Escondida no coração

Por Amanda Catarina

BLEACH e personagens pertencem a Tite Kubo.

Notas: sentenças entre aspas indicam pensamentos, classificação recomendada: 18 anos.

Capítulo 7

O trajeto de volta à mansão Kuchiki foi bem mais apreciável para Rukia, pois ela já se sentia mais à vontade na presença do capitão Kuchiki. Algo muito previsível, afinal além de gentil e atencioso, ele sabia mesmo ser cativante e envolvente.

Chegando à propriedade, ela foi recebida pelos empregados com a mesma presteza e cordialidade, no entanto, ficou um pouco amuada por não ter mais encontrado a jovem Enri lá. Não sentia dor ou mal-estar, mas, sem apetite, acabou recusando a ceia. Então o próprio capitão Kuchiki fez questão de acompanhá-la até o quarto. E lá estava ela, seguindo atrás dele, em direção àquele quarto em que havia estado horas mais cedo.

"Essa casa é realmente muito grande." ela pensava consigo, admirada.

Ao passarem por um certo corredor, Rukia não pôde deixar de notar uma sala dentro da qual avistou um altar fúnebre e sobre este a fotografia de uma mulher. Sem perceber, acabou diminuindo o passo, impressionada com aquela imagem. A mulher ali retratada era extremamente parecida consigo e isso a deixou tão espantada que acabou se detendo em frente à sala.

– Essa é Hisana, minha falecida esposa - Byakuya esclareceu, olhando em sua direção.

Rukia se assustou tanto com o olhar incisivo dele, quanto com a declaração. Corou levemente e logo assentiu com a cabeça, sem saber o que dizer. Aliviada, ao vê-lo retomar as passadas, ela o seguiu imediatamente.

"Então é por isso que ele está interessado em mim? Porque sou parecida com a ex-mulher dele?"

– Aqui estamos - ele anunciou e ela, compreendendo a deixa, deu alguns passos adiante, se postando a entrada do quarto.

– Obrigada por tudo que tem feito por mim, capitão Kuchiki - disse e fez uma meia reverência.

– Não precisa agradecer. Agora, por favor, descanse. Os empregados estão a sua disposição, não hesite em chamá-los caso necessite de alguma coisa.

– Sim, senhor.

– Tenha uma boa noite.

– O senhor também.

xxx xxx xxx

A noite dele foi realmente péssima. Nas poucas horas em que o sono o rendeu, pesadelos não o deixaram descansar. A preocupação com Rukia o corroía. Precisava vê-la, precisava saber de uma vez o que estava acontecendo. Levantou-se num ímpeto. Ainda era muito cedo, mas certamente teria um surto se ficasse mais um minuto entre aquelas quatro paredes.

Assim, um tanto depois, achava-se no passadiço da loja para a rua, vestindo um conjunto de moletom e um par de tênis. Ergueu o rosto a um céu em tons de laranja, aspirando o frescor daquele começo de dia; uma a hora ideal para praticar um pouco de cooper. Após zerar o cronômetro de seu relógio de pulso, ele saiu em direção ao parque.

Ao voltar, cerca de uma hora depois, e após um rápido banho, Ichigo se sentia um pouco mais sossegado - a endorfina liberada na corrida obteve aquilo que o sono não foi capaz durante a noite. Além disso, ao chegar naquela sala em que se reuniam, encontrou Yoruichi já desperta e visivelmente melhor. Kisuke estava ao lado dela e faziam o desjejum.

– Bom dia - ele saudou os dois, tomando o lugar à frente deles.

Yoruichi lhe respondeu com um aceno.

– Bom dia, Kurosaki - respondeu Kisuke. – Sirva-se, por favor.

– Ah, obrigado. E então, sente-se melhor, senhorita Yoruichi?

– Sim, Ichigo. Agradeço a preocupação.

– O que aconteceu afinal? - devolveu de pronto e ansioso.

