Música do capítulo (retirar os espaços):
* Michael Nyman - The Scent of Love ( O cheiro do amor) (do filme O Piano): http:/ www. youtube. com/ watch? v=mZS9gTQNE1Y * Joseph Marx - Selige Nacht: http:/ www. youtube. com/ watch? v=r7aI-Opsbl4
* Ravel - Jeux d'eau: http:/ www. youtube. com/ watch? v=J_36x1_LKgg
* Reynaldo Hahn - L'Heure exquise: http:/ www. youtube. com/ watch? v=vJIz86Mtyek
* Caetano Veloso - Cucurrucucu Paloma: http:/ www. youtube. com/ watch? v=82Nh7dtp67w
* Continuando com The Medium, de Giancarlo Menotti: http:/ www. youtube. com/ watch? v=RAcADZ0J_kI
Capítulo 13 – Pássaros em Vôo
Uma coisa de estar na zona é que dessa vez é algo realmente estranho. Ou eu estou cantando, beijando Edward ou lendo um daqueles livros que faz cada palavra saltar da página em cores brilhantes, sinto o tempo como uma pura contradição. Eu não posso dizer que passa rápido, apesar de horas voarem sem eu me dar conta, e eu não posso dizer que passa devagar também, mesmo que cada momento seja desenhado como uma queda lenta e pegajosa de ouro doce como mel. A verdade é que o tempo se expande incluindo todos os cinco sentidos e cada pingo de atenção. Deitada na minha estreita cama do dormitório, beijando e tocando e conversando com Edward num sábado de manhã, certamente se encaixa nessa categoria.
Quando eu estou na zona, cada fração de segundo de tempo gasto é eternamente gravado na minha memória, em meu ser em um nível celular, talvez até mesmo no meu DNA, de alguma forma. Eu não sei se isso é mesmo possível, mas eu me sinto tão fundamentalmente mudada por aqueles momentos que isso me faz pensar. Muito do meu tempo ultimamente é gasto tão completamente na zona que às vezes me pergunto o que será de mim, que tudo em mim vai virar ouro.
Quando Edward olha para mim com saudade e esperança e confiança, sinto que a mudança será permanente e gloriosa. Quando ele me olha com preocupação e pesar, temo que este momento feliz na minha vida não vai durar e que, quando eu já não for capaz de viver nele, eu serei presa sob o peso da minha antiga felicidade como alguns antigos insetos envoltos em âmbar.
Quanto mais ele explica os seus medos, mais confiante eu fico. Ele esteve tão profundamente sozinho por tanto tempo que a solidão se infiltrou em sua personalidade como uma névoa densa. Ela deixa nublado o seu julgamento. Entendo isto, da minha maneira. Enquanto eu não estive sozinha por um século inteiro, eu conheço o isolamento. Como ele vai através da sua lista de complicações, de razões pelas quais eu deveria querer fugir, eu encontro uma forma de dizer-lhe que sim, eu entendi. Levo isto a sério, e não, não vou a lugar nenhum. Nem mesmo quando ele tenta me assustar.
"Então, você está me dizendo que é como acariciar um bife suculento?" Eu pergunto, rindo e encolhendo simultaneamente.
"Não! Isso é nojento." Ele protesta, parecendo horrorizado.
"Hmm?" Eu me movo um pouco para ver melhor os seus olhos.
Seu olhar é muito intenso, então eu brinco nervosamente com os botões da sua camisa até que ele responde.
"Bem, é difícil encontrar uma analogia decente, mas a carne é verdadeiramente repugnante para mim." Ele se move um pouco na minha cama estreita, correndo os dedos suavemente pelos meus cabelos emaranhados. "Um bife é um pequeno pedaço imundo, carbonizado, repulsivo, morto. Você, no entanto, é um vibrante, brilhante, pulsante, cativante feixe de ambrosia*".
*Ambrosia: o 'manjar dos deuses' do Olimpo, era um doce com sabor divinal. Segundo a mitologia grega, era tão poderoso que, se um mortal, a quem era vedado, a comesse, ganharia a imortalidade. Conta a história que, quando os deuses o ofereciam a algum humano, este, ao experimentá-lo, sentia uma sensação de extrema felicidade. O nome Ambrósio, que vem da mesma raiz, significa divino e imortal.
"Isso não soa tão ruim." Eu murmuro, inclinando-me para dar-lhe um lento e doce beijo. "Assim, além de evitar dentes afiados e a coisa 'sem movimentos bruscos', existem outras regras?"
"Eu não quero falar mais sobre as regras." Ele me informou, traçando o meu nariz levemente.
"Sobre o que você quer falar?" Eu pergunto com curiosidade.
"Nós realmente precisamos discutir esse seu lábio inferior carnudo." Ele murmura antes de capturar o dito lábio entre os seus.
"Na verdade, eu tenho uma pergunta." Ele diz depois de um tempo, interrompendo um estonteante beijo.
"Eu pensei que estávamos indo muito bem com a discussão sobre o beicinho." Eu faço um comentário negativo, apontando para a minha expressão exageradamente patética.
