Capítulo 6-A conversa entre Uchiha Madara e a Nona bijuu PARTE 2
Madara se impressionou. Já fazia cinco horas que estava ali?
—Como pode?—gritou ele, enquanto Kyuubi ainda ria. Quando ela finalmente terminou, disse com desprezo.
—Você ficou quatro horas no nada, no verdadeiro vazio, tentando me encontrar. Então, finalmente você me achou e há uma hora, perco meu tempo.
—Sei, e acha que eu acredito em suas palavras, raposa?—abusou Madara.
A Nove-Caudas expressou sua despreocupação com a desconfiança de Madara.
—Tanto faz. Embora aquilo ali seja do seu interesse. Olhe para trás!
Facilmente, Madara rodou para trás e deu de cara com um pouco de claridade. Se esforçando para chegar até lá, ele concluiu que a bijuu falava a verdade: era seu círculo de velas, cinco das quais estavam apagadas.
—Que m...! Essa dimensão é uma confusão! Tive a sensação de ficar sozinho por alguns minutos, mas foram quatro horas!
—Apareceu aí um pouco depois de você aparecer por aqui. O Ichibi viu e me chamou, dizendo ser um ritual para Kyuubi. Entendo, Uchiha Madara, você é bem mais do que eu pensava dos humanos—dizia a Raposa calmamente, com seus rabos a balançar. —A propósito, permita-me perguntar-lhe a razão de sua presença por aqui?
"Eu preciso fazer agora", pensou Madara, "e acho que terei que optar pelo segundo método". Ao se virar, ele fixa seus olhos nos da Kyuubi, e ela faz o mesmo com Madara, em uma espécie de desafio.
—Eu quero seu poder— sussurra Madara.
—Uuuuu, então me faça dá-lo a você!— mandou Kyuubi em resposta, enigmática. Seu sorriso de diversão se dissipa quando vê o famoso sorriso triunfante de Madara. —O que foi garoto?
—Eu já fiz.
—Fez o que?
—Seu poder é meu, Kyuubi—respondeu Uchiha Madara. Mesmo com o olhar demoníaco da Raposa o observando, ele não se intimidou. —Você olhou nos meus olhos: este foi seu maior erro. Agora está no meu mais terrível genjutsu. E você fará tudo o que eu mandar.
—Seu...
—Levante a quinta cauda!—ordenou Madara. Respondendo à ordem, a cauda do meio se esticou ficando paralisada por minutos.
—Malditos sejam em dobro, você e seu Mangekyou Sharingan das quantas, Uchiha Madara! Vão para a...
—Silêncio!—ele gritou e a Raposa fechou sua boca no mesmo momento. —Com o tempo, o genjutsu se intensificará e você ficará de vez em minhas mãos. Em alguns anos, lhe invocarei para executar minha vingança.
O olhar raivoso da Raposa de Nove-Caudas se abrandou e ficou sem foco. Mais uma vez, Madara sorri: tinha a mais perigosa e a mais poderosa das bijuus sob seu controle.
Houve outro clarão. Madara virou-se para observar as velas: apenas uma estava acesa!
—Quando foi que as outras se apagaram?—ele não conseguiu responder a tempo, só sabia que teria que sair dali o mais rápido possível. Antes de executar aquela seqüencia exagerada de selos em ordem inversa, Madara se lembrou do que tinha em seus bolsos. —Acho que será preciso—e o tirou.
Era um papelinho quadrado no qual estava às inscrições "Selo temporário". Esta era uma invenção do clã Senju cujo líder, Shodaime Hokage, era o melhor usuário. Senju era excelente para selar ou matar bijuus e jinchuurikis, respectivamente. Apesar de seu ódio, Madara tinha que admitir isso. Aquele selo em especial, ele usaria para bloquear todo o poder sinistro da Nove-Caudas até que chegasse a hora certa para agir.
Rapidamente, Madara jogou o papelzinho na testa da bijuu. Ele se grudou e passou a brilhar, iniciando sua função. Logo depois, Madara começou o processo de retorno. A chama da última vela começava a se abaixar. Executado o último selo, os contornos da caverna se materializaram de uma hora para outra.
Do lado de fora do círculo de velas, Madara caiu de joelhos no chão duro. Deu tempo apenas para ver a décima vela se apagar e o pergaminho se queimar antes de cair de cara no chão de pedra, desacordado.
