Escondida no coração

Por Amanda Catarina

BLEACH e personagens pertencem a Tite Kubo.

Capítulo 22

A água morna, recém despejada, escorreu por seu peito e tórax amenizando a persistente tensão em seus músculos, mas não por completo. Demorava-se naquele banho - o segundo desde que voltara à mansão -, demorava-se mesmo ciente da inutilidade disso, afinal a imundice que julgava o impregnar não era física. Entretanto, o temor de enfrentar a situação era o que o impelia a retardar o inevitável. Sim, só de pensar em estar face a face com Rukia, sentia um aperto na garganta à beira da asfixia. Mas, definitivamente, não poderia ficar encerrado ali, esperando que os problemas se resolvessem sozinhos.

Pouco depois, já devidamente vestido com seu traje de capitão, ele se manteve de pé no centro do quarto, pensativo. Devia se dirigir à sede de sua equipe e interrogar seu vice-capitão com toda urgência, pois o que havia constatado, junto aos empregados da mansão, fora inexplicável.

Aconteceu que assim que chegou em casa - e já estranhando a movimentação quase nula ali, sendo que, ao sair atrás de Rukia, havia deixado certo alvoroço na mansão -, ele se deparou com um único empregado, o qual ficou imensamente surpreso em vê-lo. Seus trajes desalinhados tiveram uma parcela nisso, no entanto, a justificativa do moço foi não ter visto quando ele teria saído. A exaustão e o estado abalado em que se achava, fizeram com que simplesmente ignorasse o empregado e seguisse em direção a seu quarto.

Caminhando pelo corredor, porém, Byakuya reparou na porta entreaberta de um quarto e, instintivamente, se desviou para lá. Ainda à porta, viu que era o quarto em que Rukia estivera hospedada naquele dia; e tudo estava exatamente do mesmo modo que ele se lembrava - quando chegara ali e descobrira que ela havia fugido. Ia saindo, porém uma das governantas o surpreendeu ali. Assim como o outro empregado, ela estranhou sua presença e notando o quarto perguntou, com nítido assombro, se ele o estava usando. Antes que ele respondesse, correndo as vistas pelo interior e reparando num kimono feminino pendurado no ornado biombo, a mulher acabou questionando quem estava hospedado ali. Com isso, ele percebeu que havia algo estranho acontecendo.

Apesar do horário avançado, tratou então de chamar os outros empregados e logo constatou que todos agiam da mesma forma, ou melhor, todos ignoravam a estada de Rukia na mansão, e não apenas a estada dela como toda a questão do suposto noivado. Nenhum deles sabia explicar porque o tal quarto - que julgavam estar vazio e fora de uso - estava arrumado como se alguém estivesse hospedado lá.

Naturalmente, o fato lhe trouxe o alento de que, talvez, todo aquele horror que se desenrolara no casebre de ferramentas houvesse sido apenas um nefasto pesadelo, mas, bem depressa, sua razão o advertiu que se iludia pensando assim. Claro, a lembrança de Ichigo levando Rukia do casebre estava bem vívida em sua memória; e o quarto arrumado constituía uma evidência irrefutável. Contudo, o fato de não precisar se explicar aos subordinados o deixou minimamente aliviado e foi, talvez, a razão de ele ter conseguido dormir por algumas poucas horas.

Mas, uma vez desperto, passara o resto da noite em claro, ora se torturando com as lembranças, ora tentando colocar as peças daquele quebra-cabeças no lugar. E, dentre as tantas coisas em que pensara, a que ainda estava a latejar em seu raciocínio, naquele momento, era quanto a nobre dos Shihouin, que, durante o tempo daquela loucura, alegava ser a mentora de Rukia. Seria ela apenas uma vítima ou deveria ser tomada como uma suspeita?

Inspirou fundo, não adiantava continuar ali entre aquelas quatro paredes, não seria assim que encontraria as respostas para aquelas perguntas. Então ele se foi e, tão logo deixou seu aposento, se deparou com seu conselheiro, o velho Mitsunori.

– Ah, bom dia, meu ilustríssimo senhor Kuchiki! Que bom que ainda o encontrei por aqui...