"Não me distraia." Ele adverte, gentilmente alisando meu rosto enrugado como se fosse feito de massa de vidraceiro. "É uma questão séria".
"Dispare." Eu suspiro.
"Como foi que você descobriu? Eu sei que eu estava ficando descuidado, mas não é exatamente como se eu me encaixasse no estereótipo." Ele pergunta.
"Ninguém realmente me disse. Eu sabia que algo era muito diferente sobre você. Eu sabia que isso – o que quer que 'isso' fosse – era o mesmo como aquele cara no clube. Eu não poderia possivelmente ter adivinhado, não quando eu sabia que você estava caçando veados." Eu parei, percebendo o meu erro e para onde ele está me levando.
"Qual é, então? Foi o Quileute?" Sua voz tem um ligeiro avanço nela, fazendo-me lamentar dizer a ele sobre Billy e Jacob.
"Não é como se quebrasse o tratado dele." Eu digo às pressas, em seguida, estremeço. "Não intencionalmente, de qualquer maneira".
"O pai de Jacob me ouviu mencionar o seu sobrenome e perguntou se você era relacionado a um Carlisle. Ele parecia muito sério, mas não desenvolveu isso, então eu perguntei a Jacob depois, quando Billy não estava por perto. Quando ele me contou sobre a lenda, nenhum de nós levou a sério. Nós até brincamos sobre isso." Eu confesso, sorrindo com a lembrança.
"Então, quando eu mencionei o nome de Carlisle," ele murmura, franzindo as sobrancelhas ligeiramente, "em Port Angeles... você soube naquela noite, ou demorou um tempo para descobrir isso?"
"Eu descobri naquele momento. Levou toda a viagem para casa para eu acreditar nisso".
"Mas naquela noite - você soube." Ele diz, e seus olhos se iluminam.
"Por que isso deixa você tão feliz?" Eu pergunto, confusa.
"Oh, eu simplesmente tenho me atormentado pela ideia de que você nunca teria me deixado ficar perto de você se você descobrisse." Ele murmura, distraindo-me ao traçar uma linha do meu templo ao meu pescoço e ao longo do V do decote da minha camisa.
Seu toque me lembra de vê-lo tocar e todas as vezes que tive ciúmes das teclas de piano. Ele tem o mesmo olhar de quando está tocando, e eu não posso evitar os pequenos ruídos que saem de mim mais do que um piano pode parar quando recebe o mesmo tratamento.
"Você realmente deveria querer fugir de mim." Ele continua, traçando o mesmo caminho na minha pele, agora levemente batendo os dedos em rápidas cascatas. "Eu me preocupo sobre ferir você. Não é tão fácil controlar esta… sede".
"Eu acredito em você, Edward, e eu não quero pressioná-lo para fazer algo que você tem medo, ou não quer fazer." Respondi, perguntando-me quanto do seu interesse é sede.
"Bella, você não pode duvidar da minha atração por você agora." Ele ri.
"Eu gosto de ouvir você dizer isso." Eu digo, pegando a menor semente de uma ideia, "Eu estive pensando. Existem algumas coisas que poderíamos tentar, seguras... coisas, para experimentar".
Eu lentamente me libero do edredom que está equipado como uma barreira entre nós, enquanto seus lábios frios seguem o caminho dos dedos. Ele hesita no início, mas me ajuda a se livrar do edredom, uma vez que eu consegui ficar livre. Eu o vejo deslizar no chão, e viro a minha boca para a sua quando a sua trilha leva de volta para cima.
Nós nos movemos de forma quase imperceptível no início, seus lábios aquecendo nos meus, e eu às vezes pego o gosto do seu hálito doce. Isso me deixa tonta por apenas um instante até que eu afasto minha cabeça e respiro fundo para o lado, como uma nadadora.
"Desculpe." Ele murmura, gemendo um pouco quando eu estico e gentilmente me pressiono nele.
Quando eu me movo lentamente, sinto nossos corpos conectados através das finas camadas de roupa. Eu sinto a metade quente de um zíper, enquanto meu ombro encontra a curva convexa do seu peito e minha mão desliza para cima e meus dedos entrelaçam em seu cabelo como eu sempre quis. Suas mãos correm levemente ao longo dos meus lados. Ele cantarola baixinho enquanto eu continuo meu deslizar exploratório. Minha respiração engata e suas mãos congelam no lugar quando eu sinto os botões da sua calça jeans pressionando no meu quadril direito.
Eu nunca o senti antes assim, e eu me movo um pouco para tentar sentir mais. Ele decide se mover ao mesmo tempo, e ele geme quando se estabelece exatamente entre as minhas pernas. Sua dureza pressiona contra mim enquanto meus quadris balançam instintivamente no momento que a pulsante pressão se constrói lá.
