Capítulo 4 – Pronto para partir
Quando a enorme pedra esférica abaixou, a caverna mergulhou nas trevas. Madara preferiu assim, até que as velas para o ritual fossem acesas.
Ele tinha muitas dúvidas quanto a sua passagem para o mundo dos demônios. Perguntava-se como a Raposa reagiria ao vê-lo, como seria a conversa se houver uma, se perguntava também se voltaria...
Matar shinobis ele fazia com uma facilidade exorbitante, mas bijuus... são um negócio perigoso, como dissera Zetsu. Só havia um meio de saber: fazendo.
Madara acendeu dez velas e as posicionou em círculo no meio da caverna, se é que ele tenha conseguido distinguir o meio dos cantos naquele breu. Cada vela representava uma hora que Madara ficaria na dimensão das bijuus e, se tiver sorte, estaria de volta antes que a quinta vela se apagasse. Madara nem queria imaginar se a última vela se apagasse e ele ainda estivesse lá com a Kyuubi.
Dentro do círculo de velas, Madara desenrolou um pergaminho bem largo. Nele, Madara escreveu seu nome à esquerda e "Raposa Demoníaca de Nove - Caudas" à direita. No meio, havia espaço marcado para suas mãos e seus pés. Antes de se posicionar, Madara teve um estalo mental.
—E se eu precisar daquilo...?—falou sozinho. Sua voz ecoou como se mais três Madaras repetissem o que dissera.
Ele decidiu. Rapidamente, Madara saiu do círculo e correu até suas coisas que havia jogado em um canto. Odiava ter que precisar daquilo, mas era para o bem de sua vingança e de sua ascensão ao poder.
De volta ao círculo e com o que queria no bolso, Madara viu que chegara de fato a hora. Com os pés descalços em suas marcas, Madara fez um corte em cada dedão. O sangue escorreu até a unha de cada dedo, formando um laguinho sangrento. Quando o sangue se acumulou, o "laguinho" transbordou e começou a derramar no pergaminho. A área marcada abaixo dos pés de Madara passou de branco para vermelho em um piscar de olhos no momento que a primeira gota caiu ali. Tão rápido quanto o branco passou para vermelho, este último voltou para um branco muito brilhante.
Madara esperou que aquilo acontecesse para começar a segunda etapa. Fez um corte em cada polegar da mão e iniciou uma seqüência extraordinariamente grande de todos os selos. Executados todos, Madara se agachou e pôs suas mãos em suas marcas.
Depois disso, ele não vê mais nada.