– Senhor Mitsunori, o que faz aqui? - retrucou visivelmente espantado.

– Achei por bem, meu senhor, vir pessoalmente lhe comunicar que o presente que o senhor solicitou que fosse enviado à nobre da família Shihouin, já foi providenciado e será entregue hoje mesmo.

Sem nada entender, Byakuya apenas encarou o velho, mas para evitar prolongar a conversa, optou por uma resposta evasiva:

– Muito bem, senhor Mitsunori. Conversaremos melhor quando eu voltar. Tenha um bom dia.

– Como quiser, meu senhor. E que o senhor tenha um bom dia também.

Conforme se afastava do ancião, revirava a memória tentando entender o que se passava. Ficou tão intrigado que desistiu de se alimentar; e também não tinha o menor apetite. Assim, resolveu seguir direto para a sede de sua equipe.

Passando pelo quarto em que o altar fúnebre de Hisana se encontrava, desviou o rosto e fechou momentaneamente os olhos, incapaz de fitar o olhar dela naquele porta-retrato. Saindo da mansão, protegeu os olhos com as mãos do sol forte e rumou à área da Equipe Seis com passadas firmes e apressadas.

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Yoruichi apertou a têmpora e gemeu baixinho, evidenciando a dor de cabeça que sentia. Estava deitada em um futon, com a cabeça em um travesseiro estreito e um acolchoado sobre o corpo. Kisuke se achava ajoelhado a seu lado e há algum tempo a inteirava da situação.

– Mas que confusão, Kisuke... - comentou com voz cansada.

– Sim, minha cara. Uma grande confusão. Mas, resumindo, é isso, de alguma maneira, essa sua prima de nome Suzumi alterou tudo que se sabia sobre a irmã de criação do capitão Kuchiki e armou uma situação muito dramática entre eles.

– OK, já me lembrei dessa investigação, Kisuke. A Soifon estava me ajudando, não é? Foi, nós duas revistamos uma casa, eu encontrei algumas pistas... seguimos a um armazém e nos deparamos mesmo com uma mulher. Mas, posso te garantir, não era a Suzumi, ao menos não a Suzumi Shihouin minha prima. Era uma mulher totalmente diferente, loira, de cabelos curtos e olhos negros. Ela é uma nobre também, da família Shihouin, mas seu nome é Haruka.

– Isso é muito estranho. Por que essa mudança nos nomes agora? Além dessa mulher, tinha mais alguma coisa nesse armazém?

– Bem, tinha um hollow e parece que ele é a peça chave no esquema, mas quanto a isso estou um pouco incerta agora.

O loiro assentiu com um menear de cabeça e um olhar gentil.

– Embora esteja livre da hipnose, é natural que esteja se sentindo desorientada. Descanse um pouco mais, sim, enquanto isso eu vou reunir e reorganizar os dados de que dispomos. Isso vai ajudá-la a se inteirar melhor.

– Faça isso. Também seria bom chamarmos a Soifon aqui.

– Certo. Vou providenciar isso também.

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Ao chegar à sede da Equipe Seis, Byakuya reparou que tudo ali parecia estar na mais corriqueira normalidade. Seus subalternos não pareciam surpresos com sua presença, nem faziam qualquer alusão a seu retorno depois de tantos dias de ausência. Estranhou o fato, mas depois do ocorrido na mansão, já esperava por algo assim. Chegando a seu gabinete, tão logo se acomodou, seu quarto posto adentrou o local. Ficou descontente com isso, pois era Renji quem queria ver.

– Bom dia, capitão Kuchiki... - saudava o jovem, porém Byakuya entrecortou:

– Onde está o vice-capitão?

Possivelmente confuso com a pergunta, o moço demorou uns instantes para responder:

– O vice-capitão Abarai saiu ontem em missão com nosso terceiro posto, capitão Kuchiki.

Foi a vez de Byakuya demonstrar confusão.

– Missão? - ele retrucou involuntariamente.

– Sim, capitão. Eles devem retornar dentro de uma semana.

