Escondida no coração
Por Amanda Catarina
BLEACH e personagens pertencem a Tite Kubo.
Notas: sentenças entre aspas indicam pensamentos, classificação recomendada: 18 anos.
Capítulo 11
Enquanto seu vice-capitão concluía os últimos preparativos para a abertura do portal Senkaimon que os levaria à cidade de Karakura, no Mundo Real, Byakuya refletia sobre os últimos acontecimentos. Tentara contatar Suzumi para descobrir o que mais ela sabia sobre o rapaz que havia sequestrado sua noiva, mas, ao retornar à mansão Shihouin, não a encontrou lá. Avisaram-lhe que ela havia se ausentado logo após ter estado com ele.
Não estava certo de que Suzumi soubesse de fato da existência daquele rapaz, e passara à noite tentando decifrar tudo que ouvira dele, além de ter fiado muito surpreso com suas habilidades em combate.
"Como alguém aparentemente tão jovem pode possuir um Bankai? E por que ele afirmou já ter lutado contra mim?"
– Já está tudo pronto, capitão - Renji anunciou, interrompendo suas divagações. – Posso?
Compreendendo que ele se referia ao destravamento do portal, Byakuya assentiu com um gesto. Em seguida, Renji desembainhou a zanpakutou, item normalmente usado para a abertura da passagem dimensional, porém, sem qualquer motivo aparente, ele parou no lugar, sem nada fazer.
– O que foi? - estranhou Byakuya.
Após balançar a cabeça em negação, ele se justificou:
– É que tive uma sensação esquisita agora, como se isso já tivesse acontecido - então sim deu continuidade ao procedimento.
Byakuya não disse nada a respeito e, diante da luz ofuscante e prateada do portal que se abria, e das duas Borboletas do Submundo que vinham em direção a eles, pensou que obteria todas as respostas às suas dúvidas do outro lado.
xxx xxx xxx
Acompanhando suas passadas, Rukia continuava aguardando uma resposta. Estralando os dedos, Ichigo resolveu dizer algo evasivo, para ganhar algum tempo.
– Eu não sei muito sobre o... capitão Kuchiki - por pouco não se referiu ao dito cujo pelo nome.
– Espera mesmo que eu acredite nisso - ela retrucou de imediato –, quando foi o senhor mesmo quem demonstrou conhecê-lo, e sendo que foi capaz de evitar os golpes dele e até afirmou que a acusação de ele ter assassinado a própria esposa era uma mentira?
Retraindo-se um pouco, permaneceu quieto, assim, ela acrescentou:
– E o que mais me intriga é que, se ambos são shinigami a serviço da Soul Society, por que lutaram um contra o outro?
Manteve-se em silêncio por mais alguns instantes. Não queria ter que mentir para ela. Desde que se conheceram, os segredos ficavam entre eles dois e os outros, quase nunca entre ele e ela, mas, diante de seu tom exigente, compreendeu que teria que dizer algo mais plausível.
– Uns anos atrás, eu e o capitão Kuchiki nos enfrentamos, sim - começou um tanto hesitante. – Tinha uma pessoa que estava para ser executada injustamente. Só que ele não sabia disso. Outra pessoa enganou não apenas ele, mas todos os capitães das Treze Equipes.
A saída, uma meia verdade, até que não lhe soou tão ruim.
– Prossiga - ela pediu.
– Bom... - continuou com mais segurança agora – o capitão Kuchiki estava à frente do caso, a sentença de execução foi anunciada primeiramente a ele. Eu me opus porque sabia que era uma injustiça! - enfatizou com veemência. – Então nós dois lutamos. Eu o derrotei e, com a ajuda de alguns outros, conseguimos provar a inocência daquela pessoa.
Rukia se manteve quieta por algum tempo.
– Mas se foi algo tão sério assim, por que o capitão Kuchiki agiu como se não lhe conhecesse?
– Então... senhorita Shihouin, é como conversamos ontem: há coisas estranhas e inexplicáveis acontecendo e essa é uma delas. Eu também não entendo por que ele agiu daquele jeito.
Vendo-a assentir com a cabeça, expirou aliviado, mas isso não durou muito.
– E quem era essa pessoa que ia ser executada?
– Uma shinigami, minha companheira nos trabalhos - disse com certa nostalgia.
