaginação dele ou Granger soara ligeiramente maligna?
Trelawney gaguejou antes de respirar profundamente. "Se você insiste", disse. Sua voz tomou uma natureza sonhadora que soava mais com apresentação que qualquer outra coisa. "Antes que este ano termine", a mulher disse, muito lentamente, "você e o sr. Malfoy descobrirão o que o coração procura mais a mente evita."
A cabeça de Draco virara-se em direção à voz de Trelawney assim que o nome dele fora mencionado. "O que, em nome de Merlin, isso significa?", ele perguntou, meio-gritando.
Ele ouviu outra fungada da direção da Trelawney. "Significa, sr. Malfoy, que você e a srta. Granger se apaixonarão, caso queiram ou não."
As bochechas de Draco se encheram de ar por um momento antes de ele cair na gargalhada. "O quê! Você é uma fraude mesmo afinal!" Acima dele, Granger também começou a rir.
"Isso… isso… você não poderia ter inventado nada mais acreditável?" ela perguntou entre pausas para respirar.
"Eu não estou inventando nada, Srta. Granger!" Trelawney insistiu. "Você, minha querida, é completamente cega para o Olho Interior, e a sua mente já está evitando o inexorável. Além do mais, que outra profecia teria sido capaz de convencer você, hmm? Se eu tivesse previsto que você receberia um O no seu trabalho de Poções, o que vai acontecer, você teria dito que era apenas uma coincidência, não?"
Granger soltou um ronco de riso. "Acho que isso é verdade." Houve uma breve pausa. "Ah, não! Vamos, Malfoy, nós temos que voltar pra aula." Para a grande surpresa do garoto, ela o pegou pela mão e o ajudou a se levantar antes de agarrar a manga dele de novo e arrastá-lo escada acima, agora numa velocidade muito mais aceitável.
"Bem, aquilo foi interessante", ele falou arrastadamente, quando eles viraram numa esquina e começaram a andar rapidamente pelo corredor. Interessante. Por que ele continuava a usar essa palavra? Era uma palavra segura, decidiu. Podia ser interpretada de várias formas. "Eu não fazia ideia que você tinha um relacionamento tão tenso com ela. Eu tinha a impressão que você puxava o saco de todos os professores."
"Novidade, Malfoy," ela disse, repetindo as palavras dele de antes. "Eu só respeito quem merece."
"Ah, e como a onipotente Vidente perdeu o seu respeito, hmm?"
"Eu prefiro não falar sobre o assunto," ela murmurou. "Mas talvez você tenha interesse em saber que ela foi um dos motivos de irritação que me levaram a lhe dar aquele tapa no terceiro ano".
"E aqui outra novidade pra você. Se você não quiser reprovar nessa matéria, é melhor parar de me lembrar dos motivos para eu te odiar." Ele sorriu com escárnio.
"Por acaso alguma pobre e indefesa garotinha o machucou, Malfoy?" ela perguntou.
"Indefesa, minha avó," ele murmurou. Ele parou de repente, tendo o cuidado de não puxar com força o bastante a ponto de ela colidir com ele dessa vez. "Mais uma coisa antes de a gente voltar," ele disse lentamente. Ele arreganhou os dentes ligeiramente. "Se você sequer mencionar o que aquela morcega acabou de profetizar, eu vou encontrar uma forma tão maligna de revidar que você vai desejar nunca ter recebido a carta de Hogwarts."
Ela fungou. "Como se eu fosse querer contar pra alguém que a Trelawney acha que nós vamos nos apaixonar. Eu acho que você não precisa se preocupar com isso. Eu também tenho uma reputação a manter, sabia?" Ela puxou a manga dele, e logo depois eles começaram a ouvir as vozes dos outros oitavanistas.
"Aí estão vocês, finite incantatum," Amorell disse, e Draco teve de piscar por causa da luz, enchendo-se de alívio. Ele arrancou a manga das mãos da Granger, sua algema balançando ao fazê-lo.
"Agora," Amorell continuou, "todo mundo, aqui está o calendário para as sessões de terapia. Só para avisá-los, já tem muitos horários indisponíveis por causa dos alunos dos outros anos que tiveram aula hoje de manhã. Além disso, eu quero que vocês leiam a introdução e os capítulos um e dois de Luto pela Alma. Todos entenderam? Ótimo." A mulher deu um aceno com a cabeça e colocou o calendário sobre a mesa. Draco gemeu. Terapia? Com essa mulher? Seria pura diversão.
