Escondida no coração

Por Amanda Catarina

BLEACH e personagens pertencem a Tite Kubo.

Capítulo 23

Aguardando pela chegada da capitã da Equipe Dois, Kisuke e Yoruichi se achavam na sala principal da residência; ele sentado à mesa baixa, no centro do cômodo, ela, em pé e de braços cruzados, escorada no batente da porta de correr. Além de Soifon, esperavam também por Ichigo e Rukia - pouco antes de Kisuke ter solicitado a presença de Soifon, Ichigo o contatara, então ele o orientou que viessem todos juntos.

Kisuke estava compenetrado nos muitos papéis referentes à investigação espalhados ali sobre a mesa; queria muito desvendar aquele caso. Já tinha algumas hipóteses formuladas, porém nenhuma suficientemente conclusiva. Estava bem próximo da verdade, mas apenas interrogando os demais conseguiria preencher as lacunas que restavam. Desviando momentaneamente os olhos cinzentos dos papéis, ele fitou a morena e sorriu ante a expressão introspectiva dela, admirando-a em sua quietude.

– Fazia tempo que não trabalhávamos tanto numa investigação, não é mesmo, minha cara?

– É verdade... - respondeu sem olhá-lo.

Ele continuou a contemplá-la até que acabou atraindo a atenção dela com isso.

– Que foi? - estranhou ela.

Por alguma razão, ele se sentiu como alguém pego fazendo algo indevido, enrubesceu, mas escondeu esse acanhamento baixando mais o chapéu.

– Nada - respondeu, sem graça.

Antes que a morena pudesse cobrar uma justificativa mais convincente, o jovem Jinta entrou na sala na intenção de avisar que os esperados tinham chegado, porém nem foi preciso: adentrando o local na sombra do garoto, Soifon já foi se anunciando:

– Boa tarde, minha senhora Yoruichi. Vim o mais rápido que pude.

Logo atrás dela Ichigo acenou aos dois e a saudação de Rukia foi um menear de cabeça.

– Ah, sejam todos bem vindos! - Kisuke os saudou na típica cordialidade, ao mesmo tempo em que Yoruichi tomava um lugar à mesa. – Sintam-se a vontade! Aceitam um chá?

– Sem rodeios, Kisuke Urahara - rateou Soifon. – Do que se trata?

– Estamos bem, Urahara - apaziguou Ichigo.

Pigarreando levemente, o loiro retomou:

– Bom, antes de mais nada, capitã Soifon, eu preciso que venha comigo.

– Como assim? - devolveu mal-humorada.

Ante a expressão desconfiada dela, Yoruichi achou por bem intervir:

– Não tenha medo, Soifon. Isso será necessário, pois você está sob efeito de uma hipnose. Kisuke irá lhe injetar uma substância que vai restaurar a área manipulada de sua mente. Dentro de umas duas horas, você estará recuperada e então daremos prosseguimento às coisas.

Claro que tão pouco não foi suficiente para convencer Soifon e só bem depois ela concordou. Enquanto ela era submetida a um tratamento similar ao que Yoruichi o fora no dia anterior, esta fez companhia a Ichigo e Rukia e lhes adiantou algumas informações sobre a investigação. Assim, um belo crepúsculo se via pela janela, quando todo o grupo de shinigami se reuniu novamente; e Kisuke era quem tinha a palavra. Diante de quatro expressões muito atentas, ele esboçava os principais tópicos de suas conclusões num quadro-branco:

– Como podem ver, assim tudo se encaixa e obtemos o "quem?", o "por quê?" e o "como?". A causadora de tudo então foi a nobre Suzumi Shihouin. O motivo, a recusa do capitão Kuchiki em casar-se com ela. E o modo, através de um hollow que se achava aprisionado por ela não se sabe há quanto tempo. Foi a própria Suzumi quem confessou tudo isso a Yoruichi e a capitã Soifon, quando foi pega em flagrante por elas, mas conseguiu escapar, hipnotizando-as.

Após uma breve pausa, ele continuou:

– Felizmente, não foi uma hipnose muito profunda. E esse foi o detalhe que nos permitiu chegar até aqui. Uma vez livres da hipnose, Yoruichi e a capitã Soifon puderam se lembrar de tudo que descobriram. Temos até, com base na descrição delas, como preparar um retrato do hollow.