"Fique parada." Ele sussurra, e com um incrédulo ruído de protesto eu consigo parar. Para me distrair, eu olho para ele. Seu rosto me faz lembrar de uma estátua que eu vi uma vez, de alguém lutando contra correntes. Eu deveria me sentir mal com a sua luta, mas tudo que eu posso pensar é o quão bonito ele é, vendo seus olhos fechados apertados, a mandíbula apertada. É tudo que posso fazer para não deixar que as palavras eu te amo escapem da minha boca. A verdade disso me assusta, e as palavras sacodem nervosamente em torno da minha cabeça como um pássaro preso buscando sair.
"Bella." Ele sussurra urgentemente, abrindo seus olhos. Há uma pergunta lá, e eu sinto isso também, sem palavras e antiga, em alguma linguagem que vem de volta para mim como um antigo sonho esquecido. Eu me sinto atraída para ele então, como se pudéssemos de alguma forma dobrar e nos misturar, e eu quero. Eu gostaria que houvesse uma maneira de desabotoar sua pele e subir diretamente dentro dele; então talvez ficássemos perto o bastante.
Eu tento me parar de dizer a ele, mas do jeito que ele está me olhando, ele pode ver o amor em meus olhos, senti-lo vibrando em meus dedos, e sentir suas asas agitando loucamente na minha caixa torácica. Eu o beijo em pânico agora, quase só para não dizer isso, mas meus lábios são Braille para um cego, e nós dois gememos agora quando ele se pressiona para mim, como se seus pensamentos fossem o espelho perfeito dos meus.
"Gentil." Eu digo suavemente porque eu prometi que diria a ele o momento em que ele começa a me machucar. Seus olhos brilham culpados, e eu interrompo seus pensamentos sombrios, "Não, não se preocupe, aí, assim é melhor. Está perfeito, obrigada, você é perfeito, ah, Edward-"
Ele silencia-me lentamente com um beijo, sua boca abrindo ansiosamente mais uma vez contra a minha. Eu viro minha cabeça e ofego, bem a tempo de impedir o desmaio, e ele rosna em frustração.
Eu te amo. Eu deixo as palavras escaparem, abafadas dentro do segredo do seu beijo quando eu o banho com toques leves, como uma chuva suave que penetra no seu isolamento. A chuva torna-se uma inundação, e eu não posso dizer a ele quais toques são meus mais, quando um toque torna-se dez, cem, mil. Eu amo você, devolve o eco e, como o toque, eu já não sei qual de nós não está dizendo isso. Isso voa entre nós, não dito e livre.
~oЖo~
O laboratório de ópera da graduação torna-se muito mais suportável desde que Edward e eu nos tornamos realmente um casal. Na sala de aula ainda estamos trabalhando em árias individuais, martelando os erros, falhas, trabalhando na apresentação. Pela maior parte eu sigo o conselho do Dr. George. Eu escuto os outros com atenção discreta e educada. Eu presto atenção às críticas que o Dr. Adana dá aos outros e faço cuidadosas anotações para que ele nunca tenha que repetir essas críticas para mim. Eu não falo a menos que precise. Eu vim preparada, minha música memorizada antes do tempo necessário. Quando é a minha vez de cantar, eu não tenho que ver Edward ao piano para sentir a nossa conexão - como se algum fio esticado entre nós, conectado e muito carregado de ignorar. Não é mais necessário canalizar a minha raiva a fim de entrar na zona. Assim que os dedos de Edward tocam as teclas, eu estou lá.
Começo a me perguntar se ele pode ler minha mente, afinal, já que estamos sincronizados dentro de cada nuance da performance - a cada mudança de tempo, até mesmo a cada erro parece como se nós nos movemos em um conjunto automático, como os golfinhos, ou as aves em migração. Esta ligação se intensifica com cada ensaio, toque, olhar e beijo. O olhar assombrado em seus olhos dissipa como a neblina no sol quente. Freqüentemente nossos olhos se trancam, e é difícil prestar atenção a outra coisa além da constante tração que eu sinto quando ele está por perto, e a forma que o meu sangue corre quando ele olha para mim.
Na minha aula, antes da chegada de Edward na marca de trinta minutos, o Dr. George toca para mim, e não é exatamente a mesma coisa.
"Isabella," ele adverte, "você está indo muito bem, mas você não pode sempre confiar em ter um pianista com a habilidade de Edward para apoiá-la. Você pratica com um metrônomo*?"
*Metrônomo: é um relógio que mede o tempo (andamento) musical. Produzindo pulsos de duração regular, ele pode ser utilizado para fins de estudo ou interpretação musical.
"Por que, estou fora da batida?" Eu pergunto, alarmada com a ideia.
"Na verdade não, mas você não está tão confiante sobre o ritmo quanto eu gostaria que você estivesse." Ele diz, olhando-me fortemente sobre o aro dos seus óculos bifocais. "Eu posso ouvir a hesitação. Não está aí quando Edward toca para você. Na maioria das formas, ele é muito bom para você, mas eu me preocupo com o que acontece quando ele não estiver mais disponível".
Eu fecho meus olhos, sentindo uma dor aguda furar através de mim à mera sugestão.