– Mas que ligação essa sua parceira tinha com o capitão Kuchiki? Ela era da Equipe dele?
Ichigo não respondeu de imediato.
– Não. Mas ele era quem estava à frente do caso.
– Mas por que?
– Ora, isso não importa - ele tentava desconversar.
– Como não? Exijo que me explique o que essa mulher significava pra ele! - exclamou exaltada.
Indignado ao supor que o tom dela, ao se referir a tal mulher, continha um rastro de ciúme, e pelo costume de viver discutindo aos berros com ela, retrucou com idêntica braveza:
– Não escutou a parte que se eu não tivesse impedido ele teria deixado ela morrer?
– O senhor não grite comigo! - devolveu furiosa. – E trate de responder o que estou perguntando!
Ichigo sentiu vontade de quebrar um poste com a cabeça. Não suportava a ideia de ela estar com ciúme de Byakuya. Enraivecido, continuou calado.
– Senhor Kurosaki...
– Ichigo! Me chama de Ichigo.
– Senhor Kurosaki, o senhor não disse que iria me contar tudo? Quando vai começar a honrar sua palavra?
Fremindo de raiva, ele esbravejou:
– Ligação nenhuma! Byakuya que é um obcecado por regras e ordens. Mandaram que ele executasse a ordem e ele não pensou duas vezes!
Ante sua explosão, Rukia parou no lugar, levando-o a fazer o mesmo. Agoniado, afirmou consigo em pensamento que precisava se controlar.
– Qual o nome dessa mulher? - ela indagou altiva, mostrando que não ficara tão intimidada, porém ele não respondeu. – Diga-me o nome. Com isso poderei pedir para a senhorita Suzumi um dossiê desse caso. Certamente os oficiais do clã Shihouin não terão dificuldade em obter isso.
Diante da determinação em sua fala, suspirou receoso do que pretendia responder.
– Tudo que sua mentora pôde fazer para te ajudar foi te mandar fugir - mesmo notando o abalo na expressão dela, continuou: – Você não pode contar com o clã, ao menos não agora. Sei que tem razões para estar desconfiada, mas acredite: se tem alguém que pode te ajudar, este alguém sou eu.
O semblante altivo dela se desfez, por baixo dessa máscara, surgiu uma expressão tão fragilizada e acuada que fez o sangue dele ferver, e uma vontade desenfreada de abraçá-la contra o corpo dominá-lo.
– Sim, o senhor tem razão - ela começou num tom rendido –, eu não posso contar com o clã Shihouin, pois não passo de uma agregada. A senhorita Suzumi até fez muito em me avisar do perigo.
Como se já não estivesse sendo terrível fitar seu rosto triste, o tom aflito e até levemente choroso dela, dilacerou o coração dele.
– Não, não fica assim - alentou tocando-a no ombro. – Claro que isso tudo é um grande mal entendido. E é nisso que temos que nos concentrar agora, entende? Deixe essas histórias do passado pra depois.
Apesar de sua face exibir ainda mais tristeza, ela concordou com um menear de cabeça. Em seguida, retomaram as passadas.
– Nem quero imaginar o que teria acontecido comigo se aqueles homens tivessem me pegado. Senhor Kurosaki, será que pode me perdoar pela ingratidão que venho tendo?
– Ora, deixe de bobagem - riu levemente. – Mas bem que você podia parar de me chamar assim - propôs brincalhão e ficou radiante ao vê-la assentir com um discreto sorriso.
Andaram mais alguns metros, em silêncio, então ela voltou a falar.
– Por que está fazendo tudo isso por mim... Ichigo?
Ele estremeceu com a pergunta. Acabou interrompendo de novo a caminhada e esperou que ela parasse também. Então, quando seus olhos se encontraram, ele respondeu:
– Existe um motivo, Rukia - seu tom brando fez com que ela enrubescesse. – Mas não posso te contar agora. Pode confiar em mim mesmo assim?
– Acho que não tenho escolha, mas não nego que seja um tanto complicado.
– Eu imagino...
Com um ar retraído, ela abaixou a cabeça.
– Posso perguntar só mais uma coisa?
– Claro.
– Quanto à acusação de que o capitão Kuchiki teria matado a própria esposa, você pode mesmo me garantir que ele é inocente?
