CAPÍTULO II
Graças ao bom Deus, Lionel sobreviveu aos fe rimentos. Como Hermione previra, Sam manteve-se estóico, como vinha fazen do há seis meses. Agüentava a dor de cabeça erguida. Naquele momento, apesar dos músculos contraídos do rosto, estava impas sível. Como de costume, evitou o abraço da tia.
— Eu não deveria ter ficado com ele. — o menino comentou, muito sério.
Eles haviam encontrado a rã no meio de uma rua de tráfego intenso de Sydney, em um dia de chuva. Se houvesse anfíbios sui cidas, Lionel deveria ser um deles. Sam agarrara o pequeno animal e o enfiara no bolso.
Hermione pensou no destino de Lionel, enquanto observava o intrin cado sistema de bacias com água que Sam colocara no chão do banheiro do apartamento deles.
— Terei de limpar tudo isso, quando Lionel morrer — o garoto comentou, com as mãos nos bolsos e a cabeça baixa.
Hermione sabia que Sam segurava as lágrimas com grande esforço.
— O sr. Black disse que Lionel não vai morrer.
— De qualquer modo, rãs não vivem por muito tempo.
Se dependesse de Hermione, viveriam para sempre, mas ela teve de ser fiel à verdade.
— É, suponho que não. — Hermione tentou segurar-lhe o braço, mas o menino afastou-se.
Sam tornara-se um menino solitário e desconfiado após a perda dos pais.
E por que ele deveria confiar em alguém?, Hermione refletiu com amargura. Ela nem mesmo conseguira manter uma rã a salvo!
— Sam, nós fomos convidados para passar o final de semana em uma fazenda. Podemos levar Lionel. Será um lugar ideal para a convalescença.
— Eu não gosto de fazendas.
— Você conhece alguma?
— Não.
— E como...
— Não gosto. Eu quero ficar aqui.
E ficar deitado na cama, olhando o teto, como fazia em todos os momentos livres.
— Sam, o sr. Black convidou a nós dois.
— Ele não quer que eu vá.
— Claro que quer.
— Mas eu não quero ir.
— Eu não vou deixá-lo aqui sozinho. Nós iremos juntos e vamos aproveitar o passeio.
E do fundo de sua mente brotou uma idéia perigosa. Ela iria adorar passar dois dias ao lado de Sirius Black.
— Carla?
— Que bom ouvi-lo. — Embora estivesse do outro lado do Atlân tico, a satisfação na voz era tangível. — A que devo esse prazer?
— Acredito que encontrei uma propriedade que poderá servir aos nossos interesses.
— Verdade?
— Já foi usado como haras. A localização é excelente. Você gos taria de pegar um avião e ver a fazenda?
— Querido, eu estou tão ocupada estes dias — Carla alegou, depois de um silêncio anormal.
E quando não estaria?
— Vai deixar por minha conta?
— E por que não?
— E se eu comprar e não for de seu agrado?
— Então terá de comprar outra para mim.
— Humm. Carla...
— Querido, não poderei ir. Bem, ainda não posso dizer do que se trata, mas tenho de resolver uma coisa muito importante aqui. E eu confio em você.
Sirius fez uma careta. Sua meio-irmã sempre tinha projetos em mente, mas ambos confiavam um no outro.
— Milhões não pensam dessa maneira — ele comentou.
— E você é um em um milhão.
— E a adoro.
Uma risada, beijos enviados e a ligação foi encerrada. Seria mesmo uma boa idéia?, Sirius perguntou-se.
— Por favor, não me peça para ir junto — Hermione protestou à noite, no hall do apartamento.
Ângela rodopiou para uma avaliação final. Usava um vestido reto e brilhante, colar até a cintura e trazia os cabelos presos no alto da cabeça em um arranjo fantástico com penas de pavão.
— É festa dos anos vinte. Guy já está chegando nos trinta e é sua última oportunidade de festejar os vinte — Ângela fez graça. — Gostou do meu traje?
— Adorei.
— Você bem poderia vir.
— Sabe que eu não posso.
A vida social tornara-se impraticável depois da morte de Sarah, Hermione considerou.
Até o dia da tragédia, Hermione administrava uma imobiliária no litoral e era uma das mais bem-sucedidas corretoras da região. Sua vida amorosa também fora muito satisfatória. Segundo os conhe cidos, ela e Rony, advogado local, formavam um casal perfeito.
