Música do capítulo (retirar os espaços):
* Chopin: N. º 4: Étude in C-sharp minor "Torrent": www. youtube. com/ watch? v=p0wMR1Qadpw
Cena Extra do Capítulo 12 – Por Todas as Minhas Culpas (Edward POV)
Tradutora: Shampoo-chan
"Eu vou descobrir uma maneira de protegê-la. Apenas saiba disso. Antes que você saiba tudo e nunca mais queira me ver novamente".
Ela se afasta, como a inocência deve se afastar do pecado.
Acostume-se, homem.
"Mesmo que seja ruim, eu prefiro saber." Ela sussurra, os olhos exigentes e mais que um pouco irritados. "Preciso de algo real, mesmo que eu odeie. Você me entendeu?"
Algo real.
"Bella, isto não é exatamente conhecimento banal." Eu digo, dando-lhe a última saída.
De alguma forma, ela está aqui, voluntariamente, no meu apartamento.
Olhando para tudo.
Mesmo que eu esteja aqui com a missão de quebrar o meu próprio coração, quero que ela goste de onde eu moro. Pergunto-me o que ela pensa sobre as minhas posses, o que elas dizem sobre mim. Será que ela pensa que eu sou interessante? Eu sou interessante?
Ela para perto do piano, e sorri, provavelmente sem perceber.
"Você gravou o meu presente aqui?" Ela pergunta, e isso me faz pensar em um tempo mais simples. Quando a beleza dela era um sonho gentil e sem esperança no fundo da imaginação, derramando pelo meu piano.
Ainda é um sonho impossível. Talvez eu possa ter uma última lembrança. Uma última chance para mostrar a ela como me sinto antes de contar o que eu sou.
Parece até a última refeição antes da execução, mas eu me sento ao piano enquanto ela ainda sorri, e derramo sobre as teclas tudo o que eu estou sentindo, no etude* apropriadamente chamado de Torrent. Arrependimento, frustração e mais arrependimento fluem através da música, e quando acaba, sinto-me quase pronto para enfrentar o pelotão de fuzilamento. Quase. Eu não sei como encará-la quando eu contar que eu já matei, que eu já menti.
*Etude: exercício musical.
Um cigarro e a venda para meus olhos, por favor.
Ela identifica corretamente a peça de Chopin num sussurro, e eu vejo compaixão misturada com determinação.
"Muito bom, Edward, mas nós viemos aqui para discutir o fato de você ser um-" Instintiva e gentilmente, cubro os lábios dela com as mãos.
Os olhos dela ficam arregalados. Não de medo, mas sim de surpresa.
"Não diga isso. Pode pensar o que quiser, mas não fale isso em voz alta." Se Aro chegar a tocá-la... talvez ela seja um silêncio para ele também. Mas se Aro me tocar... "Haverá consequências se você disser a palavra. Você pode preferir ter uma escolha neste caso".
"Eu escolho você revelar o que é e me contar tudo, então." Ela retruca. Touché.
"Por favor, me distraia, pelo menos até eu saber o que e como contar a você." Peço, freneticamente criando um jeito de debater em minha mente. "Há muitas verdades para contar que não arriscam a sua vida. No momento em que você conhecer metade delas, você provavelmente não vai querer ter nada comigo, muito menos arriscar a sua vida e carreira por causa dessa palavra em particular".
"Minha vida e carreira." O tom dela grita eu não sou idiota, imbecil.
"Por favor, confie em mim." Imploro.
"Sem mais mentiras".
Ok, eu realmente não menti, apenas evitei a verdade.
"Tecnicamente-"
"Se as próximas palavras da sua boca não forem 'eu era um idiota, e eu vou contar feliz da vida o que você quiser saber,' eu vou embora".
Raiva, enquanto não é maior, é uma reação muito melhor do que o medo e a dúvida. Raiva parece ser bom sinal por agora.
"Eu fui um idiota, concordo. Mas, Bella," tento me recompor, mas não consigo evitar o desespero na minha voz. "Eu juro, eu não quis dizer para você duvidar de si mesma dessa forma. Por favor, não vá embora".
"Eu não quero ir." Ela diz, e é dolorosamente doce de ouvir. "Mas por que eu deveria confiar em você depois das últimas semanas?"
Pois é, eu mereço essa.
"Eu não poderia contar a você, por inúmeras razões." Eu digo, lançando mão do meu discurso preparado. "Primeiro, você tem alguns planos que poderiam ser seriamente interrompidos por saber o que quer. Segundo, é uma infração enorme da única regra que realmente se faz cumprir. Alguma vez você já teve que manter algo em segredo?"
"Claro." Ela concorda e, de repente, pergunto-me sobre quem ela está falando. "Há... certas coisas que eu já devo ter ouvido por acidente, não por culpa da... pessoa, que, sem querer, deixou escapar. Conheço alguns segredos que não são meus para ficar espalhando por aí".
Maldito Jacob. Esses cachorros são os piores seres para guardar um segredo. Queria saber por que eles ainda insistem em tentar.