Desconcertado, se odiou por ter tido um surto de raiva contra Byakuya; isso provavelmente só contribuiu para lançar mais dúvidas em relação a ele na cabecinha já bem confusa dela.
– Sim, isso é um absurdo - confirmou seriamente. – Claro que ele amava a senhorita Hisana. E se ele fosse um assassino, não poderia ser um dos capitães das Treze Equipes, certo?
– Eu penso que não... Você sabe até o nome da falecida esposa dele, deve mesmo estar dizendo a verdade.
Sentindo-a mais amena e avistando um quiosque de uma confeitaria, falou:
– Vamos fazer uma parada ali - e apontou o local.
Um tanto depois, Ichigo pagava por uma lata de chá gelado para si e um doce para ela. No restante do trajeto, ele contou que estavam indo a um colégio. Explicou também que a maioria das pessoas acreditaria que ela era uma estudante comum, devido ao Modificador de Memórias que ele usaria ao chegarem lá. Tudo que ela precisaria fazer era fingir prestar atenção na aula. Bem mais cooperativa, Rukia não contestou.
xxx xxx xxx
Rukia ficou impressionada com o local, era imenso. E, de fato, todas as moças estavam usando o mesmo traje que ela. De repente, como num flash, viu em sua mente um lugar semelhante e a si mesma usando um kimono branco e um hakama vermelho. Piscou, voltando à realidade, ao ouvir Ichigo lhe chamar.
– Senhorita? É por aqui.
Caminhou adiante e cruzaram um pátio amplo. Conforme seguiam, Ichigo era amistosamente cumprimentado por rapazes e moças. Ao adentrarem o prédio, ela se espantou com a quantidade de gente e tratou de ficar bem junto de seu guia, com medo de se perder. Os jovens esbarravam neles e o falatório era alto.
Após o que lhe pareceu uma eternidade, enfim chegaram a uma sala. Ichigo entrou primeiro, ela se deteve à porta, enquanto ele usava o tal Modificador de Memórias novamente; tinha feito o mesmo um pouco antes. Ela achou curioso que as pessoas não notassem isso.
– Vem, pode entrar - ele a chamou.
Tinham dado apenas alguns passos sala adentro, então uma moça de longos cabelos ruivos e de seios impossíveis de não serem notados de tão grandes, se aproximou depressa e exclamou:
– Jovem Kurosaki! Bom dia!
– Oi, Inoue. Tudo certo? Não vai cumprimentar a Shihouin?
– Mas é claro! - respondeu com um largo sorriso. – Bom dia, senhorita Shihouin! - saudou, se curvando. – É um prazer tê-la aqui conosco!
– Bom dia - respondeu hesitante, acanhada devido à empolgação dela, reparando também em um rapaz de óculos e cabelos escuros que se aproximava.
– Kurosaki - disse este, em tom de cumprimento. – Senhorita Shihouin, bom dia.
– Bom dia - ela respondeu, ainda no mesmo estado.
– Bom dia, Ishida - disse Ichigo. – É com você mesmo que eu quero falar!
– Se é sobre a moto, já está consertada. A seguradora deixou na sua casa.
Rukia reparou que a notícia pareceu deixar Ichigo muito contente.
– He, as coisas estão melhorando! Mas não, não era sobre isso. Preciso de uma explicação relâmpago sobre aqueles exercícios de cálculo.
O moreno assentiu com a cabeça, porém sugeriu:
– Não é mais simples copiar a resolução?
– Tá me tirando? Um gênio como eu não faz isso! - retrucou, fazendo o colega rolar os olhos.
Ela estranhava tanto a comunicação empregada ali, a ponto de sentir que todos estivessem falando em outra língua.
– Rukia, fica com a Inoue um pouco, enquanto eu vejo isso. Ok? - Ichigo lhe falou, ao mesmo tempo em que tirava da sacola um livro.
Ela apenas assentiu com a cabeça, perguntando-se justamente se a razão daqueles dois jovens agirem como se já a conhecessem era o efeito do Modificador de Memórias, mas compreendeu que não, quando, num gesto repentino, a ruiva se agarrou em seu braço e aproximando o rosto de seu ouvido, falou num cochicho:
– Não se preocupe, sabemos que o jovem Kurosaki é um shinigami e que você não pertence a este mundo.