Granger praticamente o empurrou quando se encaminhou para a mesa da professora, e ele franziu a testa. No que diabos aquela professora de Adivinhação estava pensando? Ele e Granger? Apaixonados? Aquela era a idéia mais grotesca, ridícula e idiota que ele já ouvira.
Granger se abaixou para assinar seu nome no papel, seu cabelo indomável caía por cima dos ombros, um pedaço do seu pescoço cor de pêssego visível por cima da gola da blusa. Draco mordeu o lábio antes de se dirigir à fila também. Quando chegou a vez dele, parecia que todas as vagas no final do período de inscrição estavam tomadas. Parecia que Granger, responsavelmente, escolhera uma hora durante aquela mesma semana. Draco escolheu uma data aleatória: 19 de setembro.
A aula de Poções era completamente diferente tanto das do Snape quanto do Slughorn. Professor Candanver – que, Draco notou, precisava apenar tirar os N's de seu nome para virar Cadáver – era um sujeito extremamente preguiçoso. Suas instruções para os alunos eram: "Achem qualquer coisa no livro de vocês e se ocupem. Se causarem qualquer problema, é detenção. Eu vou tirar uma soneca." E, com isso, ele descansava a cabeça calva em seus braços e começava a roncar em cinco minutos.
Potter e a Weasley conversavam em voz baixa no fundo da sala. Ela acabara de sussurrar algo que fizera O Garoto Que Tinha Glória Demais corar. Granger e o Weaseal eram um pouco melhores. Ela se recusava a relaxar durante a aula e estava preparando intensamente o que parecia ser a última poção do livro, que, por sorte, só durava uma hora e quarenta e três ponto seis segundos. O "ponto seis" era a parte que divertia Draco enquanto ele passava as páginas do livro, entediado.
Os outros três sonserinos na sala eram entidades desconhecidas para ele. Tinha uma garota chamada Uma Maroo, que tinha cabelo loiro até o meio das costas, uma franja horrível e os dentes de cima pra frente. Havia um garoto chamado Gavin Woolsey e sua irmã gêmea, Margaret. Os dois não falavam com quase mais ninguém além de um com o outro. De fato, Draco não tinha certeza se já vira os dois separados, tirando no dormitório masculino e no banheiro, agora que ele parara para pensar no assunto. Eles eram irmãos muito afetuosos. Ele apertava a mão dela de vez em quando, e havia algo na forma que ela entregou pra ele o coral-uva que fazia Draco querer vomitar no caldeirão.
Enquanto o tempo passava e ele ficava cada vez mais entediado, ele realmente começou uma poção, só para ter algo para fazer. Era uma poção de agilidade, supostamente boa para misturar com verniz de vassoura. Já que ele tinha de estar ali, ele pelo menos faria algo útil.
"Ron!" A cabeça de Draco virou rapidamente para onde seu suposto futuro amor estava com os olhos arregalados e a colher de madeira meio levantada, deixando pingar um líquido laranja e caroçudo de volta no caldeirão. Ela baixou a voz. "Não enquanto eu estou fazendo uma poção. E certamente não durante a aula!"
Weasley franziu a testa. "Desculpa", ele murmurou. "Era só uma mancha na sua bochecha. Não precisa dar um escândalo." O ruivo se virou. "O que você está olhando, Malfoy?"
"Nada de mais, aparentemente," ele respondeu na lata. "Ah, e Granger sua poção está virando ácido sulfúrico. Você talvez queira dar uma olhada." Ele apertou o próprio nariz para dar efeito. Hermione imediatamente soltou um grito e jogou duas folhas de salam no caldeirão, mexendo a colher furiosamente.
Na frente da sala, Candanver grunhiu algo no sono que soou como, "Mendigos sujos, apodrecidos".
Quando Draco estava virando de volta para sua própria poção, ainda ouvindo Granger sibilando e esfaqueando ingredientes, uma idéia lhe veio à cabeça. Uma idéia impossível.
Havia uma maneira de conseguir algum respeito a partir de seus próprios esforços e, até porque ainda era a primeiro dia de aula, ainda não era tarde demais.
Draco ia tentar superar Granger.
Ele era inteligente, embora ele nunca se esforçasse. Ele teria de passar horas e horas estudando, mas não era como se ele fosse ter muitas atividades sociais este ano, de qualquer forma. Ele precisaria de algo para se manter ocupado.