"Sim, exatamente. Não são seus para contar." Eu digo, banindo os pensamentos do cachorrinho dela da minha cabeça. "E se eu prometer não enganá-la de qualquer maneira, mas você tiver que soltá-la se eu deixar você saber se a informação for, por falta de uma palavra melhor, secreta?"
"O que aconteceria se alguém descobrir que eu sei?" Ela pergunta, a voz cheia de perguntas não-ditas.
"Nesse caso, muito provavelmente, você teria que, ou morrer, ou se tornar uma de nós." Eu tento não pensar em Bella como uma vampira.
Depois penso em Bella como uma vampira. Comigo, para sempre, como minha companheira. Casamento. Um plano começa a se formar na minha mente. Se ela me amar, e ela me escolher, mesmo sabendo de tudo-
"Ou poderíamos ir embora." Falo, antes de me impedir. "Teríamos que nos esconder, mas provavelmente poderíamos fugir com isso".
"Você quer dizer que, de acordo com as leis deles, eu tenho que tornar-me uma va-" Coloco minha mão sobre os lábios dela.
Sério, ela não está entendendo. Deus, eu quero beijá-la.
"Vamos, Bella." Eu digo, ignorando quão macios aqueles lábios são sob a minha mão, quão quentes seus ombros são sob meu braço. "Eu estou fazendo o possível aqui, e você não está facilitando as coisas".
"Por que dizer..." Ela fala até eu dar a ela meu olhar de advertência. "Por que dizer isso em voz alta seria um problema? Existe alguma forma para alguém além de nós saber sobre isso?"
"Eventualmente, sim".
Não posso falar a ela a respeito deles. Quase automaticamente agora, dou a ela o que sinto através das teclas do piano, e uma ideia que Chopin teve uma vez.
"Aqueles que cumprem essas coisas têm maneiras de descobrir. E eu tenho medo que se o Dr. George conseguir o que quer, você acabará praticamente sendo vizinha deles no ano que vem na Itália".
"Em Volterra?" Ela pergunta, evidentemente confusa. "Como você sabe sobre isso?"
"Eu ouvi o Dr. George... pensando nisso." Admito.
Ela ofega, cobrindo a boca.
Agora ela entende.
"Mas você disse que não podia ler minha mente!" Ela parece horrorizada, envergonhada.
"Eu não estava mentindo. Eu não posso." Apresso-me em explicar. "Você é a única pessoa que já conheci cuja mente é completamente silenciosa para mim".
"Isso é o que você quis dizer quando falou que eu era silenciosa?" Ela pergunta, e eu confirmo com a cabeça.
Ela leva um momento para pensar a respeito, e me dá um demorado olhar especulativo. Um leve rubor mancha suas bochechas, e seu coração acelera um pouco. Eu daria tudo para saber o que causou essa reação.
"Percebo que a situação é péssima." Ela concorda, para minha enorme surpresa. A maioria das pessoas só vê a vantagem. "Seria bom dar pausa nisso aí."
"Sim. Estar perto de você é muito complicado para mim." Eu sorrio ao eufemismo. Mente silenciosa, sangue cantante. Como explicar? "Mas, tirando isso, bem, é bom ter uma companhia sem todas aquelas conversinhas. O que me surpreende é quantas vezes eu quero poder ler a sua mente".
"Bem, eu fico feliz que não possa." Ela diz, e isso não é surpresa alguma para mim. "Mas o que você quis dizer com 'é complicado'?"
Pensei muito sobre isso, e conversei com Carlisle em muitas ocasiões. Há uma boa chance de nunca precisar expô-la a essa ideia de vampiros e tudo mais. Há uma nobre parte minha que quer isso para ela. Que quer que ela ouça meu crime e me julgue com retidão.
Talvez eu deixe de me sentir tão culpado. Vou sentir dor, sim, mas eu não vou mais sentir culpa. Talvez isso me faça bem por finalmente sentir algumas consequências pessoais por minhas ações.
"Vamos dividir isto em duas conversas. Há a conversa sem consequências, com você fazendo a escolha. Há também a conversa que discutimos anteriormente, a que eu esperava evitar".
"Qual você quer que eu escolha?"
Eu.
"Honestamente? As duas." Digo a ela, e me obrigo a continuar. "Mas eu não tenho o direito de sequer considerar isso, certamente não antes que você saiba algumas coisas a meu respeito. Eu não a culparia se você nunca quisesse me ver de novo depois de hoje à noite".
"Eu estaria segura em Volterra se eu não escolher entender a história toda?" Ela pergunta.
Ela morde o lábio inferior, pensando. Fico pensando também. A pergunta dela merece uma resposta. Supostamente ela estaria a salvo como uma estudante em Volterra. Mas e se o sangue dela tiver um cheiro tão bom para todos? O vampiro que a atacou não pensava nela como a cantora dele, mas ele ficou muito excitado quanto ao cheiro inesperadamente doce dela.
Sinto a raiva brotar em mim quando lembro os pensamentos que passaram pela cabeça dele. Ele queria mais do que matá-la naquela noite.