De cenho franzido, o nobre se manteve em silêncio, tentando interpretar o dado, mas logo foi interrompido pelo jovem:

– Capitão Kuchiki, tem uma pessoa aqui aguardando para falar com o senhor.

– Quem?

– É a quarto posto (*) da Equipe Treze, a senhorita Kiyone Kotetsu.

Sendo alguém da equipe de Rukia, de imediato, ele imaginou que vinha lhe trazer notícias, por isso respondeu com certa rispidez:

– Faça-a entrar imediatamente.

– Sim, senhor!

Pouco depois, a visitante adentrou a sala, exibindo um semblante acuado.

– Bom dia, capitão Kuchiki.

– Bom dia, senhorita Kotetsu. O que a traz aqui?

Num tom um tanto gaguejante a jovem respondeu:

– Capitão Kuchiki eu vim aqui perguntar se o senhor sabe da senhorita Kuchiki?

Ele se espantou, esperava receber notícias, não ter que fornecê-las.

– Como assim, senhorita Kotetsu?

– É que ela comentou por alto comigo, ontem, que ia fazer uma visita ao senhor, só que até agora ela não voltou. E nem dormiu na sede.

"Ontem"? Byakuya repetiu a si mentalmente. Forçando um tanto a memória, ele se lembrou daquela manhã em que tomava seu desjejum com Rukia. Após uma noite em reflexão e com esse novo dado, acabou por chegar a uma conclusão, porém não pôde pensar quase a respeito, pois, ante seu prolongado silêncio, a moça indagou:

– O senhor sabe de alguma coisa, capitão Kuchiki? Claro que não quero alarmá-lo. Não deve ser nada sério - desembestou a jovem – mas, o senhor sabe, a senhorita é a terceiro posto agora e, portanto, a primeira em comando depois do capitão Ukitake. É muito raro ela passar a noite fora...

Fazendo um gesto, como quem pedisse a palavra, ele respondeu:

– Bom, é fato que Rukia veio me visitar, mas eu não sabia que não tinha voltado à sede.

Afoita, a jovem se ergueu de súbito e declarou alto:

– Pois então eu vou continuar procurando por ela!

– Espere - rebateu o nobre, tão autoritário que fez a moça se sentar novamente.

– Senhor?

– Deixe o caso comigo, senhorita Kotetsu. Eu tenho um palpite de onde ela possa estar. Você pode voltar a seu posto.

– O senhor mesmo vai... - dizia ela em tom hesitante, mas ele a cortou.

– Sim, vou cuidar disso pessoalmente, fique tranquila. E caso o capitão Ukitake questione alguma coisa, diga-lhe que, até o final do dia, ele terá notícias de Rukia.

– Sim, senhor!

Tão logo Kiyone o deixou, sentindo-se sufocado, Byakuya escancarou a janela da sala e veio se sentar no parapeito da mesma. A situação era mais estranha do que imaginava. Tudo levava a crer que o tempo houvesse retrocedido, mas claro que isso era impossível.

Recordando então da evidência do quarto na mansão, pensou que talvez encontrasse outras provas do ocorrido na sala de Renji. Sem demora, rumou para lá. Já na sala do vice-capitão, não precisou vasculhar muito para, de fato, encontrar indícios das pesquisas feitas por Renji em busca de informações sobre Ichigo Kurosaki.

– Como imaginei... o quarto posto apenas acha que Renji está em missão porque não se lembra que isso foi há dias atrás, exatamente como os empregados da mansão. Mas onde Renji está afinal? E do que ele se lembra?

Um tanto apreensivo, decidiu que o primeiro passo seria encontrar Renji e depois descobrir se Ichigo e Rukia teriam permanecido na Soul Society ou partido ao Mundo Real; ao menos já sabia que não estavam na Equipe Treze.

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Sentado à cadeira, ao lado do leito de Rukia, Ichigo escutava o relato dela sobre as coisas que teriam acontecido antes deles dois se reencontrarem. Achavam-se ainda naquele quarto restrito, na Equipe Quatro.

– ...então quando eu estava voltando pra minha equipe, vi um vulto e depois tudo ficou preto. Depois disso, o absurdo começa... e me vejo vivendo uma outra vida, na qual não sou shinigami, mas afilhada de uma nobre da família Shihouin.