Bastante surpresa, Rukia arregalou os olhos, mas logo fez um gesto em concordância, então a moça prosseguiu:
– Vou lhe explicar como é a rotina por aqui - e puxou-a um pouco de lado. – Essa é sua carteira - desvencilhando-se de si, ela indicou uma mesinha na fileira ao lado da qual Ichigo tinha largado os materiais. – A primeira aula será de Cultura Estrangeira. O professor não deve demorar.
Tentava assimilar o que a ruiva dizia, quando uma outra moça chegou ali, essa tinha cabelos curtos e escuros.
– Bom dia, Inoue, Shihouin - ela saudou e se posicionou bem ao lado da ruiva, que respondeu ao cumprimento num tom muito gentil.
– Bom dia, Tatsuki.
Rukia, por sua vez, fez apenas um gesto em sinal de cumprimento. Logo em seguida, reparou que dois rapazes se achegavam também; um tinha o cabelo escuro e o outro, castanho.
– Muito bom dia, senhorita Shihouin! - saudou entusiasmado o de cabelos castanhos.
– Bom dia - devolveu normalmente e logo se assustou com o modo com que esse moço passou a encará-la, medindo-a de alto a baixo. Totalmente desconcertada com isso, enrubesceu e não pôde deixar de pensar que aquilo era a consequencia de estar - no seu entender - vestida de modo tão indecente.
– Meus olhos se deliciam ante vossa insólita beleza, senhorita Shihouin - o mesmo gracejou, desavergonhado. – Ah, se eu já não fosse comprometido... - acrescentou como quem lamenta e deu um tapinha no ombro daquela morena chamada Tatsuki.
Sem querer ser rude, apesar do constrangimento, Rukia achou que devia agradecer o elogio:
– Obrigada, senhor... - calou-se, não sabia o nome dele.
– Keigo Asano, a seu dispor - elucidou ele e se curvou exageradamente.
– Tô vendo a hora do Ichigo te socar, Keigo - alertou a morena.
– É, jovem Asano, comporte-se - ajuntou a ruiva. – O jovem Kurosaki não gosta... - antes que ela concluísse a frase, o moço se condoeu alto de um cascudo que levou na cabeça; fora Ichigo e ele não parou por aí:
– Descarado! Tá querendo conhecer o céu? Te mando pra lá agora mesmo! - bronqueou feroz, deixando Rukia ainda mais desconcertada.
– Bom dia pra você também, Ichigo - o agredido choramingou em resposta.
Como quem quisesse findar a hostilidade entre os dois, aquele segundo rapaz resolveu se pronunciar:
– Que prazer revê-la, senhorita Shihouin. Há tempos não aparecia por aqui. Recorda-se de mim, Mizuiro Kojima?
– Claro... - ela achou melhor mentir e, meio sem saber direito por que, tentando imitar o jeito deles, respondeu num tom cantado: – Tive alguns contratempos, sabe?
Olhando momentaneamente para Ichigo, ela percebeu um riso discreto nos lábios dele e Pensou consigo: "Lá vai ele, ficar rindo das coisas que eu falo."
– Eu imagino - respondeu o rapaz e sorriu.
O plácido sorriso deste último pareceu mais insinuante a ela do que o gracejo direto do outro, mas, para seu alívio, Ichigo os afugentou, dizendo:
– Chega de babação! Deixem ela em paz, seus safados!
Risadinhas zombeteiras foi o que os dois devolveram, porém não deixaram de se encaminhar a seus respectivos lugares. A morena também rumou a seu lugar e a ruiva orientou que ela fizesse o mesmo. Assim que se assentou, Inoue tomou o lugar a sua frente, porém ficou virada para si, então lhe pediu licença de abrir sua sacola, tirou de lá um livro e retomou as explicações.
Rukia tentava se manter atenta ao que ela dizia, mas virou o rosto de lado, ao notar um rapaz se aproximar de onde Ichigo e o moço de óculos estavam. Ele tinha a pele bronzeada e era extremamente alto e, ao reparar que o olhava, lhe acenou em cumprimento.
– Aquele é o jovem Sado, nosso amigo também - esclareceu Inoue. – Ele, eu, a Tatsuki, o jovem Kurosaki, o Uryuu - ela apontou o moço de óculos –, que é meu namorado, o Keigo, o Mizuiro, sempre estudamos juntos - e mais baixo, ajuntou: – e todos sabemos daquilo.