Contudo, os planos de uma vida em comum não haviam incluído Sam.
— É preciso deixá-lo em um colégio interno — Rony decre tara, depois da morte de Sarah.
Mas Hermione não aceitara a sugestão e nem afastara Sam de sua casa no interior de Sydney, embora começasse a questionar o acerto da decisão de ter-se mudado para ali.
O mercado imobiliário da cidade era de penetração difícil. O primo, um fracassado. A escola de Sam não lhe agradava e ela não tinha condições de matriculá-lo em outra melhor. Sam estava in feliz e ela, profundamente solitária.
Também não tinha coragem de deixar Sam com babás. Tinha de estar presente, quando ele acordava com pesadelos. Afinal, a tia era tudo o que restara ao pequeno órfão.
— Ora, mas que tristeza é essa, Mione? Você vai passar um fim de semana com o melhor partido da Austrália.
O estranho era ela não ter a menor vontade de ir.
Como Sam, Hermione ainda sentia as portas fechadas. Desde a mor te da irmã, o mundo se tornara um lugar muito perigoso. Os jornais traziam más notícias. Os programas da televisão pareciam-lhe sombrios. Se ela se sentia assim, o que dizer de uma criança que per dera tudo?
— E a rã? — Ângela perguntou.
— Parece bem.
— Graças ao Sirius.
— Se não fosse por Sirius, Lionel não estaria ferido.
— O culpado foi o advogado dele. Sirius mostrou-se bondoso.
— O sr. Black não é confiável. Tem uma fama que faria corar o próprio Casanova.
— Sorte sua. — Ângela suspirou, dramática. — Guy é tão en fadonho...
— Mas é seguro.
— Bem, vamos ao que interessa. — Ângela entrou na sala, pi sando cuidadosamente por causa dos saltos muito altos e largou-se no sofá. — Vai ou não me convidar?
— Para fazer o quê?
— Para ser sua acompanhante.
— Não.
— Pretende levar Sam, não é?
— Isso mesmo.
— Está bem. — Ângela suspirou. — Decidi perdoá-la por recusar meu oferecimento, embora não devesse fazê-lo. Ah, se eu estivesse lá, derrubaria aquele bonitão em dois segundos.
— Mas e Guy? Já esqueceu que ele é seu noivo?
— É verdade. Tenho Guy e também nobreza de caráter...
— Ângela!
— Não me interrompa, quando estou tentando ser nobre. Decidi oferecer-lhe meus serviços de babá. Para Sam e para Lionel. Viu como sou prestativa?
— Muito. — Hermione estremeceu, exausta. A mão doía e ainda tinha uma montanha de documentos para examinar antes de dor mir. — Ângela, eu lhe agradeço a oferta, mas não vou deixar Sam.
— Ele ficará bem comigo.
— Sei que ele não vai reclamar e é exatamente isso que me angustia.
— Permita que eu a ajude na tarefa, querida. Eu gosto muito de Sam, você sabe.
Ângela tinha um coração enorme.
— Sei disso, Angie. Mas pense um pouco. Se sobrou apenas uma nesga de amor por alguém no coração de Sam, deve ser a meu favor. E por um motivo muito simples. Eu me pareço com sua mãe. E por isso fico aqui com ele e não vou abandoná-lo.
— E agora, o que vai fazer?
— Vou dormir.
Era mentira. Ainda teria de ligar para Hannah Copeland, in teirar-se dos detalhes e organizar a documentação. Mas se comen tasse com Ângela, a amiga se ofereceria para ajudar.
— São apenas nove horas.
— Estou cansada.
— Bobagem. Venha conosco para a festa.
— E deixar Sam? Impossível, Angie. Esqueça.
Ângela fitou a amiga, penalizada.
— Isso é injusto.
— A vida não é justa.
— Pois deveria ser. Tem certeza de que não quer mudar de idéia sobre ir sozinha? Sam poderia ficar comigo só por esta vez.
— Não, Angie, obrigada.
— Então voltarei domingo à noite, para saber de tudo o que aconteceu. Nos mínimos detalhes.
— Você e Trevor. Ele já marcou um interrogatório para domingo à noite.
— Imaginei mesmo que ele fosse fazer isso. Se você quiser...
— Ângela, por favor, não queira resolver os problemas do mun do. Vá, minha amiga. Guy está esperando.