– E o nome dessa nobre é Haruka, certo?

– Isso mesmo. O meu irmão foi nos visitar - eu não lembrava que ele era meu irmão - no meio da visita, eu desmaiei e por causa disso ele quis me levar para ser examinada na Equipe Quatro - ela engoliu em seco. – E a coisa fica mais absurda quando começamos a nos envolver... Ele me pediu em casamento, eu aceitei e, no dia da oficialização do noivado, Haruka me contou que ele era um assassino - balançando a cabeça em negativa, ela acrescentou num tom mais baixo –, que fora ele quem tinha matado a própria esposa - depois de uma demorada pausa, ela prosseguiu: – Então Haruka me mandou fugir e aqueles ninjas me perseguiram, daí você apareceu e me salvou...

– Sim, daí pra frente já sei como continua. Estávamos nos escondendo no Mundo Real, mas Byakuya nos achou e levou você. Demorei pra te achar e quando achei, já era tarde...

Rukia baixou a fronte.

– É tão estranho, Ichigo... se você não estivesse aqui me confirmando, eu poderia jurar que tudo não passou de um sonho horrível.

– Quem dera...?

Silenciaram um tempo.

– Acho que o melhor - recomeçou o rapaz – vai ser a gente falar com o Urahara. A Yoruichi também estava investigando o caso.

A pequena assentiu. Sentia-se mais animada, além de revigorada por conta da medicação e da boa noite de sono. Todavia, sua mente estava em cacos e, se pensava no ocorrido no casebre, sentia-se totalmente vulnerável e impotente.

– Vamos, sai dessa cama - chamou Ichigo, estendendo a mão a ela. – Não vai adiantar ficar aqui o dia inteiro.

Surpresa com o fato de ele ter parecido ler sua mente, ela concordou e apoiou a mão na dele, e, nesse exato instante, os dois ouviram uma voz grave e bem conhecida dizer:

– Kurosaki, Rukia... temos que conversar.

Rukia estremeceu da cabeça aos pés. Era Byakuya, ele acabara de entrar pela janela. Com os olhos muito arregalados, ela o encarou. Ichigo também o olhava, boquiaberto. Rukia reparou que ele não usava a capa de capitão. Seu timbre fora o costumeiro, mas ela não precisou encará-lo muito para perceber a aflição quase palpável nos olhos claros dele, marcados por olheiras escuras.

– Com certeza - interpôs Ichigo, desvencilhando a mão da de Rukia e dando um passo à frente – temos mesmo.

A vontade de Rukia foi sumir dali. Não estava preparada para vê-lo, não ainda. A pouca disposição que a tinha envolvido evaporou como um pingo d'água num chão escaldante. Esforçou-se para não chorar - preferia a morte a chorar na frente dele -, mas o esforço foi tão atroz que chegou a lhe causar uma vertigem, por isso se manteve quieta e de cabeça baixa. Ichigo foi quem falou então:

– Eu e Rukia pensávamos em ir agora mesmo ao Mundo Real. Urahara e Yoruichi estão a par de todo o caso.

– Antes de irem... deixe-me lhes dar uma informação.

Mesmo tendo ficado curiosa, Rukia sentiu que sua cabeça pesava demais para erguê-la.

– Ninguém além de nós três - começou Byakuya –, aqui na Soul Society, parece se recordar daquilo que aconteceu nas últimas semanas. Todos ignoram nosso suposto... noivado, Rukia, e que estivemos no Mundo Real. Renji não se lembra de ter lutado contra você, Kurosaki, enfim... nada do que aconteceu, desde que eu e Rukia passamos a ignorar nosso parentesco, parece ter sido computado pelos que convivem conosco.

Então sim, ela ergueu a cabeça, um rastro de surpresa na face pálida.

– Menos mal - foi a resposta objetiva de Ichigo.

– Sim - retrucou o nobre –, mas não muda o fato de que aconteceu, disso nenhum de nós tem dúvidas.