"Oh! O Dr. George sabe?" Ela pergunta, unindo as peças. "Ele é um de vocês?"
"Talvez como resposta à primeira pergunta e, definitivamente não sobre as duas em relação ao Dr. George." Digo a ela, minha mente incompreensível ao pensar naquela criatura como um vampiro. Ele daria a Rosalie um funcionamento para o dinheiro dela no departamento da vaidade. "Por mais que eu queira dizer para você ficar longe de lá, a oportunidade que ele oferece é completamente legítima. Ele passou pelo mesmo programa lá, sem nunca descobrir a verdade. Tenho a impressão de que as suas suspeitas permaneceriam em segredo enquanto eu, pessoalmente, evitasse o contato direto com eles. No entanto, você pode entrar em problemas, de qualquer maneira. E eu não vou ser capaz de ajudá-la, se for esse o caso".
"Você não poderia ir também?" A esperança em sua voz me despedaça. "A ideia toda parece como um sonho lindo - bom demais para ser verdade. Eu acho que não considerei realmente todos os detalhes porque simplesmente não parece real para mim. Dr. George continua dizendo que entrar no programa é como ganhar na mega-sena da ópera".
Hora de tirar o band-aid da ferida.
"Ele tem razão, Bella." Digo a ela. Eu sei que ela não acredita em mim, então eu continuo. "Seria o caminho mais direto para a fama e fortuna. Mas lá eu não poderia nem chegar perto de você".
Eu não deveria nem estar perto de você agora.
"Não estou gostando disso." Ela se senta ao meu lado, como se o lugar dela sempre fosse esse.
"Nem eu." Falo honestamente, antes de me chutar mentalmente.
Confesse-se logo, e termine com isso.Você não a merece.
"Mas se é tudo o que você sempre sonhou, Bella – eu não posso pedir para você abrir mão disso por mim".
"Agora eu sei que você não pode ler meus pensamentos." Ela afirma, como se não fosse a coisa mais estranha que já ouvi de alguém da idade dela. "Eu nunca sonhei em ser famosa. Nunca passou pela minha mente! Talvez um ou dois cantores de ópera em uma geração ficam realmente famosos".
Dr. George tinha razão. Ela tem muito talento e nenhuma ambição. O ego invertido de uma Diva.
"O quê?"
"Você sabe que isso a torna a única cantora que eu já conheci que não sonha em ser essa exceção à regra?" Eu pergunto, incrédulo.
"Não me entenda mal." Ela esclarece. "Eu gosto de cantar na frente das pessoas, se estiver tudo bem. Mas eu não tenho que ser famosa para fazer isso".
Tenho ouvido este pensamento na mente de muitos cantores mais velhos, consolando a si mesmos após perceberem que nunca serão famosos, mas eles sempre serão músicos, no entanto. Para alguns, o pensamento é incrivelmente amargo. Muitos já lidam melhor com isso.
"Bem, fama é uma opção para você agora." Palavras são difíceis de formar. Eu hesito.
Faça a coisa certa, Edward.Não seja egoísta.
"Eu acho que você deve considerar isso".
"Mas você está dizendo que é uma opção que exclui ter você em minha vida." Ela ressalta.
Você não deveria me querer na sua vida, eu penso. E eu não deveria querer também.
"Mesmo se você quiser isso, eu não estou tão certo assim de que você estaria segura na Itália. O mesmo silêncio que a protege poderia fazê-los quererem você para algo mais do que apenas cantar".
"Todos eles podem ler mentes?" Ela pergunta, e eu me pergunto o que ela está lendo. "Tipo, eu faria pelo menos uma refeição agradável e tranquila?"
Eu riria agora se fosse qualquer outra pessoa e não ela.
"Não, não é assim. E não." Faço uma pausa, pensando em Aro e na habilidade dele. "Somente eu e outra pessoa podemos fazer algo muito parecido. O seu silêncio pode indicar um grande dom, o que a faria muito poderosa se tornar-se uma de nós. E eles procuram esse tipo de talento na minha espécie, ainda mais ferozmente do que dons artísticos na sua".
"Agora eu entendo por que você tem estado tanto em conflito." Ela começa a tocar Beethoven, a simples e reconhecível melodia da Sonata ao Luar, calmante em sua familiaridade taciturna. "Mas até agora você não me disse nada que me faria odiá-lo".
"Eu sei." Eu digo, embelezando a harmonia. Estou procrastinando. "Isso tem a ver com a outra conversa".
Nós tocamos juntos até que a música chegou ao fim, e enquanto quero fazer este interlúdio agradável durar para sempre, eu devo a ela a verdade.
Nua e crua.
"Mas eu posso te dizer uma coisa: Eu matei pessoas, Bella".
Aí está. Um sino que não pode ser abalado.
"Eu pensei... eu pensei que você só matava cervos".
"Agora eu só mato cervos e outros animais. Faz algum tempo desde que eu matei uma pessoa – não que isso faça diferença".