– Ok, Kisuke... - interpôs a morena – Agora só falta você explicar porque ao invés da imagem da Suzumi é a dessa Haruka que todos nós temos na cabeça.

– Na verdade, eu nem cheguei a vê-la - comentou Ichigo – só sabia seu nome.

Assentindo ao rapaz, o loiro respondeu:

– Bem, meus caros, embora o que irei dizer agora seja apenas uma dedução, as evidências apontam nesse sentido. A própria Suzumi disse que usou o hollow para, nas palavras dela, "reescrever a história de Rukia Kuchiki", e depois, mandou esse ser fazer o mesmo com a história dela própria. Então o que temos agora não é uma situação similar? Aquilo que se sabia sobre Suzumi Shihouin foi alterado, ou reescrito, de modo que quem ocupa o lugar dela agora é essa tal de Haruka.

– Entendi... - disse Yoruichi. – E, se você estiver certo, essa tal de Haruka talvez nem exista.

– Sim, minha cara, essa é uma possibilidade.

– Haruka Shihouin existe sim, senhora Yoruichi! Eu me lembro bem dela - decretou a capitã.

– Eu também, Soifon, mas isso pode ter sido colocado na nossa cabeça pelo poder do hollow.

– Exato - emendou Kisuke –, e é justamente isso que tornará difícil provar que Suzumi é a verdadeira culpada. Afinal, todos na Soul Society irão continuar acreditando na existência dessa Haruka enquanto o processo não for revertido, exatamente como acreditaram que Rukia não era uma shinigami.

– Mas por que eu fui afetado dessa vez, Urahara? - questionou Ichigo.

– Eu penso que foi porque você estava na Soul Society, Kurosaki. O raio de abrangência do poder desse hollow deve se limitar à Soul Society. Afinal, isso explicaria porque Yoruichi foi parcialmente afetada da outra vez, já que ela estava na transição entre os mundos.

Um tanto perdida com a imensa quantidade de informações, Rukia se manteve a maior parte do tempo em silêncio, porém muito atenta.

– Mas seja como for - começou Soifon –, a honra da família Shihouin está em jogo. O que devemos fazer, minha senhora Yoruichi?

Após ponderar um pouco, Yoruichi respondeu:

– A situação é muito delicada. O que descobrimos são coisas que devem ser mantidas no maior sigilo possível, do contrário será terrível para a família Kuchiki e para o próprio Byakuya - ao dizer isso, ela lançou um olhar piedoso à Rukia, que se retraiu um pouco. – Eu sugiro o seguinte: vamos nos ater na questão do hollow e sob essa suspeita solicitar que seja expedido um mandato de vigilância aos nobres da família Shihouin.

– Isso será impossível, senhora Yoruichi! - exasperou-se a capitã.

– Calma, Soifon, essa será a justificativa que apresentaremos a Suzumi. Não vamos constranger qualquer outro nobre, quando muito a tal Haruka, se ela realmente existir. Bom, terei que falar com o capitão comandante e ele, provavelmente, vai me mandar até os velhos da Sala 46. Tudo isso vai levar algum tempo.

– E como podemos ajudar, senhorita Yoruichi? - perguntou Ichigo.

– Alguém precisa ficar na espreita de Suzumi, enquanto não consigo esse intimato.

– Deixe isso comigo, senhora Yoruichi - adiantou-se a capitã.

– Não, Soifon, tenho outra coisa em mente pra você. Quero que encontre Byakuya e que o coloque a par de toda a situação, ele precisa saber. Mas depois que você contar tudo a ele, tem que dar um jeito de impedir que ele vá atrás de Suzumi. Você sabe, ele tem fama de ser meio impaciente, e não podemos arriscar que ele coloque tudo a perder agora. Enquanto as coisas não voltarem ao normal, Suzumi está acima de qualquer suspeita.

– Sim, senhora! Não falharei!

– Mas e quanto ao hollow? - Rukia finalmente se manifestou.