Se ele conseguisse pelo menos ir tão bem quanto ou melhor que a Traça de Livro grininória nos N.I.E.M.'s, então ele teria algo para provar o seu valor de uma vez por todas.
Quando Candanver finalmente se levantou para inspecionar a sala, ele deu cinco pontos para Sonserina pela poção de agilidade de Draco e seis para a Grifinória pela poção de agorafobia de Granger.
Parecia que ele estava no caminho do sucesso. Ou do desastre.
No jantar, Hermione comia silenciosamente, observando os alunos. Ela tinha calafrios ao ver tantos espaços vazios nas mesas. Vários alunos haviam morrido durante a batalha ou se mudado para um lugar seguro com suas famílias.
Neville, Lavender, Seamus e muitos outros do ano deles já tinham acabado a escola por terem feito o sétimo ano na época certa, mas Hermione não conseguia acreditar que eles tivessem tido uma educação decente naquele ano.
Alguns outros, na sua maioria sonserinos, estavam agora em Azkaban, incluindo Pansy Parkinson. Até mesmo Hermione tivera dificuldade para sorrir ao ver a notícia no Profeta. Elas nunca se deram bem, mas Pansy ainda era só uma menina.
Os elfos domésticos haviam preparado um jantar especial – fondue. Ficou tudo uma bagunça, e Ron tinha queijo espalhado pela roupa toda.
Ela lhe entregou um guardanapo, e ele grunhiu um 'obrigado' entre mordidas.
Na outra mesa, August estirou a língua e tremeu, Hermione concordou com a garota.
Os olhos de Hermione seguiram para a mesa da Sonserina, onde apenas Malfoy comia sua fondue com garfo e faca. Entre ele e Ron, ela não sabia qual parecia mais ridículo.
"Então", Harry disse, do outro lado da mesa, "você nunca vai adivinhar o que a McGonagall me disse depois da aula."
Hermione levantou a cabeça para ele. "O quê?"
"Bem, primeiro, parece que Terapia de Angústia etc é só uma aula temporária. O Corpo Docente da escola exigiu que tivéssemos este ano. Ele teriam mantido a aula de Defesa Contra as Artes das Trevas, só que pouquíssimas pessoas estariam dispostas a aceitar um cargo amaldiçoado. De qualquer forma, McGonagall queria saber se eu gostaria," ele riu, "de ser o novo professor no ano que vem."
O queixo de Hermione caiu. "Oh, Harry! Isso é maravilhoso!"
"Uau, 'Arry isso é 'timo!" Ron disse entre garfadas.
Harry franziu a testa. "Acho que poderia ser divertido. Como se fizéssemos a A.D. de novo, mas... vocês sabem como eu fico nervoso na frente de muita gente."
Ginny abriu a boca e fechou novamente, parecendo pensativa. Seus olhos pararam na mesa dos professores. "Vocês já notaram", ele murmurou, "que nenhum dos professores é casado?" Suas bochechas ficaram rosadas.
Harry congelou e puxou a gola da camisa. "Essa é outra questão. Eu acho que eu não poderia visitar vocês muito, tirando nos finais de semana e feriados."
"Bem, eu tenho certeza que nós vamos pensar em alguma coisa," Hermione disse. Ela não o deixaria desistir da chance de ser professor!
"Bem", Ron disse, depois de engolir, "McGonagall disse que estava procurando alguém pra dar aula de Transfiguração no ano que vem. Como é a sua habilidade para transformar um rato em repolho, Gin?"
Ginny revirou os olhos. "Melhor que a sua provavelmente, mas não o suficiente." Ela esfregou o dedão contra o broche de Monitora Chefe. "Como eu consegui isso eu nem imagino. Falando nisso, eu preciso conversar com Woozy Wilkes. Vejo vocês mais tarde!"
Hermione pegou um pedaço de pão e o espetou antes de mergulhá-lo no queijo.
Uma pequena parte dela estava com ciúme de Harry.
n/t.: Então! Passou Semana Cultural, passou Semana de Arte Moderna e passaram as provas finais! Yay! Agora só falta o mais difícil, revisão e vestibular. Então, não sei quanto tempo eu vou demorar pra postar o próximo capítulo. Espero que vocês tenham gostado desse. Review, ok?