– Eu nem sei por onde começar... mas bem, acho que pra você o mais importante é saber que as minhas memórias em relação a você e nossa amiga Rukia foram totalmente modificadas.

– Modificadas? - estranhou ele.

– Sim. Eu estava vindo pra cá quando de repente comecei a sentir uma dor de cabeça tão forte, mais tão forte que quase me fez perder os sentidos. Foi com muito custo que cheguei até aqui. A dor não passava e eu não imaginava a razão disso.

Ela fez uma pausa para tomar um gole de chá e depois de pousa o copo vazio na mesa, prosseguiu:

– Eu só fui entender a conexão das coisas quando te vi. Não o reconheci num primeiro momento, mas logo minhas memórias em relação a você e Rukia foram voltando, ou melhor, fizeram sentido na minha cabeça. Kisuke acredita que foi o choque que o retorno dessas memórias causou que me fez ficar naquele estado.

Apesar das dúvidas que já o rondavam, Ichigo achou melhor ouvir tudo primeiro.

– Agora, eu me lembro perfeitamente de você e da Rukia que fez de você um shinigami, irmã de Byakuya e tudo mais. Mas antes eu só lembrava de uma Rukia que foi adotada por uma prima minha chamada Suzumi Shihouin. Pra mim, esta Rukia que era a verdadeira.

– Mas que história é essa? - exclamou perturbado. – Por que alguém iria querer fazer você se esquecer da gente?

– Não, não é tão simples. Eu não fui a única afetada, já temos evidências de que todos que conhecem a Rukia também foram.

– Mas como assim? - rebateu de olhos vidrados.

Urahara foi quem tomou a palavra:

– Enquanto você esteve fora, entramos em contato com o capitão Ukitake e perguntamos a ele sobre Rukia. Como Yoruichi esperava, ele disse não conhecer a Rukia que nós conhecemos e tão pouco sabe da protegida da prima dela, pois esta supostamente não é uma shinigami.

– Ukitake não se lembra da Rukia? - desacreditou ele.

O loiro confirmou com um gesto e continuou:

– Tentamos então entrar em contato com Byakuya, mas não conseguimos falar com ele. Abarai nos disse que ele está cuidando de um assunto particular. Pode até ser que seja relacionado a isso. De todo modo, aproveitamos e perguntamos a ele sobre Rukia e até sobre você, mas foi como com o Ukitake.

– Veja bem - retomou Yoruichi -, essa é a prova de que para todos na Soul Society só existe a Rukia que é a protegida de Suzumi.

Ele parecia não acreditar no que ouvia.

– Eu formulei a seguinte hipótese - começou Urahara –, com base nisso tudo que ouvi de Yoruichi: Alguma coisa ou alguém alterou toda a trajetória de vida da Rukia que conhecemos, ligada ao clã Kuchiki, pela vida dessa pessoa pertencente ao clã Shihouin. Então, para nós aqui no Mundo Real, é como se existissem duas Rukia agora.

Yoruichi assentiu com a cabeça e emendou:

– E como essa "nova" Rukia nunca foi shinigami e nem esteve no Mundo Real, você nunca se tornou um shinigami substituto, razão pela qual seu nome não consta no banco de dados e sua existência foi apagada da minha mente e da dos outros. Este é talvez o ponto mais crítico e nos dá uma ideia da gravidade da situação.

Ichigo ofegou tentando digerir tudo aquilo.

– Mas e a Rukia?! - ele indagou de súbito. – Onde ela está agora? Ela não se lembra de si mesma?

– Não sabemos. Seguindo essa lógica ela pode estar com a minha prima, porém assim como a existência da dita "Rukia Shihoiun" é forjada, uma ligação dela com Suzumi também pode ser. Mas essa é a única pista que temos do paradeiro dela no momento.

– Yoruichi, por favor, me leve até essa Suzumi!