"Ah, entendo." Ele exclama em descoberta, andando em minha direção. Ele segura meu queixo com a mão suavemente. Sua voz é de compreensão, seu olhar firme. "Minha tímida não é mais tão tímida, é?"
Balanço minha cabeça para os lados.
"É a primeira vez que você se sentiu assim, não é?" Ele pergunta, seus olhos castanho-claros cintilando quando eu aceno a cabeça. "Perdoe-me pela minha satisfação óbvia, mas alguns dizem que eu perdi a minha vocação como casamenteiro. Faz-me muito feliz ver minhas pequenas experiências funcionando tão bem".
Eu não posso evitar rir quando uma lágrima inesperada escorre pela minha bochecha. Ele gentilmente alisa sobre o caminho dela com a ponta do seu polegar.
"Agora, Isabella." Ele diz, sua voz soltando um pouco o tom. "É muito bom para um cantor se apaixonar por seu pianista, muito bom. Não se esqueça, você tem poder sobre ele, e não apenas o contrário".
Eu enrijeço, mas permaneço em silêncio. Eu não posso evitar sentir que eu devo ao Dr. George por atribuir Edward para ser o meu pianista, não importa quais sejam suas intenções.
"Não fique brava comigo." Ele diz com uma risada. "Eu só estou sendo honesto. Muitos bons cantores acabam perdidos no amor, você vê o padrão o tempo todo. Você precisa de alguém que pense nessas questões práticas quando sua cabeça está ocupada com outras coisas. Edward é bom para você. Ele vai entender quando você for para o estrangeiro ano que vem. Ele vai ser o tipo que espera por você, marque minhas palavras".
"Ano que vem?" Eu ofego, pulando para as conclusões. "Você já teve resposta deles? Eles me aceitaram?"
"Eu não ouvi nada ainda." Ele admite. "Mas tem só uma semana que enviamos tudo, e eu sei como eles trabalham. Sua idade os deixará intrigados, e eles vão prestar mais atenção à sua audição e gravação e sua foto".
"Uma semana? Pensei que tínhamos enviado a inscrição no final do último semestre." Eu pergunto, confusa.
"Eu segurei um pouco para incrementar uma menção de que você faz parte do elenco como Monica." Ele explica, parecendo sonhador. "Eles certamente notarão uma caloura conseguindo um papel como esse. Ah! Aqui está o seu jovem agora. Venha, Edward. Estávamos falando sobre algo que poderia afetá-lo. É apenas uma possibilidade agora, mas Isabella pode dizer tudo sobre isso mais tarde".
Dr. George sorri para mim com benevolência, e eu não posso evitar sentir-me muito sortuda. Muito boa sorte ao mesmo tempo me deixa muito, muito nervosa. Um olhar para a expressão cuidadosamente guardada de Edward detém tanto o meu entusiasmo quando preocupação em cheque. Pelo menos ele não está mais carrancudo, mas posso dizer que ele está preocupado.
Mesmo o alerta - embora completamente não sutil - casamenteiro, Dr. George atribui-me as músicas mais sensuais imagináveis para aumentar meu repertório. Ele toca um pouco de Hahn no piano, cantando uma frase particularmente picante, e traduz o poema depois. Ele canta a música inteira de Marx, muito curta, e fico encantada com ela imediatamente. Edward e eu compartilhamos um sorriso particular enquanto a magnífica voz de tenor do Dr. George vibra no ar, acariciando a palavra sehnsucht. Quando ele nos diz que a palavra significa "saudade intensa", fico impressionada pela forma como o compositor conseguiu formar a língua alemã em uma experiência sedosa e ondulante, pelo menos ao longo de uma canção.
"O que você estava pensando lá?" Pergunto à medida que caminhamos em direção à biblioteca para encontrar Alice e Jasper.
"Ele está muito certo das suas chances de conseguir a bolsa agora." Edward explica em tom abafado. Tenho de me inclinar para ouvi-lo, e ele envolve seu braço em volta do meu ombro com um sorriso travesso. Ele cheira o meu cabelo visivelmente antes de continuar. "Você está velha demais para ser um prodígio, mas ele acha que é possível transformá-la em uma espécie de fenômeno. Jovem de uma pequena cidade no fim do mundo, praticamente musicalmente analfabeta – pensamento dele, não meu – inscreve-se na universidade para aprender como cantar. O Famoso Tenor vê alguma coisa nela, e ela rapidamente floresce sob sua tutela sábia. Ele está certo, é uma boa história. As pessoas engoliriam isso".
"Isso é como ele me vê? Isso explica muita coisa. Eu acho que minha voz é agradável, talvez pudesse se tornar realmente boa com o tempo, mas a minha técnica não é tão boa quanto dos estudantes formados".
"Bella, isso é exatamente a coisa. Você só tem 19 anos, e você está sendo comparada a estudantes formados. Seu instrumento é muito bom, você não tem problemas de afinação, você não tem medo de trabalhar, e você tem um dos melhores professores do país. Isso sozinho a teria ajustado, mas, no topo disso, você tem, como você a chama, a 'coluna'".