"Pode fazer alguma." Ela diz, e posso ver que ela quer me dar algum crédito. "Quanto tempo faz?"
"Um pouco mais de oitenta anos." Uma prisão perpétua já.
Condenado a 80 anos de bom comportamento: ensino médio e universidade por tempo indefinido. E viver entre dois casais apaixonados, enquanto eu estou sempre, sempre sozinho.
"Quantas pessoas você já matou?" Os olhos dela estão fechados, e eu sei que ela se importa. Por alguma razão, isso é um alívio para mim.
Alguns seres humanos, por mais estranho que possa parecer, acham vampiros sensuais e legais como Hollywood sempre os faz parecer. Nunca pensam nas mortes. As pessoas deveriam pensar em Charles Manson e Ted Bundyquando lembram de vampiros, não em Brad Pitt e Tom Cruise.
*Charles Manson e Ted Bundy: dois famosos assassinos nos Estados Unidos. Para mais detalhes sobre os crimes deles, leia em: http:/ pt. wikipedia. org/ wiki/ Charles_Manson (retirar os espaços) e http:/ pt. wikipedia. org / wiki/ Ted_Bundy (retirar os espaços)
"Cento e trinta e sete." Os rostos deles – todos - flutuam em minha mente, às vezes eu os vejo nos últimos atos violentos que cometeram, algumas vezes o medo da hora que eles percebem que se tornaram a presa. Outras vezes eu lembro de ter drenado o sangue de todos eles, pálidos e mortos.
"Você sabe como se chamavam? Você os conhecia? Ou eram apenas... convenientes?"
"Convenientes?" Que palavra horrível. Como posto de gasolina. "Claro que não! Esta não é a palavra que eu usaria. Eu sabia alguns dos nomes, mas eu os escolhi de propósito".
"Com qual propósito?" O rosto dela relaxa numa epifania quando ela une as peças. "Você lia a mente deles".
"Sim. Eu achava que estava fazendo uma boa coisa." Eu elaborei, mais que agradecido que ela dê a chance de me explicar, que ela entenda tudo sem que eu tenha que explicar os detalhes. "Procurei os piores tipos de homens. Homens que mataram alguém e estavam determinados a matar novamente. Estupradores em becos escuros, encurralando alguma infeliz dama. Acabei com todos eles, procurando homens que planejavam cometer atos horríveis envolvendo a morte da vítima, pelo menos na intenção. Eu os seguiria até que ficava claro que eles realmente fariam aquilo. Eu sempre dei a todos a oportunidade de parar, até o último momento. Eu sabia o que eles estavam pensando. Eu pensava... na hora, eu pensava que ficaria equilibrado".
"Charlie, meu pai - ele matou pessoas também." Ela salienta, e é uma visão que eu não esperava dela. "Não tantas assim, mas eram homens como esses aí. Entendo por que isso o perturba, mas isso não o torna um deles".
Eu não paro a risada amarga que surge antes de apontar uma maldita diferença.
"Não? Eu não estou tão certo sobre isso. O seu pai pode ter precisado matar algumas pessoas durante o dever, mas estou bastante certo de que ele deixou os corpos deles relativamente intactos depois. Eu não. Tive que esconder os corpos uma vez que eu passei por eles. O que eu fiz foi revoltante. E... irreversível".
"Então, por que você parou?"
Eu gostaria de poder dizer que eu queria parar por algum impulso nobre, totalmente meu. Eu quero dizer a ela que eu tive a minha epifania, e que era suficiente. Na verdade, embora eu tenha tido uma epifania, foi a influência de outro que pesou mais fortemente na minha decisão de parar. A única pessoa que poderia me convencer de que o homem poderia superar dentro do monstro.
"Carlisle".
"Isso foi quando você o conheceu?"
Ela pega a minha mão para brincar com as abotoaduras da minha camisa.
Ela está me tocando. Voluntariamente.
Apesar de tudo o que contei a ela.
"Não, essa é a pior parte, eu já conhecia Carlisle, e tinha vivido de acordo com as regras dele por anos. Eu deveria saber mais. Pensei que seria diferente se eu estivesse salvando pessoas boas e acabando com os maus. Eu estava brincando de Deus".
Ela ainda está me tocando, brincando com minhas abotoaduras, os dedos deslizando pela minha pele. Isto não é rejeição. Nem um pouco.
"Faz sentido, entendo por que isso seria tentador. Não ajuda pensar nas pessoas que você salvou?"
A mão dela descansa no meu braço num sinal vago e glorioso de absolvição. De alguma forma eu respondo a pergunta, ignorando a pontada de esperança no meu peito.
"Claro. Não é direito meu decidir quem vive e quem morre, mas ajuda saber que alguém viveu por causa dos meus pecados".
"E seus filhos deles, e os filhos dos filhos deles." Ela sussurra em voz alta o consolo que eu tenho tido ao longo dos oitenta anos de culpa.
Eu era o monstro que bebia o sangue dos monstros, mas o sangue de inocentes continuou existindo ao longo de gerações por causa da minha intervenção.