Os dois se entreolharam e Urahara foi quem respondeu:

– Ichigo, não é sensato que Yoruichi volte a Soul Society, ao menos não agora.

– Mas por que não?!

– Eu pretendo fazer alguns exames nela para averiguar se isso que afetou sua memória foi fruto de alguma toxina, kidou ou mesmo hipnose. Só assim teremos como tentar reverter o dano, tanto nela quanto nos outros. E não podemos nos esquecer que certamente existe alguém por trás disso tudo.

Ele ponderou alguns instantes antes de responder.

– Entendo... Mas não tem problema, eu vou sozinho então.

– Tem certeza?

– Claro! Rukia pode estar precisando de ajuda! - exclamou desesperado.

– Certo, mas tem um porém...

– Pelos céus! Outro ainda?

– Na atual situação a única passagem que você tem para ir a Soul Society e aquele meu portal Senkaimon que o deixará em Junrinan Rukongai.

– E daí? - rebateu confuso.

– Fica há dias de distância de Seireitei - elucidou Yoruichi. – E como Suzumi é uma nobre, ela não vive na região das Treze Equipes de Proteção. Isso aumentará muito a distância que terá que percorrer.

Ele vidrou os olhos e ela continuou:

– Pode ser que Suzumi disponha de um portal privativo, como é comum nas famílias nobres. O ideal seria atravessar por ele, mas para isso precisaríamos de uma conexão lá e, desde meu desentendimento com o clã Shihouin, perdi o contato com boa parte de meus parentes e, infelizmente, Suzumi está nesse meio.

– Vê, Ichigo. Mesmo que Yoruichi vá com você, não será tão simples chegar até lá. Por isso, pense bem se não seria mais produtivo aguardar as análises, dentro de um dia ou dois... - ele não pôde concluir a frase, pois o rapaz o cortou:

– Nem pensar! Eu me estrupio de tanto usar shunpo mais vou pra lá agora.

Ichigo compreendia que Urahara falava com a razão, mas seu coração gritava que não podia perder mais nenhum segundo, teimando em ignorar que partir daquele jeito significasse perder tempo no fim das contas.

– Tudo bem, vejo que não adianta tentar te deter. Mesmo porque se você encontrar a Rukia, estaremos mais perto de descobrir quem é o responsável por tudo isso.

– Eu vou encontrar ela - afirmou com toda sua determinação.

xxx xxx xxx

Já fazia quase uma hora que Byakuya estava à espera de Rukia. Não que ela estivesse se demorando, foi ele quem acordou mais cedo. Achou melhor ocupar a mente com algo, uma vez que não queria acabar incorrendo num novo abuso à privacidade de sua hóspede, já que essa autêntica tentação o rondara a noite inteira.

Não se arrependia daquilo que tinha feito, mas a ideia de se permitir tamanha ousadia, agora que já revelara seus sentimentos a ela, não era de seu agrado. Ademais, se sentia um tanto apreensivo diante da necessidade de ter que voltar até Suzumi e se submeter às decisões dela com relação não só ao treinamento que Rukia necessitaria fazer, como ao anúncio de sua proposta de casamento também.

– Bom dia, capitão Kuchiki - Rukia o saudou ao adentrar a sala.

– Bom dia, senhorita Shihouin. Teve uma boa noite?

– Sim, senhor.

– É bom saber. Partiremos logo após o desjejum.

Ela assentiu com um gesto.

Outra vez, viajaram a sós e ele se portou com mais formalidade que antes, naturalmente. Durante o trajeto, o foco da conversa foi o futuro treinamento. Gastaram quase duas horas para chegar à mansão Shihouin.

Lá, foram recebidos pela própria Suzumi. Byakuya reparou bem no contentamento dela com a volta de sua protegida e isso o deixou ainda mais apreensivo.

– Rukia! - exclamou a nobre e aproximando-se tomou as mãos da jovem entre as suas. – Que alegria vê-la. Como se sente?