"Muita gente tem isso. Você tem. Alice tem. Às vezes os outros têm também. Eu nem sequer a tenho o tempo todo ainda, só com você." Eu confidencio, sussurrando a última parte.
Seu rosto ilumina-se com alegria em meu último comentário, e tento não rir. Ele realmente é uma coisa possessiva e presunçosa.
"Só comigo? Oh, eu gosto muito disso".
"Com você, ou quando estou sozinha, sim." Eu esclareço, "Quando outras pessoas tocam para mim, é mais uma luta. Dr. George mencionou isso".
"Eu sei. Ele vai tentar me convencer a ir para Volterra também. Ele pode ser tortuoso, mas ele é um romântico por baixo de tudo".
"Você poderia?" Eu suspiro, exultante. "Isso seria perfeito!"
"Bella, eu disse a você." Ele suspira. "O risco é muito grande. Mas eu não acho que consigo encarar a ideia de você ir sem mim também".
"Nós não dissemos a palavra." Eu protesto, franzindo a testa. "Não de verdade".
"Uma tecnicalidade neste ponto." Ele franze a testa. "No lado positivo, eles adoram tecnicalidades. Eles discutiriam sobre isso por horas. É apenas... o resultado errado. Você realmente quer isso, não é?"
"A ideia está fortalecendo na minha cabeça." Eu confesso. "Especialmente se você estiver lá".
"Eu devo estar louco para sequer pensar nisso. Deixe-me falar sobre isso com Carlisle." Ele diz suavemente, segurando a porta da biblioteca aberta para mim. "Eu só ouvi histórias sobre esses personagens, mas ele morou com eles. Ele alega que eles são razoáveis, embora sejam duros. Talvez ele seja capaz de sugerir uma opção viável".
~oЖo~
No sábado, tentamos voltar à nossa velha rotina de prática de fim de semana. Passar o dia todo na minha cama nos amassando está começando a ser tão frustrante como é contraproducente para a aprendizagem da música. Seu modo de tocar é decididamente mais fácil do que o seu repertório atual, mas pela forma como a melodia sedutora envolve-me como um abraço carinhoso, eu não acho que ele escolheu essa peça para fins acadêmicos.
"O que você está tocando? Soa familiar".
"Só uma coisa de um filme que você pode ter visto." Ele se esquiva. "O que você está lendo? Seu batimento cardíaco continua acelerado".
"Qual é o nome da peça?" Insisto, não querendo dizer a ele.
"É uma peça de Nyman do filme O Piano. Esqueci o título".
"Mentiroso. Você nunca esquece nada".
"O que você está lendo?" Ele persiste, curiosamente.
"Você não aprovaria." Eu nego.
"Eu tenho que saber." Ele ri. "Seu coração está acelerando da mesma maneira quando eu beijo o seu pescoço logo atrás da sua orelha".
"Eu esqueci o título." Eu digo, sufocando uma risada.
"Oh, está bem." Ele suspira, exasperado. "A música se chama The Scent of Love*".
*The Scent of Love = o perfume do amor.
Eu prendo minha respiração por um instante.
"Bella?"
"Eu temo que minha oferta não seja tão pura de espírito." Eu confesso.
"Por que todo mundo sempre acha que sou tão puro?" Ele reclama, parecendo irritado e perplexo. "Se você tivesse alguma ideia do que o seu perfume faz comigo, você nunca diria isso".
"Oh, meu Deus." Eu digo sob a minha respiração, antes de falar. "Bem, se você coloca dessa maneira, acho que você é impuro o suficiente para saber toda a verdade sórdida. É uma coleção de contos de Anaïs Nin*."
*Anaïs Nin (21/02/1903 – 14/01/1977): autora nascida na França. Tornou-se famosa pela publicação de diários pessoais, que medem um período de quarenta anos, começando quando tinha doze anos. Foi amante de Henry Miller, que só permitiu que seus diários fossem publicados após a morte de seu marido Hugh Guiler. Seus romances e narrativas, impregnados de conteúdo erótico, foram profundamente influenciados pela obra de James Joyce e a psicanálise. Dentre suas obras destaca-se 'Delta de Vênus' (1977), traduzido para todas as línguas ocidentais, aclamado pela crítica americana e européia.
Seus dedos atrapalham-se no piano.
"Edward?"
"Interessante." Ele diz com uma voz aparentemente calma. Eu ouvi aquele erro. "Qual deles? Delta de Vênus, ou Pequenos Pássaros?"
"Pequenos Pássaros. Você leu?"
"Eu leio muito. Existem algumas histórias realmente perversas aí, Bella." Ele diz, soando quase chocado. Eu não caio na conversa dele.
"Hã-hã." Eu tento manter o meu tom não comprometedor.
"Que história está fazendo seu coração correr desse jeito?"
"'A Maja*." Eu digo, sinceramente.