"Eu tento não pensar sobre isso, mas sim. Isso também".
"E por que você parou?" Ela pergunta, curiosa.
Eu não sei por que ela faz isso, mas ela desliza a mão pelo meu braço para se unir à minha. Nossos dedos se entrelaçam, como se eles se pertencessem.
Como se eu não fosse um monstro.
"Eu costumava dar às famílias um pouco de dinheiro, se o assassino - a minha vítima – tivesse uma." Eu continuo de alguma forma. "O último, bem, ele tinha uma família, e eles não tinham ideia do que ele fazia. Era neles que ele pensava quando morreu. Eles o amavam. Então, eu os encontrei. Eu podia ouvir a dor deles, a preocupação. Eles nunca encontraram o corpo. Tive a certeza que não encontrassem. Isso me fez perceber que eu não estava agindo corretamente. Isso me fez enfrentar a parte mais vil do meu crime".
"E agora, o que acontece se você ouvir alguém pensando em cometer um assassinato? Você simplesmente vai embora? Ou eu sou um caso especial?"
Você não imagina o quão especial é, minha cantora silenciosa.
Consigo ouvir o sangue correndo nas suas veias quando seus batimentos cardíacos aceleram, uma sugestão leve de excitação influenciando no cheiro dela. Minha própria resposta é tão automática quanto forte, e preciso me concentrar para não beijá-la, e fazer muito, muito mais que isso. Eu não posso ler a mente dela, mas seu corpo me dá sinal verde, e isso é tentação demais para suportar.
"Você é muito mais que um caso especial. Mas não, claro que não. Isso não acontece com muita frequência, mas quando eu me deparo com algo parecido, eu, é claro, paro isso. Eu só não mato os malditos depois, mesmo que isso seja realmente tentador".
Ela sorri para mim, cheia de flerte e encorajamento. Não que eu mereça.
"Tem mais alguma coisa? Você está escondendo algo".
Sinceramente não acho que teria que contar o resto. Ela deveria já ter ido embora agora, mas continua aqui. Como dizer essa parte agora?
Hey, você sabe quando acha que dorme sozinha todas as noites?Bem, eu meio que fico pairando sobre você, observando você.Por falar nisso, você sabia que fala sobre mim enquanto dorme?Que você diz meu nome e às vezes eu acho que está tendo sonhos eróticos comigo?E que eu vivo por causa desses sonhos?
Não diga isso dessa forma, homem. Curiosamente, a voz da razão na minha cabeça soa suspeitosamente como de Emmett.
"Você vai querer tirar a sua mão da minha depois disso." Eu relutantemente solto da mão dela, e começo a tocar novamente em um ato inútil de procrastinação.
"Vamos, Edward. Fala logo. Você está me assustando agora".
"Certo. Bem, falando em você ser um caso especial, o que tenho a dizer é algo que, tipo, começou naquela noite".
"Ele era um de vocês, não é? O cara no beco?"
É agora, penso tristemente, permitindo-me um último beijo casto na testa dela, uma última suave carícia.
"Você ficou comigo." Ela diz, a voz quase um sussurro, cheia de gratidão. Gratidão não merecida. "Para acordar-me da concussão. Você cuidou de mim".
"Sim, é isso que eu quero dizer." Eu recuo, evitando fazer o que é certo.
Ser um Cullen não significa que você não cometerá erros, ouço Carlisle dizendo, primeiro para mim, depois Esme, depois Emmett. Rosalie nunca admite cometer erros. Ser um Cullen significa que você assume a responsabilidade por esses erros.Você faz o que é certo sempre que puder.
"No começo, foi a concussão... e ele." Meus punhos cerram com a imagem do quase-assassino dela. "Eu tinha certeza de que ele a procuraria. E eu estava preocupado com a sua cabeça. Mas então, meio que... se tornou um hábito".
"O que se tornou um hábito?"
"Eu meio que encontrei-me protegendo você, a maior parte do tempo." Falo baixinho, incapaz de terminar a minha confissão de forma mais explícita. Eu posso sentir que isto vai acabar com algo que nem ao menos começou.
Nem deveria começar.Monstro.Você a magoou.Você sabe disso.
"Como é, você tem me observado dormir todas as noites?" Ela ri, e por um momento eu quase rio com ela.
Mas não foi isso que eu prometi. Eu prometi a ela a verdade. Como eu posso contar a verdade quando eu não posso nem encará-la? Antes que eu possa formar uma frase, ela descobre sozinha, e eu descubro que temperamento está por baixo daquela habitual serenidade.
"Edward! Você tem me observado dormir? O que diabos é isso?" Ela explode, e eu olho o rosto dela.
Ela está furiosa. Completamente furiosa.
Sei que esta é a parte em que recebo o que eu mereço, em que eu vejo o que tem na cabeça dela, e depois ela some da minha vida. Terror, frio e brutal, obriga-me a me defender.
"Se ajudar..." Eu começo, olhando-a diretamente nos olhos, como ela merece. Ela precisa saber que eu sei que aquilo era péssimo. Que eu não vou fazer de novo. "Eu sei que é assustador e errado, e eu me sinto muito, muito mal por isso".