– Muito bem, senhorita Suzumi - ela sorria animada. – Eu não tive mais desmaios. A vice-capitã Kotesu Isane me explicou que enquanto eu estiver longe de emanações de poder espiritual, ficarei bem.

– Sim, conversaremos sobre isso depois, querida. Mas eu não esperava que chegassem tão cedo - ela falou, olhando para Byakuya.

– Preciso conversar com a senhorita sobre um outro assunto - justificou-se ele.

– Ah, sim... Queiram entrar, por favor.

xxx xxx xxx

Dangai, a escura dimensão entre a Soul Society e o Mundo Real. Era verdade que Ichigo não tornara a usar essa rota, porém jamais esqueceria esse caminho. Correu o mais rápido que pôde e talvez por já conhecer o percurso, este não lhe pareceu tão longo como na primeira vez, porém continuava tão sinistro como antes. Assim, foi com alívio que ele avistou os povoados de Rukongai.

Pousou em meio a uma estradinha de terra e logo se via incomodado com o olhar temeroso e desconfiado dos pobres habitantes daquele lugar. Mesmo após tantos anos, ainda não compreendia o porquê daquela horrível desigualdade social na Soul Society. Mas tentando não pensar nisso, se dirigiu ao portão que o levaria à Seireitei.

– Oi! Jidanbou! - gritou a plenos pulmões.

O porteiro-guardião apareceu no alto da muralha, com uma expressão de estranhamento.

– Aqui é Ichigo Kurosaki, um shinigami substituto. Abra o portão - disse exibindo seu distintivo.

– Eu te conheço? - devolveu o grandalhão.

Ele ficou meio atordoado, mas tentou injetar casualidade na voz:

– Sim... não está lembrado?

– Na verdade não, mas se tem um distintivo, entre.

Quando passou pelo imenso portão, Jidanbou se aproximou dele.

– "Shinigami substituto" você disse? Nunca ouvi falar desse posto.

– Não é de se estranhar - disse baixo e bastante sem jeito.

– E como sabe meu nome? - questionou, exibindo desconfiança.

– É... foi a líder da Onmitsukidou, Yoruichi Shihouin, quem me colocou a par das entradas ao longo da barreira e de seus respectivos guardiões - respondeu preciso, gabando-se consigo do rápido raciocínio.

– Ó... - abismou-se Jidanbou. – Então pode passar.

Ichigo olhou adiante. Conforme imaginara não seria difícil driblar os guardas e também o distintivo lhe daria livre acesso. Estava ciente de que o caminho era realmente muito longo, mas não era a primeira vez que precisava correr muito e ainda contra o tempo para encontrar Rukia e se antes não lhe faltou confiança e garra, não seria agora que iria faltar.

xxx xxx xxx

Ela simplesmente não conseguiu se conter. Ao ver os dois nobres adentrando uma sala, Rukia se aproximou sorrateiramente e se escondeu a uma meia distância, de modo que pudesse escutar a conversa deles.

– ...compreende, senhorita Suzumi, o treinamento não é algo assim tão urgente no momento. A senhorita Rukia até poderia representar algum perigo para pessoas comuns, como as que vivem na periferia, mas sendo que ela não pertence a este círculo, não há com o que se preocupar.

Suzumi assentiu com a cabeça.

– Bem, capitão Kuchiki, confesso que é uma surpresa saber de seu interesse em desposá-la, mas não tenho razão alguma para me opor. Só resta saber agora se Rukia também deseja isso. Se essa for a vontade dela, esteja tranquilo pois terão meu consentimento e total apoio.

– Fico muitíssimo satisfeito em ouvir isso, senhorita Suzumi.

"Então era mesmo sobre isso que ele queria falar com ela." - compreendeu Rukia e logo um pequeno sorriso desabrochou em seus lábios.

– Contudo, não posso deixar de alertá-lo que, embora Rukia seja minha protegida, ela não é uma nobre de nascença e por isso os anciões de nossas famílias podem vir a se opor à união.