– Bem lembrado, senhorita Kuchiki - rebateu Kisuke e, após uns instantes de reflexão, emendou: – Bom, se o hollow estava sendo mantido num cativeiro antes, podemos supor que tenha sido transferido a outro.

– Mas quem teria feito isso? - contestou Yoruichi. – Você acha que Suzumi tem algum cúmplice?

– Não, eu arisco dizer que a própria Suzumi pode ter feito isso.

– Mas como? Ela também não foi afetada pelo poder do hollow?

– Sim, essa é uma inferência válida, minha cara, mas, não sabemos até que ponto isso se deu. Sem sombra de dúvidas, o hollow é a peça chave de todo o caso.

– Se é assim - começou Soifon –, depois que eu falar com o capitão Kuchiki, seguirei a procura do hollow.

– Boa ideia, Soifon! - exclamou Yoruichi, claramente satisfeita.

Apenas a visão muito perspicaz de Kisuke pôde captar a ligeira curva de sorriso que se insinuou nos lábios da capitã, em face ao entusiasmo da morena; se ele não compreendesse que estes pequenos gestos só corroboravam a extrema lealdade que Soifon mantinha por Yoruichi, até sentiria ciúmes.

– Então eu já vou - anunciou Soifon e se levantou. E, antes de deixar a sala, lançou um "boa sorte a todos" por sobre o ombro.

Pouco depois da capitã ter partido, Yoruichi se voltou à pequena Kuchiki:

– Rukia... você passou um inferno esses dias, não foi? Imagino o quanto deve estar aflita para que a culpada seja pega, mas, entenda, estamos bem encaminhados agora. Como já escureceu, não vai adiantar voltarmos à Soul Society hoje. Então por que não passa essa noite na casa do Ichigo?

Visivelmente surpresa com a sugestão, Rukia meneou a cabeça e disse:

– Se a senhora acha melhor, tudo bem.

– Sim, eu acho. Como iremos nos separar, preciso deixar algumas informações sobre a Suzumi com vocês; coisas como a localização exata de sua casa e, se possível, alguma foto dela. Vou aproveitar esse tempo para fazer isso. Certo?

Tanto Ichigo, como Rukia assentiram com a cabeça e a pequena acrescentou:

– Eu te agradeço muito pela ajuda, senhora Yoruichi.

Um sorriso sincero foi toda a resposta da morena.

– Então, quer que eu busque a sua gigai, senhorita Kuchiki?

– Não, não será necessário, Urahara. Se já vamos amanhã, posso passar a noite no corpo espiritual mesmo.

– Ah, Rukia - rateou Ichigo. – Você sabe como a Yuzu é. Estando lá em casa, ela vai ficar chateada se você não comer a comida dela.

A pequena pareceu ficar tão desconcertada com o comentário que demorou a dar resposta.

– Não precisamos perder tempo com isso, Ichigo.

– Não é contratempo algum, senhorita Kuchiki. Nós recuperamos aquela excelente gigai que eu lhe preparei quando esteve aqui há alguns dias. Está lembrada?

– Então vamos usá-la, Urahara - adiantou-se Ichigo.

Dando de ombros, Rukia não contestou. Depois disso, Kisuke fez mais algumas recomendações aos dois e, logo em seguida, eles partiram também.

Então quando Urahara e Yoruichi ficaram a sós, o loiro comentou:

– Posso lhe oferecer um chá, minha cara?

– É, vai ser bom. Temos uma longa noite pela frente.

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Sob a luz artificial das luminárias dos postes urbanos, Ichigo e Rukia caminhavam vagarosos pela larga calçada que conduzia à residência da família Kurosaki.

– Você tão quieta... Não queria ter vindo?

– Não é isso! - ela exclamou alto e emendou mais contida: – Desculpa, eu só estava... pensando nas coisas.

– Sei...

Notando descrença no tom dele, ela explicou:

– É que eu ainda não consigo conceber como essa mulher foi chegar num ponto desses só por ter sido rejeitada.

– Que é difícil de acreditar, é. Mas não se ouve falar de gente que faz tanta loucura em nome do amor? Em todas as épocas, em qualquer que seja o mundo...

– Amor? Isso está mais pra obsessão.