* A Maja: Sinopse: o conservador marido espanhol de Maria, o artista Novalis, mais amado sobre ela pela sua semelhança com a Maja das pinturas de Goya. Ela não a despiria, exceto no escuro, ou para posar nua para ele. Novalis quer pintar sua mulher nua, mas ela é humilde. Ela concorda em posar para ele uma vez, mas tem vergonha de si mesma e pede a ele para pintar um rosto diferente nela. Ela se recusa a deixá-lo ter outras modelos para pintar nuas. A relação entre Maria e Novalis torna-se tensa por causa do seu desejo de ver seu corpo e a recusa dela. O médico é chamado para Maria porque ela está tendo problemas para dormir. O médico prescreve remédios para ajudá-la a dormir. Novalis logo descobre que Maria é indiferente nesse estado e ele começa a despi-la e pintá-la. Quando ela retorna de uma viagem, encontra Novalis se masturbando entre as muitas pinturas dela nua e, compreendendo-o, afinal, ela o despiu e o tomou apaixonadamente. Trecho do conto: "Ele retirou os lençóis que a cobriam e começou a levantar sua camisola de seda devagar. Pôde erguê-la até acima dos seios sem que ela desse nenhum sinal de despertar. Agora seu corpo todo estava exposto e ele podia contemplá-lo o quanto quisesse. Seus braços estavam abertos; seus seios se exibiam diante dos olhos dele como uma oferenda. Ele a desejava, mas ainda não se atrevia a tocá-la. Em vez disso, trouxe seu papel de desenho e lápis, sentou-se ao lado dela e a desenhou. Enquanto trabalhava, tinha a sensação de estar acariciando cada linha perfeita de seu corpo".
"Esse é aquele sobre o artista que quer sua esposa enquanto ela está dormindo, mas não acorda?"
"Quantas vezes você já leu este livro realmente pervertido, Edward?" Eu o provoco em voz baixa.
Ele não diz nada por um momento, e eu espreito para ele por debaixo do piano. Ele olha para mim envergonhado enquanto eu levanto as sobrancelhas com expectativa.
"Eu, ah, só tive que lê-lo uma vez para tê-lo memorizado." Ele diz.
"Deve ser legal." Eu sorrio. "Mas você não respondeu realmente à pergunta".
"Sua memória está se tornando muito boa, para um ser humano." Ele observa, evasivamente. Decido deixar passar desta vez.
"Apenas alguns truques de memorização de Jasper." Eu digo com desdém, pensamentos rápidos na minha mente.
"Edward." Eu digo, colocando o meu livro de lado.
"Sim, Bella?"
"Não, continue tocando Eu tenho uma ideia." Eu digo, rastejando de debaixo do piano para ficar atrás dele. "Toque algo mais complicado. Algo delicado".
Ele começa Jeux d'eau, de Ravel.
"Perfeito." Eu respiro, exatamente em seu ouvido. Ele estremece, mas não perde uma nota.
"Você está preocupado sobre machucar-me quando a paixão toma conta, certo?" Eu pergunto, beijando seu pescoço.
Eu nunca tinha percebido quão longo é. Frio ao meu toque, e tem uma sensação quase arquitetônica. Eu sinto o pomo de Adão dele convulsionar sob meus dedos.
"Muito." Ele confessa, hesitando um pouco.
"Concentre-se nas notas." Eu o instruo, beijando a sua nuca agora.
Eu realmente estou começando a me divertir. Seu perfume é inebriante, e eu não posso ter o suficiente. Eu foco nas áreas onde ele tanto merece algum retorno, e beijo exatamente atrás da sua orelha, depois sigo para cima com uma pincelada delicada da minha língua. Seu ritmo continua bom, embora ele continue engolindo em seco e sua mandíbula esteja apertada.
"Você está bem?" Eu pergunto, beijando sua orelha.
"Porra, sim." Ele sibila. "Não pare".
Encorajada, eu mordo sua orelha quando acabo de beijá-la. É surpreendentemente firme, mas eu sei que tem um efeito porque uma nota soa muito alta nesse momento, e eu olho para notar uma rachadura em uma das teclas de marfim.
"Está vendo?" Ele resmunga, frustrado. "Isso poderia ter sido você. Eu não queria também".
"É por isso que isto é uma boa ideia." Eu me gabo, feliz comigo mesma. "Nós simplesmente vamos ter que continuar fazendo isso até você tocar perfeitamente".
"Eu já te disse o quão brilhante você é?" Ele pergunta, quase em conversação. "Deus, eu adoro você".
"E eu, você." Eu digo docemente, sentindo-me corajosa.
Começo a beijar seu pescoço de novo, e deslizo minhas mãos sob a sua camisa para pastar as minhas unhas pela ampla extensão das suas costas.
"Eu amo essa parte, onde o seu maxilar e orelha e pescoço se encontram." Eu murmuro, parando para lamber e mordiscar nos meus lugares favoritos ao longo do caminho, como um guia de turismo sexual.
Pela primeira vez na minha vida, me sinto como filha de Renée da melhor maneira possível. Eu quase quero dizer a ela sobre isso, seria fazê-la tão orgulhosa. Eu posso vê-la fazendo sinal de positivo para mim.