– Sim, eu já tenho considerado essa possibilidade e gostaria de saber se a senhorita irá manter seu apoio caso esse tipo de oposição se manifeste.

– Claro, desde que o senhor me prometa que será um bom marido para minha pequena. Porque o senhor bem sabe, devo minha vida a ela.

Ao ouvir aquilo, Rukia corou violentamente, sentindo o coração saltitar no peito, tanto pela ternura na fala de sua mentora, como com a menção da palavra "marido".

– Quanto a isso a senhorita pode estar tranquila. Juro pela minha honra que irei cuidar muito bem de sua protegida.

A firmeza do tom dele fez Rukia perder o fôlego momentaneamente. Mas ela logo notou que Suzumi se demorou para voltar a falar dessa vez e permaneceu fitando o capitão com um olhar indecifrável.

– Bem, capitão Kuchiki, se é assim, estamos acertados - disse então e sorriu amigavelmente.

Ele curvou a cabeça em agradecimento e ajuntou:

– Como já tomei a liberdade de fazer meu pedido a senhorita Rukia, sigo no aguardo da resposta dela.

– Eu irei conversar com ela nesse sentido e assim que possível lhe enviarei as novas.

– Sou-lhe imensamente grato então.

Notando que a conversa estava perto do fim, Rukia tratou de sair depressa de lá. Chegando em seu quarto sentia-se extremamente agitada, mas inegavelmente contente também. Pensava que estivesse vivendo um conto de fadas e tentava imaginar as mudanças que o casamento traria para sua vida tão pacata.

Só muito mais tarde, Suzumi veio enfim falar com ela. Ao entrar no quarto, ela sorria amistosa como sempre, mas Rukia jurou ter notado uma ligeira preocupação em seu semblante.

– Rukia, o capitão Kuchiki me contou que quer se casar com você - ela foi direto ao ponto.

– Sim, senhorita Suzumi - respondeu encabulada.

– E o que você tem a me dizer sobre isso? Quer se casar com ele?

– Eu... não sei bem o que pensar.

– Mas você se sente atraída por ele? Acha ele bonito? - indagou e lançou-lhe um sorriso.

Rukia piscou desconcertada, custando a acreditar que ela tivesse lhe perguntado aquilo e ainda daquela forma tão espontânea e descontraída, todavia confessou:

– Eu mentiria se dissesse que não - e vendo Suzumi lhe sorrir de novo, ficou ainda mais sem jeito. – Mas, senhorita Suzumi, se eu me casar, só poderei vê-la esporadicamente, não é?

– Obviamente, minha cara. Uma vez que se case, passará a viver na mansão Kuchiki. Mas claro que poderá vir me visitar sempre que quiser e havendo oportunidade eu também irei visitá-la. Então se esse for todo seu impedimento, penso que irá aceitar.

Rukia sorriu em resposta.

– É verdade... Eu acho que quero aceitar sim.

Um notório brilho iluminou os olhos claros de Suzumi e então ela a abraçou com força.

– Ah, mas isso é formidável! A união de uma Shihouin com um Kuchiki será ótimo para ambas as famílias. Ó, Rukia, estou tão feliz por você!

A alegria de Rukia se manifestou então na forma de umas lágrimas furtivas. Isso não era típico dela, mas não conseguiu se controlar.

– Obrigada, senhorita Suzumi - agradeceu com toda sinceridade.

Em seguida, ela passou então a contar todos os detalhes da viagem para Suzumi e sobre suas impressões acerca do belo capitão Kuchiki e essa conversa se prolongou por um bom tempo.

Continua...

xxx xxx xxx

Byakuya 10 - Ichigo 0. Se nosso Morango Master não correr, vai perder a parada.

No próximo capítulo uma revelação bombástica mudará o rumo da história. Não percam!

Agradeço muito todos os comentários até aqui! Tudo de bom, gente! ^_~