– Com certeza...

Parando de repente, ele se virou a ela.

– Então já voltou a ficar preocupada com seu irmão...

Rukia foi pega de surpresa com o comentário.

– É... acho que depois de saber da história toda, minha mente transcendeu aquele medo sem sentido que eu estava sentindo dele. Mas, ainda é horrível... lembrar daquilo.

– Claro que deve ser. E por isso mesmo, não se sinta mal por se sentir assim.

Ela sorriu levemente em resposta.

Chegando à casa, os dois foram recebidos pela família Kurosaki com espanto, mas satisfação também. Ichigo se apressou em dissipar o alvoroço e pediu que deixassem Rukia descansar, comentando por alto que a crise que enfrentavam era séria e que ambos estavam exaustos - ele muito mais que ela, na verdade. Como de costume, Yuzu não sossegou enquanto não cozinhou algo para Rukia. Isshin preferiu agir como um pateta, mas, certamente, devia estar à par do problema, por intermédio de Urahara. Karin se prontificou em arrumar seu quarto para a hóspede, mas Ichigo interveio dizendo que Rukia ficaria no quarto dele e ele dormiria na sala, e assim foi.

Por estar tão cansado, Ichigo logo se rendeu ao sono, Rukia, porém, passou mais de uma hora em claro, então acabou indo até ele. Sentindo a presença dela, um tanto surpreso, ele acordou e a encontrou sentada no chão, com as costas apoiadas no sofá, abraçando os próprios joelhos.

– Ei - disse ele –, há quanto tempo cê aí? Por que não me chamou?

– Não tive coragem, você estava dormindo tão tranquilo - respondeu baixo.

– Boba... - passando displicentemente a mão pelo alto da cabeça dela, ele chamou: – Vem cá.

Inerte, Rukia continuou no mesmo lugar. Ichigo afastou os cobertores e insistiu:

– Vem...

Um tanto acanhada, ela se levantou morosamente. Cabisbaixa e evitando encará-lo nos olhos, se embrenhou sob os acolchoados e repousou o corpo sobre o corpo dele, deitando a cabeça na robustez do peito forte. Ichigo vestia uma calça de moletom e uma regata.

Deslizando momentaneamente as mãos pelos ombros dela, por cima do pijama, e notando uma folga muito grande no tecido, ele comentou do modo mais casual que pôde - visto que a largueza da veste o permitiu vislumbrar a pele clara dela e isso, naturalmente, agitou seus hormônios:

– Você encolheu?

Ela suspirou antes de responder:

– Eu continuo do mesmo tamanho, mas suas irmãs estão crescendo. Yuzu falou que tinha reservado um pijama menor pra mim, mas como fazia muito tempo que eu não vinha aqui, ela insistiu que não podia me deixar usá-lo antes de lavar, então eu pedi pra ela me emprestar um de seus novos mesmo.

Dentro de um riso matreiro e afagando os cabelos negros dela, ele provocou:

– Nanica...

Rukia apenas riu levemente.

– Só você pra me fazer rir num momento desses.

– Naniquinha, mas mesmo assim linda.

Beijando o alto da cabeça dela, ele falou pela última vez naquela madrugada:

– Eu te amo...

A surpresa fez com que Rukia ficasse estática por um tempo e quando enfim ergueu o rosto, constatou que o jovem havia adormecido novamente. Sorriu enlevada e se ajeitando melhor entre os braços dele, aquietou-se até conseguir pegar no sono também, pouco tempo depois.

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– Finalmente o encontrei, capitão Kuchiki - Soifon exclamou alto, obtendo, logo em seguida, a atenção do nobre.

– O que quer comigo, capitã Soifon? - ele retrucou com nítido estranhamento.

Fitando momentaneamente o sol pálido no meio de um céu alaranjado de um tímido alvorecer, encarando fixamente o altivo homem a sua frente, ela respondeu num só fôlego:

– Sei de todo o ocorrido e trago informações do vosso interesse.

Byakuya mirou-a demoradamente, como quem meditasse muito bem em cada uma daquelas palavras, então, num tom tão objetivo quanto o dela havia sido, ele exigiu:

– Pois então comece a falar.

