Normal: narração e fala

Itálico: pensamento

Capítulo 12.

Enquanto isso, em Noburo, Jake realmente está amarrado numa cadeira e amordaçado, mas o que ele não contou para Jéssica é que alguns tubos estavam ligados nele e sugando sua energia mágica aos poucos. Se continuassem sugando nessa velocidade, Jake acabaria morto em poucos dias.

Ele não sabia quem o tinha sequestrado. A única coisa que sabia é que estava num lugar chamado Noburo, no qual nunca tinha ouvido falar, e que já estava há algum tempo sem comer.

Voz: Ora, ora, como você cresceu!

Ao ouvir a voz, Jake levantou a cabeça para ver o dono dela. Era uma mulher que tinha idade pra ser mãe dele.

Mulher: *segurando-o pelo queixo* Você tem os olhos de sua mãe, mas isso não é nenhuma surpresa. Todos na família dela tem olhos azuis com feromônio ocular. *notando ele arregalar os olhos* Surpreso com a revelação, hein? Deixe eu me apresentar? Sou sua tia materna e me chamo Mayou.

Jake não teve dúvidas de que Mayou era parente de sua mãe. Possuía os mesmos olhos de Fernanda.

Mayou: Apesar de não poder te soltar, vim te trazer comida. Até o filho da minha irmã traidora merece comer.

Com isso, Mayou tirou a mordaça de Jake e lhe deu algumas colheradas do que havia trazido: arroz. Jake, é claro, aproveitou que estava com a boca descoberta e fez uma pergunta. Foi difícil por estar cansado, mas conseguiu.

Jake: Por que... chamou minha mãe... de traidora?

Após Jake engolir a última colherada de arroz, Mayou respondeu a pergunta com um sorriso maroto.

Mayou: Eu já esperava que perguntasse isso. Sabe, quando minha irmã tinha sua idade, ela deixou Noburo e foi para a Terra. *notando os olhos arregalados dele* Sim, estamos em outro planeta. Continuando, ela acabou se envolvendo com um terráqueo chamado Nimbus e teve você, mas a família acabou descobrindo o paradeiro e a matou. Na frente do marido dela.

Jake não tinha forças nem pra ficar irritado, então só deixou sua "tia" continuar a falar.

Mayou: Tentaram matar você também, mas Nimbus te escondeu e, no final, desistimos. Pelo menos por um tempo. Você vai acabar morrendo como sua mãe, mas ao contrário dela, terá uma morte bem demorada. Através desses tubos ligados em você. Assim que sugarem toda a sua magia, você estará morto. E sabe o que é engraçado? Fernanda não foi a única a ter um filho fora de Noburo.

Jake: Você... teve?

Mayou: Sim. Com um homem do planeta vizinho, Tobor (sei lá se Tobor é um planeta, mas estou colocando que é nessa fic). Só que meu filho é mais velho do que você.

Após dizer isso, e amordaçar Jake novamente, Mayou saiu dali.

Jake: Jéssica...

Enquanto isso, na nave, Lance e Mari estavam nos bancos da frente, enquanto que os outros estavam nos fundos da nave.

Mari: Quando você disse que conhecia Noburo, você falou sério? Como é possível?

Lance: Eu também não sou da Terra. Noburo fica ao lado de meu planeta, Tobor.

Mari: To...bor?

Mari arregalou os olhos. O nome do planeta de Lance a fez recordar-se do que havia acontecido com ela no passado.

Mari: *ficando séria* Você cresceu muito desde o incidente no labotarório.

Lance: *surpreso* Huh?

Mari: Eu me lembro de tudo agora. Sou realmente a Mariângela que você falou.

Lance: Por que não diz pra mim do quê se lembrou?

Mari concordou, ao mesmo tempo que ficou com um olhar distante.

Mari: Como você, sou de Tobor e estava participando do Projeto I.R.A.M., que proporcionava ao usuário controlar computadores e portais dimensionais com a mente, além da mais avançada tecnologia como se fosse mamão com açúcar. Eu era a líder do projeto e me posicionei como cobaia no teste com um chip que foi implantado na região perto do hipocampo.

Lance: Bem que eu tentei te impedir, mas você não me escutou.

Mari: Pois é. O chip deu um pequeno curto e isso mexeu com o hipocampo. Com isso, a parte do meu aprendizado aumentou e a maior parte de minha memória foi apagada. Quando o chip se auto-consertou, criou um portal dimensional que me levou para a Terra, mais precisamente para um orfanato. Quando meus pais adotivos me adotaram, a única coisa que eu me lembrava era o nome do projeto, mas ao contrário. Esse acabou sendo meu nome.

Lance: Agora é seu apelido, não é?

Mari: Sim.

De repente, para o espanto de todo mundo, a nave foi atingida. Só assim repararam que haviam chegado em Noburo... e que estavam sendo atacados.

Paola: *aparecendo nos bancos da frente* Lance, não temos muito tempo! Se quisermos escapar, temos que pousar no local em que Jake está. Isso se não quisermos enfrentar o planeta inteiro!

Lance: *manobrando com dificuldade* Já o localizou, Paola?

Paola: *apontando um enorme palácio* Ali, naquele palácio.

Lance não teve tempo de frear: a nave atravessou o teto do enorme salão do palácio, onde havia vários bruxos armados.