Isto não está indo bem. O peito dela começa a arfar de indignação. Não é o momento certo para olhar o peito dela, Edward, mesmo ela sendo muito linda quando está com raiva.Um clichê, mas tão verdadeiro.
"Você deveria se sentir péssimo. Isso é apavorante. Quantas vezes? Você fica perto da minha cama e só me observa como um perseguidor pervertido?"
"Ok, eu mereço isso".
Eu mereço. Realmente mereço.
"Oh, Deus! Você me vê trocando de roupa e no banho também?"
Eu nego veementemente porque, finalmente, algo eu não fiz errado. Como ela pôde alguma vez pensar isso? Bem, é claro, eu sou um idiota, qualquer um pensaria isso uma vez que se descobre que a privacidade foi violada. Explique-se, seu burro.
"Não, eu não faço isso, juro!" Falo, e depois vejo em horror seu rosto florescer com mágoa. Muitas discussões de Emmett e Rosalie vêm à minha mente e eu imediatamente reconheço o padrão. "Quero dizer, você é linda e eu adoro observá-la, mas não assim".
"Bem... se você diz isso..." Ela acalma imediatamente. Fiz uma anotação mental de agradecer Emmett. É a sua melhor resposta ao que a maioria dos homens pensa ser uma situação sem vitória. Emmett é um gênio quando se trata de enfrentar as tempestades de Rosalie Hale.
"Em minha defesa, eu só estava tentando protegê-la. Não é culpa minha se você tinha pesadelos. A primeira vez que você falou meu nome, achei que você estivesse acordada. Estou aliviado que você sabe agora. Eu não tinha ideia que você estava dormindo até que começou a falar coisas sem sentido".
Paro de falar e espero, repentinamente compreendendo o pensamento de todos os homens que já esperaram o veredicto de um júri, ou sentença de um juiz. Sejam misericordiosos, por favor. Ouço os pensamentos deles ecoando em minha memória, associo-me às fileiras.
"Eu aprecio a gentileza, mas não tem mais essa de observar-me, a não ser que eu saiba que você está lá".
Outro eco na memória – alegria, gratidão, resolução, uma nova vida. Quero pagar uma promessa, prestar juramento, comemorar este momento. Torná-lo para sempre verdadeiro.
"Você me perdoa? De verdade?"
"Eu não disse isso, mas eu não terminei de fazer perguntas." Ela diz, soando como uma advertência superficial. "Eu acho que estou mais curiosa do que irritada. Posso até perdoá-lo, eventualmente, se você nunca mais mentir para mim de novo e mantiver suas visitas de forma que eu fique ciente delas. E você pode continuar respondendo minhas perguntas. Eu gosto disso".
Responder perguntas? Responderei o que ela quiser. Farei o que ela quiser.
Apenas... não vá embora.Não me faça ir embora.
A ideia de que talvez eu não precise ir embora, que mesmo depois de contar o pior a meu respeito, ela ainda me encara, me toca, flerta comigo, é esmagadora, e inesperadamente dolorosa e prazerosa. A esperança pode ser um prazer agudo quando você não a sentiu em quase um século. E agora sinto algo diferente, algo novo. Algo profundo, doce e pacífico, preenchendo cada solitário pedaço da minha existência sem alma.
"O que mais você quer saber?"
"Por que você nunca me beija?" Ela pergunta, pegando-me completamente de surpresa. "Você não quer?"
"Jamais pense que eu não quero, Bella." Eu falo, esticando a minha mão para ela. Eu preciso tocá-la. Eu não posso não tocá-la.
"Então por que não? Tem a ver com o que você é?"
"Um pouco." Eu admito. A ponta da sua língua se lança para umedecer seus lábios, e todos os instintos em mim dizem pegue, tanto o homem quanto o monstro. Cuidadosamente, eu apago o monstro, e pela primeira vez em minha longa existência, me permito falar de desejo. "Mas é mais sobre o que eu já fiz. Eu pensei que você merecia saber primeiro. Eu não podia suportar pensar em você lamentando o que poderia ser o momento mais bonito da minha existência".
Ela parece atordoada, mas seus olhos escurecem de desejo, e ela solta um audível suspiro trêmulo, sua boca formando um perfeito e delicado o. Estou tão perto dela que posso sentir a sua respiração – o gengibre e jasmim, como o chá que ela sempre bebe no Keys. Picante e sensual, mas sempre natural. Eu sinto o cheiro dele no ar, forçando-me a sentir o ardor em cada milímetro de aproximação.
Posso realmente fazer isso? Posso beijar minha cantora? Novamente, eu gostaria de saber o que ela está pensando. Seus olhos, profundos e quentes, dizem que ela confia em mim e que quer isso. Eles dizem, por favor. Verifico a minha garganta e sinto as chamas. Eu vou queimar por ela, e mantê-la segura. Ela respira de novo, gengibre e jasmim. Seu pulso acelera e seu cheiro me envolve enquanto o calor do seu corpo derruba o alerta de segurança.