Surpresa e até levemente admirada com a resposta, Soifon assentiu com a cabeça.

– Antes disso, diga-me, o senhor se encaminhava a algum lugar em especial?

– Não responderei essa pergunta antes de ouvi-la.

Ela estreitou os olhos. Objetivo e prudente, deveras ele estava a surpreendê-la. Pensou se devia convidá-lo a algum lugar mais reservado, mas logo abandonou a ideia, então começou com o que julgava ser o mais importante.

– O nome da pessoa que lhe causou tantos infortúnios é Suzumi Shihouin.

A primeira reação dele foi um leve vidrar de olhos e, logo após, contestou:

– Só pode estar enganada. Suzumi é uma pessoa inofensiva; se estou bem lembrado, uma das poucas que jamais se interessou pela carreira de shinigami na família Shihouin. Vejo que não está tão bem informada quanto tentou me fazer acreditar, capitã.

– Responda-me, capitão Kuchiki, que interesse eu poderia ter em vir aqui lhe contar mentiras? - rebateu ácida. – Escute tudo o que tenho a dizer primeiro e depois tire suas deduções.

Ela sustentou o olhar claramente feroz dele, imaginando consigo que ele conseguia intimidar pessoas comuns com aquilo facilmente, mas com ela seria diferente. Manter-se em silêncio foi a sinalização dele para que ela continuasse, então Soifon começou seu relato. Foi imparcial tal qual um perito e muito sucinta, contando tudo que Yoruichi e Urahara haviam descoberto com absoluta exatidão.

Tendo terminado o relato, apenas encarava o nobre. Pensava que ele devia estar transtornado, contudo, a única evidência que percebia de alguma perturbação era ele ter um dos punhos cerrados. Novamente, ela o admirou. Como ele nada dissesse, ela retomou:

– Temos a nosso favor que podemos agir livremente, uma vez que ninguém desconfia do que aconteceu e nem a própria infeliz deve imaginar que alguém poderá incriminá-la.

– Como assim "temos"? - ele contestou, friamente. – Por que age como se isso fosse um problema seu? Este é um fardo que só compete aos Kuchiki carregar.

A amargura que ela sentiu fluir nas palavras dele fez com que se mantivesse em silêncio um tempo. Teve com isso um vislumbre do quanto a situação era terrível para ele. Sim, para um homem de sua estirpe, ter a honra violada da forma que a dele havia sido, devia ser uma afronta inúmeras vezes pior que a morte.

– Desculpe minha impertinência... - disse ela, num tom baixo e brando.

Indiferente, Byakuya deu-lhe as costas.

– Um hollow desse nível não pode ser tão difícil de rastrear - ele comentou como quem falasse sozinho, porém foi alto o bastante para ela ouvir.

– O senhor pretende procurar o hollow? - ele não confirmou, mas era evidente que sim. – Espere, capitão Kuchiki, deixe-me ajudá-lo. Na verdade, era precisamente isso que eu pensava em fazer agora.

– Eu já não falei que isso... - ele dizia, mas Soifon o interrompeu:

– Eu ouvi o que o senhor falou, mas tenho meus motivos também. A honra da família Shihouin está em jogo. Não posso ficar de braços cruzados num momento como esse!

O nobre continuou estacado lá, de costas para ela, por um tempo que lhe pareceu uma eternidade. Sentiu-se estúpida por ter cogitado que ele fosse concordar em trabalharem juntos, afinal no muito pouco que sabia sobre ele, o ser orgulhoso demais para aceitar ajuda era um item de destaque. Por isso, ficou tão desconcertada, quando o ouviu dizer, ainda que muito secamente:

– Apenas não me atrapalhe.

E Soifon teria ficado muito mais tempo estarrecida, se Byakuya não tivesse usado um shunpo e sumido dali, então ela se apressou a fazer o mesmo.

Continua...

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Conforme combinado, mais um capítulo na área! Não percam, no próximo capítulo: Byakuya e Soifon encontram Mudoh e o cerco fecha para Suzumi.

É isso aí, pessoal. Agradeço muito pelos comentários e espero que estejam gostando desses momentos finais! Mega mega abraço e até a semana que vem!