— Pelo menos, conte-me o que está planejando vestir amanhã — Ângela pediu, enquanto estava sendo empurrada pelo hall.
— Para negócios, terninho preto e camisa branca.
Ângela parou, abismada.
— Não está pensando em usar roupa de funeral para encontrar-se com Sirius Black, está? Essa é uma oportunidade única!
— Para que ele me seduza? De jeito nenhum.
— Ah, se Sirius Black quisesse deixar os sapatos debaixo de minha cama! — Ângela deu uma risada. — Quer que eu seja sin cera? Quando vi os dois absortos na rã...
Hermione sorriu, ao imaginar a figura.
— Não foi romântico?
— Se foi! Você parecia a futura sra. Sirius Black.
— Ah, sim. Só se for em sonhos.
— E por que não? Ambos são solteiros e ele é rico. Esta é uma receita abençoada para um casamento!
— Angie, vá embora!
— Só se prometer não usar o conjunto preto.
— Acha melhor eu vestir jeans?
— Não!
— O que você sugere?
— Alguma coisa bem insinuante... — Angela riu de novo e olhou o próprio vestido com aberturas laterais que deixavam a coxa à mostra —, como este.
— Ah, sim. E com penas de avestruz. Para mostrar uma fazenda para um comprador em perspectiva e para tomar conta de um me nino de oito anos.
— E para casar-se com um milionário, ou melhor, bilionário. Pense grande, garota.
— Estou pensando em uma boa noite de sono. — Hermione empur rou-a porta afora, antes de Ângela resolver dar mais palpites.
Sirius poderia esperar qualquer tipo de acompanhante para Hermione, menos um menino. E de óculos.
E Hermione?
Estonteante!, ele pensou, enquanto ela se aproximava da pista alcatroada do aeroporto. Deveria ter um metro e sessenta e cinco de altura muito bem distribuído, cintura fina e cabelos castanho-escuros que dançavam sobre os ombros.
Hermione usava jeans e uma camisa branca abotoada até o pescoço. O que, em vez de fazê-la parecer recatada, deixava-a ainda mais atraente e com o frescor de uma rosa. E quando ela sorriu, Sirius teve de recompor-se durante alguns minutos, antes de poder falar.
— Bom dia — ela cumprimentou, sempre sorridente.
Ele procurou ignorar o sorriso e concentrar-se nos negócios. Im possível.
— Bom dia — ele resmungou.
Hermione estava espantada. Na véspera, no terno caro e comporta do, Sirius mostrara-se como um protótipo do homem urbano de alta classe. Atraente, mas fora de seu alcance. Naquele dia, vestido com calças de tecido macio e camisa de mangas curtas, o pescoço e os braços desnudos, ele parecia...
Se Sirius encontrava dificuldades em ater-se apenas aos ne gócios, Hermione não ficava atrás. Felizmente, ela trouxera Sam.
— Sr. Black, este é meu sobrinho, Sam. Sam, ele é o sr. Black. Então Hermione não era mãe solteira. Mas trazer uma criança em um encontro? Aquela era uma reunião de negócios!
— Sam trouxe Lionel. — Hermione apontou a caixa sob o braço de Sam. — Nós achamos que a convalescença em uma fazenda era tudo o que Lionel precisava. Espero que não se incomode.
Eles estavam na pista de decolagem do helicóptero e dali a pouco o rugido da máquina impediria que se ouvissem as palavras.
— Tudo bem. Prazer em conhecê-lo, Sam.
O menino fitou-o com expressão séria, aceitou a mão estendida e arregalou os olhos por trás dos óculos.
— Foi o senhor que pisou na minha rã?
— Eu já lhe expliquei, Sam, ele tratou de Lionel.
— Hermione disse que ela vai morrer de qualquer jeito.
Ela suspirou.
— Sam, eu confirmei o que você já sabia.
— Eu sei que ela vai morrer — Sam disse com tristeza, agarrado na caixa como se restassem apenas alguns suspiros para o amado Lionel. — Todo mundo morre.
Sirius fitou Hermione, que levantou os ombros, desconsolada.
— Os pais de Sam morreram em um acidente de carro há seis meses. — Ela gostaria de ter prevenido Sirius antes, mas tudo se precipitara. — Desde então, Sam ficou com uma visão pessimista da vida.