– Ah... - devolveu em tom de descobrimento.
Enfim o professor chegou, os alunos se assentaram e logo a aula teve início.
Transcorridos alguns minutos, Rukia se distraiu com o tema de estudo. Estava achando tão interessante que até deixou de se incomodar com o fato de Ichigo olhar em sua direção de tempo em tempo. Porém, diferente dela, ele não estava prestando atenção no professor e, ao contrário dos demais alunos, quando não estava lhe olhando, escrevia alguma coisa.
– Tem algo a dizer sobre os aborígenes, Kurosaki? - indagou de repente o professor.
Rukia se alarmou por ele, imaginando que seria repreendido, pois certamente não saberia responder. Porém, ele ergueu a cabeça e disse tranquilamente:
– Serve que vivem na Austrália e no Canadá e que o animismo é sua principal linha religiosa?
Incerta se aquilo estava correto ou não, ela voltou o olhar para o professor, que após um leve suspiro, retrucou:
– E em qual capítulo deste seu livro de cálculo está escrito isso?
– Neste em lugar nenhum, mas no da sua matéria, se estou bem lembrado, é no capítulo nove. Mas o que eu disse serviu, né?
– Pra variar - o homem confirmou, resignado, e Ichigo replicou:
– O que significa que até fazendo outra lição na sua aula, eu entendo mais dessa matéria que esse bando que presta atenção e ainda consegue tirar menos que sete na prova!
Ele tomou uma vaia dos colegas, mas não pareceu se importar e até deu risada. A cada instante, Rukia se sentia mais abismada com esse jeito dele, atrevido, quase petulante, ele parecia realmente se divertir em desafiar as autoridades.
O professor, que continuava olhando na direção dele, falou então:
– Se sabe que vai tirar outro dez na prova, por que não vai até a sala de estudo terminar isso?
– É que presença em sala também conta. Faltei uma semana. De todo modo, sou grato pela preocupação - sorriu matreiro e então fechou o livro. – Foi mal, mestre Noriyuki.
Boquiaberta, Rukia ficou impressionada e notou que não fora a única. Ichigo voltou o rosto em sua direção, deu-lhe uma piscadela e alargou mais o sorriso. Outra vez, este gesto dele lhe pareceu extremamente desconcertante. Que agitado começo de dia ela estava tendo.
xxx xxx xxx
No telhado de uma edificação, Byakuya fitava um outro prédio, à frente e mais abaixo.
– Por que eles estariam num lugar assim? - ele questionou ao vice-capitão. – Esse rastreador não está avariado?
– Não, não está. Isso parece um colégio, não?
– A que distância estamos do posto de abastecimento?
– Cerca de dois quilômetros. É estranho, o sensor indica a presença de outros indivíduos com nível de energia espiritual elevado aqui. O banco de dados deve estar desatualizado, essa não é uma região comum.
Sem prestar muita atenção ao que o subordinado dizia, fechando os olhos, ele se concentrou na intenção de identificar a energia espiritual da jovem Rukia e, após alguns instantes, disse:
– Não sinto a presença dela, mas posso captar um leve traço do poder espiritual daquele delinqüente.
– É verdade... eu também posso sentir.
Com um olhar determinado, o nobre pensou consigo: "Ichigo Kurosaki, minha zanpakutou mal pode esperar para beber seu sangue. Pagará caro por ter cruzado meu caminho e se colocado entre Rukia e eu."
– E então? - indagou Renji. – Averiguamos ou seguimos até o tal posto de abastecimento?
Ao invés de responder, Byakuya se impulsionou à frente, saltando em direção ao pátio do suposto colégio. Renji bufou e logo o seguiu.
Continua...
xxx xxx xxx
Senkaimon: Portal de entrada ao mundo
Antes de mais nada, me desculpem pela demora. E não, não é enrolação, gente. Quero que chegue na parte da porrada tanto quanto vocês! Mas não podia deixar nossa amada turminha de fora, né? E também não pude deixar de mostrar que a Yuzu tem razão de se orgulhar de seu super-irmão: bonito e inteligente!
Eu agradeço muito a todos que têm comentado! Obrigada de coração mesmo! Até o próximo!