A revelação não foi uma surpresa de todo para Rukia, pois fora praticamente a mesma conclusão que ela chegara quando conversara com Isane, poucos minutos atrás, e essa comentara que não a via há meses - afinal, isso não batia com o fato da pequena ter estado ali há algumas semanas, na ocasião em que foi examinada pela própria Isane. Apesar da relevância do dado, logo Rukia só conseguia pensar que não queria estar perto de Byakuya. Nem encará-lo, nem ouvir a voz dele. Sentia-se inexoravelmente dominada pelo ultraje e pela repulsa e, em função disso, sua musculatura ficou tão rígida que chegava a doer, ademais cerrava os punhos e os dentes.

Uma raiva irracional misturada a um medo indizível a cerceava. Estando cara a cara com ele, não foi nada simples considerá-lo como uma vítima também, nem se culpar pela própria fraqueza - como fizera poucas horas atrás, defendendo piedosamente Byakuya na frente de Ichigo. Para seu tormento, e mesmo se odiando com o fato, não conseguia parar de sentir raiva do irmão. Raiva e medo, ao mesmo tempo. Por isso, ao vê-lo se aproximando, ela se desesperou e estremeceu, porém, ele fez algo bem inesperado: se ajoelhou a sua frente.

– Rukia - começou ele, num tom brando –, espero que se lembre que jurei, pela minha honra e meu orgulho, que irei encontrar o responsável por todo esse mal e que não descansarei enquanto sua honra não for lavada. E é por essa razão que ouso lhe pedir que deixe tudo por minha conta.

– Sem essa, Byakuya! - intrometeu-se Ichigo. – Queremos arrebentar a cara desse miserável tanto quanto você.

O nobre não retrucou ao rapaz e, sentindo o olhar interrogativo dele em sua direção, Rukia só conseguiu desviar o rosto em resposta.

– Compreendo - disse Byakuya –, vejo que não posso impedi-la de buscar suas próprias respostas.

Os três se mantiveram em silêncio por um tempo, então Byakuya tornou a se dirigir a pequena:

– Só há mais uma coisa que eu gostaria de lhe dizer, Rukia - ele não ousou encará-la. – Sei que não sou digno de seu perdão e nem o busco, mas não duvide que lavarei sua honra custe o que custar.

Ela se sobressaltou ao ouvir aquilo e uma ardência terrível tomou seus olhos graúdos, então soltou um espasmo involuntário; o choro heroicamente contido ameaçava irromper. Tendo ficado profundamente comovida com o fato de ele se julgar além de seu perdão, ela se odiou por não encontrar forças para contradizê-lo.

– Muito bem, não irei mais incomodá-los com minha presença. Já disse tudo que tinha para dizer - e levantando-se, deu as costas aos dois.

Rukia estendeu a mão na direção dele, mas logo esse gesto se desfez. Byakuya se foi, e quando ele já estava muito longe - devido ao shunpo que usara - ela conseguiu sussurrar duas míseras palavras:

– Meu irmão...

Antes que ela pensasse em buscar os braços de Ichigo, ele veio até ela e a envolveu pelos ombros carinhosamente. Desolada, Rukia comprimiu a face contra o peito dele.

– Não precisa se conter - disse ele. – Chora...

E foi exatamente o que ela fez. Deveras tanto eles dois, quanto o jovem líder Kuchiki, se achavam numa situação horrível e a busca desses três por respostas estava apenas começando.

Continua...

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Nota (*): Conforme o capítulo 1, Rukia passara ao cargo de terceiro posto de sua equipe.

A ficwriter que faz aniversário e são seus leitores que ganham presente! Caraca, depois de quase 90 dias enfim uma atualização! Mas, agora é sério pessoal, pretendo me dedicar especialmente ao término de "Escondida no coração ". Os próximos capítulos já estão esboçados e pretendo postar um por semana, toda sexta-feira. Então, espero vocês, hein!

E aí? Gostaram desse capítulo? E do momento sou lindo, gostoso e azarado do Byakuya? E do nome falso da Suzumi? Ela não deu o ar da graça neste, mas não se preocupem, a hora dela está chegando...

Agradeço muito a todos que tem acompanhado até aqui! Tudo de bom, galera! Até, até...

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