Posso fazer isso?Como posso não fazer?
Eu iria ao inferno para tocar esses lábios.
Logo que eu penso, já estou em ação. Bella, conectada comigo, com minha própria boca, formando um físico nós no espaço onde era apenas eu um segundo antes. Parece impossível ter a pele dela tão próxima dos meus dentes no início, mas natural, excitante e inesperado, simplesmente certo. Espero pelo pior – que algo selvagem dentro de mim se liberte, e eu serei deixado segurando o corpo dela, inocente e mole, drenado de todo o sangue antes que eu perceba o que estou fazendo.
Isso não acontece.
Nunca esqueço quem ela é, que eu devia ter cuidado, mesmo que eu ceda a essa sensação física, esse beijo. Ela é minha cantora, mas, mais do que isso, ela é Bella. Mais que um vampiro, eu sou Edward, como eu era antes de encontrar Carlisle Cullen. Num instante eu entendo o uso bíblico da palavra conhecer, apesar de estarmos apenas no estágio inicial. Sua boca quente, os longos cabelos fazendo cócegas nas minhas palmas, minhas mãos ao redor da sua cintura, os dedos dela tecendo meu cabelo, sua figura pequena em meus braços- sim, estou começando a conhecer Bella Swan.
Meu corpo a estuda, memoriza, forma a imagem dela nas minhas células, e clama por reconhecimento, célula por célula. Eu me perco no ritmo desse beijo – um balanço delicado que não se formou pela intenção de pessoas atenciosas, não, mas sim pelo o que rege os planetas, as ondas e os pássaros em migração.
Ela é minha órbita, a minha onda, o meu verdadeiro Norte. O conhecimento químico esmagador desta transmutação que passa por mim num nível celular, transformando o que eu sei para dar espaço a ela. Como eu pude viver sem esse beijo? Eu me afogo nessa exploração, e eu não me importo. Eu preciso conhecer.
Devo conhecer mais Bella . Deve ter cuidado com Bella. Não devo abrir minha boca. Protegê-la dos dentes, do veneno.
Meus dedos memorizam a parte inferior das costas dela, e os nós dos meus dedos entram em contato com a madeira bastante polida. Que estranho, no meio deste milagre ainda há móveis por perto. Não, não móveis, um piano. Momentaneamente fico confuso, e no mesmo instante, sua boca macia se abre ligeiramente, e a língua quente dela, santo Deus – Algo dentro de mim desperta, algo selvagem e perigoso para ela. Automaticamente meus braços se mexem para protegê-la, colocando distância entre o corpo dela e os meus dentes, meus lábios curvados para tranquilizá-la, mesmo com as chamas saltando na minha garganta.
Eu me forço a ficar mais longe dela, recusando-me a respirar até que as chamas se apagam para a familiar e controlada queimação a que me acostumei. Quando eu finalmente sou capaz de encará-la, não a vejo nem assustada, nem enojada, mas excitada e animada, as bochechas coradas e olhos brilhantes de excitação. Ela é adorável e confia em mim. Após este primeiro teste, eu confio em mim também, ou, possivelmente, em nós, se esta nova criatura chamada de 'nós' existir além daquele beijo.
"Eu deveria levá-la para casa." Eu digo, não querendo forçar a nossa sorte, mas completamente sem vontade de vê-la partir num momento antes de ter que levá-la.
"Ok, mas se você vai ficar, você tem que se deitar comigo, não me espionar como um perseguidor vam-" Eu gentilmente coloco minha mão sobre os lábios dela, encantado com a provocação.
"Não me tente." Dou risada, sentindo-me mais livre do que já senti em 90 anos. "Agora que eu descobri uma maneira deliciosa de fazer você parar de dizer essa palavra".
Por favor, tente dizer vampiro novamente, eu imploro silenciosamente enquanto pego o casaco dela.
"Que palavra seria, Edward? Oh, você quer dizer a palavra vam-"
Sim, apenas me dê a mínima desculpa, amor. Eu a giro, envolvendo-a no casaco em um movimento fluído enquanto eu reivindico aquela deliciosa e quente boca novamente. Como eu poderia pensar que eu a machucaria? Como eu poderia não machucá-la?
Mas, de alguma forma, eu não a estou machucando. Eu a estou consumindo, sendo consumido por ela, mas nunca drenando sangue. Sinto os últimos grilhões de dúvida e culpa se soltarem, e agora eu sei que nunca a machucaria, nunca poderia, não importa quanta sede ela me provoque. Ela me atrai como o sol atrai um planeta, e agora estou preso na órbita dela.
Pergunto-me o que ela diria se soubesse o quão permanentemente eu estou apegado a ela? O que ela me pediria se soubesse que eu nunca seria capaz de dizer não para ela.
"Está vendo o que fiz? Eu criei um monstro".