— Entendo. — Sirius anuiu gravemente. — Sinto muito por seus pais, Sam. — Era melhor mudar de assunto. — Quando eu era menino, tive uma rã. Era macho e ficou comigo dois anos. De pois fugiu atrás de uma fêmea. Talvez Lionel faça o mesmo.
Sam fitou-o, descrente. Em um silêncio desesperador, Hermione desejou que o helicóptero saísse logo. Sirius e Sam encaravam-se fixamente, como dois opositores em um ringue. E, de repente, Sirius abaixou-se e resolveu falar, fitando o garoto olho no olho. Ho mem a homem.
— Sam, vou contar-lhe uma coisa. — Hermione estava excluída da conversa. — Minha mãe morreu, quando eu tinha dez anos. Pensei que fosse o fim do mundo e, como você, esperei que todo mundo morresse. Esperei, esperei e esperei. E isso me deixou muito as sustado. E quer saber de uma coisa? Ninguém morreu até eu com pletar vinte e oito anos. Um velho.
Sam pensou durante algum tempo, de cenho franzido.
— Vinte e oito é a idade de Hermione.
Sirius fitou-a, com olhar risonho.
— Então é como eu disse. Um velho. Foi quando meu avô mor reu. Mas até lá, nem mesmo uma rã.
— Verdade?
— Ah-ah. Talvez você possa ter a mesma sorte.
— Talvez não.
— Talvez sim.
Sam considerou a questão.
— Agora eu só tenho Hermione. E Lionel.
— Ambos me parecem saudáveis.
— É...
— Você os alimenta corretamente? Lionel pareceu-me bem gordinho e Hermione também.
— Ei! — Hermione fingiu protestar.
Pela primeira vez em seis meses, Sam demonstrava descontração e um arremedo de sorriso apareceu em seu rosto.
— Isso é bobagem.
— Alimentação é importante — Sirius afirmou, compenetrado. — E exercícios também. Espero que você não deixe Hermione ficar vendo televisão por muito tempo.
Sam sorriu e a tensão desapareceu em um passe de mágica.
— Ela só vê programas nojentos. De amor e coisas assim.
— Nada saudável. Teremos de parar com isso imediatamente.
O sorriso de Sirius deixou à mostra os dentes muito brancos e Hermione entendeu por que as mulheres ficavam desatinadas.
Oh, Senhor, pela maneira como ele tratava Sam, ela mesma acabaria apaixonada! Precisava abraçá-lo!
Sirius levantou-se e estendeu a mão para Sam.
— Que tal voarmos em meu helicóptero?
Sam refletiu, enquanto os adultos seguravam a respiração. Finalmente decidiu-se e apertou a mão de Sirius.
— Ótima idéia.
Hermione não parava de sorrir. Sirius fitou-a e pensou que os aguardava um belo final de semana.
Sirius não esperava a eficiência demonstrada por Hermione. Na véspera, no escritório de Trevor Farr, deduzira que teria de descobrir sozinho informações sobre a fazenda de Hannah Copeland. Espan toso. Assim que decolaram, ela entregou-lhe certidões, projetos de construção, relatório de perdas e ganhos, lista de empregados...
— Você organizou tudo isso?
— Fazemos o mesmo para todos os nossos clientes.
— E por que não consigo acreditar?
Na verdade, era o que ela adorava fazer. Preparar a documen tação de propriedades rurais. Ela trabalhara até as três da manhã, mas conseguira uma apresentação de primeira linha. Como nos velhos tempos.
— Chega de maledicências e leia — Hermione ordenou e ele obedeceu. E a cada minuto, ele se tornava mais consciente da força de
Hermione e Sam sentados a sua frente. Os dois contra o mundo. Sen tiu-se comovido com a presença deles.
Ora, ele apenas tratava de negócios com Hermione. E quanto a Sam... nada tinha a ver com ele.
A fazenda Copeland era maravilhosa. O piloto levou-os para uma inspeção aérea. Começava com uma faixa estreita de conti nente e alargava-se até uma imensidão que alcançava o mar.
— O recife inteiro pertence à fazenda — Hermione explicou, através dos fones de ouvido.
Sirius sorriu e levantou a planta que ela desenhara. Ele já sabia.