"Quando você me beija nesse ponto, você poderia fazer o que quisesse comigo." Eu murmuro, bem no seu ouvido, e assisto seus olhos se arregalarem e suas narinas se abrirem.
"Talvez mais do que isso, eu amo as suas mãos. Tão elegantes, tão sensuais quando tocam as teclas. Eu fico com inveja dessas teclas, às vezes, você sabia disso?" Ele não cometeu um erro em um tempo, então eu continuo falando e trabalhando meu caminho para baixo.
Esta pode ser a minha vingança para aquela noite na praia, mas nós dois estamos gostando disso, por isso não parece trivial, afinal.
"Abotoaduras – eu sei que você sabe o que elas fazem comigo." Eu sussurro e pego o seu sorriso travesso. "É claro que você sabe. E essas mãos... eu adoro observar suas mãos agora, cometendo erros, isso me diz que você não é imune ao meu toque".
"Imune?" Ele zomba. "Tente "mal controlado". Você ficaria horrorizada se você realmente soubesse o quanto de esforço é necessário".
"Não, eu gosto disso. Eu gosto que você esteja se esforçando." Insisto, deslizando para baixo em suas costas e circulando meus braços ao redor da sua cintura. Eu beijo suas costas sob a sua camisa e traço meus dedos preguiçosamente do seu umbigo até o último botão da sua calça jeans e volto novamente. "E eu realmente gosto que você cometeu cada vez menos erros. Isso é bom porque eu não posso esperar para ter essas mãos todas sobre mim".
Eu dou risada quando várias teclas quebram.
"Deus, Bella, você é perversa." Ele geme, prendendo minhas mãos nas suas levemente quando ele para de respirar por um longo momento. "Nós realmente temos que parar agora. Mas eu definitivamente vou arranjar mais desses livros para você".
~oЖo~
"Vocês dois." Alice sussurra para mim conspiratoriamente enquanto olhamos para Edward e Jasper esperando na fila do bar. "Vocês dois estão brilhando Conte-me: ele é tão bom nu como ele é vestido? Eu quero detalhes".
"Alice!" Eu rio em estado de choque quando Edward lança um sorriso perverso em nossa direção. "De jeito nenhum eu vou contar sobre isso".
"Oh, ótimo." Ela faz um beicinho pouco convincente. "Estrague o prazer da minha diversão em segunda mão".
"Hum, pelo que tenho presenciado em sua casa, você está tendo muita diversão em primeira mão, e claramente não precisa tomar emprestada a minha." Eu respondo, admirando a forma como o jeans de Edward passeia exatamente baixo o suficiente para acentuar a curva da bunda.
Ele me pega olhando e balança a cabeça em reprovação. Eu sorrio em resposta e percebo Jasper zombando de nós, fazendo beijos engraçados e caras de mordidas para Alice enquanto levanta suas sobrancelhas lascivamente.
"É verdade, eu sou uma moça de sorte." Ela suspira, piscando pornograficamente para o seu marido, sua boca aberta. Ela faz uma pose sugestivamente e murmura, "Oooh, yeah, baby. Venha pegar isso".
"Cale a boca!" Eu protesto, envergonhada, mas estou rindo muito. Os ombros de Edward estão se mexendo, mas ele não derrama cerveja da jarra. Jasper para na jukebox e deposita algumas moedas, equilibrando copos na mão livre.
"Não que nós tenhamos muito tempo para isso estes dias." Ela sussurra enquanto eles se aproximam da nossa mesa. "Jasper está trabalhando em um projeto grande agora. É muito trabalho, trabalho, trabalho, dezesseis a vinte horas por dia".
"Eu só vou dormir quando eu estiver morto." Jasper anuncia, estabelecendo quatro copos na mesa. Ele olha para Alice culpado, e vejo os círculos escuros sob seus olhos azuis brilhantes. "Isto é para o nosso futuro, Anjo".
"Eu sei." Ela diz, beijando sua bochecha. "Eu entendo por que isso é necessário. Mas que tipo de esposa eu seria se eu não sentisse a sua falta quando você está colado ao computador o dia todo e à noite?"
"Você seria a esposa de alguém." Ele diz, envolvendo os braços em torno dela. "E eu gosto da minha exatamente como ela é".
Edward graciosamente derruba um dos copos no chão com um cotovelo em um alongamento estranhamente grande. Ele quebra, mas não estilhaça. Alice pula para ir buscar outro copo, mas eu a impeço.
"Está tudo bem." Eu digo brilhantemente, "Edward e eu vamos compartilhar".
Ela me dá um olhar divertido, mas passa logo que a próxima canção começa. O bar está calmo o suficiente para eu ouvir o arrancar suave de um violão e uma bela voz de tenor cantando fervorosamente em espanhol.
"Jasper!" Alice grita, sua mão voando para a sua boca, seus olhos brilhando. "Esta foi a nossa dança do casamento! Quando eles a colocaram na jukebox?"
"Quando eu mesmo a coloquei." Ele diz, levantando e oferecendo-lhe o braço. "Esta manhã, na verdade. Dança comigo, bela cigana?"