Ela me deixa levá-la de volta ao dormitório, como se ela pertencesse ao meu lado. Quando eu coloco meu braço em volta do ombro dela, ela não estremece, mas se aconchega mais perto, encaixando-se. Bem ali, debaixo do meu braço, como se fosse criada para estar lá. Nós não falamos sobre isso, mas ela cantarola com o contentamento de um gato em um ambiente aconchegante.
Hesito na porta do seu dormitório.
"Você quer entrar e me ver dormir?" Ela pede, parada na ponta dos pés para beijar meu queixo.
Eu realmente espero que ela não esteja brincando.
"Você realmente não se importa?"
"Não é legal que você faça isso sem o meu conhecimento." Ela suspira. "Mas eu acho que..."
"Você acha que..." Eu começo quando ela hesita.
"Eu acho que estou com sono, mas eu não estou disposta a deixá-lo ir ainda, e você pediu desculpas. Eu não me importaria de dormir em seus braços esta noite. Totalmente vestida, é claro. Do que você está rindo?"
"Eu esperava ser abandonado depois da minha confissão. Nesta noite e em todas as noites depois. Simplesmente não consigo entender como sou sortudo de você ainda me querer aqui com você".
"Você é realmente duro consigo mesmo, sabia disso?" Ela pergunta, balançando a cabeça com espanto. "Claro que eu quero você. Tirando essa coisa toda de perseguição, você é incrível. Sinto que um dia você vai acordar e perceber que eu sou apenas Bella, e se perguntar o que diabos estava pensando na hora".
"Eu não durmo, Bella. Se alguém acordar e se perguntar o que diabos estava pensando, seria você".
Eu a seguro, deixando o cheiro dela queimar pela minha garganta, seu calor quase me fazendo sentir humano de novo. Sinto meu corpo responder e me afasto antes que ela perceba.
Aguardo por ela enquanto ela vai aos chuveiros coletivos, e uso o computador dela para escrever para Esme um e-mail pedindo a opinião dela a respeito de camas e lençóis sob medida. Quando eu vou clicar o botão 'enviar', fico surpreso de ver quantas vezes usei as palavras 'nos' e 'nós'. Sinto as palavras gravarem nos meus ossos, na minha pele, pela primeira vez. Eu não tenho o direito de querer isso. Eu não tenho o direito de sentir isso. Mas, de alguma forma, eu tenho a permissão dela, e enquanto Bella é jovem, ela ainda é uma mulher adulta e capaz de tomar as próprias decisões. Eu vou fazer meu melhor para ter certeza de que ela permaneça humana, e segura, mesmo enquanto minha mente fantasia com ela ao meu lado por toda a eternidade.
"Pegou o que você precisava?" Ela pergunta, a toalha secando o seu cabelo enquanto eu desligo seu laptop.
"Tudo que eu preciso esta noite." Eu falo, sorrindo enquanto ela desdobra as cobertas da cama estreita. "O resto pode esperar".
Ela dá um tapinha no espaço ao lado dela na cama, com um sorriso tímido e responsivo, e eu nervosamente tiro os sapatos antes de subir na cama, ainda vestindo meus jeans e uma camisa.
Ela se aninha em meus braços, cabeça contra meu peito, mas a falta de batimentos cardíacos não a faz se afastar. Ouço a respiração dela e freqüência cardíaca ficarem mais calmas, e fico surpreso com a confiança que ela tão evidentemente tem em mim.
"Obrigado." Sussurro tão baixinho que nem vampiros seriam capazes de ouvir.
"Meu Edward." Ela murmura sonolenta, e eu a ouço cantarolando algo do seu repertório, como ela tantas vezes faz durante o sono. "Eu estava no ritmo certo?"
"Sim, Bella." Eu falo ao sonho dela, alisando uma mecha úmida e negra. "Perfeitamente".
"Mmmbom. Vampiro legal, legal." Ela é teimosa até durante o sono.
"Sshh." Eu beijo a testa dela, e ela sorri dormindo enquanto eu começo a me preocupar.
Carlisle me dirá como mantê-la segura, e como esconder isso dos Volturi, mesmo que isso signifique contar algumas mentiras. Nós sempre contamos mentiras inofensivas quando é para um bem maior. Uma pontada de medo toma conta de mim, e penso na melhor forma de proceder. Se eu for cuidadoso, tudo vai ficar bem. Ela vai ficar segura.
Tanta coisa poderia dar errado.
Mas serei amaldiçoado se isso não for completamente certo.
Nota da tradutora: Ah... é tão bom ver os POVs de Edward, sentir as emoções dele... E essa descrição do beijo, hein? Adorei o final, com os dois dormindo juntos. Estou louca pra ver esse povo de quem ele tanto fala, quando será que vão aparecer, hein?
Espero que tenham gostado deste outtake! :) até o próximo!
Nota da Ju:
Vi que vc's resolveram deixar reviews na fic, continuem assim e os posts continuarão semanais, senão não haverá cronograma definido para essa fic e eu só postarei quando EU quiser...
Desculpem o "atraso", é que hoje foi feriado aqui na minha cidade e só cheguei em casa agora...
Bjs,
Ju