Mas nenhuma planta ou foto faria justiça àquele lugar. O mar que cercava a restinga brilhava em tons de azul-safira. A praia era uma faixa larga de areia dourada. Nas colinas e planícies luxu riantes, o gado pastava tranqüilamente.
Regatos tremeluziam por entre a vegetação, em seu caminho até o mar. Havia cachoeiras e pequenas ilhas. Quando aterrizaram, um bando de cangurus disparou para se esconder.
Aquele era o paraíso!, Sirius pensou e logo repreendeu-se. Te ria de ser prático. Teria de encarar Copeland como o futuro para si mesmo e para Carla. As decisões teriam de ser tomadas com a razão.
— Parece... bem conservada. — As palavras não convenceram nem a ele mesmo.
Hermione e Sam fitavam-no, surpresos.
— O senhor não viu a cachoeira? — Sam perguntou. — É "legal". Não achou?
— É "legal" — Sirius concordou e Hermione sorriu.
— Com Sam, não há necessidade de corretores. — Hermione esperou as pás do helicóptero pararem de girar. — De fato, acho que mesmo sem ele, essa fazenda é uma mercadoria que se vende sozinha. Basta o comprador ter dinheiro. — Ela fitou Sirius, desafiadora. — E se não tiver, posso arrumar um financiamento tentador.
— Não duvido.
Mas na verdade impressionava-se com o que via.
— No momento não existe outra propriedade como essa no mercado australiano. Bem, não sei qual a finalidade da compra... embora Birraginbil possa adaptar-se em qualquer objetivo.
— Birraginbil?
— É o nome da fazenda. Não vai perguntar-me por que não pus o nome em letras garrafais na primeira folha?
Aquela profissional astuta era o oposto do ineficiente Trevor.
— E?
— O nome significa vila das sanguessugas.
Hermione achou graça. O olhar de Sirius foi exatamente igual ao de Sam.
— Não vão me dizer que ficaram com medo de bichinhos tão pequenos! — Hermione tirou da bolsa uma pequena lata. — Vejam! É sal. Se houver sanguessugas, estou preparada para elas.
Hermione era uma vendedora e tanto! E gostava do que fazia.
— Mas elas estão aí? — Sam perguntou com voz trêmula e Hermione abraçou-o.
— Só no fundo do pântano. Os estuários ao redor da praia são limpos e as represas próximas à propriedade são ótimas para nadar.
— E para rãs? — Sirius perguntou e Hermione agradeceu-o por trazer Sam na conversa.
— Nada melhor para elas.
— Podemos mostrá-las para Lionel? — Sam interessou-se. Hermione abaixou a cabeça, com a atenção voltada para Sam, e Sirius teve uma sensação estranha. Constrangimento? Ciúme?
Bobagem.
Falara na rã para fazer Sam sorrir... ou para atrair a atenção de Hermione? Engraçado. Nunca precisara de truques para que mu lheres reparassem nele. Muito pelo contrário.
Hermione lhe destinava apenas o lado profissional. O lado pessoal ficava com Sam.
Por que sentir-se frustrado?
— Vamos pedir ao administrador que leve o sr. Black para co nhecer a fazenda. Enquanto isso, Sam, iremos procurar onde vivem as rãs.
Ora, era obrigação de Hermione mostrar-lhe a fazenda!, Sirius pensou, envolto em sensações irracionais. Além disso, queria ver a propriedade ao lado de Hermione...
N/A: Desculpa a demora, mas eu fui viajar e só pude postar agora. Espero que estejam gostando da fic. Eu simplesmente amo essa estória.
Mila Pink: Concordo plenamente, o Sirius também me deixou totalmente maluca. Ele é muito fofo! Já a Hermione, ela é uma ótima vendedora, e não só para propriedades. Aposto que você também vai amar o fofinho do Sam. E sim, ela ficou com a guarda do
Ines Granger Black: Que bom que você gostou da Surpresa-nem-tão-surpresa-assim. Não precisa agradecer, você merece! Ahhhh, o Sirius já é tão fofinho e com ciúmes fica mais ainda. O Sam vai ficar bem e o Sirius vai ser de grande ajuda. Obrigada pela propaganda. E é claro que S/H é seu casal favorito, se não fosse eu não teria feito. Rsrsrsrrsrs. Espero que você goste desse cap. Bjzzzz
E não se esqueçam de comentar. Não dá quase nenhum trabalho e aumenta a nossa vontade de postar logo.
XOXO