"Todos os dias até o fim, se você quiser." Ela responde solenemente, esquecendo tudo sobre nós enquanto ela gira com ternura para a pista de dança.
"Vamos nos juntar a eles?" Edward pergunta suavemente, beijando minha bochecha. Eu aceno e pego na mão dele.
"Eu gostaria de saber o que ele está cantando." Eu digo, inclinando minha cabeça contra o seu ombro enquanto eu o deixo nos guiar gentilmente, passos oscilantes. "É uma canção tão bonita".
"É uma canção sobre uma pomba." Edward murmura, alisando meu cabelo atrás da minha orelha. "Que perdeu sua companheira".
"Você fala espanhol?" Eu pergunto, olhando em seus olhos. "O que ele diz exatamente?"
"'Eles juram que o próprio céu estremeceu quando ouviu o grito dele'." Ele traduz, "'Como ele sofreu por ela, chamando por ela, mesmo quando ela morreu'".
Enquanto ele traduz para mim, seus olhos ficam tristes, assombrados pela música. Ele me segura mais apertado e parece totalmente miserável pela primeira vez desde a última noite que nós dançamos aqui. Eu quase peço a ele para parar, mas este momento é importante, então eu simplesmente ouço. Ele levanta o queixo ligeiramente para descansá-lo no topo da minha cabeça, e embala-me enquanto ele continua.
"'Eles juram que ele é nada mais do que a alma dela'." Ele continua, num tom áspero e baixo. "'Que ele ainda espera que ela volte, a criatura infeliz. Cucurrucucú, pomba, Cucurrucucú, não chore. As pedras nunca choram, pomba. O que elas sabem sobre amores?'"
"É dolorosamente linda." Eu suspiro, observando Alice e Jasper por cima do ombro de Edward.
Eles estão olhando para os olhos um do outro como adolescentes apaixonados, mas sorrindo como os pais de Charlie no 50° aniversário de casamento deles. Fecho meus olhos para dar-lhes privacidade. Eu tremo nos braços de Edward e rezo para o que quer que esteja lá fora, que essa coisa nova e frágil não desabe ao meu redor, deixando-me tão perdida e desolada como a pomba na canção. Eu quero o que Alice e Jasper têm. O que meus pais não tiveram - bem, Renée, de qualquer maneira.
"Bella." Ele diz, afastando-se apenas longe o suficiente para olhar nos meus olhos. "Há algo que eu deveria falar para você sobre o meu tipo. Eu devia ter lhe contado antes".
"O que é?" Eu pergunto, preocupada com sua expressão grave.
"Seus sentimentos provavelmente mudarão." Ele diz com tristeza. "É normal. Você provavelmente vai se apaixonar e desapaixonar, como a maioria das pessoas, e eu não quero que você pense que eu estou lhe dizendo isso para colocar qualquer pressão sobre você. Para nós, é diferente. Certas coisas com a gente são mais permanentes. Vivemos para sempre, a menos que sejamos mortos de propósito, e nossos parceiros são para toda a vida. Eu sei, eu sei que não é assim com as pessoas. Eu juro, eu vou deixar você partir no momento em que você me disser que acabou".
"Algumas pessoas têm seus parceiros para a vida toda." Eu o lembro gentilmente, olhando para Alice e Jasper.
"Eles têm um vínculo extraordinariamente forte." Ele admite. "Mas e quanto aos seus pais? Eles não duraram muito tempo".
"Renée, não." Eu o corrigi. "Charlie casou para a vida toda".
"Eu não estou te dizendo isso para você apressar qualquer decisão." Ele diz suavemente. "Eu só acho que você deve saber que tudo isso significa mais para mim do que para a maioria das pessoas que conhece. Por favor, só não diga nada... importante para mim sem saber disso".
"Eu sou filha de Charlie em mais de uma maneira." Eu prometo-lhe quando a música se desvanece e os nossos movimentos diminuem até parar. "E eu não vou dizer isso para entrar em suas calças também. Edward, quando eu digo essas palavras, é para sempre. Assim como as pombas".
Ele se inclina e sela minhas últimas palavras com um beijo digno de altar, devotado e apaixonado e puro. Eu me inclino para ele, rosto erguido como uma flor ao sol.
Eu te amo, nossos lábios dizem em silêncio.
A verdade bate as asas entre nós, esticando e levantando muito acima do barulho ruidoso do mundo que nos rodeia.
~oЖo~
Nota da Tradutora:
Nossa, quantas emoções em um só capítulo... sentimentos tão lindos desses dois... e Bella realmente "querendo entrar nas calças dele"... hehehe. Eu fico toda boba com essa fic, acho esse amor deles muito fofo...
Deixem reviews e até segunda que vem!
O FF estava com problemas ontem, por isso não consegui postar ontem.
Bjs,
Ju
P.S.: Para quem acompanha, domingo postei o último cap. de MR. HORRIBLE e uma ONE SHOT "Nosy Neighbors".
